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  • Artigo do Levon: A última carta de Dilma

    Dilma Rousseff, primeira mulher a ser eleita presidenta
    da República brasileira. Vítima de um golpe de Estado.

    A carta proclamada pela presidenta-eleita Dilma Rousseff ao Povo Brasileiro e ao Senado da República, na tarde desta terça, 16 de agosto de 2016, tem tudo para se tornar um documento histórico.

    Histórico porque representa a última ação, em favor da manutenção da democracia brasileira, de uma mulher íntegra, honesta, que não cometeu crime de responsabilidade, a primeira do sexo feminino a ser eleita e reeleita para o mais alto cargo do Estado brasileiro, conclamando a Nação a resistir a mais um golpe de estado. Lembre-se de que o Brasil é o país onde este tipo de golpe é a regra e não a exceção.

    Dilma Rousseff teve problemas em seus governos, errou muito, mas acertou outro tanto. Buscou governar para os pequenos, os fracos, os pobres e os trabalhadores. Não teve jogo de cintura para lidar com a gula insaciável do mercado e nem com os gangsteres que povoam a política brasileira desde que Cabral pôs os pés em Porto Seguro. Talvez, aí esteja o maior erro de Dilma. Não fez concessões a Eduardo Cunha e sua gangue. Isto lhe custou o mandato conferido por 54 milhões e meio de brasileiros.

    O petrolão, a Lava-jato, a piração religiosa em torno da polêmica do aborto, a misoginia, a imbecilidade política da classe média, o machismo e o racismo contra sua política inclusiva fizeram um inferno cotidiano sobre o qual Dilma Rousseff teve que ter estômago mais pródigo do que o de avestruz. Dilma foi duas vezes torturada: na ditadura passada (1964-1985), em favor da democracia; na ditadura midiático-judiciária dos golpistas hodiernos, novamente pelos valores democráticos.

    Dilma Rousseff é uma mulher de fibra, como muitas brasileiras anônimas, autêntica e patriota. Pena que milhões de brasileiros levarão umas duas gerações até perceber que crucificaram a pessoa honesta e colocaram livres os verdadeiros bandidos, de quebra, entregando-lhes o poder sobre a Nação!

    Na carta, Dilma pede a chance de voltar à presidência para convocar um plebiscito no qual os brasileiros escolheriam em manter o seu mandato até 2018 ou convocar novas eleições. Não acredito que a maioria do Senado, tão subserviente aos interesses do capital financeiro e seus próprios, inconfessáveis e particularistas, se comoverá. O “golpeachment” se efetivará. Dilma Rousseff e os anos de ouro dos governos do PT, nos quais pobre teve vez na agenda pública, ficarão para a História fazer justiça. Num primeiro momento, condenados pelo efeito da manipulação da manada. No futuro, como símbolo do Brasil que quase deu certo, não fosse sua elite perdulária e sua emburrecida classe média.

    Hoje, sinceramente, não tenho mais esperanças na política e nem acredito em eleições num regime que depõe uma mulher honesta para entregar o poder a homens brancos, velhos, ricos e corruptos.

  • Sobre "fakes" e esperança

    Tenho a impressão de que aqui em Taiobeiras há uma fábrica de “fakes” nos porões “elitizados”. Gente que tenta desesperadamente passar a ideia de que é ilibada, virtuosa e moralista. Na prática, escondida por detrás dos recursos tecnológicos, e sob anonimato, revela a obscura face degenerada, preconceituosa, racista, ególatra e cínica que a define como criatura humana – e ruge como um celerado infectado pelo vírus da raiva.
    Há figuras respeitáveis nessa “elite”, pelas quais, mesmo eu discordando das ideias ou da posição política, tenho enorme carinho e consideração. Pena, porém, das figuras pobres, apesar da boa renda e patrimônio. Moralmente, intelectualmente e politicamente pauperizadas e apodrecidas.
    A minha esperança é a de que essas figuras do submundo, um dia, cheguem à maturação da civilidade. Apenas isto.
  • PT de Taiobeiras definiu pré-candidatos a vereador(a)

    Geraldin do Sindicato durante a convenção do PT

    No último sábado, 30 de julho, os filiados do Partido dos Trabalhadores em Taiobeiras se reuniram em convenção para decidir e aprovar as pré-candidaturas ao cargo de vereador(a) e a coligação majoritária com os partidos que apoiarão as candidaturas de Carlito Arruda para prefeito e Valmir Pezão para vice-prefeito.

    Professora Marileide durante a convenção do PT

    Os pré-candidatos a vereador(a) pelo PT são:
    * Geraldo Caldeira Barbosa, o Geraldin do Sindicato, presidente-licenciado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras e morador da comunidade de Manteiga.

    * Marileide Alves Pinheiro, professora da rede estadual de ensino e ativista cultural do grupo Arte Em Cena.
    * Valdete Rodrigues de Oliveira, estudante secundarista, participante de grupos de jovens e morador do bairro Planalto.

    Valdete Oliveira durante a convenção do PT

    Durante a convenção, o PT de Taiobeiras também aprovou a resolução na qual sublinha o compromisso de defender as políticas públicas de inclusão social e de defesa das categorias sociais marginalizadas e oprimidas da sociedade taiobeirense.

    A coligação de vereadores que o PT integra foi “batizada” com o sugestivo título de “Taiobeiras tem sede de paz”. Já a coligação majoritária (de prefeito) ficou oficializada como “Taiobeiras tem sede de mudança”.

    A campanha eleitoral de 2016 tem elementos inéditos, definidos pela nova legislação eleitoral, a qual diminuiu pela metade o tempo de campanha, que começa em meados de agosto.

  • Poema: O lado certo da História

    Levon Nascimento


    Que estamos do lado certo da História,
    Nunca tive dúvidas.
    Que isto não nos sirva de consolo,
    Nem de desculpas para parar a luta.
    A luta continua,
    Antes, pelo avanço
    Da democracia brasileira.
    Agora, para que a democracia
    E os direitos não se percam.
    Quem é de luta está comigo
    E eu com ele(a).
    Aos golpistas,
    A lata de lixo
    E a vala comum.

  • PT Taiobeiras realiza convenção para eleições 2016

    Na tarde de sábado, 30 de julho de 2016, o PT de Taiobeiras realizou a Convenção Municipal que escolheu os candidatos petistas a vereador e oficializou sua participação na coligação majoritária “Taiobeiras tem sede de mudança”, composta também pelo PMDB, PDT, PTB, SD, PHS e PSD, a qual lançará o empresário Carlito Arruda (PMDB) e o vereador Valmir Pezão (PMDB), respectivamente, como candidatos a prefeito e vice-prefeito.

    Durante a convenção, os pré-candidatos assinaram o Compromisso Partidário do Candidato e da Candidata Petista. Também foi lida a resolução aprovada no Encontro Municipal do PT ocorrido em 20 de julho de 2016.

    Dentre os principais pontos da resolução, destacam-se:

    “1. Os candidatos e as candidatas do PT de Taiobeiras defenderão publicamente, durante a campanha, os avanços, as conquistas e os direitos garantidos durante os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma.
    2. Os candidatos e as candidatas do PT de Taiobeiras, sempre que necessário, divulgarão as várias obras e os recursos que entraram no município de Taiobeiras por meio das ações dos governos de Lula, de Dilma e de Fernando Pimentel.
    3. Os candidatos e as candidatas do PT de Taiobeiras denunciarão, durante toda a campanha, o golpe jurídico, midiático e parlamentar contra o mandato democraticamente eleito da presidenta Dilma Rousseff.”

    Ficaram aprovados como pré-candidatos do PT de Taiobeiras ao cargo de vereador(a), os(as) filiados(as) Geraldo Caldeira Barbosa (Geraldinho do Sindicato dos Trabalhadores Rurais), Marileide Alves Pinheiro (professora) e o jovem Valdete Rodrigues de Oliveira.
  • Papa Francisco: diálogo ao invés de vigança

    O papa Francisco, lúcido e cristão, apela ao diálogo fraterno com todas as religiões, ao entendimento e ao amor, mesmo diante de um padre católico degolado por terroristas islâmicos. Não prega o ódio, a vingança ou a guerra. Age como seu Mestre e Senhor, Jesus Cristo.
    Triste é ver católicos tradicionalistas criticando o papa por não demonstrar ira ou convocar uma nova cruzada contra o Islã. Essa gente é como os fascistas que querem mais armas nas mãos dos cidadãos ante a violência urbana, reduzir a maioridade penal ou aprovar penas de prisão perpétua ou de morte. Se não forem os mesmos. Eles se nutrem de raiva.
    Está certo o papa Francisco por não sucumbir aos sentimentos sanguinários nem vingativos. O autêntico sucessor do apóstolo Pedro, representante de Jesus na Terra, tem de ser ponte (pontífice) entre os homens de diversas raças e culturas, entre a humanidade e o Pai celestial.
    Estou contigo, Francisco!
  • Artigo do Levon: Os desafios atuais do Partido dos Trabalhadores

    * Levon Nascimento

    O Partido dos Trabalhadores é a principal força política construída pelas classes trabalhadoras brasileiras. Após alcançar o poder central e nele permanecer por quase quatro mandatos, em 2016 o PT é apeado por um golpe jurídico-parlamentar e precisa encarar os desafios da atualidade para se manter como sujeito ativo na política nacional, dentre eles: superar o pragmatismo excessivo que o deslocou da esquerda para o “centrão”, enfrentar o processo de criminalização de suas ações políticas por parte da mídia e de setores do Ministério Público e do Judiciário e, ao cabo, apresentar-se como força renovada, em ideologia e em lideranças, capaz de dar um novo rumo à luta popular brasileira.

    Durante os governos petistas, os critérios rígidos para admissão de novos filiados e de alianças cederam lugar ao pragmatismo nas relações com os demais atores políticos, em nome da governabilidade exigida pelo presidencialismo de coalizão – típico desde a redemocratização. Episódio ilustrativo foi a atuação desencontrada na recente eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, após a renúncia de Eduardo Cunha. Isso afasta a militância e desfigura a essência do partido. Se as direções não encararem com seriedade a recuperação do projeto do PT e valarem-se das boas experiências dos modos petistas de governar e de legislar, readequando-as ao contexto, estarão por acelerar a perda de protagonismo e a dispersão de quadros em futuro breve.

    Porém, a ameaça mais grave para o PT é a caçada despudorada empreendida pela grande mídia nacional, em conluio com setores encastelados do Ministério Público e do Judiciário. Eles querem a derrocada eleitoral do PT e a criminalização de suas ações. Iniciou-se com o “mensalão”, em 2005, agravou-se com o julgamento da AP 470 pelo STF, em 2012, e revelou todo o caráter golpista com a operação “Lava-jato”, de 2014 ao presente. Para não ser arbitrariamente suprimido do cenário político brasileiro, o PT precisa voltar ao berço dos movimentos sociais e populares e garantir a legitimidade necessária contra a reação das classes dominantes, representadas pela mídia e pela aristocracia jurídica. Estas o veem como o principal adversário do secular projeto de poder das elites nacionais e estão dispostas a tudo para varrê-lo do mapa político, a exemplo do golpe de estado em curso.

    O PT também tem de retomar a sua grande capacidade de se reinventar. É necessário reaproximar-se da práxis – viver o que prega – e recobrar a desenvoltura, na descoberta e formação de novas lideranças do campo de esquerda e dos movimentos sociais. Sem líderes e ideias atuais, fatalmente será tragado para a obsolescência. Figuras como Fernando Haddad e uma miríade de quadros dispersos país a fora, se tocadas por um consistente projeto petista, popular e de esquerda, poderão dar ao partido mais algumas décadas de protagonismo na política do Brasil. Também o PED – Processo de Eleições Diretas – do PT deverá sustentar a possibilidade de que as novas gerações ascendam ao comando partidário.

    Os desafios do PT são enormes e podem destruí-lo se não enfrentados com criatividade e devida consciência de gravidade. A perda de jovialidade do partido pesa contra. A favor, sua grande capacidade de sair maior das crises que enfrenta. Historicamente, o PT é a maior revelação do que o movimento popular brasileiro é capaz em termos de organização política. Se se recobrar de seu passado, o PT talvez possa vencer a sua maior crise.
  • Romaria dos Mártires da Caminhada 2016

    Encerrou-se hoje a edição 2016 da Romaria dos Mártires da Caminhada em Ribeirão Cascalheira, no Mato Grosso, local onde o padre João Bosco Penido Burnier foi assassinado pela polícia durante a Ditadura Militar (outubro de 1976), por defender os direitos dos índios, dos pobres e dos ribeirinhos daquela região.
    No dia do atentado contra o padre João Bosco (11/10/1976), ele e Dom Pedro Casaldáliga, bispo de São Félix do Araguaia (MT), foram à cadeia interceder por duas mulheres que estavam sendo torturadas. Na verdade, os policiais queriam matar o bispo Casaldáliga, que foi poupado daquela barbárie porque os algozes o confundiram com o padre João Bosco.
    Nos dias seguintes ao martírio, o povo destruiu a cadeia, afugentou os policiais criminosos e, no local, ergueu uma igreja, o Santuário dos Mártires da Caminhada, numa evidente declaração de luta contra a ditadura brasileira.
    Durante a Romaria dos Mártires da Caminhada, militantes das comunidades eclesiais de base, das pastorais sociais e dos grupos ligados à teologia da libertação católica meditam e celebram a memória de todos os que deram a vida pela causa da justiça, associando-os à causa de Jesus.
    Que o sangue dos mártires da caminhada brasileira e latino-americana, unido ao sangue de Cristo martirizado-ressuscitado, nos anime na luta contra a nova ditadura que ora surge do golpe e na construção de um mundo novo, justo, solidário e fraterno! Venha teu Reino, Jesus!
  • Novo FEBEAPÁ: o golpe de 2016

    FEBEAPÁ (Festival de Besteiras que Assola o País) é o título de uma série de três livros escritos pelo cronista, escritor, radialista e compositor brasileiro Sérgio Marcus Rangel Porto (Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 1923 — 30 de setembro de 1968), mais conhecido por seu pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. No FEBEAPÁ, Ponte Preta ironizava as pérolas dos anos iniciais da Ditadura Militar brasileira. Pois não é que com o golpe de 2016, um novo FEBEAPÁ está acontecendo na vida política e social brasileira!
    Conta-nos, Stanislaw, que nos anos 60 do século passado, a repressão invadiu um sindicato à procura de todos os livros do “comunista comedor de criancinhas” Karl Marx, o velho filósofo alemão que viveu no século XIX, mas que acabou fichado no DOPS (órgão da ditadura brasileira) como figura muito suspeita que ameaçava o regime. O primeiro livro estranho encontrado foi levado e queimado na rua por ter a capa vermelha. Era uma Bíblia doada aos líderes sindicais do mundo inteiro pelo Papa João XXIII, durante uma solenidade de São José Operário, em algum 1º de maio. Mas, como estava escrita em latim e, ainda, com capa vermelha, só podia ser coisa de comunista ateu (risos). “O Capital”, livro de Marx, permaneceu incólume, pois tinha capa preta e edição discreta. Agora, nos tempos do usurpador golpista temerário, do deputado Bolsonaro, que elogia torturadores na sessão do impeachment, de Eduardo Cunha, que apronta todas e nunca vai preso e dos parlamentares obscurantistas, uma professora do Paraná foi afastada da escola – pasmem! – por ensinar as teorias de Karl Marx na aula de sociologia, coisa que consta do curriculum de qualquer escola brasileira, americana, inglesa ou japonesa que preze por oferecer um ensino de qualidade.
    A julgar pelo ridículo e pelo desmonte das políticas públicas que o governo golpista está operando em apenas dois meses, todos os professores de História, Ciências, Sociologia, Geografia e Filosofia que se preparem, pois a nova ditadura “temerária” brasileira, que pôs fim à Nova República inaugurada por Tancredo Neves em 1985, vai em breve nos censurar e perseguir por ensinar Paulo Freire, Milton Santos, Guerra Fria, evolucionismo darwinista, cultura afro-brasileira e indígena, teoria do subdesenvolvimento e o artigo 5º da Constituição de 1988, aquele que trata sobre os direitos dos cidadãos e cidadãs do Brasil.
    Não bastasse querer elevar a aposentadoria para 70 anos, entregar o pré-sal para as multinacionais americanas, aumentar a jornada diária de trabalho de oito para doze horas, agora é a tal da “Escola Sem Partido”, defendida pelo ator pornô Alexandre Frota na visita que fez ao Ministro da Educação do governo golpista de Temer, ainda em maio.
    Fora Dilma! Bem-vinda nova ditadura! A história se repetindo, como em 1964. Quantos serão torturados e mortos novamente?
  • Sem Dilma não tinha obras em Taiobeiras

    Dilma Rousseff e o PT são vítimas de um terrível ódio em Taiobeiras. Ódio artificialmente cultivado e disseminado pela elite política, burocrata e econômica. Mas, a verdade, é que se não fosse Dilma, as obras inauguradas nos últimos dias (na área da saúde) e as em andamento (construção de creches, etc) não existiriam. Sem falar dos programas sociais, que ajudam os pobres e trabalhadores, da cidade e da zona rural, a enfrentarem a crise e alimentam o comércio local. Tudo isto é propositalmente escondido do povo.
    Pode-se criticar Dilma em vários aspectos, mas se não fosse o governo dela, a situação de Taiobeiras seria muito mais grave.
    Vamos ver quando Michel Temer, o usurpador, conseguir reduzir os gastos com a saúde e a educação – e conseguir aumentar a idade para as pessoas se aposentarem – como que a situação vai ficar.
  • Texto do Levon: Vingança ou Perdão?

    O que escuto ou leio em determinados comentários:

    * “Bandido bom é bandido morto”.

    * ” Tá com pena de bandido? Adote um”.

    O que Jesus disse?

    * “Amai vossos inimigos”.

    * ” Dai a outra face”.

    * “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra”.

    O que resume os direitos humanos?

    * Garantir que o outro seja tratado com a mesma decência com que se quer ser tratado, ainda que você julgue que ele “não presta”.

    Não sou a favor de bandidos. Desejo apenas que haja punição com dignidade e, sobretudo, reeducação.

    Se eu desejar a morte do bandido, ainda que seja o pior deles, em que serei diferente dele?

  • Texto do Levon: Quem é o inimigo a ser morto?

    Bem, o esperado está acontecendo.
    Primeiro, demonizaram o PT e esconderam a podridão dos outros partidos (PSDB, PMDB, PP, PTB, etc.), muito maiores do que as do PT. E é fácil provar que são realmente muito maiores. Depois, tramaram contra Lula que, apesar de nem ser réu, não podia ser nomeado ministro, enquanto que o governo golpista está cheio de investigados na Lava-jato e em outras lambanças, sem contar Eduardo Cunha na presidência da Câmara, mesmo com a revelação das contas na Suíça. Em seguida, o impeachment de Dilma, mulher honesta, que não cometeu crime de responsabilidade. Agora, justamente no período eleitoral, bloqueiam a conta do PT. A desculpa, como sempre, é a de combater a corrupção. Mas só tem PT nesse emaranhado de 35 partidos políticos? É só desculpa. O objetivo é cortar o financiamento das candidaturas de petistas e deixar livres os demais. Justamente, os demais!
    O tolo que acredita que a corrupção está sendo combatida com a destruição do PT deve achar que, enfim, o Brasil se tornará um mar de rosas. Pobre coitado! Asno!

    É um golpe. O PT é apenas o símbolo do inimigo a ser combatido. Só o símbolo. O verdadeiro inimigo a ser “morto”, extirpado como um câncer, é o pobre, é o trabalhador, é aquele que vai perder os poucos direitos que conquistou na última década, durante os governos petistas:
    * Valorização do salário mínimo,
    * “Minha Casa Minha Vida”,
    * PAC,
    * ProUni,
    * Fies,
    * Brasil Sem Fronteiras,
    * Luz para Todos,
    * Água para Todos,
    * Caminhos da Escola,
    * Bolsa Família,
    * Cotas para pobres, negros e indígenas,
    * Políticas de proteção à mulher,
    * Pronaf,
    * Previdência social,
    * “Mais Médicos”,
    * Escolas técnicas,
    * Institutos federais,
    * Concursos públicos,
    * 14 novas universidades,
    * Integração latino-americana,
    * Inclusão de 40 milhões de pessoas retiradas da extrema miséria, etc…

    Anos sombrios e terríveis pela frente, só porque você gritou “Fora Dilma e leve o PT junto”. Prepare-se para sofrer.

  • Texto do Levon: Sabia

    Sabe quando você luta com a alma e com o coração? Sobretudo porque tem ciência de que está lutando pelo que é certo, justo, bom e digno…
    Sabe quando você tem certeza de que está do lado certo, ainda que a maioria lhe diga o contrário?
    Pois é! É assim que me sinto na luta contra o golpe no Brasil, a favor da restituição do mandato democraticamente conferido a Dilma Rousseff pelo voto, desafiando as injustiças dos golpistas, dos fascistas e dos ignorantes. Eu estou do lado certo da história! E isto me alegra.
    Faço o que a consciência tranquila me manda fazer. Isto é o justo. É pelo bem, mais dos outros do que de mim mesmo. Pouco me importa a rejeição ou os desdizeres dos que me chamam de cego, radical ou outras aberrações. Eu sou honesto e minha luta também. E tenho milhões de companheiros na mesma condição! Somos muitos!
  • Texto do Levon: Tico e Teco

    A violência está insuportável: Mais armas para os homens de bem!
    A crise econômica apertou: Mais liberdade para o mercado!
    Os serviços públicos são ineficientes: Privatização já!
    Crise na representação política: Individualismo!
    Perdemos a eleição: Menos democracia para os incautos!
    As crianças aprendem pouco na escola: Menos matérias críticas!
    Uma maçã está podre no cesto: Joguem todas no lixo!
    A água após o banho está suja: Joguem-na fora juntamente com o bebê!
    Muita criatura humana que pensa e age assim.
  • Texto do Levon: Dialética

    É pobre, é preto, é puta, é branco pobre, é indígena, é quilombola, é mulher consciente, é mulher pobre e preta, é menor, é sem terra, é sem teto, é de esquerda, é petista, é gay, é lésbica, é menor infrator, é empregado, é empregada doméstica: vale menos do que um cachorro de madame.
    É rico, é aparentemente rico, é branco, é branco rico, é mulher-objeto, é madame, é empresário, é empreendedor, é dono de casa boa ou apartamento, é hétero, é machão, é menor infrator filho de rico ou de classe média alta, é dono de terras, é dono de imóveis, é patrão: vale mais do que Deus.
  • Texto do Levon: Ame e lute, apesar das pedras

    Ame e lute, apesar das pedras
    * Levon Nascimento
    A visão, na terra da cegueira, ao contrário do ditado popular, segundo o qual traria a coroa ao detentor, torna-se motivo de disputa e segregação.

    A coragem, na terra da covardia, é classificada como loucura.
    A disposição para a luta, na terra da acomodação e do conformismo, é tratada como patologia social.
    A capacidade crítica, na terra do infortúnio intelectual, é vítima da ditadura da mediocridade.
    Mas sem elas – a visão, a coragem, a disposição para a luta e a capacidade crítica -, os cegos, os covardes, os acomodados, os conformados e os intelectualmente desafortunados pereceriam na bocarra da dominação.
    É preciso lutar por eles, por amor, sem esperar outra retribuição além das pedras.

  • Texto do Levon: Seguir

    Seguir
    * Levon Nascimento
    É Jesus…

    Não te sigo para ter a benção da prosperidade material. Os bens materiais se enferrujam e apodrecem.
    Não te sigo por causa de milagres espetaculosos. Eles só cabem em filmes hollywoodianos.
    Não te sigo por causa de uma suposta moral elevada e perfeita, superior à das demais pessoas. Por conta dela, civilizações inteiras foram extirpadas em banhos de sangue.
    Não te sigo por medo de morrer. Afinal, a todos ela vem, “ao fraco e ao forte”, como disse teu amigo Francisco de Assis.
    Então, por que ou para que te sigo?
    Para que a adúltera não morra a pedradas;
    Para que o cego enxergue;
    Para que o filho ingrato volte à casa dos que o amam;
    Para que o rico compartilhe seus bens;
    Para que o paralítico volte a andar;
    Para que a pescaria renda aos pescadores;
    Para semear em terra fértil;
    Para multiplicar o pão e repartir com a multidão;
    Para possibilitar uma vida mais justa ao órfão, à viúva e ao pobre;
    Por causa do peso de tua cruz.
    Por causa do teu imenso amor.

  • Artigo do Levon: O oprimido e a opressão

    A opressão não seria tão violenta e persistente se não contasse com o conformismo ou, até mesmo, a colaboração dos oprimidos frente aos opressores.

    Os 350 anos da brutal e desumana escravidão negra no Brasil não teriam durado tanto se, num dado momento da história, muitos escravizados não tivessem começado a achar que aquilo era destino (sina) e, outros, a navegar no próprio sistema escravocrata, passando a colaborar com seus senhores em troca de pequenos favores, à forma de migalhas: os capitães do mato.

    A dominação feminina em diferentes tempos ou em diversos tipos de sociedade, só foi possível graças ao fato da maioria das mulheres aceitarem a condição de submissas ao poder discricionário dos homens.

    Igualmente, a exploração da mais-valia dos trabalhadores por seus patrões só se efetiva por que a grande parte do proletariado não toma consciência de classe e, efetivamente, não luta unida pela superação das relações capitalistas de trabalho.

    No Brasil dos dias atuais, esta constatação se faz ainda mais evidente. Depois de um período de quatorze anos (curto interregno diante de sua longa história de espoliação pelas oligarquias),no qual um governo de origem popular (ainda que marcado pelo tal presidencialismo de coalizão, o qual desfigurou o projeto original das personagens principais deste período de poder), a população beneficiária de uma série de avanços sociais, que conquistou direitos e alcançou empoderamento real, foi conduzida ideologicamente, por força da grande mídia cartelizada, a desejar o impeachment do governo legitimamente eleito e a ansiar pela entronização no Palácio do Planalto de plutocratas que absolutamente em nada representam seus reais interesses de classe.

    Desta forma, jovens foram às ruas contra a corrupção, por mais escolas e saúde. Recebem do novo governo a nomeação de velhos ministros que sempre defenderam justamente o oposto e, de quebra, sinaliza com o desmonte das políticas de inclusão na educação e na cultura. Mulheres com rosto maquiado de verde e amarelo bateram em panelas contra o governo da primeira mulher eleita para a presidência da República brasileira. Como pagamento, veem a extinção do ministério especial que tratava de políticas públicas para o sexo feminino, bem como um ministeriado totalmente composto por homens, fato que nem mesmo o último governo da ditadura militar tinha ousado. Assalariados de carteira assinada bradaram contra o primeiro governo oriundo das classes trabalhadoras. Em troca, veem o novo governo acenar para a flexibilização dos direitos tão arduamente conquistados e contidos na CLT, flertar com as cruéis terceirizações e acenar ao aumento da idade mínima para a aposentadoria, além da possibilidade do trágico fim da política de valorização real do salário mínimo.

    Nenhuma das constatações anteriores retira a responsabilidade das costas da classe que historicamente se fez opressora sobre as demais. Atualmente, ela se encontra assentada nos barões da grande mídia, organizada em cartel de poucas famílias; nas grandes empresas dos capitais financeiro (bancos), industrial e comercial; na política tradicional das velhas oligarquias (partidos políticos de direita); e em setores do próprio Estado nacional, tradicionalmente ocupados por estratos da classe média identificados com os interesses da alta burguesia, a exemplo do que ocorre, em grande medida, no Poder Judiciário, no Ministério Público e nas corporações, como a Polícia Federal.

    Porém, não invalida a análise de que é necessário investir para que o oprimido não mais se identifique com o opressor que lhe explora. Se isto não vier a ocorrer com urgência, o Brasil estará sempre sujeito a golpes daqueles que não se contentam em esperar as próximas eleições para ascender ao poder pelo voto democrático, configurando-se numa gigantesca república bananeira. Esta consciência se fará na Educação: teórica, ofertada nas escolas, e prática, no calor das lutas encampadas pelos movimentos sociais.

  • Artigo do Levon: Diálogo e fascismo

    Vixe! É outro artigo de opinião desse tal de Levon! Eu não vou nem ler! Petralha doente! Só fala de Lula e Dilma! É um cego! Vai pra Cuba!

    Calma! Vamos dialogar?

    Uma das marcas do período conturbado pelo qual o Brasil está passando é a extrema polarização das posições políticas, as quais deixaram o terreno fértil do diálogo e da liberdade de expressão e adentraram ao pântano das perigosas simplificações, dos dogmatismos e do ódio fascista.

    Por quais motivos?

    O petismo foi um modo de governo de esquerda moderado, que nada teve de socialista ou comunista, a não ser os aliados e a referência moral, que buscou a conciliação com as elites e patrocinou políticas macroeconômicas tipicamente capitalistas, permitindo imensos lucros aos grandes bancos e aos setores hegemônicos da burguesia nacional e que mexeu pouco na estrutura social do Brasil, propiciando que os setores populares, antes totalmente excluídos, tivessem acesso ao consumo e a alguns direitos sociais. Porém, mesmo este pouco de inclusão, que retirou 40 milhões de brasileiros da condição de extrema pobreza, desagradou à conservadora classe dominante nacional, secularmente beneficiária das desigualdades.

    O ódio fascista foi fomentado

    No caso da classe média, imageticamente retratada pelo jocoso termo “coxinha”, pesa o fato dela ser tão classe trabalhadora quanto as demais classes populares, mas ideologicamente identificada, inspirada e desejosa de ser parte da assim denominada burguesia, ou classe opressora. Daí decorre que não deve ser motivo de espanto, pelo menos para quem quiser sociologicamente analisar, o fato de ser a classe média, tão sofredora quanto as demais categorias oprimidas, a contribuir com o maior contingente de indivíduos que defendem e propagam a irracional ideologia do fascismo brasileiro. Some-se a isto o conservadorismo estético, típico dos estratos médios de sociedades que passaram por longos períodos de domínio colonial, e a extrema religiosidade de caráter privado, centrada atualmente no que se denominou chamar de teologia da prosperidade.

    Dito isso, se entende o porquê da classe média bradar palavras de ordem que deixariam corados de vergonha quaisquer indivíduos que se dedicassem a um estudo mínimo de História, como, por exemplo, os famosos: “vai pra Cuba”, “petralha é tudo comunista”, “fascismo é ideologia de esquerda” e outras falácias. Quanto a Cuba, qualquer observador da cena internacional sabe que a ilha dos Castro caminha claramente para a abertura de seu mercado. A Guerra Fria dos anos 60 ficou longe. Até Barak Obama e os Rolling Stones já foram dar o seu abraço a Fidel. Supor que o petismo levaria o Brasil para uma ditadura comunista é de fazer o velho Marx ou Stalin se revirarem de raiva no caixão. Em qual comunismo os bancos lucrariam tanto e os pobres receberiam incentivos para comprar, comprar e comprar? E, se o fascismo era de esquerda, por que então as vítimas prediletas de Hitler e Mussolini, depois dos judeus, eram os camaradas esquerdistas, comumente alcunhados de “os bolcheviques” ou “os porcos vermelhos”? Não. O fascismo era uma ideologia de direita. De extrema direita. E que punha em risco os próprios conceitos burgueses de democracia e liberdade de expressão. Por isto foi combatido, ainda que tardiamente, pelos Aliados. Isto, evidentemente, não retira das esquerdas mundiais a responsabilidade de fazerem autocrítica quanto aos massacres perpetrados por regimes como o soviético, o chinês e o norte-coreano. Não se deve tapar os olhos para os crimes da extrema-esquerda, para não se cair no dogmatismo obscurantista da extrema-direita.

    Mas a esquerda brasileira também errou, principalmente por não ter disputado a hegemonia ideológica durante os anos dourados do lulismo (segundo mandato de Lula). Houve um raciocínio acomodatício que se conformou apenas com as quatro vitórias consecutivas em eleições presidenciais. O espaço ideológico junto à classe média ficou vazio. A classe média, ela própria, beneficiária de tantas políticas inclusivas dos governos petistas, como o PROUNI, o SISU, o Brasil Sem Fronteiras, a valorização real do salário mínimo, o estímulo aos concursos públicos, o aumento de vagas em universidades públicas e em institutos federais, além das ações de cunho moralizante, como o fortalecimento da Controladoria Geral da União, do MPF e a autonomia de fato da Polícia Federal. De vazio, este campo foi ocupado pelos grupos elitistas que enxergaram no fascismo, ou seja, na manipulação dos medos, da ignorância histórico-conceitual e nos seculares preconceitos de classe, uma porta para a retomada do poder central (fato concretizado com o golpe do impeachment por pedaladas fiscais) e para a extinção das conquistas alcançadas pelas classes dominadas (inclusive da própria classe média, que agora poderá ser vítima do aumento da idade para se aposentar e de outros golpes do governo ilegítimo).

    Nos artigos de opinião que escrevo, tenho sido vítima dos xingamentos típicos de indivíduos que foram, involuntariamente, inoculados pela doença do ódio fascista. Gente que não se incomoda de ter Eduardo Cunha como parceiro de suas “lutas”. Antes, eu me afligia e sofria. Tinha raiva. Hoje, vejo que é meu dever de cidadão brasileiro e – por que não? – atitude de cristão, ajudar a estes co-irmãos a avançarem em suas visões de mundo, seja pela leitura crítica ou pelo contradito conceitual.

    Talvez pese que, realmente, eu seja um militante das minhas ideias, inclusive político-partidariamente, mas eu não os odeio. Apenas, quero dialogar respeitosamente com eles.
  • Artigo do Levon: O valor dos líderes

    Beatriz Cerqueira, do SindUTE/MG e da CUT/MG
    Às vezes fico indignado quando percebo que boa parte das pessoas não é digna do esforço de algumas lideranças que as guiam e defendem. Vou citar dois casos, um da Bíblia e outro da nossa atualidade política brasileira.

    Nos tempos bíblicos vemos a luta de Moisés para convencer, organizar e conduzir o povo de Israel na luta contra a escravidão no Egito. E, mesmo depois da espetacular fuga pelo Mar Vermelho, em meio às óbvias dificuldades de travessia do deserto, os hebreus se põem a conspirar contra Moisés, reclamando do racionamento de comida e desejando o retorno à vida dos tempos de escravidão. A liberdade e a autonomia são bens duros de serem conseguidos e vividos. Nem todos estavam amadurecidos para compreendê-las e, delas, usufruírem. “Pau no líder”!

    Atualmente, vejo a consistente atuação da professora Beatriz Cerqueira, do Sindicato Único dos Educadores de Minas Gerais (SindUTE/MG) e da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG). Uma baita liderança! Inteligente, coerente e bem articulada. Organizou e lutou bravamente contra os desmandos dos governos tucanos na educação mineira. Tem feito a luta, mesmo com um governo simpático às demandas dos professores, sem abrir mão do essencial aos interesses da categoria. Mesmo assim, tem professor que nem lê o que ela escreve, não sabe o que pensa e, pior ainda, fala mal, acusa com leviandades e prefere dizer que “o Sindicato ou a Beatriz nada fazem por eles”. Vivem da murmuração e se recusam a participar efetivamente das lutas.

    Ah, e se tiver alguém que venha me acusar de misturar a história bíblica para dar sustentação a esta narrativa claramente política, digo logo que parem de ser hipócritas e desinformados. Estudem! Em geral, os que assim procederem são aqueles mesmos que conhecem a Bíblia de cabo a rabo quando o assunto é “teologia da prosperidade”, busca de milagres espetaculares ou julgar a vida alheia, mas que sabem como ninguém utilizar o famoso “jeitinho” brasileiro quando se deparam com a passagem na qual Jesus afirma que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino do céu”. Para essa gente, a agulha era uma grande porta típica das cidades do Oriente Médio. Típico descaramento na interpretação. O mestre Jesus não se valeria de uma comparação que indica dificuldades utilizando exemplos que permitem concluir por facilidades. Agulha é agulha, camelo é camelo, rico é rico, hipocrisia é hipocrisia.

    Enfim, há casos em que muitos liderados não fazem jus ao valor, à luta e ao sacrifício de seus líderes. E vice versa!