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  • A lei das terceirizações

    Os dois deputados federais mais votados em Taiobeiras no ano passado, Domingos Sávio (PSDB) e Zé Silva (SD) votaram a favor da nova lei das Terceirizações, que prejudica enormemente os trabalhadores brasileiros. O terceiro mais votado em Taiobeiras, Padre João (PT), votou contra, ficando do lado dos trabalhadores. Acompanhe seu deputado. Veja se ele está ao seu favor ou ao lado de interesses contrários ao seu. (9 de abril de 2015)

    Um servidor da Câmara, com vínculos com o Paulinho da “Farsa” do Solidariedade, aquele partido que não tem nada de solidário para com os trabalhadores, soltou uns ratos na sessão da CPI da Petrobrás. Aí, uns tolos, teleguiados pela Globo, comentam mais sobre isto, para atacar a Dilma e o PT, do que sobre a desastrosa aprovação da Lei das Terceirizações, pelos tucanos e fisiológicos, que pode lhes custar perca do emprego ou baixos salários. Ehhhh vida de gado! (10 de abril de 2015)

  • Direitos Humanos e Fascismo no Brasil

    Defender os direitos humanos e os básicos direitos dos animais são atitudes similares, que emanam dos mesmos sentimentos comuns de justiça, compaixão, misericórdia e solidariedade. Quem não é capaz de defender os animais, tampouco defenderá seres humanos. E vice e versa. (8 de abril de 2015)


    Brasileiro é mesmo muito manipulado pela mídia. Sai às ruas para pedir “Fora Dilma” porque a TV e as redes sociais mandam. Mas se cala quando seus próprios direitos podem ser retirados. O Congresso Nacional pode aprovar, nos próximos dias, o PL que permite a “Terceirização” do seu emprego. Mas, como a mídia não não disse nada, você nem sabe o que está acontecendo. E, como sempre, coloca a culpa na Dilma e no PT. É mais cômodo! (8 de abril de 2015)



    Há seres humanos que sentem prazer em ser cruéis. Temos muitos deles na política e na sociedade. Mas, graças a Deus, tanto nesta como naquela, há os que vivem a justiça, a compaixão, a solidariedade e o compromisso com a dignidade humana. (8 de abril de 2015)



  • Mediocridade e analfabetismo político em Taioeiras

    É incrível o quanto algumas pessoas se lançam na vanguarda do atraso!

    A mais nova dos “formuladores do Paço” é afirmar, pelas redes sociais, que o governo brasileiro é comunista, que o Brasil é comunista e – pasmem! – que a educação brasileira tem princípios comunistas. Merece um sonoro Kkkkkkkkkkkkkkk! Devem ter encontrado uma máquina do tempo e fizeram uma visita à triste e paranoica época da Guerra Fria, nos distantes anos 1960. Ou então, não têm vergonha de chegar ao fundo do poço do ridículo.

    Por enquanto, acham plateia, pois estão no poder local. Ficará difícil, no futuro, explicar aos filhos e aos netos como assumiram e defenderam posições tão obtusas, burras, mesquinhas e sem consistência real.

    Só restará dizer aos rebentos, com sorriso amarelo na boca, o seguinte: – “Filho, eu estava defendendo o leite virtuoso que jorra das tetas da viúva municipal! Sorry!”

    (7 de abril de 2015)

  • Reflexões pascais de 2015

    Engraçado! Quando o Papa Francisco fala mensagens reconfortantes, bonitinhas, quase de autoajuda, um monte de gente curte e compartilha. Já quando o mesmo pontífice prega pelo fim da pena de morte e contra a redução da maioridade penal, a maioria dos católicos ignora ou se cala. Seguir Jesus na entrada de Jerusalém, quando povo o recebeu com ramos de oliveira e gritos de “Hosana” é fácil. Quero ver carregar a cruz com ele, debaixo de chicotadas, na sexta-feira da paixão! (3 de abril de 2015)

    Segundo a imprensa e na boca dos que a seguem, o Brasil está passando por uma crise econômica violentíssima por culpa da Dilma. No entanto, a mesma imprensa dá a notícia de filas imensas na frente de lojas especializadas que vendem ovos de páscoa de chocolate. Alguns, de até R$ 500,00, já estão esgotados. Que crise é esta, meu povo?! (3 de abril de 2015)

    Tem um tipo de cristão que só lê o Levítico e o Deuteronômio: machista, misógino e intolerante. Recomendo uma ou várias leituras bem aprofundadas dos quatro Evangelhos, em especial das partes que tratam do Sermão da Montanha. Aprenda diretamente com Jesus sobre respeito às mulheres, tolerância com os diferentes e capacidade de acolhimento aos que são considerados “pecadores”. (3 de abril de 2015)

    Apesar de toda a tristeza do sábado santo, que pode ser comparada, em significado e em profundidade, às várias lamúrias e tempestades de nossa vida pessoal, social e coletiva, temos nos ouvidos e na memória a exortação de Jesus: “Não tenham medo”! Sabemos que, assim como o sábado triste deságua na alegria do domingo da Ressurreição Pascal do Cristo, também nossa luta por justiça, dignidade e igualdade se concluirá com a vitória do Reino Definitivo. É só mais um pouco… mais um pouco de tempo histórico… e logo… logo mesmo… vai raiar a Aurora da Páscoa (definitiva)! (4 de abril de 2015)

  • Reflexões: redução da maioridade penal e ditadura militar

    Sobre a redução da maioridade penal praticamente aprovada no Congresso: é mais fácil agir como Pôncio Pilatos, lavando as mãos, entregando o problema à polícia e às cadeias, do que como Jesus, ensinando, curando, perdoando, integrando e transformando vidas. Pense. (31 de março de 2015)

    Há 51 anos o Brasil derrubava a democracia e embarcava numa longa e sombria noite que durou 21 anos: o golpe civil-militar de 1964 e sua sanguinária ditadura. Hoje, infelizmente, ainda vemos loucos, aproveitando-se da democracia para pedir intervenção militar. É a história, antes tragédia, repetindo-se como farsa. Que Deus nos proteja da insanidade e da crueldade. (31 de março de 2015)

  • É possível fazer críticas ao governo Dilma, mas…

    É possível fazer críticas ao governo Dilma, ou a qualquer governo, pelo campo popular e pelo campo elitista. Este último representado através das manifestações que exalam ódio, dos que pedem intervenção militar e daqueles que, hipocritamente, enxergam a corrupção como algo restrito ao PT. Não me representam. Defendo a integridade do mandato da presidenta, mas sou crítico pela esquerda. Creio que as conquistas sociais dos últimos 12 anos estão em risco e que é urgente dar respostas ao campo popular. É óbvio que com Aécio seria a repetição do inferno neoliberal dos anos 1990, com um governo subserviente ao capital financeiro internacional. Porém, isto não dá direito a Dilma de se submeter a Joaquim Levy na integridade do seu pacote fiscal.

  • Tucanos taiobeirenses jogam na conta de Dilma a culpa do próprio fracasso

    Nos últimos doze anos, Taiobeiras viveu um surto de desenvolvimento. Construção civil, acesso facilitado a crédito para todas as áreas, carros novos invadiram ruas e praças, e obras, muitas obras, chegaram da parte dos governos Lula e Dilma. Rede e estação de tratamento de esgoto, pavimentação de ruas, UBS, PSF, reformas variadas, transporte escolar de qualidade, programas sociais, Território da Cidadania do Alto Rio Pardo, Escola Família Agrícola, unidade da UAB, etc, etc… Os governos municipais, tucanos, capitalizaram tudo isto como se fossem méritos próprios, numa grande operação de lavagem cerebral da massa. No máximo, citavam um tímido “recursos da União” para se referir ao maior aporte de recursos públicos que Taiobeiras já recebera em toda a sua história.

    Agora, com a crise batendo à porta da Prefeitura, seus apoiadores descaradamente invertem o discurso. Na boca deles, tudo o que falta e todos os problemas de Taiobeiras são culpa de Dilma ou do PT. Vamos sempre relembrar: se não fosse Lula, Dilma e o PT, e se dependesse dos tucanos que mandam na Prefeitura, Taiobeiras ainda seria conhecida como a cidade da “latinha”. “Lá tinha isso”, “lá tinha aquilo”, “lá tinha assim”, “lá tinha assado”!

  • O que há em comum entre a Revolução Francesa e o Brasil atual?

    Com a Revolução Francesa, o antigo regime de monarquia absolutista da França foi destituído e simbolicamente expurgado com a execução dos reis Luís XVI e Maria Antonieta. Veio o período napoleônico e os ideais revolucionários se impuseram. Ainda assim, com a derrota de Napoleão, ocorreu a restauração monárquica, parecendo que tudo tinha sido em vão. Mas durou pouco. A marcha do “novo” revolucionário terminou por se impor e uma nova e moderna França surgiu. O atraso absoluto fora para sempre sepultado. O momento atual brasileiro é similar, guardadas as devidas proporções históricas e ideológicas.

    Com Lula, a bastilha do elitismo foi derrubada. Não por acaso, FHC recebeu o título jocoso de “Maria Antonieta do Planalto”. Agora, as forças do atraso tentam uma “restauração de seus antigos privilégios de casta”. Mas não durará muito. A marcha da inclusão promovida pelos anos do PT à frente do governo federal se imporá e, mais cedo ou mais tarde, um novo Brasil, mais justo e fraterno, emergirá do meio deste “vale de lágrimas” no qual, ainda, “gememos e choramos”.

  • A hipocrisia dos que querem o impeachment de Dilma

    O que me deixa apreensivo neste processo que o Brasil está vivendo é a hipocrisia. Eles veem o quanto a vida dos mais pobres melhorou, ainda que não o suficiente. Mas veem. E é isto que os revolta. Querem derrubar a Presidenta Dilma não por causa da corrupção. Eles fingem que a corrupção é restrita a este governo e a este momento histórico. Sabem que ela é endêmica e que já foi muito maior quando não havia investigação e a grande mídia era conivente. Mas defendem os que mais corromperam e destruíram este país. Tempos tristes, tempos sombrios. Parece que estamos vivendo a repetição de nossos piores momentos: suicídio de Vargas, golpe de 1964, ascensão do fascismo e do nazismo. É o mal em sua forma mais grotesca. O egoísmo em estado bruto. A bestialidade encarnada. Porém travestida de boas intenções e patriotismo. Resta-nos, como disse Olga Benário certa vez, a esperança e o compromisso com “o justo, o bom e o melhor do mundo”.

  • Meu compromisso com o Brasil

    Para mim, em primeiro lugar, vem o compromisso com a Pátria brasileira. Pátria entendida como o conjunto de todo o nosso povo. Dentre esse todo, faço uma opção preferencial pelos mais fracos, os pobres, as mulheres vítimas de machismo e violência, as crianças, os jovens, os idosos, as minorias vítimas de preconceitos e exclusões seculares e históricas. Então, enquanto conhecedor de um pouco da história e de ciências sociais, fiz uma escolha consciente, racional, porém afetiva, de participar da luta através da militância política.

    Escolhi o PT como ferramenta desta luta, não como um fim em si mesmo ou como instrumento de fanatismo. Sei de suas falhas e defeitos. Sei de suas virtudes e valores. E entendo que estes últimos superam, ainda, os primeiros. Não é uma religião. É uma organização de luta humana (por isto mesmo, portadora de falhas), mas dotada de grande importância civilizatória para o Brasil. Tenho orgulho de fazer parte desta história, desta militância, destas conquistas sociais que garantiram mais soberania ao Brasil.

    Não tapei meus olhos. Sei dos problemas. Mas prefiro fazer críticas e agir pela esquerda. Da direita, em 500 anos, só recebemos invasão, escravidão, tortura, ditadura e ódio. Milito, mas não espalho o mal. Fico triste quando vejo pessoas, até estudadas, com nível superior, possuídas pelo espírito fanático do antipetismo, portando uma raiva visceral e destrutiva. Isto deve fazer muito mal à saúde psíquica destas criaturas. A elas, antipetistas viscerais, com o coração cheio de ódio, eu ofereço neste Dia 13, Dia de Luta, a minha compaixão, o meu respeito, o meu amor. E a outra face!

    Viva o Brasil! Viva o Povo Brasileiro! Viva, para sempre, a nossa história de luta!

  • Festa do ódio no dia 15 de março

    Babando de ódio, bradando contra os programas sociais que atendem aos mais pobres, ironizando nordestinos, atentando contra a história do Brasil, pisoteando o sangue dos mártires brasileiros, portando suásticas nazistas, sigmas integralistas e cartazes a favor do feminicídio, defendendo golpe de estado e intervenção militar, esfolando a democracia que, ironicamente, lhes permite tal ato de bestialidade, enforcando bonecos que mimetizam pessoas. Este é o retrato dos atos deste 15/03/2015. Sinto-me tão triste, não por estes movimentos que, apesar dos pesares, demonstram a vitalidade da nossa democracia. Fôssemos uma ditadura, estariam os líderes na cadeia, na tortura, no exílio ou mortos. E os demais enxotados por tropas de choque. Minha tristeza é por conta da decepção. Decepcionado estou com alguns amigos e colegas que se deixam incorporar deste espírito maligno e defendem estas barbaridades anti-civilizatórias. Foram desfiles dos piores pesadelos da alma humana. Sinceramente, não desejo que ninguém, um dia, seja vítima da monstruosidade que estão ajudando a semear.

  • O ato do dia 15 de março foi pacífico?

    Dizem que o ato do dia 15/03 foi pacífico, ordeiro, apartidário e contra a corrupção. Mas teve palavrões impublicáveis, ameaças de morte e porte de armas brancas, pedido de intervenção e de ditadura militar, insultos à democracia, intolerância de gênero, desfile de suásticas e sigmas (símbolos racistas e totalitários). E nenhuma palavra sobre escândalos de corrupção nos quais os políticos contrários ao PT estão envolvidos. E a grande mídia, cujos donos estão envolvidos no mega-escândalo mundial do banco HSBC, inflou o número de manifestantes, além de divulgar, exaustivamente, antes do acontecimento para que ele pudesse bombar.

    Ora, não se deixe manipular.

  • Triste sina das mulheres na política brasileira

    Triste sina das mulheres brasileiras na política. Em três exemplos:

    * Princesa Isabel: assinou a Lei Áurea, que acabou com a escravidão negra no Brasil. Ainda assim, era atacada por ser carola e perdeu a oportunidade de herdar o trono um ano depois de libertar os negros através do golpe militar que proclamou a República.


    * Dona Lia, ex-prefeita de Taiobeiras: fez uma administração que priorizou a saúde e a educação, como nunca antes na história do município. Ainda assim, foi vítima de difamação e maledicência. O candidato a prefeito apoiado por ela, para sua sucessão, ficou em último lugar na disputa.


    * Dilma Rousseff, 1ª presidenta do Brasil: foi torturada pela ditadura, foi ministra da Casa Civil, criou o Minha Casa Minha Vida, retirou o Brasil do mapa da fome e, em seu governo, o desemprego é o mais baixo da série histórica brasileira. Ainda assim, é vítima de uma implacável campanha de ódio e de manifestações golpistas que podem lhe custar o cargo conseguido na reeleição.


    É possível virar este jogo?

  • Artigo do Levon: Os que amam a democracia

    * Levon Nascimento

    No modelo de democracia que foi escolhido para o Brasil, o candidato que obtém a maioria dos votos é eleito. Na última eleição presidencial, Dilma Rousseff (PT) derrotou Aécio Neves (PSDB) em votação de 2º turno. Quem ganha governa, goste-se disso ou não. Quem perde, tem a obrigação cívica de fazer o contraponto e a oposição democrática. Qualquer coisa diferente disso é golpe ou crime.

    Mas o que se vê no Brasil neste início de 2015 é uma tentativa absurda de impedir que a candidata vitoriosa nas urnas possa exercer o direito de comandar o país. Do problema climático da falta de chuvas até a corrupção na Petrobrás, alega-se de tudo para conseguir o impedimento (ou “impeachment”) da mandatária-mor da Nação brasileira, ainda que ela não esteja na lista da Operação Lava-jato, organizada pelo Procurador Geral da República, enquanto até mesmo expoentes da oposição lá constam. Ninguém demonstra, efetivamente e com provas, qual crime teria cometido a primeira mulher Presidenta da República, que servisse de motivo para a cassação do mandato soberanamente conferido a ela pelo povo. Mas isto pouco importa aos que a querem expulsar do Planalto. Disso resulta a tese de que se trata de uma tentativa imoral de golpe de estado.

    Ninguém é obrigado a gostar de um governo. Nem mesmo quem nele votou. Os direitos à liberdade de expressão, à mudança de opinião ou mesmo o de fazer oposição estão garantidos em nossa Constituição Federal de 1988. Aliás, aqui se faz um parêntese para informar que a atual Constituição brasileira é fruto dos esforços de todos aqueles que lutaram contra os 21 anos de ditadura militar.

    Aquele regime ditatorial nasceu de outro golpe, o de 1º de abril de 1964. Ali, assim como hoje, as elites brasileiras, descontentes com os rumos nacionalistas e populares das políticas implantadas pelo Presidente João Goulart (PTB), tramaram e derrubaram um presidente democraticamente eleito pelo povo para por no lugar um governo autoritário, despótico, que censurou, torturou, retirou liberdades democráticas e acobertou a corrupção de seus aliados como nunca antes na história. Fez isto porque não foi incomodado, nem pela imprensa, muito menos pelo Judiciário ou por uma oposição de verdade. Todos os que levantaram a voz foram cassados, perseguidos, exilados, presos ou mortos. Uma das que muito bradou contra aquela ditadura foi a jovem estudante mineira Dilma Rousseff, hoje presidenta, mais uma vez vítima da insensatez de nossas classes abastadas. Vários dos que desejaram a queda de João Goulart e saíram às ruas pedindo a sua deposição, depois foram vítimas da ditadura que ajudaram a implantar. Que o mesmo não ocorra nos dias atuais.

    O que me deixa apreensivo neste processo que o Brasil está vivendo é a hipocrisia. Os que querem o “impeachment” de Dilma veem o quanto a vida dos mais pobres melhorou, mesmo que ainda não o suficiente e necessário. Mas veem. E, horrendamente, é isto que os revolta. Querem derrubar a Presidenta Dilma não por conta da corrupção. Eles fingem que a corrupção é restrita a este governo, ao PT ou a este momento histórico. Sabem que ela é endêmica, sempre existiu nas práticas empresariais e políticas, e que já foi muito maior quando não havia investigação e recebia a conivência da grande mídia. Mas insistem em defender os que mais corromperam e destruíram este país, as suas elites abjetas e racistas. Tempos tristes e sombrios os que vivemos. Parece que estamos assistindo à repetição de nossos piores momentos: o suicídio de Vargas, o golpe de 1964 e a ditadura dali resultante, a ascensão do fascismo e do nazismo, com sua propaganda de pureza e realidade de campos de concentração. É o mal em sua forma mais grotesca. O egoísmo em estado bruto. A bestialidade encarnada. Porém travestida de boas intenções e de patriotismo verde-amarelo. Resta-nos, como disse Olga Benário certa vez, a esperança e o compromisso com “o justo, o bom e o melhor do mundo”.

    Neste momento, quem ama a democracia de coração, independentemente de partido ou de gostar ou não do atual governo, defenderá a integridade do mandato da Presidenta Dilma Rousseff, em favor da boa manutenção das instituições do Estado e do bem estar do Povo brasileiro.

    * Levon Nascimento é professor de História e sociólogo.

  • Sobre o retorno da violência em Taiobeiras

    Algumas reflexões rápidas sobre o retorno da violência, em meados de fevereiro de 2015, em Taiobeiras:

    O assassinato de um jovem em plena luz do dia – mais um em Taiobeiras – já é um horror. Ainda mais aterrorizante é ver nas fotos que havia em torno do agonizante uma plateia apática, curiosa, de celular em punho, composta majoritariamente por crianças e adolescentes. Em suas cabecinhas, ainda por se preencher de moral e ética, tudo aquilo “é comum”, ” normal” e “banal”. Qual futuro estamos construindo?
    21 de fevereiro de 2015

    No meu entender, esta mortalidade toda (de jovens, principalmente) está ligada ao funcionamento do capitalismo, que a todo momento estimula a competição, o consumismo e a agressividade, transformando as pessoas em meros objetos descartáveis ou em alvos sem rosto (como nos games virtuais). Nossos jovens, em especial os mais pobres e vulneráveis, foram os mais atingidos por este vírus letal (o desejo irrefreável de possuir) e precisam de libertação. Como disse Jesus: “não se deve por remendo de pano novo em roupa velha”. Assim, creio que a revolução, que mude os paradigmas da sociedade, nunca se fez tão necessária. Do contrário, serão sempre reformas, ineficazes.
    21 de fevereiro de 2015.

  • As reflexões de hoje (VIII)

    Mais um conjunto de frases que escrevi nas últimas semanas, acerca de diversos temas, em meu perfil na rede social Facebook.

    Ricaços que odeiam o PT por ter tirado milhões de brasileiros da miséria e que defendem o impeachment da Dilma são pegos com a “boca na botija” na lista dos bilhões de euros desviados para contas no HSBC na Suíça e isto não é notícia na Globo. Será por quê? Cadê os indignados com a corrupção? Ah, na verdade estão indignados com o pouco que os mais fracos recebem! Por isto desconfio de suas “boas intenções”.
    20 de fevereiro de 2015

    Delação premiada: um bandido confesso acusa “Deus e todo mundo”, com ou sem provas, e se livra de uma pena adequada ao crime que cometeu. Triste é ver tanta “gente de bem” aplaudindo em êxtase esta excrescência.
    20 de fevereiro de 2015

    Nem sempre é preciso ser óbvio para ser compreendido. Muitas vezes, é preciso calar. Noutras, bradar a plenos pulmões. E isto não é autoajuda. Trata-se de constatação, tão somente.
    17 de fevereiro de 2015

    Os momentos de crise ou de contestação são essenciais para a revisão de vida e o fortalecimento dos valores e convicções. Eles são inerentes ao processo histórico. Enriquecem e propiciam transformações. Não se deve temê-los. Pelo contrário, é necessário aprender com eles, enfrentá-los e continuar lutando.
    8 de fevereiro de 2015

    Seguir a manada é fácil. Difícil é ser você mesmo, defender uma causa, nadar contra a correnteza e não se entregar à canalhice da ganância.
    8 de fevereiro de 2015

    É um erro estratégico da direita querer humilhar o eleitorado petista. Trata-se da única militância ideológica de peso no país. E faz a diferença quando se sente confrontada. Um exemplo foi o 2º turno de 2014.
    7 de fevereiro de 2015

    Quando vejo pessoas criticando quem votou em Dilma, sinto pena da capacidade de discernimento delas. Por mais dificuldades que venha a ter o governo Dilma, ainda assim é infinitamente superior, em qualidade política e social, ao que poderia ser um governo com “choque de (indi)gestão” comandado pelo “playboy” das Alterosas.
    7 de fevereiro de 2015

    O critério da grande mídia é imputar culpas ao PT, não importando se é verdade ou não.
    7 de fevereiro de 2015

    Quando a oposição do país, apoiada pelo cartel midiático, abandona o interesse público e não faz o justo contraponto político, apostando na derrubada do governo eleito pela maioria, é sinal de que tempos sombrios e violentos se aproximam. Que a oposição ganhe nas urnas e não pelo vil golpismo.
    7 de fevereiro de 2015

    Vamos por o dedo na ferida. Um dos responsáveis pela crise da falta de água é o plantio “sem limites” de Eucalipto. Enfim, não é “culpa de São Pedro”, mas da ganância dos seres humanos.
    3 de fevereiro de 2015

  • Lideranças geraizeiras sofrem atentado em Fruta de Leite (MG)

    Imagens dão a dimensão da violência

    * Do perfil no Facebook de Jorge Farinha

    Enquanto a maioria do povo Brasileiro estava distraída com o Carnaval, lideranças Geraizeiras de Fruta de Leite, no norte de Minas Gerais, sofriam atentados por sua luta em defesa de seus territórios tradicionais e contra a grilagem de terras do Estado.

    Causa forte indignação a forma bárbara e covarde como duas fortes lideranças do Movimento Geraizeiro foram atacadas neste fim de semana (14 e 15 de Fevereiro) no povoado Martinópolis, município de Fruta de Leite, ao que tudo indica a mando de grileiros de terras públicas.

    Alceu Batista Franco, de 42 anos, foi atacado por dois homens que o seguiam de moto, quando na noite de 14 de Fevereiro se deslocava da casa de seu pai para a sua residência. Ele também pilotava uma moto e os agressores se aproximaram dele, desferindo-lhe golpes com barra de ferro nas suas costas. Com a agressão, Alceu perdeu o controle e caiu da moto, mas antes que os dois o alcançassem de novo, conseguiu fugir pelo meio do mato, despistando assim os agressores e salvando a sua vida. Alceu afirmou que “faz mais de um mês que eles me vêm ameaçando e provocando”, procurando o confronto do qual ele tem fugido.

    Já Valdivina Dias Batista, de 62 anos, trabalhadora rural e forte liderança sindical e do Movimento Geraizeiro, popularmente conhecida na região por D. Vina, encontrou a sua casa completamente destruída pelo fogo depois de voltar da missa, no final da manhã de Domingo de 15 de Fevereiro. O incêndio destruiu praticamente toda a casa, deixando a vítima e sua família apenas com a roupa do corpo. Os covardes agressores, até agora não identificados, retiraram a gasolina do carro que estava estacionado num alpendre ao lado da residência, e espalharam por todo o imóvel, fazendo com que nada do interior da casa fosse poupado, com exceção da cozinha, que é a partir de onde D. Vina, seu esposo José Batista Nascimento, 67 anos, e seu filho Gildavo Dias Nascimento, 30 anos, irão reconstruir suas vidas.

    Para Orlando Santos, uma das principais lideranças do movimento e que reside na zona rural do município de Novorizonte, não existem duvidas quanto à motivação dos crimes. “Desde 2011, que foi quando organizamos o movimento e começamos a lutar contra a grilagem das terras devolutas, em defesa do nosso território tradicional e preservação do cerrado e as suas nascentes, que temos vindo a sofrer constantes ataques e ameaças. A nossa atuação está mexendo com interesses muito poderosos”, afirmou. Ele mesmo tem sido constantemente ameaçado e, inclusive, já sofreu com falsa denúncia de que possuía em sua casa forte armamento, que culminou com um pedido de busca e apreensão em sua residência. “A polícia chegou de madruga em grande aparato. Eu não estava em casa. Eles entraram vasculhando tudo, não respeitando a minha mulher e a minha filha. Obviamente que não encontraram nada, mas levaram a minha filha presa por desacato à autoridade, porque ela se indignou contra aquela brutalidade e injustiça. É muito humilhante e revoltante você, que é homem de bem, ver a sua filha de dezoito anos ser presa naquelas condições. Ainda mais que eles revistaram a minha filha sem ter nenhum agente feminino presente. É muito revoltante”, disse.

    Os assessores jurídicos do movimento, André Alves de Souza e Marcos de Souza, fazem questão de realçar que “os atentados têm relação com a luta das comunidades tradicionais geraizeiras que estão se organizando para retomar seus territórios tradicionais que, em grande parte, incidem sobre terras pertencentes ao Estado de Minas Gerais que foram arrendadas a empresas de plantio de eucalipto, nas décadas de 1970 e 1980 por períodos de aproximadamente 23 anos, cujas promessas de desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida do povo do lugar não se concretizaram, ao contrário, pioraram. Esses contratos já venceram e essas terras vêm sendo objeto de grilagem e venda a empresas e particulares. O que as comunidades locais reivindicam é a restauração dos ambientes degradados pela monocultura do eucalipto, a recuperação dos territórios pelas comunidades tradicionais para a produção agroecológica e conservação ambiental, geração de trabalho e renda, sobretudo para os jovens”, afirmaram.

    Relativamente aos crimes deste final de semana, as suspeitas dos integrantes do movimento recaem sobre um poderoso proprietário da região, que ao ver a retomada das terras que ele mesmo grilou e vendeu para poderosa empresa agro-florestal (da qual ele também era funcionário), afirma agora que lhe pertencem e as tenta grilar de novo.

    Já D. Vina, que viu toda a luta de uma vida virar cinza, afirma que “sou geraizeira, resistente e forte como o Cerrado e irei reconstruir tudo de novo. Só ficou a cozinha, mas é nela que iremos viver e, com Fé em Deus, continuaremos a nossa luta”. Entretanto os integrantes do movimento já auxiliam na reconstrução da casa da companheira.

    As autoridades, que já efetuaram perícias em relação aos dois casos e não têm duvida da origem criminosa do incêndio na casa da D. Vina, estão efetuando diligências para encontrarem os responsáveis pelos crimes.

  • "Eu vim para servir" é o lema da Campanha da Fraternidade 2015

    Começa nesta Quarta-feira de Cinzas um precioso tempo que Deus nos dá para a mudança de vida, a conversão e o serviço aos que sofrem: a Quaresma. Junto com ela, a Campanha da Fraternidade. Como cristãos, busquemos, a exemplo de Cristo, ficar do lado “dos órfãos e das viúvas” (os mais pobres e excluídos em sentido amplo).

    O tema da Campanha da Fraternidade de 2015 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) é “Fraternidade: Igreja e Sociedade”. Já o lema, baseado no Evangelho de São Marcos, capítulo 10, versículo 45, é “Eu vim para servir”.

  • Vestígios da Coluna Prestes em Condeúba, Bahia

    Acima, o Paço Municipal de Condeúba (Bahia). Na imagem inferior,
    a frase supostamente pintada por Siqueira Campos, durante a passagem
    da Coluna Prestes por aquele município, no interior do paço.

    Olhem a preciosidade!

    A foto de cima, eu que tirei em fevereiro de 2011. É o Paço Municipal de Condeúba (Bahia), antiga sede da Prefeitura, atualmente a Secretaria de Cultura daquela cidade. A foto na parte inferior me foi enviada pela equipe do site ddez.com.br, também de Condeúba. Trata-se de uma frase escrita por um dos membros da Coluna Prestes (os famosos “revoltosos” da memória popular do Sudoeste da Bahia e do Norte de Minas) numa das paredes internas do referido Paço Municipal, provavelmente em 15 de abril de 1926, 11 dias antes da Coluna chegar a Taiobeiras/MG (26 de abril de 1926).

    Siqueira Campos


    De acordo com um documentário publicado no site Guajeru On Line, a “pichação” no interior do Paço Municipal de Condeúba é atribuída ao militar, militante do tenentismo, Antônio de Siqueira Campos: De acordo estudo feito por Souza[74], uma testemunha presencial confirma que as pichações foram feitas por Siqueira Campos com uma escova de dente embebida em tinha verde. A frase da primeira pichação, segundo o estudioso, é de autoria do escritor francês Taine, sendo que a tradução para o Português foi feita pelo baiano Rui Barbosa. Daí, a autoria designada para “TAINE Ruy”. Provavelmente, Siqueira Campos escreveu de memória, sem ter sob os olhos o texto original, isso pode explicar o equivoco no emprego da palavra ferragem ao invés de farragem[75], como está na tradução de Rui Barbosa”.

    Estou produzindo um capítulo para o livro “Os Mil Tons da História”, do poeta e amigo salinense Milton Santiago. Nesta obra, pretendemos abordar a passagem da Coluna pelos nossos sertões, além de vários outros temas relacionados à nossa história, buscando dar novos olhares e tratamentos, valorizando a visão, a narrativa e o saber do povo.

  • A vassoura

    * Maria Clara Sena e Nascimento

    Oi! Eu sou uma vassoura. Minha dona não sabe, mas eu sou alérgica a pó. Sempre que sou usada para varrer o quintal, de tanto espirrar, amanheço caída no chão.

    A filha da dona me acha legal. Não sei qual é a dela, mas monta em minhas costas e fala para eu voar.

    Minha única amiga é uma pazinha que sofre mais do que eu. A cachorra da minha dona faz as necessidades na grama. Ela, com nojo de pegar com a mão, apanha a pazinha e vai catar..

    Sempre fico trancada em casa. Meu sonho é sair e namorar um rodo bonito e gentil. Tem vezes que quero desaparecer, mas não sei ao certo se existe magia. Então, estou esperando o dia da minha liberdade chegar.

    * Maria Clara Sena e Nascimento é aluna do 6º ano do Ensino Fundamental, filha do editor deste Blog e escreveu este texto para a aula de Redação.