Autor: Levon Nascimento

  • PT de Taiobeiras cobra retomada da Escola Técnica

    Devido à desistência da empreiteira, obra da escola técnica de
    Taiobeiras encontra-se paralisada. PT de Taiobeiras cobra retomada.

    Desde que as obras de construção do campus da Escola Técnica do Programa Brasil Profissionalizado foram paralisadas, devido à desistência da empreiteira, que nós do PT de Taiobeiras passamos a nos movimentar para que este importante investimento público não ficasse no esquecimento e fosse urgentemente retomado.

    Hoje tive a oportunidade de falar sobre o assunto com o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG).

    Palavras do deputado: “Estou articulando a nova planilha e pedindo o reitor (da Unimontes) a nova licitação para a retomada da obra”.

    Nós do PT de Taiobeiras estamos atentos e atuantes para que esta e outras obras e programas sociais sejam plenamente levados a efeito, pelo bem do nosso povo, da juventude e da educação. Estamos cobrando com muita responsabilidade.

    * Levon Nascimento, presidente do PT de Taiobeiras.

  • Releitura: Taiobeiras, mitos e manipulação

    Avenida da Liberdade (local da feira), em Taiobeiras, na década de 1990.

    Publiquei este artigo em 30 de dezembro de 2012, com o título original ‘Taiobeiras, a eleição de 2012 e os mitos derrubados’. Um ano depois, republiquei-o em meu livro “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”. Relembre…

    A eleição de 2012, em Taiobeiras, serviu para revelar uma realidade que já existia, mas que estava encoberta pelo surreal manto da ideologia e da propaganda. Os mitos caíram e, junto com eles, as máscaras políticas esculpidas desde o ano 2000. Vejamos algumas lendas nas quais ainda tem gente que acredita. Porém, pelos fatos, foram cabalmente desmentidas.

    1. O perigo do joelismo com Joel. E o joelismo sem Joel:
    Desde o ano 2000 que a figura pública do ex-prefeito Joel da Cruz Santos passou a ser trabalhada na mente dos taiobeirenses como a verdadeira expressão de tudo aquilo que não presta. Em outras palavras, Joel e o joelismo seriam o próprio mal em pessoa, na boca dos novos inquilinos do poder. Para além da crítica política, democraticamente necessária a qualquer governo, especialmente ao de Joel – que não era nenhum exemplo –, uma verdadeira cruzada contra sua vida pessoal e liderança política foi milimetricamente posta em prática, demonizando a ele e aos seus apoiadores ou admiradores. Uma vez ganhando a prefeitura em 2004, o grupo do prefeito Denerval passou a brandir o mito de que “nada de bom” foi feito em Taiobeiras até aquele momento e que, portanto, seria necessário impedir o retorno ao suposto caos do joelismo. Nada mais falso. A elite de Taiobeiras, que serviu e deu sustentação ao ex-prefeito enquanto ele se mantinha firme na corda bamba da política, é a mesma que atualmente se une em torno do Pacto de Poder liderado por Denerval. Inclusive, com mais fervor e devoção que outrora. Na prática, atualmente há um joelismo que dispensa a figura de Joel. Evidentemente, por boa educação, não é necessário citar nomes de pessoas ou de gerações familiares inteiras que sob Joel ou sob Denerval, se conservam em vistosos cargos da administração municipal.

    2. O clientelismo joelista, porém, “chique” e sofisticado:
    A grande crítica que se fazia à política joelista era com relação à corrupção, à manipulação do voto através do atendimento de pequenas demandas isoladas de cada eleitor, ao clientelismo e à compra de votos. Designou-se, inclusive, o velho termo sociológico “coronelismo”, apropriado para a análise histórica da República Velha (1889-1930), para o entendimento do caso taiobeirense. A crítica, claro, não era infundada. Vivia-se o descalabro. No entanto, entra para a galeria dos mitos, o fato de que essa política persistiu no pós-Joel, com uma nova roupagem, mais sofisticada e moderna, nem por isso menos odiosa e prejudicial. Vive-se um populismo disfarçado, um clientelismo “chique”. A campanha de 2012 pareceu demonstrar, com base nos processos de pedido de cassação de candidaturas e inelegibilidades ainda em curso, que tudo o que se ofertou no mercado eleitoral foi avidamente consumido não importando as consequências.

    3. O risco de Taiobeiras retroceder aos “caos” pré-2005. E as táticas nazistas:
    Uma das grandes mentiras do processo eleitoral de 2012, contada mais de mil vezes, sob inspiração de Goebels, ministro da propaganda nazista, a fim de que se tornasse mais uma “verdade” fabricada pelo regime político-ideológico firmemente instalado no Paço de Bom Jardim, era o de que Carlito se unira a Joel para fazer Taiobeiras retroceder aos tempos de antigamente e, dessa forma, destruir os “avanços” construídos por Denerval de 2005 para cá. Como já disse no primeiro item, o joelismo sem Joel, da Prefeitura nunca saiu. Tampouco, apesar de toda crítica merecida que se possa fazer a Joel, até mesmo os adversários mais ferrenhos reconhecem que a maior parte da infraestrutura pública existente em Taiobeiras foi edificada sob seus mandatos. Também, qualquer pessoa sensata, que compreenda um pouco de história, sabe que Taiobeiras não foi inventada por Denerval nem iniciada em 2005, como o marketing oficial quer nos fazer crer. Logo, a união entre os partidos políticos PDT, de Carlito e PR, de Joel, foi apenas uma justa coalização eleitoral, absolutamente necessária, e legalmente permitida, para além da “demonização” com a qual se deleitaram os detratores.

    4. Para ser prefeito precisa ser um administrador. E a negação disso em 2012:
    Denerval foi candidato a prefeito de Taiobeiras três vezes. Perdeu na primeira, mas se firmou como liderança, abrindo caminho para as vitórias seguintes. Sua tática eleitoral: a desconstrução impiedosa do adversário, atacando inclusive a vida pessoal do sujeito (Joel e João da Caixa que o digam). Seu discurso: o de que a prefeitura precisa ser administrada com o mesmo rigor e técnica com que se coordena uma empresa privada. Para isto, o prefeito precisaria ser um empreendedor de sucesso, como ele. Discurso que lhe caiu como uma luva, em contraposição ao jeitão desleixado e popular de seus antecessores. O fato é que esse argumento foi escandalosamente abandonado em 2012. Claro que para não prejudicar o candidato do momento, que não possui este mesmo perfil. Também, para não beneficiar o candidato da oposição, este sim, um empresário reconhecido. Para quem tem um pouco de memória e senso crítico, deve ter sido irônico ouvir da propaganda do grupo tucano em 2012 a seguinte frase: “Lembre-se, administrar uma prefeitura é diferente de administrar uma empresa…” Nas eleições anteriores falavam justamente o contrário. Também concordo que, para ocupar um cargo político, não é necessário ser empresário. O melhor exemplo é o ex-presidente Lula. Questiono sobre como os argumentos políticos são descartáveis, utilizados como roupas, que são vestidas ou despidas ao prazer ou necessidade do usuário. Conveniências cínicas da política, somente possíveis porque o povo de Taiobeiras é propositalmente levado à despolitização e à alienação.

    5. O refinamento da elite política que subiu ao trono em 2005. E o Facebook e o boneco:
    Com a subida dos tucanos ao poder taiobeirense em 2005, difundiu-se a ideia de que a nova classe política seria mais moderna e refinada do que a anterior. Mais um daqueles preconceitos de classe bem típicos da nova burguesia. No dizer deles próprios, a turma de João da Caixa representaria a bagunça e, eles, a retidão moral que chegou para por ordem na casa. Como já disse, repito, foram-se Joel e seu vice, João Emílio, mas o joelismo permaneceu no Paço. Se não escancarado, pelos menos presente no modus operandi. A campanha de 2012 jogou mais este mito no chão. A virulência na internet, especialmente na rede social Facebook, demonstrou a face “pouco meiga” do regime. O patrulhamento ideológico e as desmoralizações contra os adversários se deram, e continuam ainda, num nível muito abaixo do que pode ser chamado de civilizado. Para quem foi oposição a Joel, e continua, agora, aos tucanos, como este que redige o artigo que você lê, é possível dizer que havia maior respeito democrático naquele tempo do que hoje. O Facebook e o boneco da cruz-de-tau – queimado em praça pública – estão aí por testemunhas.

    Há muitos outros mitos estatelados no chão. Foram derrubados por seus próprios inventores. É urgente que a comunidade taiobeirense os identifique e os reflita. Eles venceram o pleito, mas a constatação de seus estratagemas para o alcance e a manutenção do poder tornou-se evidente para muitos, como nunca antes. Cabe à sociedade, que votou ou não no grupo vencedor, ter o discernimento desses fatos para saber cobrar e controlar.

    Não basta somente uma sociedade avançar no plano econômico. É preciso criar os meios para que a política, a cultura e o regime democrático co-participem do crescimento da economia. Também, é necessário construir uma cidade que vá além da beleza de suas praças e avenidas ou da alegria de suas festas. Um lugar onde as pessoas, especialmente aquelas que estão segregadas pela pobreza, pelas drogas ou pelo baixo conhecimento cultural, sejam integradas ao convívio cidadão.

    Taiobeiras é hoje uma cidade de “contos de fadas”. Não se pode negar que haja muitos avanços, boa parte deles porque o Brasil também avançou. Mas não existe na classe política que a dirige uma sensibilidade para com os que estão à margem; para com as questões da juventude: vítima da violência e das drogas; para com as situações étnico-culturais; para com a educação contextualizada e de qualidade; não há um olhar social efetivo e moderno ou comprometido como a elevação da dignidade da pessoa humana. Tudo isso tem de ser alcançado através da luta da comunidade.

  • As reflexões de hoje (VII)

    As reflexões na minha linha do tempo na rede social Facebook:

    Eu tento ficar quieto. Mas, às vezes, a indignação fala mais alto. Vamos ao assunto: Para o grupo oficial de ‘puxa-sacos’ da situação de Taiobeiras, é como se a cidade não tivesse prefeito. A prefeita é Dilma. Desculpem-me a palavra de baixo calão, mas não encontrei outra que definisse melhor os ditos cujos. Diante de qualquer crítica que alguém faça àquilo que é de responsabilidade da administração municipal, eles imediatamente jogam a culpa na Dilma, no PT ou no “líder da oposição”. Enfim, parece que Dilma virou prefeita de Taiobeiras, quando o assunto é falar dos problemas da cidade. Já quando é para falar das conquistas, aí dão nome, sobrenome, endereço e telefone. Vamos falar sério: o que tem de obras em Taiobeiras, devemos dar graças a Deus e ao Governo Federal (Dilma). Senão, a situação estaria muito pior. Os tucanos ganharam a eleição municipal de Taiobeiras. Pois que, governem. Não transfiram as responsabilidades para os outros.
    (28 de janeiro de 2015)

    Taiobeiras vive uma crise de governo. Quem ganhou a eleição municipal aqui foram os tucanos. Governem, tucanos! A culpa não é da Dilma ou do PT se vocês não dão conta. (28 de janeiro de 2015)

    Taiobeiras é igual a São Paulo. No mau sentido. Tanto aqui quanto lá, os tucanos aprontam, não cumprem suas obrigações, mas uma grande parte da população age como “zumbis” criados pela mídia desqualificada, repetindo o bordão: “É culpa do PT! É culpa da Dilma!”. (28 de janeiro de 2015)

    Estou contra a desinformação. Estão tentando colocar nas costas da Dilma aquilo que é da responsabilidade do prefeito. Sou totalmente a favor de cobrar da Dilma aquilo que é de responsabilidade da presidência da República. Mas, aqui em Taiobeiras, cobrar do prefeito aquilo que é obrigação da prefeitura, parece que virou ofensa pessoal. E eles já tem uma resposta decorada: “É culpa da Dilma. É culpa do PT”. Ou seja não estão jogando limpo. (28 de janeiro de 2015)

    Por exemplo, falam que a Dilma aumenta os impostos. Mas, não falam que um imposto de responsabilidade municipal, o IPTU, também foi aumentado, e de forma abusiva para com o bolso da maioria dos taiobeirenses. (28 de janeiro de 2015)
  • As reflexões de hoje (VI)

    Depois de mais de um mês, chove em Taiobeiras, em 23/01/2015

    Minhas publicações na rede social Facebook.

    Madrinha Donila morreu aos 104 anos, em 2011. Experiente nas agruras do sertão baiano, onde nasceu, e do sertão norte-mineiro, onde viveu, sempre que necessário bulia em suas orações e devoções. Clamava a Deus pela Divina Misericórdia. Certa vez, quando criança, lhe perguntei:
    – O que é a Divina Misericórdia que a senhora tanto pede?
    Ela me respondeu:
    – Ora, a Divina Misericórdia é a CHUVA!
    E não é que o Senhor nos brinda, neste final de tarde, em Taiobeiras, com sua Divina Misericórdia!

    (23 de janeiro de 2015)

    Uma regulação econômica da mídia, que desfaça os cartéis, promova a diversidade na produção de conteúdo e lhe dê um caráter mais educativo do que meramente comercial, é urgente. Com a mídia que temos, nem a família e nem a escola têm condições de educar adequadamente para a cidadania.
    (23 de janeiro de 2015)

    É somente impressão minha ou quanto mais as redes de televisão “vomitam” notícias de crimes violentos, de manhã, à tarde ou à noite, mais eles tendem a ocorrer na sociedade?
    (23 de janeiro de 2015)

    Compaixão, misericórdia, generosidade. De vosso sagrado coração, derramai estes dons sobre a nossa sociedade humana, Senhor.
    (23 de janeiro de 2015)

  • Imagens da Festa de São Sebastião nos 80 anos da Paróquia de Taiobeiras

    Bandeira em frente à Matriz
    Bandeira em outro ângulo
    Andor de São Sebastião carregado por policiais militares

    A Paróquia São Sebastião de Taiobeiras (MG), pertencente à Arquidiocese de Montes Claros, foi criada em 20 de maio de 1935. Portanto, em 2015 completará 80 anos de fundação. Veja as fotos da festa do padroeiro, neste 20 de janeiro de 2015, já como atividade do ano do octogésimo aniversário.

    Procissão
    Igreja Matriz de S. Sebastião de Taiobeiras (MG)
    Outro ângulo da procissão. Ao fundo, a Matriz.
  • As reflexões de hoje (V)

    Os textos publicados na rede social Facebook, condensados aqui…

    Pessoas batendo palmas para a pena de morte. Pessoas pedindo a volta da Ditadura Militar. Pessoas contra as ações afirmativas do governo. Pessoas endossando linchamentos concretos ou morais. O fundamentalismo e o fanatismo religiosos crescendo. A hipocrisia graçando (contra a corrupção dos outros, mas topa “jeitinho”). Pessoas querem segurança pública, mas defendem a liberação das armas. Nada disso é novo. A humanidade não aprende! Será que teremos de viver mais um cataclismo para aprender a dar valor à Democracia? (22 de janeiro de 2015)

    É uma época contraditória. Ao mesmo tempo em que muitos afirmam estar se convertendo a Jesus, a violência, a intolerância e a exploração aumentam. (21 de janeiro de 2015)

    No Brasil nunca houve escravidão negra. Negros aqui não sofrem preconceito e nem são discriminados. Os jovens negros tem todas as oportunidades, igual aos jovens brancos, e nem figuram nas listas como os mais prováveis a sofrerem violências e serem assassinados. Negros e brancos recebem salários equivalentes. Logo, sou contra cotas para negros. Só que não! (20 de janeiro de 2015)

    A crise no Brasil está terrível! Todo mundo viajando, curtindo férias na praia ou em outros roteiros, comprando, consumindo e… reclamando da crise! rsrs. Culpa da Dilma e do PT, claro! (20 de janeiro de 2015)

    Em minha ignorância, acho que o “anticristo” é o sistema capitalista. No dia em que eu vir as igrejas combatendo o capitalismo, aí compreenderei que elas são realmente “cristãs”. (20 de janeiro de 2015)

    Já foi constatado que em países como Islândia, onde as taxas de criminalidade são baixíssimas, também há pouquíssima diferença social entre ricos e pobres (classes sociais). Ao contrário do que muitos imaginam, países com baixa criminalidade não têm, necessariamente, legislação mais rígida. Então, a questão é melhorar a distribuição de renda, coisa que poucos estão dispostos a fazer… (20 de janeiro de 2015)

    Quanto mais aumentam as diferenças entre as classes sociais, mais aumenta a criminalidade. É uma verdade sociológica. Taiobeiras é a comprovação cabal. (20 de janeiro de 2015)

  • As reflexões de hoje (IV)

    Contradição: uns dizem defender a vida e são a favor da
    pena de morte.

    Os textos que publiquei durante a semana na rede social Facebook:

    Continuo achando que só quem dá a vida pode retirá-la. No caso, creio que quem dá a vida é Deus, por meio da natureza. Logo, só naturalmente uma pessoa deve morrer. Assim, sou contra pena de morte, aborto, eutanásia, suicídio, genocídio, assassinatos: passional, criminoso, estatal, ritual ou terrorista, latrocínio ou qualquer outra forma concreta ou simbólica de matar alguém. Enfim, lamento a morte de um brasileiro condenado a ela em outro país. Também pranteio a morte de tantos compatriotas aqui mesmo em nosso país através de outras formas de matar.
    (17/01/2015)

    Se questionar os graves problemas sociais de Taiobeiras é ser contra a cidade, então fiquemos calados vendo o circo pegar fogo. Às vezes, é necessário que alguém grite para que os bombeiros apaguem o incêndio.
    (17/01/2015)

    O povo daqui (Taiobeiras) é conformado. Parece com o povo paulista. É roubo, é trafico, é tentativa de assassinato, é falta de projeto social de inclusão, todo dia, e quase ninguém fala nada. E quem fala é acusado de estar “denegrindo” a imagem da cidade. Ou seja, há um patrulhamento ideológico tucano.
    (17/01/2015)

    “A melhor defesa é o ataque”. Não me recordo, agora, de quem é esta máxima do pensamento político, militar e futebolístico. Mas é o que estão fazendo os tucanos de Taiobeiras. Como não tem como justificar a situação desastrosa em que se encontra a cidade por eles governada, partem para o ataque aos adversários.
    (17/01/2015)

    Tem uns sujeitos “engraçados” aqui no Facebook. Toda vez que se questiona algum problema de responsabilidade da Prefeitura de Taiobeiras, que é governada pelos tucanos aecistas (PSDB), eles atacam o PT, os petistas e a presidenta Dilma. Evidentemente que eles sabem sobre o que é de competência do prefeito, do governador ou da presidenta. Como não têm justificativas para defender o péssimo governo tucano municipal, partem para a desqualificação. É bom dizer que a maior parte das verbas que movimentam Taiobeiras no presente vêm do Governo Federal (leia-se: Dilma).
    (17/01/2015)

    PARA PENSAR: Na semana que passou, depois dos atentados aos 12 cartunistas do Charlie Hebdo, em Paris, 2 mil pessoas também foram vítimas de terrorismo na Nigéria. Em sua maioria eram negros e pobres. Por que não há a mesma comoção e a mesma repercussão?
    (11/01/2015)

  • Artigo do Levon: Cadernos no saco de açúcar de 5 kg

    * Levon Nascimento

    Corria o mês de fevereiro de 1984, quando eu comecei a 1ª série primária na Escola Estadual Deputado Chaves Ribeiro ou Grupo da Igrejinha – como era conhecida – em Taiobeiras. Primeiramente, fui para a sala 2. Algumas semanas seguintes, depois de alguma avaliação que eu não sei bem qual foi, me colocaram na sala da professora Élia. Somente eu. Outros colegas também foram remanejados, só que para outras turmas. Tempos depois, fiquei sabendo que fui para a “Classe A”. Mas não é bem isto que quero contar.

    Agora, passados 30 anos, é chegada mais uma temporada de adquirir os materiais escolares das crianças. Cadernos de capas de marca, equipados com adesivos e plásticos temáticos. Caixas de lápis de colorir de até 48 unidades. Mochilas de diversos tamanhos e grifes. Borrachas, canetas, colas, fichários, “lancheiras” – no meu tempo, sem apelar para o anglicismo que gerou o neologismo, falávamos “merendeira”, em bom português – e tanto mais que fazem a meninada deixar os pais loucos na hora de comprar a lista ditada pelas escolas. Diante disso, me recordo daquele meu primeiro ano, dos materiais escolares que utilizei e da consciência que vim a desenvolver por conta da simplicidade deles.

    Os responsáveis pela minha criação não tiveram acesso à escola quando crianças. Mal sabiam assinar o próprio nome. Nunca tiveram a experiência do convívio escolar. Mesmo assim, queriam que eu estudasse, confiavam no “poder” da escola, e me disciplinaram a encarar os estudos como dever e caminho de sobrevivência. Como sou grato a eles por isto! Mas eles não tinham ideia de como era difícil ser pobre em uma sala de aula de classe média. Sim, porque como não havia escolas particulares na cidade naquela época, os filhos da classe média e alta também estudavam na escola pública e, invariavelmente, fossem alunos bons ou medianos, ficavam nas turmas “mais selecionadas”. Como fui parar numa delas – não sei como – passei a conviver com eles.

    Minha mochila escolar era uma pasta preta, de um material parecido com couro, em formato retangular, com um zíper na parte superior. Antes, ela servia para guardar os documentos da casa. Devia ter uns 30 ou 40 anos quando a ganhei para por meus cadernos. Estes, aliás, eram em tamanho pequeno, mais baratos, com capas ilustradas de círculos azuis, vermelhos ou pretos, em fundo branco. As folhas eram ásperas. Os lápis de cor eram dos pequenos, metade do tamanho de um lápis preto de escrever, com apenas 12 unidades na caixa. O livro recomendado – que o governo da Ditadura Militar não distribuía gratuitamente à rede pública – era o Caminho Suave, uma tradicional cartilha de alfabetização. Demorou para chegar em minhas mãos, pois era caro e levou muitas semanas de trabalho de servente de pedreiro para que pudesse ser adquirido pelos meus responsáveis. Mesmo assim, cheguei analfabeto em fevereiro, pois não fiz pré-escolar, e em maio já escrevia pequenas cartas a rogo dos meus familiares.

    A pasta preta era o meu suplício. Eu tinha uma vergonha imensa dela. Era feia demais! Ainda mais porque meus colegas de classe média vinham todos com suas mochilas de várias cores e inúmeros detalhes, já com a ilustração de alguns desenhos animados que passavam no Balão Mágico, como He-man e Superamigos. Pior do que eu, só um ou dois colegas que levavam os cadernos em sacos de açúcar de cinco quilos. Uma delas, chamada Vanusa, lembro-me bem, era zombada todos os dias por conta disso. Não se falava e ninguém se preocupava com o que hoje se convencionou, mais uma vez em inglês, chamar de Bullying. Termo que significa violência física ou simbólica. Sofríamos da violência social de ser pobres; e simbólica, de não ser consumidores, além da tradicional zombaria. Nossas pastas, nossos cadernos e nossos sacos de açúcar não se enquadravam nos padrões estéticos de uma sociedade de consumo que se formava no preconceito e no desprezo. Seriam as raízes de nossa atual decadência sociocultural? Ou as origens “imperceptíveis” de nossa trágica violência urbana?

    A partir dali, pela primeira vez em minha vida, comecei a perceber diferenças entre as pessoas. Não na substância, todos humanos, mas de classe social, entre os que podiam comprar e os que não, entre os que tinham e os que não. Não me produziu revolta, amargura ou despeito. Criou em mim senso de justiça, preferência pelos pobres e consciência de classe social, sementes de Esquerda. Consciência de classe que anda faltando a muita gente nos dias de hoje. Especialmente à gente que busca “subir na vida” sem escrúpulos ou à que tenta aparentar o que não é pelo consumismo vaidoso e suicida.

    Minha velha pasta preta de carregar cadernos, da qual tanto me envergonhei quando criança, quem diria, me ajudou a ter mais noção de mundo e coerência cidadã!

    * Levon Nascimento é Professor de História. Graduado em Ciências Sociais pela Unimontes.

  • As reflexões de hoje (III)

    É mato, assim como as nossas diferenças sociais e 
    culturais, mas não deixam de fazer um belo
     espetáculo estas florzinhas do campo que 
    infestaram os canteiros centrais da 
    Av. do Contorno, em Taiobeiras.

    A sua religião não é a única nem a melhor. A sua etnia (raça) não é a única nem a melhor. A sua orientação sexual não e a única nem a melhor. A sua opinião não é a única nem a melhor. Quando nos dermos conta de que, apesar de especiais e únicos, somos apenas mais um entre os outros, viveremos na tolerância, no respeito, na paz e atentados terroristas, racismo, fundamentalismo religioso e homofobia deixarão de existir.
    (Facebook, 10 de janeiro de 2015)

  • As reflexões de hoje (II)

    Prof. Levon Nascimento

    O risco do fundamentalismo, além da morte de inocentes, é a geração de novos fundamentalismos. O fanatismo islâmico alimenta, agora, o extremismo ocidental. Ao invés de justiça, cheios de ódio, clamam por vingança. Mesquitas foram atacadas na França. Será que todos os frequentadores dessas mesquitas, incluindo mulheres e crianças, também participaram do atentado ao Charlie Hebdo? Não estou relativizando. Os atentados aos cartunistas não podem ser ignorados nem diminuídos. Os terroristas e o fundamentalismo islâmico tem de pagar por isso. Os inocentes, sejam eles árabes muçulmanos ou cristãos brancos, não! São pessoas como você e eu.
    (Facebook, 9 de janeiro de 2015)

    Quando se fala em direitos humanos para presos, muita gente franze a testa e logo diz: “Diretos humanos para humanos direitos!” É um erro! Prisões deveriam ser lugares, por excelência, onde a “sociedade de bem” (como dizem alguns) tratasse os criminosos com a decência que eles não souberam ter com suas vítimas ou a qual não receberam durante suas vidas antes do crime, de modo que se reeducassem para o conviver coletivo. Prisões, em hipótese alguma, deveriam ser lugares de suplícios ou universidades do delito. Utopia, irrealidade, inocência! Eu sei. Mas não custa defender o que é correto. Uma vez que, do nocivo, estamos fartos.
    (Facebook, 9 de janeiro de 2015)

  • As reflexões de hoje (I)

    Ao contrário do que se pode supor apressadamente, quem ganha com o atentado de Paris não são os terroristas muçulmanos. Aliás, estes extremistas só “queimam o filme” dos seguidores do Islã. Quem lucra é a “indústria” ocidental (americana e europeia) e os partidos da nova direita, que para alimentar seus negócios e justificar os já corriqueiros discursos de ódio, respectivamente se nutrem do medo, da xenofobia e do racismo. Aliás, estes “demônios” que há muito se imaginava extirpados, novamente voltam à moda na Europa. Espalham-se pelos caminhos de um velho continente ainda cambaleante, vítima da crise cíclica de seu capitalismo ultraliberal. É um filme conhecido, de final trágico. E quem paga a conta são sempre os inocentes, os pobres e os “não-ocidentais”.
    P.S.: Lembrando que latino-americanos, como nós brasileiros, não são considerados ocidentais pelos xenófobos do norte.

    (No Facebook, em 8 de janeiro de 2015)

    Muito bom rever “O Pagador de Promessas”. A intolerância religiosa retratada ali, especialmente contra as religiosidades popular e afro-brasileira, permanecem ativas em nova roupagem, principalmente por parte de seitas de origem norte-americana. No mundo, lamentamos o atentado de Paris, ontem.

    (No Facebook, em 8 de janeiro de 2015)

  • Textos do Levon na primeira semana do ano

    Prof. Levon Nascimento

    A seguir, textos com observações minhas a respeito da realidade que nos circunda, publicados na rede social Facebook nos primeiros dias de 2015.

    Na França, hoje, mais um capítulo da onda de extremismo que só vem crescendo no planeta, ameaçando nos engolir, como uma tsunami. No Brasil, temos nossos Bolsonaros, Felicianos, Lobões, Sheherazades, Levis Fidélixes e uma cambada de doidos que ofendem e hostilizam nordestinos, negros, mulheres autônomas, pobres que recebem o Bolsa Família, petistas e esquerdistas, adeptos de religiões afro-brasileiras, gays e tudo o mais que consideram “inferiores”. Mal sinal para a história de um mundo que ainda se ressente do Holocausto nazista de 70 anos atrás.
    (Facebook, 7 de janeiro de 2015)

    As palavras mais ditas por quem se declara de oposição ao PT: ódio, odeio, detesto, abomino, corrupto, otário, ladrão, larápio. Talvez você concorde com elas. Mas, antes que você responda, faça uso do método crítico e acrescente um “?” diante de cada uma. Em seguida, vá a fundo para procurar respostas. Inclusive, estude um pouco de história (ou muito mesmo). Não só história do Brasil, mas também história geral, principalmente de um período conhecido como entreguerras (1918 a 1939, na Europa, época do nazifascismo). Você poderá continuar a concordar com as palavras em questão, mas será pela sua própria capacidade de interpretação, não pela dominação midiática que sempre se fez no Brasil contra governos de matiz nacionalista ou popular, a exemplo de Vargas, JK, Jango, Lula e Dilma. Outra, que talvez você não sabia: as palavras lá de cima, que muitos usam contra o PT, são as mesmas que os nazistas alemães e os fascistas italianos usavam contra seus respectivos governos antes de derrubá-los e tomarem o poder. Também são as mesmas utilizadas contra Getúlio e Juscelino. O resultado, espero que você conheça através do estudo da história.
    (Facebook, 6 de janeiro de 2015)

    Quando o assunto mais “importante” tratado por certas pessoas “inteligentes” versa sobre a roupa da presidenta na posse, seu jeito de andar ou sua silhueta (tão distante do tal padrão ideal), ao contrário de debater as ideias expostas em seus discursos ou a composição de seu ministério, para mim fica cada vez mais claro que tomei a decisão correta em apoiá-la, fazer campanha para sua reeleição, votar nela e defender seu governo.
    (Facebook, 2 de janeiro de 2015)

  • Boas Festas e Feliz 2015

    Um Feliz Natal e um próspero 2015 para você que lê este Blog.


    A palavra Natal significa Nascimento. Celebramos o Nascimento de Jesus em 25 de dezembro, ainda que não saibamos a data real em que tal fato ocorreu. Não importa a exatidão. Importa que ele nasceu por um ato voluntário de amor do Pai em relação a cada um de nós. É isto que festejamos. E ele nasceu pobre, em manjedoura, num estábulo para bois porque os ricos não o receberam em suas casas. Que no tempo presente, muito mais do que o Natal capitalista e consumista dos presentes e de Papai Noel, recebamos em nossas casas a Boa Notícia daquele que nos ensina a dizer “Pai Nosso – Pão Nosso”. Feliz aniversário, Jesus!

  • Foto histórica com Dilma Rousseff

    Outro dia postei uma foto com a ex-Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Na mesma data (12 de janeiro de 2003), também em Araçuaí/MG, tivemos a oportunidade de falar com então desconhecido Ministra das Minas e Energia, a qual se tornaria a primeira mulher a ocupar a Presidência da República brasileira, Dilma Rousseff. Naqueles dias, o presidente Lula, recém-empossado em seu primeiro mandato, trazia seus ministros para “estagiar” no Vale do Jequitinhonha.

    Na foto, os presidentes municipais do PT de Taiobeiras (Levon Nascimento), Salinas (Tânia Ladeia) e Novorizonte (Wilson Fernandes) em 2003.

  • Marina Silva

    12 de janeiro de 2003. No tempo em que dona Marina era companheira da luta. Antes dela rumar à “direita”, rsrs! Em Araçuaí/MG, após a 1ª posse de Lula na presidência, quando ele trouxe todo o ministério para “estagiar” no Vale do Jequitinhonha.

    Na foto, os presidentes municipais do PT de Taiobeiras (Levon), Salinas (Tânia Ladeia) e Novorizonte (Wilson Fernandes) em 2003. 

  • Novo ministério de Dilma

    Presidenta Dilma Rousseff
    Tenho críticas pontuais em relação aos nomes de alguns ministros indicados pela presidenta Dilma. Ser militante não significa que abdiquei da habilidade de pensar e de ter opinião própria. Mas votei nela por confiar em sua capacidade de condução do país. Reitero minha confiança e apoio a decisão da Presidenta!
    Publicado originalmente no meu perfil no Facebook, em 27 de novembro de 2014.
  • A morte de Chaves (Roberto Bolaños)

    Charge de Carlos Latuff no Opera Mundi

    MEMÓRIA: A primeira vez em que tomei conhecimento do personagem Chaves (interpretado pelo ator mexicano Roberto Bolaños), e de seu programa homônimo, foi em 1986, quando a TVS (atual SBT) começou a ser retransmitida em Taiobeiras. De lá para cá, apesar das reprises constantes, Chaves, Seu Madruga, Professor Girafales, Dona Florinda e demais habitantes da “Vila” encantaram as nossas vidas, no Brasil e em nossa Pátria Grande Latino-americana. ‪#‎RIPChaves‬

    Publicado orginalmente em meu perfil pessoal no Facebook em 28/11/2014.

  • Miltonalidades e o Sal da Vida: celebração de amor a Salinas

    No aniversário de 127 anos de Salinas, em outubro, o poeta Milton Santiago lançou seu novo livro de poesias ‘Miltonalidades”, com capa e ilustrações de Elisiana Alves, pela Editora O Lutador. Também entre o lançamento do livro, em 18 de outubro e 18 de novembro, ocorre a exposição “O Sal da Vida”, de Elisiana Alves, na Câmara de Salinas.

    Milton Santiago é fundador da ALS, Academia de Letras de Salinas, e colaborador da ATLAS, Academia Taiobeirense de Letras e Artes.

    “Miltonalidades”, de Milton Santiago, reúne poesias vibrantes, que buscam retratar a emoção, a história e a memória do povo salinense, “os mil tons” são uma “celebração à vida, ao amor, à família”.

    “O Sal da Vida”, de Elisiana Alves, é uma coletânea de aquarelas da premiada artista plástica taiobeirense, inclusive na última Bienal Internacional de Arte de Roma. Entre as telas, várias paisagens de Salinas são recriadas com intensa beleza.

    Vale conferir o livro e a exposição.

  • Artigo do Levon: A vitória de Dilma

    Artigo originalmente publicado na versão impressa do Jornal Folha Regional, Ano XII, n. 235, p. 3, novembro de 2014, Taiobeiras/MG.

    Eram 20h02min quando apareceram os primeiros números da apuração no telão instalado no salão do STR de Taiobeiras. Após três horas de angustiante espera, uma explosão de alegria fez o ambiente se eletrizar. Com 95% das urnas apuradas, Dilma (PT) aparecia à frente com 50,9% dos votos válidos, enquanto Aécio (PSDB) estava com 49,1%. Nem mesmo o alerta de que ainda faltavam 5% nem que a diferença era estreitíssima, podendo haver uma reviravolta, fez diminuir a euforia. O grito preso na garganta e a vontade de liberar a emoção foram mais fortes. Sobretudo depois de uma campanha tocada pelo ódio, cuja “proposta” do adversário se resumia a “tirar o PT do poder”. Dali em diante, um povo barulhento e tenaz tomou conta das ruas da cidade. Celebração de vitória!

    Aécio teve maioria em Taiobeiras, único município do Norte de Minas em que isto ocorreu. Ainda assim, na zona rural, em Mirandópolis e na Lagoa Grande, a campeã foi Dilma. Longe de buscar razões sociológicas, recorro à história. Há um mito, profissionalmente instigado, de que o neto de Tancredo teria uma relação de amizade com a cidade, materializado desde os tempos em que o jovem secretário do avô veio pedir votos para se eleger deputado federal e ficou hospedado na casa do então prefeito Geraldo Sarmento de Sena (Nen Sena). Contribuiu, ainda, a estrutura bem arrumada do atual grupo no poder municipal que, mesmo realizando um governo medíocre, mantém intactas as estruturas de dominação cultural, intelectual e política. E mais, a neutralidade desleal e a cooperação suicida de alguns poucos setores da oposição taiobeirense também influíram no resultado.


    Mas destaco a garra e a luta da militância petista e dos simpatizantes da causa popular. Para estes, não houve espaço para o muro ou para a omissão. Lideranças das Comunidades Eclesiais de Base, educadores engajados na luta por uma educação decente, trabalhadores autônomos, taxistas, sindicalistas rurais ou do serviço público, vereadores progressistas, todos se movimentaram pela garantia da continuidade da mudança inaugurada por Lula. Souberam entender que, apesar do bombardeio midiático e das tentativas de golpe da elite nacional, o projeto que melhorou a vida de milhões de brasileiros, retirando-os da miséria absoluta e integrando-os, como nunca antes em nossa história, estava em curso através do governo da Presidenta Dilma Rousseff. Perceberam, também, que caso não fosse reeleita, haveria um revés, um retorno ao passado, tão drástico quanto aquele que se havia iniciado com o Golpe Civil-Militar de 1964.


    E o capítulo mais especial desta luta se deve aos jovens e ao povo considerado mais humilde. Os jovens, estudantes, foram presença marcante nas atividades de campanha da Dilma em Taiobeiras. O povo da zona rural e dos bairros compreendeu o viés de classe social que a eleição despertou e garantiu as suas conquistas. Relembrou-se de que há 12 anos, antes de Lula e Dilma, só lhe sobrava os restos de verduras da feira, no final do sábado. Celebrou o acesso à cidadania que está conquistando através das ações dos governos petistas.


    Enfim, o colorido do vermelho da boa revolução se entremeou nas cores do povo e da juventude, sinalizando um novo tempo em que a luta continuará. Luta contra o ódio de uma elite atrasada que se ressente ainda hoje da assinatura da Lei Áurea.