* Levon Nascimento
O 17° processo contra Lula é arquivado e extinto por falta de provas num tribunal isento de Brasília, o do Sítio de Atibaia, sepultando mais uma vez a operação Lava-jato.
Aquele mesmo sítio, pelo qual o parcial e desonesto ex-juiz pró-americano Sérgio Moro havia condenado Lula por causa dos pedalinhos dos netos de dona Marisa.
Mas a doença persecutória ainda acomete a muitos indivíduos.
Anteontem mesmo, um bolsonarista contraditório daqui de onde vivo invadiu minha timeline para acusar o STF de prender “sem motivo” a Roberto Jefferson e de “participar de um pacto” para liberar Lula.
E não adianta mostrar a esse tipo de sujeito que contra Bob Jefferson há vídeos do próprio portando armas e realizando ameaças golpistas e terroristas às instituições de Estado e a figuras públicas, em muito excedendo o direito de opinião.
No caso de Lula, mesmo apontando que Moro serve aos Estados Unidos, e que ainda assim o tabaréu de Maringá não conseguiu reunir provas da culpabilidade do ex-presidente, gente como esse bolsonarista convicto inculcou a culpa eterna do ex-presidente na cabeça.
O bolsonariano típico, embora não seja maioria, é perigoso por deixar sua mente se possuir por um combo envenenado: burrice, ruindade, desinformação e pitadas de religiosidade descontextualizada.
Por outro lado, mesmo vivendo neste tempo turvado pelo ódio, sinto-me feliz por ter confiado na inocência jurídica do ex-presidente Lula. Não o fiz por ato de fé e nem Lula tampouco precisou de minha defesa. Igual a mim, milhões de brasileiros, mesmo sufocados pela fumaça lavajatista, creram e lutaram.
Acreditei por conhecer um pouco da história nacional. Neste país, sempre que algum agrupamento, partido ou liderança governam, um pouco que seja, para os do andar de baixo, a primeira coisa que a “Casa Grande” saca do baú de maldades é uma denúncia de corrupção.
Lula, livre e inocente, é a confirmação de que estou do lado certo da história.
Em contradição, o nazifascismo bolsonarista se sufoca em seus próprios maucaratismos e incompetências. E la nave vá!
Categoria: Artigo
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O lado certo da História
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Semipresidencialismo é golpe
É recorrente na história do Brasil. Sempre que a direita dá um tiro no pé (como é o caso do Governo Bolsonaro neste momento) e a esquerda se aproxima novamente da possibilidade de alcançar a chefia do governo (Lula pode ganhar até no 1° turno, segundo pesquisas), as elites propõem esvaziar o poder da presidência da República.
Agora, Artur Lira (presidente da Câmara Federal) fala em semipresidencialismo. O que seria isso?
Um presidente “rainha da Inglaterra”, sem poderes de fato, e o controle da política nas mãos de um parlamentar que seria o 1° Ministro escolhido apenas entre e pelos deputados.
Imagina quem conseguiria maiorias congressuais para ser o chefe do governo? Cunha, Maia, Lira, etc. Seria o mesmo que entregar o Planalto para o Centrão, para sempre, sem esperança de alternância.
É golpe!
#semipresidencialismonão #semipresidencialista
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Assista a “TV NORTE MAIS – PROFESSOR LEVON COMENTA FALA DO PREFEITO SOBRE A MUNICIPALIZAÇÃO DAS ESCOLAS ESTADUAIS” no YouTube
Obrigado ao vereador @valmirferreiradealmeida , pelo espaço em sua TV Norte Mais, cedido a mim para comentar a live do prefeito de Taiobeiras sobre a Municipalização das Escolas Estaduais. Assista neste link: https://youtu.be/NNm-1bIQkG8
#municipalizaçãoécontraeducação
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Assista a “Professor Levon: segunda parte de 2021” no YouTube
Completamos a primeira metade de 2021. Agora é hora de seguirmos rir.es e fortes na segunda parte. #luta #vida #2021
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Prefeito de Taiobeiras quer a municipalização das escolas estaduais
Lamentavelmente, o Prefeito de Taiobeiras não ouviu aos argumentos e demandas dos trabalhadores em educação da rede estadual de ensino presente na cidade.
Tratam-se dos apelos de professores (as), pedagogos (os), auxiliares das secretarias e das cantinas, além de pais, mães, responsáveis e alunos que compõem as comunidades escolares atingidas pelo Projeto Mãos Dadas.
O “Mãos Dadas”, do Governador Zema, pretende entregar escolas estaduais de anos iniciais para a gestão administrativa, financeira e pedagógica das prefeituras.
Diferentemente do que se imaginava, apenas as Escolas Estaduais Deputado Chaves Ribeiro e Professora Dona Preta foram incluídas no PL nº 19, de 30/06/2021, de autoria do Prefeito Denerval Germano da Cruz (PSDB). Antes, achava-se que os anos iniciais da Escola Estadual Dona Beti também entrariam no conjunto.
As duas escolas em risco de serem municipalizadas são referências de bom ensino e têm IDEBs (Índice de Desenvolvimento da Educação Básico) dos mais altos da SRE de Araçuaí, em nível de país desenvolvido. Por que mexer no que está dando certo?
Para lavar as mãos do ensino de crianças de 6 a 10 anos de idade, Zema acena aos prefeitos com uma montanha de dinheiro na ordem de R$ 500 milhões. No entanto, o próprio projeto do governador traz embutida a pegadinha de muitos “senão”, “contudo” e “talvez” a respeito do que o Estado poderá ou não socorrer as prefeituras no futuro.
Há enorme risco das futuras administrações municipais, costumeiramente com o pires não mão, não terem como sustentar as atuais escolas estaduais que passarão para a responsabilidade dos prefeitos.
Os profissionais que trabalham nessas escolas temem o desemprego futuro, a perda de remuneração, a possibilidade de não encontrarem vagas nas escolas estaduais da cidade que não forem municipalizadas, além da mudança de regime previdenciário e de plano de saúde (Ipsemg).
Para os atuais servidores da educação municipal e usuários das escolas do município, o risco também é presente, uma vez que futuramente o sistema poderá se sobrecarregar, ocasionando menos recursos para investimento e/ou reposição salarial.
Também é estranho o fato do Prefeito ter enviado o projeto de adesão à Câmara Municipal, uma vez que Taiobeiras ainda não cumpre todas as metas estipuladas para a educação infantil (creche e pré-escola), esta sim obrigatória para o município. Entende-se que primeiro a obrigação, depois que vêm outras responsabilidades.
Enfim, parece que o Prefeito se encantou pelos milhões imediatos oferecidos por Zema, sem se preocupar com o que pode vir a ocorrer a longo prazo.
É como se diz: “se a municipalização fosse boa, Zema não estaria pagando aos prefeitos para aderirem”.
Cabe às vereadoras e aos vereadores de Taiobeiras seguirem o exemplo de outros municípios que já REPROVARAM esse Projeto “Lava as Mãos” e respeitarem a história da educação estadual em Taiobeiras.
A população de Taiobeiras está atenta, do lado do bem-comum e da educação pública estadual, e vai lutar, cobrar, elogiar e/ou repudiar as escolhas dos nossos legisladores e do Poder Executivo Municipal.
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Assista a “As jornadas de junho de 2013” no YouTube
Você se lembra de junho de 2013? O Brasil melhorou depois daquelas manifestações?
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A História e o autoritarismo brasileiro
Na condição de professor de História, sempre me preocuparam a disseminação de ideologias de extrema-direita no Brasil e o pendor autoritário de nossas instituições de Estado.
Nossa história tem sido um roteiro ininterrupto de golpes da elite racista e oligárquica, desde os tempos coloniais.
Os indígenas, negros, mestiços, pobres, trabalhadores e mulheres, sempre propositalmente esquecidos e deixados ao último plano, escravizados, oprimidos e torturados.
O nazismo já esteve entre nós. Atualmente, somos governados por um bando fascista de extrema-direita, boçais desorientados por teorias conspiratórias, racistas, supremacistas e por seitas religiosas que fogem ao senso do cristianismo autêntico.
Os constantes ataques do presidente da República à ciência e à democracia reacendem o temor de uma nova ditadura.
Ir às ruas em 19 de junho, com os devidos cuidados sanitários, é um dever de todos os que lutam contra o totalitarismo e as ditaduras. É civilizatório!

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Professor Levon: Os fariseus passarão. Os genocidas, também!
* Professor Levon
Tenho acompanhado as redes sociais do querido Padre João PT (Deputado Federal de esquerda). Sacerdote íntegro, que liga fé e vida em seu trabalho parlamentar e assume a política como parte inerente de sua vocação sacerdotal e missão cristã, ele tem sido vítima frequente dos comentários cibernéticos de gente que se diz muito católica/cristã, cujo conteúdo coraria de vergonha alguém com um pingo de temperança no coração.
Ao ler tais vômitos, lembrei-me da Bíblia e de suas histórias. Repetindo um jargão de senso comum, poderia dizer: “já estava escrito lá”.
Os fariseus eram aquelas pessoas muito religiosas do tempo de Jesus. Muitíssimo! Sabiam o Antigo Testamento de cor e salteado. Seguiam todas as regras litúrgicas: vênias, dias santos, jejuns, sacrifícios, etc. Adoravam julgar e condenar quem não fazia como eles.
Jesus não perdia uma oportunidade de confronta-los, denuncia-los e os chamava por vários nomes: sepulcros caiados (belos por fora e podres por dentro) e hipócritas (que falam uma coisa e vivem outra bem diferente) eram alguns dos cognomes com os quais o Mestre de Nazaré os brindava.
Alguns fariseus se converteram. José de Arimateia foi um deles. A maioria, no entanto, tramou com os sumo-sacerdotes a entrega de Jesus ao poder romano, para ser torturado, crucificado e morto. Os fariseus adoravam julgamentos sumários e processos sem prova (estilo lava-jato) e uma intervenção militar (chamaram as tropas romanas para prenderem o Cristo).
Na hora H, preferiram Barrabás, “o mito”, ao invés do justo contra o qual se erguera um processo farsesco. Por meio de fake news, os fariseus e sacerdotes do templo ainda levaram o povo, diante do coroado de espinhos, a gritar: “crucifica-o” e “que o seu sangue caia sobre nós e nossos filhos”.
Os fariseus eram religiosos que adoravam um espetáculo violento, com muita dor e sangue aos seus desafetos. Se fosse hoje, tenho certeza de que eles emendariam uma missa católica ou culto evangélico na TV com um programa do Sikera Jr ou do Datena, como se fosse algo natural e até complementar.
Os fariseus estão de volta. Atacam bispos, padres, pastores, freiras e leigos que tentam viver o Evangelho da forma mais parecida com a qual Jesus o anunciou: misericórdia, perdão, amor, cuidado com as pessoas independentemente de seus defeitos e pecados, compassividade e compromisso com a fração do pão entre os pobres e famélicos.
Os novos fariseus adoram gritar que “Deus está acima de todos” e que o fazem “em nome de Jesus”. Porém, sua prática revela que eles não acreditam em Deus, mas no dinheiro, nas armas e na política genocida. Também, odeiam ao Jesus real e histórico. Se Ele voltasse hoje, os fariseus, “em nome de Jesus”, prenderiam-no e o torturariam e crucificariam de novo.
Os fariseus adoram um líder religioso eloquente no discurso, de preferência, que negocie a fé com teologia da prosperidade ou que posa para fotos segurando metralhadoras, ao lado de astrólogos malucos escondidos em um buraco qualquer do neo-Império Romano.
Os fariseus passarão. Os genocidas, também!
Professor Levon: Os fariseus passarão. Os genocidas, também! -
Mais humildade, por Levon Nascimento
A cada dia tomo mais consciência daquela máxima de que “o tempo é o senhor da razão”.
Um exemplo é o que dizíamos sobre os processos fraudulentos contra Lula e a parcialidade criminosa de Sérgio Moro. Caíram por terra e a verdade venceu.
Mas é sobre outra coisa que quero falar, com o mesmo contexto.
Há dez dias lutávamos aqui em TAIOBEIRAS contra a volta presencial das aulas conquanto a comunidade escolar não fosse vacinada.
Contra nossa tese, algumas figuras da área de saúde chegaram a escrever absurdos em redes sociais, do tipo que a classe dos professores não queria trabalhar. Como se não estivéssemos lavorando até mais do que presencialmente no ensino remoto!
Àquela altura, fim de fevereiro e princípio de março, os hospitais de Montes Claros já haviam entrado em colapso quanto ao atendimento de pacientes da Covid-19. Porém, éramos nós “os que queriam botar fogo” na situação, conforme disse uma autoridade local.
Hoje, vemos os dirigentes sanitários do município, por vídeos, em apelos desesperados para que a população só saia de casa em situações realmente importantes, porque a realidade do coronavírus é gravíssima.
Estão corretos, agora. Mas, por que não queriam nos dar ouvidos há dez dias? Até nota do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde, por unanimidade admitindo que já estávamos na pior fase da pandemia, houvera sido publicada.
Infelizmente, por soberba política. Porque o cara do PT, da esquerda, o professor, etc, não pode estar certo segundo aqueles que nos governam há quase 20 anos.
Não sinto prazer nenhum em estar correto neste caso. Infelizmente, na tragédia, todos nós perdemos. Não há vitoriosos. O que quero é o bem comum. É pela vida que eu luto.
Penso que um pouco mais de humildade não fará mal a ninguém.
