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  • José Alencar pode ser candidato a Governador de Minas Gerais

    * Do Blog “Os Amigos do Presidente Lula”

    Cresce as articulações para lançar o vice-presidente da República José Alencar (PRB) ao governo de Minas. A presidente do PCdoB/MG, deputada federal Jô Moraes, e o presidente do PT/MG, deputado federal Reginaldo Lopes (ligado ao grupo petista de Fernando Pimentel) se reuniram nesta sexta-feira (5) para conversar sobre a sucessão mineira.

    Jô Moraes é uma das mentoras da candidatura de José Alencar (na foto à direita). Reginaldo Lopes, também apóia a ideia: “Acredito que o Alencar será o candidato”, alertando para o fato de o vice-presidente ter filiação honorária no PT. “Portanto tem ainda este simbolismo, é também um candidato do partido”.

    Embora tivesse intenção de aceitar disputar o Senado, o vice-presidente acenou com a possibilidade de concorrer ao Governo do Estado, sempre dentro da perspectiva de consenso, sem ter de disputar espaço.

    Os dois outros pré-candidatos do PT ao Palácio da Liberdade, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de BH, Fernando Pimentel, sinalizaram que não fazem objeção de abrir mão para Alencar. O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), declarou nesta sexta-feira (5), que o PMDB pode abrir mão de sua candidatura, caso do candidato for José Alencar. Alencar diz que pode ser candidato ao governo de Minas.

    Na quinta-feira, o vice-presidente admitiu que pode disputar o cargo desde que haja consenso da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em torno de seu nome. Apenas condicionou sua candidatura ao resultado de exames médicos que deverão sair em março, mas adiantou que seu estado de saúde é excelente e que o câncer que ele enfrenta há mais de uma década regrediu 90%.

  • A Igreja no abismo: a igreja precisa de uma tríplice reforma: teológico-catequética, espiritual e pastoral

    [O jesuíta egípcio mais destacado nos âmbitos eclesial e intelectual, Henri Boulad (na foto), lança um SOS à Igreja de hoje numa carta dirigida a Bento XVI. A missiva foi transmitida através da Nunciatura no Cairo. O texto circula nos meios eclesiais de todo o mundo]

    * Padre Henri Boulad, sj

    Santo Padre:

    Atrevo-me a dirigir-me diretamente a Vós, pois o meu coração sangra ao ver o abismo no qual se está precipitando a nossa Igreja. Certamente desculpará a minha franqueza filial, inspirada na “liberdade dos filhos de Deus” à qual nos convida São Paulo, e pelo meu amor apaixonado pela Igreja. Agradecer-lhe-ia também que saiba desculpar o tom alarmista desta carta, pois creio que “são menos cinco” e que a situação não pode esperar mais.

    Permita-me em primeiro lugar apresentar-me. Jesuíta egípcio libanês de rito melquita, de 78 anos. Desde há três anos sou reitor do colégio dos jesuítas no Cairo, depois de ter desempenhado os seguintes cargos: superior dos jesuítas em Alexandria, superior regional dos jesuítas do Egito, professor de teologia no Cairo, diretor de Caritas-Egito e vice-presidente de Caritas Internationalis para Oriente Médio e África do Norte. Conheço muito bem a hierarquia católica do Egito por ter participado durante muitos anos nas suas reuniões como Presidente dos superiores religiosos de institutos no Egito. Tenho relações muito próximas com cada um deles, alguns dos quais são meus antigos alunos. Por outro lado, conheço pessoalmente o Papa Chenouda III, a quem via com frequência. E quanto à hierarquia católica da Europa, tive a oportunidade de me encontrar pessoalmente muitas vezes com algum dos seus membros, como o cardeal Koening, o cardeal Schönborn, o cardeal Martini, o cardeal Daneels, o Arcebispo Kothgasser, os bispos diocesanos Kapellari e Küng, os outros bispos austríacos e outros bispos de outros países europeus. Estes encontros acontecem devido às minhas viagens anuais para dar conferências pela Europa: Áustria, Alemanha, Suíça, Hungria, França, Bélgica… Nestas viagens dirijo-me a auditórios muito diferentes e aos media (periódicos, rádios, televisões…). Faço o mesmo no Egito e no Oriente Próximo.

    Visitei cerca de cinquenta países nos quatro continentes e publiquei uns 30 livros em 15 línguas, sobretudo em francês, árabe, húngaro e alemão. Dos 13 livros nesta língua, quiçá tenha “Gottessöhne, Gottestöchter” [Filhos, Filhas de Deus], que lhe fiz chegar pelo seu amigo o Pe. Erich Fink de Baviera. Não digo isto para presumir, mas para lhe dizer simplesmente que as minhas intenções fundamentam-se num conhecimento real da Igreja universal e da sua situação atual, em 2009.

    Volto ao motivo desta carta, e tentarei ser breve, claro e o mais objetivo possível. Em primeiro lugar, algumas constatações (a lista não é exaustiva):

    1. A prática religiosa diminui constantemente. As igrejas são frequentadas por pessoas cada vez mais idosas que vão desaparecer num prazo bastante curto.
    2. Os seminários e os noviciados esvaziam-se de dia para dia e as vocações desaparecem a um ritmo assustador. O futuro apresenta-se sombrio e não vemos quem virá atrás de nós para melhorar a situação.
    3. Muitos padres deixam o exercício sacerdotal e o pequeno número dos que vão ficando, cuja idade frequentemente ultrapassa a da reforma, são obrigados a assumir o encargo de várias paróquias, fazendo-o de uma maneira apressada e administrativa.
    4. A linguagem da Igreja é anacrônica, aborrecedora, repetitiva, moralizadora e completamente inadaptada à nossa época. Não pretendo afirmar que se deve dizer sim a tudo nem adotar uma atitude demagoga, pois a mensagem do Evangelho deve apresentar-se com toda a sua exigência e significado. O importante é começar a “nova evangelização” de que falava João Paulo II. E, ao contrário do que muitos pensam, ela não consiste na repetição de tudo o que é antigo e que não interessa a quase ninguém, mas na invenção duma nova maneira de proclamar a fé aos homens do nosso tempo.
    5. Para consegui-lo, é urgente uma renovação profunda da teologia e da catequese que devem ser completamente repensadas e reformuladas. Infelizmente, temos de constatar que a nossa fé é demasiado cerebral, abstrata, dogmática e que fala bem pouco ao coração e ao corpo.
    6. A consequência é que uma grande parte dos cristãos foi bater à porta das religiões asiáticas, das seitas, da “new age”, do espiritismo, das igrejas evangélicas ou de outras parecidas. Ficamos admirados? Eles buscam noutro lugar o alimento que não encontram entre nós, pois têm a impressão que em vez de pão lhes oferecemos pedras.
    7. No que diz respeito à moral e à ética, as imposições do magistério sobre o casamento, a contracepção, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade, o casamento dos padres, os divorciados casados de novo, etc., já não interessam a quase ninguém e provocam nas pessoas cansaço e indiferença.
    8. A Igreja católica que, durante séculos, foi a grande educadora na Europa, esquece que esta Europa se tornou adulta e intelectualmente madura, recusando ser tratada como uma criança que ainda não atingiu a idade do uso da razão. As maneiras paternalistas duma Igreja “Mater et Magistra” passaram de moda e são rejeitadas pela nossa época.
    9. As nações que outrora foram as mais católicas – França, “primogênita da Igreja” ou o Canadá francês ultracatólico deram uma reviravolta de 180 graus, caindo no ateísmo, no anticlericalismo, no agnosticismo, na indiferença. No caso de outras nações europeias, o processo está em marcha. Pode-se constatar que quanto mais dominado e protegido pela Igreja esteve um povo no passado, mais forte é a reação contra ela.
    10. O diálogo com as outras igrejas e religiões tem recuado. O progresso constatado durante meio século está atualmente muito comprometido.

    Perante tais constatações, a reação da Igreja é dupla:

    Ou considera sem importância a gravidade da situação e se consola constatando certos fervores e conquistas no campo mais tradicionalista e nos países do terceiro mundo.
    Ou invoca a confiança no Senhor que a socorreu durante 20 séculos e que vai continuar a ajudá-la também a superar esta nova crise, como o fez nas crises precedentes. Afinal, não tem ela promessas de vida eterna?

    A isso eu respondo:

    Para resolver os problemas de hoje e de amanhã, não basta refugiar-se no passado nem apoiar-se em amostras sem fundamento sério.
    A aparente vitalidade da igreja nos continentes em vias de desenvolvimento é falaciosa. Mais cedo ou mais tarde, essas novas Igrejas passarão pelas mesmas crises vividas pelo atual cristianismo europeu.
    A modernidade é incontornável e foi por a Igreja ter esquecido isto que passa hoje por tal crise.
    Por que razão continuar uma política como um jogo da cabra-cega? Até quando recusar ver as coisas como elas são? Porque é que havemos de tentar salvar as aparências, uma fachada que hoje não consegue convencer ninguém? Até quando continuar nesta teimosia, nesta intolerância total a recusar todas as críticas, em vez de ver nelas uma ocasião de se renovar? Até quando iremos adiar uma reforma que se impõe imperativamente e que já tardou demais?

    Repito o que disse no princípio: é pouco o tempo que nos resta. A história não fica à nossa espera, sobretudo numa altura em que o ritmo se acelera e tudo anda tão depressa.
    Qualquer empresa comercial, ao constatar prejuízos ou um mau funcionamento, põe-se imediatamente em questão, convoca peritos, tenta recuperar, mobiliza todas as suas energias para se transformar radicalmente.
    E a Igreja? Quando pensa ela mobilizar todas as suas forças vivas para uma transformação integral? Vai ela continuar a ser dominada pela preguiça, covardia, medo, orgulho, falta de imaginação e criatividade, por um quietismo culpável, convencida de que Deus tudo vai resolver e de que a situação atual acabará por ser ultrapassada como já o foram outras situações, talvez piores, no passado?

    O que é que se pode então fazer? A Igreja precisa de três reformas urgentes:
    Uma reforma da sua teologia e da sua catequese, repensando completamente a fé e reformulando-a de uma maneira coerente e compreensível para a sociedade contemporânea.
    Uma reforma da sua pastoral, abandonando as estruturas herdadas do passado.
    Uma reforma da sua espiritualidade, inventando outra mística e concebendo os sacramentos de outra maneira, para encarná-los na existência atual e adaptar à vida do homem de hoje. A Igreja é formalista demais. Temos a impressão de que a instituição abafa o seu carisma e de que, para ela, o importante é, ao fim de contas, a estabilidade exterior, superficial, aparente. Corremos mesmo o risco de que Jesus, um dia, nos trate “de sepulcros caiados”.

    Para terminar, gostaria que houvesse em toda a Igreja um sínodo geral com a participação de todos os cristãos, católicos e não católicos, para analisar franca e abertamente todos os aspectos de que lhe falei e outros que poderiam ser sugeridos. Esse sínodo (evitemos a palavra concílio) duraria 3 anos e seria concluído por uma assembleia geral que faria um resumo de todos os resultados e elaboraria as conclusões.

    Termino, Santo Padre, pedindo-lhe para me perdoar tanta franqueza e audácia e solicitando a sua bênção paternal.

    * Padre Henri Boulad, sj, henriboulad@yahoo.com é jesuíta egípcio libanês de rito melquita e reitor do colégio dos jesuítas no Cairo, Egito.

    Fonte: Agência Adital.

  • Igreja de São Sebastião de Taiobeiras

    Neste ano de 2010 a Paróquia São Sebastião de Taiobeiras/MG comemora os seus 75 anos de fundação, a sua Igreja Matriz foi reformada e em breve será reinaugurada, além da Arquidiocese de Montes Claros/MG, da qual faz parte, estar celebrando o seu centenário. Dentro deste contexto, achei interessante publicar aqui no Blog este excelente poema da Professora de Língua Portuguesa e taiobeirense, Nair Marques Freitas, publicado na última edição do Jornal Folha Regional, de Taiobeiras.

    Igreja de São Sebastião de Taiobeiras

    * Nair Marques Freitas

    Antigamente,
    Lá pelos meados de 1900,
    São Sebastião atendia aos seus devotos
    Na praça Joaquim Teixeira.
    Sua morada era pequenina
    E em torno dela repousavam
    Corpos e almas pelo além chamados
    Do Bom Jardim das Taiobeiras.
    Para contrastar com tanta
    Humildade e singeleza
    Erguia-se ali, em frente à igrejinha,
    Um majestoso e robusto cruzeiro…
    Nas madrugadas frias e desertas,
    As almas levantavam-se das catacumbas
    E ajoelhavam-se soturnas e fervorosas ao pé dele:
    Imploravam misericórdia e desvelo.

    Mas na maior parte do tempo
    Reinavam os vivos que por ali se iam:
    Os padres, ora Horácio de Rio Pardo,
    Ora Salustiano de Salinas.
    Missões, missas, casamentos, batizados, rosários…
    E a famosa festa do santo,

    Sempre no mês de janeiro?
    Eram nove dias de reza,
    Nove dias de leilão,
    Nove dias de churrasco, cada dia,
    Na casa de um novenário.

    Vai que dona Rachel Torres,
    Recém-chegada de Rio Pardo,
    A igreja muito pequena achou.
    Pois não. Um pedaço na frente aumentou,
    Dando-lhe o formato que até hoje ficou.

    Por volta de 1938,
    A igreja a paróquia passou.
    Veio então frei Acário,
    Bondoso como ele só!
    Coração de mãe,

    Alma de passarinho,
    Franciscano convicto.
    Logo que chegou, percebeu
    Que hereges ao pé do cruzeiro
    Começaram a se sentar
    Pra, na calada da noite,
    Suas tramoias combinarem.
    Ficou furioso e mandou
    O cruzeiro dali tirarem,
    Que levassem-no pra bem longe,
    Onde ninguém pudesse
    O símbolo do Cristianismo
    Com seus atos profanar.

    Um dia disse o bom frei:
    — A igreja está pequetita,
    A freguesia crescida…
    Vamos outra mais bela,
    Na rua Grande*,
    Com habilidade levantar?!

    Assim que acabou o alicerce,
    O bom frei foi transferido,
    E dizem as más línguas, não sei,
    Que o motivo foi que ele
    Dava todo o dinheiro da igreja
    Para os pobres desvalidos.

    Mil, novecentos e quarenta,
    Frei Juca chegou então,
    Com uma febre intermitente…
    Era maleita,
    Ou era somente garra
    Por um trabalho diferente?!

    Assim que baixou a febre,
    Começou a revolução,
    Arrancou o alicerce novo,
    Querendo o povo ou não,
    Levou-o para o outro lado*
    Recomeçou a construção.

    Pegava picareta,
    Ajudava com suas mãos,
    Jogava tijolo pro alto,
    Com bravura cavava o chão.

    Cimento era coisa rara,
    Areia e cal tava bom,
    Dinheiro, mesmo difícil,
    Todo filho de Deus doou.
    E frei Juca, com jeitinho,
    Foi criando artifícios:

    “Padrinhos do Sino”
    Que deram o sino;
    “Afilhados de Nossa Senhora”
    Que doaram sua imagem,
    Mas tantos outros, sem nenhum ajeito,

    Foram se dando, sim senhor:
    Davam o seu parco salário
    Ou seu valoroso labor;
    Purcino Cardoso, por exemplo,
    Deu todo o telhado
    Sustentado por aroeira,
    Revelando assim seu amor.

    A construção foi bem lenta,
    Pois com férias de dois em dois anos,
    Por duas vezes frei Juca
    À Holanda foi passear,
    Gozando seis meses de cada vez
    Antes da obra acabar.
    Da primeira vez em que foi,
    Assim que retornou…
    Era chuva,

    Mas tanta chuva na terra,
    Que o alicerce arriou.
    — Qual nada! — disse ele –
    E a emenda efetuou.

    Ficando pronta a jovem igreja,
    Diversas lápides dos sepulcros
    Do cemitério da igreja-mãe
    Para a nova, com cuidado,
    Conseguiram transportar.
    Estão lá, debaixo do piso,
    Bem na frente do altar.

    E frei Juca, para registrar,
    No alicerce deixou enterrada
    Uma garrafa contendo moedas,
    cédulas e informações da época.
    Mais tarde, também lá,
    Exigiu que construíssem
    A sua eterna morada.

    Em 1975 frei Salésio chegou
    Também franciscano,
    Também holandês,
    Também conservador,
    Mas a igreja reformou:
    Um busto do frei Juca se exibiu na praça,
    Holofotes se acenderam no chão,
    Um coreto ecoou seu silêncio…
    A modernidade com o velho se misturou.
    O sino tocou tristemente,
    Frei Salésio se foi…
    Também lá pediu pousada
    Pros seus restos, pra sua ossada.

    Outros padres vieram:
    Jovens, anciãos, meia-idade,
    Franciscanos e não-franciscanos;
    Outras ovelhas vieram:
    Crianças, jovens, idosos, meia idade,
    Fiéis e não-fieis,
    Calorosos e não-calorosos.

    Janeiro de 2009,
    Festa de São Sebastião,
    Padre Fernandes levantava
    Uma complexa questão:
    – Que tal, agora,
    A velha igreja ampliar,
    Já que ela não comporta
    Tantos cristãos a rezar?
    E a discussão se acirrou
    Por tudo quanto foi lugar…
    Gente a favor,
    Gente contra,

    Todos queriam opinar.
    A maioria não aceitava
    Ver a igreja querida
    Ser mudada, demolida,
    Não dava pra conformar.
    E graças a Deus, a seguir,
    Padre e povo conseguiram
    Um pleno acordo atar
    Padre Antônio chegou, então,
    Para a reforma prevista
    Ser o coordenador.
    E com a sociedade atuante,
    O projeto foi avante,

    Ficou pronto, sim senhor!

    E o monumento permaneceu,
    Antigo, é verdade,
    Mas lúcido o suficiente
    Para contar histórias a toda a cidade,
    Confrontando o presente e o passado,
    O velho e o novo,
    Garantindo a identidade,
    A fé e a religiosidade
    De seu humilde povo.

    E adiante,
    O que virá?
    Quem viver, verá!

    OBS.:  Rua Grande: Avenida da Liberdade. Outro lado: Praça da Matriz.

    * Nair Marques Freitas é Professora de Língua Portuguesa e reside na cidade de Montes Claros/MG.

    Comentário do Levon:

    Nair Marques Freitas foi uma das minhas excelentes professoras de Língua Portuguesa nos Ensinos Fundamental e Médio. Aliás, tive grandes professoras nesta área, como também Janete Moreira e Emília Bandeira. Evidentemente que não chego aos pés de minhas mestras, mas foram elas que me ensinaram o bastante para me expressar razoavelmente na língua de Camões e Machado de Assis. Nair também escreveu o prefácio do meu primeiro livro, Palavras da Caminhada (2006).

  • O filme Avatar

    * Por Atento

    O Cross comentou sobre o filme AVATAR e não resisti postar um comentário:

    Assistam AVATAR. É um grande filme. Em todos os sentidos. Mas o sentido que mais me tocou foi o político. AVATAR é uma crítica ao comportamento belicoso americano em relação ao resto do mundo. Faz até uma clara alusão a uma guerra ocorrida contra a Venezuela no passado.

    É uma história cheia de metáforas. Num futuro distante (próximo?) militares (obviamente americanos) obcecados por poder, destruição e mega-empresários gananciosos se unem para invadir outro mundo, Pandora (Iraque? ), em busca das riquezas do seu subsolo (petróleo?). Esse mundo tem uma fauna e flora riquíssimas ainda inexploradas (Amazônia?). Por isso eles massacram o povo daquela terra por não possuírem defesas (palestinos? indígenas americanos extintos?). É um povo que tem uma cultura riquíssima de amor e respeito à natureza.

    Quando este povo tenta se defender é claramente acusado de TERRORISTA pelo chefe militar em discurso à tropa. Ele fala claramente: TERROR se combate com TERROR.

    Os cientistas/pesquisadores estão lá por amor à ciência mas como sempre suas informações e descobertas são utilizados como instrumentos de guerra pelas forças armadas.

    Os soldados estão lá como MERCENÁRIOS (isto inclusive é dito no filme).

    Um exemplo é personagem principal. Ele ficou aleijado. O filme sugere que foi numa guerra contra a Venezuela. Já existe tecnologia para curá-lo mas ele não possui recursos. Por isso topa ser um informante AVATAR, para ter pernas novas – Uma contundente crítica ao sistema de saúde americano.

    Outra coisa que me chamou a atenção foi a solução apresentada para salvar o mundo de Pandora (Terra?). A UNIÃO dos povos e a ORAÇÃO. Isso mesmo. Pouca gente comenta mas o personagem principal, que nunca rezou, pede à mãe natureza (Deus) por ajuda…e é atendido. A natureza do planeta se revolta.

    A Terra já não possui mais verde, é um planeta esgotado. Mais uma crítica ao descaso que o primeiro mundo vem dando ao problema do clima – americanos e europeus são os responsáveis pelo fracasso da última cúpula do clima de Copenhague.

    Existe bem mais a ser dito do filme, mas este não é o espaço.

    Foi ótimo AVATAR ter esta altíssima repercussão mundial. A tecnologia 3D foi apenas uma desculpa que serviu para passar um poderoso alerta à humanidade.

    * Comentarista do Blog do Luis Nassif.

  • Chuva lá, seca aqui

    Enquanto vemos na grande mídia que a chuva intensa castiga os estados do Sul, além do “alagão” e dos deslizamentos de terra em São Paulo e em várias cidades do Rio de Janeiro, aqui no Norte de Minas a impressão é de que estamos em outro planeta.

    Há mais de 20 dias não chove em Taiobeiras e na região inteira. O calor é intenso e o sol castiga quem se atreve a enfrentá-lo a qualquer hora do dia. A ameaça da falta de água pode se tornar realidade em breve.

    Teses se levantam. Será o grave aquecimento global se associando ao clássico problema da seca no semiárido? Ou será uma edição catastrófica do El Niño? Respostas devem ser dadas pelos especialistas, não cabendo teorias conspiratórias e apocalípticas.

    Parece que as desigualdades social e econômica provocadas pelo ser humano ganancioso, desta vez chegaram até as nuvens. Os de lá debaixo do mapa do Brasil estão se afogando, enquanto os de cá de cima estão se sufocando. Evidentemente, a situação é sempre mais grave para os pobres, de ambas as partes do país.

  • Dilma tira voto de Serra

    A pesquisa realizada pela CNT/Sensus revela que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (foto), pré-candidata do PT à presidência da República, está crescendo a cada nova sondagem, enquanto seu potencial rival, o governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, está na rota contrária, caindo em cada pesquisa. Desta forma, ao que tudo indica, Dilma Rousseff se aproxima daquele que será um grande fato histórico para o Brasil, a eleição da primeira mulher para  presidente do país.
    Este blog vai acompanhar com dedicação esta que poderá ser uma das eleições mais emocionantes de nossa história política.
    Leia a análise abaixo.
    Levon
    * José Dirceu
    “Ainda que tentando disfarçar, como sempre, a mídia não consegue conter o seu desespero hoje com a queda da candidatura José Serra (PSDB) e o crescimento do nome da ministra Dilma Rousseff (PT e aliados) na pesquisa CNT/Sensus.

    O noticiário parece samba de uma nota só: a tônica de todos os jornais ao noticiar a pesquisa é que o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na disputa ajuda Dilma a encostar em Serra. Com ele fora, ela estaciona e Serra leva vários pontos de vantagem. Típica análise talhada para ajudar o candidato da mídia (Serra), estimular Ciro a sair para presidente, garantir um 2º turno e acabar o caráter plebiscitário da disputa.

    Ou seja, os jornalões vêm com a toada de sempre: Ciro ajuda Dilma a subir e precisa sair candidato a presidente cobram eles. Até parece que querem isso mesmo e não acordaram para o fato de que a candidatura do deputado diminui os votos de Serra! Mas a mentira tem perna curta. O fato (que procuram esconder) é que Ciro caiu também junto com Serra. A verdade mais importante dessa pesquisa é que Dilma sobe (não Ciro) e tira votos de Serra.

    É preciso fazer outra pesquisa quando Ciro desistir – se desistir da candidatura à presidência, o que é uma decisão dele e do PSB – para se saber qual sua real influência no páreo. Nessa outra sondagem, aí sim vamos ver que Dilma continuará a subir e Serra a cair mesmo sem Ciro. Isso está claro desde já, mas para nossa direita midiática vale tudo, até camuflar o óbvio e manipular pesquisa.”

     * José Dirceu é membro do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores.

    Fonte: Blog do Zé Dirceu.

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  • Vox Populi aponta queda na diferença de Dilma Rousseff para José Serra

    Da EFE

    São Paulo, 29 jan (EFE).- A ministra Dilma Roussef (PT), favorita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser a candidata do Governo nas eleições de outubro, ganhou 9 pontos percentuais na última pesquisa realizada pela Vox Populi.

    Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, aparece com 27% das intenções de voto, embora ainda esteja distante do governador de São Paulo, José Serra, quem com 34% segue em primeiro lugar na pesquisa.

    Na pesquisa anterior da Vox Populi, publicada em dezembro, apontava um cenário no qual Serra obteria 39% dos votos contra 18% de Rousseff.

    Até agora nem a ministra e o governador foram declarados, por enquanto, oficialmente candidatos de suas respectivas forças políticas, o Partido dos Trabalhadores e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

    Entre os outros pré-candidatos, a senadora e ex-ministra de Lula Marina Silva (6%) aparece em quarto lugar, atrás do deputado federal Ciro Gomes (11%), aliado do Governo Lula.

    A pesquisa também traça um cenário sem Gomes na disputa, e, em tal caso, atribui 38% a Serra e 29% a Rousseff, que sairia derrotada pelo governador por 46% a 35% em um hipotético segundo turno.

    Na eleição de outubro, Lula, que goza de altos níveis de popularidade em seu país, não poderá ser candidato, pois já foi reeleito no pleito de 2006 e a Constituição impede concorrer ao terceiro mandato consecutivo. EFE

    Comentário do Luis Nassif:

    Com 27% das intenções de voto, Dilma, não está “distante” de Serra, com 34%.

    Levando em conta a margem de erro, é uma diferença pequena, que o próprio estado maior de Dilma esperava alcançar apenas em março.

    Fonte: Blog do Luis Nassif.

  • Concurso Público do Município de Taiobeiras

    A Prefeitura de Taiobeiras divulgou em 06/01/2010 o Extrato do Edital para a realização de Concurso Público para o preenchimento de 95 (noventa e cinco) vagas do quadro de pessoal do Município e 01 (uma) vaga na Câmara Municipal.
    O Concurso será realizado pela COTEC (Comissão Técnica de Concursos) da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). As incrições ocorrerão entre 8 e 31 de março, no site da Cotec ou no CVT (Centro Vocacional Tecnológico) de Taiobeiras. As provas serão aplicadas em 2 de maio.
    Os interessados devem consultar o site da Prefeitura de Taiobeiras clicando aqui.

    Estudem bastante e tenham boa sorte.

    Atualização: O Edital completo também já está disponível nos sites indicados acima.

  • Oposição aos profetas

    * Dom José Alberto Moura

    Nos escritos bíblicos encontramos, muitas vezes, narrativas sobre profetas perseguidos porque disseram a verdade e fizeram críticas a desmandos de lideranças. Deus escolhia pessoas até frágeis para a realização de missões difíceis. Jeremias, por exemplo, foi admoestado sobre sua árdua incumbência, mas com a segurança da proteção divina: “Não tenhas medo… eu te transformarei hoje numa cidade fortificada, numa coluna de ferro, num muro de bronze contra todo o mundo, frente aos reis de Judá e seus príncipes… eles farão guerra contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para defender-te” (Jr 1, 1-19).

    Não raro até a pessoa honesta é perseguida porque sua honestidade contrasta com os projetos e práticas de pessoas sem escrúpulo em lesar o bem alheio e até o bem público na realidade da política. Há quem se vinga porque alguma pessoa ou instituição religiosa não se colocou ao lado de atitudes pouco éticas. Não se conforma com a conscientização da população sobre a responsabilidade do voto em quem realmente tem condição moral e prática de servir o bem público. Na verdade, até quem quer servir com honestidade a comunidade fica com receio dos obstáculos no exercício do mandato. A própria comunidade e toda pessoa deveriam acompanhar as pessoas eleitas para que elas exerçam o cargo de acordo com a finalidade pela qual foram escolhidas.

    Jesus anuncia a ação de Deus em bem de pessoas aceitadoras de seu projeto, manifestando sua fé mesmo nas dificuldades e nos obstáculos da vida. Assim, lembrou o milagre acontecido com a viúva de Sarepta, que beneficiou o profeta Elias, dando-lhe o pouco que tinha e suas vasilhas não ficaram sem comida. Lembra também a cura do sírio Naanã, feita com a ação do profeta Eliseu. O divino Mestre apresentou esses fatos, contrastando-os com a incredulidade dos judeus (Cf. Lucas 4, 25-30). Por isso, estes não quiseram aceitar a crítica de Jesus e o expulsaram da cidade. Se o próprio Messias não foi aceito e até o crucificaram, muitos também, por causa dele e de sua verdade, não são aceitos numa sociedade com muito paganismo, hedonismo e materialismo. O Evangelho apresenta um itinerário de vida exigente para se obter dignidade e grandeza moral. Muitos querem que a Igreja seja “light” ou leve em suas exigências. Mas ela não pode mudar os valores de Cristo. Aliás, Ele mesmo disse que o caminho que leva à salvação é estreito e exige renúncia.

    No seguimento ao Filho de Deus, como discípulos, temos que fazer a experiência de vida na contenção do que diminui ou anula o valor ético e moral da vida. Não se pode abrir mão do respeito à vida desde a fecundação até a morte natural. A família bem constituída, conforme o projeto do Criador, é um desafio frente à sua desvalorização apresentada em tantas novelas e tantas pessoas que são cegas para o valor da dignidade do matrimônio, da mulher e da sexualidade humana. A proposta cristã não pode ser vista como freio aos instintos, mas como elevação da interrelação das pessoas, que são imagem e semelhança de Deus. Mesmo nas oposições em relação aos valores humanos e cristãos, temos que apresentar e defender a verdade do humano e a perspectiva do divino no humano.

    * Dom José Alberto Moura é Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Diálogo Ecumênico e Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Primeiro Vice-Presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic). Nasceu em Ituiutaba, Minas Gerais, em 23 de outubro de 1943. Pertence à Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (CSS). Foi nomeado Arcebispo Metropolitano de MOC em 07 de fevereiro de 2007, tomando posse nesta Igreja Particular em Missa Solene no dia 14 de abril do mesmo ano.

    Fonte: Arquimoc.

  • A má-vontade da Revista Veja com o Bolsa Família = elite contra o povo

    De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi:

    Correio Braziliense – 27/01/2010

    É impressionante a má vontade que parte da imprensa tem com o Bolsa Família. Vira e mexe, alguém encontra um motivo para criticá-lo, tenha ou não fundamento.
    Quando acha que descobriu algo relevante, aproveita para externar sua antipatia em relação ao programa, quando não seus preconceitos contra os beneficiários.
    No último fim de semana, uma das mais importantes revistas de informação trouxe uma matéria típica dessa visão. Nela, ao questionar o que, em uma primeira impressão, parece uma decisão condenável do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que o administra, fica evidente a hostilidade que é dirigida ao programa, levando a interpretações infundadas e equivocadas.

    Ninguém é obrigado a gostar do governo e é natural que existam órgãos de imprensa que se posicionem contra ele por motivos ideológicos. No mundo inteiro, isso acontece e é até salutar que tenhamos jornais e revistas com clara inclinação política e partidária.

    O problema é que, às vezes, a circulação dessas matérias vai além da publicação de origem. Com a internet, algo escrito aqui está ali em um piscar de olhos, deixando menos nítida sua autoria.

    Como determinado texto aparece em inúmeros lugares, parece que tem uma espécie de reconhecimento universal, que todos o subscrevem.

    Foi o que aconteceu com a matéria em questão. Os mais prestigiosos blogs a republicaram, como que a endossando. Ela logo virou uma quase verdade.

    Seu fulcro é a crítica à concessão de um novo prazo de carência para a exclusão de cerca de 5,8 milhões de pessoas da cobertura do programa, seja por não cumprimento da obrigação de se recadastrar, seja pela elevação da renda familiar para além do limite de R$ 140 per capita. Elas seriam excluídas em novembro passado, mas, com a prorrogação, só o serão em 31 de outubro próximo.

    Em função disso, a revista se sentiu autorizada a chamar o programa de “Bolsa Cabresto”, como se a data fixada no ato do MDS fosse evidência suficiente de suas intenções eleitorais.

    Dado que 31 de outubro é o dia marcado para o segundo turno da eleição presidencial, estaria confirmado e provado o caráter eleitoreiro do programa. A coincidência “nada sutil” das datas explicaria tudo.

    É realmente curiosa a tese. Será que alguém imagina que a interrupção avisada de um benefício favorece o governo na eleição?

    Que o fato de 1,4 milhão de famílias saberem que perderão um rendimento vai fazer com que votem em Dilma?

    Seria algo totalmente inédito, que desafia a lógica mais banal: alguém ter mais votos quando promete que vai eliminar um benefício e ainda marca o dia (pensando nisso, será que o comando da campanha da ministra atentou para a medida?).

    O esdrúxulo argumento vem embrulhado com dados inexatos e ilações mal sustentadas. Tudo no Bolsa Família é inflado para parecer maior e pior.

    A matéria afirma que “um em cada quatro brasileiros passou a ser sustentado pelo governo” (sugerindo que através do programa), enquanto se sabe que são 12,4 milhões as famílias beneficiárias (em um total de 60,9 milhões apuradas pela última Pnad), das quais o benefício não chega a “sustentar” nem um terço.

    A “prova” que o programa seria um “poderoso cabo eleitoral” é extraordinária. Viria de um estudo que mostra que “a cada R$ 100 mil deixados pelo programa em municípios de mil habitantes” teria correspondido um acréscimo de 3% de votos para Lula nas eleições de 2006.

    Será que a revista sabe que só existem 103 municípios no Brasil (em um total de 5.565) desse porte (menos que 2 mil habitantes)? Que neles vivem apenas 158 mil eleitores (em um total de mais de 130 milhões), que representam 0,0012% do eleitorado brasileiro?

    Que o voto nominal total para presidente nesses municípios ficou perto de 125 mil? Ou seja, que esses números dizem, na verdade, que a propalada influência do programa é insignificante?

    Para corroborar a ideia de que o Bolsa Família é o “Bolsa Cabresto”, foi ouvida a opinião de um cientista político, para quem ele seria pior que o que faziam os “antigos coronéis”: “(Eles) pelo menos aliciavam votos com o próprio dinheiro. O governo atual faz isso com dinheiro público”.

    Primeiro, o poder dos antigos coronéis não vinha do dinheiro, mas do mando local. Segundo, é isso mesmo que acham os opositores do programa, que ele apenas alicia votos com recursos públicos? Ou seja, que deveria ser encerrado e terminado, a bem da moralidade?

    Enquanto for assim concebido por quem não gosta de Lula, do PT e do governo, mais o Bolsa Família ficará com a cara daqueles que o defendem. Criado em administrações tucanas e largamente ampliado e melhorado pelo governo Lula, é pena que isso aconteça. O programa deveria ser um patrimônio do país.

    Fonte: Luis Nassif.

  • Rap do Bóris

    Rap do Bóris Casoy (aquele mesmo que se faz de grande jornalista, mas que humilhou os garis ao vivo na Band, na virada do ano, além de ser torcedor fanático da velha direita golpista)
     
  • Propostas para reconstruir a Paróquia de Taiobeiras

    Em outubro de 2009 escrevi uma série de posts intitulada “Desabafo de um católico” (no meu antigo blog: www.uniblog.com.br/levon). Acho que foi a coisa mais polêmica que já publiquei. Mas o motivo era justo. A Igreja Católica em Taiobeiras vem passando por uma grave crise de credibilidade e de administração. Os católicos, que amam a Igreja e sabem da missão que foi confiada a ela por Jesus, não podem se omitir. Naquele momento, a única forma que encontrei para não fugir da missão de batizado foi escrever no blog.
    Do desabafo às propostas, tomei a liberdade de elaborar uma lista de sugestões para a caminhada da Igreja Paroquial. Elas são voltadas para todos os cristãos católicos de Taiobeiras, especialmente neste momento em que a autoridade da Igreja se manifestou, promovendo alterações no comando paroquial a entrarem em vigor em breve.
    Não tenho a presunção sobre a palavra final de qualquer coisa. Minhas sugestões são simplesmente ideias, oferecidas como dádivas à apreciação dos irmãos e das irmãs. Veja:
    1. Missão resgate das ovelhas perdidas:
    a) Criação de uma comissão de padres e leigos para visitar cada liderança e/ou família que se afastou do convívio paroquial nos últimos três anos, incentivando-os a retornar ao convívio da Igreja;
    b) Equipes de Liturgia, de Canto e de Ministros acentuarem ainda mais a criatividade e a dinâmica nas Celebrações;
    c) Leigos devem acolher bem os sacerdotes;
    d) Sacerdotes devem buscar conhecer bem a realidade do povo, também acolhendo-o com carinho e atenção. Contextualização da ação pastoral é essencial.
    2. Missão juventude:
    a) Criação de uma comissão de pessoas que já participaram da Pastoral da Juventude no passado, visando a formulação e execução de atividades de formação voltadas para os jovens atuais, convidando-os, nas escolas e nas famílias, a participar de encontros dinâmicos.
    3. Missão catequese:
    a) Criação de uma comissão geral de catequese, formada por padres e leigos, voltada para a formação contínua e constante em temas como Bíblia, Doutrina da Igreja, Doutrina Social da Igreja, e outros; dirigida para as lideranças leigas, em especial aos catequistas de Primeira Eucaristia e Crisma;
    b) Retorno da Catequese da Crisma para cada comunidade, superando o modelo “escola”, integrando-a à vida de cada comunidade.
    4. Missão serviço:
    a) Apoio às ações das Pastorais Sociais (Pastoral da Criança, CEIA, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral Carcerária);
    b) Articulação da Pastoral da Saúde, da Pastoral da Sobriedade e da Pastoral do Menor;
    c) Recriar a Pastoral de Formação Fé/Política, afastando-se da partidarização e da submissão aos poderes públicos civis, tomando o cuidado para também não isolar a Igreja das realidade sociais e administrativas do município.
    5. Missão dízimo:
    a) Reorganização do Conselho Econômico Paroquial para a realização de levantamento e de conservação do patrimônio paroquial;
    b) Voltar a repassar o percentual do dízimo recolhido nas comunidades da Paróquia que pertence à Arquidiocese, estimulando a noção de pertença à Igreja Particular de Montes Claros;

    c) Tornar acessível e fazer funcionar o projeto de débito automático do dízimo para os interessados;

    d) Realizar campanhas de conscientização sobre o dízimo em cada comunidade.

    6. Missão comunidades:

    a) Formação de uma comissão missionária para reestruturar a Pastoral de Quarteirão e também para articular Comunidades Católicas nos Bairros Nilton Júnior e Sagrada Família.

    7. Missão ministérios:

    a) Desenvolver no laicato a dimensão missionária e ministerial, estimulando a noção de que todo serviço realizado na Igreja é revestido de caráter vocacional, suplantando a ideia equivocada de que as coordenações e os ministérios significam status social ou busca do poder pelo poder.

    Continuação…

    Nunca é demais relembrar o sonho, para ver se ele se transforma em realidade:

    “Queremos ser uma Igreja povo de Deus, guiada pelo Espírito Santo, reunida em Jesus Cristo, dentro da realidade e vivendo o compromisso da Fé.” (p. 27 – CEDP Montes Claros)

    “Queremos ser uma Igreja comunidade, que seja lugar de comunhão e participação entre Leigo, Bispo, Padres e Religiosos Leigos. Padres e Bispo bem misturados no meio do povo.” (p. 28 – CEDP Montes Claros)

    “Queremos uma Igreja que se deixe evangelizar e que seja evangelizadora.” (p. 29 – CEDP Montes Claros)

    “Queremos uma Igreja servidora, onde haja participação nos diversos serviços.” (p. 30 – CEDP Montes Claros)

    “Queremos uma Igreja a serviço da libertação total do homem, à luz da evangélica opção preferencial pelos empobrecidos, lutando pela construção de uma sociedade justa e fraterna, que seja sinal do reino definitivo.” (p. 32 – CEDP Montes Claros)

    Bibliografia:

    DIOCESE DE MONTES CLAROS. CEDP – Compromissos Eclesiais e Diretrizes Pastorais – Aprovados pela 3a Assembleia Diocesana de Pastoral. 1.ed. Montes Claros, maio 1990.

  • Haiti: solidariedade vencendo a barbárie

    Neste momento em que a mídia começa a se esquecer do Haiti ou então passou difundir a ideia de que se trata de um povo bestial e atrasado, torna-se ainda mais necessário que nós, alternativos da blogosfera, mantenhamos as chamas da solidariedade e da livre-consciência acesas… Parece que não há mais sobreviventes a resgatar dos escombros. Agora é preciso que o mundo resgate a dignidade de tantos irmãos e irmãs nossos que permaneceram. Não importa de qual país sejamos. Somos todos irmãos-humanos.

    Veja um resumo de matérias interessantes sobre o Haiti:
    Acreditando no Haiti, clique aqui.
    Haiti: solidariedade vencendo a barbárie, clique aqui.
    Músicas para o Haiti, veja aqui.
    A música pelo Haiti, veja neste link.
    Os traumas em torno da tragédia do Haiti, aqui.
    A ajuda ao Haiti, aqui (este é o melhor).
    Povo servo do Haiti; soldados servos do Brasil, aqui.

    Haiti e a militarização nossa de cada dia, aqui.

    Terremoto neoliberal no Haiti, aqui.

    O Rei e o Menino – Haiti, aqui.

    Navios de Guerra de EUA ameaçam prender os haitianos que tentam sair do país, aqui.

    Sugestão minha: aos professores que vão em breve iniciar o ano letivo, os textos contidos nestas matérias poderão servir de excelentes motivadores e contextualizadores de aulas e reflexões.

  • A grande mídia unida contra a Democracia

    Leia neste link o excelente artigo A grande mídia unida contra a Democracia, escrito por João Brant no Observatório do Direito à Comunicação, disponível no Blog do Luiz Azenha – Vi o Mundo – no qual ele trata das mentiras da grande mídia brasileira (Rede Globo, Revista Veja, Folha de S. Paulo, etc) contra a Conferência Nacional de Comunicação e a Democracia de uma maneira geral.
    Desmascara também a farsa daquela propaganda que vemos toda hora na TV, sobre a volta do “Monstro da Censura”. O texto prova que não há nenhum risco de retorno ao autoritarismo. Pelo contrário, o que se planeja na sociedade e no governo é uma democratização maior da informação, tirando o monopólio das mãos das grandes redes de televisão, revistas e jornais, dissminando a comunicação, livre de manipulações, a todos os rincões do país.
    Vale a pena ler. E se você trabalha com o povo – como professor(a), agente de pastoral, religioso(a) e/ou político(a), mais importante ainda é a sua leitura e a sua militância em divulgar estas informações, ajudando a libertar várias consciências que ainda se deixam dominar pela grande mídia golpista do Brasil.
  • Boca no trombone

    A Rádio Norte Mais FM, de Taiobeiras/MG, tem um bom programa matutino denominado “Boca no Trombone”, apresentado pelo locutor Valmir Ferreira. No site da Rádio, ao qual você poderá ter acesso clicando aqui, tem um recado para o programa que reflete a opinião de muita gente. Veja:

    “De: Danilo
    Para: boca no trombone
    Mensagem:
    bom to aqui para perguntar o que virou a rede de esgoto que estava sendo colocada na cidade??? sou morador da rua santa luzia, e quando as obras estavam chegando perto da minha casa, elas pararam e ate hoje nada, o que aconteceu??? gostaria de uma resposta”

    A sociedade de Taiobeiras aguarda resposta das autoridades competentes.

  • Lula em filme é bom demais para ser verdade, diz ‘Economist’

    * Da BBC Brasil, disponível no UOL.

    Uma reportagem publicada nesta quinta-feira na revista britânica The Economist afirma que o Lula apresentado no filme Lula, o Filho do Brasil “é bom demais para ser verdade”.

    O artigo diz que o filme conta a história de um garoto pobre que subiu na vida, “cujas virtudes foram capturadas em close-up, mas cujos defeitos ficaram na mesa de edição”.

    “(Lula) é bom demais para ser verdade: estudante perfeito, marido perfeito e um político moderado que repudia a violência”, diz o artigo. “É uma pena. Uma versão com mais nuances não diminuiria a formidável trajetória e as conquistas de Lula”.

    O artigo leva o título “Lula, Higienizado”, porque, para o autor, o filme amenizou ou apresenta versões completamente diferentes do que teria sido narrado na biografia em que o filme foi baseado.

    “É uma versão adocicada”, diz o texto. Como exemplo, o artigo cita um incidente narrado no livro e que teria sido “aprovado por Lula”, o episódio em que o diretor de uma fábrica em greve é atirado de uma janela.

    No filme, Lula se distancia da fábrica “chocado”, o que seria “vergonhoso”, diz o texto. A revista também cita as acusações de que o filme seria uma arma política para ajudar na campanha de Dilma Rousseff, candidata apoiada por Lula para as eleições presidenciais deste ano.

    O texto diz que o filme vem atraindo mais público no nordeste do que no sudeste, “refletindo o desempenho de Dilma Rousseff (candidata às eleições presidenciais apoiada por Lula) nas pesquisa de opinião”.

    “Beneficiar-se de um pouco do carisma de Lula é a maior esperança para Dilma chegar à presidência em outubro e há sinais de que isso já esteja acontecendo”, afirma o artigo.

    Para a revista , o filme é um exemplo de uma nova tendência no mercado do entretenimento. “Houve um tempo em que era considerado indecente transformar pessoas ainda vivas em mitos, ou mesmo em filmes “, abre o artigo.

    “Gandhi esperou 34 anos após sua morte antes de aparecer nas telas. George W. Bush, em contraste foi vítima de um filme biográfico de Oliver Stone no último ano de sua presidência”.

    Foto: Cena do Filme “Lula: o Filho do Brasil”, de Fábio Barreto (divulgação).

  • A música pelo Haiti

    Leia mais sobre vários cantores internacionais reunidos para levantar fundos pela reconstrução do Haiti, clicando aqui.

    A matéria é do Blog do Luis Nassif.

    É tempo de SOLIDARIEDADE!

  • Ainda as férias…

    Riacho de Areia (zona rural de Taiobeiras/MG)
    Eu, vendo as chuvas (poucas, aliás) a cair (Rua Governador Valadares, Taiobeiras/MG)
  • Festa de São Sebastião em Taiobeiras (fotografias)

    Imagens da Procissão de S. Sebastião, hoje (20/01/2010), no final da tarde, em Taiobeiras/MG:
    Procissão (imagem carregada pela PM)
    Bandeiras dos movimentos de leigos de Taiobeiras
    Outro ângulo da procissão
    S. Sebastião (mártir do cristianismo dos primeiros séculos)
    O povo em caminhada
    Matriz de S. Sebastião de Taiobeiras (reforma quase pronta)
    Bandeira de S. Sebastião (levantada pela Folia de Reis na noite de ontem, 19/01/2010)
    Imagem de S. Sebastião chegando à Igreja Matriz