Hoje é a solenidade de Cristo, Rei do Universo, último domingo do calendário litúrgico (2017) católico.
Jesus é rei porque se põe a serviço dos outros, cura em dia de sábado, mesmo aos não-judeus, dá de comer aos famintos, tem compaixão dos órfãos e das viúvas, expulsa os vendilhões do templo, transforma água em vinho para alegria dos festejantes, salva a mulher do apedrejamento patriarcal, deixa fariseus e outras autoridades em saia justa com sua sabedoria, incomoda os instalados no poder em sua época e se entrega individualmente para salvar coletivamente.
Já os “reis” da Terra reinam com mordomias descabidas, lucros exorbitantes, riqueza concentrada à custa da pobreza institucionalizada, manipulação do Estado para interesses privados, jantares suntuosos a quem deveria legislar pelo bem comum em troca da destruição dos direitos dos pobres e dos trabalhadores, instrumentalização da justiça para absolver os aliados da iniquidade e condenar os inimigos do status quo, e deboche perseguidor aos que lutam por um mundo mais fraterno.
A diferença entre a realeza de Cristo e a glória passageira dos homens poderosos está na humanidade de Jesus e no egoismo de quem só tem poder porque dá golpes.
“Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos” (Marcos 9,35).
Àquele que era, que é e que vem, honra e glória. Vem, Senhor Jesus!
O Senhor é Rei!
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