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  • Taiobeiras: Financiamento coletivo de campanha

    Taiobeiras: Financiamento coletivo de campanha

    COMO DOAR?
    Acesse: https://professor-levon.financie.de


    Sou Levon Nascimento (Professor Levon), Pré-Candidato a Prefeito de Taiobeiras pelo Partido dos Trabalhadores. Se a convenção partidária, na data correta, vier a confirmar meu nome para essa disputa eleitoral, farei a campanha com poucos recursos, primeiramente porque é o correto e, em seguida, justamente para dar maior significado à democracia. Se você quiser contribuir com esse processo, faça sua doação para o FINANCIAMENTO COLETIVO DE CAMPANHA, tudo em conformidade com a Lei Eleitoral brasileira.


    O QUE É FINANCIAMENTO COLETIVO?
    Uma das formas mais honestas de se financiar as campanhas políticas e fortalecer a democracia, impedindo o uso ilegal de recursos públicos e a interferência poder econômico nas decisões do povo, é o FINANCIAMENTO COLETIVO de campanhas eleitorais.


    De acordo com a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), os pretensos concorrentes podem contratar as empresas de financiamento coletivo que estejam cadastradas na Justiça Eleitoral. A lista de instituições credenciadas pode ser consultada no Portal do TSE.


    Os recursos arrecadados na fase de pré-campanha somente serão disponibilizados ao candidato após o seu registro de candidatura na Justiça Eleitoral, a obtenção do CNPJ da campanha e a abertura de conta bancária específica.


    Na hipótese de o pré-candidato não solicitar o seu registro de candidatura, as doações recebidas durante o período de pré-campanha devem ser devolvidas pela empresa arrecadadora diretamente aos respectivos doadores.

  • Live em Taiobeiras: As lutas das mulheres

    Live em Taiobeiras: As lutas das mulheres

    Na data de 25 de junho de 2020, “As lutas das mulheres”, com muitas experiências e conteúdo, foram os temas do Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento.

    Mônica Alves Costa, pedagoga, psicopedagoga e assistente social; Maria Vilma Silva Rocha, professora de Língua Portuguesa e Literatura; e Rosana Santos, professora doutora em História Social, foram as convidadas.

    Deste circuito, foi a live com maioria de comentário altamente bem fundamentados. Mulheres e homens no combate ao machismo.

  • Live em Taiobeiras: Espiritualidade sã numa época insana

    Live em Taiobeiras: Espiritualidade sã numa época insana

    Em 22 de junho de 2020, Sônia Gomes Oliveira, presidenta do Conselho Nacional do Laicato, e o jesuíta Padre Tardin, ambos residentes em Montes Claros (MG), foram os convidados para o Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento, que debateu sobre “Espiritualidade Libertadora”, na perspectiva da Teologia da Libertação.

  • Live em Taiobeiras: Pessoas LGBTQIA+ e combate à homofobia

    Live em Taiobeiras: Pessoas LGBTQIA+ e combate à homofobia

    15 de junho de 2020 foi um dia histórico para Taiobeiras.

    Nessa data, dentro da programação do Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento, ocorreu a primeira live que discutiu abertamente, de forma conceitual e argumentativa, a temática sobre os direitos das pessoas LGBTQIA+ e o combate à homofobia.

    Os convidados do Professor Levon Nascimento foram os seguintes: Hiago Silva, jovem empreendedor e transexual; Felipe Cortez Grimaldy Aragão, cineasta, dramaturgo e multi-artista; e Uênio Thuary, ator, humorista.

    A live teve audiência recorde e mobilização intensa nas redes sociais.

  • Santos Juninos: nascimento de São João Batista

    Santos Juninos: nascimento de São João Batista

    O mês de junho, apesar da pandemia do coronavírus, é o tempo especial que a cultura popular sertaneja do Brasil reserva aos festejos dos populares Santo Antônio, São João e São Pedro; aí incluído junto com o dono das chaves dos céus, também o apóstolo São Paulo.

    24 de junho é reservado à celebração do nascimento de São João Batista, o mais vistoso dos santos juninos.

  • Combate à homofobia em Taiobeiras

    Combate à homofobia em Taiobeiras

    Na noite de 15 de junho de 2020, o professor Levon Nascimento levou ao ar o segundo episódio de um Circuito de Lives sobre temas da atualidade.

    O assunto abordado foi “Pessoas LGBTQIA+ e o combate à homofobia”.

    Uênio Thuary, artista e comediante, Felipe Cortez, cineasta independente e ator, e Hiago Silva, empreender, foram os convidados. Apresentaram suas histórias de vida, narraram as dificuldades de serem pessoas LGBT e pontuaram sobre a luta dessa parcela da população no município de Taiobeiras.

    A live teve audiência histórica e muitos comentários receptivos e encorajadores sobre o tema do debate.

    Em seu perfil no Facebook, Levon Nascimento afirmou: “O segundo episódio do nosso Circuito de Lives, desta vez tratando sobre pessoas LGBTQIA+ e combate à homofobia, foi um sucesso! Agradecimentos aos meus convidados Uenio Thuary, Felipe Cortez e Hiago Silva; e a todos que acompanharam. A live se encontra salva meu perfil @levon.nascimento, no Facebook”.

  • Circuito de lives do professor Levon Nascimento

    Circuito de lives do professor Levon Nascimento

    No contexto da pandemia do coronavírus, em que as interações presenciais foram suprimidas pelas medidas sanitárias de distanciamento social, o professor Levon Nascimento, de Taiobeiras, iniciou neste mês de junho o seu Circuito de Lives sobre temas relevantes para a sociedade.

    Entre os assuntos debatidos estão o racismo estrutural no Brasil, homofobia e resistências das pessoas LGBTQIA+, políticas públicas e outros.

    O primeiro episódio ocorreu em 09 de junho de 2020 e contou com a participação de Rubens Alves da Silva, doutor em Antropologia Social pela USP e professor da Escola de Ciências da Informação da UFMG, debatendo o tema “Em tempos de pandemia: ‘vidas de negra(os) importam!(?)”.

    As lives são transmitidas pelo perfil levon.nascimento, no Facebook, em datas previamente divulgadas nas redes sociais, sempre das 19h30min às 20h30min.

  • Artigo do Levon: Coronavírus em Taiobeiras: é daqui pra frente

    Artigo do Levon: Coronavírus em Taiobeiras: é daqui pra frente

    Vamos parar com essa história de que quem trouxe o coronavírus foi o pessoal que veio de São Paulo.

    Chega de transferir culpa! O vírus vem em seres humanos, como você e eu, paulistas, mineiros, etc.

    Pode ser que tenha vindo de alguém que chegou de São Paulo, lá no início, ou não. Não estamos isolados no mundo.

    Não nos esqueçamos de que houve um liberou geral no Alto Rio Pardo.

    Em Salinas, teve até carreata da morte exigindo abertura imediata do comércio.

    Em Taiobeiras, quem defende o #fiqueemcasa é chamado de vagabundo nas redes sociais.

    Bares abertos, alguns deles desrespeitando os decretos municipais quanto aos cuidados básicos, gente sem máscara e perambulando sem necessidade.

    Outros duvidaram de que o vírus existia ou falaram besteiras nas redes, como a de que os caixões com mortos eram invenção da Globo e estavam vazios.

    Ouvi coisas que me deixaram até com dúvidas sobre se é fato a tal inteligência humana.

    Seguiram o exemplo ruim vindo de Brasília; este sim, um vírus que caminhou mais rápido.

    Penso que o coronavírus estava aqui entre nós no Alto Rio Pardo há mais tempo, assintomático ou nas síndromes gripais inespecíficas.

    Digo que penso, evidentemente por que não tenho certezas, daí não afirmo categoricamente e nem acuso pessoas. Faltaram testes em massa, aqui e no país inteiro, isso é fato. A política de saúde ficou às escuras sem os testes.

    Quem se descuidou e ignorou as recomendações sanitárias pode ter sido o contaminado assintomático que transmitiu a outros, ou não. Mas isso não importa mais.

    Agora, é hora de tomar todas as medidas para impedir novas contaminações.

    É daqui pra frente, sem ódio, com zelo pela vida humana, que devemos partir.

  • Resenha sobre o livro “Vidas Interrompidas”, de Levon Nascimento, pelo jornalista João Renato Diniz Pinto

    Resenha sobre o livro “Vidas Interrompidas”, de Levon Nascimento, pelo jornalista João Renato Diniz Pinto

    Prezado Levon,

    A primeira vez que ouvi a palavra Taiobeiras foi no segundo grau quando estudava no Colégio Padrão/Pitágoras nos idos de 1995, 1996 e 1997. Fui colega de Nikolas, sobrinho da professora de Português, Rosane Bastos, um dos negros da turma. Cruzeirense e muito inteligente. Depois só retornaria a ter contato com Taiobeiras e o Alto Rio Pardo de Minas pelo blog (diário virtual) do sociólogo Levon Nascimento nos idos de 2003 e pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

    O professor da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves retirou a conjunção “de” do nome. Na minha opinião, o “de” representa a linguagem da população norte-mineira e sua generalidade. O “do” ou o “da” é mais específico. Em fevereiro de 2007, voltei a ter contato com Taiobeiras na posse do padre diocesano, negro e baiano Inivaldo Fernando de Lima na Paróquia São Sebastião. Dom Geraldo Majela de Castro passava o comando da Arquidiocese de Montes Claros a dom José Alberto Moura.

    Padre Fernandes substituiria os franciscanos brancos da Ordem dos Frades Menores (OFM). Levon Nascimento também é baiano: de Cordeiros. É importante lembrar que, quando os jesuítas começaram a fazer trabalho de inculturação dos indígenas, foram sumariamente expulsos pela Coroa Portuguesa. Os escolhidos para substituí-los: os franciscanos com o seu carisma pacificador. É muito emblemática a escolha pelo Espírito Santo, em 2013, de um papa, argentino, branco e jesuíta com o nome de Francisco para o Vaticano. O superior dos jesuítas era chamado de papa negro e foi forçado a fazer silêncio obsequioso durante as ditaduras ocidentais do século XX. A recomendação foi do monarca, o papa João Paulo II (1978-2005), que orientava a apenas criticar o socialismo no Leste Europeu. A fonte é o livro “Sua Santidade João Paulo II e a história oculta de nosso tempo”, de Carl Bernstein e Marco Politi, Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 1996. Consegui um exemplar pela internet em um sebo da capital fluminense. Custou R$ 5 mais correios.

    Ganhei na última quarta-feira (21/05/2020) o livro “Vidas Interrompidas: Juventude, Violência e Políticas Públicas em Taiobeiras – Minas Gerais”, dissertação de mestrado de Levon Nascimento publicada em livro pela Editora Autografia, Rio de Janeiro, 2018. Ele mesmo deixou o livro como presente na caixa de correios da minha casa. Já na página 17, a obra traz o alerta destes tempos pós-modernos. “Com características de execuções sumárias, os homicídios, mortes súbitas por serem jovens transbordantes de vitalidade, ainda que em muitos casos jurados a fenecer pelas pendências do tráfico, e as marcas de crueldade estampadas nas vítimas, acirram no senso comum as percepções de uma guerra social e de que as famílias sofrem punição por terem falhado na educação da prole. Involuntariamente, revelam um processo de individualização e privatização da tragédia, o qual exime a esfera pública de responsabilização perante a opinião da sociedade. São vidas humanas, juvenis, pobres e mestiças que se perdem violentamente”.

    Em tempos de coronavírus, destaca-se a decisão presidencial verde e amarela de liberar o uso de cloroquina para a cura dos pacientes, mas cabe ao próprio paciente optar por fazer uso do medicamento, mesmo este entubado e com ventiladores e respiradores por todos os lados. Influenciada pelo capitalismo, a medicina se aburguesou, transferiu responsabilidades e particularizou a saúde do paciente. Nada que o Direito seja contra. O governo não libera o uso da morfina em hospitais para amenizar as dores intermináveis dos doentes graves. Porém, deixa ao deusdará a cocaína branca ser mercantilizada a torto e a direito pelos 27 estados da federação. Nenhuma lei ou imposto para coibir a sua circulação.

    Enquanto isso, a maconha é condenada. A música “Faroeste Caboclo”, de nove minutos, escrita por Renato Russo e agora transformada em filme, revela muito da disputa comercial entre a maconha pobre, negra e boliviana e a cocaína rica, branca, policial e política da classe média alta. Vale ressaltar também o branqueamento provocado pela Coroa Portuguesa no Brasil. A mistura de raças foi proposta do governo monárquico para pacificar e acalmar os selvagens aqui encontrados (índios) e os trabalhadores manuais trazidos forçadamente da África (negros).

    À página 321 do livro “Lima Barreto: Triste Visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz, Companhia das Letras, São Paulo, 2017, reproduz-se o manuscrito do psiquiatra Juliano Moreira a respeito da divisão racial no país. Branco com caboclo é mameluco. Branco com negro é mulato, recordando que a origem preconceituosa da palavra mulato vem de mulo, estéril, fruto da relação sexual animal irracional do mulo com a égua, o que daria mais proeminência, masculinidade e força ao descendente.

    Caboclo com negro é cafuso. Branco com mameluco, mulato, cafuso, caboclo (interrogação) origina o pardo. Mameluco com cafuso dá caibra (interrogação). Caibra ainda é resultado do cruzamento com caboclo, mameluco, mulato e negro. Levon Nascimento me presenteou com o seu livro na quarta-feira (21/05) ao deixar um exemplar na caixa de correios da casa onde moro. Não sei se ele reparou, mas na altura do número 598 da Rua Doutor Veloso, Centro de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, há colada uma placa com o nome da negra Marielle Franco e do branco Anderson Gomes, brutalmente assassinados em 14 de março de 2018, aniversário de morte de Karl Heinrich Marx. Tentei, em protesto, colocar a placa de rua na esquina onde fica a sinalização. Mas uma viatura da polícia militar foi chamada e obrigou-me a retirar a placa do lugar, alegando que aquilo ali é patrimônio público. As letras da placa de rua entre as ruas Dr. Veloso e Dom Pedro II estão desaparecendo. Pedestres e motoristas têm dificuldades de visualização ou visão. De próprio punho, eu mesmo escrevi em um papel comum o nome da Rua Dr. Veloso, CEP e sua história e improvisei no local. Nenhuma viatura veio à minha procura.

    No mesmo dia em que adquiri a obra literária sobre Afonso Henriques de Lima Barreto (13/05/1881-01/11/1922), no início de janeiro de 2020, na Livraria Leitura do Shopping Cidade de Belo Horizonte, encontrei o livro “Quarenta anos de sertão”, de Mauro Moreira, Editora Itatiaia Limitada, Coleção Buriti, 1976, a preço popular: R$ 5. À página 55, na crônica “Cheio de direito e coberto de razão”, o autor escreve. “Como, nos grandes centros, fazem conceito errôneo do sertanejo! Principalmente do fazendeiro que vive no interior, na dura labuta de suas fazendas. Pintam-no, geralmente, como um ferrabrás, hostil, sempre pronto, por qualquer dá cá aquela palha, a mandar espancar ou matar seus semelhantes. Nada mais errado! A verdade é que o sertanejo é o homem esquecido dos poderes públicos, o sacrificado, o só lembrado na hora de pagar os mais pesados tributos ao fisco, e tem sempre em seu encalço uma multidão de fiscais do erário à cata de um primeiro engano para aplicar-lhe as mais inexoráveis multas”.

    O capitalismo transformou a roça em cidade e a maconha em cocaína. O índio hoje corre artificialmente atrás de auxílio emergencial. Antes corria natural e saudavelmente atrás da caça e da pesca. O sertanejo se metamorfoseou em empreendedor ou latifundiário explorado pelo agronegócio. Como gosta de ensinar a assistente social Sônia Gomes de Oliveira, a negra Sônia Gomes de Oliveira, as veredas agora são urbanas. E a violência se especializa e privatiza a vida humana capitalizada pela especulação financeira de créditos rápidos. Comecei a ler o livro agora. Muito bom! Darcy Ribeiro e o Povo Brasileiro estão orgulhosos de você. Obrigado!

    Saudações,

    João Renato Diniz Pinto; jornalista montes-clarense.
    Sábado, 23 de maio de 2020.

  • Artigo: Taiobeiras e o bolsonarismo suicida

    Artigo: Taiobeiras e o bolsonarismo suicida

    Entre o 1º e o 2º turno da eleição presidencial de 2018, dialoguei com importantes lideranças da oposição e da situação em Taiobeiras sobre o risco de seu apoio a Bolsonaro.

    Argumentei sobre o fascismo, o culto à morte e a falta de projeto de Nação do então candidato.

    Lembrei-lhes que tínhamos à disposição um intelectual refinado como opção, Fernando Haddad, alguém que no Ministério da Educação dobrou o número de estudantes universitários brasileiros e incluiu, pela primeira vez, milhões de brasileiros de origem pobre ao ensino superior.

    Eles deram de ombros aos meus alertas. Preferiram seguir a manada e conduziram o eleitorado ao matadouro.

    O resultado é que Taiobeiras, já historicamente conservadora, foi uma das campeãs de votos para o neonazismo à brasileira no Norte de Minas, mergulhando de cabeça na imbecilidade e na brutalidade bolsonaristas.

    No futuro, as gerações taiobeirenses esclarecidas sentirão vergonha desse período de tragédia e obscurantismo, assim como os alemães se ressentem da era hitleriana.

    E essas lideranças serão lembradas negativamente pelo seu colaboracionismo com o mal encarnado na presidência brasileira.

    Não haverá perdão histórico.

  • Artigo do Levon: “E daí?”

    Artigo do Levon: “E daí?”

    Escrito em 29 de abril de 2020.

    A resposta do momento é uma pergunta: e daí?

    Diante do número recorde de mortes por coronavírus no Brasil, mais de cinco mil, ultrapassando até a China, o chefe da Nação respondeu: – “E daí?”

    Ele deu a senha para que a gente também faça o mesmo quando fica sabendo:

    1. Que milhares de mulheres são mortas por seus companheiros que ainda acreditam que elas são objetos que lhes pertencem. E daí?
    2. Que as principais vítimas de homicídio no país são os jovens pobres e negros, das periferias, descendentes dos antigos escravos de origem africana. E daí?
    3. Que o desemprego retirou os sonhos de milhões de pessoas, jogando-as no desespero e na precarização dos direitos. E daí?
    4. Que os recursos naturais como a água, as florestas e os minerais são explorados da pior maneira possível, destruindo o ambiente e o clima, envenenando o futuro do país e do mundo. E daí?
    5. Que além das mortes de coronavírus, já tão alarmantes, continuamos a morrer de dengue, de sarampo, de malária, de fome, de depressão e suicídio, de indiferença e por desprezo social. E daí?
    6. Que a tortura e os abusos do Estado sobre a vida dos trabalhadores e das trabalhadoras mata todo dia o sonho democrático e nos reduz indivíduos cínicos, consumidores como lagartas, competidores como galos em rinhas. E daí?

    O chefe da Nação sintetizou nossa miséria de civilização.

    Ele não ama seu próprio povo. Aliás, nem o próprio povo ama a si mesmo.

    Em qual Deus acima de todos nós acreditamos: O Deus da vida ou o “deus” da morte?

    O que será de nós? E quem se importa? E daí?

  • Artigo do Levon: A morte na psiquê

    Artigo do Levon: A morte na psiquê

    Escrito em 28 de abril de 2020.

    Na condição de professor de História, sempre ensinei aos meus alunos que a morte era um elemento presente nas artes e no ideário medieval do século XIV, quando ocorreu a grande epidemia da peste bubônica na Europa, ou peste negra, quando uma em cada três pessoas do velho continente morreu da doença.

    Pinturas, livros, sermões e afrescos da época expõem sem cerimônia cadáveres, mortalhas e cores mórbidas.Meus alunos se assustavam. Eu também considerava aquilo um triste ponto fora da curva.

    Pois não é que agora me apanho escrevendo quase que cotidianamente sobre a morte?! Seja para alertar sobre os riscos do coronavírus ou para repudiar as ações genocidas do desgoverno brasileiro; também em minha literatura, inclusive nos poemas compostos para meu novo livro, Acepção.

    Sim, surpreendi-me com a temática que dominou minha psiquê.

    Percebi que a História é cíclica, recorrente e espiral, não evolutiva ou linear, como eu inadvertidamente acreditava.

    Há muito mais do que nos une com as almas da Idade Média, assombradas pela ignorância e superstição, do que daquilo que eventualmente nos separa.

  • Artigo do Levon: Nossos símbolos

    Artigo do Levon: Nossos símbolos

    Escrito em 11 de abril de 2020.

    O ser humano necessita de símbolos.

    Inclusive, pessoas são convertidas em símbolos.

    No caso, símbolo e prática se convergem nas ações do indivíduo.

    Bolsonaro, em si, é como milhões de brasileiros, ou seja, herdeiro de uma cultura má, autoritária, racista, torturadora, egoísta, exploradora e sociopata.

    Lula representa os brasileiros vítimas de exploração, racismo e de seculares humilhações de classe; além daqueles segmentos sociais que acreditam e lutam por um tipo de sociedade mais inclusiva, generosa e democrática.

    Importante destacar que não se pode relativizar a contribuição e a personalidade dos dois, obviamente, porque a pessoa de Lula é historicamente muito superior, qualitativamente, ao indivíduo Bolsonaro.

    Independentemente de Lula, tendo-o como um símbolo que transporá à sua existência física, continuaremos a ter pessoas e grupos lutando pelo que sua figura representa: um projeto de país mais justo, solidário, com democracia e soberania perante o mundo.

    Infelizmente, também sobreviverá o bolsonarismo mesquinho ao próprio Bolsonaro, porque já existia há pelo menos 500 anos nesta Pátria, e é fruto de nossas contradições estruturais. Apenas encontrou um porta-voz à sua altura (digo, baixeza).

    Lutemos sempre para derrotar essa visão/atitude diabólica de mundo.

  • Artigo do Levon: Os velhos

    Artigo do Levon: Os velhos

    Escrito em 23 de abril de 2020.

    Sinto muitas saudades dos idosos que passaram pela minha vida e já partiram. Alguns dos quais eu me entendi por gente e eles já eram velhos.

    Sim, uso a palavra velho. Não vejo defeito na velhice. É nosso objetivo de vida. Ou queremos morrer cedo?

    Saudades, porque eu aprendi bastante desses indivíduos mais vividos.

    Boa parte do meu repertório cultural, por exemplo, vem de madrinha Donila, que morreu em 2011, aos 104 anos. Quando eu nasci, ela já tinha 69.

    Não sabia ler e nem escrever, mas possuía um conhecimento prático e transcendental que muito influenciou meu arcabouço interpretativo, narrativo e espiritual.

    Tem horas que a nostalgia bate em forma de curiosidade.

    Qual seria a opinião, ou a percepção, ou mesmo a intuitividade deles em relação ao que se passa agora em nossas vidas, no presente?

    Bem, já partiram. Tomara que estejam felizes.

    Só lamento que haja sujeitos que não dão a mínima para os velhos e velhas, vivos, que estão em nossas casas e abrigos.

    Para essa gente corrompida pela cultura do descartável, os idosos são fardos improdutivos a serem carregados pelos “novos”.

    Tenho dó de quem não pode contar – ou não quer – com a proximidade formativa de uma pessoa idosa em alguma fase da vida.

    São pobres, paupérrimos, miseráveis mesmo! Nunca conheceram a juventude, de verdade.

  • Opinião: Bolsonaro X Moro

    Opinião: Bolsonaro X Moro

    Escrito em 23 de abril de 2020.

    – Quem é Sérgio Moro?

    – Uai, cê num lembra?

    – Não!- Moro é aquele juiz que mandou prender um candidato que tava disparado na frente das pesquisas pra presidente.

    – Ué?! E foi?

    – Sim. Num processo cheio de falcatrua, só pro candidato não poder disputar a eleição, senão ele ganhava.

    – E depois?

    – Uai sô! Depois, o segundo colocado, que num tinha nem metade das intenções de voto do outro, passou pra dianteira, porque Moro prendeu o primeiro.

    – E…?

    – E ganhou a eleição.

    – E o tal do Moro?

    – Ué! Foi presenteado com um ministério pelo sujeito que ele ajudou a ganhar, com a prisão do que tinha tudo pra levar a eleição.

    – Hum! Eu acho que tô me lembrando do tal Moro. Num é um que agora tá quase levando um chute do Bolsonaro?

    – Esse mesmo! Lá de Maringá…

    23Márcia Barreto, Flavia Josianne e outras 21 pessoas3 comentários2 compartilhamentosCurtirComentar

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  • Artigo do Levon: A imbecilidade fascista e Paulo Freire

    Artigo do Levon: A imbecilidade fascista e Paulo Freire

    Escrito em 22 de abril de 2020.

    A imbecilidade fascista que toma conta do Brasil elegeu Paulo Freire como um de seus inimigos.

    Acusam-no de comunista, como se aderência a um tipo de visão política fosse crime, ou de ser o responsável pelo fracasso do sistema educacional brasileiro, como se aqui as ideias de Freire tivessem sido adotadas na integralidade.

    Em geral, desconhecem que entre os cem autores científicos mais citados no planeta Paulo Freire é o único brasileiro a figurar na lista.

    Também, sua pedagogia é adotada em quase todos os sistemas de ensino do mundo “livre”, desenvolvido e capitalista.

    Plataformas de educação privada, como a Anglo e a Positivo, usam e abusam dos métodos freirianos em suas apostilas e técnicas de ensino, mas os bolsonaristas que têm filhos matriculados em escolas particulares conveniadas a essas empresas acham de implicar com as instituições públicas, que segundo eles são antros de esquerdistas e da “maldita” ideologia de Paulo Freire.

    Caso não tenha entregue o cérebro à seita, recomendo a quem queira uma de suas obras basilares, “A Pedagogia do Oprimido”, escrita no outono de 1968, quando o pensador pernambucano nascido em 1921 no Recife, perseguido pela sanguinária e estúpida ditadura militar do Brasil, teve de se refugiar em Santiago do Chile.

    Eis o link para baixar gratuitamente.

  • Artigo do Levon: Eles acreditam na honestidade do presidente

    Artigo do Levon: Eles acreditam na honestidade do presidente

    Escrito em 20 de abril de 2020.

    Sinceramente, diante de tudo o que se conhece e se vê, acerca de Bolsonaro e de suas milícias reais e virtuais, não sei o que dizer a uma pessoa que, em defesa de qualquer atitude criminosa dele e do bando, acredita e argumenta assim: “O homem tá aí resistindo à corrupção, querendo erguer o país e uns bandidos movidos a dinheiro não deixam…”

    Eu poderia xingar, falar que a pessoa vive em outro planeta, que é uma alienada ou que se tocar o berrante o indivíduo iria correndo como gado para o matadouro; mas, não!

    Essa é uma crença corrente entre milhões de brasileiros, a de que Bolsonaro, apesar de “meio doidão”, é honesto, e de que “os políticos” – como se ele não fosse político há mais de trinta anos (e dos piores) – não querem deixá-lo governar para o povo.

    As pessoas que creem nisso também confiam nas boas intenções de Sérgio Moro e que a corrupta Lava-jato vai passar o país a limpo, mesmo com todas as revelações do The Intercept, que comprovam justamente o contrário.

    Elas não enxergam que o Congresso Nacional (maioria dos deputados e senadores) aprovou praticamente tudo o que foi enviado por Bolsonaro, o que desmente a tese de que os políticos não o deixam governar, especialmente aquilo que retira direitos dos trabalhadores e piora a vida do povo brasileiro.

    Também não tomam conhecimento das tramas do Queiroz, das milícias, das rachadinhas e do gabinete do ódio; muito menos do genocídio de indígenas e de populações periféricas, pelos asseclas de Bolsonaro; ou da destruição da pesquisa, da ciência e da soberania nacional. A irresponsabilidade com a pandemia do coronavírus, então, levou muitos bolsonaristas a arriscarem a própria vida para defenderem o seu “mito” em carreatas pelo fim do isolamento social.

    Professam religiosamente que ele é um homem de Deus, cristão, que vai reparar a ordem, a paz e o Evangelho entre nós. Tornaram-se uma religião. Bolsonaro é o “messias” dessas pessoas.

    Uma grande parte desses bolsonaristas de carteirinha é de caráter ruim mesmo; noutros, falta aprimorar o aparato cognitivo para além das fake news que chegam nos grupos de WhatsApp.

    No entanto, todos foram vítimas de anos a fio de demonização da política e do antipetismo da grande mídia e do mercado financeiro. Tornaram-se zumbis, mortos-vivos pelo ódio político ao pensamento crítico tipicamente de esquerda.

    Repetem com gozo: “todo político rouba”, “política só tem sujeira”, “político é tudo ladrão”, “eu não sou político”, “meu partido é o Brasil” e outras bravatas que foram bitolados a falar como se estivessem filosofando em alto nível. Lacram na estupidez.

    Para eles, tudo que não é bolsonarista é corrupto, esquerdista, petista, comunista. E nesses três últimos não enxergam absolutamente nada de bom.

    Aliás, a grande ironia é que agora eles também atacam a grande mídia, Globo à frente, chamando-a de (risos) comunista. Justo a Globo, que os criou através do esgoto informacional.A loucura é tanta, que até o mega-capitalista George Soros virou um “comuna” vermelho à espreita das criancinhas. Santo é Donald Trump, e tudo que remeta à bandeira norte-americana.

    Repito: não sei como argumentar com pessoas que se encontram nesse estado catártico de piração. É essa gente que, em nome de Deus, nos conduz a passos rápidos para uma ditadura e para a morte.

  • Artigo do Levon: O golpe de 2016

    Artigo do Levon: O golpe de 2016

    Escrito em 17 de abril de 2020.

    No dia 17 de abril de 2016, há exatos quatro anos, foi dado um golpe de Estado no Brasil.

    Retiraram do poder a presidenta da República reeleita em 2014, tendo como argumento político as irrisórias pedaladas fiscais, que nada mais são do que técnicas de contabilidade para alocar os recursos da União, sem prejuízo real para os cofres públicos.

    Portanto, não houve crime de responsabilidade cometido por Dilma Rousseff.

    Na mídia e nas redes sociais, reportagens mentirosas ou com meias verdades demonizavam a presidenta, seu partido político, seus aliados e as suas bandeiras ideológicas.

    O resultado foi a ascensão do fascismo brasileiro, a queda da soberania nacional, a interrupção do processo de redistribuição de renda iniciado no governo do ex-presidente Lula, a crise econômica persistente (com desemprego galopante e desindustrialização), a eleição fraudulenta de 2018, por meio de fake news, e o exercício do poder por este governo da morte (necropolítica) e da mentira (fake news e manipulação religiosa).

    Sei que muitos, infelizmente ainda vítimas da manipulação tramada para a execução do golpe de 2016, não concordarão hoje com esta minha afirmação. Mas, o futuro virá e me dará razão histórica.

  • Artigo do Levon: O projeto da morte no Brasil

    Artigo do Levon: O projeto da morte no Brasil

    Texto escrito para o Facebook, em 16/04/2020.

    Na rusga de Bolsonaro com Mandetta é disputa de ego. Em bom português, ciumeira mesmo. O presidente que nada sabe sobre assuntos importantes, incomodou-se com a desenvoltura de seu ministro da saúde diante da mais grave crise que o país enfrenta neste século: a pandemia da COVID-19.

    O ministro, um direitista que pretendia privatizar o SUS, nem é lá essas coisas; porém, diante do ministério de excrescências do qual é formado o governo Bolsonaro, virou um anel cravejado de diamantes no dedo de uma porca manca. Enquanto isso, o Congresso Nacional aprova mais e mais pacotes bilionários de ajuda aos bancos e retira o resto dos direitos trabalhistas dos pobres. A classe média pensa que não é pobre, mas os direitos dela também foram suprimidos.

    O real problema do Brasil é o projeto de morte que o presidente executa, com a fiel omissão ou colaboração das instituições republicanas. Necropolítica, é o termo.

    Quando Bolsonaro quebra o isolamento social nas periferias de Brasília ou nos braços dos tolos manifestantes vestidos de verde e amarelo, compartilha desinformação em suas redes sociais, propagandeia um medicamento cuja eficácia ainda é tema controverso entre os especialistas, demora em pagar a ajuda emergencial de R$ 600,00 ou R$ 1.200,00 aos pobres, bate nos governadores e prefeitos que implementam medidas de redução das contaminações por coronavírus e estimula, ele próprio, que o povo se infecte, o que está subjacente é uma ação de genocídio contra os mais pobres, os idosos e os que moram nas periferias, que não terão acesso aos serviços de saúde quando vier o colapso do sistema.

    Não se poderia esperar outra coisa de Bolsonaro. Ele nunca enganou a ninguém. Em 1999, numa entrevista à TV, disse que se chegasse à presidência mataria uns 30 mil. Também afirmou que o erro da ditadura militar foi torturar e não matar. Todas as suas palavras, gestos e sinais indicam para a morte.

    É estarrecedor que pessoas religiosas, que se dizem cristãs, enxerguem em Bolsonaro um sujeito guiado por Deus. Tudo em nome de um ódio cego à política e aos ideais igualitários de esquerda. Certamente não é o Deus da vida de Jesus de Nazaré. Talvez algum ídolo que cobra vidas humanas imoladas em altares profanos. No caso, o altar do mercado, dos interesses inconfessos (ou cada vez mais explícitos) de limpeza populacional que a extrema-direita mundial, com sede nos Estados Unidos, tenta consolidar neste triste planeta já tão agredido pela ação consumista humana.

    Bolsonaro é uma peça nessa engrenagem neonazista. Uma luva que caiu muito bem numa mão assassina que desconhece fronteiras. Como outrora os colonizadores infectavam indígenas propositalmente com o vírus da gripe, para matar-lhes e tomarem suas terras; ou como Hitler conduzia multidões de judeus aos campos do holocausto, o que se vê agora no Brasil é um vaqueiro tosco, a conduzir o gado para o matadouro, pelo toque do berrante da ignorância orgulhosa.

    Quem tiver olhos, veja. Quem tiver ouvidos, escute. Proteja-se.