(Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
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O chão e o horizonte: recomendação de leitura
Ao participar do 6º Encontro Mineiro das CEBs na semana passada em Montes Claros (MG), tive acesso ao livreto (cartilha) “Eleições 2010: o chão e o horizonte” (foto da capa) produzido pelas assessorias do CNLB (Conselho Nacional de Leigos do Brasil), CBJP (Comissão Brasileira de Justiça e Paz), CEFEP (Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Câmara”), IBRADES (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento) e Pastorais Sociais da CNBBAtravés de um texto fácil e de rápida leitura, construído no tradiconal método VER-JULGAR-AGIR, são apresentadas algumas reflexões que todos os cristãos e demais cidadãos deveriam fazer diante do período eleitoral que se aproxima.O título chama a atenção para o sonho de um Brasil mais justo, ético, pacífico e solidário, chamando a isto de HORIZONTE. Já a realidade em que nos encontramos é analisada à luz da espiritualidade e da ética cristãs, na dimensão do CHÃO em que pisamos.O livreto destaca ainda as questões da ética na política, do valor do trabalho e do trabalhador e da inviolabilidade da vida em todas as suas dimensões, do direito de nascer, crescer com saúde e educação, até a possibilidade de usufruir de uma velhice respeitosa e tranquila.Vale a pena ler. É uma publicação do Centro de Pastoral Popular. Maiores informações no 0800 703 83 53 ou no e-mail cpp@cpp.com.br. -
Leonardo Boff: "Qual o legado da crise com os pedófilos na Igreja?"

Leonardo Boff * Por Leonardo Boff em Adital
No século XVI no auge do poder dos Papas renascentistas em Roma envoltos em escândalos de toda ordem, surgiu um clamor em toda a Igreja de “reforma na cabeça e nos membros”. Esse clamor vinha dos leigos, do baixo clero e dos teólogos como Lutero, Zwinglio e outros. Em resposta veio a Contra-Reforma que transformou a Igreja Católica num baluarte contra o movimento dos Reformadores, enrijecendo ainda mais suas estruturas de poder.
Michelângelo – “Criação do Homem” Agora o escândalo dos padres pedófilos em vários países católicos fez com que surgisse também um vigoroso clamor por reformas estruturais na Igreja. Ele não vem apenas de baixo como no tempo da Reforma, mas principalmente de cima, de cardeais e bispos. Primeiramente, este pecado, este crime gerou uma desastrosa gestão do Vaticano. Inicialmente tentou-se desqualificar os fatos como “fofocas mediáticas”; depois, procurou-se ocultá-los, usando até o “sigilo pontifício” a pretexto de salvaguardar a presumida santidade intrínseca da Igreja; em seguida, minimizaram-se os fatos, ou criou-se o factóide de um complô de obscuras forças laicistas contra a Igreja e por fim, face à impossibilidade de qualquer via de desculpa e de fuga, a verdade incômoda veio à tona.
Cidade do Vaticano – Roma O Papa tomou medidas severas contra os pedófilos, consideradas insuficientes por muitos da própria Igreja. Pois, não basta a “tolerância zero” e as punições canônicas e civis. Tudo isso vem a posteriori, depois de cometido o delito. Nada se diz como evitar que tais escândalos se repitam e que reformas introduzir na vivência do celibato e na educação dos candidatos ao sacerdócio. Não se coloca como prioritária a salvaguarda das vítimas inocentes, muitas delas revelando um tenebroso vazio espiritual, fruto da traição que sentiram da Igreja, num misto de culpa e de vergonha.Em seguida, as altas autoridades fizeram-se mutuamente graves acusações. O Card. Cristoph Schönborn de Viena acusou o Cardeal Angelo Sodano, quando era Secretário de Estado (o primeiro posto depois do Papa) de ter ocultado a pedofilia de seu antecessor na sede, o Card. Hans-Herrman Groër. Bispos alemães criticaram a conferência episcopal de não ter sido suficientemente vigilante face aos notórios abusos sexuais do bispo de Ausgburg Walter Mixa, obrigado a renunciar. O mesmo refere-se ao bispo de Bruges da Bélgica que abusou por 8 anos de um seu sobrinho.Mulheres-líderes são maioria nas bases da Igreja Impactante é a autocrítica feita pelo arcebispo de Camberra Mark Coleridge, reconhecendo que a moral da Igreja concernente ao corpo e à sexualidade é rígida e de estilo jansenista, criando nos seminaristas uma “imaturidade institucionalizada”, além da tendência à discreção e ao segredo face aos delitos, para manter o bom nome da Igreja, fruto de um hipócrita triunfalismo. O primaz da Irlanda Diarmuid Martin se perguntou sinceramente pelo futuro da Igreja em seu país, tal o número de pedófilos nas instituições e por muitos e longos anos. Reconhece que reformas são urgentes, pois, a Igreja “não pode ficar aprisionada em seu passado” mas deve introduzir mudanças fundamentais em sua estrutura que impeçam tais desvios. Talvez o documento mais lúcido e corajoso veio do bispo auxiliar de Camberra, Pat Power. Este cobra “uma necessária reforma sistêmica e total das estruturas da Igreja”. Afirma que “na condução da Igreja, toda masculina, não reside toda a sabedoria, mas que ela deve ouvir a voz dos fiéis”. Com coragem reconhece que “se as mulheres tivessem mais poder de decisão, não chegaríamos à crise atual”.
Aquecimento global: “crise do sistema-Terra” Poderíamos aduzir outras vozes de altas autoridades eclesiásticas. Mas o importante é constatar que este escândalo que afetou o capital de ética e de confiança da Igreja-instituição, paradoxalmente deixou um legado positivo: suscitou a questão das reformas de base, aprovadas pelo Concílio Vaticano II. Estas, porém, foram boicotadas pela Cúria vaticana e pelos dois últimos Papas que se alinharam à uma visão conservadora e contrária à toda modernidade.Os que amamos a Igreja com suas luzes e sombras queremos entender a atual crise como uma oportunidade suscitada pelo Espírito para que a Igreja-instituição, realmente, encontre a forma melhor de transmitir a boa-nova de Jesus e ajude a humanidade a enfrentar uma crise ainda maior, aquela do sistema-vida e do sistema-Terra, terrivelmente ameaçados.* Leonardo Boff é teólogo e escritor. Os grifos são deste blog.

Jesus na Santa Ceia. Obra de Cerezo Barredo. Comentário do Levon
As palavras de Boff, gostem dele ou não, carregam sabedoria e verdade. Quem souber ler em suas críticas ácidas, não uma tentativa de desconstrução da Igreja, mas uma chance que o Espírito nos dá para corrigirmos a rota da Nau de Pedro, age como um autêntico seguidor do Nazareno. É pelo diálogo e pela partilha que nos recohecemos discípulos e missionários de Jesus Cristo. -
Criatividade na campanha: agora tem Dilma toy
* Por Fernanda Gallo no Blog especial para as eleições 2010 da Folha On Line
Esqueça a Dilma dos muitos números, dos jargões técnicos, do jeito, por assim dizer… um pouco travado. A candidata petista agora mexe as cadeiras, canta, toca guitarra e dança break. Calma, leitor, não se assuste! Falamos da nova versão de Dilma que caiu na web, a Dilmatoy.
Em uma animação feita por simpatizantes do PT, a ex-ministra ganhou ares mais joviais, uma blusinha regata, tênis e um par de óculos para ferver na pista. Ela requebra na Dilma’s Party embalada por outro hit da campanha, a canção do Dilmaboy, que você já conheceu aqui no blog. Ah! Dilmatoy ensaia passos do Rebolation, que a verdadeira Dilma já prometeu dançar caso vença a eleição. -
Carta Compromisso do 6º Encontro Mineiro das CEBs
Colégio Marista São José em Montes Claros, um dos locais 6º Encontro Amigos e amigas que me acompanharam aqui no blog durante o 6º Encontro Mineiro das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) entre os dias 22 e 24 de julho de 2010, eis aqui a carta final que as comunidades dirigem a todos os homens e mulheres de boa vontade.Levon
Gente simples fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, realiza mudanças extraordinárias” (provérbio africano)Na Comemoração do Centenário da Igreja particular de Montes Claros, nos dias 22 a 25 de julho de 2010, celebramos nesta cidade, o 6º Encontro Mineiro das CEBs, com o tema “Economia e Missão” e o lema “Construindo uma Igreja solidária”.Celebração de Encerramento do 6º Encontro Viemos de muitas dioceses do nosso Estado em peregrinação de fé e esperança. Dos 1200 delegados e delegadas presentes, em sua maioria leigos e leigas, dentre eles povos tradicionais (indígenas, quilombolas, geraiseros, do cerrado, da caatinga), estiveram presentes também religiosas e religiosos, seminaristas, diáconos e presbíteros. Fomos acolhidos pelo arcebispo anfitrião, Dom José Alberto Moura, pelas diversas equipes de serviço e, numa hospedagem solidária, as famílias montes-clarenses abriram seus corações e suas portas para nos oferecer o que têm de melhor. A presença de Dom José Moreira, bispo de Januária, Dom Severino Clasen, bispo de Araçuaí, e Dom Hugo, bispo de Almenara, muito nos alegrou.Trabalhamos os eixos temáticos: social, eclesial, econômico, político e ecológico, os quais foram desenvolvidos em subtemas e possibilitaram a reflexão e o aprofundamento dessas questões.Fizemos a memória dos encontros anteriormente realizados no Estado, do 11º Intereclesial em Ipatinga (MG) e do 12º, em Porto Velho (RO). Reavivamos a caminhada das CEBs na experiência partilhada a partir do conhecimento coletivo e do fazer comunitário e, em sintonia com o Documento de Aparecida, reafirmamos o compromisso de sermos Comunidades Eclesiais de Base, discípulas missionárias de Jesus, em estado permanente de Missão. E numa caminhada profética com as juventudes, percorremos ruas e avenidas da cidade denunciando o extermínio de nossos jovens e vislumbrando um horizonte novo nos gerais de nossas CEBs.Celebração de Encerramento do 6º Encontro A partir da metodologia VER, JULGAR, AGIR, REVER e CELEBRAR, constatamos avanços e desafios colocados hoje para a missão de nossas Comunidades Eclesiais de Base. Queremos destacar, em nossa caminhada, a vivência de uma espiritualidade libertadora com a evangélica opção preferencial pelos pobres, a experiência das Assembleias Populares enquanto espaço de construção do Brasil que queremos e precisamos, os Plebiscitos Populares, os Comitês 9840 do qual foi aprovada a Lei “Ficha Limpa”, os trabalhos desenvolvidos pelas minorias étnicas, os movimentos de mulheres, as Escolas de Fé e Política, sem contar as inúmeras associações e cooperativas brotadas do trabalho das nossas Comunidades Eclesiais de Base.Bispos, diácono e o povo no 6º Encontro Imbuídos de nosso compromisso batismal, nós, missionários e missionárias participantes do 6º Encontro Mineiro das CEBs, nos comprometemos em nossas comunidades com a construção de uma Igreja solidária, através das seguintes ações transformadoras:Intensificar a participação no Plebiscito pelo limite da propriedade da terra;Fortalecer os Comitês 9840 e o combate à corrupção;Promover o Grito dos Excluídos;Incentivar as Escolas de Formação de Fé e Política;Fortalecer as iniciativas de Economia Solidária;Combater o uso de agrotóxicos, dentre outros compromissos assumidos por cada micro particularmente;Realizar a campanha pela soberania e segurança alimentar e nutricional sustentável.O Povo de Deus na Celebração de Encerramento Animados pela fé e movidos pela esperança, voltamos para as nossas comunidades. Pedimos à Trindade Santa que nos ilumine e fortaleça nossa caminhada!Montes Claros, Domingo, 25 de julho de 2010. Dia do Senhor. Dia das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais.Fonte e fotografias: Pascom Arquimoc e Arquimoc Imagens. Conheça também o blog do 6º Encontro das CEBs mineiras: http://peneireifuba.blogspot.com/ -
6º Encontro das CEBs mineiras já deixa saudades
Já estou em casa, aqui em Taiobeiras, nesta manhã do domingo, 25 de julho de 2010. Enquanto escrevo aqui, lá em Montes Claros, no Colégio Marista, as CEBs de toda Minas Gerais realizam a celebração de encerramento do 6º Encontro Estadual, do qual tive a grande alegria de integrar monitorando o sub-grupo “Participação Popular” do Eixo Panã (Político). Devido a outros compromissos não pude ficar para o final. Já estou com saudades. Mas valeram os três dias de convívio. A celebração de abertura na quinta-feira (22/07) foi realmente maravilhosa, cheia de cultura e fé. O meu grupo de trabalho, com gente de todo o Estado mineiro, resultou numa significativa troca de experiências e de testemunhos do agir cristão neste mundo de crises. Na sexta-feira fizemos o Ver a Realidade. Ontem, sábado, o Julgar a Realidade à Luz da Palavra de Deus.Para mim, participar do 6º Encontro Estadual das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), foi uma oportunidade sem igual para me recordar de “onde venho” e de qual é a minha identidade. Relembrei que venho das Comundiades do Povo de Deus e de que minha missão é assumir o Evangelho junto dos que mais sofrem.Obrigado a todas as pessoas com quem convivi nestes três dias de muita graça e libertação. Deus abençoe a todos. -
Vox Populi: Dilma 8 ponto à frente de Serra, caminhando para vencer no 1º turno
Da Agência Estado através do Blog de Valéria Borborema
Pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi e encomendada pela TV Band mostra a candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, oito pontos porcentuais à frente de seu principal adversário na disputa, José Serra (PSDB). Na primeira pesquisa de intenções de voto realizada após o início oficial da campanha eleitoral (6 de julho), Dilma aparece com 41% e Serra, com 33%. A candidata Marina Silva, do PV, tem 8%, e os demais candidatos somaram 1%. O total de votos brancos e nulos é de 4% e 13% não sabem ou não responderam em quem vão votar.
No cenário para segundo turno, Dilma venceria Serra por 46% a 38%. Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não foram apresentados aos eleitores, Dilma teve 28%, Serra, 21% e Marina, 5%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não concorre às eleições, foi citado por 4% dos entrevistados.
O instituto também mediu os índices de rejeição dos candidatos. Na pesquisa, 24% dos entrevistados responderam que não votariam em Serra de forma alguma. Marina tem 20% de rejeição e Dilma, 17%. Na última pesquisa Vox Populi, divulgada em 29 de junho, Dilma tinha cinco pontos porcentuais a mais que Serra e liderava a disputa eleitoral com 40%, seguida pelo tucano, com 35%, e Marina, com 8% das intenções de voto. O total de votos brancos e nulos era de 5% e 11 % não quiseram ou não souberam responder em que irão votar.A pesquisa foi realizada com 3.000 eleitores, entre os dias 17 e 20 de julho. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima é de 1,8 ponto porcentual, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo nº 19.920/2010. -
Balanço fotográfico do 2º dia do 6º Encontro das CEBs mineiras
Dia movimentado. Muita reflexão. Muita oração. O 6º Encontro Mineiro das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) aqui em Montes Claros está realmente muito bom. Um encontro rico de experiências. Pessoas de todas as dioceses de Minas Gerais. Agora, no final da tarde, uma grande passeata pelas ruas da cidade, contra o extermínio da juventude e pela cultura da paz. A alegria e a irreverência juvenis foram as marcas da caminhada. Realmente, uma experiência muito boa. Veja o resumo fotográfico:Grande Plenária com todos as delegações das dioceses de Minas Gerais (Ginásio do SESC em Montes Claros)Outro ângulo da Grande Plenária no Ginásio do SESC em Montes ClarosPasseata contra o extermínio da juventude e pela paz, no final da tarde de 23 de julho de 2010 (Principais ruas de Montes Claros – MG)Ainda outro ângulo da Passeata contra o extermínio da juventude e pela paz, nas ruas de Montes ClarosAinda a passeata, na região central de Montes ClarosNa Praça Doutor Carlos, centro de Montes Claros, jovens fazem coreografia para a música “Pelos Caminhos d’América”, de Zé Vicente, em frente ao Shopping PopularAo final da passeata contra o extermínio da juventude e pela paz, já no início da noite, na Praça da Catedral de Montes Claros, a celebração da Vida e da Luz. -
Campanha alegre 3
Esta frase aí abaixo, ao lado da tal “esfinge de pau oco” inventada pelo Vice Índio Quem, tem tudo para entrar aos anais das piadas prontas de eleições. Perguntado sobre os políticos “ficha suja” que são seus aliados, se isto não o constrangia, o candidato Serra disse o seguinte, que foi devidamente exposto no site do próprio partido dele, o PSDB. Veja:Interpretando a frase. Se “a candidata do governo (Dilma) perde no quesito más companhias” é porque o candidato Serra ganha “no quesito más companhias”.Quanto à “esfinge de pau oco” dita pelo vice do Serra em relação à Dilma, alguém aí se habilita a informar o que quer dizer isto? Com certeza não é uma relíquia egípica, pois que estes usavam materiais muito mais duráveis do que o pau oco para confeccionar seus artefatos. -
Diversidade e riqueza do 6º Encontro Mineiro das CEBs
Aqui do 6º Encontro Mineiro das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), na companhia de mais de mil delegados leigos e leigas, religiosos e religiosas, padres e bispos de toda Minas Gerais, percebo a grandeza e a diversidade do Povo de Deus. Também me impressiono com a riqueza das discussões feitas por este povo. À luz do Espírito Santo, o povo simples dos Gerais pretende refletir, deliberar e partir para a grande missão cristã nas mais diferentes realidades.O 6º Encontro Mineiro está organizado em cinco eixos temáticos: Eclesial (Igreja), Social, Ecológico, Político e Econômico. Cada eixo é debatido numa das sedes espalhadas pela cidade de Montes Claros e está dividido em sub-temas. Veja quais são eles:1. Eixo Social (Assessor: Pe. Antônio Alvimar). Sub-temas: Juventude e Violência (Monitor: Mauro Costa); Questões do mundo do Trabalho (Monitores: Lúcio e Lurdinha); Modelos de Família (Monitor: Irineu Ribeiro Lopes); Assembléia Popular (Monitor: Bruno); Conflitos urbanos e rurais (Monitores: Claúdia Luz e Roseli); Meios de Comunicação Redes de educação (Monitores: Asa e Josué).2. Eixo Eclesial (Assessor: Cleto Caliman). Sub-temas: Redes de comunidades (Monitor: Pe. Nilton Barroso); Espiritualidade Libertadora (Monitor: Pe. Paulinho); Eclesiologia (Monitor: Cleto Caliman); Missionariedade (Monitora: Bernadeth); O papel da Mulher na Igreja (Monitora: Léia Maria Grandra);Formação de Leigos, Seminaristas e Clero (Monitores: Pe. Fernando Soares e Pe. Fábio).
3. Eixo Político (Assessor: Pedro Ribeiro). Sub-temas: Participação popular (Monitor: Levon do Nascimento); Movimento de fé e Política (Monitor: Pedro Ribeiro); Modelos de Democracia (Monitor: Beto Crispim); Processo Eleitoral Monitor: Ivanilton Robson Honório); Direitos sociais e direitos políticos(Monitora: Leila);
4. Eixo Econômico ( Assessor: Pe. Nelito Dornelas). Sub-temas: Modelos Econômicos (Monitor: Pe. Nelito); Economia Popular Solidaria (Monitoria: Cáritas); Alternativas comunitárias populares (Monitora: Domingas Sofia Pereira Santos); Consumismo/desperdício (Monitora: Carlúcia Maria Silva); Agronegócio (Monitor: Wanderley).5. Eixo Ecológico (Assessor: Frei Gilvander). Sub-temas: Impactos Ambientais (Monitores: Alvimar e Alexandre); Monoculturas (Monitor: Álvaro); Lixo e Reciclagem (Monitor: ?); Modelo Energético (Galego Isidório – CPT); Nascentes e Rios (Monitores: Roberio e Emilio).Hoje, 23 de julho de 2009, segundo dia do 6º Encontro Mineiro das CEBs, as atividades giram em torno do VER a Realidade que nos cerca. Os eixos se reunem para uma análise da conjuntura na parte da manhã. Primeiramente com uma preleção dos assessores. Após isto, uma discussão por sub-temas seguida por um plenário. Na parte da tarde ocorrerá a grande plenária no Ginásio do SESC, com a presença dos participantes de todos os cinco eixos. -
Abertura do 6º Encontro Mineiro das CEBs em Montes Claros
Hoje, 22 de julho de 2010, abertura do 6º Encontro Mineiro das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs. Agora à noite, no Colégio Marista São José, em Montes Claros (MG). Muita animação, fé e cultura do povo numa bela ação de graças pela vida. Veja algumas fotos. -
Os que lutaram contra a ditadura
O uso do cachimbo pode entortar a boca
Por Maria Inês Nassif em 22/07/2010 no Blog do Luis Nassif
A incorporação do discurso udenista ao arsenal dos candidatos à Presidência é tão velha quanto a relativamente nova democracia brasileira. Aliás, até mais velha. O padrão da UDN, criada em 1945 e extinta em 1965 pela ditadura militar que ajudou a implantar, tem interditado o debate político desde a redemocratização, em 1985. Em 2010, 35 anos após a sua extinção, ainda é o padrão de discurso oposicionista. 55 anos depois de sua criação, com uma ditadura de 21 anos no meio, volta invariavelmente em períodos eleitorais.O PT cumpriu seu destino de oposição udenista de 1989 a 2002, quando, enfim, tornou-se governo pelo voto direto. No caso, prevaleceu o discurso moral. A partir de 2003, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o governo, os partidos excluídos do poder assumiram, eles próprios, o udenismo como padrão de comportamento oposicionista. Trazido das eleições anteriores, o udenismo pós-Lula, comandado pelo PSDB e pelo ex-PFL, além da referência moral, vem carregado de conservadorismo. O período pós-2002, com um partido de esquerda no poder, trouxe à cena um padrão UDN completo, com barba, cabelo e bigode: discurso moral, agressividade, anticomunismo e conservadorismo de costumes.� quase um atavismo: o partido mais udenista da política brasileira, o ex-PFL, hoje DEM, renovou quadros, pôs gente nova à frente da direção e o discurso continua o mesmo. Indio da Costa, o jovem vice-candidato do candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, entrou no cenário nacional acusando o PT de ligação com a guerrilha colombiana, as Farc. Além de ser uma afirmação temerária, ela tem por objetivo provocar o velho anticomunismo que todo mundo supunha estar enterrado com o próprio comunismo, depois do fim da União Soviética. Mas isso é mais que um atavismo. É um discurso destinado a uma faixa do eleitorado conservador que rejeita ideologicamente o PT. PSDB e DEM embarcaram na retórica anticomunista para manter um eleitor que já é sua reserva de mercado.O problema de adotar esse tipo de discurso é que isso provoca confusão de personagens e da história. Por essa retórica, estão a salvo do julgamento da história personagens que até hoje perambulam pela cena política, políticos gestados pela ditadura e que deram apoio ao governo autoritário que matou, torturou, censurou e cerceou os poderes do Legislativo e do Judiciário. Estão a salvo também os que se aliaram a eles – mesmo aqueles que, no passado, tiveram passagens pelos movimentos de resistência à ditadura. Como esse é um discurso maniqueista, traz, implícita ou explicitamente, a condenação àqueles que se opuseram ao regime. A anistia que esse pensamento conservador tanto defende para os agentes públicos que torturaram e mataram é negada aos que lutaram contra o regime militar e permaneceram à esquerda do espectro político depois da redemocratização.Se a referência for a história, os três candidatos melhor colocados na disputa presidencial estão no mesmo barco. José Serra (PSDB) foi da Ação Popular, um racha da Juventude Universitária Católica (JUC) que flertou com o marxismo e, posteriormente, acabou se incorporando ao PCdoB – embora Serra não tenha se incorporado, ele próprio, à luta armada. Dilma Rousseff fez a opção pela luta armada contra a ditadura e cumpriu alguns anos de cadeia por isso, além de ter sido barbaramente torturada – e embora não tenha participado diretamente de nenhuma ação. Marina Silva militou no Partido Revolucionário Comunista (PRC), já no período em que a oposição havia abandonado a via armada como tática de contraposição ao regime.Sem o viés conservador, essas informações são muito mais um sinal de que o país cumpre o seu destino democrático do que uma “denúncia”. Graças a pessoas como Serra, Dilma e Marina, o país vive uma democracia. Graças a eles, em outubro acontecerá o primeiro turno das eleições presidenciais. Por causa da luta que eles participaram, alguém será eleito pelo voto direto e secreto. Pela ação de pessoas como eles, a imprensa terá plena liberdade para cobrir o pleito. Os candidatos poderão fazer comícios, ocupar as ruas e falar o que pensam nos palanques, no rádio e na TV.
A eleição de 2010 se deve àqueles que lutaram contra a ditadura, militando no partido de oposição permitido pelo regime, o MDB, ou nos partidos clandestinos que optaram ou não pela luta armada. Isso não é uma denúncia, é uma feliz constatação. O país agradece, comovido, a pessoas como o deputado José Aníbal (PSDB-SP), companheiro de Dilma na Polop; ao candidato ao Senado Aloysio Nunes (PSDB-SP), que militou na ALN; ao candidato ao governo do Rio, Fernando Gabeira (PV), que foi do MR-8. Aos ex-comunistas do velho Partidão, o PCB, organização que rejeitou a via armada – o governador Alberto Goldman (PSDB-SP), o ex-prefeito César Maia (DEM-RJ), o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), o ex-deputado Roberto Freire (PPS-SP), entre tantos outros. Aos hoje petistas que vieram de organizações que optaram pelo confronto armado com a ditadura – José Genoíno (que participou da Guerrilha do Araguaia), José Dirceu, Fernando Pimentel, Marco Aurélio Garcia, Ricardo Zarattini, Rui Falcão, Franklin Martins, Carlos Minc, entre outros. E a outros que botaram a cara para bater mobilizando grandes contingentes de trabalhadores em greves que colocaram profundamente em xeque o regime autoritário – como o próprio presidente Lula.Deve-se o presente a muitos, muitos mesmo, que hoje apoiam o governo ou estão na oposição, mas igualmente, e no mesmo momento, enfrentaram riscos, viram companheiros morrer, perderam amigos ou pessoas da família – e chegaram, juntos, ao momento em que a sociedade brasileira comemorou a democracia.Em eleições, existe espaço para qualquer discurso ideológico. Isso é democracia. O que não convém é manipular a história, nem relativizá-la. Não são tantos anos que separam as eleições de 2010 dos movimentos pela democracia, onde muitos tucanos e petistas que hoje se batem estavam no mesmo barco.Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras. -
Dilma em Minas: Montes Claros e Uberlândia
Hoje, 20 de julho de 2010:
Hélio Costa (PMDB), candidato a governador de MG; e Dilma (PT), candidata a presidente da República e Fernando Pimentel (PT), candidato a Senador em Montes Claros, Norte do Estado.
Pimentel, Dilma, Hélio Costa e Patrus Ananias (PT), candidato a vice-governador em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Créditos das fotografias: http://www.dilma13.com.br/fotos/
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Dilma em Montes Claros (MG)
Por Luís Carlos Gusmão no Em cima da notícia
A candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, desembarca nesta terça-feira, 20 em Montes Claros. Seu primeiro compromisso será no Portal Eventos, quando participará de encontro com prefeitos e lideranças da região.
Após o encontro Dilma Rousseff fará caminhada da Praça do Automóvel Clube até o Café Galo, onde fará pronunciamento.No quarteirão do povo a assessoria reservou espaço para a imprensa, exatamente em frente à Cristal. Daquele local os fotógrafos e cinegrafistas terão condições, através de um corredor de grade, entrar no café Galo para fazer imagens da ex-ministra.Uma camionete também foi reservada para fotógrafos e cinegrafistas poderem fazer imagens da caminhada.
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Razões mesquinhas para votar contra Dilma
Por “Azedo” nos comentários do Blog do Luis Nassif
Por que devo votar em José Serra
Precisei lutar muito e passar por cima de muita gente para chegar onde estou! Todo o meu esforço foi em vão, porque já não faço parte da elite e aqueles que eu solenemente ignorava quando esmolavam agora são insolentes e me olham de igual para igual, como seu eu fosse igual a eles.
Hoje não se consegue mais uma doméstica limpinha e barata! Até as negrinhas sumiram. Cismaram de estudar no tal de ProUni e inflacionaram o mercado. E aquelas que não estão fazendo curso superior estão em cursos técnicos ou profissionalizantes. Rosinalva, a minha ex-empregada doméstica está trabalhando como soldadora, pode? E Gracinha, a cozinheira? Meu Deus do céu! Não gosto nem de pensar. Ela pediu as contas, assim sem mais nem menos, depois de tudo que eu fiz por ela. E ainda por cima me processou na Justiça do Trabalho. Tive que pagar oito anos de repouso semanal. Minha sorte foi contratar um bom advogado e ter feito um acordo, senão aquela ingrata me quebrava. Arrumou um ponto comercial e abriu um restaurante popular com o meu dinheiro… Repouso semanal, tá! A desgraçada está lá naquele bairro, reformando a casa. Tem até carro do ano.
Também perdi meu jardineiro. A filha veio buscá-lo e o levou de volta a Pernambuco. Agora é vigia de um prédio. Outro dia me telefonou para avisar que vem a São Paulo nas férias, de avião e quer me visitar… Avião! É o fim do mundo mesmo.
Outra coisa que me incomoda é a falta de um bom pedreiro. Antigamente era só falar que estava pensando numa reforma e faziam fila na porta. Hoje eu tenho que ir telefonar para uma agência e entrar na fila se quiser um bom profissional – e caro! Não há mais pedreiro, pintor, carpinteiro, eletricista, nada! Cadê aquele bando de desocupados?
O trânsito está cada dia pior, por culpa do Governo Federal. Pobre agora tem carro e moto, tirando o sossego da gente de bem. É por isso que eu vou votar no Serra, para colocar essa gente toda em seu devido lugar, que é debaixo de minha sola…
Pois sim! Inclusão social é o raio que o parta!
Comentário do Levon
Neste excelente texto-crítica, o “Azedo” revela exatamente o que muita gente, ainda portadora do “ideário mesquinho” do tempo da escravidão ou da República Velha, sente e diz aos quatro cantos, como se estivesse com toda a razão do mundo. São reflexos de uma época que, graças a Deus, não existe e não voltará a acontecer. Vamos lutar!
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A maldição do vice do Serra
O fato que virou fardo
Por Dora Kramer, no Blog do Luis Nassif
E pensar que há dois anos os tucanos pareciam ter a solução perfeita para derrotar o presidente Luiz Inácio da Silva e impedi-lo da fazer o sucessor: uma chapa só do PSDB unindo os governadores de São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do País.
E pensar que o governo e o PT passaram dois anos morrendo de medo do impacto que a escolha do vice do PSDB provocaria na eleição presidencial.
O vice, aguardado como o grande fato político da temporada enquanto houve possibilidade de o mineiro Aécio Neves compor uma dobradinha com José Serra, acabou se transformando em um fardo.
Primeiro, por causa das atribulações da escolha, feita na base da eliminação, com direito a chilique e exigências do DEM? Um debilitado que teve seus 15 minutos de possante porque o PSDB não podia se arriscar a perder metade do tempo do horário eleitoral de rádio e televisão.
Agora o PSDB enfrenta aborrecimentos com o vice, escolhido sabe-se lá por qual critério: juventude, fina estampa ou para tentar suprir a lacuna de uma confusa e pouco profícua aliança com o PV no Rio de Janeiro, terceiro colégio eleitoral da Federação.
O deputado Índio da Costa é mais jovem que Aécio, bonitinho tanto quanto, mas desprovido de cancha, peso político e estrada.
E, a julgar pela primeira entrada em cena, não oferece compensações: o que lhe falta em experiência não lhe sobra em sapiência e extrapola em imprudência.
Na segurança de terras amigas (o portal do PSDB) e sem medir palavras contra os inimigos, Índio da Costa simplesmente disse que “todo mundo sabe” que o “PT é ligado às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), ao narcotráfico, ao que há de pior”.
No dia seguinte retratou-se: “O PT não faz narcotráfico.” Que bom, não é?
O desmentido deve ter soado tranquilizador ao titular da chapa, José Serra, aos partidos e aos demais cidadãos do Brasil, quiçá do mundo, que, segundo a primeira versão, sempre souberam da ligação do PT com o narcotráfico. Não precisam se sentir cúmplices por não terem denunciado à polícia o que sabiam.
Índio da Costa tampouco precisará demonstrar a veracidade de afirmação tão peremptória. Apenas terá de responder a ações do PT por injúria, calúnia e difamação e danos morais.
Isso no exato momento em que o candidato à Presidência na chapa integrada por ele procura tirar dividendos das exorbitâncias contra a legalidade cometidas pelo presidente Luiz Inácio da Silva em nome da construção de um êxito eleitoral.
O candidato ontem ainda saiu em socorro do companheiro, deixando o narcotráfico para lá, mas “endossando” a história das Farc, mais velha que a Sé de Braga e absolutamente inócua em termos eleitorais.
E pensar que José Serra achou que a escolha de um candidato à Vice-Presidência fosse um assunto secundário. Bastaria, segundo seus critérios, encontrar alguém que não lhe trouxesse “aporrinhação”.
Com se viu, não era tão trivial assim. Embora até pudesse ter sido se o próprio PSDB e adjacências não tivessem alimentado a expectativa de que daí sairia a grande, revolucionária e definitiva solução.
Mas, como diria o Barão de Itararé: “De onde menos se espera é que não sai nada mesmo”.
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Nem a chuva tirou o entusiasmo de 15 mil pessoas no Rio para ver Dilma e Lula
Comício da candidata Dilma (PT) no Rio de Janeiro, na noite de 16 de julho de 2010, reuniu 15 mil pessoas mesmo debaixo de forte chuva.Já o candidato Serra (PSDB) cancelou comício no sul da Bahia por falta de público. Veja o texto de Lucas Esteves em Último Segundo:“A baixa participação popular na caminhada do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB), realizada neste sábado (17), em Itabuna, Sul da Bahia, forçou a organização da campanha a cancelar o comício que encerraria a ida do tucano à cidade. Nem mesmo a trégua que a chuva dava conseguiu segurar populares e militantes, que começaram a se dispersar por volta das 12h30, após a chegada do candidato”.Ou esta versão do site itabunense Pimenta na Muqueca.com.br:
“O fato curioso da caminhada de Serra em Itabuna é que o prefeito Capitão Azevedo (DEM) não compareceu ao evento. Na prefeitura, é dado como líquido e certo que o democrata apoiará a ex-ministra Dilma Rousseff e o candidato à reeleição, governador Jaques Wagner, ambos do PT“.
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Lula denuncia golpe: "querem me tirar da campanha política"
Lula sabe que a sua presença na campanha de Dilma Rousseff à Presidência é o diferencial desta eleição. Pela primeira vez na história republicana recente, um presidente brasileiro é tão bem avaliado que não precisa se esconder da campanha de sua sucessora. Por isto, a oposição e setores atrasados do Judiciário querem retirar do Presidente Lula o direito de participar da campanha de sua candidata. Patrocinam uma tentativa de “golpe” contra a “liberdade de expressão”. Os avanços da Era Lula não podem sofrer retrocesso.
Veja video do primeiro comício de Dilma ocorrido no início desta noite de 16 de julho de 2010 no centro da cidade do Rio de Janeiro. Nele o Presidente Lula denuncia a tentativa de “golpe”.
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Jovens: "No Twitter, Dilma promove o ‘Dilmaboy’"
* Por Alec Duarte no Blog da Folha On Line sobre as eleições 2010.
Dilma Rousseff conclamou há pouco seus seguidores no Twitter a aumentarem o buzz em torno de Paulo Reis, criador da paródia de Lady Gaga que enaltece a candidata (e a chama, inclusive, de “nova Evita Perón”).“Um grande abraço ao Paulo Reis, o querido DilmaBoy”, escreveu a petista, recomendando o link do vídeo, postado no YouTube. Pouco depois, Dilma sugeriu que seus followers sigam a conta do fã no microblog, antecipando o “follow friday” (etiqueta da ferramenta pela qual, todas as sextas-feiras, usuários se recomendam entre si).
“Dilmaboy”, como Reis ficou conhecido, gravou essa versão no final do mês passado, mas desde ontem está bombando na internet.
Escrito por Alec Duarte às 19h10 de 15 de julho de 2010.
Veja o video:
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Em Minas não vale o que está escrito
* Pelo Professor Wladmir Coelho (foto) neste link.
O governo de Minas prometeu em 2009 o reposicionamento na carreira criando, como sempre, um estardalhaço na imprensa anunciando tempos fabulosos com muito dinheiro no bolso e saúde prá dar e vender neste ano da Graça de Nosso Senhor de 2010. Era tudo mentira. E vejam os ilustres leitores que o então governador Aécio Neves publicou um decreto, assinando, carimbando e datando a farsa. Em Minas não vale o que está escrito.
A brincadeira de gosto duvidoso foi desfeita no dia 30 de junho quando a secretária Renata Vilhena reuniu os sindicatos em seu gabinete e de forma debochada afirmou: Sorriam vocês estão na sede do governo!
Para piorar o quadro poucos dias antes do aviso da nova pegadinha governamental os subservientes deputados da situação haviam aprovado o novo plano de carreira possibilitando, dentre outras maldades, congelar os vencimentos, demitir contratados e efetivados conforme denunciamos no artigo “Lei 18975 permite congelamento de salários”. Para completar o humorístico sem graça o síndico do Palácio Balança Mas Não Cai determinou a elaboração de um comunicado aos servidores informando que: “O aumento decorrente do posicionamento na tabela do subsídio é variável, pois dependerá do nível da carreira em que o servidor estiver posicionado em 31 de dezembro de 2010”. Perceberam o golpe? O governo vai retirar o direito de acesso ao nível imediatamente superior daqueles portadores de graduação (situação de professoras com antigo curso normal e funcionários burocráticos) especialização, mestrado e doutorado e também dos demais funcionários que teriam a prerrogativa de promoção em função da conclusão do ensino médio situação observada – principalmente – entre os auxiliares de serviços gerais.
O sindico do Palácio Balança Mas Não Cai ainda determimou a destinação de cinco das 10 horas reservadas ao planejamento – para a jornada de 30 horas – a substituição de docentes. Perceberam a outra pegadinha? O governo não vai precisar contratar substituto, por exemplo, nos casos de licenças médicas ficando o grupo de professores de 30 horas com a responsabilidade de suprir a falta. O professor Euler Conrado trata deste ponto em seu blog vale consultar clicando AQUI.
Hélio Costa
Em minha última coluna observei o silêncio do candidato Hélio Costa diante da situação dos professores. Pouco tempo depois os jornais publicaram declarações do senador criticando a política salarial do governo Aécio/Anastásia e acabei recebendo muitos emails pedindo para comentar o tema. Minha opinião: O senador continua devendo uma proposta de política salarial aos funcionários da Educação e ficar declarando que o professor tem baixos salários é conversa de todo candidato, portanto eleitoreira. Vamos falar sério: O quadro econômico internacional apresenta claros sinais de aprofundamento da crise ficando o Brasil como sério candidato a “bola da vez” tendo em vista a preferência dos tais investidores internacionais por nossos títulos da divida em função dos elevados juros pagos em nossa auri-verde nação. Recentemente o Banco Central amargou o cancelamento de leilões de títulos – de longo prazo – indicando problemas para o pagamento dos papéis com vencimento de curto prazo. O sinal está claro e será necessário no próximo ano ampliar os cortes nos gastos públicos para pagar o títulos comprados por banqueiros e fundos de investimentos. O que temos com isso? Perguntem aos professores da Grécia, Espanha, Portugal e Itália. Aqui pergunto ao senador Hélio Costa: QUO VADIS.
Balança mas não cai
Utilizei nesta coluna o título de um antigo programa de humor da Rádio Nacional do Rio de Janeiro o Balança Mas Não Cai. Acredito que muitos jovens leitores não devem conhecê-lo, por isso estou disponibilizando o quadro Primo Rico e Primo Pobre bastando clicar AQUI.
* Wladmir Coelho é Professor de História da Escola Estadual Coração Eucarístico, em Belo Horizonte (MG). Seu e-mail é wladmircoelho@gmail.com.
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Brasil em fotos e vídeo
Presidente Lula ergue primeiro óleo do Pré-Sal brasileiro extraído no mar do estado do Espírito Santo, nesta segunda, 12 de julho de 2010. Dia histórico para o Brasil que cresce e é dono de seus recursos naturais. Foto de Ricardo Stuckert/PR. Para entender o que é Pré-Sal, clique aqui e leia.
Presidente Lula visita o vice José Alencar, internado em hospital de São Paulo. Foto Ricardo Stuckert/PR.
Campanha eleitoral da candidata Dilma (do PT) na primeira semana:















