A guerra dos comentários

Depois de publicar, nos últimos dias, dois artigos, a saber, “Taiobeiras e o domínio das consciências” e “Taiobeiras e a liberdade das consciências“, recebi vários comentários elogiosos e alguns poucos críticos (mas com bons argumentos). Publiquei-os. Não espero apenas receber louvações pelo que escrevo. A escrita é crítica e deve ser criticada. Mas assim, como escrevo com civilidade e respeito às pessoas (mesmo não concordando, às vezes, com o que elas pensam ou praticam) e pautando-me por uma argumentação significativa, acolho os comentários que também discordem de minha visão e que apresentem argumentos em contrário. Isto é bom e me faz crescer politicamente e intelectualmente. Isto é democracia.

No entanto, alguns comentários recebidos, os quais não publiquei, se pautaram pela ofensa direta, pela desqualificação de minha pessoa e ideias, e de outras ligadas a mim, pelo anonimato (sinal de falta de coragem intelectual) ou pela assinatura por pseudônimos não passíveis de existência. Este tipo de atitude é lamentável e revela o nível de pensamento de muitos que detêm relativo “poder” na sociedade taiobeirense. Realmente lamentável para nossa cidade. Mas, fazer o quê? Continuar na luta. Isso só muda com o tempo, com o avanço e o progresso da cultura e dos costumes políticos. Estou no grupo dos que lutam pelas mudanças civilizatórias em Taiobeiras, no Brasil, no mundo…

O tipo de comentários que citei no parágrafo anterior chega em massa, mais ou menos da mesma forma como ocorreu na campanha eleitoral passada (2010), em que o exército de esgoto virtual comandado por José Serra (PSDB) praticou na Web toda sorte de divulgação de mentiras, ilações e falsas notícias contra a então candidata Dilma Rousseff (PT). Serra perdeu a eleição, mas os tentáculos do monstro subterrâneo que criou (baseado em racismo, xenofobia, homofobia e sexismo machista pseudo-cristão) ainda se mantêm bem vivos e atuantes. E está a pleno vapor a se preparar para as eleições de 2012. A sujeira sem rosto, que antes atuava nos becos e esquinas, desta vez também virá pelas vielas virtuais.

Nada a temer. Apenas lamento que em uma cidade que se define como pólo de uma região, tais práticas de “não-díálogo” e de “não-debate” se firmem como o instrumento predileto do “fazer político”. Toda mudança significativa no conjunto da sociedade começa no interior de nossas motivações mais íntimas.


Descubra mais sobre Professor Levon Nascimento

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Comentários

Uma resposta a “A guerra dos comentários”

  1. Avatar de Rhansley Santos (via Facebook)
    Rhansley Santos (via Facebook)

    Respeitando a opinião dos outros. É o que eu digo sempre!

    Curtir

Deixe um comentário