Autor: Levon Nascimento

  • Desagravo a estultices no Facebook

    Infeliz publicação no Facebook que me difama a reputação.

    Esta publicação (na foto) que está no grupo Taiobeiras.com (Site de relacionamentos Facebook) me faz revirar o estômago pelos seguintes motivos:

    1. Eu fiz Política com P maiúsculo: com ideias, com argumentos, sem ofender pessoas, realizando crítica política e assumindo definitivamente aquilo ao qual os cidadãos plenos são chamados a ser: protagonistas do destino e da história. Poucos tem essa ousadia e essa coragem. Por isso, poucos serão lembrados.

    2. Entristece-me o fato de ser citado “(LEVON E OUTROS)… ” numa publicação tão míope, por uma pessoa que, até o momento em que tomei conhecimento do que escreveu, eu nutria respeito e afeição. Independente do lado em que as pessoas votam, eu continuo respeitando e admirando as que agem com respeito para comigo. Isso é ser civilizado. Relembro, no entanto, que ser civilizado não significa ser acomodado. Estou estudando a possibilidade de entrar formalmente em juízo para exigir retratação ao que considero danoso à minha pessoa e à minha imagem, não somente nesta postagem, bem como em outras, de autorias variadas.
    3. Não entendo como uma educadora pode passar, em rede mundial de internet, tamanho recibo de alienação; falta de decoro e ética; e de baixo nível cultural e cidadão. Simplesmente lamentável. Quando os ânimos serenarem e a poeira baixar, com certeza, sentirá vergonha do que escreveu.
    4. E é mais repugnante ainda que tantas pessoas “ditas cultas” tenham curtido ou comentado tamanha estultice.
    5. Nenhuma comemoração de vitória política deveria descer ao nível do ridículo aparvalhado como esta em questão.
    Logo, somente lamento o fato de perder a admiração e o respeito pela pessoa que escreveu. É isto que, de fato, me entristece. O restante, faz parte do jogo político!
  • A nota de Carlito divulgada após o resultado da eleição

    Carlito e João Eudes
    NOTA DE AGRADECIMENTO DA COLIGAÇÃO TAIOBEIRAS MERECE MAIS! VAMOS JUNTOS! (PDT – PR – PT – PTB – PSD – PSB – PTN – PT do B – PC do B):

    Nestes pouco mais de três meses, nós acreditamos que nossa amada “Taiobeiras merece mais”. E lutamos para transformá-la em um município melhor para o seu povo. Uma Taiobeiras onde as pessoas pudessem ser estimuladas a crescer e a prosperar. Uma terra onde a saúde atenda aos que mais precisam com rapidez. Um município onde se possa comprar um lote, construir uma casa com dignidade. Onde haja paz e segurança para as famílias; além de mais oportunidades de emprego e renda. Cultivamos no coração de muitos uma esperança azul de que é possível mudar para melhor, crescer e progredir sem esquecer a DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA.

    Reconhecemos a vitória do adversário, embora permaneçamos exigindo que a Justiça apure todas as acusações de compra de votos e uso da máquina pública que maculam o processo eleitoral e a democracia em Taiobeiras.

    Queremos agradecer a todos os que acreditaram e acreditam em nosso projeto. Entendemos que todos aqueles que empunharam a Bandeira Azul da Paz e da Justiça são verdadeiros heróis, homens e mulheres, cheios de dignidade e merecedores de todo respeito e admiração. A todos estes o nosso agradecimento e o nosso compromisso de que a luta permanece sempre, constante e confiante num futuro melhor e mais justo. O nosso sonho azul permanece.

    Vamos juntos… a uma Taiobeiras que permanece merecendo muito mais! Obrigado. Deus abençoe a todos.

    Carlito Pereira da Costa e João Eudes de Oliveira
    Taiobeiras, 7 de outubro de 2012, às 20:00h.
  • Literatura: Gabriela, de Jorge Amado

    Mais do que ficar na pasteurização da televisão, comecei a ler hoje o livro do “imortal” conterrâneo baiano Jorge Amado (centenário de nascimento neste 2012), Gabriela, cravo e canela, em edição da editora Companhia das Letras.

    Estou gostando das primeiras páginas. Depois, postarei aqui no blog uma resenha ao final da leitura.
  • 12 de outubro: Nossa Senhora Aparecida

    Homenagem à mãe de Jesus, Maria, que no Brasil é reconhecida pelo título de Nossa Senhora Aparecida, cuja memória é celebrada em 12 de outubro de cada ano.

    Dai-nos a bênção, Mãe querida!

  • Taiobeiras: resumo das notícias pós-eleição

    População de Taiobeiras se manfiesta em frente ao Fórum,
    solicitando apuração de denúncias de compra de voto
    e uso da máquina pública durante as eleições/2012.
    Quinta, 11/10/2012.

    Veja no Blog do Alex Sandro Mendes (Jornal Folha Regional), o resumo das notícias políticas de Taiobeiras nesta semana que sucedeu as eleições.

    Eleitores protestam em frente ao Fórum de Taiobeiras.

    Promotora pede a cassação de Danilo e a inelegibilidade de Denerval.

  • Em Taiobeiras, a Esperança é Azul

    Meus irmãos e minhas irmãs do 12 (tomo a liberdade chamá-los assim, de irmãos, pois nos transformamos em uma família nestes últimos três meses).

    Fizemos, talvez, a maior mobilização popular da história deste município. Lutamos pelos mais necessitados (por eles e, principalmente, com eles). Apresentamos a melhor proposta. Fizemos a campanha mais bela. Agimos com honestidade e respeito. Buscamos fazer Política com P maiúsculo, pelo bem comum. Clamamos por Justiça e Paz.


    Então, apesar da aparente derrota, somos Campeões da Consciência.

    Cabeça erguida, sempre! O Senhor da História caminha ao nosso lado.

    Perdão a quem eu decepcionei. Obrigado a todos os que colaboraram. A Justiça vem de Deus (só dele).
  • Artigo do Levon: Frágeis, porém fortes: heróis e gigantes

    Nem heróis míticos, nem gigantes na estatura. Humildes humanos que, na condição de sua fragilidade, têm encontrado forças e se tornado grandes na militância contra o poder que oprime. Este poder que, apesar de imponente, tem os pés de barro e está prestes a ruir.

    Uma luta de Davi contra Golias, eis a eleição de Taiobeiras. Oito anos de oposição amordaçada. E agora, o povo, com seus rostos simples e humildes, caminhando casa a casa, rua a rua, avenida por avenida, estrada por estrada, demonstra que “a liberdade é dom que não se rouba nem se prende”. Uma revolução em marcha. Um povo que levanta a voz e almeja ter vez. A revolução de Taiobeiras é azul e vem do coração e das mãos de quem muito trabalha para sobreviver. De quem, na maioria das vezes, sofre preconceitos de classe e de outras formas de destratos.

    Não é fácil ser sufocado pela realidade crua do poder pelo poder. Não é fácil ir contra a máquina. Não é fácil aguentar ser caluniado, humilhado e desqualificado somente porque se ousa pensar e dizer o que se pensa. Não é fácil ir contra os poderosos desta Terra. Mas nosso povo, de todos os cantos deste município, tem se levantado. A cada dia a multidão dos redimidos cresce mais. Esta multidão é azul e não precisa ser paga para se levantar. É a força da espontaneidade desses heróis, gigantes na coragem, que surpreende a “casa grande” todos os dias.

    Carlito conquistou um lugar na história. Poderia ter se acomodado e seguido o caminho fácil de se juntar às mordomias estéticas de quem já detém o poder nas mãos. Mas aceitou a missão que sua vocação cristã lhe indicou. Entrou pelo caminho dos obstáculos para estar do lado de quem precisa ser representado nas coisas públicas. Teve a coragem de se expor em favor do próximo. É isto que se espera de um cidadão consciente e de um cristão autêntico.

    Nós, educadores, artistas, empreendedores, donas de casa, sindicalistas, trabalhadores rurais ou da construção civil, homens e mulheres, jovens e idosos, crianças e adolescentes… nós temos o nosso lugar na história. Nós ousamos nos levantar contra a tirania “da verdade única”. Nós não calamos a nossa voz. Nós fomos adiante e chegamos até aqui com uma campanha que tem a coragem de dizer a verdade e de propor a Justiça Social para aterrar o fosso que há entre os que têm muito e os que pouco possuem em Taiobeiras.

    Heróis… não aqueles dos quadrinhos, com super-poderes. Heróis de carne e osso, frágeis humanamente como somos… heróis pela nossa coragem e destemor. Heróis por ter os olhos fixos no futuro. Heróis por construir agora o futuro que nos espera.

    Gigantes, pequenininhos, portadores dos rostos mais simples. Gigantes por dizer sim à dignidade. Gigantes por não nos deixamos comprar as consciências pelas aparências maquiadas do poder instituído.

    Parabéns, Carlito! Você já provou qual é a origem da sua fé e da sua coragem. Parabéns por liderar em Taiobeiras “essa (…) opção preferencial pelos que sofrem”, pelos que mais necessitam da atenção dos poderes públicos.

    Agora é avançar. Vamos ganhar essa eleição! Vamos vencer para o povo, pelo povo, mas principalmente, com o povo! Vamos ajudar a construir um novo tempo de justiça e paz para esta multidão que tanto necessita.

    Lembro-me da Campanha da Fraternidade de 1996, cujo tema foi a Fraternidade e Política. O lema era “Justiça e Paz se abraçarão”. Taiobeiras está prestes a conquistar esse objetivo que tanto esperamos desde aquela época.

    Avante! Vamos vencer… não para nossa vaidade… nem para sermos os grandes ou os maiores… mas para sermos aqueles que mais se colocam a serviço dos irmãos e das irmãs…

    Que o poder a ser conquistado se transforme em serviço… Assim seja!
  • Mais tempo para a política taiobeirense

    Amigos e amigas deste blog:

    Darei uma pausa por aqui nos próximos meses. Porém, de vez em quando, se surgir algo que mereça um destaque, aparecerei para escrever.

    Nesse período, vou me dedicar um pouco mais à militância partidária.

    Vamos juntos!

  • Sobe a avaliação positiva de Dilma

    Avaliação positiva do governo Dilma sobe para 59%–CNI/Ibope

    BRASÍLIA, 29 Jun (Reuters) – A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff subiu em junho, enquanto sua aprovação pessoal permaneceu a mesma, mostrou pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira.
    De acordo com o levantamento feito pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria, 59 por cento apontam o governo Dilma como ótimo ou bom, contra 56 por cento em março.
    Trinta e dois por cento veem o governo como regular, contra 34 por cento na sondagem anterior, e 8 por cento o classificam como péssimo ou ruim, mesmo patamar de março.
    Já a aprovação pessoal da presidente permaneceu em 77 por cento.
    O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 16 e 19 de junho. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
    (Reportagem de Hugo Bachega)
  • São João no nosso tempo de criança

    Em termos de festejos populares, para a minha infância a Festa de São João sempre foi mais esperada e animada do que até mesmo o Natal.

    As bandeirolas, a bandeira, as quadrilhas, a fogueira, as comidas típicas, os traques… Cheiro de infância, de inocência e de alegria.

    Muitas fogueiras aqui na Rua Governador Valadares (Bairro Nossa Senhora de Fátima, Taiobeiras/MG) no tempo em que ainda não tinha calçamento, lá pelos anos 80. Desejávamos tão pouco e éramos imensamente felizes.

    Grande saudade dos amigos da mesma geração que o tempo tratou de afastar na idade adulta. Saudades de seu Tim do DER, vizinho de muro, hoje já não mais entre nós. Dia de São João na casa dele era de lei ter fogueira e mesa farta. E convidava a todos da vizinhança para com ele festejar.

    Nostalgia mesmo! Continuidade também. Fiz fogueira para os meus filhos. Comprei traques e chuvinhas para eles. Estou cumprindo meu papel de repassar a tradição e os costumes gentis do nosso povo. O que é bom não pode ser esquecido.

    Feliz São João para todo mundo! Que a luz da fogueira irradie imensa alegria para os corações tão obscurecidos pela falta de candura e gentileza que, supostamente, impera em nossos dias.
  • Rio + 20: Metas para seres humanos iguais

    * Bresser-Pereira em Luis Nassif
    Os pobres não devem renunciar a melhores padrões de vida; os ricos é que devem diminuí-los
    Nos últimos 50 anos a proteção do ambiente tornou-se, historicamente, o quinto objetivo político fundamental das sociedades modernas. Todas as sociedades, desde a antiguidade, buscaram segurança.
    E a partir do século 18, acrescentaram a esse objetivo mais quatro objetivos: a liberdade, o bem-estar ou o desenvolvimento econômico, a igualdade ou a justiça social, e finalmente a proteção da natureza.
    Na luta por esse quinto objetivo, o mundo se reúne hoje no Rio de Janeiro, na conferência patrocinada pelas Nações Unidas, Rio +20.
    Já sabemos que não é possível esperar muito dessa reunião. Que ela acontece em um momento difícil para todos os países, sobretudo para os ricos imersos na crise profunda que herdaram dos 30 Anos Neoliberais do Capitalismo (1979-2008).
    Mas isso não significa que não haverá avanços. Duas conquistas estão bem encaminhadas: o fortalecimento do Pnuma (a agência da ONU que cuida do ambiente) e a definição dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
    No primeiro caso, trata-se de melhorar a governança global; no segundo, definir metas para o mundo e para os países como foram estabelecidos os Objetivos do Milênio.
    Pode-se argumentar que não haverá um meio de exigir o cumprimento dos objetivos, porque os países não vão se dispor a adotar metas nacionais compatíveis e porque, mesmo fortalecido, o Pnuma não terá condições de forçá-los a adotá-las. Isso é verdade. Sabemos que o problema fundamental da proteção da natureza e do aquecimento global é a prática do “carona”.
    O problema é de todos porque os prejuízos evitados beneficiam a todos, mas cada um quer se aproveitar do esforço dos outros e minimizar os seus. Mas o “carona” não é o único princípio que comanda tanto os seres humanos como os países.
    Há também valores morais compartilhados, e espírito de cooperação. O fato é que o futuro da humanidade -dos nossos filhos e netos- está em risco. E que, ao definir objetivos e melhorar a governança global na área do ambiente, além de afirmar nossa vontade de cooperar, dizemos que precisamos regular o presente e planejar o futuro.
    Que a alternativa de deixar o problema “por conta do mercado”, como ainda vejo economistas neoclássicos e neoliberais afirmarem, não faz o menor sentido.
    E que mesmo o mercado de carbono faz pouco sentido. Faz mais sentido, a curto prazo, taxar as empresas e as atividades poluidoras. E, a médio prazo, desenvolver sistemas de acompanhamento e de execução das metas acordadas.
    Mas é importante ser razoável na definição das metas, porque desenvolvimento sustentável não é apenas proteção do ambiente; é também crescimento e diminuição das desigualdades.
    O desenvolvimento sustentável deve ser econômico, social e ambiental. E não podemos repetir tolices como a de afirmar que os países em desenvolvimento não podem reproduzir os padrões de consumo dos países ricos.
    Talvez isso não seja possível, mas, se não for, não são os pobres que devem renunciar a melhores padrões de vida, mas os ricos que devem diminuí-los. E para isso só há uma solução: começar a discutir metas ambientais.
  • Artigo do Levon: Bons líderes e boas ações

    * Artigo escrito em outubro de 2009.

    A sociedade atual necessita de bons exemplos (cf. Mt 7,17). Mais que isto, precisa urgentemente de líderes que exemplifiquem os bons valores com a prática de suas vidas. Não devemos nos conformar em ver nossos filhos seguirem a moda das mulheres “frutas”, o ranço dos bandidos “da hora”, a ética dos políticos vigaristas ou o exibicionismo das celebridades que nada produziram de célebre (cf. Rm 12,2).

    Os bons líderes não desapareceram, ao contrário do que se pode imaginar. Continuam por aí, distantes dos holofotes da grande mídia. Muitas vezes incompreendidos pelos próprios parentes e amigos. Vivem a gritar contra a “onda do momento”, a falsa modernidade. Atraem para si a ira do mundo (cf. Jo 15,18-26). São desprezíveis aos olhos da multidão consumista. Podemos citá-los: Chico Mendes, Dorothy Stang, Eloy Ferreira, Galdino Pataxó, Gisley Azevedo Gomes, Josimo Tavares, Margarida Alves, Oscar Romero, Santo Dias, Tito de Alencar, Vladimir Herzog, Zuzu Angel. Estes pagaram com a vida pela ousadia de enfrentar o “sistema”. Restos humanos para a humanidade decaída, por seu sacrifício, se revestiram de uma humanidade transcendente, luminosa, que se interliga à exuberância da glória divina (cf. Jo 16,12-15).

    Outros não ostentaram uma causa política ou religiosa, mas viveram os bons princípios como condição da sua própria identidade humana. “Lutaram o bom combate até o fim” (cf. 2Tm 4,7). Testemunhas anônimas, aptas ao tribunal da vida eterna (cf. Ap 6,10-11). Morreram injustamente como vítimas do tráfico, do preconceito racial-classista-machista-homofóbico, da violência urbana, dos ruralistas que matam sem-terras, dos predadores que destroem as florestas e o cerrado, das balas perdidas que os encontraram em suas trajetórias infernais, do sistema de saúde voltado exclusivamente para os ricos e da ganância desenfreada do aparato econômico (cf. Jr 5,28). Mártires de nossos dias, homens, mulheres, idosos e crianças que nunca se corromperam, injustamente foram imolados no altar idólatra do “deus-mercado” (cf. Ap 6,9). Salvos, estão de pé diante do trono da verdade. Vestem-se com roupas límpidas, paradoxalmente alvejadas num sangue precioso; e seguram palmas verdejantes nas mãos, a indicar a esperança futura (cf. Ap 7,9-15). Aguardam pelo momento em que a justiça do alto dará conta de todos os homens e mulheres (cf. Mt 25,31-46).

    Os bons líderes, a oferecerem bons exemplos, poderemos ser eu que escrevo ou você que lê este artigo (cf. Lc 4,18-19). Serão atingidos pelas nossas boas ações, os nossos filhos, irmãos, pais, amigos, colegas de trabalho e vizinhos. Também as demais pessoas com quem, em algum instante, nós nos encontrarmos e viermos a sentir suas dores e a tratar com carinho, benevolência, solidariedade, respeito e igualdade (cf. Lc 4,43).

    O custo de ser bom pode ser a mal-querência do mundo. O custo de ser mal pode ser o fracasso eterno (cf. Rm 6,23). Escolhamos “o caminho, a verdade e a vida” (cf. Jo 14,6).
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  • Reunião do PT de Taiobeiras com Carlito Arruda

    Saindo a pouco da reunião do PT de Taiobeiras com o pré-candidato a prefeito pelo PDT, Carlito Arruda.


    Conversa muito produtiva. Carlito reafirmou o propósito de encabeçar a chapa dos partidos que compõem a base aliada do Governo Federal.

    Filiados do PT e simpatizantes fizeram várias perguntas e observações ao pré-candidato Carlito.

    A discussão continua até a convenção municipal.
  • Rio + 20: Quanto de sustentabilide aguenta a economia vigente?

    * Leonardo Boff, teólogo, em Adital
    Três serão os grandes figurantes da Rio+20: os representantes oficiais dos Estados e governos, os Empresários e a Cúpúla dos Povos. Cada grupo é portador de um projeto e de uma visão de futuro.

    Os representantes oficiais, a considerar o Borrador Zero, repropõem o desgastado desenvolvimento sustentável agora pintado de verde. Esquecem, entretanto, de confessar que ele fracasssou rotundamente. Diz Gorbachov: ”o atual modelo de crescimento econômico é insustentável; ele engendra crises, injustiça social e o perigo de catástrofe ambiental”(O Globo 8/6/2012). Os principais itens que sustentam a vida estão em degradação denunciou ainda em 2005 a Avaliação Sistêmica do Milênio o que foi repetido pelo recente relatório do PNUMA. O Borrador Zero da Rio+20 reconhece:”o desenvolvimento sustentável continua a ser um objetivo distante”(n.13). Mas parece não terem aprendido nada dos fatos. Em sua fé dogmática no desenvolvimento sustentável, que, no fundo, é crescimento material, continuam propondo mais do mesmo.

    De forma contundente diz ainda Gorbacov: “vinte anos depois da Rio-92 estamos rodeados de cinismo e, para muitos, de desespero”. Não teriam os agentes do atual sistema mundial sofrido uma espécie de lobotomia? Não sentem a urgência da ameaça ambiental. Preferem salvar o sistema financeiro e os bancos que garantir a vida e proteger a Terra. Esta já está com os faróis no vermelho e no cheque especial.

    Os empresários, fortes figurantes, estão tomando consciência do limites da Terra, do aumento populacional e do aquecimento global. Não esperam pelos consensos quase impossíveis das reuniões da ONU e dos governos. Mais de cem lideranças empresariais já se reuniram no Rio, antes do evento formal. Pretendem criar o G-0 em oposição ao G-2, G-7 ou G-20. Com certo autoconvencimento chegam a dizer:”nós precisamos assumir o comando”. A agenda coletiva acertada vai na linha da economia verde, não como maquiagem”, mas como uma produção de baixo carbono e preservando o mais possível a natureza. Contudo, constituem apenas 1% da empresas com receita acima de US$ 1 bilhão como nos referiu recentecente o Financial Times.Dão-se conta de um problema ainda insolúvel dentro do atual modelo: como articular sustentabilidade e lucro? Os acionistas não querem renunciar a seu lucro em nome da sustentabilidade. Esta acaba sendo tão frágil que quase se esvai. Pelo menos, estes empresários viram o problema: ou mudam ou se afundam junto com os outros.

    O terceiro figurante é a Cúpula dos Povos. Serão milhares, vindos de todo o mundo: os altermundistas, aqueles que querem mostrar o que estão fazendo com a economia solidária e o comércio justo, com a preservação das sementes creoulas, com o combate aos transgênicos, com a produção orgânica da economia familiar, com as ecovilas e as energias alternativas. Aqui se apresenta uma outra forma de produção e de consumo mais em consonância com os ritmos da natureza, fruto de um novo olhar sobre a Terra, com dignidade e direitos.

    Para atalhar, diria: no primeiro grupo reina resignação, no segundo, inquietação e no terceiro, esperança. Estimo o seguinte resultado da Rio+20:

    A reunião formal da ONU vai aprovar a economia verde, mantendo o mesmo modo de produção capitalista básico. Isso dará o aval para as empresas fazerem negócios com bens e serviços naturais. Criar-se-á uma Organização Mundial do Meio Ambiente, na linda da Organzação Mundial do Comércio.

    Os empresários irão pressionar os governos a não interfirem nos negócios da economia verde. Querem o caminho livre pois se trata de uma economia de baixo carbono e, por isso, ecoamigável, embora dentro do modelo vigente.

    A Cúpula dos Povos irá lançar uma alternativa à Economia Verde com a Economia Solidária. Criarão articulações globais contra a mercantilização dos bens e serviços vitais como água, sementes, solos, florestas, oceanos e outros, entendidos como Bens Comuns da Humanidade.

    O salto rumo a um novo paradigma de sociedade planetária não se dará por ora. Mas será obrigatório face às crises socio-ambientais que se aproximam. O sofrimento coletivo nos dará amargas lições. Todos aprenderemos, a duras penas, o amor e o cuidado à vida, à Humanidade e à Mãe Terra, condições para o futuro que queremos.
  • Encontro político em Belo Horizonte

    Marco Maia, Levon Nascimento e Reginaldo Lopes

    Tive a oportunidade de participar do IV Encontro do Coletivo do Mandato do Deputado Federal Reginaldo Lopes em Belo Horizonte. Entre as discusões, o processo eleitoral de 2012 e a proposta de reformulação do Ensino Médio encampada pelo deputado. Na todo estou eu, ladeado à esquerda pelo deputado Marco Maia (PT/RS), presidente da Câmara Federal e à direita pelo deputado Reginaldo Lopes, presidente do PT de Minas Gerais.