Autor: Levon Nascimento
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A Independência
A história do Brasil é profundamente marcada pela riqueza cultural de seu povo, mas também pelas tristezas resultantes do processo exploratório da colonização portuguesa.No princípio, desde a Pré-História, o que viria a ser nosso país, foi ocupado por homens e mulheres que deram origem aos povos indígenas. Eles viviam daquilo que a natureza lhes oferecia. Caçavam, pescavam, plantavam milho, mandioca e coletavam os frutos dos cerrados e das florestas. Viviam em harmonia. Tinham sua cultura, suas crenças e seus próprios modos.Em 1500, durante o processo de expansão comercial e marítimo dos europeus, chegaram a estas terras os brancos portugueses em suas caravelas comandadas por Cabral. Vieram para ocupar, explorar as riquezas e, segundo alguns, expandir sua fé cristã. No entanto, mataram, pilharam, ludibriaram e corromperam os primeiros habitantes. Escravizaram os indígenas. Usufruíram de vários ciclos econômicos. Pau-brasil, cana-de-açúcar, drogas do sertão, criação de gado extensivo. Quando o índio já não mais lhe servia, igualmente foram ao Continente Africano trazer de lá, amarrados em navios-senzalas, os povos negros, e os escravizaram, retirando-lhes a dignidade e a liberdade.Muitos foram os que resistiram. Quilombos pipocaram por todo o Brasil. O mais famoso foi o de Palmares, onde os negros Ganga Zumba e Zumbi, reis e heróis dos povos escravizados dos Brasis, lideraram a resistência contra a opressão.Aprofundando-se mais e mais por este território, os portugueses miscigenados com os índios e com os negros, transformaram-se em Bandeirantes, conquistando do Atlântico até a grande Floresta Amazônica.Ao chegar o século XVIII, com ele vem o ciclo do ouro em Minas Gerais. Tudo o que os portugueses sempre buscaram. Nas Minas, a riqueza do ouro, dos diamantes, do barroco de Atayde e Aleijadinho. As intrigas e os mistérios da Chica da Silva do Tijuco.O mundo aspirando à liberdade burguesa, a revolução acontecendo na França e nos Estados Unidos. Tudo isto faz os brasileiros sonharem com a Independência. Tiradentes, o alferes, foi o primeiro a bradar. Vieram os conjurados baianos depois, e os pernambucanos em seguida. Por fim, o próprio filho do Rei de Portugal proclama a independência.Independência para os ricos fazendeiros brancos, donos de escravos negros. Morte para indígenas, negros e brancos pobres. A independência proclamada em 7 de setembro de 1822 não serviu de nada aos pobres, que ainda lutam, até hoje, para alcançar a emancipação. Em 1889 veio a República. Passamos a ter presidentes. Deodoro foi o primeiro. Hoje temos Lula, o primeiro operário a chegar lá.Ao longo deste tempo, tivemos pais dos pobres e mães dos ricos no poder. Getúlio e JK. Construção de Brasília e ditadura militar sufocante e escandalosa sobre nossos ombros. Mas o povo sempre resistiu. Muitos morreram pelo caminho, na luta por reforma agrária, distribuição de renda, melhores salários e condições dignas de trabalho.Hoje estamos conquistando a democracia. Não sem esforço e luta. Muitos já tombaram por ela. O que queremos do futuro? O futuro é dos homens e das mulheres, todos iguais perante a lei e em dignidade. Marchemos pela nossa Independência verdadeira!Este artigo também está disponível no site da Arquidiocese de Montes Claros. Clique aqui para conferir. -
A missão ao quadrilátero ferrífero
Cheguei hoje pela manhã em Taiobeiras, vindo da missão ao quadrilátero ferrífero no Leste de Minas. Como prometi, estou organizando as informações para divulgá-las aqui.
A iniciativa da visita partiu do presidente da ACIT (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Taiobeiras – MG), Carlito Pereira Costa (dos Produtos Arruda). Ele também representa a Federaminas (Federação das Associações Comerciais de Minas Gerais) na regional do Alto Rio Pardo/Vale do Gorutuba.
Veja aí algumas fotos da passagem pela cidade de Itabira, onde visitamos as instações da Vale (01/09/2010). Depois divulgarei as fotos da visita a Santa Bárbara (02/09/2010).

Equipamentos e depósito de minério de ferro da Vale em Itabira (MG) 
Fábrica de equipamentos industriais, de propriedade de ex-funcionários da Vale, em Itabira (MG) 
Centro de Itabira (MG) 
Lideranças políticas e empresariais de Taiobeiras na entrada da Vale, Itabira (MG) 
Sala de comando das operações da Vale em Itabira (MG) 
Este blogueiro com os equipamentos de segurança para a visita à Vale, Itabira (MG) 
Mina (cratera) da Vale, com 400 m de profundidade, Itabira (MG) 
Carlito Arruda, Levon e Emília na Mina da Vale em Itabira (MG) 
Mina da Vale em Itabira (MG) 
Morro artificial erguido com rejeitos das Minas da Vale em Itabira (degradação ou compensação?) -
Missão do Alto Rio Pardo ao quadrilátero ferrífero
Estou participando da Missão Empresarial do Alto Rio Pardo, comandada pela ACIT (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Taiobeiras) que é presidida por Carlito Pereira Costa (dos Produtos Arruda), em visita às cidades de Itabira e Santa Bárbara, na região do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais.
Vim na condição de expectador da área de educação, ao lado de políticos, servidores de prefeituras, estudantes universitários e empresários das cidades de Taiobeiras, Rio Pardo de Minas, Montezuma, Salinas e Grão Mogol.
Todas estes municípios estão se preparando para a implantação de empresas mineradoras que explorarão a grande jazida de minério de ferro existente, em sua maior parte, na Microrregião do Alto Rio Pardo, no Norte de Minas.
A “Missão Empresarial” tem como objetivo conhecer os prós e os contras da atividade de mineração nas cidades mineiras onde ela já é tradicional e determina a economia.
Ontem estivemos em Itabira (fotos), visitando as instalações da Vale. Hoje estamos na sede da Associação Comercial de Santa Bárbara, ouvindo os desafios, problemas sócio-ambientais e os benefícios que esta cidade enfrenta com a atividade mineradora.
Tão logo chegar em Taiobeiras, escreverei aqui no blog as minhas impressões da visita, bem como, disponibilizarei as informações que obtive.
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Quem está na frente em Minas?
* Do Blog do Luis Nassif
A campanha de Hélio Costa analisa-se que a velha mídia considera José Serra carta fora do baralho e que toda a energia estará concentrada de agora em diante na campanha de Antonio Anastasia, visando preservar Aécio Neves para 2014.
Denuncia um suposto complô entre a Globo e o Ibope que teria antecipado a esperada reação de Anastasia.
Pelos cálculos da própria campanha de Hélio Costa, Anastasia experimentaria um crescimento assim que começasse o horário gratuito. Mas suspeita ter havido uma antecipação da tendência, visando influenciar os financiadores de campanha e a militância de ambos os lados.A suspeita se funda em pesquisa do IBOPE, registrada no TSE e bancada pelo próprio IBOPE, exclusiva para Minas Gerais.
A pesquisa poderia ter sido liberada no sábado retrasado, mas não foi. Acabou sendo liberada na segunda-feira, exclusivamente no programa Bom dia Minas Gerais, mostrando uma redução de dez pontos na diferença entre os dois candidatos.
O comitê procurou a Globo, indagando se a pesquisa era dela. No Rio, informaram que nada tinham com a pesquisa. Caso tivessem, seria divulgada nacionalmente.
Mesmo assim, o resultado saiu no Globo e no G1, espalhando-se pelos demais jornais. O comitê solicitou a íntegra da pesquisa ao Ibope, que informou que não estava divulgando.
Durante a semana, o Datafolha divulgou sua pesquisa, apontando Hélio Costa 14 pontos na frente. Na sexta passada a pesquisa oficial do Ibope apontava Anastasia 3 na frente. 17 pontos de diferença. A imprensa inteira trabalhou com os dados do Ibope, passando a sensação de que Anastasia tinha virado.
Segundo o comitê de Hélio, a pesquisa diária (tracking) aponta dez pontos de vantagem ainda para Hélio, mas com Anastasia se aproximando. Ou seja, não se tem dúvidas sobre essa recuperação de Anastasia. Analistas da própria campanha consideram que a propaganda eleitoral foi um desastre (do Duda Mendonça) contra uma propaganda muito bem feita de Anastasia.
Apenas se queixam dessa antecipação de resultados. Na verdade, comparando-se a metodologia dos institutos, Ibope e Vox Populi conseguiram antecipar a tendência antes do Datafolha, da mesma maneira que nas eleições nacionais. A dúvida que permanece é apenas sobre a tal pesquisa solteira do Ibope, divulgada pela Globo Minas. Já entrei em contato com o Ibope para saber sobre ela.
Agora, o trabalho de Hélio e Patrus é tentar convocar o 7º de Cavalaria – o próprio Lula. Ontem Patrus esteve em Brasília conversando com diversos próceres petistas. Arrancou de Lula o compromisso de ir a três eventos em Minas.
Há enormes queixas em relação a Fernando Pimentel. Considera-se que está jogando contra, para se tornar a única liderança para os embates de 2014. No comitê de Hélio, tratam agora as eleições de Minas como o primeiro ensaio para 2014, o projeto lulista contra o projeto da oposição.
Ou seja, Serra é carta fora do baralho; Alckmin não teria dimensão para liderar um projeto nacional. Portanto, a mãe de todas as batalhas estaria em Minas, na consolidação de Aécio.
Esclarecimentos de Márcia Cavalieri, do IBOPE
No acordo com TV Globo e afiliadas, prevê-se número limitado de pesquisas, com datas certas. Mas, sempre que há movimentação de outras pesquisas, programam pesquisas extraordinárias. Foi o caso da pesquisa de sábado retrasado.Márcia não entende a razão das queixas da campanha de Hélio Costa, porque a pesquisa lhes foi favorável. Mostrou Hélio com 38 pontos e Anastasia com 27. A virada ocorreu na pesquisa tradicional, do fim de semana passada, que mostrou Anastasia ‘a frente, embora na margem de erro.Pelo Ibope, Anastasia evoluiu de 21 para 27 e 35, quanto Hélio veio de 39, 38 e 33.Segundo Márcia, a eleição em Minas está completamente definida, porque o estado ainda não sentiu a tal onde vermelha: a presença de Lula. Até então, nas eleições estaduais, cada estado tinha seu próprio Lula – o governador que deixa o cargo. O Lula de Minas era Aécio. Com a eleição nacional definida, ela julga que a campanha nacional destinará forças para Minas. E ainda é cedo para saber o efeito Lula nas eleições estaduais.Conclusão: em Minas, o jogo está começando agora.
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A ficha falsa contra Dilma

Ficha falsa sobre Dilma Rousseff * Levon do Nascimento
Há a divulgação de uma ficha policial falsa, adulterada, segundo a qual a candidata Dilma Rousseff (PT), que na verdade foi uma das heroínas contra a Ditadura Militar, presa e barbaramente torturada durante aquele terrível tempo de terror político e ideológico, é transformada em “terrorista e assaltante de bancos”.
A ficha, na verdade, foi divulgada na Folha de São Paulo no ano passado, quando ainda se discutia se Dilma seria ou não candidata de Lula à presidência. Ficou provado que a ficha é falsa e adulterada. Mas e-mails continuam chegando às pessoas, como se fosse verdadeira. Também são feitas cópias de xerox que são entregues a pessoas desavisadas.
Tem chegado até este blog a informação de que aqui em Taiobeiras, diante do crescimento de Dilma nas pesquisas, setores atrasados da sociedade tem distribuido cópias em xerox desta ficha falsa. Na verdade, isto não nos surpreende, pois a política aqui em Bom Jardim das Taiobeiras, ultimamente, tem se valido de tais “cartas anônimas”, tentando ludibriar o povo para chegar ao poder. Estaremos atentos para denunciar tal atrocidade, bem como comunicar à Justiça Eleitoral os eventuais abusos. Ficaremos de olho também para que dinheiro público não seja gasto com tal patifaria.
O que se espera é que as escolas ensinem corretamente o que foi o horror da Ditadura Militar. E que os que têm poder na sociedade de hoje, que não danifiquem as mentes dos jovens incentivando a mentira e promovendo uma releitura desonesta sobre a trágica história do Brasil.
Levon do Nascimento é Professor de História.
Links sobre este tema:
Folha reconhece que publicou ficha falsa sobre Dilma
Ficha da ditadura é munição para ataque virtual
Os 7 erros da ficha falsa da Dilma Rousseff
Folha publicou ficha falsa da Dilma -
Artigo do Levon: O passado de Dilma e o futuro do Brasil
* Levon do NascimentoQuando a ditadura militar foi implantada no Brasil em abril de 1964, com o apoio dos Estados Unidos, em plena Guerra Fria, os meios de comunicação (Globo e afins), além das elites econômicas e políticas, todos festejaram. Na verdade, a chegada dos militares ao poder, por meio de um golpe que derrubou o presidente constitucionalmente eleito (João Goulart), veio para dar segurança aos ricos e aos interesses americanos, sempre contrários à melhoria da qualidade de vida do povão. Não se engane, a ditadura não trouxe a ordem, a paz ou o progresso. A corrupção, durante os tempos militares, foi muito maior do que agora, ao contrário do que alguns pensam e propagandeiam. Não havia fiscalização e a imprensa era censurada. Não se divulgavam escândalos que envolvessem os velhos políticos aliados dos quartéis. A ditadura veio para garantir que os ricos continuassem a ser proprietários do Brasil e que os pobres não tivessem como crescer ou incomodar aos donos do poder.Os partidos políticos foram abolidos sob a alegação de que eram corruptos. No seu lugar criaram-se duas novas legendas: a ARENA (que reuniu todos os corruptos dos partidos extintos e que apoiavam incondicionalmente os generais ditadores) e o MDB (que incorporou os contrários à ditadura, mas que mantinham a discrição e não ameaçavam o regime).Aos idealistas, aos jovens, aos estudantes, aos que não aceitavam ver o povo continuar na miséria, na repressão, na censura e vítima da corrupção, sobrou participar das manifestações estudantis e dos grupos de reflexão da Igreja Católica (porção progressista ligada a Dom Helder e outros bispos-profetas). Quando tudo isto foi terminantemente proibido e reprimido pela ditadura (com seus decretos-leis e atos institucionais, além de tortura, morte e sumiço de corpos) restou apenas o caminho da luta na clandestinidade.Clandestinidade não faz sentido nenhum onde há democracia, liberdade partidária e eleições livres, como no Brasil de hoje, governado por Lula. Mas no Brasil da ditadura militar era a única opção para quem desejava mudanças significativas. Era o único canal de resistência contra todas as barbaridades do regime. O regime dos militares é que praticou o terrorismo de estado. Quem não era covarde, quem não compactuava com a injustiça, a morte e a perseguição, enfim, quem queria um Brasil melhor para todos, estes sim, partiram para a luta na clandestinidade.Há muitos nomes que participaram desta luta e que estão hoje na política. Um deles é o de Dilma Rousseff, atual candidata de Lula e do PT à Presidência do Brasil. Naquela época, ela era uma jovem da classe média de Belo Horizonte (MG). Alguém que vivia numa família estruturada e que estudou em bons colégios particulares. Poderia ter ficado de boca calada, vivendo tranquilamente no conforto e aproveitando as benesses que a ditadura oferecia às elites. Mas ela teve a coragem de entender o que se passava ao seu redor e de não se conformar com as injustiças e com a crueldade do regime militar. Partiu para a luta. Foi presa, foi torturada. Pagou por crimes que não cometeu. Trabalhou pelo Brasil.
Hoje, com dignidade e legitimidade, disputa a Presidência do Brasil. Poderá ser a primeira mulher a comandar o país.Como brasileiro que nasceu de uma família pobre no sertão da Bahia durante a ditadura militar (1976), que foi criado no sertão de Minas Gerais durante a redemocratização, hoje professor de história, assalariado, sinto-me extremamente feliz por testemunhar este importante fato que ficará gravado em nossa construção civilizatória. O primeiro presidente operário do Brasil passará a faixa presidencial à primeira mulher – sendo ela alguém que lutou bravamente contra o regime dos militares – que irá dirigir o país nos próximos quatro anos. Claro que isto dependerá da vontade dos cidadãos que votarão em 3 de outubro de 2010. Direito este, que só é possível hoje, graças ao esforço de muitos Lulas e de muitas Dilmas.* Levon do Nascimento. Bacharel em Ciências Sociais e Professor de História em Taiobeiras (MG). -
Ibope: Dilma chega aos 51% em pesquisa
* Com informações do site oficial
28.08.2010A candidatura de Dilma Rousseff segue a marcha de crescimento sustentado nas pesquisas de intenção de votos e agora alcançou 51% (oito pontos a mais do que no levantamento anterior). Por outro lado, José Serra (PSDB) continua em queda, passando de 32% para 27%. Marina Silva (PV) oscilou de 8% para 7%.
A pesquisa foi encomendada pelo jornal Estado de S. Paulo e pela TV Globo.
Dilma abriu uma vantagem de 24 pontos percentuais sobre Serra. Na pesquisa anterior, eram 11 pontos. Contando os votos válidos, ela está com 59% das intenções. “A performance de Dilma já se equipara à de Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2006. Na época, no primeiro turno, o então candidato petista teve 59% dos votos válidos como teto nas pesquisas”, diz a reportagem do Estadão.
Ultrapassagem em SP
Assim como mostrou o Datafolha, Dilma já superou Serra no estado de São Paulo (42% a 35%) e atingiu o dobro das intenções de voto em Minas Gerais (51% a 25%). Estes são os dois estados com maior número de eleitores. Se surpreende o desempenho em redutos tucanos, a liderença de Dilma no Rio de Janeiro é impressionante: 41 pontos de frente em relação ao tucano (57% a 16%).
Todas as cinco regiões do país estão com Dilma na liderança da pesquisa Ibope. O destaque é o Nordeste com o triplo de votos do tucano (66% a 20%%). No Sudeste, ela vence por 44% a 30%, e no Norte/Centro-Oeste, por 56% a 24%. O cenário no Sul é o mais apertado: 40% a 35%. “Mas também entre os sulistas se verifica a tendência de crescimento da petista: ela subiu cinco pontos porcentuais na região, e o tucano caiu nove”, afirma o Estadão.
Preferida entre as mulheres
Segundo o jornal, “com boa parte de sua propaganda direcionada à conquista do eleitorado feminino – dando destaque à possibilidade de uma mulher assumir pela primeira vez a Presidência -, Dilma cresceu mais entre as mulheres (nove pontos) que entre os homens (cinco pontos)”.
A taxa de rejeição à candidata petista oscilou dois pontos para baixo, mas se mantem praticamente a mesma desde junho, próxima dos 17%. No caso do candidato tucano, 27% afirmam que não votariam nele em nenhuma hipótese.
Fonte: com informaçõs do jornal O Estado de S. Paulo.
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Grã-Bretanha: campanha pela ordenação de mulheres será lançada durante visita do Papa

Papa Bento XVI * Do Yahoo Notícias
LONDRES (AFP) – Os famosos ônibus vermelhos de Londres levarão mensagens a favor da ordenação sacerdotal das mulheres na Igreja Católica durante a visita do papa Bento XVI à Grã-Bretanha, em setembro, anunciaram os organizadores da campanha.
A associação Ordenação de Mulheres Católicas (CWO, na sigla em inglês) lançará sua campanha publicitária na próxima segunda-feira em 15 ônibus, que circularão durante quatro semanas pelas principais artérias da cidade com o slogan: “Papa Bento – Ordene mulheres agora!”.
Bento XVI fará a primeira visita oficial de um pontífice ao Reino Unido desde o cisma anglicano, no século XVI. Entre 16 e 19 de setembro, ele irá a Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.
“Esta é a única maneira de divulgar nossa mensagem, e uma boa oportunidade, já que o Papa estará no país”, disse Pat Brown, porta-voz do grupo.
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Datafolha: Dilma abre 20 pontos e já vence Serra em SP
Qui, 26 Ago, 08h37
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, segue ganhando espaço e aparece com 49% das intenções de voto, 20 pontos porcentuais a mais que seu principal adversário, o candidato tucano ao Palácio do Planalto, José Serra, que está com 29%. Os dados são da nova pesquisa Datafolha, realizada nos dias 23 e 24 e publicada na edição de hoje do jornal Folha de S.Paulo. No levantamento anterior, do dia 20, Dilma tinha 47% e Serra 30%. A candidata do PV, Marina Silva, manteve-se com 9% das intenções de voto.
A novidade da pesquisa é que a petista agora bate Serra em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná – Estados que, até o momento, eram redutos do tucano. Em São Paulo, Dilma registra 41% das intenções de voto, ante 34% na pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 9 a 12 de agosto. Já Serra, que aparecia com 41%, agora registra 36%. No Rio Grande do Sul, a petista saiu 35% para 43%, enquanto Serra foi de 43% para 39%. No Paraná, Dilma tinha 34% e agora registra 43%, ao passo que o tucano caiu de 41% para 34%.
Em eventual segundo turno, a petista também ampliou sua vantagem em relação a Serra. Dilma passou de 53% na semana passada para 55%. O tucano, por outro lado, caiu de 39% para 36%. Na pesquisa espontânea – em que os eleitores não têm acesso prévio ao nome dos candidatos – Dilma passou de 31% no dia 20 para 35% agora, enquanto Serra foi de 17% para 18%.
A mais recente pesquisa Datafolha, contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo, foi realizada com 10.948 eleitores em 385 municípios. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 25.473/2010.
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"Quando os diabos querem…"
* Do Blog da Valéria Borborema e com minha total concordância quanto ao conteúdo.
Após inúmeras e vãs tentativas de abocanhar uma fatia do eleitorado que, até o momento, decidiu por votar na candidata a presidente Dilma Rousseff, a oposição usa agora uma velha tática. A apelação ao conservadorismo para chegar à religião.
Essa estratégia é muito conhecida. Tempos atrás, ela ocorreu nos Estados Unidos quando da reeleição de George W. Bush. O que se viu, entretanto, foi um oportunismo sem precedentes. Um homem apresentado como justo, temente a Deus e teoricamente contra questões morais como aborto e casamento homossexual, mas a favor da adoção de correntes para os presos e do corte de benefícios sociais, que levou o gigante das Américas a ser antipatizado e odiado nos cinco continentes.
E que, ao terminar o segundo mandato, enfrentou resistência até entre os comparsas republicanos mais aguerridos, tal as ações tresloucadas que autorizou, sobretudo no Oriente Médio. Daí os ataques de 11 de setembro de 2001 em solo norte-americano, as invasões covardes ao Iraque e Afeganistão e uma política econômica maquiada, frágil que redundou na grave crise de setembro de 2009, sentida em todo o planeta. A eleição de Barack Obama deveu-se mais ao descontentamento com Bush do que por mérito do democrata.
Então há que se perguntar se valeu a pena acreditar no comportamento aparentemente devoto de Bush. Não, claro que não. Ainda que seja fruto de boa intenção, o conservadorismo não passa de embuste e sempre se transforma no fundamentalismo, partindo do pressuposto da existência de uma única verdade. Aqueles que não compartilham dela são inimigos. Eis as sementes lânguidas do totalitarismo.
A Igreja não apoia qualquer candidato ou partido. Apenas estimula a candidatura de quem se alinha com os ideais cristãos, que evidentemente privilegiam o ser humano em detrimento do mercado. Pela força que representa, entende-se que em todos os pleitos a instituição sofra pressão para pender para um lado específico.
Do alto de sua história de mais de dois mil anos, entretanto, a Igreja não desce ao nível que os oportunistas desejam, ainda que movimentos eclesiais ou mesmo integrantes da hierarquia às vezes se manifestem publicamente. Eles, contudo, falam por si e não em nome da Igreja, no exercício do direito à cidadania. Nada mais.
O problema é que alguns enxergam no particular o coletivo e armam a confusão. Sem contar os comensais, que penetram as hostes eclesiais somente para fazer um criminoso proselitismo partidário. Como se o fiel fosse um tolo desprovido de qualquer senso crítico. É a velha prática política provinciana.
Hoje recebi um e-mail (prefiro não revelar a identidade de quem o enviou) com a carta de um Bispo que teria orientado seu rebanho a não votar em Dilma. A tal missiva existe de fato e foi divulgada com estardalhaço há pouco mais de um mês. A maldade está no título, que cria a ilusão de se tratar de um texto oficial, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Ora, nada mais longe da realidade. O presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, prudente e sábio, já declarou em alto e bom som o apartidarismo sacro.
A ação de espalhar a mentira certamente parte do ninho desesperado da oposição, que teima em se autodenominar “moralmente sadia”. Esquece-se sorrateiraneamente de olhar para o próprio umbigo, onde encontrará o neoliberalismo asqueiroso que prioriza o mercado em detrimento do ser humano, na teoria do estado mínimo. Moral é acima de tudo uma vida digna para a população.
Cabe ao eleitor avaliar a atuação política do candidato que se apresenta como “anjo”, de joelhos e cabisbaixo. No dizer de William Shakespeare, em “Otelo”, “quando os diabos querem os mais negros pecados incitar, de início se apresentam em celestes aparências”.
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Dilma abre 17 pontos sobre Serra e venceria no 1º turno, aponta Datafolha

Dilma no comício em Osasco/SP (20/08/2010) Fernando Rodrigues, de Brasília no Folha Online
Na primeira pesquisa Datafolha depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) dobrou sua vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), e seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje.
Segundo pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país, com 2.727 entrevistas, Dilma tem 47%, contra 30% de Serra. No levantamento anterior, feito entre os dias 9 e 12, a petista estava com 41% contra 33% do tucano. A diferença de 8 pontos subiu para 17 pontos. Marina Silva (PV) oscilou negativamente um ponto e está com 9%. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos percentuais.
Os outros candidatos não pontuaram. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 4% e os indecisos, 8%.
Nos votos válidos (em que são distribuídos proporcionalmente os dos indecisos entre os candidatos e desconsiderados brancos e nulos), Dilma vai a 54%. Ou seja, teria acima de 50% e ganharia a disputa em 3 de outubro.Os que viram o horário eleitoral alguma vez desde que começou, na terça-feira, são 34%. Entre os que assistiram a propaganda, Dilma tem 53% e Serra, 29%. Nos primeiros programas, Dilma apostou na associação com Lula, que tem 77% de aprovação, segundo o último Datafolha.
A petista cresceu ou oscilou positivamente em todos os segmentos, exceto entre os de maior renda (acima de dez salários mínimos). Dilma tinha 28% de intenção de voto entre os mais ricos e manteve esse percentual. Mas sua distância para Serra caiu porque o tucano recuou de 44% para 41% nesse grupo, que representa apenas 5% do eleitorado.
MULHERES E SUL
Já entre as mulheres, Dilma lidera pela primeira vez. Na semana anterior, havia empate entre ela e Serra, em 35%. Agora, a petista abriu 12 pontos de frente nesse grupo: 43% contra 31% de Serra. Marina tinha 11% e está com 10% entre as mulheres. A verde continua estável desde março no Datafolha. Tem mostrado alguma reação só entre os mais ricos, faixa em que tinha 14% há um mês, foi a 17% e agora atingiu 20%. A liderança de Dilma no eleitorado masculino é maior do que entre o feminino: tem 52% contra 30% de Serra. A candidata do PV tem 8%. Outro número bom para Dilma é o empate técnico no Sul. Ela chegou a 38% contra 40% de Serra. Há um mês, ele vencia por 45% a 32%. Serra não lidera de forma isolada em nenhuma região. No Sudeste, perde de 42% a 33%. No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 50%, e ele, 27%. No Nordeste a petista teve uma alta de 11 pontos e foi a 60% contra 22% do tucano. Houve também um distanciamento de Dilma na disputa de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, ela teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%. Na pesquisa espontânea, em que eleitores declaram voto sem ver lista de candidatos, Dilma foi de 26% para 31%. Serra foi de 16% a 17%.
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Vox Populi: Vantagem cresce e Dilma pode vencer no 1º turno
Vox Populi
Pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira pela TV Bandeirantes dá vantagem ainda maior da candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, em relação ao seu adversário José Serra (PSDB).
Segundo o levantamento, Dilma ganharia a eleição já no primeiro turno. Dilma está 16 pontos a frente de Serra com 45% das intenções de voto, enquanto o tucano tem 29%.
Em relação à pesquisa Vox Populi divulgada em julho, Dilma subiu quatro pontos percentuais, enquanto Serra caiu quatro pontos. A candidata Marina Silva (PV) manteve, em agosto, os 8% da preferência do eleitorado de julho.
A pesquisa Vox Populi confirma a tendência já apontada pelo Instituto Ibope que Dilma Rousseff poderia ganhar a eleição no primeiro turno.
Fonte: Dilma 13
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A história em fotografia…
Petistas do Alto Rio Pardo com a então Ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, no começo de janeiro de 2003, em Araçuaí, durante visita do Presidente Lula (recém-empossado no primeiro mandato) ao Vale do Jequitinhonha (Itinga/MG).
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Meu segundo filho
Quero comunicar a todos os amigos e amigas do blog que nasceu hoje (16 de agosto de 2010), às 19 horas e 20 minutos, no Hospital Santo Antônio, em Taiobeiras (MG), o meu segundo filho, Tiago. Ele e a mãe passam bem.
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Ibope: Dilma dispara e pode vencer no 1º turno
Do Yahoo Notícias
A candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, aumentou para 11 pontos a vantagem sobre seu principal adversário na corrida eleitoral, o tucano José Serra.Divulgada hoje, a pesquisa realizada pelo Ibope e encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra a petista com 43% das intenções de voto, enquanto o presidenciável do PSDB tem 32%.
Na mostra anterior, veiculada no dia 6 de agosto, a diferença entre os dois candidatos era de cinco pontos. Dilma tinha 39% e Serra aparecia com 34%. Na pesquisa de hoje, a candidata do PV, Marina Silva, ficou com 8% e os demais candidatos não chegaram a 1% das intenções de voto.
O total de votos brancos e nulos foi de 7%. A pesquisa apurou também que 9% dos eleitores não sabem ou não responderam em quem vão votar. No cenário para o segundo turno, a petista venceria a disputa contra Serra por 48% a 37%.
A mostra também mediu a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Consideram o governo do petista ótimo ou bom 78% dos eleitores, enquanto 18% o avaliam como regular e 4% o consideram ruim ou péssimo.
A pesquisa foi realizada com 2.506 eleitores, entre os dias 12 e 16 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo nº 2.3548/2010.
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Lula fala aos internautas do Brasil
O Presidente Lula, antenado nas novas mídias e percebendo o potencial democrático da internet, faz um pedido de apoio aos blogueiros, aos twitteiros, enfim, a todos os internautas do Brasil, para que defendam o legado social de seu governo apoiando a candidata Dilma Rousseff à Presidência do Brasil. Veja o vídeo:
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Estratégia de campanha de Serra deu ‘100%’ errado
* Do Blog do Josias de Souza, na Folha Online

Paixão – Garupa Todos os planos que José Serra traçara para sucessão de 2010 deram errado. Em consequência, o presidenciável tucano chega à fase do horário eleitoral gratuito, último estágio da campanha, em situação de absoluta desvantagem.No pior cenário esboçado pelo tucanato, previa-se que Serra iria à propaganda de televisão empatado nas pesquisas com Dilma Rousseff. Deu-se algo mais dramático.Todos os institutos acomodam Serra atrás de sua principal antagonista. No Datafolha, o fosso é de oito pontos. Vai abaixo um inventário dos equívocos que distanciaram a prancheta do comitê de Serra dos fatos:1. Chapa puro-sangue: Serra estava convicto de que Aécio Neves aceitaria compor com ele uma chapa só de tucanos. Em privado, dizia que as negativas de Aécio não sobreviveriam a abril. Aceitaria a vice quando deixasse o governo de Minas. Erro.2. PMDB: O tucanato tentou atrair o PMDB para a coligação de Serra. Nos subterrâneos, chegou-se a levar à mesa a posição de vice. Desde o início, a chance de acordo era vista como remota. Mas o PSDB fizera uma aposta: dividido, o PMDB não entregaria o seu tempo de TV a Dilma. Equívoco.3. Ciro Gomes: O QG de Serra achava que Ciro levaria sua candidatura presidencial às últimas consequências. Numa fase em que Serra ainda frequentava as pesquisas com dianteira de cerca de 30 pontos, o tucanato idealizou um cenário de sonho.Candidato, Ciro polarizaria com Dilma a disputa pelo segundo lugar, dividindo o eleitorado simpático ao governo. Mais um malogro.4. Marina Silva: Serra empenhou-se para pôr de pé, no Rio, a aliança de seus apoiadores (PSDB, DEM e PPS) com o PV de Fernando Gabeira. Imaginou-se que, tonificado, Gabeira iria à disputa pelo governo fluminense com chances de êxito. E o palanque dele roubaria votos de Dilma para Serra e Marina.Deu chabu. Empurrado por Lula, Cabral é, hoje, candidato a um triunfo de primeiro turno. A vantagem de Dilma cresce no Estado. E Marina subtrai votos de Serra.5. Sul e Sudeste: O miolo da tática de Serra consistia em abrir boa frente sobre Dilma nessas duas regiões. Sob reserva, Luiz Gonzales, o marqueteiro de Serra, dizia: O Nordeste é importante, mas nossas cidadelas são o Sul e o Sudeste.Acrescentava: Não podemos perder de muito no Nordeste. E temos de ganhar muito bem no Sul e Sudeste. As duas premissas fizeram água. Ampliou-se a vantagem de Dilma no Nordeste. E ela já prevalece sobre Serra também no Sudeste.Há 20 dias, Serra batia Dilma em São Paulo e era batido por ela no Rio. Em Minas, a situação era de equilíbrio. Hoje, informa o Datafolha, a vantagem de Dilma (41%) ampliou-se em dez pontos no Rio. Serra (25%) enxerga Marina (15%) no retrovisor.Em Minas, Dilma saltou de 35% para 41%. E Serra deslizou de 38% para 34%. Em São Paulo, o tucano ainda lidera, mas sua vantagem sofreu uma erosão de sete pontos. Resta, por ora, a “cidadela” do Sul, insuficiente para compensar o Nordeste. Pior: Dilma fareja os calcanhares de Serra também nesse pedaço do mapa.No Rio Grande do Sul, por exemplo, a vantagem de Serra caiu, em 20 dias, de 12 pontos para oito. No Paraná, encurtou-se de 15 pontos para sete.6. Plebiscito: Lula urdira uma eleição baseada na comparação do governo dele com a era FHC. Serra e seu time de marketing deram de ombros. Como antídoto, decidiram promover um confronto de biografias: a de Serra contra a de Dilma.Entre todos os equívocos, esse talvez tenha sido o mais crasso. Ignorou-se uma evidência. Do alto de sua popularidade lunar, Lula tornou-se o eixo da campanha. Tudo gira ao redor dele. Lula transferiu votos para Dilma em proporção nunca antes vista na história desse país.7. Debates e entrevistas: Em sua penúltima aposta, o grão-tucanato previra que Serra, por experiente, daria um baile em Dilma nos confrontos diretos. Não deu.Reza a cartilha dos marqueteiros que, nesse tipo de embate, o candidato que vai bem não ganha votos. Porém, o contendor que dá vexame sujeita-se à perda de eleitores. Para o PSDB, o vexame de Dilma era certo como o nascer do Sol a cada manhã.No primeiro debate, promovido pela TV Bandeirantes, o escorregão não veio. Na entrevista ao “Jornal Nacional”, também não. Serra houve-se bem nos dois eventos. Porém, ao esquivar-se do desastre, Dilma como que ombrou-se com ele.8. Propaganda eletrônica: Começa nesta terça (17) a publicidade eleitoral no rádio e na TV. O comitê tucano vai à sua última aposta. No vídeo, insistir na exposição da biografia do candidato. Serra será vendido como gestor experiente.Vai-se esgrimir a tese de que Serra –ex-secretário de Estado, ex-deputado, ex-senador, ministros duas vezes, ex-prefeito e ex-governador— está mais apto do que Dilma para continuar o que Lula fez de bom e avançar no que resta por fazer.Até aqui, o discurso não colou. Na propaganda adversária, o próprio Lula se encarregará de dizer que a herdeira dele é Dilma, não Serra. A julgar pelas pesquisas, o eleitor parece mais propenso a dar crédito ao dono do testamento.Comentário do LevonO Blogueiro Josias de Souza e a própria Folha de São Paulo, jornal onde ele escreve, são grandes cabos eleitorais de José Serra. Quando até eles começam a apontar os “erros” da campanha tucana, é porque a situação realmente está feia. Começou a operação desembarque no barco dos bicudos.Mais leituras relacionadas
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Uma Igreja Samaritana
6º Encontro Mineiro das CEBs (julho/2010) em MOC. Artigo do Padre Gledson Eduardo de Miranda Assis, presbítero do clero da Arquidiocese de Montes Claros
É certa para nós a ideia de que o nosso Deus é misericordioso a partir das vítimas, dos que sofrem, dos pobres e excluídos, dos mais necessitados. O Jesus histórico nos mostra que “praticar a misericórdia” é condição para “permanecer em Deus” e, ao mesmo tempo, fonte de plenificação humana. Isso é nitidamente demonstrado através da Escritura e reforçado tanto pela Tradição quanto pelo Magistério. De fato, pouco ou nada adiantaria um discurso compassivo se não viesse atrelada a ele uma prática misericordiosa. Devemos, pois, ser testemunhas do amor e da misericórdia numa realidade expressivamente anti-misericordiosa, conscientes de que levar a misericórdia ao mundo é levar a ele a salvação do Evangelho.O discípulo que se deixa alcançar pela misericórdia de Deus torna-se, naturalmente, misericordioso para com os outros. A misericórdia brota como virtude interior, bem-aventurança que nasce das entranhas humanas. Por isso o verdadeiro discípulo de Jesus se compadece sem coação; não vê na misericórdia uma tarefa árdua e pesada, pois faz parte integrante de sua essência espiritual. Donde se conclui que a misericórdia na vida do discípulo é refluxo do amor recebido de Deus, ou seja, o discípulo é misericordioso em virtude da herança que recebeu do Pai Celeste.
Tivemos, nesse mês de julho, em nossa Arquidiocese, o 6º Encontro Mineiro das CEB’s, incentivando-nos a construir uma Igreja Solidária, como dizia o seu lema. Contudo, junto a isso julgamos oportuno apresentar também a proposta de uma Igreja verdadeiramente samaritana, tal como o próprio Cristo a instituiu. A misericórdia deve ser “nota” constitutiva da verdadeira Igreja de Jesus (Uma, Santa, Católica, Apostólica [e Misericordiosa]). Fora do “Evangelho da Misericórdia” é forte a tentação de ser ou “voltar a ser” uma Igreja do domínio ou da exclusividade. A partir da práxis da misericórdia, a Igreja deverá ir, como samaritana, ao encontro do drama humano, das necessidades dos seus fiéis, deverá estar à escuta dos clamores do povo e deslocar-se para solidarizar-se com eles. Mas é também dentro de si mesma que a Igreja deve cultivar a misericórdia como imperativo do Evangelho e fidelidade à herança deixada pelo seu Senhor.
Concretamente, isso significa não excluir absolutamente ninguém, mas estarmos sempre prontos a tomar ao colo os mais fracos e pecadores, e até mesmo aqueles que incomodam pelo fato de questionar as estruturas ou práticas eclesiais não tão condizentes com o evangelho da misericórdia. Chamada a se aproximar dos mais afastados e acolhê-los com respeito e compreensão, a Igreja samaritana deve tomar cuidado para não correr o risco de realizar “obras de misericórdia” mas, em contrapartida, não deixar-se reger pelo “princípio de misericórdia”.
Jesus nos convida a uma opção fundamental e universal pela compaixão-misericórdia, de maneira livre, espontânea e desinteressada, sem qualquer tipo de acepção. Em outras palavras, urge propor hoje uma verdadeira “revolução da misericórdia”. O contexto atual – seja ele social, histórico, econômico ou político – nos apresenta uma situação crucial e degradante. Assim, ou a humanidade fará a escolha premente pelo amor e pela misericórdia ou correrá o sério risco de deixar de ser “humanidade”, e mais ainda, deixar de ser cristã. A alternativa é substituir a atual “cultura da conflituosidade” – baseada no princípio do “homo hominis lupus” (o homem é o lobo do homem) – por uma “cultura da compassividade” – que prioriza o princípio da fraternidade e da relação misericordiosa entre os seres humanos – uma vez que a misericórdia não é apenas uma entre muitas outras realidades humanas, mas a que define diretamente o seu humano e, sobretudo, o ser cristão.














