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  • Os párocos de São Sebastião de Taiobeiras

    Os párocos de São Sebastião de Taiobeiras

    1935: Criação da Paróquia e início da presença dos frades franciscanos

    1° Pároco:
    Frei Jucundiano de Kok (1940 – 1974)

    2° Pároco:
    Frei Salésio Heskes (1975 – 1988)

    3° Pároco:
    Frei João José de Jesus (1988 – 1992)

    4° Pároco:
    Frei Ronaldo Zwinkels (1993)

    5° Pároco:
    Frei Feliciano van Sambeek (1994)

    6° Pároco:
    Frei Berardo Kleuskens (1995 – 1998)

    7° Pároco:
    Frei José da Silva Pereira (1999 – 2000)

    8° Pároco:
    Frei Antônio Teófilo da Silva Filho (2001 – 2007)

    2007: Fim da presença dos frades franciscanos e início da presença dos padres diocesanos

    9° Pároco:
    Padre Inivaldo Fernandes de Lima (2007 – 2009)

    2010: Fim da presença dos padres diocesanos e início da presença dos padres Missionários da Sagrada Família

    10° Pároco:
    Padre José Ivan Alckimim (2010 – 2020)

    11° Pároco:
    Padre Vanderlei Souza da Silva (2021)

    2022: Fim da presença dos padres Missionários da Sagrada Família e retorno da presença dos padres diocesanos

    12° Pároco:
    Padre Gilberto Rodrigues dos Santos Júnior
    (2022 – Atual)

  • Escola, Democracia e Igualdade: Os riscos do homeschooling para o futuro do Brasil

    Escola, Democracia e Igualdade: Os riscos do homeschooling para o futuro do Brasil

    A Constituição de 1988 garante que a educação é um direito de todos e um dever do Estado e da família, ajudando no desenvolvimento integral das pessoas e preparando-as para a vida em sociedade e para o trabalho. Nesse cenário, o homeschooling – ou ensino em casa – é apresentado como uma “liberdade educacional”. Mas, por trás dessa ideia, existem riscos sérios para a socialização das crianças, a sua proteção e até para o funcionamento do nosso Estado Democrático de Direito.

    A nossa Constituição fala sobre a importância de uma educação que envolva toda a sociedade, mostrando que a escola é um espaço coletivo e plural. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) deixou claro que o ensino domiciliar não é um direito garantido automaticamente, e que o Congresso precisa regulamentar essa prática – algo que ainda não aconteceu. Enquanto isso, as famílias que optam por esse modelo podem até ser acusadas de “abandono intelectual”, já que a lei atual exige que as crianças estejam matriculadas em uma escola reconhecida.

    Especialistas apontam que, sem regras definidas, fica mais fácil que conteúdos inadequados sejam ensinados em casa – seja a negação de fatos científicos ou doutrinação religiosa – o que contraria a ideia de um Estado laico. Mesmo quando se cita a Declaração Universal dos Direitos Humanos para defender o homeschooling, isso não tira a responsabilidade do Estado de garantir uma educação com padrões universais.

    Vários educadores e organizações, como o Movimento Todos pela Educação, defendem que a escola é um espaço único onde as crianças entram em contato com diferentes pessoas, culturas e ideias. Tirar esse ambiente do cotidiano dos pequenos pode aumentar o risco de isolamento, dificultar a identificação de situações de violência doméstica – que muitas vezes passam despercebidas – e limitar o desenvolvimento do senso crítico.

    Durante a pandemia, por exemplo, o aumento das denúncias de abuso contra crianças mostrou que nem sempre a casa é um lugar seguro. Além disso, professores e especialistas apontam que o homeschooling pode aprofundar as desigualdades, já que ele demanda recursos financeiros e culturais que muitas famílias, especialmente em um país onde uma grande parte das crianças vive na pobreza, não possui.

    Há também a questão de que o ensino domiciliar muitas vezes sugere que “qualquer pessoa com ensino superior” possa ensinar, ignorando a complexidade e a importância do papel dos professores. Esses profissionais não apenas transmitem conhecimento, mas também ajudam a resolver conflitos, incluem alunos com necessidades especiais e estimulam o pensamento crítico.

    Sem uma grade curricular bem definida, o ensino em casa pode acabar fragmentando o conhecimento, privilegiando visões pessoais e limitadas. Em alguns casos nos Estados Unidos, por exemplo, já foram registrados episódios em que determinados temas – como a evolução biológica ou aspectos importantes da história – foram omitidos, o que representa um retrocesso, especialmente num país que ainda luta contra discursos anticientíficos.

    Outro ponto crucial a ser considerado é que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece as competências e habilidades essenciais para todos os estudantes brasileiros. Essa padronização, que visa garantir um ensino de qualidade e equitativo, só pode ser assegurada por meio do ambiente escolar, onde há uma estrutura formal de ensino, fiscalização e suporte pedagógico. No contexto do homeschooling, a descentralização e a ausência de regulação efetiva colocam em risco o cumprimento integral dos requisitos da BNCC, podendo comprometer a formação crítica dos alunos e sua preparação para os desafios contemporâneos.

    Muitas vezes, o homeschooling está ligado a grupos religiosos que preferem uma educação alinhada com suas crenças e que não abre espaço para a diversidade de ideias. O próprio STF já alertou que o Estado não pode se sujeitar a projetos que impõem visões religiosas na educação. Quando os pais escolhem ensinar os filhos de acordo com suas crenças, sem a presença de outras perspectivas, eles correm o risco de ferir o princípio da neutralidade do Estado e, por consequência, comprometer a educação pública.

    O ensino domiciliar não resolve os problemas que enfrentamos na educação brasileira. Pelo contrário, ele pode aumentar as desigualdades e os riscos para as crianças. É fundamental que as crianças tenham a oportunidade de crescer e aprender em um ambiente onde possam interagir com diferentes pessoas e ideias, de forma estruturada e alinhada com a BNCC. Investir na escola pública, melhorar a formação dos professores e combater a evasão escolar são medidas essenciais para garantir que a educação continue sendo um direito de todos – um pilar da nossa democracia e do nosso futuro coletivo.

  • Sarça e Figueira: sinais de uma conversão que renova o coração e a Terra (3° Dom/Quaresma 2025)

    Sarça e Figueira: sinais de uma conversão que renova o coração e a Terra (3° Dom/Quaresma 2025)

    A Quaresma deste ano é um convite para redescobrirmos a mão de Deus agindo na natureza. Não se trata apenas de um momento de oração, mas de um chamado para vivermos uma fé que abraça não só o espírito, mas também o chão que pisamos, o ar que respiramos e todas as formas de vida que nos rodeiam. A Campanha da Fraternidade 2025, com seu tema Ecologia Integral, chega como um lembrete urgente: como estamos cuidando da nossa Casa Comum?

    Vamos mergulhar nas leituras do Terceiro Domingo da Quaresma (23/03/2025) para encontrar respostas que unem céu e terra.

    Na passagem da sarça ardente (Êxodo 3,1-8.13-15), Moisés se surpreende com um mistério divino que arde no meio do deserto. A sarça não é consumida pelo fogo, revelando um Deus que está presente na vida que persiste, mesmo em meio à aridez. Não é bonito pensar que o Criador escolheu uma planta para revelar seu nome? Isso nos desafia: será que hoje reconhecemos Sua voz nos rios, nas florestas e até nas pequenas ações de cuidado com a criação?

    Já São Paulo, em 1 Coríntios 10,1-6.10-12, nos alerta com a força de quem conhece as fraquezas humanas. Ele lembra que uma fé desconectada da prática vira algo vazio, como água que escorre sem nutrir a terra. Quantas vezes caímos na armadilha de rezar sem agir, de criticar sem cuidar, de consumir sem pensar nas consequências? O apóstolo nos sacode: não basta crer; é preciso transformar.

    O Evangelho de Lucas 13,1-9 traz a parábola da figueira estéril. Imagine a cena: uma árvore que não dá frutos está prestes a ser cortada, mas ganha uma última chance. O agricultor pede tempo para cavar a terra, adubá-la, dar-lhe atenção. Essa é a paciência de Deus conosco! Ele não desiste de nós, mas nos chama a dar frutos de justiça e cuidado. A pergunta é: o que estamos fazendo com o “tempo extra” que recebemos para mudar nossos hábitos, reduzir desperdícios ou defender os mais vulneráveis?

    Quando unimos essas lições bíblicas aos ensinamentos da Doutrina Social da Igreja e da encíclica Laudato Si’, vemos que a Ecologia Integral não é só um conceito, mas um estilo de vida. O Papa Francisco nos lembra que “tudo está interligado”. Não há amor a Deus sem respeito à Sua criação, nem justiça social sem equilíbrio ambiental.

    Que tal começar hoje? Pequenos gestos contam: evitar o plástico descartável, apoiar projetos comunitários, ou simplesmente contemplar um pôr do sol com gratidão. A conversão ecológica não é um peso, mas um caminho de esperança — porque, assim como a sarça ardente e a figueira renovada, nós também podemos ser sinais de que um mundo mais fraterno e verde é possível.

    E você? Qual “terra seca” em sua vida precisa ser adubada para florescer? 🌱

  • Ainda sobre Finados e o fim da História

    Há quem considere os cemitérios um desperdício econômico. “Como assim gastar espaço com quem nada mais produz?” – pensam. “Cremar é melhor, sobra pouca coisa e é uma atividade rentável” – imaginam. E dá-lhe justificativas espiritualistas, que eu respeito, mas não concordo: não estão mais no corpo; é só matéria; vivem em outro plano, no vento, nas árvores; e etc…

    No fundo, subjacente, encontra-se a velha e mofada ética do capital, a cultura do descartável, o prazer pela obsolescência e a objetificação do que é humano, tanto quanto de tudo que há na Casa Comum: animais, rios, montanhas… Se não serve mais, joga-se fora, explora-se o terreno, especula-se o espaço imobiliário. E, junto a isso, o desprezo pela memória e pela história; pela coletividade, sejamos mais específicos.

    Cemitérios, além de melancolia ou saudade, são também lugares de pesquisa e museus que comunicam mensagens científicas, políticas e sociológicas ao presente. Que dizer dos enfileirados que morreram entre 2020 e 2021, vítimas da COVID19? Ou da seção de jovens entre 15 e 29 anos, de tiro, na guerra do tráfico? Mais: símbolos de que somos e existimos no universo. Servem mais aos vivos do que aos defuntos. Transmitem informações e lições. Podem funcionar como livros para quem tem a sensibilidade de ler em suas entrelinhas silenciosas.

    O homem morreu! Viva o lucro!

  • Gratidão por 2023. Feliz 2024!

    Gratidão por 2023. Feliz 2024!

    A palavra é gratidão! Agradecimentos. Muito obrigado!

    Ao Emanuel-Deus-Conosco, pela vida que não se esgota.

    À minha família, pela travessia amorosa neste tempo histórico.

    Aos/às amigos/as, pela gratuidade da amizade.

    Aos/às companheiros/as de lutas políticas de esquerda, partidárias e sociais, pelo compartilhamento dos sonhos de uma nova sociedade, mais justa, plural e fraterna.

    Aos/às colegas de trabalho, pela oportunidade de construir a educação pública, gratuita e de qualidade.

    Aos/às meus/minhas alunos/as, pelo carinho.

    Aos/às professores/as do doutorado, pelos ensinamentos, que nunca são poucos.

    Aos/às colegas do doutorado, pelas aflições passadas juntos.

    Aos irmãos/ãs cristãos/ãs, pela vivência autêntica do Evangelho de Jesus Libertador.

    Aos/às leitores dos meus livros, pela paciência em tentar compreender as minhas ideias.

    Aos/às colaboradores/as de Torpes Labéus, das mais variadas ajudas (ilustração da capa, exórdio, epílogo, mística das Camponesas, mestra de cerimônia, cantores, poetas, animadores, patrocinadores, colaboradores da “vakinha” online, “Juntos Para Servir”), meu afeto e abraço.

    Deus recompense vocês com mais vida, saúde, alegria e amor.

  • Audiência na CODEVASF

    Audiência na CODEVASF

    Na segunda (11/9/23), participei de uma audiência na 1a. Superintendência Regional da CODEVASF, em Montes Claros, a convite do Deputado Federal Padre João (PT) e do Deputado Estadual Leleco Pimentel (PT), juntamente com várias lideranças populares da base do Projeto “Juntos Para Servir” das regiões Norte de Minas e Alto Rio Pardo.

    Discutimos e cobramos o atendimento célere das demandas de políticas públicas estruturantes para os nossos municípios.

    Entre os participantes, Geraldo Caldeira Barbosa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, Rafael Ferreira Lucas, mobilizador do Programa Minha Casa Minha Vida Rural em Taiobeiras, Romário Fabri Rohm, assessor dos mandatos “Juntos Para Servir” no Alto Rio Pardo, e Letícia, vereadora de Águas Vermelhas.

  • Você já ouviu falar da Campanha da Carriola?

    Você já ouviu falar da Campanha da Carriola?

    De acordo com o livro “Memorial da Juventude de Taiobeiras” (2010), “a Campanha da Carriola – alusão ao carrinho popularmente conhecido como carriola – foi uma ação anual de arrecadação de alimentos não perecíveis, roupas e brinquedos, organizada pela Pastoral da Juventude de Taiobeiras, que envolvia todos os grupos de jovens da cidade. É importante ressaltar que a Pastoral da Juventude sempre realizou a Campanha da Carriola como uma forma complementar à sua ação cidadã e social. Havia a compreensão de que o importante mesmo era lutar por mudanças na política local e nacional, a fim de que políticas públicas fossem implementadas para suprir as necessidades de alimentos, cultura, trabalho e educação da população mais carente” (NASCIMENTO & NASCIMENTO, 2010, p. 73).

    Campanha da Carriola, 1995.
  • 110 anos do distrito de Taiobeiras

    110 anos do distrito de Taiobeiras

    Há 110 anos, em 30 de agosto de 1911, a Lei Estadual de Minas Gerais, nº 556, determinava a criação do distrito de Taiobeiras, subordinado ao município de Rio Pardo de Minas (MG).

    O cônego Newton de Ângelis, no volume II de seu livro Efemérides Riopardenses, assim relata:

    “30 de agosto – 1911 – A Lei Mineira nº 556 de hoje, cita no nº CXXIV, o Município de Rio Pardo abrangendo seis distritos: 1º. Rio Pardo (Sede – Cidade); 2º. Nossa Senhora do Patrocínio de Serra Nova; 3º. S. João do Paraíso; 4º. Água Quente (Santana da); 5º. Veredinha (N. Senhora da Ajuda da); 6º. Bom Jardim de Taiobeiras” (DE ÂNGELIS, 1998, v. II, pp. 211-212).

    Em 07 de setembro de 1923, o distrito de Taiobeiras seria transferido de Rio Pardo de Minas para Salinas.

    A elevação a cidade (sede municipal) somente se consumaria a 12 de dezembro de 1953, 42 anos após a criação distrital.

  • Professor Levon: 15 anos do meu primeiro livro

    Professor Levon: 15 anos do meu primeiro livro

    Deixei passar a data exata, mas tá valendo!

    Há 15 anos, em 1º de julho de 2006, lancei meu primeiro livro e realizei um sonho.

    Trata-se de “Palavras da caminhada: superando a falta de memória pública com artigos e ensaios”, pela Editora O Lutador, com 260 páginas.

    Ele contém textos opinativos e descritivos que escrevi entre meus 18 e 30 anos de idade. São observações variadas sobre política regional, história, religião e cultura de Taiobeiras e do Alto Rio Pardo.

    Também tem dois breves ensaios, uma sobre a história de Cordeiros, cidade baiana onde nasci, e outro sobre a história da Pastoral da Juventude de Taiobeiras, organização onde me iniciei para as causas humanitárias e sociais.

    “Palavras” foi publicado em 500 exemplares, totalmente custeados por mim mesmo, sem patrocínio, numa cidade que não tinha escritores residentes com a “audácia” de publicar.

    15 anos depois, somos mais de uma dezena de autores com publicações diversas.

    Tenho orgulho de ter aberto o caminho.

    Agora, já são sete obras escritas por mim; e tenho esperança e fé em Deus de que mais virão.

  • Professor Levon: Sobre religião e política

    Em geral, a esquerda democrática defende o Estado laico. Mas, o que é isso?

    É quando as pessoas são livres: para acreditar em Deus ou não, de frequentarem uma religião ou não, de viverem o tipo de moralidade que desejarem; guiando-se pelas leis, ética pública e respeito à diversidade. Democracia.

    Também no geral, a extrema-direita no poder adora e cultua o mercado, o dinheiro e o lucro, mas usa Deus, a religião e as igrejas para disfarçar seus verdadeiros objetivos. Esconde-se no moralismo hipócrita e, se possível, impõe à esfera pública apenas os valores de uma só vertente religiosa.

    Por causa da pregação moralista e supostamente cristã de Bolsonaro, muitos irmãos católicos, evangélicos e espíritas foram enganados pelo lema “Deus acima de todos”, quando na verdade “Ele está no meio de nós”.

    Hoje, já se percebe várias pessoas desses credos enxergando que a ação do presidente é tudo, menos cristã. É imoral, antiética, genocida e corrupta.

    Como pode, uma criatura dessas, usar o nome santo de Deus para justificar seu desgoverno?

    Falta compreenderem que o Estado não pode ter religião, justamente para que as pessoas sejam livres para exercerem sua fé e frequentarem a religião de sua preferência.

    Há fé, esperança e amor!

    Levon Nascimento, católico, professor, mestre em políticas públicas e militante político.

  • Dia Internacional da Mulher 2021

    https://youtu.be/jrUl6kSp-K8

    O Professor Levon Nascimento faz uma homenagem às mulheres e um chamamento à luta.

  • Parar é péssimo. Morrer, pior ainda. Unir para viver!

    É óbvio que as restrições da ONDA ROXA são péssimas para quem trabalha com empreendimentos de comércio, serviços e indústria. Tirando as grandes companhias e conglomerados empresariais, os prejuízos para os demais são enormes. Têm toda razão de estarem preocupados. Afinal, parados, como pagarão as contas?

    Daí a importância de todos realizarem esforços contra a disseminação do coronavírus, unidos, sem sabotagem, sem se deixarem levar por ideologias negacionistas ou pelo desmazelo para com a vida humana; usando máscara e álcool em gel, evitando aglomerações, e cumprindo todos os demais cuidados sanitários; pra gente sair logo dessa onda roxa e, lutando pela vacina para todos, voltarmos ao normal, ao trabalho, às escolas presenciais, às igrejas, à vida…

    Mas não podemos cair no conto do vigário e na embromação daqueles que, ao invés de ajudar a diminuir a contaminação e as mortes, ficam jogando para a plateia com frases do tipo “lockdown não!” ou “primeiro a economia”.

    Em um ano de contradições, o presidente não salvou nem 265 mil vidas perdidas para a Covid-19, nem a economia brasileira, que já estava caindo antes da pandemia, e que tombou ainda mais por conta das políticas neoliberais adotadas pelo ministro Paulo Guedes.

    Se o presidente, seguindo o exemplo de outros líderes mundiais de direita e de esquerda, independentemente da ideologia política, tivesse investido na ciência e na compra das vacinas com antecedência, talvez não estivéssemos ainda vivendo esta tragédia, que já dura desde março de 2020.

    Lutar pela vacina para todos deve ser o que nos une. Sem fake news, teorias da conspiração ou bobajadas de WhatsApp. O Brasil sempre foi campeão de vacinação e ninguém nunca teve problemas graves com outras vacinas. Por que só agora, quando a gente mais precisa, é que ficam colocando minhocas na cabeça do povo, inclusive abusando da religião para espalharem mentiras?

    Cientificamente, a vacina é o que há de comprovadamente mais eficiente contra o coronavírus. Defender a aprovação do auxílio emergencial para as pessoas em situação de desemprego também é necessário, para reaquecer a economia e, dessa forma, movimentar os empreendimentos e gerar mais empregos.

    Vamos obedecer à lei e às normas, para a gente sair logo desse sofrimento.

    Levon Nascimento

  • Balanço do circuito de lives do Professor Levon/2020. Em breve, a nova temporada

    Balanço do circuito de lives do Professor Levon/2020. Em breve, a nova temporada

    De junho a setembro de 2020, em meio ao isolamento social provocado pela Covid-19, o Professor Levon Nascimento, de Taiobeiras, realizou a primeira temporada do Circuito de Lives através de suas redes sociais.

    Foram vários os convidados e convidados, bem como os temas debatidos. A proposta se concentrou em levar ao público a oportunidade de poder ouvir sobre assuntos relevantes para a formação da pessoa humana, a construção de uma comunidade ativa e solidária e a reflexão sócio-política.

    Uma nova temporada do Circuito de Lives do Professor Levon, para 2021, está sendo preparada e estreará em breve.

  • Levon Nascimento: 20 anos de professor

    Levon Nascimento: 20 anos de professor

    Há 20 anos, eu retornava de Montes Claros muito jovem ainda, recém-graduado em Ciências Sociais pela Unimontes (bacharelado e licenciatura), e iniciava a vida profissional “mais séria” na educação formal.

    Educador popular eu já era, desde os 16 anos de idade, pelos diversos espaços de formação humana disponibilizados nas pastorais da juventude e do menor e nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), tanto em Taiobeiras como em Montes Claros. Mas, a partir daquele 1º de fevereiro de 2001, novo milênio, início do século XXI, tornava-me “Professor” nas redes estadual (pública) e particular. Trabalhador desde os 13, era meu primeiro emprego “de fato” a garantir uma remuneração razoável e que apontava para o futuro. Doce ilusão.

    Idealista, focado mais no pedagógico do que na burocracia do sistema, em grande medida ingênuo mesmo, típico da idade e da geração egressa do noventismo, eu começava uma carreira, cheio de sonhos e projetos.

    Hoje, passadas duas décadas, alguns milhares de alunos no currículo, mais maduro, seja no trato frio da realidade, nos choques normais da convivência social e profissional, calejado do contexto socioeconômico e político, sem a mesma ingenuidade e ativismo irrefletidos, permaneço firme no sonho (utópico e, por isso mesmo, cada vez mais transcendente) de contribuir historicamente para a construção de uma nova sociedade, do conhecimento engajado na manutenção da vida, de seres humanos responsáveis, livres, solidários e fraternos.

    Que venha o futuro! Graças sejam dadas a Deus pelo passado bem vivido! É na luta e na labuta do presente que a gente vive plenamente.