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7 curiosidades sobre o novo livro de Levon Nascimento: "Sexagenarius"
Conheça algumas curiosidades sobre o mais novo livro escrito por mim, “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”.
1. O poema Paciência Revolucionária, que consta do livro Parangolivro, do grante poeta montes-clarense Aroldo Pereira, meu amigo, me inspirou na escrita de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”. Eu o cito na obra.
2. “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” é o meu primeiro livro com registro ISBN da Biblioteca Nacional.
3. “Taioba em Folha”, aquarela sobre papel, de 2013, nas dimensões de 60cmx164cm é a obra da reconhecida artista taiobeirense Elisiana Alves que ilustra a capa de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”.
4. Algumas curiosidades a mais: Elisiana Alves assina a capa de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”. Uma homenagem à nossa cidade. Elisiana é baiana de Mortugaba. Eu sou baiano de Cordeiros. Assim como Martinho Rêgo, um dos fundadores de Taiobeiras, era baiano de Caculé, e Lúcio Miranda, nosso primeiro prefeito, baiano de Jacaraci. Ah, e Romarão Barbosa, militante do rock, baiano de Vitória da Conquista.
5. O grupo Arruda Alimentos e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras deram o patrocínio cultural para a editoração gráfica e a impressão de “Sexagenarius – reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”.
6. O prefácio de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” foi escrito pela professora e ativista cultural taiobeirense Marileide Alves Pinheiro.
7. “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” é um conjunto de textos que trata sobre a história, a cultura, a política e a cidadania de Taiobeiras. São textos escritos entre dezembro de 2010 e dezembro de 2013. Impresso pela Editora O Lutador, de Belo Horizonte, o livro tem 120 páginas em papel pólen soft, e é ilustrado por belas fotografias históricas de Taiobeiras, organizadas num primoroso e sofisticado projeto gráfico.
E mais: “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” tem, ainda, uma homenagem à memória de Frei Jucundiano de Kok, o frade holandês que foi um dos desbravadores e construtores mais notáveis da cultura taiobeirense.
O lançamento de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” ocorrerá no plenário da Câmara Municipal em 4 de abril de 2014. -
Os apoiadores do meu novo livro: Sexagenarius
Agradeço aos apoiadores culturais do meu novo livro: Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras. São eles, o grupo Arruda Alimentos, de propriedade do empresário Carlito Arruda, e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, sob a presidência de Geraldo Caldeira Barbosa.
Ao apoiar este trabalho, demonstram estar bem antenados com a necessidade de estimular a cultura e o debate de temas importantes para o desenvolvimento do município de Taiobeiras. -
O "mensalão" do PT e a desinformação da massa
A maioria quase absoluta das pessoas que usa a palavra “mensalão” em relação ao PT não sabe, com clareza, quais são as reais acusações da AP 470. Nem por quais crimes os acusados foram condenados. Muito menos quais foram as teses levantadas por suas defesas. Dançam, todos, conforme a música executada pela mídia cartelizada que “desinforma” com propósitos muito claros.
Criminalizar a política e os políticos, embrulhando todos no mesmo pacote do “não presta” ou do “são todos farinha do mesmo saco”, serve aos interesses de quem? Uma das vezes em que isto ocorreu, os alemães elegeram um “salvador da pátria” chamado Adolf Hitler, pois ninguém “aguentava mais” a corrupção “generalizada” (conforme a mídia). Enfim, repetem coisas como papagaios, sem meditar exatamente sobre o que estão dizendo.
Ainda falta muito para chegarmos a algum nível de cidadania ou de maturidade societária. -
Vereador Januário diz que há genocídio em Taiobeiras e cobra promessas do prefeito
O vereador Januário de Castro (PDT – Taiobeiras) usou a rede social Facebook nesta quarta, 19 de fevereiro de 2014, para desabafar e denunciar a administração municipal quanto a não realização de obras prometidas na campanha do atual prefeito. Também cobrou políticas públicas que ajudem a diminuir a violência. O vereador classificou como “genocídio” o índice elevado de casos violentos em Taiobeiras e ainda criticou a relação de submissão entre a administração taiobeirense e o Poder Legislativo. “Depois de um ano e dois meses essa administração usando vereador pra entregar um simples mata-burros em comunidade rural”, disse Januário de Castro.
Veja a publicação de Januário. -
Final de novela: o beijo entre Niko e Félix ou a reconciliação entre Félix e César?

Cena final de Amor à Vida: reconciliação entre Félix e César Discutir novela é uma atividade comparável às elucubrações dos teólogos bizantinos do século XV. Enquanto os turcos otomanos cercavam Constantinopla, prontos para atacá-la e subjugá-la – como de fato ocorreu em 1453 – seus sábios gastavam todo o tempo em questões vãs, como a definição sobre a qual gênero (sexo) pertenceriam os anjos, se masculino ou feminino. Mas mesmo sendo um “bizantinismo”, vou falar um pouquinho do final de “Amor à Vida”.
Na noite de 31/01/2014, pouco depois do final da exibição do último capítulo da trama de Walcyr Carrasco pela Rede Globo de Televisão, as redes sociais pipocaram, em especial o Twitter. Todos comentavam sobre o primeiro beijo entre dois homens exibido pela poderosa TV Globo em uma de suas novelas. Em tempo, o SBT já havia feito isso, em 2011, na novela “Amor e Revolução”, do autor Tiago Santiago. No caso, entre suas mulheres. A maioria aplaudia o autor e os atores Mateus Solano e Thiago Fragoso. Um outro tanto, repudiava. Não vou entrar no mérito do beijo. Acho até que foi uma cena menos chocante do que as punhaladas desferidas por uma personagem em seu amante ou do que as cenas de sexo quase explícitas entre homens e mulheres em outros núcleos da mesma novela. O que me desperta a curiosidade é justamente o interesse despertado, de amor ou de ódio, de admiração ou de repulsa, pelo beijo de dois homens e não a cena justamente posterior a esta, também envolvendo dois homens, o atores Mateus Solano, intéprete de Félix, e Antônio Fagundes, que deu vida a César. No caso, filho e pai, separados pela incompreensão e pelo rancor. A cena, em questão – a última e, na minha opinião, a mais bela e importante de toda a novela – mostrava ambos, pai e filho, diante do nascer do sol em uma praia. O filho, repudiado pelo patriarca durante toda a novela, em grande parte teve seu caráter deformado por conta do desprezo paterno por sua condição homossexual. Ainda assim, com o pai vitimado pela cegueira e por um derrame cerebral, mesmo sendo diariamente ofendido por este, toma para si a tarefa de cuidar e zelar do velho homem.
Na cena final, um pai velho, doente, triste e rancoroso ouve do filho – que foi a vida inteira espezinhado – um emocionante “Pai, eu te amo” e, para surpresa de Félix, responde “Eu também te amo, meu filho!”. Aqui reside minha incompreensão. Mais importante do que o revolucionário beijo entre duas pessoas do mesmo sexo, exibido em horário nobre da televisão, num país ainda extremamente hipócrita e preconceituoso, creio que a reflexão mais importante que deveria estar rolando nas redes sociais, no botequins e nas residências, deveria ser a cena do perdão, da reconciliação, da compreensão que deveriam existir entre pais e filhos, entre famílias. O episódio final, da declaração de amor entre Félix e César, deveria ser uma constante entre entes familiares. Se atitudes como aquela fossem comuns, teríamos menos “Félixes” reais descartando bebês em caçambas ou latas de lixo, menos “Alines” urdindo planos de vingança ou de golpes financeiros, menos “Césares” adúlteros ou homofóbicos, menos “Pilares” aviltadas pela traição e compungidas a cometer crimes por ódio.
Os últimos instantes de uma novela, produto popularesco e de pouca qualidade artística e técnica, mas ainda o maior artigo de formação de opinião consumido pela massa brasileira, não poderiam ser mais necessários, como foram os de “Amor à Vida”. Necessários enquanto convite à família brasileira ao dever do diálogo entre pais e filhos, maridos e esposas, pessoas que se amam. -
Um mártir é padroeiro de Taiobeiras: São Sebastião!
São Sebastião é um dos santos católicos mais populares do Brasil. Padroeiro da cidade mais conhecida do país, o Rio de Janeiro e, também, de várias outras localidades, inclusive Taiobeiras (MG).
Mártir dos primeiros séculos do cristianismo, Sebastião era oficial romano durante o reinado de Dioclesiano (Imperador romano), época de muita perseguição aos cristãos. Preferiu perder o status e a vida a renegar a fé cristã.
Igual a ele, milhares de cristãos ao longo dos séculos sacrificaram suas vidas em favor da causa do amor, da justiça e da misericórdia, em diferentes realidades e lugares. Junto com Sebastião, podemos nos lembrar dos mártires recentes, como Dorothy Stang, Oscar Romero e muitos outros.
Viva Sebastião! Viva os mártires da caminhada! -
Os mais lidos neste blog nos últimos dois meses
Relembre as postagens quatro postagens mais lidas neste blog nos últimos dois meses (14 de novembro de 2013 a 14 de janeiro de 2014).
* Taiobeiras: Espaço voluntário de cultura fecha as portas por falta de apoio do poder público
* The Voice Brasil por Yure Colares
* Artigo do Levon: Taiobeiras e a liberdade que se alcança aos 60
* Artigo do Levon: “Eita, mataram mais um ali” -
Taiobeiras: Espaço voluntário de cultura fecha as portas por falta de apoio do poder público

Fachada da casa-sede do Espaço Encena & Cia,
em Taiobeiras/MGO ano de 2014 começa amargo para as iniciativas de valorização e fomento da cultura no município de Taiobeiras, no norte de Minas Gerais. Através de manifesto em seu perfil na rede social Facebook, a educadora e ativista cultural Marileide Alves Pinheiro expressou a tristeza que está vivendo por ter de entregar ao locatário a casa onde funciona o Espaço Encena & Cia, mantido com o esforço dela e de poucos colaboradores.

Oficina de cinema desenvolvida voluntariamente
no Espaço Encena & Cia.Segundo Marileide, as contribuições já não são suficientes para manter os pagamentos de aluguel, água, luz e demais despesas do “projeto cultural”, que funciona inteiramente através do esforço de voluntários, sem apoio dos poderes públicos.
Ainda segundo a ativista cultural, ela já procurou diversas vezes os agentes públicos do município de Taiobeiras para tratar do assunto, mas não alcançando o apoio necessário para a manutenção do Espaço Encena & Cia neste casarão da década de 1940, que fica numa região histórica do centro da cidade.
Na casa do Espaço Encena & Cia eram realizadas, sempre de forma gratuita, exposições de artesanatos e pinturas, saraus literários, ensaios de banda de rock de adolescentes e jovens, reforço escolar gratuito, além de mostras de cinema e oficinas de artes com temas variados.
Leia aqui o desabafo da educadora Marileide:
A ativista cultural Marileide em meio às crianças atendidas
voluntariamente no Espaço Encena & Cia“QUE TRISTE!
INFELIZMENTE O SONHO ACABOU….
Teremos que entregar a casa ESPAÇO ENCENA & CIA. Não posso assumir sozinha todos os custos do projeto: aluguel, água, luz e limpeza – Totalizando em média 600,00… O FIM deste sonho – ESPAÇO ENCENA & CIA interfere na vida de muitos artistas: Artesãos que expõem lá, os garotos da Banda AK47 que ensaiam, os alunos do curso de TEATRO, Aula de REFORÇO, as crianças e adultos que vão assistir aos filmes do CINECLUBE ARTE EM CENA, a exposição de artistas como Elisiana Alves e Paulo César, Mini- Museu de Antiguidades de Taiobeiras….. Muitos sairão perdendo! Agradecemos desde já a todos os que sonharam junto conosco, acreditando, nos apoiando, visitando. Enfim, participando dos nossos eventos….Abraços fraternos e beijos no coração!” -
Férias: imagens da igreja em restauração na cidade de Condeúba (Bahia)
Condeúba: Detalhe do altar-mor,
em estilo barroco.Em viagem de férias à minha terra natal, Cordeiros, no sudoeste baiano, aproveitei o dia 2 de janeiro de 2014 visitando a cidade de Condeúba.
Condeúba: interior da Igreja Matriz
em restauração.Veja aí as fotos do interior da bela Igreja Matriz de Santo Antônio de Pádua, naquela cidade do interior baiano. Toda em estilo barroco e passando por uma merecida e bem cuidada restauração.
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Feliz 2014
A você que ora acessa este meu espaço virtual (Blog), desejo-lhe que 2014 seja um ano alegre, feliz e cheio de igualdade e soberania! Desejo isto a você, ao Brasil e aos povos oprimidos de todo o mundo!
E, aproveito a oportunidade, respeitando a sua crença, para relembrar um fato de 2013 que, para mim, foi muito motivador e contribuiu para resgatar minha fé no Deus da Vida: a eleição do latino-americano Jorge Mario Bergoglio para o “trono” de São Pedro – Papa Francisco (foto). -
The Voice Brasil por Yure Colares

Yure Colares Por Yure Colares, músico, cantor e compositor taiobeirense, atendendo a um questionamento do autor deste Blog sobre o The Voice Brasil 2014 descrito neste artigo.
O que percebi com minha participação nas audições do The Voice Brasil 2013 é que “não sou cantor” rsrsrs… tudo que aprendi na cultura regional popular em contato com “gênios desconhecidos de nossa música”, caem por terra diante da gigante MÍDIA “A IMPERADORA REDE GLOBO”.
Lá, eles nos transformam num pacote bem embrulhado e nos colocam numa esteira com rota e ponto de chegada determinados sem alternativas ou escolhas!… O negócio é a audiência, o lucro, a vendagem, doa a quem doer. Seu talento? Maravilhoso!… mas não é isso que buscamos. Sua música? Linda!… mas não vende, etc… etc… etc… e dentro desse liquidificador onde somos um estilo ou uma fruta sendo transformada em vitamina, nunca somos servidos com o gosto que realmente temos.
Música… sublime arte! O que aconteceu com você???… Comigo nada, sou apenas notas empilhadas ou intercaladas em tempos determinados por GÊNIOS ou IDIOTAS! Tudo que balança o corpo não toca a alma! Vamos pular nas micaretas, balançar os nossos popozões nos bailes funks, gritar estericamente nos shows de “música universitária”, distorcer todos os nossos sentidos nas boates com música eletrônica a todo volume, raios lasers e luses artificiais multicoloridas de última geração, vamos chacoalhar os nossos neurônios e bater cabeça com as guitarras pesadas e os amplificadores valvulados dos metaleiros, vamos cantar fora do tom e tocar um instrumento desafinado, vamos sentar e ouvir Tom Jobim, Gal ou Gadú, Caetano ou Gil…
“Diga-me o que escutas que eu te direi quem sou e viva os discos de ouro e platina!” -
Frei Betto: Natal de Jesus ou "papainoelização" do Natal.
A “papainoelização” do Natal, na definição de Frei Betto, eclipsou os significados riquíssimos de uma tradição milenar para encher o vazio com farofa, programas bregas de TV e coxas de peru.
Que o Natal foi desvirtuado, até as crianças já perceberam. A cada ano que passa, a singeleza da data, antes rica em detalhes e simbologia, é pisoteada por um turbilhão de obrigações, que arrasta as pessoas para os bancos, os shoppings e supermercados, com listas imensas de coisas a fazer, num périplo de compras e preparativos capaz de exaurir as forças e o dinheiro de qualquer um.
Se o Natal fosse uma pessoa, dir-se-ia que está doente, com estresse, pressão alta e colesterol – além de depressão e mau humor -, frutos da correria, das poucas horas de sono, da procura por vaga no estacionamento, do calor abafado, do excesso de doces e gorduras, dos abusos etílicos – mas, principalmente, da falta de sentido nas coisas, todas elas rasas de motivos e que se encerram em si mesmas.
Um sinal de que o Natal está doente são as reclamações, antes pouco comuns, hoje frequentes. A semana é curta para tudo o que se precisa fazer, dizem os anfitriões da noite, transformados em promotores de eventos, sempre com mil coisas para pensar. Não pode faltar gelo. Não podem faltar guardanapos ou esses objetos comuns mas que sempre desaparecem quando se precisa deles, como saca-rolhas ou pilha para a máquina fotográfica.
Com tanto por fazer, sobra menos tempo para antigos rituais domésticos, que costumavam ser extremamente prazerosos para adultos e mágicos para as crianças, como montar um presépio em família, enquanto se explica quem são os personagens e o que fazem naquele cenário, ou colocar os pingentes na árvore natalina e não esquecer de uma estrela brilhante no alto, que é – ou deveria ser – mais importante que os presentes embaixo dela.
A “papainoelização” do Natal, na definição autoexplicativa do frade dominicano, jornalista e escritor Frei Betto, eclipsou os significados riquíssimos de uma tradição milenar para encher o vazio com farofa, programas bregas de TV e coxas de peru. Despiu a humildade pregada pelo verdadeiro “aniversariante”, dois mil anos atrás, para vestir em seu lugar roupas novas e caras, escolhidas para impressionar parentes e vizinhos. Afugentou a sensação do cósmico e do transcendente para dar a tudo um sentido banal de finitude, simbolizado pelos restos da festa, pelos ossos nos pratos, pelo cansaço e a ressaca do dia seguinte. Abafou os sentimentos e a reflexão com música alta e bebida. E, o pior de tudo, tirou de cena um personagem fascinante, com uma história única entre todos os homens, para colocar o foco em uma “marca” fictícia e sem qualquer conteúdo filosófico.Jesus Cristo é o personagem histórico mais biografado e analisado de todos os tempos. Dezenas de milhares de livros foram publicados sobre ele. Documentários sempre renovados esquadrinham cada traço de sua personalidade, as passagens de sua vida, seus atos e palavras à luz de novas descobertas e teorias. Vez por outra, o cinema se rende ao magnetismo dessa personalidade incrível, cuja doutrina mudou a história e moldou a cultura ocidental.
É difícil de entender, a não ser pela influência maciça da publicidade sobre a cultura de nossos tempos, como uma referência tão rica e essencial, capaz de abrir as portas para o autoconhecimento e para um contato inteligível com o divino, foi substituída por uma tradição inócua e que, de certa forma, representa justamente o oposto de tudo, pela celebração do consumo e das recompensas materiais.
Ainda dá tempo de fazer uma pausa na loucura das tarefas infindáveis para respirar fundo, pensar e sentir o verdadeiro Natal, sem esquecer de conversar com as crianças sobre a origem dessa tradição e contar a elas quem foi esse homem doce e corajoso chamado Jesus.
Por Frei Betto, religioso dominicano e assessor de movimentos populares.
Veja mais sobre o Natal neste blog:
Natal brasileiro X neve importada
A primeira vez em que vi Papai Noel e Jesus
Neste Natal, e sempre, amar como Jesus amou
O aniversário do Menino-Crucificado -
Casaldáliga: Ainda "não há lugar para eles", nem em Belém nem na Lampedusa

Ainda “não há lugar para eles”, nem em Belém nem na Lampedusa
Poema de Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de S. Félix do AraguaiaNatal é um sarcasmo?
“Se teu Reino não é deste mundo”,
que vens fazer aqui,
subversivo, desmancha-prazeres?Para ser o Deus-conosco
tens de sê-lo na impotência,
com os pobres da Terra,
assim, pequeno, assim,
despido de toda glória,
sem mais poder que o fracasso,
sem mais lugar que a morte,
mas sabendo que o Reino
é o sonho do teu Pai,
e também é o nosso sonho.Ainda há Natal,
na Paz da Esperança,
na vida partilhada,
na luta solidária,
Reino adentro, Reino adentro! -
Taiobeiras e suas contradições aos 60 anos
Ir além da maquiagem
Colocar o ser humano
Em primeiro lugar
Esquecer as aparências
Exaltar a pessoa
Dignificar os que sofrem
Sensibilizar-se com a dor alheia
Só assim avançaremos. Avancemos! -
Nen Sena recebe medalha Hélio Costa
Na noite de 11 de dezembro de 2013, a Comarca de Taiobeiras entregou a comenda Medalha Desembargador Hélio Costa, pelos relevantes serviços prestados à Justiça em Taiobeiras, ao ex-Prefeito Geraldo Sarmento de Sena (Nen Sena). Ele governou Taiobeiras de 1983 a 1988 e ficou conhecido como o prefeito que mais construiu escolas no município.
No início da cerimônia, que ocorreu no plenário da Câmara Municipal, destacou-se a execução do Hino Nacional Brasileiro em ritmo de capoeira, tocada pelas crianças e adolescentes atendidos pelo CEIA (Centro Educacional para a Infância e Adolescência), uma entidade filantrópica de Taiobeiras. Veja o vídeo…<a class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" data-original-id="BLOGGER_object_10" href="http://“>
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Artigo do Levon: Taiobeiras e a liberdade que se alcança aos 60

Taiobeiras na década de 1940, ainda distrito, na região
hoje conhecida como Praça da Matriz em confluência
com a Avenida da LiberdadeArtigo escrito em homenagem aos 60 anos de emancipação de Taiobeiras, comemorados em 12 de dezembro de 2013, data em que se relembra a assinatura da Lei Estadual de Minas Gerais, n. 1.039, de 12/12/1953.
Outro dia conversávamos na escola durante o recreio sobre o aniversário próximo dos 60 anos de emancipação de Taiobeiras, quando um colega professor saiu-se com esta: “60 anos?! então já pode requerer os direitos da Lei dos Sexagenários!” Rimos bastante. Fui pesquisar e encontrei que a Lei Imperial nº 3.270, de 28 de setembro de 1885, também conhecida como Lei Saraiva-Cotegipe ou simplesmente Lei dos Sexagenários, dava o direito à liberdade não aos escravos negros que completavam 60 anos, mas aos 65. Uma lei estúpida, pois era raro o negro que chegava vivo a esta idade, devido aos maus-tratos e ao trabalho insalubre. E aos sobreviventes, qual outra opção senão continuar “livre” na dependência do senhor? Para onde iria e o que fazer para sobreviver um ancião de pele escura e sem qualquer outro direito? No entanto, é de liberdade que quero tratar. Liberdade para uma sexagenária senhora, minha cidade de Taiobeiras.
De certa forma, o colega tinha razão! O município de Taiobeiras bem que poderia fazer uso dos direitos simbólicos que emanam da Lei dos Sexagenários e libertar-se de uma série de jugos atravancadores do desenvolvimento de sua sociedade civil e dos seus órgãos públicos constituídos. Talvez, os cidadãos de hoje pudessem fazer valer, com maior ênfase, o gesto de alguns conterrâneos do passado. Conta a história informal que, ao saber da assinatura da lei emancipatória, em 12 de dezembro de 1953, alguns taiobeirenses mais afoitos trataram logo de retirar a placa que dava nome à principal via da recém-cidade. Conhecida por todos como “Rua Larga”, oficialmente chamava-se “Idalino Ribeiro”, homenagem por imposição ao chefe político salinense que de tudo fazia para impedir a concretização do processo de emancipação. Aquele gesto, de banir a placa, mais que vandalismo, constitui-se simbolicamente numa atitude ousada de declaração de liberdade. Não por coincidência, os mesmos ativistas instantaneamente escreveram no mesmo local os dizeres “Avenida da Liberdade”, rebatizando o logradouro com o ideal que ainda se deseja alcançar nos dias atuais.
Fazer valer o pequeno e utópico gesto fundante daqueles idealistas, movidos por contagiante rivalidade bairrista, significa hoje ir muito além do que personificar inimigos como fizeram com o velho Idalino ou com Salinas. Com efeito, a liberdade de hoje deve ser conquistada na capacidade criativa dos taiobeirenses e na competência para resolver os problemas. As algemas que impedem o desenvolvimento humano e social devem ser rompidas. Para Taiobeiras dar um novo brado de liberdade, agora aos 60 anos, é necessário reconhecer as deficiências, praticar a autocrítica, banir os vícios patrimonialistas, romper as segregações já intrínsecas na cultura, avançar na construção de uma nova sociedade e derrubar as “novas placas” onde se inscrevem as injustiças sociais.
Para ser realmente livre aos 60 anos, Taiobeiras tem de: cuidarde sua gente, especialmente dos pobres; enfrentar e vencer a escandalosa violência que ceifa vidas, inclusive dos jovens; avançar na educação cidadã e permanente, estendendo as oportunidades de conteúdo a todos; melhorar a qualidade dos agentes e das instituições políticas municipais, aprimorando a democracia e destruindo os vícios coronelistas e clientelistas do autoritarismo e da compra/venda do voto; transformar as relações sociais, abandonando a cultura do consumismo e do exibicionismo vazios, trocando-a por uma nova era onde valham mais as pessoas e o seu conteúdo interior, do que a aparência e os bens que eventualmente possuam.
Cuidar, enfrentar, vencer, avançar, melhorar e transformar: verbos que precisam sair do papel da teoria e materializarem-se na práxisde Taiobeiras. Só assim, a partir dos 60, a cidade encontrará a liberdade. A liberdade que só se encontra numa nova cultura de paz a ser construída. Parabéns, Taiobeiras, pelos 60 anos de emancipação! -
#Taiobeiras60anos: Uma bibliografia sobre Taiobeiras ou de taiobeirenses
Publico aqui uma primeira leva de capas de livros escritos sobre Taiobeiras ou por taiobeirenses (outros temas)… Vamos aproveitar o aniversário de 60 anos de emancipação (12/12/2013) para melhorar a difusão da cultura escrita e melhorar o hábito de leitura! Que tal?
Autor: Avay Miranda (História de Taiobeiras e outros temas).Autores: Levon Nascimento e Flaviana Costa Sena Nascimento
(História de Taiobeiras e outros temas)Autora: Marileide Alves Pinheiro (Poesia – participação em antologias)Autor: Hermínio Miranda Costa (História de Taiobeiras em poesia)Autoras: Vanessa Souza e Gêissila Tatiély (Romance)Autor: Alex Saraiva (Estudo acadêmico)Autor: Lázaro Gomes (Autobiográfico)


















