Surpreendi-me positivamente com duas coisas relacionadas à nova novela do SBT, Amor e Revolução, que não estou acompanhando, diga-se de passagem.
1ª. O grande número de alunos e até de colegas professores que vem se “supreendendo” com a crueldade da Ditadura Militar brasileira (1964 – 1985) apresentada na trama. Quer por vocação política, quer por força de ofício (sou professor de História), as informações e descrições do regime militar não me são novidades, embora sempre que os revisito em leituras e conversas me despertem continuada indignação.
2ª. O fato do SBT, emissora de pouquíssimo conteúdo relevante, ter a coragem de apresentar uma novela com temática tão importante para a memória histórica do Brasil, também me interessou, e espantou. Não é comum. Mas é bom. Nosso país, de memória curta, precisa conhecer sua história, criticar seu passado e exorcizar seus “demônios” por meio da informação e da verdade. A TV, meio de comunicação de maior audiência entre os brasileiros, deveria se prestar mais a cumprir este papel de educadora. Evidentemente que não faço aqui uma análise das qualidades técnicas e de teledramaturgia do folhetim em questão.
Que outras iniciativas do gênero prosperem!
Deixe um comentário