Triste sina das mulheres brasileiras na política. Em três exemplos:
* Princesa Isabel: assinou a Lei Áurea, que acabou com a escravidão negra no Brasil. Ainda assim, era atacada por ser carola e perdeu a oportunidade de herdar o trono um ano depois de libertar os negros através do golpe militar que proclamou a República.
* Dona Lia, ex-prefeita de Taiobeiras: fez uma administração que priorizou a saúde e a educação, como nunca antes na história do município. Ainda assim, foi vítima de difamação e maledicência. O candidato a prefeito apoiado por ela, para sua sucessão, ficou em último lugar na disputa.
* Dilma Rousseff, 1ª presidenta do Brasil: foi torturada pela ditadura, foi ministra da Casa Civil, criou o Minha Casa Minha Vida, retirou o Brasil do mapa da fome e, em seu governo, o desemprego é o mais baixo da série histórica brasileira. Ainda assim, é vítima de uma implacável campanha de ódio e de manifestações golpistas que podem lhe custar o cargo conseguido na reeleição.
É possível virar este jogo?
Autor: Levon Nascimento
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Triste sina das mulheres na política brasileira
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Artigo do Levon: Os que amam a democracia
* Levon Nascimento
No modelo de democracia que foi escolhido para o Brasil, o candidato que obtém a maioria dos votos é eleito. Na última eleição presidencial, Dilma Rousseff (PT) derrotou Aécio Neves (PSDB) em votação de 2º turno. Quem ganha governa, goste-se disso ou não. Quem perde, tem a obrigação cívica de fazer o contraponto e a oposição democrática. Qualquer coisa diferente disso é golpe ou crime.
Mas o que se vê no Brasil neste início de 2015 é uma tentativa absurda de impedir que a candidata vitoriosa nas urnas possa exercer o direito de comandar o país. Do problema climático da falta de chuvas até a corrupção na Petrobrás, alega-se de tudo para conseguir o impedimento (ou “impeachment”) da mandatária-mor da Nação brasileira, ainda que ela não esteja na lista da Operação Lava-jato, organizada pelo Procurador Geral da República, enquanto até mesmo expoentes da oposição lá constam. Ninguém demonstra, efetivamente e com provas, qual crime teria cometido a primeira mulher Presidenta da República, que servisse de motivo para a cassação do mandato soberanamente conferido a ela pelo povo. Mas isto pouco importa aos que a querem expulsar do Planalto. Disso resulta a tese de que se trata de uma tentativa imoral de golpe de estado.
Ninguém é obrigado a gostar de um governo. Nem mesmo quem nele votou. Os direitos à liberdade de expressão, à mudança de opinião ou mesmo o de fazer oposição estão garantidos em nossa Constituição Federal de 1988. Aliás, aqui se faz um parêntese para informar que a atual Constituição brasileira é fruto dos esforços de todos aqueles que lutaram contra os 21 anos de ditadura militar.
Aquele regime ditatorial nasceu de outro golpe, o de 1º de abril de 1964. Ali, assim como hoje, as elites brasileiras, descontentes com os rumos nacionalistas e populares das políticas implantadas pelo Presidente João Goulart (PTB), tramaram e derrubaram um presidente democraticamente eleito pelo povo para por no lugar um governo autoritário, despótico, que censurou, torturou, retirou liberdades democráticas e acobertou a corrupção de seus aliados como nunca antes na história. Fez isto porque não foi incomodado, nem pela imprensa, muito menos pelo Judiciário ou por uma oposição de verdade. Todos os que levantaram a voz foram cassados, perseguidos, exilados, presos ou mortos. Uma das que muito bradou contra aquela ditadura foi a jovem estudante mineira Dilma Rousseff, hoje presidenta, mais uma vez vítima da insensatez de nossas classes abastadas. Vários dos que desejaram a queda de João Goulart e saíram às ruas pedindo a sua deposição, depois foram vítimas da ditadura que ajudaram a implantar. Que o mesmo não ocorra nos dias atuais.
O que me deixa apreensivo neste processo que o Brasil está vivendo é a hipocrisia. Os que querem o “impeachment” de Dilma veem o quanto a vida dos mais pobres melhorou, mesmo que ainda não o suficiente e necessário. Mas veem. E, horrendamente, é isto que os revolta. Querem derrubar a Presidenta Dilma não por conta da corrupção. Eles fingem que a corrupção é restrita a este governo, ao PT ou a este momento histórico. Sabem que ela é endêmica, sempre existiu nas práticas empresariais e políticas, e que já foi muito maior quando não havia investigação e recebia a conivência da grande mídia. Mas insistem em defender os que mais corromperam e destruíram este país, as suas elites abjetas e racistas. Tempos tristes e sombrios os que vivemos. Parece que estamos assistindo à repetição de nossos piores momentos: o suicídio de Vargas, o golpe de 1964 e a ditadura dali resultante, a ascensão do fascismo e do nazismo, com sua propaganda de pureza e realidade de campos de concentração. É o mal em sua forma mais grotesca. O egoísmo em estado bruto. A bestialidade encarnada. Porém travestida de boas intenções e de patriotismo verde-amarelo. Resta-nos, como disse Olga Benário certa vez, a esperança e o compromisso com “o justo, o bom e o melhor do mundo”.
Neste momento, quem ama a democracia de coração, independentemente de partido ou de gostar ou não do atual governo, defenderá a integridade do mandato da Presidenta Dilma Rousseff, em favor da boa manutenção das instituições do Estado e do bem estar do Povo brasileiro.
* Levon Nascimento é professor de História e sociólogo. -
Sobre o retorno da violência em Taiobeiras
Algumas reflexões rápidas sobre o retorno da violência, em meados de fevereiro de 2015, em Taiobeiras:
O assassinato de um jovem em plena luz do dia – mais um em Taiobeiras – já é um horror. Ainda mais aterrorizante é ver nas fotos que havia em torno do agonizante uma plateia apática, curiosa, de celular em punho, composta majoritariamente por crianças e adolescentes. Em suas cabecinhas, ainda por se preencher de moral e ética, tudo aquilo “é comum”, ” normal” e “banal”. Qual futuro estamos construindo?
21 de fevereiro de 2015
No meu entender, esta mortalidade toda (de jovens, principalmente) está ligada ao funcionamento do capitalismo, que a todo momento estimula a competição, o consumismo e a agressividade, transformando as pessoas em meros objetos descartáveis ou em alvos sem rosto (como nos games virtuais). Nossos jovens, em especial os mais pobres e vulneráveis, foram os mais atingidos por este vírus letal (o desejo irrefreável de possuir) e precisam de libertação. Como disse Jesus: “não se deve por remendo de pano novo em roupa velha”. Assim, creio que a revolução, que mude os paradigmas da sociedade, nunca se fez tão necessária. Do contrário, serão sempre reformas, ineficazes.
21 de fevereiro de 2015. -
As reflexões de hoje (VIII)
Mais um conjunto de frases que escrevi nas últimas semanas, acerca de diversos temas, em meu perfil na rede social Facebook.
Ricaços que odeiam o PT por ter tirado milhões de brasileiros da miséria e que defendem o impeachment da Dilma são pegos com a “boca na botija” na lista dos bilhões de euros desviados para contas no HSBC na Suíça e isto não é notícia na Globo. Será por quê? Cadê os indignados com a corrupção? Ah, na verdade estão indignados com o pouco que os mais fracos recebem! Por isto desconfio de suas “boas intenções”.
20 de fevereiro de 2015
Delação premiada: um bandido confesso acusa “Deus e todo mundo”, com ou sem provas, e se livra de uma pena adequada ao crime que cometeu. Triste é ver tanta “gente de bem” aplaudindo em êxtase esta excrescência.
20 de fevereiro de 2015
Nem sempre é preciso ser óbvio para ser compreendido. Muitas vezes, é preciso calar. Noutras, bradar a plenos pulmões. E isto não é autoajuda. Trata-se de constatação, tão somente.
17 de fevereiro de 2015
Os momentos de crise ou de contestação são essenciais para a revisão de vida e o fortalecimento dos valores e convicções. Eles são inerentes ao processo histórico. Enriquecem e propiciam transformações. Não se deve temê-los. Pelo contrário, é necessário aprender com eles, enfrentá-los e continuar lutando.
8 de fevereiro de 2015
Seguir a manada é fácil. Difícil é ser você mesmo, defender uma causa, nadar contra a correnteza e não se entregar à canalhice da ganância.
8 de fevereiro de 2015
É um erro estratégico da direita querer humilhar o eleitorado petista. Trata-se da única militância ideológica de peso no país. E faz a diferença quando se sente confrontada. Um exemplo foi o 2º turno de 2014.
7 de fevereiro de 2015
Quando vejo pessoas criticando quem votou em Dilma, sinto pena da capacidade de discernimento delas. Por mais dificuldades que venha a ter o governo Dilma, ainda assim é infinitamente superior, em qualidade política e social, ao que poderia ser um governo com “choque de (indi)gestão” comandado pelo “playboy” das Alterosas.
7 de fevereiro de 2015
O critério da grande mídia é imputar culpas ao PT, não importando se é verdade ou não.
7 de fevereiro de 2015
Quando a oposição do país, apoiada pelo cartel midiático, abandona o interesse público e não faz o justo contraponto político, apostando na derrubada do governo eleito pela maioria, é sinal de que tempos sombrios e violentos se aproximam. Que a oposição ganhe nas urnas e não pelo vil golpismo.
7 de fevereiro de 2015
Vamos por o dedo na ferida. Um dos responsáveis pela crise da falta de água é o plantio “sem limites” de Eucalipto. Enfim, não é “culpa de São Pedro”, mas da ganância dos seres humanos.
3 de fevereiro de 2015 -
Lideranças geraizeiras sofrem atentado em Fruta de Leite (MG)

Imagens dão a dimensão da violência * Do perfil no Facebook de Jorge Farinha
Enquanto a maioria do povo Brasileiro estava distraída com o Carnaval, lideranças Geraizeiras de Fruta de Leite, no norte de Minas Gerais, sofriam atentados por sua luta em defesa de seus territórios tradicionais e contra a grilagem de terras do Estado.
Causa forte indignação a forma bárbara e covarde como duas fortes lideranças do Movimento Geraizeiro foram atacadas neste fim de semana (14 e 15 de Fevereiro) no povoado Martinópolis, município de Fruta de Leite, ao que tudo indica a mando de grileiros de terras públicas.
Alceu Batista Franco, de 42 anos, foi atacado por dois homens que o seguiam de moto, quando na noite de 14 de Fevereiro se deslocava da casa de seu pai para a sua residência. Ele também pilotava uma moto e os agressores se aproximaram dele, desferindo-lhe golpes com barra de ferro nas suas costas. Com a agressão, Alceu perdeu o controle e caiu da moto, mas antes que os dois o alcançassem de novo, conseguiu fugir pelo meio do mato, despistando assim os agressores e salvando a sua vida. Alceu afirmou que “faz mais de um mês que eles me vêm ameaçando e provocando”, procurando o confronto do qual ele tem fugido.
Já Valdivina Dias Batista, de 62 anos, trabalhadora rural e forte liderança sindical e do Movimento Geraizeiro, popularmente conhecida na região por D. Vina, encontrou a sua casa completamente destruída pelo fogo depois de voltar da missa, no final da manhã de Domingo de 15 de Fevereiro. O incêndio destruiu praticamente toda a casa, deixando a vítima e sua família apenas com a roupa do corpo. Os covardes agressores, até agora não identificados, retiraram a gasolina do carro que estava estacionado num alpendre ao lado da residência, e espalharam por todo o imóvel, fazendo com que nada do interior da casa fosse poupado, com exceção da cozinha, que é a partir de onde D. Vina, seu esposo José Batista Nascimento, 67 anos, e seu filho Gildavo Dias Nascimento, 30 anos, irão reconstruir suas vidas.
Para Orlando Santos, uma das principais lideranças do movimento e que reside na zona rural do município de Novorizonte, não existem duvidas quanto à motivação dos crimes. “Desde 2011, que foi quando organizamos o movimento e começamos a lutar contra a grilagem das terras devolutas, em defesa do nosso território tradicional e preservação do cerrado e as suas nascentes, que temos vindo a sofrer constantes ataques e ameaças. A nossa atuação está mexendo com interesses muito poderosos”, afirmou. Ele mesmo tem sido constantemente ameaçado e, inclusive, já sofreu com falsa denúncia de que possuía em sua casa forte armamento, que culminou com um pedido de busca e apreensão em sua residência. “A polícia chegou de madruga em grande aparato. Eu não estava em casa. Eles entraram vasculhando tudo, não respeitando a minha mulher e a minha filha. Obviamente que não encontraram nada, mas levaram a minha filha presa por desacato à autoridade, porque ela se indignou contra aquela brutalidade e injustiça. É muito humilhante e revoltante você, que é homem de bem, ver a sua filha de dezoito anos ser presa naquelas condições. Ainda mais que eles revistaram a minha filha sem ter nenhum agente feminino presente. É muito revoltante”, disse.
Os assessores jurídicos do movimento, André Alves de Souza e Marcos de Souza, fazem questão de realçar que “os atentados têm relação com a luta das comunidades tradicionais geraizeiras que estão se organizando para retomar seus territórios tradicionais que, em grande parte, incidem sobre terras pertencentes ao Estado de Minas Gerais que foram arrendadas a empresas de plantio de eucalipto, nas décadas de 1970 e 1980 por períodos de aproximadamente 23 anos, cujas promessas de desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida do povo do lugar não se concretizaram, ao contrário, pioraram. Esses contratos já venceram e essas terras vêm sendo objeto de grilagem e venda a empresas e particulares. O que as comunidades locais reivindicam é a restauração dos ambientes degradados pela monocultura do eucalipto, a recuperação dos territórios pelas comunidades tradicionais para a produção agroecológica e conservação ambiental, geração de trabalho e renda, sobretudo para os jovens”, afirmaram.
Relativamente aos crimes deste final de semana, as suspeitas dos integrantes do movimento recaem sobre um poderoso proprietário da região, que ao ver a retomada das terras que ele mesmo grilou e vendeu para poderosa empresa agro-florestal (da qual ele também era funcionário), afirma agora que lhe pertencem e as tenta grilar de novo.
Já D. Vina, que viu toda a luta de uma vida virar cinza, afirma que “sou geraizeira, resistente e forte como o Cerrado e irei reconstruir tudo de novo. Só ficou a cozinha, mas é nela que iremos viver e, com Fé em Deus, continuaremos a nossa luta”. Entretanto os integrantes do movimento já auxiliam na reconstrução da casa da companheira.
As autoridades, que já efetuaram perícias em relação aos dois casos e não têm duvida da origem criminosa do incêndio na casa da D. Vina, estão efetuando diligências para encontrarem os responsáveis pelos crimes. -
"Eu vim para servir" é o lema da Campanha da Fraternidade 2015
Começa nesta Quarta-feira de Cinzas um precioso tempo que Deus nos dá para a mudança de vida, a conversão e o serviço aos que sofrem: a Quaresma. Junto com ela, a Campanha da Fraternidade. Como cristãos, busquemos, a exemplo de Cristo, ficar do lado “dos órfãos e das viúvas” (os mais pobres e excluídos em sentido amplo).
O tema da Campanha da Fraternidade de 2015 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) é “Fraternidade: Igreja e Sociedade”. Já o lema, baseado no Evangelho de São Marcos, capítulo 10, versículo 45, é “Eu vim para servir”. -
Vestígios da Coluna Prestes em Condeúba, Bahia

Acima, o Paço Municipal de Condeúba (Bahia). Na imagem inferior,
a frase supostamente pintada por Siqueira Campos, durante a passagem
da Coluna Prestes por aquele município, no interior do paço.Olhem a preciosidade!
A foto de cima, eu que tirei em fevereiro de 2011. É o Paço Municipal de Condeúba (Bahia), antiga sede da Prefeitura, atualmente a Secretaria de Cultura daquela cidade. A foto na parte inferior me foi enviada pela equipe do site ddez.com.br, também de Condeúba. Trata-se de uma frase escrita por um dos membros da Coluna Prestes (os famosos “revoltosos” da memória popular do Sudoeste da Bahia e do Norte de Minas) numa das paredes internas do referido Paço Municipal, provavelmente em 15 de abril de 1926, 11 dias antes da Coluna chegar a Taiobeiras/MG (26 de abril de 1926).
Siqueira Campos
De acordo com um documentário publicado no site Guajeru On Line, a “pichação” no interior do Paço Municipal de Condeúba é atribuída ao militar, militante do tenentismo, Antônio de Siqueira Campos: “De acordo estudo feito por Souza[74], uma testemunha presencial confirma que as pichações foram feitas por Siqueira Campos com uma escova de dente embebida em tinha verde. A frase da primeira pichação, segundo o estudioso, é de autoria do escritor francês Taine, sendo que a tradução para o Português foi feita pelo baiano Rui Barbosa. Daí, a autoria designada para “TAINE Ruy”. Provavelmente, Siqueira Campos escreveu de memória, sem ter sob os olhos o texto original, isso pode explicar o equivoco no emprego da palavra ferragem ao invés de farragem[75], como está na tradução de Rui Barbosa”.
Estou produzindo um capítulo para o livro “Os Mil Tons da História”, do poeta e amigo salinense Milton Santiago. Nesta obra, pretendemos abordar a passagem da Coluna pelos nossos sertões, além de vários outros temas relacionados à nossa história, buscando dar novos olhares e tratamentos, valorizando a visão, a narrativa e o saber do povo. -
A vassoura
* Maria Clara Sena e Nascimento
Oi! Eu sou uma vassoura. Minha dona não sabe, mas eu sou alérgica a pó. Sempre que sou usada para varrer o quintal, de tanto espirrar, amanheço caída no chão.
A filha da dona me acha legal. Não sei qual é a dela, mas monta em minhas costas e fala para eu voar.
Minha única amiga é uma pazinha que sofre mais do que eu. A cachorra da minha dona faz as necessidades na grama. Ela, com nojo de pegar com a mão, apanha a pazinha e vai catar..
Sempre fico trancada em casa. Meu sonho é sair e namorar um rodo bonito e gentil. Tem vezes que quero desaparecer, mas não sei ao certo se existe magia. Então, estou esperando o dia da minha liberdade chegar.
* Maria Clara Sena e Nascimento é aluna do 6º ano do Ensino Fundamental, filha do editor deste Blog e escreveu este texto para a aula de Redação. -
Dom Oscar Romero das Américas

Dom Oscar Romero “Não é um prestígio para a Igreja estar bem com os poderosos. Prestígio para a igreja é sentir que os pobres a sentem como sendo sua, sentir que a igreja vive uma dimensão na terra, chamando todos, também os ricos, à conversão e à salvação a partir do mundo dos pobres, porque eles são unicamente os bem-aventurados.” (Dom Oscar Romero 17/02/1980).
Motivo de muita alegria. O Papa Francisco reconheceu o martírio de Dom Oscar Romero, arcebispo de El Salvador, assassinado pela ditadura militar salvadorenha, em 1980, enquanto celebrava a missa, por se posicionar do lado dos mais pobres e perseguidos. É o primeiro passo para a canonização. -
PT de Taiobeiras cobra retomada da Escola Técnica

Devido à desistência da empreiteira, obra da escola técnica de
Taiobeiras encontra-se paralisada. PT de Taiobeiras cobra retomada.Desde que as obras de construção do campus da Escola Técnica do Programa Brasil Profissionalizado foram paralisadas, devido à desistência da empreiteira, que nós do PT de Taiobeiras passamos a nos movimentar para que este importante investimento público não ficasse no esquecimento e fosse urgentemente retomado.
Hoje tive a oportunidade de falar sobre o assunto com o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG).
Palavras do deputado: “Estou articulando a nova planilha e pedindo o reitor (da Unimontes) a nova licitação para a retomada da obra”.
Nós do PT de Taiobeiras estamos atentos e atuantes para que esta e outras obras e programas sociais sejam plenamente levados a efeito, pelo bem do nosso povo, da juventude e da educação. Estamos cobrando com muita responsabilidade.
* Levon Nascimento, presidente do PT de Taiobeiras. -
Releitura: Taiobeiras, mitos e manipulação

Avenida da Liberdade (local da feira), em Taiobeiras, na década de 1990. Publiquei este artigo em 30 de dezembro de 2012, com o título original ‘Taiobeiras, a eleição de 2012 e os mitos derrubados’. Um ano depois, republiquei-o em meu livro “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”. Relembre…
A eleição de 2012, em Taiobeiras, serviu para revelar uma realidade que já existia, mas que estava encoberta pelo surreal manto da ideologia e da propaganda. Os mitos caíram e, junto com eles, as máscaras políticas esculpidas desde o ano 2000. Vejamos algumas lendas nas quais ainda tem gente que acredita. Porém, pelos fatos, foram cabalmente desmentidas.1. O perigo do joelismo com Joel. E o joelismo sem Joel:
Desde o ano 2000 que a figura pública do ex-prefeito Joel da Cruz Santos passou a ser trabalhada na mente dos taiobeirenses como a verdadeira expressão de tudo aquilo que não presta. Em outras palavras, Joel e o joelismo seriam o próprio mal em pessoa, na boca dos novos inquilinos do poder. Para além da crítica política, democraticamente necessária a qualquer governo, especialmente ao de Joel – que não era nenhum exemplo –, uma verdadeira cruzada contra sua vida pessoal e liderança política foi milimetricamente posta em prática, demonizando a ele e aos seus apoiadores ou admiradores. Uma vez ganhando a prefeitura em 2004, o grupo do prefeito Denerval passou a brandir o mito de que “nada de bom” foi feito em Taiobeiras até aquele momento e que, portanto, seria necessário impedir o retorno ao suposto caos do joelismo. Nada mais falso. A elite de Taiobeiras, que serviu e deu sustentação ao ex-prefeito enquanto ele se mantinha firme na corda bamba da política, é a mesma que atualmente se une em torno do Pacto de Poder liderado por Denerval. Inclusive, com mais fervor e devoção que outrora. Na prática, atualmente há um joelismo que dispensa a figura de Joel. Evidentemente, por boa educação, não é necessário citar nomes de pessoas ou de gerações familiares inteiras que sob Joel ou sob Denerval, se conservam em vistosos cargos da administração municipal.
2. O clientelismo joelista, porém, “chique” e sofisticado:
A grande crítica que se fazia à política joelista era com relação à corrupção, à manipulação do voto através do atendimento de pequenas demandas isoladas de cada eleitor, ao clientelismo e à compra de votos. Designou-se, inclusive, o velho termo sociológico “coronelismo”, apropriado para a análise histórica da República Velha (1889-1930), para o entendimento do caso taiobeirense. A crítica, claro, não era infundada. Vivia-se o descalabro. No entanto, entra para a galeria dos mitos, o fato de que essa política persistiu no pós-Joel, com uma nova roupagem, mais sofisticada e moderna, nem por isso menos odiosa e prejudicial. Vive-se um populismo disfarçado, um clientelismo “chique”. A campanha de 2012 pareceu demonstrar, com base nos processos de pedido de cassação de candidaturas e inelegibilidades ainda em curso, que tudo o que se ofertou no mercado eleitoral foi avidamente consumido não importando as consequências.
3. O risco de Taiobeiras retroceder aos “caos” pré-2005. E as táticas nazistas:
Uma das grandes mentiras do processo eleitoral de 2012, contada mais de mil vezes, sob inspiração de Goebels, ministro da propaganda nazista, a fim de que se tornasse mais uma “verdade” fabricada pelo regime político-ideológico firmemente instalado no Paço de Bom Jardim, era o de que Carlito se unira a Joel para fazer Taiobeiras retroceder aos tempos de antigamente e, dessa forma, destruir os “avanços” construídos por Denerval de 2005 para cá. Como já disse no primeiro item, o joelismo sem Joel, da Prefeitura nunca saiu. Tampouco, apesar de toda crítica merecida que se possa fazer a Joel, até mesmo os adversários mais ferrenhos reconhecem que a maior parte da infraestrutura pública existente em Taiobeiras foi edificada sob seus mandatos. Também, qualquer pessoa sensata, que compreenda um pouco de história, sabe que Taiobeiras não foi inventada por Denerval nem iniciada em 2005, como o marketing oficial quer nos fazer crer. Logo, a união entre os partidos políticos PDT, de Carlito e PR, de Joel, foi apenas uma justa coalização eleitoral, absolutamente necessária, e legalmente permitida, para além da “demonização” com a qual se deleitaram os detratores.
4. Para ser prefeito precisa ser um administrador. E a negação disso em 2012:
Denerval foi candidato a prefeito de Taiobeiras três vezes. Perdeu na primeira, mas se firmou como liderança, abrindo caminho para as vitórias seguintes. Sua tática eleitoral: a desconstrução impiedosa do adversário, atacando inclusive a vida pessoal do sujeito (Joel e João da Caixa que o digam). Seu discurso: o de que a prefeitura precisa ser administrada com o mesmo rigor e técnica com que se coordena uma empresa privada. Para isto, o prefeito precisaria ser um empreendedor de sucesso, como ele. Discurso que lhe caiu como uma luva, em contraposição ao jeitão desleixado e popular de seus antecessores. O fato é que esse argumento foi escandalosamente abandonado em 2012. Claro que para não prejudicar o candidato do momento, que não possui este mesmo perfil. Também, para não beneficiar o candidato da oposição, este sim, um empresário reconhecido. Para quem tem um pouco de memória e senso crítico, deve ter sido irônico ouvir da propaganda do grupo tucano em 2012 a seguinte frase: “Lembre-se, administrar uma prefeitura é diferente de administrar uma empresa…” Nas eleições anteriores falavam justamente o contrário. Também concordo que, para ocupar um cargo político, não é necessário ser empresário. O melhor exemplo é o ex-presidente Lula. Questiono sobre como os argumentos políticos são descartáveis, utilizados como roupas, que são vestidas ou despidas ao prazer ou necessidade do usuário. Conveniências cínicas da política, somente possíveis porque o povo de Taiobeiras é propositalmente levado à despolitização e à alienação.
5. O refinamento da elite política que subiu ao trono em 2005. E o Facebook e o boneco:
Com a subida dos tucanos ao poder taiobeirense em 2005, difundiu-se a ideia de que a nova classe política seria mais moderna e refinada do que a anterior. Mais um daqueles preconceitos de classe bem típicos da nova burguesia. No dizer deles próprios, a turma de João da Caixa representaria a bagunça e, eles, a retidão moral que chegou para por ordem na casa. Como já disse, repito, foram-se Joel e seu vice, João Emílio, mas o joelismo permaneceu no Paço. Se não escancarado, pelos menos presente no modus operandi. A campanha de 2012 jogou mais este mito no chão. A virulência na internet, especialmente na rede social Facebook, demonstrou a face “pouco meiga” do regime. O patrulhamento ideológico e as desmoralizações contra os adversários se deram, e continuam ainda, num nível muito abaixo do que pode ser chamado de civilizado. Para quem foi oposição a Joel, e continua, agora, aos tucanos, como este que redige o artigo que você lê, é possível dizer que havia maior respeito democrático naquele tempo do que hoje. O Facebook e o boneco da cruz-de-tau – queimado em praça pública – estão aí por testemunhas.
Há muitos outros mitos estatelados no chão. Foram derrubados por seus próprios inventores. É urgente que a comunidade taiobeirense os identifique e os reflita. Eles venceram o pleito, mas a constatação de seus estratagemas para o alcance e a manutenção do poder tornou-se evidente para muitos, como nunca antes. Cabe à sociedade, que votou ou não no grupo vencedor, ter o discernimento desses fatos para saber cobrar e controlar.
Não basta somente uma sociedade avançar no plano econômico. É preciso criar os meios para que a política, a cultura e o regime democrático co-participem do crescimento da economia. Também, é necessário construir uma cidade que vá além da beleza de suas praças e avenidas ou da alegria de suas festas. Um lugar onde as pessoas, especialmente aquelas que estão segregadas pela pobreza, pelas drogas ou pelo baixo conhecimento cultural, sejam integradas ao convívio cidadão.
Taiobeiras é hoje uma cidade de “contos de fadas”. Não se pode negar que haja muitos avanços, boa parte deles porque o Brasil também avançou. Mas não existe na classe política que a dirige uma sensibilidade para com os que estão à margem; para com as questões da juventude: vítima da violência e das drogas; para com as situações étnico-culturais; para com a educação contextualizada e de qualidade; não há um olhar social efetivo e moderno ou comprometido como a elevação da dignidade da pessoa humana. Tudo isso tem de ser alcançado através da luta da comunidade. -
As reflexões de hoje (VII)
As reflexões na minha linha do tempo na rede social Facebook:
Eu tento ficar quieto. Mas, às vezes, a indignação fala mais alto. Vamos ao assunto: Para o grupo oficial de ‘puxa-sacos’ da situação de Taiobeiras, é como se a cidade não tivesse prefeito. A prefeita é Dilma. Desculpem-me a palavra de baixo calão, mas não encontrei outra que definisse melhor os ditos cujos. Diante de qualquer crítica que alguém faça àquilo que é de responsabilidade da administração municipal, eles imediatamente jogam a culpa na Dilma, no PT ou no “líder da oposição”. Enfim, parece que Dilma virou prefeita de Taiobeiras, quando o assunto é falar dos problemas da cidade. Já quando é para falar das conquistas, aí dão nome, sobrenome, endereço e telefone. Vamos falar sério: o que tem de obras em Taiobeiras, devemos dar graças a Deus e ao Governo Federal (Dilma). Senão, a situação estaria muito pior. Os tucanos ganharam a eleição municipal de Taiobeiras. Pois que, governem. Não transfiram as responsabilidades para os outros.(28 de janeiro de 2015)Taiobeiras vive uma crise de governo. Quem ganhou a eleição municipal aqui foram os tucanos. Governem, tucanos! A culpa não é da Dilma ou do PT se vocês não dão conta. (28 de janeiro de 2015)Taiobeiras é igual a São Paulo. No mau sentido. Tanto aqui quanto lá, os tucanos aprontam, não cumprem suas obrigações, mas uma grande parte da população age como “zumbis” criados pela mídia desqualificada, repetindo o bordão: “É culpa do PT! É culpa da Dilma!”. (28 de janeiro de 2015)Estou contra a desinformação. Estão tentando colocar nas costas da Dilma aquilo que é da responsabilidade do prefeito. Sou totalmente a favor de cobrar da Dilma aquilo que é de responsabilidade da presidência da República. Mas, aqui em Taiobeiras, cobrar do prefeito aquilo que é obrigação da prefeitura, parece que virou ofensa pessoal. E eles já tem uma resposta decorada: “É culpa da Dilma. É culpa do PT”. Ou seja não estão jogando limpo. (28 de janeiro de 2015)Por exemplo, falam que a Dilma aumenta os impostos. Mas, não falam que um imposto de responsabilidade municipal, o IPTU, também foi aumentado, e de forma abusiva para com o bolso da maioria dos taiobeirenses. (28 de janeiro de 2015) -
As reflexões de hoje (VI)

Depois de mais de um mês, chove em Taiobeiras, em 23/01/2015 Minhas publicações na rede social Facebook.
Madrinha Donila morreu aos 104 anos, em 2011. Experiente nas agruras do sertão baiano, onde nasceu, e do sertão norte-mineiro, onde viveu, sempre que necessário bulia em suas orações e devoções. Clamava a Deus pela Divina Misericórdia. Certa vez, quando criança, lhe perguntei:
– O que é a Divina Misericórdia que a senhora tanto pede?
Ela me respondeu:
– Ora, a Divina Misericórdia é a CHUVA!
E não é que o Senhor nos brinda, neste final de tarde, em Taiobeiras, com sua Divina Misericórdia!
(23 de janeiro de 2015)
Uma regulação econômica da mídia, que desfaça os cartéis, promova a diversidade na produção de conteúdo e lhe dê um caráter mais educativo do que meramente comercial, é urgente. Com a mídia que temos, nem a família e nem a escola têm condições de educar adequadamente para a cidadania.
(23 de janeiro de 2015)
É somente impressão minha ou quanto mais as redes de televisão “vomitam” notícias de crimes violentos, de manhã, à tarde ou à noite, mais eles tendem a ocorrer na sociedade?
(23 de janeiro de 2015)
Compaixão, misericórdia, generosidade. De vosso sagrado coração, derramai estes dons sobre a nossa sociedade humana, Senhor.
(23 de janeiro de 2015) -
Imagens da Festa de São Sebastião nos 80 anos da Paróquia de Taiobeiras

Bandeira em frente à Matriz 
Bandeira em outro ângulo 
Andor de São Sebastião carregado por policiais militares A Paróquia São Sebastião de Taiobeiras (MG), pertencente à Arquidiocese de Montes Claros, foi criada em 20 de maio de 1935. Portanto, em 2015 completará 80 anos de fundação. Veja as fotos da festa do padroeiro, neste 20 de janeiro de 2015, já como atividade do ano do octogésimo aniversário.

Procissão 
Igreja Matriz de S. Sebastião de Taiobeiras (MG) 
Outro ângulo da procissão. Ao fundo, a Matriz. -
As reflexões de hoje (V)
Os textos publicados na rede social Facebook, condensados aqui…
Pessoas batendo palmas para a pena de morte. Pessoas pedindo a volta da Ditadura Militar. Pessoas contra as ações afirmativas do governo. Pessoas endossando linchamentos concretos ou morais. O fundamentalismo e o fanatismo religiosos crescendo. A hipocrisia graçando (contra a corrupção dos outros, mas topa “jeitinho”). Pessoas querem segurança pública, mas defendem a liberação das armas. Nada disso é novo. A humanidade não aprende! Será que teremos de viver mais um cataclismo para aprender a dar valor à Democracia? (22 de janeiro de 2015)
É uma época contraditória. Ao mesmo tempo em que muitos afirmam estar se convertendo a Jesus, a violência, a intolerância e a exploração aumentam. (21 de janeiro de 2015)
No Brasil nunca houve escravidão negra. Negros aqui não sofrem preconceito e nem são discriminados. Os jovens negros tem todas as oportunidades, igual aos jovens brancos, e nem figuram nas listas como os mais prováveis a sofrerem violências e serem assassinados. Negros e brancos recebem salários equivalentes. Logo, sou contra cotas para negros. Só que não! (20 de janeiro de 2015)
A crise no Brasil está terrível! Todo mundo viajando, curtindo férias na praia ou em outros roteiros, comprando, consumindo e… reclamando da crise! rsrs. Culpa da Dilma e do PT, claro! (20 de janeiro de 2015)
Em minha ignorância, acho que o “anticristo” é o sistema capitalista. No dia em que eu vir as igrejas combatendo o capitalismo, aí compreenderei que elas são realmente “cristãs”. (20 de janeiro de 2015)
Já foi constatado que em países como Islândia, onde as taxas de criminalidade são baixíssimas, também há pouquíssima diferença social entre ricos e pobres (classes sociais). Ao contrário do que muitos imaginam, países com baixa criminalidade não têm, necessariamente, legislação mais rígida. Então, a questão é melhorar a distribuição de renda, coisa que poucos estão dispostos a fazer… (20 de janeiro de 2015)
Quanto mais aumentam as diferenças entre as classes sociais, mais aumenta a criminalidade. É uma verdade sociológica. Taiobeiras é a comprovação cabal. (20 de janeiro de 2015) -
As reflexões de hoje (IV)

Contradição: uns dizem defender a vida e são a favor da
pena de morte.Os textos que publiquei durante a semana na rede social Facebook:
Continuo achando que só quem dá a vida pode retirá-la. No caso, creio que quem dá a vida é Deus, por meio da natureza. Logo, só naturalmente uma pessoa deve morrer. Assim, sou contra pena de morte, aborto, eutanásia, suicídio, genocídio, assassinatos: passional, criminoso, estatal, ritual ou terrorista, latrocínio ou qualquer outra forma concreta ou simbólica de matar alguém. Enfim, lamento a morte de um brasileiro condenado a ela em outro país. Também pranteio a morte de tantos compatriotas aqui mesmo em nosso país através de outras formas de matar.
(17/01/2015)
Se questionar os graves problemas sociais de Taiobeiras é ser contra a cidade, então fiquemos calados vendo o circo pegar fogo. Às vezes, é necessário que alguém grite para que os bombeiros apaguem o incêndio.
(17/01/2015)
O povo daqui (Taiobeiras) é conformado. Parece com o povo paulista. É roubo, é trafico, é tentativa de assassinato, é falta de projeto social de inclusão, todo dia, e quase ninguém fala nada. E quem fala é acusado de estar “denegrindo” a imagem da cidade. Ou seja, há um patrulhamento ideológico tucano.
(17/01/2015)
“A melhor defesa é o ataque”. Não me recordo, agora, de quem é esta máxima do pensamento político, militar e futebolístico. Mas é o que estão fazendo os tucanos de Taiobeiras. Como não tem como justificar a situação desastrosa em que se encontra a cidade por eles governada, partem para o ataque aos adversários.
(17/01/2015)
Tem uns sujeitos “engraçados” aqui no Facebook. Toda vez que se questiona algum problema de responsabilidade da Prefeitura de Taiobeiras, que é governada pelos tucanos aecistas (PSDB), eles atacam o PT, os petistas e a presidenta Dilma. Evidentemente que eles sabem sobre o que é de competência do prefeito, do governador ou da presidenta. Como não têm justificativas para defender o péssimo governo tucano municipal, partem para a desqualificação. É bom dizer que a maior parte das verbas que movimentam Taiobeiras no presente vêm do Governo Federal (leia-se: Dilma).
(17/01/2015)
PARA PENSAR: Na semana que passou, depois dos atentados aos 12 cartunistas do Charlie Hebdo, em Paris, 2 mil pessoas também foram vítimas de terrorismo na Nigéria. Em sua maioria eram negros e pobres. Por que não há a mesma comoção e a mesma repercussão?
(11/01/2015) -
Artigo do Levon: Cadernos no saco de açúcar de 5 kg
* Levon Nascimento
Corria o mês de fevereiro de 1984, quando eu comecei a 1ª série primária na Escola Estadual Deputado Chaves Ribeiro ou Grupo da Igrejinha – como era conhecida – em Taiobeiras. Primeiramente, fui para a sala 2. Algumas semanas seguintes, depois de alguma avaliação que eu não sei bem qual foi, me colocaram na sala da professora Élia. Somente eu. Outros colegas também foram remanejados, só que para outras turmas. Tempos depois, fiquei sabendo que fui para a “Classe A”. Mas não é bem isto que quero contar.
Agora, passados 30 anos, é chegada mais uma temporada de adquirir os materiais escolares das crianças. Cadernos de capas de marca, equipados com adesivos e plásticos temáticos. Caixas de lápis de colorir de até 48 unidades. Mochilas de diversos tamanhos e grifes. Borrachas, canetas, colas, fichários, “lancheiras” – no meu tempo, sem apelar para o anglicismo que gerou o neologismo, falávamos “merendeira”, em bom português – e tanto mais que fazem a meninada deixar os pais loucos na hora de comprar a lista ditada pelas escolas. Diante disso, me recordo daquele meu primeiro ano, dos materiais escolares que utilizei e da consciência que vim a desenvolver por conta da simplicidade deles.
Os responsáveis pela minha criação não tiveram acesso à escola quando crianças. Mal sabiam assinar o próprio nome. Nunca tiveram a experiência do convívio escolar. Mesmo assim, queriam que eu estudasse, confiavam no “poder” da escola, e me disciplinaram a encarar os estudos como dever e caminho de sobrevivência. Como sou grato a eles por isto! Mas eles não tinham ideia de como era difícil ser pobre em uma sala de aula de classe média. Sim, porque como não havia escolas particulares na cidade naquela época, os filhos da classe média e alta também estudavam na escola pública e, invariavelmente, fossem alunos bons ou medianos, ficavam nas turmas “mais selecionadas”. Como fui parar numa delas – não sei como – passei a conviver com eles.
Minha mochila escolar era uma pasta preta, de um material parecido com couro, em formato retangular, com um zíper na parte superior. Antes, ela servia para guardar os documentos da casa. Devia ter uns 30 ou 40 anos quando a ganhei para por meus cadernos. Estes, aliás, eram em tamanho pequeno, mais baratos, com capas ilustradas de círculos azuis, vermelhos ou pretos, em fundo branco. As folhas eram ásperas. Os lápis de cor eram dos pequenos, metade do tamanho de um lápis preto de escrever, com apenas 12 unidades na caixa. O livro recomendado – que o governo da Ditadura Militar não distribuía gratuitamente à rede pública – era o Caminho Suave, uma tradicional cartilha de alfabetização. Demorou para chegar em minhas mãos, pois era caro e levou muitas semanas de trabalho de servente de pedreiro para que pudesse ser adquirido pelos meus responsáveis. Mesmo assim, cheguei analfabeto em fevereiro, pois não fiz pré-escolar, e em maio já escrevia pequenas cartas a rogo dos meus familiares.
A pasta preta era o meu suplício. Eu tinha uma vergonha imensa dela. Era feia demais! Ainda mais porque meus colegas de classe média vinham todos com suas mochilas de várias cores e inúmeros detalhes, já com a ilustração de alguns desenhos animados que passavam no Balão Mágico, como He-man e Superamigos. Pior do que eu, só um ou dois colegas que levavam os cadernos em sacos de açúcar de cinco quilos. Uma delas, chamada Vanusa, lembro-me bem, era zombada todos os dias por conta disso. Não se falava e ninguém se preocupava com o que hoje se convencionou, mais uma vez em inglês, chamar de Bullying. Termo que significa violência física ou simbólica. Sofríamos da violência social de ser pobres; e simbólica, de não ser consumidores, além da tradicional zombaria. Nossas pastas, nossos cadernos e nossos sacos de açúcar não se enquadravam nos padrões estéticos de uma sociedade de consumo que se formava no preconceito e no desprezo. Seriam as raízes de nossa atual decadência sociocultural? Ou as origens “imperceptíveis” de nossa trágica violência urbana?
A partir dali, pela primeira vez em minha vida, comecei a perceber diferenças entre as pessoas. Não na substância, todos humanos, mas de classe social, entre os que podiam comprar e os que não, entre os que tinham e os que não. Não me produziu revolta, amargura ou despeito. Criou em mim senso de justiça, preferência pelos pobres e consciência de classe social, sementes de Esquerda. Consciência de classe que anda faltando a muita gente nos dias de hoje. Especialmente à gente que busca “subir na vida” sem escrúpulos ou à que tenta aparentar o que não é pelo consumismo vaidoso e suicida.
Minha velha pasta preta de carregar cadernos, da qual tanto me envergonhei quando criança, quem diria, me ajudou a ter mais noção de mundo e coerência cidadã!
* Levon Nascimento é Professor de História. Graduado em Ciências Sociais pela Unimontes.
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As reflexões de hoje (III)
A sua religião não é a única nem a melhor. A sua etnia (raça) não é a única nem a melhor. A sua orientação sexual não e a única nem a melhor. A sua opinião não é a única nem a melhor. Quando nos dermos conta de que, apesar de especiais e únicos, somos apenas mais um entre os outros, viveremos na tolerância, no respeito, na paz e atentados terroristas, racismo, fundamentalismo religioso e homofobia deixarão de existir.
(Facebook, 10 de janeiro de 2015) -
As reflexões de hoje (II)

Prof. Levon Nascimento O risco do fundamentalismo, além da morte de inocentes, é a geração de novos fundamentalismos. O fanatismo islâmico alimenta, agora, o extremismo ocidental. Ao invés de justiça, cheios de ódio, clamam por vingança. Mesquitas foram atacadas na França. Será que todos os frequentadores dessas mesquitas, incluindo mulheres e crianças, também participaram do atentado ao Charlie Hebdo? Não estou relativizando. Os atentados aos cartunistas não podem ser ignorados nem diminuídos. Os terroristas e o fundamentalismo islâmico tem de pagar por isso. Os inocentes, sejam eles árabes muçulmanos ou cristãos brancos, não! São pessoas como você e eu.
(Facebook, 9 de janeiro de 2015)
Quando se fala em direitos humanos para presos, muita gente franze a testa e logo diz: “Diretos humanos para humanos direitos!” É um erro! Prisões deveriam ser lugares, por excelência, onde a “sociedade de bem” (como dizem alguns) tratasse os criminosos com a decência que eles não souberam ter com suas vítimas ou a qual não receberam durante suas vidas antes do crime, de modo que se reeducassem para o conviver coletivo. Prisões, em hipótese alguma, deveriam ser lugares de suplícios ou universidades do delito. Utopia, irrealidade, inocência! Eu sei. Mas não custa defender o que é correto. Uma vez que, do nocivo, estamos fartos.
(Facebook, 9 de janeiro de 2015) -
As reflexões de hoje (I)
Ao contrário do que se pode supor apressadamente, quem ganha com o atentado de Paris não são os terroristas muçulmanos. Aliás, estes extremistas só “queimam o filme” dos seguidores do Islã. Quem lucra é a “indústria” ocidental (americana e europeia) e os partidos da nova direita, que para alimentar seus negócios e justificar os já corriqueiros discursos de ódio, respectivamente se nutrem do medo, da xenofobia e do racismo. Aliás, estes “demônios” que há muito se imaginava extirpados, novamente voltam à moda na Europa. Espalham-se pelos caminhos de um velho continente ainda cambaleante, vítima da crise cíclica de seu capitalismo ultraliberal. É um filme conhecido, de final trágico. E quem paga a conta são sempre os inocentes, os pobres e os “não-ocidentais”.
P.S.: Lembrando que latino-americanos, como nós brasileiros, não são considerados ocidentais pelos xenófobos do norte.
(No Facebook, em 8 de janeiro de 2015)
Muito bom rever “O Pagador de Promessas”. A intolerância religiosa retratada ali, especialmente contra as religiosidades popular e afro-brasileira, permanecem ativas em nova roupagem, principalmente por parte de seitas de origem norte-americana. No mundo, lamentamos o atentado de Paris, ontem.
(No Facebook, em 8 de janeiro de 2015)









