A primeira Copa de que tenho vaga lembrança (tinha 6 anos) é a de 1982 na Espanha. Segundo se comenta, naquele ano o Brasil tinha à sua disposição uma das melhores seleções de todos os tempos, comandada pelo mitológico Telê Santana. Mesmo assim, perdeu. Portanto, em toda a minha vida, e na da maioria das pessoas, vi muito mais a derrota do que a vitória da seleção. E isto, paradoxalmente, é bom. Pois, caso contrário, não teriam valor as conquistas do pódio. As melhores coisas são as raridades. Ainda assim, o Brasil é o único pentacampeão mundial.
Claro que eu queria ver a seleção campeã na África do Sul em 2010. Agora nos preparamos para 2014 aqui mesmo em nossa Pátria. Mas percebo que quanto mais conhecimento e informação acumulamos com o estudo e com a vida, menos damos importância a competições e campeonatos que têm o seu frisson e suas emoções próprias, mas que não vão além disto: competições desportivas. Tenho pena, mesmo, é daqueles que ainda não conseguiram discernir que o Brasil é o país e não a seleção de futebol. E que o Brasil realmente perde quando o desvalorizamos em detrimento do estrangeiro, não cumprimos nossas obrigações sociais, excluímos os pobres e não buscamos a educação e a formação para uma vida mais digna.
No mais, viva o Brasil, nosso país! E parabéns a quem vier a vencer a Copa do Mundo da Fifa na África do Sul. Só torço para que não seja a Argentina. E, se for, será por merecimento de nuestros hermanos.
P.S.: Bem, os hermanos também tiveram o seu dia de derrota nas quartas de final do Mundial. Que triste, Maradona!



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