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  • É mentira que a CNBB recomenda não reeleger Dilma

    Tem um pessoal “desinformado” ou simplesmente imbuído de má-fé que está compartilhando no Facebook uma matéria com foto do Papa Francisco e a seguinte manchete “CNBB recomenda não reeleger Dilma”. Quando se clica no link, vai-se a uma página apócrifa (clandestina, que não é a da CNBB) que contem um texto assinado pelo falecido bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Como eu disse, o bispo já é falecido, desde 2012 (pode consultar no Google).

    Portanto a carta não é de 2014. E, se fosse da CNBB, viria assinada pelo seu presidente, o Cardeal de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno de Assis.

    Cada um tem o direito de ter a opinião que quiser, desde que seja embasada na verdade. Campanha suja, erigida sobre a mentira, não é coisa de cristãos. Quem é mesmo o pai da mentira?

  • Taiobeiras: violência, paz, política e opinião (síntese de ideias da semana)

    Infelizmente, a adesão à criminalidade não é somente uma questão de caráter, como afirmam alguns. A situação de pobreza aumenta o risco social e leva muita gente a cair nas armadilhas da marginalidade.
    29/05/2014.

    A luta por um mundo melhor e mais justo não para.
    Eu escolhi as militâncias cultural-social e político-partidária para fazer parte desta luta.
    A luta continua! Esperança, sempre!

    28/05/2014.

    Pessoas inteligentes se deixando dominar pelo “complexo de vira-latas”. Complexo patrocinado pela grande mídia, aliada do capitalismo internacional brutal. Bradam contra seu próprio país, seletivamente escolhendo como alvo apenas a militância e o governo que mais trabalharam pelo povo em toda a história da nação. Imploram, disfarçadamente, para que “os fantasmas do passado” retomem o poder. É doutrina política mais do que conhecida: “a melhor forma de dominar um povo é fazer com que ele não goste de si mesmo”. Pense nisso!
    28/05/2014

    Não existem mais prefeitos nem governadores no Brasil. As responsabilidades sobre saúde, educação e segurança também não são mais divididas entre municípios, estados e governo federal. Tudo é culpa da Dilma! Vai ser hipócrita assim lá no período colonial! Interessante notar como andam as administrações dos grupos políticos adversários de Dilma.
    28/05/2014

    É fato que a atual onda de violência encontra terreno fértil na juventude pobre, cotidianamente confrontada, humilhada e desafiada pela sociedade consumista e de ostentação. Na cara destes meninos e meninas que aderiram ao tráfico, todos os dias são aguçados os desejos mais profundos e irracionais da alma humana, tal e qual ocorre também com adolescentes e jovens das classes média e alta. A diferença é que com aqueles primeiros, geralmente excluídos das oportunidades mais básicas, inclusive da convivência familiar saudável, ainda lhes faltam os recursos financeiros para a satisfação dos desejos de consumo.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    A escalada da violência em Taiobeiras, assim como no resto do país e no mundo inteiro, faz ressurgir velhos dizeres fascistas e psicóticos que desviam a atenção das misérias humanas que produzem a dor, o ódio e o crime. Os valores humanos se perdem nas vítimas mortas, nos escombros do medo que invade a sociedade e na vontade de vingança que envenena o coração das pessoas.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    E se todas essas esperanças falharem, ainda restará uma esperança maior. Esperança de um jovem galileu que por aqui esteve há dois mil anos apenas praticando o amor. “Estranhamente”, mesmo amando tanto, foi condenado à morte por quem detinha o poder político em sua época. Apesar de todo o “sentimento de injustiça” que permeou sua morte numa cruz, brindou a todos com a “esperança vibrante” de voltar a viver ressuscitando três dias depois de sua execução pelos romanos. Espera… Esperança… Esperanças… presentes no doce sabor da justiça; exaladas no suave perfume da paz!
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Taiobeiras é atualmente uma cidade de “contos de fadas”. Não se pode negar que haja muitos avanços, boa parte deles porque o Brasil também avançou. Mas não existe na classe política que a dirige uma sensibilidade para com os que estão à margem; para com as questões da juventude: vítima da violência e das drogas; para com as situações étnico-culturais e de gênero; para com a educação contextualizada e de qualidade; não há um olhar social efetivo e moderno ou comprometido como a elevação da dignidade da pessoa humana. Tudo isso tem de ser alcançado através da luta da comunidade.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Não basta somente uma sociedade avançar no plano econômico. É preciso criar os meios para que a política, a cultura e o regime democrático co-participem do crescimento da economia. Também, é necessário construir uma cidade que vá além da beleza de suas praças e avenidas ou da alegria de suas festas. Um lugar onde as pessoas, especialmente aquelas que estão segregadas pela pobreza, pelas drogas ou pelo baixo conhecimento cultural, sejam integradas ao convívio cidadão.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Famílias, escolas, igrejas e associações fariam muito bem à ‘politização’ social se levassem os seus membros a se tornar mais críticos, interpretativos dos sinais dos tempos, líderes em variadas situações, atuantes em favor da dignidade humana, justos nos negócios e na lida em sociedade.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Taiobeiras precisa de que cada cidadão e cidadã, com sua simplicidade e entendimento, participem da política, com suas histórias de vida, de sofrimentos e de vitórias; com pluralidade e ideias inovadoras, para além da cultura mercantilista, colonialista e consumista que se impôs historicamente sobre o povo e o município.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Na cultura taiobeirense, o consumismo arraigado faz com que as pessoas se endividem em “mil” prestações, de modo que “aparentem” certo status e condição econômica que não são reais. Busca-se muito o ter e o aparecer. Investe-se pouco no aprender novas coisas úteis e no “ser” um alguém com consistência. É necessário avançar para além dessa escravidão moral que, a qual, ainda, contribui para a degradação pessoal e ambiental. Cada um deve aprender a superar a cultura da aparência e do modismo fútil; e a viver com mais naturalidade e verdade as relações sociais.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Quando digo que o Alto Rio Pardo precisa de pessoas mais à “esquerda”, na verdade afirmo que nossas lideranças sociais, religiosas, comunitárias e políticas necessitam ultrapassar a mentalidade imediatista do capital e construir bases sólidas para que o humano cresça, eduque-se e consiga desenvolver uma nova consciência de mundo e de fraternidade.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Para ser realmente livre aos 60 anos, Taiobeiras tem de: cuidar de sua gente, especialmente dos pobres; enfrentar e vencer a escandalosa violência que ceifa vidas, inclusive dos jovens; avançar na educação cidadã e permanente, estendendo as oportunidades de conteúdo a todos; melhorar a qualidade dos agentes e das instituições políticas municipais, aprimorando a democracia e destruindo os vícios coronelistas e clientelistas do autoritarismo e da compra/venda do voto; transformar as relações sociais, abandonando a cultura do consumismo e do exibicionismo vazios, trocando-a por uma nova era onde valham mais as pessoas e o seu conteúdo interior, do que a aparência e os bens que eventualmente possuam.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.

  • Artigo do Levon: Quando era maio…


    A cidade se enfeitava inteira, os meios-fios e até um metro do tronco das árvores ornamentais eram pintados de cal. A passarela central da Praça da Matriz, ladeada por majestosas palmeiras imperiais, toda decorada com faixas e dizeres. Naqueles dias de maio, a fé brotava dos corações, a alegria irradiava-se nos lares e o perfume das novidades invadia o ar frio de outono em Taiobeiras.


    A procissão seguia: crianças vestidas de anjos – não fosse assim, não seria Minas Gerais. As mulheres de branco com fitas vermelhas e medalhas ao pescoço cantarolavam canções marianas. Um velho senhor, à frente, carregava a cruz do Ressuscitado. No meio e atrás, a pé simplesmente, ou empurrando bicicletas, uma multidão colorida pajeava o cortejo em busca da santa.


    Na frente da Igrejinha octogonal, vivas e mais vivas ensaiadas pelo frade. Homens mais fortes, com zelo e vigor, retiravam a imagem portuguesa de Nossa Senhora de seu nicho e a colocavam sobre um andor com oito hastes. Vereadores da Câmara carregavam o palanquim nos ombros. As disputas partidárias entravam em sabática trégua. Em festa, júbilo, parada real, a senhora de Fátima era carregada no retorno à Matriz.


    Entre cantos e “exultes”, bem romano na concepção, mas sem perder a bucólica tradição popular, flores, serpentinas e confetes eram atirados, rumo ao andor, pelos populares que saiam às portas a esperar pela passagem da Mãe.


    Em triunfo olímpico, de volta à Praça da Matriz, a procissão passava pelo corredor central. Coisa de reis e rainhas, cinematográfico! E adentrava à Matriz. Chegava a imagem de Maria – a senhora de Fátima – na casa de São Sebastião, para durante 10 dias ali permanecer recebendo honras, coroações e súplicas, homenagens que só a mãe do Salvador do mundo poderia merecer.


    Tempos idos, os quais eu via e sentia nas décadas de 1980 e 1990, quando um povo – taiobeirense – ainda não se havia deixado vencer pela sede de consumo nem pelo vício do descartável. Era maio, mês de Maria e das mães, e a família ainda se reunia e confraternizava em torno do que era bom!
  • A capa de Sexagenarius

    Aqui está a capa do livro “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, escrito por mim, editado e impresso na Editora O Lutador (Belo Horizonte) e lançado em 4 de abril de 2014 no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras.

    A capa é composta de uma aquarela sobre papel, denominada “Taioba em Folhas”, da artista plástica taiobeirense, de renome internacional, Elisiana Alves.

    O livro trás um conjunto de textos reflexivos sobre os temas candentes do município de Taiobeiras por volta do período da celebração de seus 60 anos de emancipação política e administrativa, em 12 de dezembro de 2013.

  • Poema: Covardia e Coragem

    Poema: Covardia e Coragem * Levon Nascimento

    A praga da covardia é o muro
    O muro, em cima dele,
    A covardia não se decide
    Não toma partido
    No muro
    Nem para uma parte
    Nem para a outra.


    Em contraposição, a coragem
    No erro, no acerto
    Toma partido, partidariza
    Escolhe um lado
    Defende
    Uma parte ou outra
    E paga a conta da ousadia
  • Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras (o livro)

    No final de 2013 Taiobeiras completou 60 anos de emancipação. Eu não poderia deixar a data passar em branco, sem contribuir com o aprimoramento das discussões ligadas ao interesse coletivo da cidade. Foi então que decidi reunir numa publicação vários textos, entre eles artigos, entrevistas e intervenções orais, os quais eu havia publicado nos três anos anteriores. Assim nasceu o projeto do livro Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras.

    A minha intenção inicial era de publicar o livro no dia 12 de dezembro de 2013, data redonda dos 60 anos. Mas faltaram recursos financeiros à época. Agora, com o apoio da grupo Arruda Alimentos e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, consegui a impressão de mais este trabalho.

    Sexagenarius tem 120 páginas, por onde se distribuem 22 títulos relacionados às problemáticas, aos valores e às aspirações do povo de Taiobeiras. Na maioria deles eu utilizo o método crítico para analisar a história, a cultura e a sociedade taiobeirense. Também, internamente, o livro traz oito fotografias históricas da cidade, cada uma delas preenchendo artisticamente um espaço de dupla página. Tenho a honra de contar com um prefácio escrito pela professora e ativista cultural Marileide Alves Pinheiro e de trazer na capa uma maravilhosa obra pintada pela prestigiada artista plástica Elisiana Alves, o quadro “Taioba em Folha”. O projeto gráfico e da designer Andréa Esteves, de Belo Horizonte, que já assinou os outros três livros que publiquei. A impressão ocorreu nas oficinas da Editora O Lutador, também da capital mineira.

    O lançamento do livro Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras ocorrerá numa sexta-feira, dia 4 de abril de 2014, a partir das 19 horas, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras. Desde já, sinta-se convidado(a) especial. O exemplar será comercializado ao preço de R$ 25,00 (vinte e cinco reais).

  • Isaías Costa lança livro de poesias "Simplesmente Zazau"

    Zazau, na companhia da professora Marileide, durante lançamento
    de seu livro em 14/03/2014, na Av. da Liberdade, em Taiobeiras
    .

    Isaias Costa (Zazau), poeta autodidata, pioneiro do ramo da imprensa escrita taiobeirense, fundador e diretor do primeiro jornal de circulação periódica de Taiobeiras (Jornal Taiobeiras Informa), lançou em 14 de março de 2014 (Dia da Poesia) o 1º volume do livro “Simplesmente Zazau: poesias, mensagens, pensamentos e conselhos”.

    A obra contem 116 páginas recheadas de muita sabedoria, arte, poesia e homenagens. Os temas da celebração da vida e da arte de saber vivê-la permeiam todas as linhas do livro. Personagens “simples” do cotidiano taiobeirense, como Nego de Carolina e Luquinha são recordados e exaltados pela sua dignidade e valor sócio-histórico.


    Comercializado por R$ 20,00, o livro merece ser adquirido e degustado com muito carinho por aqueles já tem a sensibilidade para com as coisas belas e valiosas da vida ou por quem deseja aprimorar a centelha de arte que pulsa no coração. Adquira e leia. O mundo ficará melhor através da sua leitura.

  • Convite para lançamento do livro "Sexagenarius"

    Sinta-se convidado para o lançamento do meu livro “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”.
    Data: sexta, 4 de abril de 2014.
    Local: Câmara Municipal de Taiobeiras.

    Horário: A partir das 19 horas.

  • Dia Internacional da Mulher – 2014

    As mulheres mais bonitas são as que lutam por um mundo melhor!
  • 7 curiosidades sobre o novo livro de Levon Nascimento: "Sexagenarius"

    Conheça algumas curiosidades sobre o mais novo livro escrito por mim, “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”.

    1. O poema Paciência Revolucionária, que consta do livro Parangolivro, do grante poeta montes-clarense Aroldo Pereira, meu amigo, me inspirou na escrita de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”. Eu o cito na obra.

    2. “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” é o meu primeiro livro com registro ISBN da Biblioteca Nacional.

    3. “Taioba em Folha”, aquarela sobre papel, de 2013, nas dimensões de 60cmx164cm é a obra da reconhecida artista taiobeirense Elisiana Alves que ilustra a capa de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”.

    4. Algumas curiosidades a mais: Elisiana Alves assina a capa de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”. Uma homenagem à nossa cidade. Elisiana é baiana de Mortugaba. Eu sou baiano de Cordeiros. Assim como Martinho Rêgo, um dos fundadores de Taiobeiras, era baiano de Caculé, e Lúcio Miranda, nosso primeiro prefeito, baiano de Jacaraci. Ah, e Romarão Barbosa, militante do rock, baiano de Vitória da Conquista.

    5. O grupo Arruda Alimentos e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras deram o patrocínio cultural para a editoração gráfica e a impressão de “Sexagenarius – reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”.

    6. O prefácio de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” foi escrito pela professora e ativista cultural taiobeirense Marileide Alves Pinheiro.

    7. “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” é um conjunto de textos que trata sobre a história, a cultura, a política e a cidadania de Taiobeiras. São textos escritos entre dezembro de 2010 e dezembro de 2013. Impresso pela Editora O Lutador, de Belo Horizonte, o livro tem 120 páginas em papel pólen soft, e é ilustrado por belas fotografias históricas de Taiobeiras, organizadas num primoroso e sofisticado projeto gráfico.

    E mais: “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” tem, ainda, uma homenagem à memória de Frei Jucundiano de Kok, o frade holandês que foi um dos desbravadores e construtores mais notáveis da cultura taiobeirense.

    O lançamento de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” ocorrerá no plenário da Câmara Municipal em 4 de abril de 2014.

  • Os apoiadores do meu novo livro: Sexagenarius

    Agradeço aos apoiadores culturais do meu novo livro: Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras. São eles, o grupo Arruda Alimentos, de propriedade do empresário Carlito Arruda, e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, sob a presidência de Geraldo Caldeira Barbosa.

    Ao apoiar este trabalho, demonstram estar bem antenados com a necessidade de estimular a cultura e o debate de temas importantes para o desenvolvimento do município de Taiobeiras.

  • O "mensalão" do PT e a desinformação da massa

    A maioria quase absoluta das pessoas que usa a palavra “mensalão” em relação ao PT não sabe, com clareza, quais são as reais acusações da AP 470. Nem por quais crimes os acusados foram condenados. Muito menos quais foram as teses levantadas por suas defesas. Dançam, todos, conforme a música executada pela mídia cartelizada que “desinforma” com propósitos muito claros.

    Criminalizar a política e os políticos, embrulhando todos no mesmo pacote do “não presta” ou do “são todos farinha do mesmo saco”, serve aos interesses de quem? Uma das vezes em que isto ocorreu, os alemães elegeram um “salvador da pátria” chamado Adolf Hitler, pois ninguém “aguentava mais” a corrupção “generalizada” (conforme a mídia). Enfim, repetem coisas como papagaios, sem meditar exatamente sobre o que estão dizendo.

    Ainda falta muito para chegarmos a algum nível de cidadania ou de maturidade societária.

  • Vereador Januário diz que há genocídio em Taiobeiras e cobra promessas do prefeito

    O vereador Januário de Castro (PDT – Taiobeiras) usou a rede social Facebook nesta quarta, 19 de fevereiro de 2014, para desabafar e denunciar a administração municipal quanto a não realização de obras prometidas na campanha do atual prefeito. Também cobrou políticas públicas que ajudem a diminuir a violência. O vereador classificou como “genocídio” o índice elevado de casos violentos em Taiobeiras e ainda criticou a relação de submissão entre a administração taiobeirense e o Poder Legislativo. “Depois de um ano e dois meses essa administração usando vereador pra entregar um simples mata-burros em comunidade rural”, disse Januário de Castro.

    Veja a publicação de Januário.

  • Final de novela: o beijo entre Niko e Félix ou a reconciliação entre Félix e César?

    Cena final de Amor à Vida: reconciliação entre Félix e César

    Discutir novela é uma atividade comparável às elucubrações dos teólogos bizantinos do século XV. Enquanto os turcos otomanos cercavam Constantinopla, prontos para atacá-la e subjugá-la – como de fato ocorreu em 1453 – seus sábios gastavam todo o tempo em questões vãs, como a definição sobre a qual gênero (sexo) pertenceriam os anjos, se masculino ou feminino. Mas mesmo sendo um “bizantinismo”, vou falar um pouquinho do final de “Amor à Vida”.

    Na noite de 31/01/2014, pouco depois do final da exibição do último capítulo da trama de Walcyr Carrasco pela Rede Globo de Televisão, as redes sociais pipocaram, em especial o Twitter. Todos comentavam sobre o primeiro beijo entre dois homens exibido pela poderosa TV Globo em uma de suas novelas. Em tempo, o SBT já havia feito isso, em 2011, na novela “Amor e Revolução”, do autor Tiago Santiago. No caso, entre suas mulheres. A maioria aplaudia o autor e os atores Mateus Solano e Thiago Fragoso. Um outro tanto, repudiava. Não vou entrar no mérito do beijo. Acho até que foi uma cena menos chocante do que as punhaladas desferidas por uma personagem em seu amante ou do que as cenas de sexo quase explícitas entre homens e mulheres em outros núcleos da mesma novela. O que me desperta a curiosidade é justamente o interesse despertado, de amor ou de ódio, de admiração ou de repulsa, pelo beijo de dois homens e não a cena justamente posterior a esta, também envolvendo dois homens, o atores Mateus Solano, intéprete de Félix, e Antônio Fagundes, que deu vida a César. No caso, filho e pai, separados pela incompreensão e pelo rancor. A cena, em questão – a última e, na minha opinião, a mais bela e importante de toda a novela – mostrava ambos, pai e filho, diante do nascer do sol em uma praia. O filho, repudiado pelo patriarca durante toda a novela, em grande parte teve seu caráter deformado por conta do desprezo paterno por sua condição homossexual. Ainda assim, com o pai vitimado pela cegueira e por um derrame cerebral, mesmo sendo diariamente ofendido por este, toma para si a tarefa de cuidar e zelar do velho homem.

    Na cena final, um pai velho, doente, triste e rancoroso ouve do filho – que foi a vida inteira espezinhado – um emocionante “Pai, eu te amo” e, para surpresa de Félix, responde “Eu também te amo, meu filho!”. Aqui reside minha incompreensão. Mais importante do que o revolucionário beijo entre duas pessoas do mesmo sexo, exibido em horário nobre da televisão, num país ainda extremamente hipócrita e preconceituoso, creio que a reflexão mais importante que deveria estar rolando nas redes sociais, no botequins e nas residências, deveria ser a cena do perdão, da reconciliação, da compreensão que deveriam existir entre pais e filhos, entre famílias. O episódio final, da declaração de amor entre Félix e César, deveria ser uma constante entre entes familiares. Se atitudes como aquela fossem comuns, teríamos menos “Félixes” reais descartando bebês em caçambas ou latas de lixo, menos “Alines” urdindo planos de vingança ou de golpes financeiros, menos “Césares” adúlteros ou homofóbicos, menos “Pilares” aviltadas pela traição e compungidas a cometer crimes por ódio.

    Os últimos instantes de uma novela, produto popularesco e de pouca qualidade artística e técnica, mas ainda o maior artigo de formação de opinião consumido pela massa brasileira, não poderiam ser mais necessários, como foram os de “Amor à Vida”. Necessários enquanto convite à família brasileira ao dever do diálogo entre pais e filhos, maridos e esposas, pessoas que se amam.

  • Um mártir é padroeiro de Taiobeiras: São Sebastião!

    São Sebastião é um dos santos católicos mais populares do Brasil. Padroeiro da cidade mais conhecida do país, o Rio de Janeiro e, também, de várias outras localidades, inclusive Taiobeiras (MG).

    Mártir dos primeiros séculos do cristianismo, Sebastião era oficial romano durante o reinado de Dioclesiano (Imperador romano), época de muita perseguição aos cristãos. Preferiu perder o status e a vida a renegar a fé cristã.

    Igual a ele, milhares de cristãos ao longo dos séculos sacrificaram suas vidas em favor da causa do amor, da justiça e da misericórdia, em diferentes realidades e lugares. Junto com Sebastião, podemos nos lembrar dos mártires recentes, como Dorothy Stang, Oscar Romero e muitos outros.

    Viva Sebastião! Viva os mártires da caminhada!

  • Taiobeiras: Espaço voluntário de cultura fecha as portas por falta de apoio do poder público

    Fachada da casa-sede do Espaço Encena & Cia,
    em Taiobeiras/MG

    O ano de 2014 começa amargo para as iniciativas de valorização e fomento da cultura no município de Taiobeiras, no norte de Minas Gerais. Através de manifesto em seu perfil na rede social Facebook, a educadora e ativista cultural Marileide Alves Pinheiro expressou a tristeza que está vivendo por ter de entregar ao locatário a casa onde funciona o Espaço Encena & Cia, mantido com o esforço dela e de poucos colaboradores.

    Oficina de cinema desenvolvida voluntariamente
    no Espaço Encena & Cia.

    Segundo Marileide, as contribuições já não são suficientes para manter os pagamentos de aluguel, água, luz e demais despesas do “projeto cultural”, que funciona inteiramente através do esforço de voluntários, sem apoio dos poderes públicos.

    Ainda segundo a ativista cultural, ela já procurou diversas vezes os agentes públicos do município de Taiobeiras para tratar do assunto, mas não alcançando o apoio necessário para a manutenção do Espaço Encena & Cia neste casarão da década de 1940, que fica numa região histórica do centro da cidade.

    Na casa do Espaço Encena & Cia eram realizadas, sempre de forma gratuita, exposições de artesanatos e pinturas, saraus literários, ensaios de banda de rock de adolescentes e jovens, reforço escolar gratuito, além de mostras de cinema e oficinas de artes com temas variados.

    Leia aqui o desabafo da educadora Marileide:

    A ativista cultural Marileide em meio às crianças atendidas
    voluntariamente no Espaço Encena & Cia

    “QUE TRISTE!
    INFELIZMENTE O SONHO ACABOU….
    Teremos que entregar a casa ESPAÇO ENCENA & CIA. Não posso assumir sozinha todos os custos do projeto: aluguel, água, luz e limpeza – Totalizando em média 600,00… O FIM deste sonho – ESPAÇO ENCENA & CIA interfere na vida de muitos artistas: Artesãos que expõem lá, os garotos da Banda AK47 que ensaiam, os alunos do curso de TEATRO, Aula de REFORÇO, as crianças e adultos que vão assistir aos filmes do CINECLUBE ARTE EM CENA, a exposição de artistas como Elisiana Alves e Paulo César, Mini- Museu de Antiguidades de Taiobeiras….. Muitos sairão perdendo! Agradecemos desde já a todos os que sonharam junto conosco, acreditando, nos apoiando, visitando. Enfim, participando dos nossos eventos….Abraços fraternos e beijos no coração!”

  • Férias: imagens da igreja em restauração na cidade de Condeúba (Bahia)

    Condeúba: Detalhe do altar-mor,
    em estilo barroco.

     Em viagem de férias à minha terra natal, Cordeiros, no sudoeste baiano, aproveitei o dia 2 de janeiro de 2014 visitando a cidade de Condeúba.

    Condeúba: interior da Igreja Matriz
    em restauração.

    Veja aí as fotos do interior da bela Igreja Matriz de Santo Antônio de Pádua, naquela cidade do interior baiano. Toda em estilo barroco e passando por uma merecida e bem cuidada restauração.

  • Feliz 2014

    A você que ora acessa este meu espaço virtual (Blog), desejo-lhe que 2014 seja um ano alegre, feliz e cheio de igualdade e soberania! Desejo isto a você, ao Brasil e aos povos oprimidos de todo o mundo!

    E, aproveito a oportunidade, respeitando a sua crença, para relembrar um fato de 2013 que, para mim, foi muito motivador e contribuiu para resgatar minha fé no Deus da Vida: a eleição do latino-americano Jorge Mario Bergoglio para o “trono” de São Pedro – Papa Francisco (foto).