Autor: Levon Nascimento

  • Taiobeiras: muita chuva no dia do padroeiro, S. Sebastião

    Procissão de S. Sebastião em Taiobeiras/MG

    Chuva intensa, necessária e esperada em Taiobeiras (Alto Rio Pardo, norte de Minas) neste 20 de janeiro, dia da memória litúrgica de São Sebastião, mártir do terceiro século cristão, padroeiro da cidade.

    Se há ou não coincidência, fica por conta de quem acredita ou não. Importante é que, com a chuva, o risco iminente da falta d’água se dissipa por um tempo. No entanto, é necessário que, para além da fé, as pessoas se mobilizem para encontrar diversas soluções de convivência com a seca períodica no Alto Rio Pardo, quais sejam:
    * Recuperação das matas ciliares nos diversos rios e demais cursos d’água;
    * Construção de médias e pequenas barragens, para estoque de água e perenização dos rios e córregos;
    * Educação popular para evitar o desperdício de água;
    * Responsabilização de empresas (Copasa) e órgãos de governo (prefeitura, estado e União) para a solução dos problemas graves de construção e manutenção em boas condições dos reservatórios de água, sobretudo para os momentos mais agudos de crise.

    Salve, São Sebastião! Salve a chuva! Salve o Povo que se organiza.

  • Católicos escolhem Juventude como tema da Campanha da Fraternidade 2013

    Cartazes das Campanhas da Fraternidade 2013 e 1992 (respectivamente)
    com o tema Juventude
    Será lançada no dia 13 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, mais uma edição da Campanha da Fraternidade (CF). Esse ano o tema será “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me Senhor”

    Após 21 anos da Campanha da Fraternidade de 1992, que abordou como tema central a juventude, a CF 2013, na sua 50ª edição, terá a mesma temática. A acolhida do tema “Fraternidade e Juventude” tem como objetivo ter mais um elemento além da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) para fortalecer o desejo de evangelização dos jovens.

    Acesse
    .: Cifra do hino da CF 2013

    O presidente da Comissão para Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro, explicou que uma das metas principais da CF 2013 é olhar a realidade juvenil, compreender a riqueza de suas diversidades, potencialidades e propostas, como também os desafios que provocam atitudes e auxílios aos jovens e aos adultos.

    O objetivo geral da Campanha é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

    “Dentro do sentido da palavra ‘acolher’ está o valorizar, o respeitar o jovem que vive nesta situação de mudança de época e isso não pode ser esquecido”, destacou o presidente da Comissão para Juventude da CNBB.

    Na Arquidiocese de Aparecida (SP), o lançamento da CF 2013 será no dia 31 de janeiro, em Guaratinguetá, às 19h30. A abertura será feita pelo Cardeal Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, com as presenças dos padres Leandro, assessor da CF na Diocese de Taubaté e o Padre Evaldo César do Comitê Local da Jornada Mundial da Juventude.


  • Dica de filme: Sobreviventes, filhos da Guerra de Canudos

    Documentário de Paulo Fontenelle

    Estou aqui, aproveitando as férias para ler mais e ver bons filmes. Acabo de assistir SOBREVIVENTES: Filhos da Guerra de Canudos. Documentário dirigido por Paulo Fontenelle, trás uma série de depoimentos de filhos dos sobreviventes de Belo Monte (1893 – 1897), bem como várias fotografias históricas.

    A maioria dos depoentes está tem entre 88 e 110 anos. Eles buscam na memória, já embotada pela idade, as narrativas sertanejas, para além da versão oficial, do que foi a cidadela comandada por Antônio Conselheiro e das lembranças do horror da guerra empreendida pela jovem República brasileira, oligárquica, contra aquele povo simples do sertão baiano.

    Para mim, a parte marcante de SOBREVIVENTES está  no orgulo com que a gente simples do sertão, mesmo ferida pela memória do massacre, se lembra de que em Belo Monte (Canudos) “não havia polícia, prefeito ou autoridade, mesmo assim, todos tinham terra, trabalhavam e não sentiam fome, não existindo entre eles ladão, prostituta ou pedinte”.

    Nestes tempos em que vivemos, quando a classe média ignorante tenta varrer para debaixo do tapete da memória os vestígios “de povo” de nossa história, inclusive bradando contra as lideranças que vêm buscando a inclusão social de amplas maiorias de brasileiros (Lula, Dilma…), SOBREVIVENTES serve para demonstrar como a elite brasileira sempre tratou as experiências de vida digna “a partir dos pobres”, com desdém e extrema crueldade.

    Viva Belo Monte! Viva Antônio Conselheiro! Sempre!

  • Por que a "Igrejinha" de Taiobeiras tem oito lados?

    Foto: Fellipe Lucas
    A Capela de Nossa Senhora de Fátima em Taiobeiras, popularmente conhecida como “Igrejinha”, é octogonal e foi construída nos anos 50 do século XX para abrigar a imagem peregrina da Virgem Maria (Fátima) trazida de Portugal a pedido do pároco da época, Frei Jucundiano de Kok (OFM).

    Reportagem especial sobre Taiobeiras, veiculada na primeira edição do telejornal MG InterTV (Rede Globo, Montes Claros, MG), nesta sexta, 04 de janeiro de 2013, apresenta um suposto mistério acerca dos reais motivos que levaram à construção deste belo e singelo templo em forma de octógono.

    Apresento, a seguir, uma das possíveis explicações, baseada em informação histórica, para a escolha deste modelo de construção, típico da arquitetura religiosa de estilo português:

    “O octógono, polígono de oito lados e oito vértices, é considerado como símbolo do mundo intermediário, que comunica o Céu, ou mundo superior, com a Terra, ou mundo inferior – simbolizados, respectivamente, pelo círculo e pelo quadrado. Ou seja, “sendo o quadrado uma representação da terra e o círculo uma imagem do céu, o octógono é considerado como uma figura capaz de unir ambos”. Ora, Nossa Senhora, representação do arquétipo da Grande Mãe, sempre foi considerada [pelos católicos] a mediadora entre o Céu e a Terra. E, tendo sido alçada em corpo e alma até a morada celestial, como proclama o dogma da Assunção, todas as suas aparições – hierofanias do Sagrado Feminino – têm o dom de sacralizar a existência humana, pois são um meio pelo qual o Céu e a Terra, o Divino e o Profano, permanecem unidos. Este é o simbolismo da planta octogonal da igrejinha de Nossa Senhora da Glória do Outeiro [no Rio de Janeiro]. Significativamente, octogonal é a planta de várias igrejas templárias, como a do Convento de Cristo, em Tomar, sede da Ordem do Templo em Portugal, e é bem conhecida a profunda dedicação desses monges cavaleiros à Virgem Maria, da qual eram fervorosos devotos.”
    Outra informação: Conforme ficou claro na explanação acima, que trata da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no Rio de Janeiro, a “Igrejinha” de Taiobeiras não é a única de oito lados da América Latina, conforme foi veiculado na reportagem. Existem outras. Uma delas está edificada na Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Claro que, as dimensões (em metros quadrados) e as características arquitetônicas variam entre os templos.

    Independente de ser a única ou não, a “Igrejinha” de Nossa Senhora de Fátima em Taiobeiras é realmente um tesouro de fé e um monumento cultural importantíssimo. Ela marca singularmente a paisagem taiobeirense e merece todo o empenho da população em preservá-la para a admiração das futuras gerações.
  • Taiobeiras: "A miséria moral de ex-esquerdistas"

    Não tenho prazer algum em republicar esse artigo do Emir Sader. Já o tinha feito em 9 de março de 2010. Continua válido. Faço-o e ofereço para a reflexão de alguns “companheiros” filiados ou simpatizantes do PT (Partido dos Trabalhadores) de Taiobeiras que, equivocadamente, se distanciaram das ideias de esquerda para apoiar a legenda tucana na última eleição. Uma verdadeira lástima. Não preciso nominá-los. Eles se auto-identificarão.

    * Emir Sader, sociólogo.

    Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade – em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão.

    O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais.

    O ex-esquerdista ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam – às vezes o melhor período da sua vida –, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que nunca mais recairá naquele “veneno” que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem “conheceu o monstro por dentro”, sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda.

    Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a “dialética”, a “luta de classes”, a promessa de uma “sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado”. Denunciar, denunciar qualquer indicio de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do “socialismo”, do “totalitarismo”, do “stalinismo”.

    Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente.

    Aderem à direita com a fúria dos desesperados, dos que defendem teses mais que nunca superadas, derrotadas, e daí o desespero. Atacam o governo Lula e o PT como se fossem a reencarnação do bolchevismo, descobrem em cada ação estatal o “totalitarismo”, em cada política social a “mão corruptora do Estado”, do “chavismo”, do “populismo”.

    Vagam, de entrevista a artigo, de blog à mesa redonda, expiando seu passado, aderidos com o mesmo ímpeto que um dia tiveram para atacar o capitalismo, agora para defender a “democracia” contra os seus detratores. Escrevem livros de denúncia, com suposto tempero acadêmico, em editoras de direita, gritam aos quatro ventos que o “perigo comunista” – sem o qual não seriam nada – está vivo, escondido detrás do PAC, do Minha casa, minha vida, da Conferência Nacional de Comunicação, da Dilma – “uma vez terrorista, sempre terrorista”.

    Merecem nosso desprezo, nem sequer nossa comiseração, porque sabem o que fazem – e os salários no fim do mês não nos deixam mentir, alimentam suas mentiras – e ganham com isso. Saíram das bibliotecas, das salas de aula, das manifestações e panfletagens, para espaços na mídia, para abraços da direita, de empresários, de próceres da ditadura.

    Vagam como almas penadas em órgãos de imprensa que se esfarelam, que vivem seus últimos sopros de vida, com os quais serão enterrados, sem pena, nem glória, esquecidos como serviçais do poder, a que foram reduzidos por sua subserviência aos que crêem que ainda mandam e seguirão mandado no mundo contra o qual, um dia, se rebelaram e pelo que agora pagam rastejando junto ao que de pior possui uma elite decadente e em vésperas de ser derrotada por muito tempo. Morrerão com ela, destino que escolheram em troca de pequenas glórias efêmeras e de uns tostões furados pela sua miséria moral. O povo nem sabe que existiram, embora participe ativamente do seu enterro.


    Fonte: Portal Luis Nassif.

  • 2013: "Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais!"

    “Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais”

    2013 começou! Nossa missão e nossa luta persistem. Por um mundo melhor, por um país mais justo. Por uma cidade e campo mais fraternos. Estejamos do lado daqueles que ainda não “têm voz, nem vez, nem lugar”! Acreditemos, com alegria, que “Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais”!

    Se calarem a voz dos profetas (Pão da igualdade)
    Se calarem a voz dos profetas,
    as pedras falarão.
    Se fecharem os poucos caminhos,
    mil trilhas nascerão.
    Muito tempo não dura a verdade,
    nestas margens estreitas demais,
    Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais.
    É Jesus este Pão de igualdade,
    viemos pra comungar,
    com a luta sofrida de um povo
    que quer, ter voz , ter vez, lugar.
    Comungar é tornar-se um perigo,
    viemos pra incomodar,
    com a fé e a união nossos passos um dia vão chegar.
    O Espírito é vento incessante
    que nada há de prender.
    Ele sopra até no absurdo, que a gente não quer ver.
    Muito tempo não dura a verdade,
    nestas margens estreitas demais.
    Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais.
    É Jesus este Pão de igualdade,
    viemos pra comungar,
    com a luta sofrida de um povo
    que quer, ter voz , ter vez, lugar.
    Comungar é tornar-se um perigo,
    viemos pra incomodar,
    com a fé e a união nossos passos um dia vão chegar.
    No banquete da festa de uns poucos,
    só rico se sentou.
    Nosso Deus fica ao lado dos pobres,
    colhendo o que sobrou.
    Muito tempo não dura a verdade,
    nestas margens estreitas demais.
    Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais.
    É Jesus este Pão de igualdade,
    viemos pra comungar,
    com a luta sofrida de um povo
    que quer, ter voz , ter vez, lugar.
    Comungar é tornar-se um perigo,
    viemos pra incomodar,
    com a fé e a união nossos passos um dia vão chegar.

    O poder tem raízes na areia,
    o tempo faz cair.
    União é a rocha que o povo usou pra construir.
    Muito tempo não dura a verdade,
    nestas margens estreitas demais.
    Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais.

    É Jesus este Pão de igualdade,
    viemos pra comungar,
    com a luta sofrida de um povo
    que quer, ter voz , ter vez, lugar.
    Comungar é tornar-se um perigo,
    viemos pra incomodar,
    com a fé e a união nossos passos um dia vão chegar.
  • Taiobeiras: uma agenda para 2013

    Eis alguns itens que sugiro, como cidadão, para a agenda de Taiobeiras em 2013:

    * Instituir programas sociais efetivos para a juventude, de modo a interromper o aliciamente por parte do tráfico ou da violência;
    * Debater com a sociedade e encontrar soluções coletivas para as questões social, ambiental e econômica da proximidade das atividades mineradoras na região;
    * Implementar soluções efetivas e constantes para uma convivência menos traumática com a seca cíclica em nossa região;
    * Melhorar a qualidade dos serviços de saúde, educação e cultura.

    Que nossa sociedade se mobilize! 

  • Feliz 2013 a todos e todas!

    A todos e todas que, em 2012, acreditaram no Desenvolvimento Sustentável de Taiobeiras, a ser alcançado com sustentabilidade nos campos econômico, social, cultural e ambiental, tendo sempre como personagem principal toda e qualquer pessoa, sem qualquer distinção ou discriminação, desejamos um Feliz 2013!

  • Taiobeiras: como nossa gente é valorizada!

    Imagem disponível na rede social Facebook

    Perdoar é necessário. Manter a memória, também. O perdão reconstitui a alma. A memória viva reconstrói a dignidade.

    Essa triste imagem, símbolo da truculência e da ignorância do poder político em Taiobeiras durante o ano de 2012, não deve ser esquecida. Ela representa, ainda, o baixo nível cultural, intelectual e político de nossa sociedade. Infelizmente, pelo que se vê na imagem, é assim que nossos governantes costumam “valorizar nossa gente”.

    Perdão, sim. Esquercer, jamais!

  • Artigo do Levon: Taiobeiras, a eleição de 2012 e os mitos derrubados

    Título: Titã-fragmento. Escultora: Beatriz Cunha

    A eleição de 2012, em Taiobeiras, serviu para revelar uma realidade que já existia, mas que estava encoberta pelo surreal manto da ideologia e da propaganda. Os mitos caíram e, junto com eles, as máscaras políticas esculpidas desde o ano 2000. Vejamos algumas lendas nas quais ainda tem gente que acredita. Porém, pelos fatos, foram cabalmente desmentidas.

    1. O perigo do joelismo com Joel. E o joelismo sem Joel:
    Desde o ano 2000 que a figura pública do ex-prefeito Joel da Cruz Santos passou a ser trabalhada na mente dos taiobeirenses como a verdadeira expressão de tudo aquilo que não presta. Em outras palavras, Joel e o joelismo seriam o próprio mal em pessoa, na boca dos novos inquilinos do poder. Para além da crítica política, democraticamente necessária a qualquer governo, especialmente ao de Joel – que não era nenhum exemplo –, uma verdadeira cruzada contra sua vida pessoal e liderança política foi milimetricamente posta em prática, demonizando a ele e aos seus apoiadores ou admiradores. Uma vez ganhando a prefeitura em 2004, o grupo do prefeito Denerval passou a brandir o mito de que “nada de bom” foi feito em Taiobeiras até aquele momento e que, portanto, seria necessário impedir o retorno ao suposto caos do joelismo. Nada mais falso. A elite de Taiobeiras, que serviu e deu sustentação ao ex-prefeito enquanto ele se mantinha firme na corda bamba da política, é a mesma que atualmente se une em torno do Pacto de Poder liderado por Denerval. Inclusive, com mais fervor e devoção que outrora. Na prática, atualmente há um joelismo que dispensa a figura de Joel. Evidentemente, por boa educação, não é necessário citar nomes de pessoas ou de gerações familiares inteiras que sob Joel ou sob Denerval, se conservam em vistosos cargos da administração municipal.

    2. O clientelismo joelista, porém, “chique” e sofisticado:
    A grande crítica que se fazia à política joelista era com relação à corrupção, à manipulação do voto através do atendimento de pequenas demandas isoladas de cada eleitor, ao clientelismo e à compra de votos. Designou-se, inclusive, o velho termo sociológico “coronelismo”, apropriado para a análise histórica da República Velha (1889-1930), para o entendimento do caso taiobeirense. A crítica, claro, não era infundada. Vivia-se o descalabro. No entanto, entra para a galeria dos mitos, o fato de que essa política persistiu no pós-Joel, com uma nova roupagem, mais sofisticada e moderna, nem por isso menos odiosa e prejudicial. Vive-se um populismo disfarçado, um clientelismo “chique”. A campanha de 2012 pareceu demonstrar, com base nos processos de pedido de cassação de candidaturas e inelegibilidades ainda em curso, que tudo o que se ofertou no mercado eleitoral foi avidamente consumido não importando as consequências.

    3. O risco de Taiobeiras retroceder aos “caos” pré-2005. E as táticas nazistas:
    Uma das grandes mentiras do processo eleitoral de 2012, contada mais de mil vezes, sob inspiração de Goebels, ministro da propaganda nazista, a fim de que se tornasse mais uma “verdade” fabricada pelo regime político-ideológico firmemente instalado no Paço de Bom Jardim, era o de que Carlito se unira a Joel para fazer Taiobeiras retroceder aos tempos de antigamente e, dessa forma, destruir os “avanços” construídos por Denerval de 2005 para cá. Como já disse no primeiro item, o joelismo sem Joel, da Prefeitura nunca saiu. Tampouco, apesar de toda crítica merecida que se possa fazer a Joel, até mesmo os adversários mais ferrenhos reconhecem que a maior parte da infraestrutura pública existente em Taiobeiras foi edificada sob seus mandatos. Também, qualquer pessoa sensata, que compreenda um pouco de história, sabe que Taiobeiras não foi inventada por Denerval nem iniciada em 2005, como o marketing oficial quer nos fazer crer. Logo, a união entre os partidos políticos PDT, de Carlito e PR, de Joel, foi apenas uma justa coalização eleitoral, absolutamente necessária, e legalmente permitida, para além da “demonização” com a qual se deleitaram os detratores.

    4. Para ser prefeito precisa ser um administrador. E a negação disso em 2012:
    Denerval foi candidato a prefeito de Taiobeiras três vezes. Perdeu na primeira, mas se firmou como liderança, abrindo caminho para as vitórias seguintes. Sua tática eleitoral: a desconstrução impiedosa do adversário, atacando inclusive a vida pessoal do sujeito (Joel e João da Caixa que o digam). Seu discurso: o de que a prefeitura precisa ser administrada com o mesmo rigor e técnica com que se coordena uma empresa privada. Para isto, o prefeito precisaria ser um empreendedor de sucesso, como ele. Discurso que lhe caiu como uma luva, em contraposição ao jeitão desleixado e popular de seus antecessores. O fato é que esse argumento foi escandalosamente abandonado em 2012. Claro que para não prejudicar o candidato do momento, que não possui este mesmo perfil. Também, para não beneficiar o candidato da oposição, este sim, um empresário reconhecido. Para quem tem um pouco de memória e senso crítico, deve ter sido irônico ouvir da propaganda do grupo tucano em 2012 a seguinte frase: “Lembre-se, administrar uma prefeitura é diferente de administrar uma empresa…” Nas eleições anteriores falavam justamente o contrário. Também concordo que, para ocupar um cargo político, não é necessário ser empresário. O melhor exemplo é o ex-presidente Lula. Questiono sobre como os argumentos políticos são descartáveis, utilizados como roupas, que são vestidas ou despidas ao prazer ou necessidade do usuário. Conveniências cínicas da política, somente possíveis porque o povo de Taiobeiras é propositalmente levado à despolitização e à alienação.

    5. O refinamento da elite política que subiu ao trono em 2005. E o Facebook e o boneco:
    Com a subida dos tucanos ao poder taiobeirense em 2005, difundiu-se a ideia de que a nova classe política seria mais moderna e refinada do que a anterior. Mais um daqueles preconceitos de classe bem típicos da nova burguesia. No dizer deles próprios, a turma de João da Caixa representaria a bagunça e, eles, a retidão moral que chegou para por ordem na casa. Como já disse, repito, foram-se Joel e seu vice, João Emílio, mas o joelismo permaneceu no Paço. Se não escancarado, pelos menos presente no modus operandi. A campanha de 2012 jogou mais este mito no chão. A virulência na internet, especialmente na rede social Facebook, demonstrou a face “pouco meiga” do regime. O patrulhamento ideológico e as desmoralizações contra os adversários se deram, e continuam ainda, num nível muito abaixo do que pode ser chamado de civilizado. Para quem foi oposição a Joel, e continua, agora, aos tucanos, como este que redige o artigo que você lê, é possível dizer que havia maior respeito democrático naquele tempo do que hoje. O Facebook e o boneco da cruz-de-tau – queimado em praça pública – estão aí por testemunhas.

    Há muitos outros mitos estatelados no chão. Foram derrubados por seus próprios inventores. É urgente que a comunidade taiobeirense os identifique e os reflita. Eles venceram o pleito, mas a constatação de seus estratagemas para o alcance e a manutenção do poder tornou-se evidente para muitos, como nunca antes. Cabe à sociedade, que votou ou não no grupo vencedor, ter o discernimento desses fatos para saber cobrar e controlar.

    Não basta somente uma sociedade avançar no plano econômico. É preciso criar os meios para que a política, a cultura e o regime democrático co-participem do crescimento da economia. Também, é necessário construir uma cidade que vá além da beleza de suas praças e avenidas ou da alegria de suas festas. Um lugar onde as pessoas, especialmente aquelas que estão segregadas pela pobreza, pelas drogas ou pelo baixo conhecimento cultural, sejam integradas ao convívio cidadão.

    Taiobeiras é hoje uma cidade de “contos de fadas”. Não se pode negar que haja muitos avanços, boa parte deles porque o Brasil também avançou. Mas não existe na classe política que a dirige uma sensibilidade para com os que estão à margem; para com as questões da juventude: vítima da violência e das drogas; para com as situações étnico-culturais; para com a educação contextualizada e de qualidade; não há um olhar social efetivo e moderno ou comprometido como a elevação da dignidade da pessoa humana. Tudo isso tem de ser alcançado através da luta da comunidade.

    Que em 2013, a sociedade caminhe na direção de uma Taiobeiras mais justa, solidária e humana.

  • Natal: de onde vem a nossa crença

    “O povo que andava em trevas, viu grande luz…”

    “Portanto o Senhor mesmo vos dará sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e Lhe chamará Emanuel.”
    “O povo que andava em trevas, viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz.”
    “Porque um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

    Isaías 7,14; 9,2.6

    Feliz Natal de Jesus a todos os amigos e amigas deste Blog.
  • Neste Natal e sempre: "Amar como Jesus amou…"

    Feliz Natal de Jesus (não o do capitalismo de Papai Noel)! Relembrando, hoje, esta bela canção do Padre Zezinho, que eu ouvia na minha infância, e que continua extremamente válida e atual.

    Amar Como Jesus Amou
    Padre Zezinho

    Um dia uma criança me parou

    Olhou-me nos meus olhos a sorrir
    Caneta e papel na sua mão
    Tarefa escolar para cumprir
    E perguntou no meio de um sorriso
    O que é preciso para ser feliz?

    Amar como Jesus amou
    Sonhar como Jesus sonhou
    Pensar como Jesus pensou
    Viver como Jesus viveu
    Sentir o que Jesus sentia
    Sorrir como Jesus sorria
    E ao chegar ao fim do dia
    Eu sei que dormiria muito mais feliz

    Ouvindo o que eu falei ela me olhou
    E disse que era lindo o que eu falei
    Pediu que eu repetisse, por favor
    Mas não dissesse tudo de uma vez
    E perguntou de novo num sorriso
    O que é preciso para ser feliz?

    Depois que eu terminei de repetir
    Seus olhos não saíram do papel
    Toquei no seu rostinho e a sorrir
    Pedi que ao transmitir fosse fiel
    E ela deu-me um beijo demorado
    E ao meu lado foi dizendo assim

    Amar como Jesus amou.


  • Artigo do Levon: Injustiça e Esperança

    A sensação de injustiça tem sabor. No caso, um gosto amargo, que engulha o estômago e produz um sentimento de secura, vazio e raiva. É algo extremamente ruim e, provavelmente, faz muito mal à saúde física e moral que quem a nutre.

    Pense, então, como devem ter se sentido os povos que habitavam o Brasil, há quinhentos anos, quando os homens brancos portugueses invadiram suas aldeias atirando, tocando fogo nas ocas, matando homens, estuprando mulheres, retirando fetos de ventres femininos abertos a golpes de facão e espada, perfurando olhos e estilhaçando membros indefesos. O medo, a dor, a humilhação e a impotência na sua forma mais brutal. A noção de que não havia ninguém por quem chamar; nenhum protetor a quem pedir socorro; nada de salvador por quem esperar. Enfim, a ausência de um poder a lhes salvar do suplício. Sensação de injustiça!


    Avance para algumas décadas depois e transporte-se para um navio de tráfico negreiro em meio ao Atlântico, fazendo o percurso entre África e América, numa noite tenebrosa de tempestade. Corpos bronzeados e luzidios, da cor do ébano, nus como a liberdade da qual foram despidos, amarrados por grilhões nos pés e nas mãos, esfomeados e doentes, doloridos na carne e na alma. As mentes a martelar, como numa sessão de tortura, o instante em que foram capturados, arrancados e afastados de seus entes, pais, mães, mulheres, maridos, filhos em África, torpemente vendidos como escravos, objetos da nascente economia mercantilista-escravocrata de então. A quem poderiam gritar? Recorrer de que? Qual juiz lhes daria razão e restituir-lhes-ia o sentido de suas vidas de antes? Sensação de injustiça!


    Mais alguns séculos adiante, na fria Europa, trabalhadores e trabalhadoras nas fábricas da industriosa Inglaterra. Dezesseis horas diárias dentro dos galpões das tecelagens, inalando gases e a fuligem da lã, em atividades repetitivas à exaustão. Seres humanos plantados em ambientes lúgubres, úmidos, sombrios, de pouca ventilação, fechados à entrada da luz do sol. Desprovidos dos direitos mais básicos. Submetidos todos, a família inteira, da criança de dois anos, passando pelos adolescentes e jovens, às mães e aos pais, e os idosos, à triste e determinista rotina das inovadoras rotatórias movidas a vapor. Constituíam-se em vítimas do tão louvado progresso que se inaugurava. De quem esperar complacência? Qual patrão ou governo as lhes prover dignidade? Donde aguardar clemência? Quem seria por eles? Sensação de injustiça!


    Já no século 20, na década de 60, jovens estudantes, líderes comunitários, trabalhadores sindicalizados, no Brasil, todos esperando pelas reformas de base que poderiam antecipar em décadas o tão necessário e esperado desenvolvimento com equilíbrio social para o país. Na noite sombria de 31 de março para 1º de abril, tanques se levantam, botas militares marcham, a democracia é pisoteada, o governo constitucional eleito pelo povo é deposto. Os interesses econômicos dos poderosos mais uma vez tripudiam sobre os da maioria do povo pobre. Cassações, fechamento da ordem democrática, expurgos, prisões arbitrárias, censura e perseguição, tortura e desaparecimento. Amparados pelo imperialismo norte-americano, compungidos pela velha moléstia aristocrática da “casa grande”, classe média e elites se seduziram e se cegaram ante ao clamor por liberdade política e igualdade social. De novo, de quem suscitar socorro? De onde aguardar salvação? O que fazer? Sensação de injustiça!


    Nos dias de hoje, apesar da aparente normalidade democrática e da suposta liberdade de expressão, a disputa legítima pelo poder, por parte do povo e das pessoas que colocam os interesses coletivos acima dos seus próprios, se faz contra os interesses mais mesquinhos e inconfessáveis. A degradação e a fraude do sufrágio ocorrem com o suborno coletivo das mentes. A compra da consciência e do voto. O uso do recurso público – sagrado para a solução das necessidades de libertação dos mais necessitados – inútil e vilmente utilizado como patrimônio próprio. A coerção de pessoas e de comunidades inteiras. A compra desleal e vil. A utilização de todos os recursos, supostamente criados para a defesa social, hereticamente voltados para coibir e coagir. Tudo isso desmobiliza e desmotiva os imbuídos de real interesse público; sacrifica a boa intenção; e sabota a boa inteligência. Ressalta as oligarquias; premia o menor esforço e falta de competência; exalta o puxa-saquismo; e pisoteia as melhores ideias. A quem os bem intencionados podem recorrer, se até mesmo o poder de aplicar a justiça se cala, se omite e se acovarda? De onde ou do que solicitar equanimidade e garantia de respeito? Mais uma vez, sensação de injustiça!


    Para todas essas “sensações de injustiça”, iguais ou maiores, demorados ou imediatos, “sinais de esperança”! Para os nativos do Brasil, as esperanças imortais estão presentes nas lutas antigas ou atuais de Sepé Tiaraju, Juruna, Gaudino, Kaiowás-Guaranis, Casaldáliga e outros tantos! Dos negros, se levantaram imortais heróis como Zumbi, Chica, Patrocínio, Rebouças, Castro Alves, Mãe Menininha e muitos outros a espraiar esperanças cor-de-noite-brilhante! Para os trabalhadores de outrora e de hoje, comprimidos por máquinas desumanas ou por ditaduras sanguinárias, as esperanças são despertadas por tantos como os cartistas, os ludistas, os socialistas utópicos e científicos; as esperanças guerreiras de homens e mulheres como Olga e Prestes, Brizola, Lula e Dilma, Herzog e Tito de Alencar, Zuzu e Guevara. Para a democracia imperfeita e mutilada de nossos dias, de nossa cidade, a esperança no rosto do povo nas portas do Judiciário, em frente aos Fóruns e nas praças, carregando bandeiras cor-de-sangue e cor-de-céu de sonhos e de liberdade, a pé ou montados em bicicletas de sonhos, a manifestar que o interesse público é dom que não se compra nem se vende, que o direito de um precisa estar condicionado ao direito de todos! Espera… Esperança… Esperanças!


    E se todas essas esperanças falharem, ainda restará uma esperança maior. Esperança de um jovem galileu que por aqui esteve há dois mil anos apenas praticando o amor. “Estranhamente”, mesmo amando tanto, foi condenado à morte por quem detinha o poder político em sua época. Apesar de todo o “sentimento de injustiça” que permeou sua morte numa cruz, brindou a todos com a “esperança vibrante” de voltar a viver ressuscitando três dias depois de sua execução pelos romanos. Espera… Esperança… Esperanças… presentes no doce sabor da justiça; exaladas no suave perfume da paz!

  • Debatendo Taiobeiras: desconstruindo os mitos

    Eu escrevi este texto em 26 de julho de 2012, quando a campanha eleitoral para prefeito começava a esquentar aqui em Taiobeiras (MG). Tomei “muita pancada” por conta dele e também recebi outro tanto de concordâncias. Não o publiquei no Blog. Divulguei-o nas redes sociais, pois foi feito como peça de campanha da coligação Taiobeiras Merece Mais. Baixada a poeira entorpecente das vaidades, mesmo sendo um libelo eleitoral, acho que ele contém ainda algumas verdades que precisam ser melhor compreendidas e assimiladas, para o bem da tão acanhada reflexão política taiobeirense. Por isto, republico-o aqui para você. Para que, ao menos pelo meio escrito-virtual da exposição das ideias, haja o debate democrático tão tristemente impedido e amordaçado durante o período das eleições. Amordaçado e impedido justamente por quem, imaginava-se, constitui a elite econômica, cultural e política de Taiobeiras.

    O QUE ERA ANTES NÃO É MAIS AGORA. MAS O QUE IMPORTA É O FUTURO.
    OLHOS FIXOS NO FUTURO. É ELE QUE NOS ESPERA.

    Eu me lembro que em 2000, quando Denerval se candidatou a prefeito pela primeira vez e foi derrotado por Joel Cruz, que seu discurso era o de construir uma nova política, livre de boatos, livre de interesses particulares. Recordo-me que Denerval reclamava muito da onda de boatos. Diziam que ele, por nunca ter se candidatado ou exercido um cargo político antes, não era preparado o suficiente para ser prefeito. Outros investiam contra o fato de ser um empresário de sucesso. Afirmavam que ele era ruim com os empregados, etc… Felizmente, tudo isso caiu por terra. Prevaleceu a comparação de perfis.

    O fato é que, quatro anos depois, contra todo esse tipo de boataria, Denerval chegou ao poder e aí está há oito anos. Tenho sérias críticas políticas ao seu governo. E já as fiz, livremente, em meus artigos que estão disponíveis no Blog e na coluna que mantenho no Jornal Folha Regional. Nada contra sua pessoa e sua brilhante liderança. Ninguém nega que Denerval conseguiu impor o seu ritmo e a sua liderança a Taiobeiras. Isto é fato incontestável. E há méritos luminosos em seu trabalho que a história saberá guardar, contar e homenagear.

    Infelizmente, no entanto, a história tem o costume de se repetir, primeiro como tragédia, depois como comédia. O discurso de Denerval para chegar ao poder, o do empreendedor de sucesso, o do empresário capacitado, hoje é absolutamente negado por seus apoiadores mais próximos. Usam os mesmos recursos e artifícios que um dia estiveram contra Denerval para atingir Carlito. Olham para Carlito, e sabem que ele tem o perfil mais próximo daquilo que defenderam há oito anos. Mas insistentemente negam. Por qual motivo?

    É a lógica do poder pelo poder. Algo natural e comum em termos de Ciência Política. O projeto de transformação acabou. Agora há um projeto de manutenção. Negam-se a avançar ainda mais. Resta saber se é do interesse coletivo de Taiobeiras que isto ocorra.

    Buscam velhos mitos do passado, já derrubados por eles mesmos! Inventam perigos inexistentes. Chegam ao ridículo de afirmar que a cidade voltará a ser como antes de Denerval caso Carlito chegue ao poder. É menosprezar demais a inteligência do taiobeirense!

    Todos sabem que Carlito não teria chegado a construir o grupo empresarial que construiu se não tivesse capacidade de planejamento, condições de liderança e firmeza ética suficientes. O próprio Denerval é quem inventou “a verdade única” de que governar a prefeitura é como administrar uma empresa. Seguindo essa mesma ideia, qual dos dois candidatos em questão é, atualmente, o que se destacou na boa condução de uma empresa e, portanto, o mais apto a dirigir a prefeitura depois de Denerval?

    Merece destaque o fato de que Carlito, até o momento, tem se dedicado firmemente a apresentar propostas e ideias de como conduzir bem o nosso município pelos próximos quatro anos, sem lançar mão de baixarias ou revanchismos. É importante que persista, de cabeça erguida, neste caminho. Fez uma boa síntese do Plano de Governo e, democraticamente, tem se reunido com vários setores da sociedade para debater este mesmo plano e enriquecê-lo. Um bom começo. Um bom exemplo para todos os políticos. Uma inovação em nossa história.

  • Taiobeirense lança livro sobre Madonna em São Paulo

    No dia do aniversário de 59 anos da emancipação política e administrativa de Taiobeiras, o jovem escritor taiobeirense Alex Saraiva lançará livro na capital paulista.

    Título: MADONNA e a Construção da Imagem no Universo da Polêmica Midiática.
    Editora: Multifoco.
    Data: 12 de dezembro de 2012.
    Local: Espaço Parlapatões, Praça Franklin Roosevelt, 158, Centro, São Paulo.
    Horário: 18 horas.

    Para conhecer mais sobre Alex Saraiva ou Leco Saraiva, estudante de Comunicação da FAPCom (Faculdade Paulus de Comunicação), clique aqui e vá ao seu perfil no Facebook.

  • 20 de novembro: Dia da Consciência Negra 2012

    Para saber um pouco mais sobre o Dia da Consciência Negra no Brasil, clique neste link.

  • Leitura: A Arte da Guerra, de Sun Tzu

    A Arte da Guerra, do chinês Sun Tzu, escrito há 2.500 anos atrás. Estou começando a ler agora. Compartilhe comigo algumas das ideias do livro:
    “A arte da guerra é regida por cinco fatores constantes, que devem ser levados em conta ao se analisar uma situação e prever o resultado:
    1. Moral (…);
    2. Clima (…);
    3. Terreno (…);
    4. Líder (ou comandante) (…);
    5. Método e disciplina (…).”

  • Onde estão os intelectuais do PT?

    (*) Lula Miranda

    Temos visto, praticamente todos os dias, o Partido dos Trabalhadores sendo esculachado nos grandes jornais e nos telejornais em horário nobre. Poucas dessas críticas são construtivas. A maior parte delas é nitidamente enviesada, capciosa, eleitoreira (miravam 2012 e já miram 2014) e visa pouco a pouco desgastar a imagem do partido e corroer a sua credibilidade junto à sociedade. Algumas descambam para o mero “golpismo”, pois refletem a intenção de tomar o poder no grito – mesmo que para tanto seja necessário repetir uma mentira, em uníssono, reiteradas vezes, até que ela se transforme numa “verdade”. Nem que seja necessário processar, condenar e prender o Lula sem provas – para tanto recorreram ao ardiloso artifício do “domínio do fato”. Nem que seja necessário dar um “golpe paraguaio” na Dilma. Essa é a ordem dos tratores.

    Os principais críticos e detratores do partido são dois ou três professores universitários neoconservadores e uma dezena de jornalistas, já bastante conhecidos pela sua “imparcialidade” e “pluralismo de ideias”, mas que têm espaço de destaque e oportunidade assegurados nas tribunas e tribunais mais “nobres” da grande imprensa – espaço este que é, diga-se, seguidamente negado aos que tem uma visão de mundo que lhes é antagônica. Portanto, sem direito ao contraditório ou ao chamado “outro lado”. Assim funciona a democracia e o pluralismo de faz de conta que eles vendem para os incautos. Mas, a despeito disso, é nosso dever combater esse desequilíbrio. De que modo? Cobrando o espaço que nos é devido ou utilizando dos veículos da imprensa alternativa. Só não pode se deixar intimidar e calar.

    Alguns analistas políticos insistem em dizer, de modo equivocado e/ou “ufanista”, que o suposto “escândalo do mensalão” não causou prejuízos ao Partido dos Trabalhadores; que tanto é assim que o partido ganhou em São Paulo; que conquistou o maior número de eleitores e que os maiores orçamentos estarão sob sua gestão nas prefeituras; que elegeu muitos prefeitos etc. Ora, a forma como a grande imprensa explorou esse episódio causou, está causando e ainda poderá causar grande prejuízo ao PT, na medida que os formuladores e representantes desse partido na sociedade não reagem à altura – ou seja, com a competência necessária para rebater as acusações e os impropérios que lhe são impingidos. O partido necessita resgatar e comprovar sua inocência.

    Mais que isso, precisa mostrar e lembrar à sociedade sua história de lutas e conquistas – e ao mesmo tempo indicar, projetar, construir os caminhos rumo ao futuro. O partido deve mostrar, de modo pedagógico, para seus militantes, mas também, e principalmente, para todos os cidadãos brasileiros, quais as políticas públicas que implantou e as que serão daqui para a frente implementadas para o crescimento continuado e o desenvolvimento do país, para que tenhamos uma distribuição de renda mais equânime e justa. O PT precisa deixar claro para a sociedade qual a contribuição que o partido ainda pode oferecer para melhorar, ainda mais, as condições de vida do povo brasileiro. Deve, novamente, seduzir a sociedade como um todo. Deve, para tanto, repelir, peremptoriamente, a agenda negativa que lhe está sendo imposta – e ao país – e colocar na pauta uma agenda positiva. Mas onde estão seus formuladores e porta-vozes na sociedade para tanto?

    É forçoso reconhecer: o Partido dos Trabalhadores teve um papel fundamental na construção desse novo Brasil em que vivemos. Sim, pois só os demasiados “distraídos” ou os empedernidos partidários da oposição não concordam que hoje vivemos um novo e melhor momento, auspicioso. E que isso, certamente, não foi obra do acaso, mas de conquistas do povo brasileiro, juntamente com os partidos de esquerda e de centro-esquerda –e aí não só o PT, obviamente.

    É preciso fazer a louvação do que bem merece: reconhecer os méritos daqueles jovens de classe média que no passado, lá no começo da década de 1980, saindo de uma renhida e desgastante luta contra a ditadura, ajudaram a criar o PT. Jovens que se juntaram a uma classe operária emergente, construindo assim o embrião daquilo que viria a se consolidar como um novo sindicalismo [vale lembrar que preponderava até então o chamado “peleguismo”]. Colocando, muitas vezes, em segundo plano suas vidas pessoais e laços familiares – e em prejuízo de suas próprias carreiras profissionais. É preciso relembrar que a estes jovens e operários se associaram alguns intelectuais, religiosos e estudantes, que fundaram então o Partido dos Trabalhadores. E que esse partido ajudou a mudar a cara do país. Alguém precisa (re)contar e (re)lembrar ao país essa bela história.

    É essa história que agora pretendem corromper, negar, apagar. E junto com ela todas as suas conquistas. Não se pode permitir.

    Mas para isso, para contar e defender a sua história, um partido, qualquer que seja, precisa de bons quadros e de intelectuais à sua altura e/ou à altura de sua história.

    Por isso, insisto na pergunta: onde foram parar os intelectuais do PT? Pois, repito, vejo o partido e suas lideranças sendo cotidianamente linchados em praça pública, sua história sendo vilipendiada, achincalhada – e pasmo não vejo quase nenhuma reação! Será que todos esses pecados que lhes imputam são devidos?! E as suas virtudes, inexistem? O que pesa mais na balança de sua história: os erros ou os acertos; os pecados ou as virtudes?

    Repito a pergunta: onde foram parar os intelectuais do PT? Ou os seus simpatizantes na academia, na imprensa e na sociedade em geral? Pois é constrangedor e ensurdecedor o silêncio que se ouve aqui na blogosfera e na mídia em geral. Estarão acomodados e apaziguados em alguma sinecura, como dizem algumas línguas viperinas? Estarão intimidados, acovardados; seriam pusilânimes? Ou estariam esperando para só ir “na boa” e não entrar em bola dividida?

    Por onde andarão os intelectuais que ajudaram a construir essa história tão bonita e que agora se ausentam do debate, se omitem? 

    Avança mais aquele que luta mais, que caminha mais – e ainda há um longo percurso a percorrer. A bola, caprichosa e sedutora, está nos pés do PT. Ele precisará dos seus craques, dos seus melhores quadros. Pois a dívida social do país para com os seus filhos ainda é colossal. Cabe-nos lembrar. E precisará lutar – muito. Iluminar os caminhos. Formar. Informar. Criar fortes laços e raízes em todas as classes e estratos sociais. E caminhar. E assim transformar aos poucos a sociedade. Afinal, esse é o seu papel.

    (*)
    Lula Miranda é poeta e cronista. Foi um dos nomes da poesia marginal na Bahia na década de 1980. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa, Fazendo Média e blogs de esquerda. Artigo publicado originalmente no site Brasil 247.