A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), órgão máximo da Igreja Católica no Brasil, divulgou um manifesto onde afirma que: “É pecado grave usar o nome de Deus ou qualquer religião para praticar ou justificar a violência”.
Daí, um grupo de católicos tradicionalistas, extremistas mesmo, que apoia a intervenção militar de Temer contra os pobres e negros das favelas do Rio de Janeiro, desafiou os bispos e lançou uma carta na qual concluem mais ou menos assim: “Lembramos novamente: existem tipos de violência que não são ruins, mas que, pelo contrário, são muito necessários e que são nossa obrigação!”
Segundo essa gente, os bispos estariam apoiando o “discurso do PT”. É isso mesmo! A onda agora é assim: se tem uma coisa ou ideia com a qual você não concorda, grite bem alto que a pessoa que está propondo tal coisa/ideia é petista, comunista ou sei lá o que “ista”, que pega.
Pergunto a esses católicos, “mais católicos” do que os bispos:
* Quais tipos de violências não são ruins?
* Pregar um homem inocente ou culpado numa cruz, pode?
* Queimar mulheres vivas em fogueiras, depois de torturá-las e seviciá-las, acusando-as de serem comparsas do diabo, pode?
* Matar milhões de índios ou negros porque algum clérigo disse que eles não tinham alma, pode?
* Molestar crianças e adolescentes em seminários ou conventos, para onde os pais os haviam enviado pensando que estavam sob a proteção de homens ou mulheres de Deus, pode?
O Papa Francisco está enfrentando uma barra para representar Jesus, tendo como “recursos humanos” tais figuras obtusas. Mas estamos firmes com Francisco, que tem muitos sacerdotes, religiosas e leigos comprometidos com o bem comum ao seu lado, rumo a Jesus, que é muito melhor do que essa patuleia.

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