Sobre a estranha “devolução” da Paróquia de São Sebastião em Taiobeiras ao clero da Arquidiocese de Montes Claros, por parte da congregação dos Missionários da Sagrada Família, o questionamento do laicato católico de Taiobeiras é quanto às motivações para essa tomada de decisão.
Diria que, no respeito às autoridades da Igreja, o que os leigos cobram é serem ouvidos em sua experiência eclesial.
Há uma maturidade no laicato. Por que deixá-la de lado em decisões tão sensíveis?
Senão, vejamos o que diz o Papa Francisco: “A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. A seu serviço está uma minoria: os ministros ordenados. Cresceu a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja. Embora não suficiente, pode-se contar com um numeroso laicato, dotado de um arreigado sentido de comunidade e uma grande fidelidade ao compromisso da caridade, da catequese, da celebração da fé. Mas a tomada de consciência desta responsabilidade laical (…) não se manifesta de igual modo em toda parte. Em alguns casos porque não se formaram para assumir responsabilidades importantes, noutros por não encontrar espaço nas suas Igrejas particulares para poderem exprimir-se e agir por causa de um excessivo clericalismo que os mantém à margem das decisões” (EG 102).
Justamente quando a Igreja Católica em Taiobeiras, em menos de um ano, retoma o seu protagonismo e se coloca “em saída”, causa profundo estranhamento, ou pior, enorme escândalo, essa decisão intempestiva.
O povo leigo católico não se conforma com aquilo que o Papa chama de “um excessivo clericalismo que os mantém à margem das decisões”.
Na fidelidade, obediência e corresponsabilidade para com a Igreja, o povo católico de Taiobeiras precisa ser ouvido e essa decisão repensada e refeita.



































