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  • Taiobeiras: a saída do Padre Vanderlei, MSF

    Taiobeiras: a saída do Padre Vanderlei, MSF

    Sobre a estranha “devolução” da Paróquia de São Sebastião em Taiobeiras ao clero da Arquidiocese de Montes Claros, por parte da congregação dos Missionários da Sagrada Família, o questionamento do laicato católico de Taiobeiras é quanto às motivações para essa tomada de decisão.

    Diria que, no respeito às autoridades da Igreja, o que os leigos cobram é serem ouvidos em sua experiência eclesial.

    Há uma maturidade no laicato. Por que deixá-la de lado em decisões tão sensíveis?

    Senão, vejamos o que diz o Papa Francisco: “A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. A seu serviço está uma minoria: os ministros ordenados. Cresceu a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja. Embora não suficiente, pode-se contar com um numeroso laicato, dotado de um arreigado sentido de comunidade e uma grande fidelidade ao compromisso da caridade, da catequese, da celebração da fé. Mas a tomada de consciência desta responsabilidade laical (…) não se manifesta de igual modo em toda parte. Em alguns casos porque não se formaram para assumir responsabilidades importantes, noutros por não encontrar espaço nas suas Igrejas particulares para poderem exprimir-se e agir por causa de um excessivo clericalismo que os mantém à margem das decisões” (EG 102).

    Justamente quando a Igreja Católica em Taiobeiras, em menos de um ano, retoma o seu protagonismo e se coloca “em saída”, causa profundo estranhamento, ou pior, enorme escândalo, essa decisão intempestiva.

    O povo leigo católico não se conforma com aquilo que o Papa chama de “um excessivo clericalismo que os mantém à margem das decisões”.

    Na fidelidade, obediência e corresponsabilidade para com a Igreja, o povo católico de Taiobeiras precisa ser ouvido e essa decisão repensada e refeita.

  • Professor Levon: O vale de lágrimas e o tesouro

    Professor Levon: O vale de lágrimas e o tesouro

    Sim! Vivemos “gemendo e chorando neste vale de lágrimas”.

    E tenho passado por isso intensamente nas últimas semanas.

    Outros seres humanos, do Brasil e do mundo, muitíssimo mais do que eu.

    A sociedade humana e o inconsciente individual a ela conectado nos castigam sem dó nem piedade.

    O ódio, a aporofobia e o extremismo neoliberal nos impõem fardos pesados e jugos insuportáveis.

    Mas também somos “o sal da terra” e a “luz do mundo”, que damos gosto à vida e iluminamos as trilhas de quem se perde.

    Portanto, se quisermos ultrapassar o vale lacrimoso, devemos “não ajuntar riquezas aqui na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, onde os ladrões assaltam e roubam”.

    Façamos ao outro o que queremos de bom para nós mesmos.

    Sigamos a máxima: “Basta a cada dia a própria dificuldade”.

  • Livros de Levon Nascimento

    Livros de Levon Nascimento

    Livro: “Palavras da caminhada: superando a falta de memória pública com artigos e ensaios”. Editora O Lutador, de Belo Horizonte, 2006. Lançado em 1º de julho de 2006, no auditório da Escola Municipal João da Cruz Santos, em Taiobeiras/MG; e em agosto do mesmo ano, no Centro de Cultura da cidade de Cordeiros/BA.

    Livro: “Blogosfera dos Gerais: opinião, testemunho e outras reflexões”. Editora O Lutador, de Belo Horizonte, 2009. Lançado em 24 de abril de 2009, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG; e em junho do mesmo ano, no Centro de Cultura da cidade de Cordeiros/BA.

    Livro: “Memorial da Juventude de Taiobeiras”. Editora O Lutador, de Belo Horizonte, 2010. Livro publicado através de projeto aprovado junto ao Mais Cultura, do Banco do Nordeste e do Ministério da Cultura, em coautoria com Flaviana Costa Sena Nascimento. Lançado em dezembro de 2010, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG.

    Livro: “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”. Editora O Lutador, de Belo Horizonte, 2014. Lançado em 04 de abril de 2010, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG.

    Livro: “CRER E LUTAR”. Editora O Lutador, de Belo Horizonte, 2017. Lançado em 02 de junho de 2010, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG.

    Livro: “Vidas Interrompidas: juventude, violência e políticas públicas em Taiobeiras – Minas Gerais”. Editora Autografia, do Rio de Janeiro, 2018. Lançado em 12 de dezembro de 2018, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG.

    Livro: “Acepção”. Editora Autografia, do Rio de Janeiro, 2020. Lançado em 21 de outubro de 2021, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG; e em 22 de outubro de 2021, no plenário da Câmara Municipal de Cordeiros/BA.

  • Festa de Cristo Rei do Universo

    Festa de Cristo Rei do Universo

    Hoje se encerra o ano litúrgico católico.

    Cristo é rei, mas seu reino “não é deste mundo”.

    Seu reinado não se manifesta nas formas do poder, do cetro, da coroa ou da faixa presidencial; muito menos no lucro, nas ações, no mercado e na posse do capital.

    Cristo é o rei que serve, que se abaixa e lava os pés dos “pequenos”, que impede o apedrejamento da mulher, que prefere comer com os pobres, deficientes físicos e mulheres marginalizadas; que aceita o culto do romano pagão e os presentes dos magos orientais.

    Seu reino é serviço, é ecumênico e interreligioso, bem ao contrário dos falsos messias que dizem reverenciar o “Deus acima de todos” e propagam a fé única no cifrão.

    Jesus é o Deus/Rei que “está no meio de nós”, acessível, compreensivo e inclusivo; e seu reinado é de amor e respeito, não de ódio e intolerância.

    Viva Cristo Rei!

  • Levon Nascimento: “Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé”

    Levon Nascimento: “Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé”

    “Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé”.

    Essa frase repetida como oração pelo povo católico, é para mim a exata medida da explicação do fenômeno da fé e de sua oposição ao fundamentalismo cristão.

    Fé é acreditar, mas com a consciência de que há dúvidas. E sem o medo de duvidar. A maturidade da fé é relativamente proporcional à intensidade das incertezas.

    Fé que se apresenta como “certa de tudo” é fanatismo; e não há nada mais prejudicial a um cristão do que ser fanático religioso.

    Jesus sempre se posicionou aberto, lúcido, inclusivo e incentivador do pensamento crítico. De outro modo, por que ensinaria através de parábolas, que levam o interlocutor a raciocinar? Raciocínio é lucidez. Onde se raciocina não se fanatiza.

    Diria até que o método pedagógico freiriano é antes de tudo um modo de ensino desenvolvido, na prática, por Jesus.

    Encarar a ciência como inimiga, ao invés de presente de Deus à humanidade, é pecar contra a fé que se diz deter nos dons do Espírito Santo.

    Antivacinas, armamentistas, neofascistas e outras doutrinas mortíferas que se alimentam dos instrumentais da fé cristã para se legitimarem, nada têm à ver com Jesus; são manifestações fanáticas e se compõem de elementos doentios confundidos como se fossem fé.

    Portanto, toda expressão cristã que se enrijece e leva seus seguidores a se fanatizarem, de fato não é cristã e, por consequência, tem outra coisa que não é fé.

  • Dona Mariazinha de Seu Otacílio

    Dona Mariazinha de Seu Otacílio

    “Nossa novena será abençoada, pois o Senhor vai derramar o seu amor/ Derrama, ó Senhor, derrama, ó Senhor, derrama sobre nós o seu amor!”

    Posso dizer que esse é o hino de fé que encontro mais profundo em minha memória. Talvez o primeiro, de quando eu tinha uns quatro ou cinco anos de idade, no natal, nas novenas. E a voz que o entoa – ainda buscando na mais recôndita parte das lembranças da primeira infância – é a voz de Dona Mariazinha de Seu Otacílio.

    Aquelas novenas, pelas nossas ruas aqui do Bairro Nossa Senhora de Fátima (Pedra Azul, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Guaicurus, Tamoios, Caetés, Carijós, etc.), foram o meu primeiro contato que tive com a Igreja-Comunidade, lá no início dos anos 1980.

    Poderia afirmar, foram a minha porta de entrada prática no mistério cristão e no “novo jeito de sermos Igreja” que ali se inaugurava.

    E, mais uma vez, a foz firme que a mim e a todos inspirava era a voz de Dona Mariazinha, líder daquelas novenas de natal ou das reflexões da Campanha da Fraternidade. Uma missionária autêntica! Alguém a serviço da divulgação da Boa Notícia de Jesus! Pioneira, entre outros serviços eclesiais, da Pastoral Carcerária em Taiobeiras. Uma gigante na fé e na vida!

    Essa minha memória do chamado, que por ela me veio, não se apagará!

    Dona Maria partiu! O Senhor da messe, a quem ela serviu com tanta alegria, zelo e entusiasmo, a chamou de volta a Si, à sua casa, ao aconchego do seu eterno amor.

    É festa no céu, com certeza. Hoje, podemos dizer, que uma novena de advento se iniciou no Reino, à espera do tempo em que todos nos reuniremos e contemplaremos a face amorosa do Cordeiro de Deus que nos dá a paz.

    “Derrama, ó Senhor, derrama, ó Senhor, derrama sobre nós o seu amor!”

    Descanse em paz, Dona Maria e que o Senhor lhe acolha com um caloroso abraço.

    Minha solidariedade à família que, por enquanto, chora a ausência, a falta, mas que deve se orgulhar muito do exemplo de mulher que teve como mãe.

    Na foto, do lançamento do meu livro Sexagenarius (abril/2014), na sequência, Dona Maria, Eu (Levon) e Ana (filha de Dona Maria).

  • Levon Nascimento lança livro Acepção em Cordeiros, Bahia

    Levon Nascimento lança livro Acepção em Cordeiros, Bahia

    Saiu o vídeo da fala do Professor Levon no lançamento de seu livro Acepção em Cordeiros/BA.

    https://youtu.be/HwE27Meh8iM

  • Levon Nascimento lança livro “Acepção” em Taiobeiras MG

    Levon Nascimento lança livro “Acepção” em Taiobeiras MG

    A noite de 21 de outubro de 2021 foi especial em Taiobeiras, norte de Minas Gerais. O professor, escritor e poeta Levon Nascimento lançou seu sétimo livro.

    Desta vez foi “Acepção”, um livro contendo 65 poesias escritas em março de 2020, já no “clima” pandêmico.

    De acordo com Cleunice Silva Lemos, prefaciadora do livro, “Em Acepção, Levon Nascimento inaugura a sua potencialidade lírica revelada por uma voz crítica, questionadora e reflexiva sobre a realidade”.

    Segundo Levon, “Acepção foi composto em março de 2020, quanto experimetei uma modalidade de deserto pós-moderno. Inicialmente, pela greve dos trabalhadores em educação de Minas Gerais; em seguida, no isolamento social provocado pela pandemia da COVID-19”.

    Acepção foi editado pela Autografia (Rio de Janeiro), tem 124 páginas, está à venda no site da editora e conta com a participação especial do poeta e professor Lídio Barreto (Lídio Ita Blue).

    O evento de lançamento ocorreu na Câmara Municipal de Taiobeiras e contou com a presença de trabalhadores/as das diversas categorias profissionais e de autoridades locais. Discursaram, declamaram, encenaram e/ou cantaram as seguintes personalidades: Cleunice Silva Lemos (professora e escritora de Taiobeiras), Romário Fabri Rohm (assessor do mandato do deputado federal Padre João, PT), Marileide Alves Pinheiro (professora e poeta de Taiobeiras ), Vladimir Mendes Patrício (escritor de Rio Pardo de Minas), Nádia Gonçalves de Souza (professora de Taiobeiras), Isaías Costa Zazau (jornalista e poeta de Taiobeiras), Felipe Cortez (ator, escritor e cantor de Taiobeiras) e o Coral Vozes de Taiô, sob regência do maestro e professor Rafael Santos, de Taiobeiras.

    Os parlamentares mineiros, pelo Partido dos Trabalhadores, Padre João, Leninha e Dr. Jean Freire se fizeram representar por suas respectivas assessorias e/ou por mensagens de vídeo exibidas ao público.

    A seguir, algumas fotografias do evento, conduzida com muita habilidade e simpatia pela professora e mestra de cerimônia Emanuela Miranda.

  • O banquete de sangue

    O banquete de sangue

    • Levon Nascimento

    Quando se vêem as cenas do jantar no qual Temer e um bando de velhos brancos e ricos riem das piadas de um bobo da corte, a zombarem tanto do mito da direita quanto da cara do povo brasileiro, chegamos à conclusão de como seriam úteis as guilhotinas da Revolução Francesa aqui nos trópicos.

    Nossas Marias Antonietas seguem firmes e fortes, deglutindo brioches sob os cadáveres de 600 mil brasileiros mortos pelo coronavírus, sorridentes, enquanto a patuleia utiliza lenha ou álcool, ante a impossibilitado de comprar um precioso botijão de gás.

    O repasto serve ainda para os pobres de direita, incluindo o pobre cérebro de Bolsonaro, entenderem o que é consciência de classe e o quanto estão do lado errado da história. Embora não se deva esperar conversão de amebas.

    Os participantes do regabofe são velhacos (na idade e nas práticas acumulativas de riqueza) que juntos somam mais de mil anos de vampirismo social. De fato, os quem mandam no Brasil.

    Foram eles que criaram o “mito”, colocaram-no no Planalto, gargalham dele e o apeiam, se não lhes for mais útil.

    Também foi com eles que o PT teve de se submeter para que as pequenas conquistas de 2003 a 2015 pudessem ser minimamente viáveis.

    Religiosos cristãos, que seguem Bolsonaro como se fosse um enviado de Deus, deveriam estar atentos a quem se sentou naquele convescote diabólico. Ali havia de tudo, menos o Evangelho.

    Que falta fazem umas cruzas entre as peixeiras parisienses e os bolcheviques moscovitas em nossa trágica história nacional!

  • Um ano da convenção do PT de Taiobeiras

    Um ano da convenção do PT de Taiobeiras

    Hoje, 13 de setembro, faz exatamente um ano que realizamos a nossa convenção municipal do PT na Câmara Municipal de Taiobeiras.

    Foi um momento muito bonito e do qual devemos nos orgulhar. Não importa muito o resultado eleitoral.

    O que importa de verdade é que estamos dedicando nossas vidas às boas causas da fraternidade, da igualdade social e da melhoria da qualidade de vida de toda a população.

    Minha gratidão a quem teve o carinho de lutar ao meu lado!

  • O apagão

    O apagão

    A última crise energética que o Brasil teve, conhecida como “Apagão”, foi em 2001, no Governo do presidente tucano Fernando Henrique Cardoso.

    Na época, descobriu-se que havia sobra de energia na região norte do país, mas que aquele governo neoliberal não havia planejado a tempo a construção de linha de transmissão para o restante do território nacional.

    A situação foi tão feia que, mesmo pagando em dia as altas contas de luz, o consumidor que gastava além do limite estabelecido pela ANEEL tinha o padrão desligado pela CEMIG (ou pela concessionária de cada estado).

    Nem precisa dizer que milhões ficaram no escuro, o desemprego triplicou e a quebradeira foi geral.

    Vieram Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2016), o Brasil cresceu economicamente a ponto de se tornar a sexta economia mundial, erradicação da fome, situação de pleno emprego, recordes na construção civil e no comércio, e não houve mais apagões, mesmo com estiagens terríveis. Houve planejamento e execução.

    Agora, cinco anos depois do golpe que afastou Dilma da presidência, sem que ela tivesse cometido crime de responsabilidade, e diante da pior pandemia de nossa história, do desemprego homérico e da desindustrialização nas alturas, vemos novamente a conta de luz escalar as montanhas e o anúncio de que haverá apagões.

    Bolsonaro só se preocupa em brigar com todo mundo e em defender seus filhos, metidos até a cabeça em negociatas. Não planejou e nem preparou o país para a pior seca do século.

    Com certeza, ele vai por a culpa em São Pedro.

  • 110 anos do distrito de Taiobeiras

    110 anos do distrito de Taiobeiras

    Há 110 anos, em 30 de agosto de 1911, a Lei Estadual de Minas Gerais, nº 556, determinava a criação do distrito de Taiobeiras, subordinado ao município de Rio Pardo de Minas (MG).

    O cônego Newton de Ângelis, no volume II de seu livro Efemérides Riopardenses, assim relata:

    “30 de agosto – 1911 – A Lei Mineira nº 556 de hoje, cita no nº CXXIV, o Município de Rio Pardo abrangendo seis distritos: 1º. Rio Pardo (Sede – Cidade); 2º. Nossa Senhora do Patrocínio de Serra Nova; 3º. S. João do Paraíso; 4º. Água Quente (Santana da); 5º. Veredinha (N. Senhora da Ajuda da); 6º. Bom Jardim de Taiobeiras” (DE ÂNGELIS, 1998, v. II, pp. 211-212).

    Em 07 de setembro de 1923, o distrito de Taiobeiras seria transferido de Rio Pardo de Minas para Salinas.

    A elevação a cidade (sede municipal) somente se consumaria a 12 de dezembro de 1953, 42 anos após a criação distrital.

  • O lado certo da História

    O lado certo da História

    * Levon Nascimento

    O 17° processo contra Lula é arquivado e extinto por falta de provas num tribunal isento de Brasília, o do Sítio de Atibaia, sepultando mais uma vez a operação Lava-jato.

    Aquele mesmo sítio, pelo qual o parcial e desonesto ex-juiz pró-americano Sérgio Moro havia condenado Lula por causa dos pedalinhos dos netos de dona Marisa.

    Mas a doença persecutória ainda acomete a muitos indivíduos.

    Anteontem mesmo, um bolsonarista contraditório daqui de onde vivo invadiu minha timeline para acusar o STF de prender “sem motivo” a Roberto Jefferson e de “participar de um pacto” para liberar Lula.

    E não adianta mostrar a esse tipo de sujeito que contra Bob Jefferson há vídeos do próprio portando armas e realizando ameaças golpistas e terroristas às instituições de Estado e a figuras públicas, em muito excedendo o direito de opinião.

    No caso de Lula, mesmo apontando que Moro serve aos Estados Unidos, e que ainda assim o tabaréu de Maringá não conseguiu reunir provas da culpabilidade do ex-presidente, gente como esse bolsonarista convicto inculcou a culpa eterna do ex-presidente na cabeça.

    O bolsonariano típico, embora não seja maioria, é perigoso por deixar sua mente se possuir por um combo envenenado: burrice, ruindade, desinformação e pitadas de religiosidade descontextualizada.

    Por outro lado, mesmo vivendo neste tempo turvado pelo ódio, sinto-me feliz por ter confiado na inocência jurídica do ex-presidente Lula. Não o fiz por ato de fé e nem Lula tampouco precisou de minha defesa. Igual a mim, milhões de brasileiros, mesmo sufocados pela fumaça lavajatista, creram e lutaram.

    Acreditei por conhecer um pouco da história nacional. Neste país, sempre que algum agrupamento, partido ou liderança governam, um pouco que seja, para os do andar de baixo, a primeira coisa que a “Casa Grande” saca do baú de maldades é uma denúncia de corrupção.

    Lula, livre e inocente, é a confirmação de que estou do lado certo da história.

    Em contradição, o nazifascismo bolsonarista se sufoca em seus próprios maucaratismos e incompetências. E la nave vá!

  • Semipresidencialismo é golpe

    Semipresidencialismo é golpe

    É recorrente na história do Brasil. Sempre que a direita dá um tiro no pé (como é o caso do Governo Bolsonaro neste momento) e a esquerda se aproxima novamente da possibilidade de alcançar a chefia do governo (Lula pode ganhar até no 1° turno, segundo pesquisas), as elites propõem esvaziar o poder da presidência da República.

    Agora, Artur Lira (presidente da Câmara Federal) fala em semipresidencialismo. O que seria isso?

    Um presidente “rainha da Inglaterra”, sem poderes de fato, e o controle da política nas mãos de um parlamentar que seria o 1° Ministro escolhido apenas entre e pelos deputados.

    Imagina quem conseguiria maiorias congressuais para ser o chefe do governo? Cunha, Maia, Lira, etc. Seria o mesmo que entregar o Planalto para o Centrão, para sempre, sem esperança de alternância.

    É golpe!

    #semipresidencialismonão #semipresidencialista

  • “Fora Bolsonaro” no Alto Rio Pardo e Norte de Minas

    “Fora Bolsonaro” no Alto Rio Pardo e Norte de Minas

    No sábado (24/07/2021), manifestações ocorreram em todo o Brasil para pressionar o Congresso Nacional a analisar os mais de cem pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

    Os manifestantes acusam o presidente de genocídio no trato da pandemia do coronavírus e de corrupção na compra das vacinas anti-covid.

    No Alto Rio Pardo, representantes de movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e pastorais da Igreja, mobilizados pela Articulação Rosalino e pelo Movimento Geraizeiro, reuniram-se num ato simbólico contra o Governo Bolsonaro, às margens da BR-251, no povoado de Vale das Cancelas, município de Grão Mogol/MG.

    Com muita indignação, os manifestantes exibiram faixas contra Bolsonaro, recebendo o apoio de muitos motoristas que trafegavam pela rodovia.

    Para a freira Irmã Etelvina, da Congregação das Irmãs Franciscanas de Montes Claros, presente à manifestação, o ato é importante para demonstrar repúdio a tudo aqui que é contra a vida. “Bolsonaro usa o nome de Deus para ter poder sobre as pessoas, mas suas ações são de morte; não pertencem ao Deus da vida; por isso estamos protestando” – disse a religiosa.

    Para Clemente Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, “a importância desse ato contra Bolsonaro é defender a democracia, que ele ameaça todos os dias”.

    Já Maria Aparecida, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens, da Comunidade de Murzelo, município de Indaiabira, “a classe trabalhadora vem sendo penalizada por Bolsonaro com os preços altos dos alimentos, energia e combustíveis”. “Lutamos para que esse governo tenho logo um fim” – disse.

    Os mandatos populares do Deputado Federal Padre João (PT/MG) e da Deputada Estadual Leninha (PT/MG) colaboraram na realização do ato e se fizeram representar por suas respectivas assessorias.

  • Professor Levon: 15 anos do meu primeiro livro

    Professor Levon: 15 anos do meu primeiro livro

    Deixei passar a data exata, mas tá valendo!

    Há 15 anos, em 1º de julho de 2006, lancei meu primeiro livro e realizei um sonho.

    Trata-se de “Palavras da caminhada: superando a falta de memória pública com artigos e ensaios”, pela Editora O Lutador, com 260 páginas.

    Ele contém textos opinativos e descritivos que escrevi entre meus 18 e 30 anos de idade. São observações variadas sobre política regional, história, religião e cultura de Taiobeiras e do Alto Rio Pardo.

    Também tem dois breves ensaios, uma sobre a história de Cordeiros, cidade baiana onde nasci, e outro sobre a história da Pastoral da Juventude de Taiobeiras, organização onde me iniciei para as causas humanitárias e sociais.

    “Palavras” foi publicado em 500 exemplares, totalmente custeados por mim mesmo, sem patrocínio, numa cidade que não tinha escritores residentes com a “audácia” de publicar.

    15 anos depois, somos mais de uma dezena de autores com publicações diversas.

    Tenho orgulho de ter aberto o caminho.

    Agora, já são sete obras escritas por mim; e tenho esperança e fé em Deus de que mais virão.