Autor: Levon Nascimento

  • Lula fala aos internautas do Brasil

    O Presidente Lula, antenado nas novas mídias e percebendo o potencial democrático da internet, faz um pedido de apoio aos blogueiros, aos twitteiros, enfim, a todos os internautas do Brasil, para que defendam o legado social de seu governo apoiando a candidata Dilma Rousseff à Presidência do Brasil. Veja o vídeo:

  • Estratégia de campanha de Serra deu ‘100%’ errado

    * Do Blog do Josias de Souza, na Folha Online

    Paixão – Garupa
    Todos os planos que José Serra traçara para sucessão de 2010 deram errado. Em consequência, o presidenciável tucano chega à fase do horário eleitoral gratuito, último estágio da campanha, em situação de absoluta desvantagem.

    No pior cenário esboçado pelo tucanato, previa-se que Serra iria à propaganda de televisão empatado nas pesquisas com Dilma Rousseff. Deu-se algo mais dramático.

    Todos os institutos acomodam Serra atrás de sua principal antagonista. No Datafolha, o fosso é de oito pontos. Vai abaixo um inventário dos equívocos que distanciaram a prancheta do comitê de Serra dos fatos:

    1. Chapa puro-sangue: Serra estava convicto de que Aécio Neves aceitaria compor com ele uma chapa só de tucanos. Em privado, dizia que as negativas de Aécio não sobreviveriam a abril. Aceitaria a vice quando deixasse o governo de Minas. Erro.

    2. PMDB: O tucanato tentou atrair o PMDB para a coligação de Serra. Nos subterrâneos, chegou-se a levar à mesa a posição de vice. Desde o início, a chance de acordo era vista como remota. Mas o PSDB fizera uma aposta: dividido, o PMDB não entregaria o seu tempo de TV a Dilma. Equívoco.

    3. Ciro Gomes: O QG de Serra achava que Ciro levaria sua candidatura presidencial às últimas consequências. Numa fase em que Serra ainda frequentava as pesquisas com dianteira de cerca de 30 pontos, o tucanato idealizou um cenário de sonho.

    Candidato, Ciro polarizaria com Dilma a disputa pelo segundo lugar, dividindo o eleitorado simpático ao governo. Mais um malogro.

    4. Marina Silva: Serra empenhou-se para pôr de pé, no Rio, a aliança de seus apoiadores (PSDB, DEM e PPS) com o PV de Fernando Gabeira. Imaginou-se que, tonificado, Gabeira iria à disputa pelo governo fluminense com chances de êxito. E o palanque dele roubaria votos de Dilma para Serra e Marina.

    Deu chabu. Empurrado por Lula, Cabral é, hoje, candidato a um triunfo de primeiro turno. A vantagem de Dilma cresce no Estado. E Marina subtrai votos de Serra.

    5. Sul e Sudeste: O miolo da tática de Serra consistia em abrir boa frente sobre Dilma nessas duas regiões. Sob reserva, Luiz Gonzales, o marqueteiro de Serra, dizia: O Nordeste é importante, mas nossas cidadelas são o Sul e o Sudeste.

    Acrescentava: Não podemos perder de muito no Nordeste. E temos de ganhar muito bem no Sul e Sudeste. As duas premissas fizeram água. Ampliou-se a vantagem de Dilma no Nordeste. E ela já prevalece sobre Serra também no Sudeste.

    Há 20 dias, Serra batia Dilma em São Paulo e era batido por ela no Rio. Em Minas, a situação era de equilíbrio. Hoje, informa o Datafolha, a vantagem de Dilma (41%) ampliou-se em dez pontos no Rio. Serra (25%) enxerga Marina (15%) no retrovisor.

    Em Minas, Dilma saltou de 35% para 41%. E Serra deslizou de 38% para 34%. Em São Paulo, o tucano ainda lidera, mas sua vantagem sofreu uma erosão de sete pontos. Resta, por ora, a “cidadela” do Sul, insuficiente para compensar o Nordeste. Pior: Dilma fareja os calcanhares de Serra também nesse pedaço do mapa.

    No Rio Grande do Sul, por exemplo, a vantagem de Serra caiu, em 20 dias, de 12 pontos para oito. No Paraná, encurtou-se de 15 pontos para sete.

    6. Plebiscito: Lula urdira uma eleição baseada na comparação do governo dele com a era FHC. Serra e seu time de marketing deram de ombros. Como antídoto, decidiram promover um confronto de biografias: a de Serra contra a de Dilma.

    Entre todos os equívocos, esse talvez tenha sido o mais crasso. Ignorou-se uma evidência. Do alto de sua popularidade lunar, Lula tornou-se o eixo da campanha. Tudo gira ao redor dele. Lula transferiu votos para Dilma em proporção nunca antes vista na história desse país.

    7. Debates e entrevistas: Em sua penúltima aposta, o grão-tucanato previra que Serra, por experiente, daria um baile em Dilma nos confrontos diretos. Não deu.

    Reza a cartilha dos marqueteiros que, nesse tipo de embate, o candidato que vai bem não ganha votos. Porém, o contendor que dá vexame sujeita-se à perda de eleitores. Para o PSDB, o vexame de Dilma era certo como o nascer do Sol a cada manhã.

    No primeiro debate, promovido pela TV Bandeirantes, o escorregão não veio. Na entrevista ao “Jornal Nacional”, também não. Serra houve-se bem nos dois eventos. Porém, ao esquivar-se do desastre, Dilma como que ombrou-se com ele.

    8. Propaganda eletrônica: Começa nesta terça (17) a publicidade eleitoral no rádio e na TV. O comitê tucano vai à sua última aposta. No vídeo, insistir na exposição da biografia do candidato. Serra será vendido como gestor experiente.

    Vai-se esgrimir a tese de que Serra –ex-secretário de Estado, ex-deputado, ex-senador, ministros duas vezes, ex-prefeito e ex-governador— está mais apto do que Dilma para continuar o que Lula fez de bom e avançar no que resta por fazer.

    Até aqui, o discurso não colou. Na propaganda adversária, o próprio Lula se encarregará de dizer que a herdeira dele é Dilma, não Serra. A julgar pelas pesquisas, o eleitor parece mais propenso a dar crédito ao dono do testamento.

    Comentário do Levon

    O Blogueiro Josias de Souza e a própria Folha de São Paulo, jornal onde ele escreve, são grandes cabos eleitorais de José Serra. Quando até eles começam a apontar os “erros” da campanha tucana, é porque a situação realmente está feia. Começou a operação desembarque no barco dos bicudos.

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  • Uma Igreja Samaritana

    6º Encontro Mineiro das CEBs (julho/2010) em MOC.
    Artigo do Padre Gledson Eduardo de Miranda Assis, presbítero do clero da Arquidiocese de Montes Claros


    É certa para nós a ideia de que o nosso Deus é misericordioso a partir das vítimas, dos que sofrem, dos pobres e excluídos, dos mais necessitados. O Jesus histórico nos mostra que “praticar a misericórdia” é condição para “permanecer em Deus” e, ao mesmo tempo, fonte de plenificação humana. Isso é nitidamente demonstrado através da Escritura e reforçado tanto pela Tradição quanto pelo Magistério. De fato, pouco ou nada adiantaria um discurso compassivo se não viesse atrelada a ele uma prática misericordiosa. Devemos, pois, ser testemunhas do amor e da misericórdia numa realidade expressivamente anti-misericordiosa, conscientes de que levar a misericórdia ao mundo é levar a ele a salvação do Evangelho.

    O discípulo que se deixa alcançar pela misericórdia de Deus torna-se, naturalmente, misericordioso para com os outros. A misericórdia brota como virtude interior, bem-aventurança que nasce das entranhas humanas. Por isso o verdadeiro discípulo de Jesus se compadece sem coação; não vê na misericórdia uma tarefa árdua e pesada, pois faz parte integrante de sua essência espiritual. Donde se conclui que a misericórdia na vida do discípulo é refluxo do amor recebido de Deus, ou seja, o discípulo é misericordioso em virtude da herança que recebeu do Pai Celeste.



    Tivemos, nesse mês de julho, em nossa Arquidiocese, o 6º Encontro Mineiro das CEB’s, incentivando-nos a construir uma Igreja Solidária, como dizia o seu lema. Contudo, junto a isso julgamos oportuno apresentar também a proposta de uma Igreja verdadeiramente samaritana, tal como o próprio Cristo a instituiu. A misericórdia deve ser “nota” constitutiva da verdadeira Igreja de Jesus (Uma, Santa, Católica, Apostólica [e Misericordiosa]). Fora do “Evangelho da Misericórdia” é forte a tentação de ser ou “voltar a ser” uma Igreja do domínio ou da exclusividade. A partir da práxis da misericórdia, a Igreja deverá ir, como samaritana, ao encontro do drama humano, das necessidades dos seus fiéis, deverá estar à escuta dos clamores do povo e deslocar-se para solidarizar-se com eles. Mas é também dentro de si mesma que a Igreja deve cultivar a misericórdia como imperativo do Evangelho e fidelidade à herança deixada pelo seu Senhor.


    Concretamente, isso significa não excluir absolutamente ninguém, mas estarmos sempre prontos a tomar ao colo os mais fracos e pecadores, e até mesmo aqueles que incomodam pelo fato de questionar as estruturas ou práticas eclesiais não tão condizentes com o evangelho da misericórdia. Chamada a se aproximar dos mais afastados e acolhê-los com respeito e compreensão, a Igreja samaritana deve tomar cuidado para não correr o risco de realizar “obras de misericórdia” mas, em contrapartida, não deixar-se reger pelo “princípio de misericórdia”.


    Jesus nos convida a uma opção fundamental e universal pela compaixão-misericórdia, de maneira livre, espontânea e desinteressada, sem qualquer tipo de acepção. Em outras palavras, urge propor hoje uma verdadeira “revolução da misericórdia”. O contexto atual – seja ele social, histórico, econômico ou político – nos apresenta uma situação crucial e degradante. Assim, ou a humanidade fará a escolha premente pelo amor e pela misericórdia ou correrá o sério risco de deixar de ser “humanidade”, e mais ainda, deixar de ser cristã. A alternativa é substituir a atual “cultura da conflituosidade” – baseada no princípio do “homo hominis lupus” (o homem é o lobo do homem) – por uma “cultura da compassividade” – que prioriza o princípio da fraternidade e da relação misericordiosa entre os seres humanos – uma vez que a misericórdia não é apenas uma entre muitas outras realidades humanas, mas a que define diretamente o seu humano e, sobretudo, o ser cristão.
  • Pesquisa: Dilma na frente também no Datafolha

    * Do Blog da Jornalista Valéria Borborema (Montes Claros – MG)

    Agora, sim! A Folha Online divulgou nova pesquisa para o Palácio do Planalto e, pela primeira vez, rendeu-se ao favoritismo da candidata Dilma Rousseff, que tem o apoio decisivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petista está com 41% das intenções de voto, contra 33% do PSDB e 10% do PV.

    Matéria da Folha destaca que, “de acordo com o levantamento divulgado nesta sexta, a ex-ministra cresceu 5 pontos percentuais com relação à última pesquisa, realizada em julho, e agora tem 41% das intenções de voto.

    Ao mesmo tempo, o tucano oscilou negativamente de 37% para 33%. Marina Silva (PV) manteve os 10% que havia registrado na sondagem anterior.

    A pesquisa, realizada de 9 a 12 de agosto com 10.856 eleitores em 382 municípios, já contempla os efeitos das entrevistas concedidas pelos presidenciáveis ao Jornal Nacional, nesta semana, além do primeiro debate entre os presidenciáveis, realizado na semana passada.

    Os outros candidatos –Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Rui Pimenta (PCO), Ivan Pinheiro (PCB) e Levy Fidélix (PRTB)– não atingiram 1% na amostragem. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 9% dos entrevistados disseram não saber em quem vão votar. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

    SEGUNDO TURNO – A simulação de segundo turno feita pelo Datafolha também mostra que a vantagem de Dilma sobre Serra subiu e agora é de oito pontos percentuais (49% a 41%). Há 20 dias, era de só um ponto (46% a 45%).

    Na intenção de voto espontânea, Dilma aparece em ascensão: 26% dos eleitores dizem, antes de receber o cartão circular com os nomes de todos os candidatos, que votarão nela (no final de julho, essa taxa era de 21%). Serra manteve os 16% de citações espontâneas que registrou no levantamento anterior, enquanto 43% dos entrevistados não sabem dizer, sem serem estimulados pela relação de nomes, em quem vão votar.

    A rejeição dos eleitores não sofreu alterações: 28% deles não votariam em Serra (contra 26% há 20 dias). Dilma é reprovada por 20% (um ponto percentual a mais que em julho).

    O levantamento está registrado no TSE sob o número 22734/2010″.

    Nota da Valéria Borborema: O DataFolha, pode-se dizer, é “o último dos moicanos”. Enquanto todos os institutos de maior credibilidade – Vox Populli, Ibope e CNT/Sensus – há tempos apontaram para uma virada de Dilma Rousseff, o DataFolha permanecia encravado no empate técnico. Pois bem. Agora não tem jeito. Toda torcida do mundo para que a candidata do PT liquide a fatura já no primeiro turno.

  • Professora de Dilma e Serra opta por Dilma

    A economista e professora aposentada da UNICAMP, Maria da Conceição Tavares, uma das mais respeitadas do Brasil, gravou depoimento de apoio à candidata a Presidente Dilma Rousseff, do PT. Em tempo, é bom lembrar que Conceição Tavares foi professora de Serra e de Dilma. Ela conhece bem a ambos e optou por Dilma.

  • A entrevista de Dilma ao Jornal Nacional

    Do Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim

    William Bonner estreou as pseudo-sabatinas do jornal nacional com Dilma Roussef. A primeira pergunta dá o tom do preconceito elitista do PiG(*). Tentar desqualificar Dilma do ponto de vista intelectual e político faz parte da ideologia pigo-tucana de supor que os trabalhistas são despreparados e o Serra e o FHC uma combinação de Albert Einstein com Winston Churchill. O Bonner tentou também vestir Dilma com a marca do “temperamento difícil”. Trata-se de uma observação que se baseia em elementos factuais indiscutíveis: O que é “difícil” e onde ela demonstrou que tem um temperamento difícil? O que diria William Bonner do temperamento dócil, suave, simpático e leal do candidato da PiGlobo, José Serra. Aliás, prevalece a dúvida, quem terá sido o Espírito Santo de orelha das perguntas do casal vinte: José Serra ou Ali Kamel? Observe-se a generosidade conjugal de Fátima Bernardes que salvou o marido quando Dilma lhe disse: você deveria me perguntar onde que o PT acertou. Bonner perdeu o prumo. Quem mandou não ter bagagem para entrevistar a futura presidente do Brasil? Aí, Fátima entregou a bandeja à Dilma e perguntou sobre saneamento básico e Dilma falou do Pavão-Pavãozinho,  Alemão e Rocinha e calou a boca desses pálidos representantes de um PiG moribundo. Quem mandou não chamar a Regina Duarte para a bancada? Quem mandou não chamar a Miriam Leitão? Quem mandou não chamar o Jabour? Para enfrentar a Dilma a Globo tem analistas isentos e equilibrados de outro calibre. Este ordinário blogueiro aguarda ansioso as perguntas do casal 20 ao José Serra. Paulo Henrique Amorim

    * PIG, segundo Paulo Henrique Amorim, significa Partido da Imprensa Golpista (composto pelas Organizações Globo, Revista Veja e afins)

  • Dilma em Belo Horizonte

    A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, faz comício agora às 19 horas no centro de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, na Praça da Estação, juntamente com o Presidente Lula e os candidatos: Hélio Costa (PMDB), a governador; Patrus Ananias (PT), a vice-governador; Fernando Pimentel (PT), a senador; Zito (PCdoB), a senador; e demais candidatos a deputado estadual e deputado federal que fazem parte da ampla coligação que apóia Dilma a Presidente.

    Para acompanhar ao vivo as atividades do comício, clique aqui: http://videolog.tv/dilma13

  • Daqui a pouco, Dilma no Jornal Nacional

    A candidata a Presidente da República Dilma Rousseff (PT) participa logo mais, às 20 horas de 9 de agosto de 2010, de entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão. Assita.

  • Pastoral da Juventude tem novo site

    A Pastoral da Juventude (PJ), organismo da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou nesta semana o seu novo site no seguinte endereço: http://www.pj.org.br/.

    Além de informar sobre as ações da pastoral, o novo site traz inúmeras ferramentas de apoio aos grupos de jovens cristãos/católicos do Brasil, como sugestão de dinâmicas, espaço para troca de experiências, publicação de artigos de formação e reflexão, suporte litúrgico, fotografias e videos.

    Aos jovens e aos que trabalham com a juventude, vale conferir este novo espaço virtual de evangelização.

  • Sobre Plínio de Arruda Sampaio

    Pessoal, como vocês já sabem, vou votar na Dilma para continuar e aprofundar os avanços do Governo Lula. No entanto, acho uma maravilha para o Brasil ter vários candidatos a Presidente da República oriundos da luta de esquerda contra a ditadura, a favor da democracia e das classes populares, como neste pleito. São os casos de Marina e Plínio, egressos do PT. Este último, o Plínio de Arruda Sampaio, brilhou muito no primeiro debate dos presidenciáveis de 2010, na última quinta, na Band. Veja este belo texto extraído do Blog do Luís Nassif, de autoria do jornalista Rodrigo Vianna, relembrando a trajetório do Plínio.

    Lembranças de Plínio, um lutador, Por Rodrigo Vianna. O Plínio (PSOL) entrou no radar dos tuiteiros e da imprensa em geral, depois da boa atuação no debate da “Band”. Foi como se o Plinio tivesse sido descoberto agora. Engraçado isso.

    O candidato a presidente pelo PSOL, aos 80 anos, é das poucas lideranças (com a incômoda companhia de Sarney, talvez) que já faziam política partidária antes de 64, e seguem na ativa até hoje. Plinio era deputado pelo velho PDC (Partido Demcrata Cristão) antes do golpe. Apoiava Jango, foi cassado na primeira lista depois do golpe.

    Não tenho simpatia pelo PSOL, mas gosto muito do Plinio. Peço licença para algumas reminiscências. Eu o conheci pessoalmente em 88. Plinio tinha disputado a vaga de candidato do PT a Prefeito de São Paulo, com apoio da ala majoritária do partido (Lula e Dirceu incluídos); era considerado um “moderado”.

    Acabou derrotado por Luiza Erundina, tida como “radical”. O que fez? terminada a prévia, correu pro comitê de Erundina e declarou apoio aberto, total. Ao contrário de setores majoritários do PT, que torciam o nariz pra Erundina, Plinio foi leal durante a campanha (como Brizola faria com Lula em 89), e parceiro durante o difícil mandato de Erundina na Prefeitura.

    Guardo daquela época ótimas lembranças. Uma delas é a dedicatória que Plinio fez no exemplar da “Constituição Cidadã” que acabava de ser aprovada, e que eu ganhara de meu pai. “Para o Rodrigo, a certeza de que, se lutarmos bastante, viveremos em um país bem melhor”, escreveu ele – que ajudara a redigir a nova Carta como deputado constituinte.

    Plinio seguiu lutando. Costumava reunir muita gente em reuniões aos sábados, para debater a “Conjuntura Nacional”. Muitas aconteciam nos fundos de igrejas em São Paulo. Plinio tinha o apoio da velha guarda da esquerda católica (que logo depois seria dizimada por Ratzinger). Mas havia também o pessoal jovem, recem-saído da universidade e sem qualquer vínculo com a Igreja, alguns que tinham até certa ligação com o PCB (como esse que escreve).

    No fim dos anos 80, Plinio e Chico Whitaker (então vereador pelo PT) alugaram uma casa na Barra Funda em São Paulo (a “casa da rua Marta”), onde reuniam jovens economistas, cientistas políticos, jornalistas, historiadores, sindicalistas e militantes em geral. A idéia era formular propostas para o debate interno no PT e na esquerda. Lembro bem que o Plinio achava um equívoco formulações de petistas que, naquela época, apostavam na formação de “conselhos populares” (sovietes?!) para substituir o poder das Câmaras Muncipais e assim criar o embrião de uma nova “institucionalidade”.

    Para ele (e eu concordava), era coisa de gente fora da realidade: “isso só se faz em conjunturas revolucionárias; no Brasil, a luta atual é pra melhorar a democracia”, dizia. Mas, aos poucos, o Plinio mudaria.

    Em 90, virou candidato ao governo de São Paulo. E lá fui eu ajudar na campanha. A ala majoritária do PT não se esforçou muito, e ele teve cerca de 10% dos votos. Plinio já começava a mostrar uma característica que só se aprofundaria nos anos seguintes: um certo desânimo com a política puramente institucional, e a aposta no fortalecimento dos movimentos sociais.  No segundo turno pra governador em 90, sobraram Fleury (PMDB) e Maluf (PDS). Plinio defendia voto nulo. A turma que se reunia na rua Marta reagiu. Nunca vi aquilo. O velho militante teve que engolir jovens militantes a dizer que era necesário votar em Fleuy, sim, para derrotar o “inimigo principal”.

    Lembro de uma jovem amiga, arquiteta e muito inflamada, dizendo que Plinio estava sendo sectário, míope. Ele só franzia a testa, como faz até hoje nos momentos de gravidade. Mostrou grandeza porque ouviu tudo calado. Mas no dia seguinte saiu na imprensa que ele pessoalmente pregaria voto nulo – sim! Acabei votando no Fleury no segundo turno (será que o Plinio é que estava certo?).

    O velho militante católico, moderado, caminhava para a esquerda. Sairia do PT quinze anos depois, seguindo os mesmo passos de Erundina e Chico Whitaker. Ao longo dos anos, Maluf – ex “inimigo principal” – virou aliado do governo Lula em alguns momentos. Fleury sumiu. Acho que está no PTB (partido que também compôs a base de Lula).

    Plinio se aprofundou nas questões sociais. Venceu um câncer, e seguiu a militar pela Reforma Agrária. Passei anos sem falar com ele (eu estava tentando ganhar a vida, trabalhando feito louco como jornalista, distante dos debates). Até que em 2005 nos reencontramos: eu era repórter da Globo, e ele candidato a presidente do PT, durante a crise pós-Mensalão. Bem-humorado, interrompeu a coletiva no meio da rua, pra dizer: “esse aqui, olha, já trabalhou comigo, agora está aí na Globo…” Falou sem ódio, bem-humorado. Eram os fatos.

    Em 2006, uma boa surpresa: quando saí da Globo, de forma tumultuada, recebi centenas de telefonemas de apoio e solidariedade. Um deles me emocionou especialmente. Era  Plinio: “Olha, Rodrigo, eu já tô meio velho mas sigo por aqui, se precisar de mim sabe que não fujo da briga”. Fiquei surpreso, e grato. Essas coisas a gente não esquece. Gosto de quem não foge da briga, e mais anda de quem é capaz de fazer isso sem agressividade desmedida. É o caso do Plinio.

    Nos últimos anos, retomamos algum contato: em entrevistas na “Record News”, em festas na casa de amigos comuns. Há 40 anos de diferença separando Plinio e esse humilde escrevinhador. Mas há uma ligação afetiva que não se desfaz.

    Não concordo com tudo o que ele diz. Acho que a esquerda deveria reconhecer os avanços da era Lula. Deveria partir disso para construir uma alternativa melhor, e não atacar o legado de Lula. Por essa razão, provavelmente, não votarei nele dessa vez. Mas minha admiração e meu respeito pelo Plinio são irrevogáveis.
    Quando eu o vi brilhar sozinho, no chato debate da “Band”, relembrei todas essas histórias. E, sozinho na sala de casa, vibrei comigo mesmo: “dá-lhe, Plinio!”   Já passou da hora de alguém escrever a biografia do Plinio, um lutador, um cristão socialista que ama o Brasil.

  • 6 de agosto: Dia do Bom Jesus da Lapa

    Nossa fé indica que Jesus, o Nazareno, “é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem”. É a encarnação da Palavra do Pai que veio à história humana para salvar homens e mulheres, fazendo-os reconciliarem-se com Deus, consigo mesmos e com a criação inteira.

    Hoje, 6 de agosto, a liturgia católica celebra a Transfiguração do Senhor Jesus Cristo no Monte Tabor. No sertão da Bahia, por analogia e simbolismo, visto que o templo é  também uma montanha, como o Tabor do Médio-oriente – só que às márgens do também sagrado Rio São Francisco – se celebra a grande festa do Bom Jesus da Lapa.

    Tradição tri-centenária, a romaria ao Santuário do Bom Jesus teve início nos tempos da colonização e se associa ao catolicismo piedoso e popular. Baianos e norte-mineiros, além de outros brasileiros, todos para lá se dirigem em devoção.

    O povo humilde que acorre aos pés do Bom Jesus no sertão é, simbolicamente, toda pessoa humana, com sua visão ainda limitada pelas realidades da condição terrena, que busca a libertação de todos os males: os físicos, os sociais, os econômicos e os transcendentais.

    A fé no Bom Jesus é a crença no amor, na fraternidade e na vida. Vida, caminho e verdade que só o Nazareno é capaz de ser e doar àqueles que o procuram.

  • Nova pesquisa Sensus: Dilma dispara e abre 10 pontos de vantagem

    * Do Blog do Luís Nassif

    Carol Pires / BRASÍLIA – Estadão.com.br

    A vantagem da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, sobre o adversário do PSDB, José Serra, passou de 2 para 10 pontos percentuais na pesquisa Sensus divulgada nesta quinta-feira, 5, pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

    Dilma aparece, nesta pesquisa, com 41,6% das intenções de voto contra 31,6% do candidato tucano. Marina Silva, do PV, tem 8,5%. A pesquisa foi feita entre os dias 31 de julho a 2 de agosto com 2 mil pessoas de todo o país. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

    Hoje à noite, 5 de agosto, tem debate com os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) na Band. Assista.

  • A pureza das crianças

    Mico King Kong da campanha do Serra.

    Pouco antes de uma visita do Serra e do Geraldo (Alckmin) a uma escola de São Paulo, ontem, um assessor da campanha tucana tentava desesperadamente fazer com que as crianças gritassem o nome dos dois candidatos. No entanto, à primeira vista, com sua pureza, as crianças gritavam: “Lula, Lula, Lula…”

    Como dizia Gonzaguinha: “Eu fico com a pureza da resposta das crianças…”

    Veja o vídeo:

  • Curiosidade: mais "ruas" Taiobeiras

    Ontem postei aqui no blog sobre a Rua Taiobeiras da cidade de São Paulo (SP). Hoje, novamente pesquisando no Google Mapas encontrei outros logradouros com o nome deste município norte-mineiro. Eis aí a lista e a visualização dos mapas.

    1. Rua Taiobeiras, bairro Coqueiro, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

    2. Rua Taiobeiras, cidade de Ribeirão das Neves (Região Metropolitana de Belo Horizonte, MG).

    3. Rua Taiobeiras, cidade de Feira de Santana, Bahia.

  • Curiosidade: Rua Taiobeiras em São Paulo

    Na cidade de São Paulo (SP) há uma rua chamada Taiobeiras. Está situada no Bairro São Mateus, na periferia da Zona Leste paulistana.

    Como a expressão Taiobeiras é bastante incomum, ficam as perguntas sobre a origem e a autoria do batismo deste logradouro da capital paulista. Será que há alguma relação com o povo ou com o município de Taiobeiras (MG)?

    Taiobeirenses que estão em São Paulo, pesquisem e nos informem.

  • Pesquisa aponta PT como partido predileto dos brasileiros

    Aprovação mais alta do PT projeta bancada recorde

    Uirá Machado e Maurício Puls, de São Paulo, para a Folha Online

    Partido mais popular do país desde o ano 2000, o PT reconquistou o apoio que havia perdido durante a crise do mensalão e hoje é apontado como a legenda preferida por 25% dos eleitores, patamar mais alto de sua história. O partido, que chegou a ter 24% de preferência em dezembro de 2004, despencou para 15% em fevereiro de 2006, oito meses após a denúncia do mensalão. A recuperação começou depois da reeleição de Lula. Em dezembro de 2009, o PT atingiu 25% de preferência popular, valor que permanece estável desde então (os números são do Datafolha). A retomada da popularidade em ano eleitoral pode ser vista como indicador de aumento da bancada petista na Câmara dos Deputados.

    Levantamento feito pela Folha mostra que há 20 anos existe grande correlação entre o índice de preferência do PT e o total de votos que o partido obtém para seus candidatos a deputado federal. Se a correlação se mantiver na disputa deste ano, o PT poderá eleger mais de cem deputados federais. Em 1990, segundo o Datafolha, 9% dos eleitores afirmavam que o PT era seu partido preferido. A legenda teve então 10,2% dos votos e elegeu 7% dos deputados. Em 1994, com 13% de preferência, teve 12,9% dos votos e 9,6% de deputados; em 1998, 11% de preferência, 11,2% dos votos e 11,3% de deputados; em 2002, 20% de preferência, 18,4% dos votos e 17,7% de deputados; em 2006, 16% de preferência, 14,9% dos votos e 16,2% de deputados federais.

    A diferença entre a preferência do PT aferida pelo Datafolha e o percentual de votos do partido nunca superou 1,6 ponto percentual. Já a discrepância em relação às bancadas eleitas é maior (3,4 pontos), em razão das coligações partidárias e sobretudo das distorções na distribuição das cadeiras da Câmara entre os Estados.

    Na década de 90, o PT era mais forte no Sul e no Sudeste. Com 60% do eleitorado, as regiões tinham 49,6% das vagas na Câmara. Daí por que o partido conquistava menos cadeiras que votos. O crescimento nos anos posteriores ocorreu sobretudo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que têm proporcionalmente mais vagas. Em 2006, a legenda conseguiu mais cadeiras que votos. O PT também chegou aos grotões. Em 1993, estava presente de forma organizada em cerca de 40% das cidades; em 2009, em 96%.

    Outros Partidos

    A preferência partidária não é um indicador necessário de intenção de voto. Se a regra parece valer para o PT, no caso dos outros partidos não é possível encontrar correlação. Em 2006, por exemplo, o PSDB elegeu 12,9% dos deputados, mas tinha 5% de preferência. Já o PP, com 1% de preferência, elegeu 8% dos deputados.

    O PT hoje é exceção quando o assunto é preferência partidária. Metade dos eleitores declara não ter nenhum partido predileto. As demais siglas têm índices bem menores. O segundo colocado é o PMDB, com 7%, seguido pelo PSDB, com 5%.
  • Problema no esgoto de Taiobeiras

    Com a primeira fase da rede de esgotamento sanitário de Taiobeiras concluída e já em funcionamento, graças ao aporte de R$ 6 milhões do Governo Federal, surge um outro problema, mas que a população, pouco organizada e não acostumada a reagir, encontra dificuldade para reclamar. Trata-se do intenso mau cheiro nas ruas onde o esgosto já está funcionando.

    A situação é tão grave que os moradores que não fizeram a ligação tubular de suas residências com a rede subterrânea, pensam mesmo em não fazê-la, devido ao fedor que tem tomado conta dos bairros atendidos pelo serviço. Também não é bom esquecer que as ruas mais distantes do centro, onde foi enterrada a tubulação do esgoto, permanecem com o calçamento/asfaltamento esburacado e irregular, sem nenhuma providência da empreiteira ou da Prefeitura, mesmo decorridos dois anos após o início das obras.

    Acho que seria necessário que a Prefeitura e a Copasa, além de explicar à população sobre os motivos deste problema, agilizem a solução. O povo paga imposto e precisa ser valorizado.

    Ninguém merece, ainda mais pagando a conta, ter sua rua empesteada pelo mau odor. Esgoto, sim! Mau cheiro, não!
  • Taiobeiras celebra Frei Jucundiano

    Detalhe da procissão de entrada
    A Paróquia São Sebastião de Taiobeiras celebrou ontem, 31 de julho de 2010, os 36 anos de falecimento de Frei Jucundiano Kok, OFM, seu primeiro pároco (entre 1940 e 1974), fato que ocorreu em 27 de julho de 1974.

    Como já foi informado neste blog, estou em pesquisa recolhendo documentos históricos e depoimentos sobre a vida de Frei Jucundiano. O objetivo é escrever um livro que contenha a biografia deste sacerdote franciscano, bem como opiniões, impressões e histórias de fé do povo taiobeirense. Espero que o trabalho fique pronto em 2011.
  • Dilma lidera também no Ibope: 39% a 34%

    Do Blog do Brizola Neto

    Confirmado: Dilma Rousseff abriu cinco pontos de vantagem sobre José Serra na disputa pela Presidência, segundo pesquisa Ibope TV Globo. Dilma subiu três pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, feita em junho, e Serra caiu dois, confirmando a mesma tendência revelada pelo Vox Populi, que apontou oito pontos de vantagem para Dilma. Só o Datafolha insiste num empate técnico que já deixou de existir há muito tempo.

    Segundo o Ibope, Dilma tem 39% das intenções de voto, contra 34% de Serra. Na simulação de segundo turno, Dilma tem 46% e Serra 40%. A pesquisa Ibope também ouviu os eleitores sobre o governo Lula, e 77% o consideram ótimo ou bom e 18% regular. Assim que começar a campanha na televisão e ficar definitivamente claro que Dilma é a candidata de Lula, essa aprovação tende a ser converter em votos para ela, com uma possível vitória no primeiro turno.

    O Ibope também fez pesquisas em vários estados, mas aos contrário do Datafolha não misturou as sondagens. Para a pesquisa presidencial, foram ouvidas 2.506 pessoas em 174 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
  • A logomarca da Copa no Brasil

    Mais uma da série Campanha Alegre. Duas versões sobre como foi feito o logo da Copa 2014, que ocorrerá no Brasil.

    Ah, aos(às) queridos(as) leitores(as) que têm reclamado do enfoque político-eleitoral deste blog nos últimos dias, peço que relevem. Há tempo para tudo. Agora é o de fazer política pelo que acredito ser o melhor para o Brasil. Mas adianto a vocês que estou preparando algo novo, para refletir um pouco sobre as questões sociais de Taiobeiras e da educação. Pra variar, é claro.

    Abraços a todos(as) Os(as) leitores(as).