Assim procederam os chilenos com a presidenta Bachelet, os nicaraguenses com a presidenta Violeta Chamorro, assim procedem os argentinos com a presidenta Cristina K. e os costarricenses com a presidenta Laura Chinchilla Miranda. Mas aqui no Brasil, a “grande mídia” se recusa terminantemente a reconhecer que uma mulher na presidência é um fato extraordinário e que, justamente por isso, merece ser designado por uma forma marcadamente distinta, que é presidenta. O bobo-alegre que desorienta a Folha de S.Paulo em questões de língua declarou que a forma presidenta ia causar “estranheza nos leitores”. Desde quando ele conhece a opinião de todos os leitores do jornal? E por que causaria estranheza aos leitores se aos eleitores não causou estranheza votar na presidenta?
Presidenta, sim!
Assim procederam os chilenos com a presidenta Bachelet, os nicaraguenses com a presidenta Violeta Chamorro, assim procedem os argentinos com a presidenta Cristina K. e os costarricenses com a presidenta Laura Chinchilla Miranda. Mas aqui no Brasil, a “grande mídia” se recusa terminantemente a reconhecer que uma mulher na presidência é um fato extraordinário e que, justamente por isso, merece ser designado por uma forma marcadamente distinta, que é presidenta. O bobo-alegre que desorienta a Folha de S.Paulo em questões de língua declarou que a forma presidenta ia causar “estranheza nos leitores”. Desde quando ele conhece a opinião de todos os leitores do jornal? E por que causaria estranheza aos leitores se aos eleitores não causou estranheza votar na presidenta?
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Comentários
2 respostas a “Presidenta, sim!”
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Artigo muito bom, retoma discussões importantes: a questão de gênero, a presença da mulher no poder e o papel que a imprensa têm desenvolvido no contexto político da sociedade, mas esta postura da imprensa não é novidade, há muito que a esquerda política tem de lidar com esta situação, agora talvez ainda mais, o Partido dos Trabalhadores continua no comando do Brasil e com uma mulher ditando as regras…Uma brincadeirinha: Fazer referência ao candidato tucano de cara de vampiro, foi demais, depois da Saga Crepúsculo, vampiro agora é do bem e lindo.
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Ei, Levon… Muito bom o artigo do professor Marcos Bagno… No Brasil acontece o contário dos outros países: a diversidade linguística aqui é cada dia mais assassinada em nome de uma norma padrão… Falar \”presidenta\” também prova a força da língua falada sobre a língua escrita e inventada… Por que será que o livro \”Grande Sertão: Veredas\”, de João Guimarães Rosa (1908-1967), faz sucesso com aquelas pessoas que são mais eruditas e também com aquelas pessoas \”menas\” eruditas? E por que não dizer \”menas\”? Segue a norma culta da língua portuguesa: a concordância de gênero… Faço questã!!!Abraços e Feliz 2011João Renato Diniz Pinto
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