Autor: Levon Nascimento

  • Artigo do Levon: Doces ilusões

    Levon em palestra para estudantes
    * Levon do Nascimento, Professor de História e titular deste Blog. Publicado na edição impressa número 185, Ano IX, do Jornal Folha Regional, de Taiobeiras (MG), julho de 2011, página 10.

    Vivemos uma época mundial de hipercapitalismo. Em fase terminal, é verdade (vide crise financeira de 2008, ainda não resolvida nos EUA e na Europa). Tudo virou negócio e pode ser comercializado. O consumo é a regra. A satisfação hedonista do “eu” é o paraíso ou o nirvana a ser alcançado. As pessoas, assim como os produtos, tornam-se descartáveis. As relações humanas – familiares, inclusive – são quantificáveis no valor da cotação das moedas correntes nas bolsas de apostas do deus-Mercado. A Deus nada, a César tudo, especialmente nas igrejas e demais grupos religiosos. A ética, a moral e a fé se ajustam conforme as necessidades de posse dos bens tangíveis e dos burocratas ou dos hierarcas de plantão. Importa ter (possuir), poder (mandar) e satisfazer-se (prazer). Um cenário dantesco (infernal), depredador e deformado; agradavelmente maquiado, perfumado e bem-vestido com as melhores marcas de cosméticos e de confecções que a publicidade ilusória e inescrupulosa consegue forjar. Eis um retrato amargo de nosso tempo. Os calçados de marca desta era impedem que se vejam as pegadas de patas animalescas adquiridas nesta involução a que a humanidade se lançou.

    O planeta em crise climática. As energias, liberadas pelo descuido humano, destroem os biomas e ameaçam desalojar o próprio ser humano (vide caso da usina nuclear de Fukushima, no Japão). O aquecimento global é uma realidade que se nos impõe avassaladoramente. Tempestades destroem cidades inteiras, inundando e soterrando, especialmente as áreas onde moram os mais pobres e despossuídos para o deus-Mercado. As forças do capital financeiro se sobrepõem aos interesses das “democracias”. Aliás, democracias, será que existem?

    As intolerâncias e os ódios humanos se manifestam como se a civilização e os seus recursos tecnológicos e culturais ainda não tivessem sido alcançados. O desprezo com a vida, o elogio à violência, a admiração por agressores e corruptores, o desamor pelo próximo (especialmente o mais humilhado: o menor, a mulher, o negro, o índio, o deficiente, o homossexual, o mendigo) e o desapreço aos valores de bondade, respeito, solidariedade, honestidade e honra se manifestam a cada dia com mais força. Incrível, esquisito e lastimável como muitos grupos religiosos cristãos, depois de um tempo primaveril glorioso de amparo aos que sofrem, voltam a se fechar e a vomitar preconceitos, pusilanimidade e desprezo para com aqueles a quem a sociedade já havia tratado de humilhar. Fazem isto em nome de Deus. Na verdade, servem mais ao deus-Capital, a face visível do verdadeiro inimigo da divindade cristã.

    Resta aos que desejam um mundo mais à esquerda (solidário, igual, justo) das fórmulas à “direita” que construíram tais cenários de terror, lutar até o último fôlego contra toda essa catarse de coisas ilusórias, doces na aparência, amargas na essência. Para quem, em vez “do ter, do poder e do prazer”, busca um novo paradigma civilizatório, baseado no amor e no conteúdo, “no ser, no servir e no sentir”, contrariando as aparências esguias, produzidas pelos estúdios de conteúdo oco e perecível, abrem-se as portas da consciência cidadã universalista, da fé inteligente e ecumênica, e da razão lógica que se coloca a serviço das necessidades humanas e do planeta.

    Não se assuste o leitor ou leitora deste artigo com as constatações monstruosas dos três primeiros parágrafos. Saiba que há muitos homens e mulheres, de todas as idades e raças, de várias condições sociais e credos, trabalhando sem parar, a fim de que um novo tempo, melhor e mais justo, seja possível e concreto em nossas vidas. Liberte-se da cegueira ilusória do deus-Mercado. Junte-se àqueles que acreditam na proposta do “caminho, da verdade e da vida”.
  • José Prates: Minério – Dádiva ou Maldição

    José Prates, Prefeito de Salinas (MG)
    * Por José Prates, Prefeito de Salinas (MG), via e-mail da Coordenação de CEB´s (Comunidades Eclesiais de Base) da Arquidiocese de Montes Claros (MG)

    Mensagem às autoridades brasileiras

    É sabido, porquanto noticiado por variados meios, da existência de jazida de minério de ferro, supostamente na quantidade de 20 bilhões de toneladas, em uma região do Norte de Minas, tendo Salinas como centro geográfico e que, tal riqueza, encontra-se concentrada em reduzido aglomerado de Municípios.

    Ouve-se ainda que o teor ferrífero da jazida seria de, no máximo, 20%, o que poderia tornar muito dispendioso o investimento, diminuindo portanto o interesse em sua exploração.

    Registra-se também a reiterada informação dos interessados que, a fim de compensar a “perda” ocasionada pelo possível baixo teor ferrífero, necessário se tornaria fazer o seu transporte até um porto por meio de mineroduto, vez que a construção de ferrovia e o transporte por este meio, encareceria ainda mais os custos da produção.

    Há algum tempo, temos presenciado em nossas cidades, grande movimentação de representantes diversos de empresas mineradoras, fazendo pesquisas e sondagens por meio de aviões ou diretamente no solo de alguns Municípios, na maioria dos casos, sem articulação com as autoridades municipais, embora muitos dos gestores tenham buscado abordar o assunto, sem êxito, com representantes dessas empresas.

    Simultaneamente assistimos à venda de papéis, indicando inusitada especulação sobre uma riqueza inexplorada, ante o silêncio das autoridades federativas.

    Assistimos à assinatura de termos de cooperação e protocolos de intenções.

    ASSISTIMOS! Esta é a palavra, porque em nenhum dos casos tivemos a chance de opinar e discutir o assunto em nome dos munícipes a quem representamos.

    Não temos, até o momento, conhecimento da existência de um plano envolvendo toda a região ferrífera, subscrito pelos representantes dos entes federativos e pelos interessados na exploração dessa importante riqueza.

    Microrregião Alto Rio Pardo (Norte de Minas)
    Em vista desses acontecimentos, como Prefeito Municipal de Salinas, sentimo-nos no dever de esclarecer e propor para reflexão das autoridades as seguintes observações.

    1. Vimos estudando a folha geológica da região de Salinas há cerca de 10 anos e podemos afirmar que não são verdadeiras as informações sobre a localização da jazida ferrífera, como divulgada, e que o seu teor seria de apenas 20%. A verdade é que ela acha-se espalhada por 21 Municípios ainda que, mais intensa em alguns que em outros, e seu teor alcança até 30% em média, encontrando-se de forma aflorada, em sua maioria, o que facilita a exploração e reduz todos os custos operacionais.

    2. A riqueza do subsolo brasileiro, embora monopólio da União, pertence ao povo e em seu interesse deve ser explorada. Assim, a utilização de recursos públicos neste investimento deve ser visando, prioritariamente, o desenvolvimento regional e a elevação da condição de vida do povo.

    3. A proposta de mineroduto parece-nos inadequada, vez que, além do uso predatório da água, bem dos mais valiosos desta região, revela um propósito colonialista de quem deseja adotar tal empreendimento, qual seja, retirar o minério, transportá-lo para outro lugar, especialmente fora do Brasil, deixando aqui apenas o grave passivo sócio-ambiental.

    4. As informações, até o momento sigilosas, devem ser amplamente democratizadas e publicitadas, fornecendo números não apenas sobre o minério de ferro mas sobre toda a vasta e rica folha geológica da região.

    5. Todos os protocolos de intenções e acordos de exploração devem ser Municipalistas e Republicanos e assinados somente após ouvir os Municípios, o Estado e a União, deixando clara a imprescindibilidade do Município.

    6. O Estado de Minas Gerais, em parceria com as empresas mineradoras, deverá patrocinar a elaboração de um Plano Diretor Regional de Desenvolvimento Sustentável, com foco na mineração, contemplando a construção de ferrovia, porto seco, qualificação de recursos humanos, e a implantação de usinas de beneficiamento do minério em diversas formas, planejamento territorial sustentável quanto ao uso e ocupação do solo e parceria para sustentação dos impactos na saúde, na educação e segurança pública.

    7. A criação de um PACTO REGULATÓRIO PARA A EXPLORAÇÃO MINERÁRIA REGIONAL é imprescindível e urgente a fim de referenciar todas as ações necessárias à formulação dos projetos e sua execução, já que ainda não dispomos de MARCO REGULATÓRIO DO MINÉRIO em nível nacional.

    8. Os maus exemplos de exploração minerária, ocorridos em Minas Gerais e em outros Estados devem ser conhecidos e estudados para que não sejam repetidos aqui.

    9. As situações em que as perdas econômicas, a degradação ambiental e social prevaleceram, não podem aportar aqui, em hipótese alguma, sob pena de nós, gestores públicos, estarmos avalizando a destruição do patrimônio do povo e o sacrifício da população norte mineira.

    10. Por fim, cabe deixar claro que os gestores públicos, sejam eles municipais, estaduais ou federais, não podem enxergar esses acontecimentos de forma parcial, seccionada, nem tampouco apenas como fatos inerentes ao seu mandato, ou no seu tempo, pois nosso compromisso transcende o tempo: é com nosso Município, nossa região, com Minas, o Brasil e com todas as gerações brasileiras.

    11. É por isto que temos dito sempre e o reafirmamos aqui: MINÉRIO PODE SIM, DAR VÁRIAS SAFRAS! BASTA QUE TENHAMOS RESPONSABILIDADE NA SUA EXPLORAÇÃO E SOLIDARIEDADE PATRIÓTICA QUANTO AO SEU USO!

    Assim, deixamos claro que nosso maior propósito é de parceria benigna e dinâmica, que contemple soberanamente a prosperidade e a felicidade do nosso amado povo e que a exploração minerária seja componente libertador e não maldição!
  • O monstro indomável da intolerância

    Por Luiz Horácio no Blog do Luis Nassif

    A intolerância não é nem da esquerda nem da direita. Haverá intolerância enquanto não forem esclarecidos determinados pensamentos e sentimentos que estão agindo em diversas e seguidas situações, variáveis para cada um. A pessoa que se fecha para o conhecimento, convida o vampiro para entrar. Mas não o conhecimento acadêmico e científico. O que vale, neste caso, é o conhecimento como sabedoria.

    As deformidades, obscuridade, tiranias e tragédias pessoais que derivam dessa imprudência humana, a de não desejar conhecer a fundo as coisas, deixaram um rastro de ódio, tristeza e sangue na história humana, e nem assim as gerações seguintes se esforçaram o suficiente para aprender sobre esses erros terríveis, a fim de não repeti-los.

    A intolerância é um dos piores erros que alguém pode cometer. O de achar que o outro é diferente dele, e de sustentar, com toda a convicção, que essa diferença o qualifica e desqualifica o outro, e esse deve então sofrer as sanções ou castigos correspondentes. Claro, isso vale para determinadas posições polêmicas. Então se associam em grupos de intolerância capazes de cometer as piores atrocidades de que se tem notícia, contra alguém ou contra toda uma comunidade. Conhecemos bem isso, mas esquecemos desse perigo com extrema facilidade.

    As pessoas totalmente irresponsáveis que articulam essas forças sempre perdem totalmente o controle sobre elas, acreditam que podem usar isso como instrumento conveniente para um momento, e depois são atropeladas e levadas pelo vagalhão que criaram. Não há clima de intolerância que deixe impune a sociedade que a alimentou, e as consequências são sempre funestas, sempre sombrias.
  • Cesar Kuzma: E a Igreja se fez show…

    * Por Cesar Kuzma


    Padre Reginaldo Manzotti
    Neste último domingo, dia 19 de junho, assisti a apresentação do Pe. Reginaldo Manzotti no “Domingão do Faustão”. Com certeza, o Pe. Manzotti alcançou a fama que procurava há muito tempo e hoje se tornou tão conhecido como o Marcelo Rossi (a quem imitou e seguiu) e outros “midiáticos” da Igreja Católica no Brasil e, também, do mundo da música e do entretenimento. No entanto, tal apresentação me faz parar e refletir alguns pontos: 1) O que representa para a Igreja Católica atual uma personalidade assim? 2) O que ele traz de novo, ou se realmente ele traz algo novo? 3) Que imagem de Igreja estamos passando para a sociedade com uma pessoa assim e, obviamente, para a própria Igreja, hoje tão carente de formação? Cada um destes pontos merece uma análise profunda, que não faremos, a ideia é apenas uma breve reflexão sobre o assunto, crítica, mas respeitosa.


    O Documento Lumen gentium do Concílio Vaticano II (1962-1965), que apresenta uma reflexão dogmática sobre a Igreja, destacando sua natureza e missão, começa assim: “Lumen gentium cum sit Christus“, ou seja, a Igreja é luz para os povos assim como Cristo. Ser luz, no entanto, é transmitir a mensagem do Evangelho, na qual Cristo é a luz. A Igreja, que somos nós, não tem uma luz própria e não prega a si mesma e, consequentemente, não conduz as pessoas a si, pois ela não é o fim, o destino de todos. A Igreja é iluminada pela luz de Cristo, cujo Espírito a conduz. A Igreja, como “luz do mundo” anuncia Cristo e o seu Reino e conduz as pessoas a este fim, a este éschaton (destino último); assim ela é sinal e sacramento. Este mesmo documento apresenta-nos o papel dos batizados, que compõem a Igreja de Cristo, discernindo a sua vocação e missão. Isso fica claro quando ela nos remete a questão do serviço, um serviço ao Reino, a exemplo de Jesus, que na sua humildade e pequenez conduziu as pessoas à esperança num reino de amor, justiça e paz; um Jesus que declarou bem-aventurados os pobres e, a partir deles, iniciou o seu testemunho, fazendo-se pobre para de tudo nos libertar, sendo ponto de justiça, caminho e verdade.


    Preocupa-me saber o que representa o Pe. Manzotti para a Igreja e para a sociedade brasileira atual. Será que ele representa o seguimento de um Jesus pobre da Galiléia, tão profundamente descrito nos Evangelhos, ou será que ele representa a si mesmo, diante do orgulho e da vaidade, pecado tão sutil aos membros da mídia, ou daqueles que são feitos ou produzidos por ela? Quem fez o Pe. Manzotti e a sua fama e o que ele representa? Será que ele representa a Igreja Católica ou representa as gravadoras e emissoras de rádio e TV em que atua? O Pe. Manzotti anuncia a “boa nova” do Evangelho ou anuncia a “sua boa nova“, tão frágil e carente de conteúdo. Com certeza, o Pe. Manzotti não representa a Igreja que eu sigo e acredito, pois sua pregação, atuação e postura estão muito longe (mas longe mesmo!) do que entendo como proposta de seguimento, discipulado e missionariedade. Não falo apenas das letras de suas músicas (muitas delas, por sinal, com graves erros teológicos que educam o povo erroneamente); não falo das suas fotos sensuais nos álbuns dos CDs; não falo dessas situações, pois é pequeno demais e nem vale a pena; mas falo da postura, atuação e pregação que deve ter um cristão, quer ele seja um leigo, um religioso ou um padre, mas uma atuação de seguimento e de exemplo… Lumen gentium! É uma pena, pois um projeto de inculturação da fé deveria ser um serviço de integração com a sociedade e não uma maneira de ser refém desta, juntando seu capital, glamour e aparência. Uma Igreja que propõe discipulado e missionariedade com o Documento de Aparecida (2007) fica a mercê diante desta forma de “evangelizar“. O que representa o Pe. Manzotti? Bem, certamente, representa a si mesmo e a sua imagem…


    É evidente que sua pregação não traz nada de novo, pois dentro de músicas modernas se esconde uma postura de Igreja fechada e clerical, que coloca o padre (o sacerdote, maneira como ele sempre se apresenta) em destaque diante dos fiéis. Antes tínhamos o padre que apenas rezava a sua missa, deixando o povo na expectativa, como alguém que sempre recebe. Agora temos o mesmo padre com suas vestes carregadas e pomposas (como de antigamente) tornando-se um cantor e animador de auditório em programas de televisão e em praças públicas pelo Brasil. Não negamos que a Igreja deva adotar uma nova postura diante da sociedade moderna e pós-moderna, de maneira a integrar mais as pessoas e seus novos problemas e questionamentos, acontece que posturas assim envolvem o povo em luzes e sons, transformando o altar num palco e a Eucaristia num show, totalmente oposto aos ensinamentos da Igreja e totalmente contraditório com a proposta de Jesus, que se tornou igual e semelhante ao seu povo e só assim pôde conduzi-los no caminho do Reino (Fl 2,6-9). O Pe. diz que não faz show, fico em dúvida, então, para saber o que ele faz… Um dos seus programas de televisão chama-se “evangeliza show“, algo próximo ao “show da fé” de R. R. Soares. Há que se entender que Igreja não é show business. Quando a Igreja passa a ser show ela deixa de ser comunidade, ela deixa de ser o local onde as pessoas se reúnem para partilhar do mesmo pão, ao redor de uma mesma mesa, tornando-se um só, em Cristo. Quando a Igreja se torna show ela deixa de ter eclesialidade, pois tira dos seus membros a participação ativa diante de sua missão, pois ninguém se conhece, todos são “turistas religiosos” atrás de um cantor, que neste caso, também é padre. Quando a Igreja se torna show ela se distancia drasticamente da proposta do Evangelho de Jesus, que nasceu pobre numa estrebaria, que viveu pobre na Galiléia e que morreu pobre e sozinho numa cruz em Jerusalém.


    Padre Marcelo Rossi
    Mas alguém poderá dizer: mas ela fala tão bem, ele atrai tanta gente… Não nego que tenha méritos, e deve haver, mas questiono a forma e o modelo com que faz tais coisas. Até que ponto as pessoas seguem a Cristo e não o Padre? Até que ponto as pessoas vão à missa pelo Padre e não pela comunidade? Até que ponto as pessoas estão usando isso para um alimento pastoral e engajamento, e sim, para um aumento do individualismo e do culto ao “Eu-com-Deus“, distanciando-se de uma proposta de Igreja de comunhão? Até que ponto a mensagem do Evangelho é atrair mais pessoas para a Igreja Católica (ou para outra Igreja)? Esta nunca foi a proposta de Jesus Cristo.


    Quando questionado pelo rico faturamento que seu projeto traz, ele rapidamente diz que o dinheiro é para o projeto “Evangelizar é preciso” e não para ele. Mas o que é este projeto, que não fazer a divulgação dos trabalhos, CDs, livros, shows e produtos do padre? Evangelizar é preciso, é claro, mas o que é mesmo evangelizar? Se evangelizar for montar um projeto milionário, se for ser amigo do governador do Estado, aliado de pessoas da elite social e fazer shows, gravar CDs e ter programas de televisão e rádio, acho que não sei mesmo o que é evangelizar. Se fosse assim, Jesus deveria ter começado a sua missão no palácio de Herodes, na casa de Caifás e Anás e ter um grande acordo com Pôncio Pilatos, ao invés de começar em uma aldeia de pescadores da Galiléia. Acho que tudo isso é importante e deve e pode ser feito, desde que o horizonte último seja Cristo e o seu Reino, desde que isso possa ser multiplicado nas pequenas coisas e exemplos do cotidiano. Num momento em que Igreja reflete a sua eclesiologia (sobre a Igreja) em tentativa de resgate a pequenas comunidades, menores e mais concentradas, mas com mais vigor e postura evangélica, tal postura do Pe. Manzotti vai contra este pleito.


    Preocupa-me saber que imagem nós estamos passando de Igreja, preocupa-me saber que Igreja nós estamos formando para nossos filhos e membros e que mensagem de Reino nós estamos passando à sociedade. Foi-se o tempo em que cantávamos na missa ou nos grupos sem nos preocupar de quem era a música ou o CD (disco ou cassete na época), foi-se o tempo de que as músicas religiosas tinham mais teor evangélico e mais coerências sociais (ainda encontramos isso no Pe. Zezinho e Zé Vicente e em alguns outros), foi-se o tempo em que pertencer a determinada comunidade trouxesse ao cristão uma identidade viva e coerente, capaz de ligar a comunidade a sua vida, e assim por diante. Há um crescimento do turismo religioso motivado por fenômenos como o Manzotti, mas um declínio de conteúdo e discernimento da fé. Parece que damos razão a nossos interlocutores críticos da religião como Marx que disse: “A religião é o ópio do povo”. Quando a Igreja se faz show, vemos que Marx tinha razão, pois ao invés de libertar ela aliena, pois o aprisionamento religioso faz parte de sua postura ideológica. Lamentável!


    Profeta: Dom Pedro Casaldáliga
    É lamentável entender que a Igreja Católica no Brasil hoje passa a ser representada por padres midiáticos como este, onde sua proposta de missão obedece mais aos interesses das gravadoras como “Som Livre” e outras do que a proposta do Evangelho. Esta representação deixa um Jesus de Nazaré pequeno, quase esquecido, diante das luzes que compõem o grande espetáculo. É triste entender e lembrar que no passado estávamos representados (e muito bem!) por pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Ivo e Aluisio Lorscheider, Dom Pedro Casaldáliga e tantos outros que deram a sua vida de fé em favor da paz, do amor e da justiça, testemunhas autênticas do Evangelho, e hoje, quem diria, somos representados por pessoas assim… É uma pena que pessoas tão importantes e atuantes pelas causas da Igreja só sejam reconhecidas depois de mortas em martírio, como Irmã Doroty e tantos outros, esquecidos por nós (Igreja) e pela sociedade. É uma pena imensa que pessoas atuantes em pastorais sociais e em diversos movimentos sejam muitas vezes esquecidos pela Igreja ou punidos por ela (TdL) por defenderem a causa da justiça contra os ricos e poderosos; ricos e poderosos que sustentam esta estrutura piramidal e patrocinam “novas lideranças” como o Pe. Manzotti, que pela postura, servem a seus interesses. É triste dizer que a Igreja se fez show…


    *Cesar Kuzma é teólogo leigo, católico, professor de Teologia da PUCPR. Assessor em grupos e movimentos eclesiais.

  • Série de reportagens relembra Itamar Franco

    Itamar Franco

    Textos legais do jornalista Luis Nassif com recordações do ex-presidente Itamar Franco. Muito pitoresco, assim como Itamar. Clique nos links:


    Itamar Franco 9

  • Novas Irmãs são recebidas em Taiobeiras

    Irmã Clarícia e Irmã Gracilda, respectivamente, recepcionadas
    na Matriz de S. Sebastião de Taiobeiras em 03/07/2011
    Neste domingo, 3 de julho, festa litúrgica dos apóstolos Pedro e Paulo, a Paróquia São Sebastião de Taiobeiras recebeu, na celebração das 9 horas da manhã, as novas religiosas que passarão a morar e a prestar trabalho pastoral nas comunidades paroquiais. Elas integrarão uma comunidade religiosa mista denominada João Paulo II.

    São elas, a Irmã Clarícia Gramarin, natural de Val Paraíso (SP), integrante da Congregação das Irmãs da Caridade de Ottawa, e a Irmã Gracilda Galvão Guimarães, natural de Petrolina (PE), da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade de Vedruna.

    Ambas residirão na chamada “Casa das Irmãs”, de propriedade da paróquia, na Rua Ceará, 835, no Bairro Vila Formosa e prestarão apoio às pastorais da Igreja e às pessoas mais excluídas da sociedade.

    As Irmãs chegam a Taiobeiras depois de uma experiência de cinco anos e meio em Ninheira (MG), cidade da microrregião Alto Rio Pardo pertencente à Diocese de Janaúba.

    Histórico:

    1. Desde janeiro de 2011 o pároco de Taiobeiras, Padre Ivan Alckimin, convidou as irmãs para trabalharem na paróquia. O convite foi aceito pelas superioras de ambas após visita preliminar realizada às comunidades paroquiais.

    2. As novas religiosas chegam a Taiobeiras no ano em que se completam 20 anos da criação da primeira comunidade de freiras da paróquia, composta pelas Irmãs da Divina Providência, que permaneceram até 2005.

    Desejamos bom trabalho pastoral às irmãs.

  • Itamar Franco

    Itamar Franco
    A morte do ex-presidente da República e ex-governador de Minas Gerais Itamar Franco, hoje (02 de julho de 2011), finaliza mais um capítulo da chamada Nova República (iniciada em 1985). A grande mídia que já xingou muito Itamar quando este fez oposição cerrada a Fernando Henrique Cardoso (entre 1999 e 2002), tratou de enaltecer o então senador da República eleito no ano passado ao lado de Aécio Neves.

    Itamar, de fato, me pareceu um político honesto e de personalidade. A estabilização da economia é obra sua que melhorou muito a vida dos brasileiros. No entanto, é bom lembrar, o mesmo Plano Real (1994) que suplantou a inflação, trouxe o neoliberalismo que sucateou e privatizou quase todo o patrimônio público do Brasil, bem como elevou os índices de desemprego às alturas, no país, nos oito anos seguintes.

    Itamar, mesmo sendo ético, não foi um exemplo de coerência nas alianças. Isto não chega a ser um problema. Mudar de ideia é um direito de quem está vivo. Disputou o Governo de Minas contra Newton Cardoso em 1986 e perdeu atirando verbalmente contra o adversário. Foi eleito vice-presidente ao lado do “caçador de marajás” cassado Fernando Collor de Mello. Tornou-se presidente por obra do impeachment do titular. Foi o responsável pela eleição de Fernando Henrique à presidência em 1994. Com quem brigou logo depois. Apoiou Lula em 2002, rompendo logo a seguir. Apoiou Alckimin em 2006 e Serra em 2010. O mesmo Serra a quem negou palanque em 2002. Em 1998, quando se elegeu governador de Minas, teve como vice Newton Cardoso, o mesmo a quem acusara de deslealdade e trapaça em 1986.

    Enfim, um político… um grande político mineiro e brasileiro!
  • Leonardo Boff: Crise terminal do capitalismo?

    Leonardo Boff
    * Via mensagem de e-mail proveniente de Sônia Gomes de Oliveira,
    do Secretariado de CEB’s da Arquidiocese de Montes Claros.

    ** Leonardo Boff

    Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adapatar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.

    A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado. Já nos meados do século XIX, Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.

    A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.

    O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural.

    Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência. Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% entre os jovens. Em Portugual 12% no pais e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a máquina.

    A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos paises periféricos. Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a questão econômica desmontando a sociedade. As vítimas, entrelaças por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças que via mercado submete os Estados aos interesses dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamente nada a não ser mais dinheiro para seus rentistas.

    Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil.

    As ruas de vários paises europeus e árabes, os “indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia, são manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhois gritam: “Não é crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumo-sacerdotes do capital globalizado e explorador.

    Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as consequências da super-exploracão de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas.

    ** Leonardo Boff – Doutor em Teologia e Filosofia pela Universidade de Munique, nasceu em 1938. Foi um dos formuladores da “Teologia da Libertação”. Autor do livro Igreja: carisma e poder, de 1984, que sofreu um processo judicial no ex-Santo Oficio, em Roma, sob o cardeal Ratzinger. Participou da redação da Carta da Terra e é autor de mais de 80 livros nas várias áreas das ciências humanísticas.

  • 23 de junho: a noite de São João

    Uma das datas do calendário litúrgico católico e popular que eu mais gosto. A união da fé cristã simples e genuína com a cultura lúdica e criativa do povo brasileiro. A noite de São João Batista, véspera do “Dia-santo” (feriado em alguns município brasileiros, inclusive Taiobeiras) do “padrinho” de “Nosso Senhor” (Jesus Cristo).
  • Os temas mais importantes da semana

    Greve dos Professores da Rede Estadual de Minas Gerais contra o “desmonte” da Escola Pública Mineira levado a efeito pelos Governos tucanos de Aécio Neves e Antônio Anastasia. Leia mais sobre isto, clicando nos seguintes links:

    2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas em Brasília (DF), ajudando a combater a ditadura da mídia no Brasil.

    Boa semana a todos. Muita leitura, também. Que cresçamos bastante em nossa cidadania!
  • Zé da Máquina: um comentário que merece ser publicado

    Zé da Máquia (segurando faixa) em manifestação na
    Av. da Liberdade, em Taiobeiras, no 1º de maio de 1997.
    No ano passado publiquei uma enquete no meu blog sobre os principais fatos históricos de Taiobeiras. Um dos itens enumerados foi a trajetória esquerdista de Zé da Máquina (José Sena).


    Leia o que escrevi no post que instruía a enquete:


    8. A trajetória esquerdista de Zé da Máquina. Um dos fundadores do PT e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, candidato a vice-prefeito e prefeito, eleito vereador, líder comunitário, polêmico e comprometido com as causas sociais, o cidadão José Sena, conhecido como Zé da Máquina, foi a primeira grande liderança de Taiobeiras a acreditar que era possível fazer política pela Esquerda neste município do Alto Rio Pardo. Faleceu em 2008, num auto-exílio a que se impôs numa cidade do Estado do Tocantins.


    Hoje (13/06/2011) recebi um comentário do leitor que se identifica como Cristiano. Achei interessante e transcrevo-o na íntegra, conforme o recebi. Leia:


    “Meu Nome é Cristiano, não resido mais nesta cidade querida, mas dentre os fatos enumerados pelo prof levon(todos com seu valor) oque observei foi a lembraça do lider trabalhador José da Máquina, que como outros lideres antidos de Taiobeiras foram esquecidos. Sou jovem mas tive a oportunidade de conhecer Zé da máquina,homen reto, corajoso, perseguido que foi ainda levantava sua bandeira. Em Taiobeiras pessoas como seu Zé, nunca tiveram vez. Fato é que até os dias atuais o nome sindicato em Taiobeiras não existe. A exemplo Quem representa os funcionários do comercio de Taio. Parabéns levon pela lembrança de seu Zé. E você sabedor que é Taiobeiras está esquecendo de muitos Zés da cidade, que tanto ajudou o povo no passado.´Zé da maquina, Zé candinha, Zé Coló e por aí vai. Abraço.” 13 de junho de 2011 15:59


    Zé da Máquina é um dos maiores líderes morais da história de Taiobeiras. Seu legado, suas ideias e sua honestidade precisam ser descobertos pelas novas gerações e imitados por todos aqueles que desejam uma sociedade mais justa e solidária.

  • Datafolha: Aprovação de Dilma resiste à "crise"


    A crise que levou à demissão do ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e a alta da inflação não tiveram impacto negativo na aprovação do governo Dilma Rousseff.


    Pesquisa Datafolha realizada nos dias 9 e 10 de junho mostra que 49% dos entrevistados consideram Dilma como ótima ou boa. No último levantamento, de março, eram 47%.


    O levantamento revela também que a maioria dos brasileiros quer que o ex-presidente Lula opine nas decisões de Dilma.


    A margem de erro da pesquisa, que ouviu 2.188 pessoas em todo o país, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
  • Presidenta Dilma lança Programa Brasil sem Miséria

    * Do site Dilma.com.br

    A presidenta Dilma Rousseff apresentou na quinta-feira, 02/06, o principal projeto de seu governo: o Brasil Sem Miséria. O plano tem o objetivo de tirar 16 milhões de brasileiros e brasileiras da situação de extrema pobreza. São pessoas que vivem hoje com renda abaixo de R$ 70 por mês e, nos próximos anos, vão usufruir dos ganhos econômicos e sociais obtidos pelo Brasil a partir de 2003.

    Uma das mudanças trazidas pelo Brasil sem Miséria é a ampliação de 1,3 milhão de crianças que serão beneficiadas pelo Bolsa Família. O governo mudou o critério de quantidade de filhos por família a ser atendida no programa que passou de três para cinco crianças (sendo R$ 32 mensais por filho).

    Segundo Dilma, o programa Brasil sem Miséria é a grande porta de entrada para o século 21. A presidenta informou que o plano muda a estratégia de cadastramento que passa a ser uma “busca ativa” das pessoas na pobreza extrema. “A busca ativa muda o compromisso que temos. Não vamos esperar que os pobres corram atrás. O Estado brasileiro deve correr atrás da miséria”, afirmou.

    “Dela [da miséria] não podemos nos esquecer um só minuto. Devemos fazer todo esforço para superá-la. A luta contra a miséria é antes de tudo dever do Estado, mas uma tarefa de todos os brasileiros e brasileiras deste país.”

    O Brasil sem Miséria plano será baseado em três eixos:
    • Acesso a serviços de saúde, educação, assistência social, saneamento e energia
    • Geração de oportunidades de emprego e qualificação profissional
    • Transferência de renda, com o Bolsa Família

    O grande desafio do Brasil sem Miséria será localizar, cadastrar e incluir nos programas sociais do governo federal as famílias nessa situação de pobreza. As equipes de profissionais vão identificar os serviços existentes e a necessidade de criar novas ações para que essa população possa ter os seus direitos. No Bolsa Família, a meta é encontrar 800 mil famílias que estão fora do programa.

    Agricultura familiar

    Uma das metas para a zona rural é o pagamento de R$ 2,4 mil, por família, ao longo de dois anos, para agricultores em situação de extrema pobreza atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A finalidade é apoiar a produção e a comercialização excedente de alimentos.

    O pagamento será efetuado por meio do cartão do Bolsa Família. O programa prevê aumentar de 66 mil para 255 mil, até 2014, o número de agricultores familiares em situação de extrema pobreza atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
    Para mais informações, acesse www.brasilsemmiseria.gov.br.
  • Final de maio

    Finalizando mais um mês de maio, é sempre bom relembrar dos meses de “maio” de nossa história. Nesta foto, a procissão em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, em fins dos anos 1960 ou início da década de 1970. Uma imagem ingênua e bela, daquela que viria a se tornar a maior festa religiosa (e também profana) de Taiobeiras.

  • Dilma: "O desmatamento não pode ser anistiado"

    Presidenta Dilma Rousseff (PT)
    A presidenta Dilma Rousseff concedeu nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, uma entrevista coletiva e tratou de temas que têm sido destaques no noticiário nos últimos dias.


    Dilma reiterou que o Brasil tem condições de combinar o fato de ser uma potência agrícola com o potencial ambiental que possui. A presidenta foi firme ao dizer que “o desmatamento não pode ser anistiado”.


    Sobre a polêmica acerca do material distribuído pelo Ministério da Educação que aborda o combate à homofobia, Dilma afirmou que “não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais” e disse que não se deve interferir na vida privada das pessoas. A presidenta destacou, no entanto, que o governo defende a luta contra práticas homofóbicas.


    Dilma lamentou a politização no uso de informações contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Sobre o caso, ela assegurou que o ministro dará todas as explicações necessárias, nos próximos dias, aos órgãos de controle. Veja a entrevista completa.


    Leia também:


    As informações contidas neste post são de responsabilidade da Assessoria de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), sem qualquer vínculo institucional com o Governo Federal.
  • José Serra na beatificação de Irmã Dulce em Salvador

    Salvador, Bahia, 22 de maio de 2011.
    Dispensam-se os comentários sobre a figura em questão.
  • E se falarmos de "eticamente correto"?

    Por Rodolfo Vianna, do Observatório do Direito à Comunicação

    Rafinha Bastos, humorista e apresentador do programa CQC, fez uma piada em um dos seus shows que logo repercutiu por toda a internet: mulher feia que é estuprada não tem que reclamar, tem que agradecer. O relato está no perfil do comediante publicado na edição de maio da revista Rolling-Stone.

    Auto-denominado politicamente incorreto, Rafinha insiste na pertinência da sua piada e diz que a função do humor é provocar. Aliás, ouve-se de praticamente todas as bocas dos atuais comediantes brasileiros (e com ecos significativos no conjunto da sociedade) a necessidade de se combater o “politicamente correto” pelo humor. Mas, afinal, do que se trata esse combate?

    É constituinte do humor a transgressão. Ele se estabelece por uma ruptura, um estranhamento, num “esforço inaudito de desmascarar o real”, nas palavras do historiador Elias Thomé Saliba em seu livro Raízes do riso. E existe toda uma longa tradição humorística que relaciona o riso à liberdade, à infração das normas que sufocam os sujeitos em determinados contextos históricos, à revelação do inaceitável frente ao aceitável imposto, etc.

    Mas também existe a tradição que relaciona o humor ao preconceito, às generalizações e às ofensas. As piadas, por esta tradição, refletem, cristalizam, e alimentam um universo simbólico calcado na desigualdade, na relação hierárquica com o Outro pelo vetor da superioridade/inferioridade, no desprezo e na segregação.

    É certo, por sua vez, que o que se denominou de “politicamente correto” também carrega certos excessos que atuam como normas sufocantes aos sujeitos, mas não se pode ignorar que o seu núcleo sólido é resultado de tensões, conflitos e lutas históricas e sociais daqueles agentes que antes eram alvos da segregação e preconceito manifestado pelo riso de outros agentes hegemônicos. E há de se ter claro também que a linguagem é um palco privilegiado onde se manifestam esses conflitos.

    Sendo assim, o que se percebe atualmente no combate ao dito “politicamente correto” é uma confusão relacionada a qual caminho seguir pela transgressão: transgride rumo à tradição libertária do humor ou transgride rumo à tradição preconceituosa e segregante? Cruza-se a fronteira do “politicamente correto” rumo ao progresso ou rumo ao atraso?

    Nota-se ainda que muitos humoristas atualmente, sob a premissa de ser contra o “politicamente correto”, marcham para trás: acreditando estarem avançando em direção ao caráter libertário do humor, recuam e reforçam justamente o caráter conservador e perverso do riso. Sob a bandeira do combate à hipocrisia tornam-se hipócritas.

    Ironicamente, a batalha desses humoristas contra o “politicamente correto” só explicita a necessidade de sua existência. E se a expressão está desgastada e pode soar para alguns como normas impostas que os sufocam, normas estas externas e que minam sua liberdade, pensemos, então, em “eticamente correto” (que é redundante: ou algo é ético ou anti-ético). A ética, por sua vez, é constituída por valores que devem nortear a relação de um indivíduo com os outros, implica responsabilidade e tem seus princípios fundamentais – e deve permear todas as esferas da prática individual.

    O riso não pode servir de álibi para uma ação eticamente condenável. E como escreveu Wittgenstein em um dos seus Aforismos, “o humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo”, há de ser contra toda visão de mundo preconceituosa, que segrega e inferioriza. A história deve marchar para frente, avançar guiada pelo princípio ético da igualdade, e em hipótese alguma retroceder – nem se for de “brincadeira”.

    * Rodolfo Vianna é jornalista e membro do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.
  • Final da 55ª Festa de N. Sra. de Fátima em Taiobeiras

    Com encerramento marcado para este 13 de maio de 2011, a 55ª Festa de Nossa Senhora de Fátima, realizada pela Paróquia São Sebastião de Taiobeiras, reuniu multidões na Praça da Igrejinha, nos dez dias de sua realização.

    A fé mariana e as tradições religiosas do povo taiobeirense, inspiradas pelo exemplo de Frei Jucundiano de Kok, OFM (1902-1974), 1º pároco, se revitalizaram e entusiasmaram gente de todas as idades, especialmente aos jovens e às crianças.

    Neste ano, a renda das festividades será revertida para a construção do Centro Catequético Paroquial de Taiobeiras.

    Para conhecer mais sobre as “Tradições de Maio em Taiobeiras”, clique aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

  • Entrevista com Carlito Arruda: "Não sou situação nem oposição, me considero uma opção"

    Carlito Pereira Costa
    Há cerca de um mês e meio participei de uma longa conversa com o empresário Carlito Pereira Costa, ou melhor, Carlito Arruda, como se tornou conhecido o jovem militante da Renovação Carismática Católica, proprietário de uma das empresas taiobeirenses que mais cresceu e alcançou reconhecimento na última década: a indústria e o comércio de produtos alimentícios Arruda. O diálogo se transformou em entrevista, a qual publico aqui no blog.

    Conheço Carlito há bastante tempo. Para ser mais preciso, desde 1994, quando participamos de um retiro espiritual da Pastoral da Juventude (PJ) de Taiobeiras. Para quem conhece as questões internas da Igreja Católica no Brasil, sabe que as linhas pastorais ligadas às CEB’s, como é o caso da PJ e os movimentos de caráter mais voltado ao pentecostalismo, como a RCC, enfrentaram grandes questionamentos e crises, sobretudo no final dos anos 90. Conosco não poderia ter sido diferente. Mas, creio eu, sempre nos respeitamos em nossas identidades eclesiais específicas. Recentemente, atuamos juntos na comissão que preparou, organizou e dirigiu os trabalhos do 1º Concílio Paroquial de Taiobeiras, em 2007. Acredito que ali, num grande momento de definição dos rumos do catolicismo taiobeirense, contribuímos de maneira muito efetiva para a mesma causa.

    Politicamente, estivemos juntos nas eleições municipais de 1996 e 2000. Em campos opostos em 2004 e 2008. No entanto, nunca deixamos de nos falar francamente sobre este tema, mesmo nos momentos em que não estivemos do mesmo lado.

    A impressão pessoal que tenho é a de que Carlito é bastante pragmático em tudo que faz. Calcula, planeja e executa. Parece nunca descansar. Bastante rigoroso com quem comanda e consigo mesmo. No entanto, sua disciplina não é maquiavélica. Não faz tudo o que está ao alcance para conseguir o que deseja. Pelo contrário, sua obstinação se ampara na rigidez com que aderiu aos valores do cristianismo.

    Muitos o criticam pelo excesso de religiosidade. Outros, admiram. Como já disse anteriormente, posso ter discordâncias de linha pastoral com ele, e até mesmo de algumas concepções sociais e políticas, no entanto, reconheço e ressalto que sua adesão a Jesus Cristo e ao Projeto do Evangelho constitui a essência de sua pessoa. E isto é um valor e, também, uma garantia. Guiado por sua palavra, e também pela prática, quero crer – e tenho alguns motivos para tal – que Carlito, em matéria política ou social, não abrirá mão de seus princípios éticos, justamente por conta da fé cristã que cultiva.

    O fato é que Carlito, como militante católico ou empresário, já é bastante conhecido. A realidade nova que se apresenta é que ele agora está cada vez mais se colocando como ator no grande palco da realidade política municipal. Seu nome despontou entre aqueles a quem as pessoas indicam como pré-candidato a Prefeito de Taiobeiras. Creio que ele ainda precisa construir uma identidade política própria. Qual é o projeto político que defende? Mas, pela conversa, sinto que está obstinado no propósito desta construção.

    Acredito que a democracia se faz com informação. Quanto mais se sabe, melhor se decide. As ideias têm de fluir livremente para o conhecimento, o debate, a reparação e o enriquecimento coletivos. Sempre repito no que falo ou no que escrevo que Taiobeiras necessita de espaços e de liberdade amplos para as ideias florescerem e se apresentarem ao público. Carlito, neste momento, é ator-personagem social-político que desponta neste alvorecer histórico de Taiobeiras. Sua palavra, assim como a dos demais pré-candidatos – e também de todos os cidadãos – merece ser ouvida, levada em consideração, debatida e acrescida de contribuições.

    Evidentemente que Carlito não se apresenta como candidato. Estamos há mais de um ano de distância das eleições municipais. Nem nós como eleitores. Somos todos, neste instante, cidadãos dispostos ao diálogo. Então, caro leitor deste blog, fique com a entrevista com Carlito Arruda. Usufrua dela, pense, comente, reflita. Vale bastante conhecê-lo cada vez mais e melhor. Leia a entrevista no post aqui abaixo

  • Entrevista com Carlito Arruda

    Carlito Arruda

    “Não sou situação nem oposição, me considero, juntamente com alguns amigos, uma opção”


    LEVON: O senhor é egresso do grupo político que atualmente comanda a Prefeitura de Taiobeiras. Sua participação no processo eleitoral de 2010 pode ser lida como um rompimento com este grupo?

    CARLITO: Não digo que foi um rompimento definitivo com o “Grupo” como um todo, talvez com algumas lideranças. Muitas vezes os pensamentos que divergem dos da direção dada pela liderança, de qualquer seguimento, tanto político, como associativista, e até mesmo religioso, na maioria das vezes não são bem vindos e até mesmo mal interpretados. Muitos líderes negam o direito ao “contraditório” a seus liderados. No entanto, tenho muitos amigos dentro deste grupo a que você se refere, a final de contas foram quatro campanhas para prefeito e várias outras para deputado.

    LEVON: Há um projeto mais amplo por trás da sua presença nas eleições de 2010? Este projeto tem a ver co m as eleições de 2012?

    CARLITO: Todo movimento político eleitoral sempre tem algum tipo de envolvimento futuro, tendo em vista que, na política, na maioria das vezes, o presente sempre é retroalimentado pelo passado. Estaremos preparados para ser uma nova opção para o povo de nosso município.

    LEVON: Como o senhor descreve o quadro político taiobeirense (situação, oposição, outra opção política, sociedade civil) na atualidade?

    CARLITO: Vejo que a atual administração fez um bom trabalho, soube aproveitar o momento político do país e do estado, tendo em vista que o presidente Lula queria fazer sua sucessora, como de fato a fez; e o Aécio queria, além de viabilizar sua candidatura à presidência da República, também eleger seu sucessor, como também o fez. Com esta conjuntura houve muitas oportunidades para todas as prefeituras do estado de Minas Gerais. Quanto às questões políticas, vejo que tanto situação como oposição não se preocuparam muito em preparar seus quadros para a disputa de 2012. A situação acha que com os altos índices de aprovação elegerá o sucessor, porém encontra dificuldades em escolher um nome do “grupo” que seja consenso e tenha liderança suficiente para levantar uma campanha vitoriosa. Além disso, os números da eleição de deputado demonstraram que transformar aprovação em voto não é tão fácil. Particularmente, acho que o “grupo” tem bons nomes, mas que qualquer um que for indicado terá de ser arrastado pelo prefeito, assim como fizeram Lula e Aécio. No entanto, numa realidade municipal as chances de isso dar certo são menores, pois além da máquina municipal não ser tão poderosa como a federal e estadual, existem muitas particularidades, tais como: amizade; famílias; grupos da sociedade civil, dentre outras. Já a oposição ligada ao ex-prefeito Joel, depois de sete anos de poder da situação, além dos fatos ocorridos com suas grandes lideranças na última eleição para prefeito, ficou desarticulada. No entanto, ainda tem a opção de ter o próprio Joel como candidato. Já no meu caso não sou situação nem oposição, me considero, juntamente com alguns amigos, uma opção. Uma nova opção política para nossa cidade, com novos pensamentos progressistas e desenvolvimentistas, e tenho certeza que iremos dar uma grande contribuição para nosso município, principalmente em promover uma discussão ampla do melhor modelo de desenvolvimento sustentável, de modo a aliar crescimento econômico, social e meio ambiente.

    LEVON: Na sua opinião, há algum setor social que está fora ou sub-representado na política de Taiobeiras e que poderia ser integrado e ter melhor participação?

    CARLITO: Tenho a convicção de que quando um grupo político chega ao poder ele não pode esquecer-se de dois problemas básicos, que acho serem as duas maiores tentações políticas. O primeiro é o de achar que são “proprietários do poder e dos recursos”, esquecendo-se de que foi eleito para estar à frente e não para ser “dono”. Devido a este pensamento vemos muitas distorções, dentre elas, posso citar: projetos sendo implementados sem a devida discussão pública; o uso dos recursos públicos como se fossem particulares e muitas vezes com o mau uso dos mesmos, em algumas situações até de apropriações indébitas; e a pior de todas, penso eu, a imposição vertical de suas idéias. O segundo problema está intrinsecamente ligado ao primeiro. É o fato de alguns governantes esquecerem que foram eleitos para “governar para todos” e não apenas para um grupo de pessoas, dando ênfase aos seus eleitores. Nesta situação se aplica uma máxima política, onde para os amigos “os benefícios” e para os inimigos “o rigor da lei”; e assim se vê a oposição, em quase todo país, ser massacrada durante um governo, principalmente quando se trata de casos de reeleição. Desta forma, respondendo sua pergunta, vejo que todos os grupos e movimentos que não participaram ativamente do processo eleitoral e que não estão totalmente em acordo com as “regras” de quem esta no poder ficam à margem das grandes discussões pertinentes a assuntos relevantes do município.

    LEVON: Quais os principais problemas sociais de Taiobeiras que necessitam de políticas públicas mais efetivas?

    CARLITO: A criminalidade envolvendo crianças, adolescentes e jovens em situação de risco social. É público e notório a falta de políticas públicas eficientes que visem combater o uso de crianças e adolescentes como ferramenta de trabalho dos traficantes e marginais, e que amparadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente ficam sem a devida punição, aumentando assim a reincidência. Recentemente, alguns diretores da Associação Comercial e Industrial de Taiobeiras (ACIT), da qual sou presidente, reuniram-se com o promotor Bruno, no Ministério Público, onde conversaram sobre a viabilidade da construção de um centro de abrigamento do menor infrator, visando criar condições de tirar das ruas os menores infratores por até 45 dias, dando a eles condições para se livrarem do mundo da criminalidade, uma vez que os mesmos assim teriam acompanhamento de profissionais da psicologia, da pedagogia, da assistência social, dentre outras especialidades. Para a concretização deste projeto terá de haver um grande envolvimento de todos os seguimentos de nossa sociedade. Acredito, também, que devemos ter um trabalho voltado para a reestruturação familiar, combatendo o vício do álcool nas famílias.

    LEVON: Campanhas eleitorais taiobeirenses têm a fama de serem muito caras, dispendiosas e insanas; providas de muito marketing e de pouco espaço para o debate de ideias. Em sua opinião, como fazer para superar este modelo?

    CARLITO: Primeiramente, teremos que fazer valer a legislação eleitoral para combater este gasto excessivo, que, se caracterizado abuso de poder econômico, é crime eleitoral. Teremos de criar condições para mobilizar toda a população na discussão do modelo de desenvolvimento sustentável que queremos ter a partir de 2013. Temos aí muitas questões a serem trabalhadas, dentre elas: a mineração na região, um plano de desenvolvimento econômico sustentável, um plano de ampliação do comércio e da indústria de transformação em nosso município – uma vez que estamos nos consolidando como pólo regional –, um modelo de saúde pública para nossos munícipes, projetos para inclusão social dos jovens e um modelo de políticas públicas para o esporte, dentre outras.

    LEVON: Há ainda um contingente de taiobeirenses que não usufrui de todos os benefícios econômicos, sociais e políticos que o município tem alcançado nos últimos anos. Como incluir estas pessoas?

    CARLITO: Inclusão social e econômica se faz com educação. Neste sentido penso que temos que ampliar nossa capacidade de investimento nesta área. Gostaria de compartilhar uma experiência que tenho em minha empresa, onde temos implantado, e funcionando já por seis anos, um projeto social chamado “bolsa faculdade”, onde financiamos em até 50% da mensalidade da faculdade, além de flexibilizar o horário de trabalho, de modo que o colaborador possa conciliar trabalho e estudo. Este projeto já beneficiou mais de 20% dos funcionários de nosso grupo. Aumentando a riqueza intelectual de um povo, consequentemente aumentamos a riqueza econômica e, com esta, a inclusão social.

    LEVON: Com 57 anos de emancipação, qual a vocação de Taiobeiras para o futuro?

    CARLITO: O povo de Taiobeiras tem uma vocação nata, que é vocação empreendedora, desde décadas atrás, e hoje mais ainda, temos registros de muitos conterrâneos que se destacaram (e se destacam) em seus empreendimentos; e com isso somos vistos pelas cidades vizinhas como uma cidade onde o desenvolvimento acontece de forma rápida e organizada. Por isso, creio que continuaremos a crescer e a ocupar cada vez mais um lugar de destaque na liderança regional. Teremos cada vez mais um comércio forte, com nossas empresas exercendo influência em toda a região do Alto Rio Pardo, sendo fomentadoras de desenvolvimento e de progresso. No seguimento político, vejo um povo que atingiu um nível de amadurecimento bem acima do restante das cidades da nossa região, onde cada vez mais os administradores terão que atuar com competência e eficiência na gestão do nosso município.