A lista de Epstein

A chamada “lista de Epstein” — e todo o processo que a envolve — expõe denúncias gravíssimas e relações obscuras entre figuras poderosíssimas do capitalismo global e redes de exploração e abuso. Nesse universo de poder, Donald Trump e outros bilionários aparecem como personagens centrais de um sistema profundamente corrompido, ao passo que Jair Bolsonaro surge como um de seus aliados políticos mais explícitos.

Não é casual, portanto, que esse mesmo bloco de poder tenha se articulado contra o Papa Francisco, justamente por ele ter sido uma das vozes mais firmes na denúncia das injustiças estruturais, da mercantilização da vida e da idolatria do dinheiro.

Se há algo que possa ser chamado de “besta do Apocalipse” ou “anticristo” em nosso tempo, ele não se apresenta em figuras míticas, mas nas engrenagens concretas desse sistema econômico desumanizante, amplamente revelado nos escândalos ligados a Epstein.

O mais triste é ver setores da extrema-direita cristã curvarem-se diante desse poder, confundindo fé com submissão ao capital. Nesse sentido, assumir uma posição de esquerda — comprometida com justiça social, dignidade humana e solidariedade — é, a meu ver, estar muito mais próximo do ensinamento de Cristo do que das forças que o negam.


Nome de Trump aparece em registros de voos ligados à Epstein — Foto: Reprodução

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