Tag: Dilma

  • Tucanos taiobeirenses jogam na conta de Dilma a culpa do próprio fracasso

    Nos últimos doze anos, Taiobeiras viveu um surto de desenvolvimento. Construção civil, acesso facilitado a crédito para todas as áreas, carros novos invadiram ruas e praças, e obras, muitas obras, chegaram da parte dos governos Lula e Dilma. Rede e estação de tratamento de esgoto, pavimentação de ruas, UBS, PSF, reformas variadas, transporte escolar de qualidade, programas sociais, Território da Cidadania do Alto Rio Pardo, Escola Família Agrícola, unidade da UAB, etc, etc… Os governos municipais, tucanos, capitalizaram tudo isto como se fossem méritos próprios, numa grande operação de lavagem cerebral da massa. No máximo, citavam um tímido “recursos da União” para se referir ao maior aporte de recursos públicos que Taiobeiras já recebera em toda a sua história.

    Agora, com a crise batendo à porta da Prefeitura, seus apoiadores descaradamente invertem o discurso. Na boca deles, tudo o que falta e todos os problemas de Taiobeiras são culpa de Dilma ou do PT. Vamos sempre relembrar: se não fosse Lula, Dilma e o PT, e se dependesse dos tucanos que mandam na Prefeitura, Taiobeiras ainda seria conhecida como a cidade da “latinha”. “Lá tinha isso”, “lá tinha aquilo”, “lá tinha assim”, “lá tinha assado”!

  • O que há em comum entre a Revolução Francesa e o Brasil atual?

    Com a Revolução Francesa, o antigo regime de monarquia absolutista da França foi destituído e simbolicamente expurgado com a execução dos reis Luís XVI e Maria Antonieta. Veio o período napoleônico e os ideais revolucionários se impuseram. Ainda assim, com a derrota de Napoleão, ocorreu a restauração monárquica, parecendo que tudo tinha sido em vão. Mas durou pouco. A marcha do “novo” revolucionário terminou por se impor e uma nova e moderna França surgiu. O atraso absoluto fora para sempre sepultado. O momento atual brasileiro é similar, guardadas as devidas proporções históricas e ideológicas.

    Com Lula, a bastilha do elitismo foi derrubada. Não por acaso, FHC recebeu o título jocoso de “Maria Antonieta do Planalto”. Agora, as forças do atraso tentam uma “restauração de seus antigos privilégios de casta”. Mas não durará muito. A marcha da inclusão promovida pelos anos do PT à frente do governo federal se imporá e, mais cedo ou mais tarde, um novo Brasil, mais justo e fraterno, emergirá do meio deste “vale de lágrimas” no qual, ainda, “gememos e choramos”.

  • A hipocrisia dos que querem o impeachment de Dilma

    O que me deixa apreensivo neste processo que o Brasil está vivendo é a hipocrisia. Eles veem o quanto a vida dos mais pobres melhorou, ainda que não o suficiente. Mas veem. E é isto que os revolta. Querem derrubar a Presidenta Dilma não por causa da corrupção. Eles fingem que a corrupção é restrita a este governo e a este momento histórico. Sabem que ela é endêmica e que já foi muito maior quando não havia investigação e a grande mídia era conivente. Mas defendem os que mais corromperam e destruíram este país. Tempos tristes, tempos sombrios. Parece que estamos vivendo a repetição de nossos piores momentos: suicídio de Vargas, golpe de 1964, ascensão do fascismo e do nazismo. É o mal em sua forma mais grotesca. O egoísmo em estado bruto. A bestialidade encarnada. Porém travestida de boas intenções e patriotismo. Resta-nos, como disse Olga Benário certa vez, a esperança e o compromisso com “o justo, o bom e o melhor do mundo”.

  • Meu compromisso com o Brasil

    Para mim, em primeiro lugar, vem o compromisso com a Pátria brasileira. Pátria entendida como o conjunto de todo o nosso povo. Dentre esse todo, faço uma opção preferencial pelos mais fracos, os pobres, as mulheres vítimas de machismo e violência, as crianças, os jovens, os idosos, as minorias vítimas de preconceitos e exclusões seculares e históricas. Então, enquanto conhecedor de um pouco da história e de ciências sociais, fiz uma escolha consciente, racional, porém afetiva, de participar da luta através da militância política.

    Escolhi o PT como ferramenta desta luta, não como um fim em si mesmo ou como instrumento de fanatismo. Sei de suas falhas e defeitos. Sei de suas virtudes e valores. E entendo que estes últimos superam, ainda, os primeiros. Não é uma religião. É uma organização de luta humana (por isto mesmo, portadora de falhas), mas dotada de grande importância civilizatória para o Brasil. Tenho orgulho de fazer parte desta história, desta militância, destas conquistas sociais que garantiram mais soberania ao Brasil.

    Não tapei meus olhos. Sei dos problemas. Mas prefiro fazer críticas e agir pela esquerda. Da direita, em 500 anos, só recebemos invasão, escravidão, tortura, ditadura e ódio. Milito, mas não espalho o mal. Fico triste quando vejo pessoas, até estudadas, com nível superior, possuídas pelo espírito fanático do antipetismo, portando uma raiva visceral e destrutiva. Isto deve fazer muito mal à saúde psíquica destas criaturas. A elas, antipetistas viscerais, com o coração cheio de ódio, eu ofereço neste Dia 13, Dia de Luta, a minha compaixão, o meu respeito, o meu amor. E a outra face!

    Viva o Brasil! Viva o Povo Brasileiro! Viva, para sempre, a nossa história de luta!

  • Festa do ódio no dia 15 de março

    Babando de ódio, bradando contra os programas sociais que atendem aos mais pobres, ironizando nordestinos, atentando contra a história do Brasil, pisoteando o sangue dos mártires brasileiros, portando suásticas nazistas, sigmas integralistas e cartazes a favor do feminicídio, defendendo golpe de estado e intervenção militar, esfolando a democracia que, ironicamente, lhes permite tal ato de bestialidade, enforcando bonecos que mimetizam pessoas. Este é o retrato dos atos deste 15/03/2015. Sinto-me tão triste, não por estes movimentos que, apesar dos pesares, demonstram a vitalidade da nossa democracia. Fôssemos uma ditadura, estariam os líderes na cadeia, na tortura, no exílio ou mortos. E os demais enxotados por tropas de choque. Minha tristeza é por conta da decepção. Decepcionado estou com alguns amigos e colegas que se deixam incorporar deste espírito maligno e defendem estas barbaridades anti-civilizatórias. Foram desfiles dos piores pesadelos da alma humana. Sinceramente, não desejo que ninguém, um dia, seja vítima da monstruosidade que estão ajudando a semear.

  • O ato do dia 15 de março foi pacífico?

    Dizem que o ato do dia 15/03 foi pacífico, ordeiro, apartidário e contra a corrupção. Mas teve palavrões impublicáveis, ameaças de morte e porte de armas brancas, pedido de intervenção e de ditadura militar, insultos à democracia, intolerância de gênero, desfile de suásticas e sigmas (símbolos racistas e totalitários). E nenhuma palavra sobre escândalos de corrupção nos quais os políticos contrários ao PT estão envolvidos. E a grande mídia, cujos donos estão envolvidos no mega-escândalo mundial do banco HSBC, inflou o número de manifestantes, além de divulgar, exaustivamente, antes do acontecimento para que ele pudesse bombar.

    Ora, não se deixe manipular.

  • Triste sina das mulheres na política brasileira

    Triste sina das mulheres brasileiras na política. Em três exemplos:

    * Princesa Isabel: assinou a Lei Áurea, que acabou com a escravidão negra no Brasil. Ainda assim, era atacada por ser carola e perdeu a oportunidade de herdar o trono um ano depois de libertar os negros através do golpe militar que proclamou a República.


    * Dona Lia, ex-prefeita de Taiobeiras: fez uma administração que priorizou a saúde e a educação, como nunca antes na história do município. Ainda assim, foi vítima de difamação e maledicência. O candidato a prefeito apoiado por ela, para sua sucessão, ficou em último lugar na disputa.


    * Dilma Rousseff, 1ª presidenta do Brasil: foi torturada pela ditadura, foi ministra da Casa Civil, criou o Minha Casa Minha Vida, retirou o Brasil do mapa da fome e, em seu governo, o desemprego é o mais baixo da série histórica brasileira. Ainda assim, é vítima de uma implacável campanha de ódio e de manifestações golpistas que podem lhe custar o cargo conseguido na reeleição.


    É possível virar este jogo?

  • Artigo do Levon: Os que amam a democracia

    * Levon Nascimento

    No modelo de democracia que foi escolhido para o Brasil, o candidato que obtém a maioria dos votos é eleito. Na última eleição presidencial, Dilma Rousseff (PT) derrotou Aécio Neves (PSDB) em votação de 2º turno. Quem ganha governa, goste-se disso ou não. Quem perde, tem a obrigação cívica de fazer o contraponto e a oposição democrática. Qualquer coisa diferente disso é golpe ou crime.

    Mas o que se vê no Brasil neste início de 2015 é uma tentativa absurda de impedir que a candidata vitoriosa nas urnas possa exercer o direito de comandar o país. Do problema climático da falta de chuvas até a corrupção na Petrobrás, alega-se de tudo para conseguir o impedimento (ou “impeachment”) da mandatária-mor da Nação brasileira, ainda que ela não esteja na lista da Operação Lava-jato, organizada pelo Procurador Geral da República, enquanto até mesmo expoentes da oposição lá constam. Ninguém demonstra, efetivamente e com provas, qual crime teria cometido a primeira mulher Presidenta da República, que servisse de motivo para a cassação do mandato soberanamente conferido a ela pelo povo. Mas isto pouco importa aos que a querem expulsar do Planalto. Disso resulta a tese de que se trata de uma tentativa imoral de golpe de estado.

    Ninguém é obrigado a gostar de um governo. Nem mesmo quem nele votou. Os direitos à liberdade de expressão, à mudança de opinião ou mesmo o de fazer oposição estão garantidos em nossa Constituição Federal de 1988. Aliás, aqui se faz um parêntese para informar que a atual Constituição brasileira é fruto dos esforços de todos aqueles que lutaram contra os 21 anos de ditadura militar.

    Aquele regime ditatorial nasceu de outro golpe, o de 1º de abril de 1964. Ali, assim como hoje, as elites brasileiras, descontentes com os rumos nacionalistas e populares das políticas implantadas pelo Presidente João Goulart (PTB), tramaram e derrubaram um presidente democraticamente eleito pelo povo para por no lugar um governo autoritário, despótico, que censurou, torturou, retirou liberdades democráticas e acobertou a corrupção de seus aliados como nunca antes na história. Fez isto porque não foi incomodado, nem pela imprensa, muito menos pelo Judiciário ou por uma oposição de verdade. Todos os que levantaram a voz foram cassados, perseguidos, exilados, presos ou mortos. Uma das que muito bradou contra aquela ditadura foi a jovem estudante mineira Dilma Rousseff, hoje presidenta, mais uma vez vítima da insensatez de nossas classes abastadas. Vários dos que desejaram a queda de João Goulart e saíram às ruas pedindo a sua deposição, depois foram vítimas da ditadura que ajudaram a implantar. Que o mesmo não ocorra nos dias atuais.

    O que me deixa apreensivo neste processo que o Brasil está vivendo é a hipocrisia. Os que querem o “impeachment” de Dilma veem o quanto a vida dos mais pobres melhorou, mesmo que ainda não o suficiente e necessário. Mas veem. E, horrendamente, é isto que os revolta. Querem derrubar a Presidenta Dilma não por conta da corrupção. Eles fingem que a corrupção é restrita a este governo, ao PT ou a este momento histórico. Sabem que ela é endêmica, sempre existiu nas práticas empresariais e políticas, e que já foi muito maior quando não havia investigação e recebia a conivência da grande mídia. Mas insistem em defender os que mais corromperam e destruíram este país, as suas elites abjetas e racistas. Tempos tristes e sombrios os que vivemos. Parece que estamos assistindo à repetição de nossos piores momentos: o suicídio de Vargas, o golpe de 1964 e a ditadura dali resultante, a ascensão do fascismo e do nazismo, com sua propaganda de pureza e realidade de campos de concentração. É o mal em sua forma mais grotesca. O egoísmo em estado bruto. A bestialidade encarnada. Porém travestida de boas intenções e de patriotismo verde-amarelo. Resta-nos, como disse Olga Benário certa vez, a esperança e o compromisso com “o justo, o bom e o melhor do mundo”.

    Neste momento, quem ama a democracia de coração, independentemente de partido ou de gostar ou não do atual governo, defenderá a integridade do mandato da Presidenta Dilma Rousseff, em favor da boa manutenção das instituições do Estado e do bem estar do Povo brasileiro.

    * Levon Nascimento é professor de História e sociólogo.

  • Foto histórica com Dilma Rousseff

    Outro dia postei uma foto com a ex-Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Na mesma data (12 de janeiro de 2003), também em Araçuaí/MG, tivemos a oportunidade de falar com então desconhecido Ministra das Minas e Energia, a qual se tornaria a primeira mulher a ocupar a Presidência da República brasileira, Dilma Rousseff. Naqueles dias, o presidente Lula, recém-empossado em seu primeiro mandato, trazia seus ministros para “estagiar” no Vale do Jequitinhonha.

    Na foto, os presidentes municipais do PT de Taiobeiras (Levon Nascimento), Salinas (Tânia Ladeia) e Novorizonte (Wilson Fernandes) em 2003.

  • Marina Silva

    12 de janeiro de 2003. No tempo em que dona Marina era companheira da luta. Antes dela rumar à “direita”, rsrs! Em Araçuaí/MG, após a 1ª posse de Lula na presidência, quando ele trouxe todo o ministério para “estagiar” no Vale do Jequitinhonha.

    Na foto, os presidentes municipais do PT de Taiobeiras (Levon), Salinas (Tânia Ladeia) e Novorizonte (Wilson Fernandes) em 2003. 

  • Novo ministério de Dilma

    Presidenta Dilma Rousseff
    Tenho críticas pontuais em relação aos nomes de alguns ministros indicados pela presidenta Dilma. Ser militante não significa que abdiquei da habilidade de pensar e de ter opinião própria. Mas votei nela por confiar em sua capacidade de condução do país. Reitero minha confiança e apoio a decisão da Presidenta!
    Publicado originalmente no meu perfil no Facebook, em 27 de novembro de 2014.
  • Artigo do Levon: A vitória de Dilma

    Artigo originalmente publicado na versão impressa do Jornal Folha Regional, Ano XII, n. 235, p. 3, novembro de 2014, Taiobeiras/MG.

    Eram 20h02min quando apareceram os primeiros números da apuração no telão instalado no salão do STR de Taiobeiras. Após três horas de angustiante espera, uma explosão de alegria fez o ambiente se eletrizar. Com 95% das urnas apuradas, Dilma (PT) aparecia à frente com 50,9% dos votos válidos, enquanto Aécio (PSDB) estava com 49,1%. Nem mesmo o alerta de que ainda faltavam 5% nem que a diferença era estreitíssima, podendo haver uma reviravolta, fez diminuir a euforia. O grito preso na garganta e a vontade de liberar a emoção foram mais fortes. Sobretudo depois de uma campanha tocada pelo ódio, cuja “proposta” do adversário se resumia a “tirar o PT do poder”. Dali em diante, um povo barulhento e tenaz tomou conta das ruas da cidade. Celebração de vitória!

    Aécio teve maioria em Taiobeiras, único município do Norte de Minas em que isto ocorreu. Ainda assim, na zona rural, em Mirandópolis e na Lagoa Grande, a campeã foi Dilma. Longe de buscar razões sociológicas, recorro à história. Há um mito, profissionalmente instigado, de que o neto de Tancredo teria uma relação de amizade com a cidade, materializado desde os tempos em que o jovem secretário do avô veio pedir votos para se eleger deputado federal e ficou hospedado na casa do então prefeito Geraldo Sarmento de Sena (Nen Sena). Contribuiu, ainda, a estrutura bem arrumada do atual grupo no poder municipal que, mesmo realizando um governo medíocre, mantém intactas as estruturas de dominação cultural, intelectual e política. E mais, a neutralidade desleal e a cooperação suicida de alguns poucos setores da oposição taiobeirense também influíram no resultado.


    Mas destaco a garra e a luta da militância petista e dos simpatizantes da causa popular. Para estes, não houve espaço para o muro ou para a omissão. Lideranças das Comunidades Eclesiais de Base, educadores engajados na luta por uma educação decente, trabalhadores autônomos, taxistas, sindicalistas rurais ou do serviço público, vereadores progressistas, todos se movimentaram pela garantia da continuidade da mudança inaugurada por Lula. Souberam entender que, apesar do bombardeio midiático e das tentativas de golpe da elite nacional, o projeto que melhorou a vida de milhões de brasileiros, retirando-os da miséria absoluta e integrando-os, como nunca antes em nossa história, estava em curso através do governo da Presidenta Dilma Rousseff. Perceberam, também, que caso não fosse reeleita, haveria um revés, um retorno ao passado, tão drástico quanto aquele que se havia iniciado com o Golpe Civil-Militar de 1964.


    E o capítulo mais especial desta luta se deve aos jovens e ao povo considerado mais humilde. Os jovens, estudantes, foram presença marcante nas atividades de campanha da Dilma em Taiobeiras. O povo da zona rural e dos bairros compreendeu o viés de classe social que a eleição despertou e garantiu as suas conquistas. Relembrou-se de que há 12 anos, antes de Lula e Dilma, só lhe sobrava os restos de verduras da feira, no final do sábado. Celebrou o acesso à cidadania que está conquistando através das ações dos governos petistas.


    Enfim, o colorido do vermelho da boa revolução se entremeou nas cores do povo e da juventude, sinalizando um novo tempo em que a luta continuará. Luta contra o ódio de uma elite atrasada que se ressente ainda hoje da assinatura da Lei Áurea.
  • Votar em Dilma é agir para que o Brasil continue independente

    Aqui abaixo estão os textos que escrevi na última semana (07 a 14/09/2014), na rede social Facebook. São reflexões sobre as eleições de 2014, favoráveis à candidatura de Dilma para a presidência da República e à eleição de Fernando Pimentel para governador de Minas Gerais.

    1) Alguns dizem: ” – Gente culta não vota no PT”. Se ser “culto” é ser contra a inclusão social que tirou milhões de brasileiros da miséria, prefiro ser “inculto”. Aliás, o conceito de “cultura” é muito relativo. Tem gente com diploma universitário em medicina, direito ou história que não tem a cultura da solidariedade, do respeito ao próximo e da compreensão da multiplicidade dos valores do povo brasileiro. Enquanto que tem pessoas “analfabetas” com uma baita visão de mundo: solidária, altruísta e coerente.


    2) A família dos que assassinaram Chico Mendes (1988) declara apoio a Marina Silva. Lembrando que Chico Mendes foi morto em emboscada preparada por latifundiários que combatiam seringueiros organizados em sindicatos e no PT. Na época, Chico Mendes, que era petista, foi quem abriu espaço para Marina entrar na política, pelo PT. Mais uma imensa contradição da Marina.

    3) Dilma sofre ataques todos os dias, desde que tomou posse, principalmente na grande mídia e nas redes sociais. Aliás, desde antes. Os esgotos de direita a “torturam” desde sempre. Ataques covardes: xingam, agridem, inventam mentiras e difamam. Mas ela aguenta firme e forte. É mulher de pulso, de garra, de compromisso e de imenso amor pelo Brasil. Dilma, nos momentos mais difíceis, nunca ficou de “chororô”, “mimimi” ou se fazendo de vítima. Quem entra na chuva tem de se molhar. Por isto eu voto nela. Dilma tem coração valente!

    4) Quem vota nas lágrimas da Marina vai chorar por último, quando ela entregar o Brasil nas mãos dos banqueiros e quebrar o país.

    5) ‘Marinistas’ agora passaram a depender da capa da Veja. Cadê a diferença em relação aos tucanos? Depois dizem que o que emperrava o país era polarização PT X PSDB. Pois, agora, passaram a ocupar o lugar dos bicudos. Da Veja não vem nada que presta! ‪#‎Dilma13‬ ‪#‎Pimentel13‬ ‪#‎JosuéAlencar150‬ ‪#‎PauloGuedes13789‬ ‪#‎PadreJoão1315‬ ‪#‎Agita13‬

    6) Conversando com pessoas na feira de Taiobeiras, hoje pela manhã, na programação do ‪#‎Agita13‬, não precisei defender a Dilma. As pessoas já faziam isto. Veja o que disseram: a) “Antes, o sonho do pobre era ter uma bicicleta. Hoje pode ter acesso a uma moto, a um carro, a uma casa”. b) “O Bolsa Família me ajudou a criar meus filhos. Não fiquei preguiçosa. Hoje trabalho e tenho autoestima”. c) “Você anda na zona rural e em cada casa tem uma cisterna (caixa d´água) para recolher água da chuva. Antes, além da seca, a gente não tinha nenhum apoio”. d) “Hoje a casa do pobre igualou a do rico: tem geladeira, televisão de tela plana, micro-ondas…” e) “Hoje o pobre não precisa ser escravo do rico”. f) “Nos PSFs de Taiobeiras ‘tudo’ tem placa de verba que a Dilma mandou. Como que tem gente que não vota numa mulher dessas?!” Então, é Dilma 13 e Fernando Pimentel governador 13.

    7) A Revista Veja já embarcou na campanha de Marina Silva. Quem tem um mínimo de senso crítico sabe que o “bom” para a Veja não é o “bom” para o Brasil. Então, fica claro que a melhor candidata é Dilma, 13.

    8) A ética de Marina Silva: ri no velório do ex-candidato e chora quando suas ideias são questionadas. Não é a presidenta que o Brasil precisa. Por isto, eu voto em Dilma, 13.

    9) Marina Silva fala e depois “desfala”. Em seguida reclama e se faz de vítima quando a gente aponta as contradições dela. Ué, só vale quanto ela tá ganhando? Quando começa a perder, apela?

    10) Uai, ninguém está xingando a Marina! Aliás, quem é xingada por gente que não quer debater é a Dilma. No caso da Marina, estamos criticando propostas que consideramos ruins para o Brasil. Afinal, a democracia serve para isto, para o questionamento de ideias e programas.

    11) Até agora, estou fazendo campanha com ideias, crítica política e argumentos. E pretendo fazer assim até o final do período eleitoral. Que tal você agir assim também?

    12) Infelizmente, em outras palavras, o “antipetismo” ou o “anti-esquerdismo” pode ser definido com dois vocábulos: ódio e egoísmo. Ódio aos mais necessitados. Egoísmo na atitude de não suportar que multidões devam ser incluídas. E, o pior, é a sequência das tragédias da história brasileira: É o ódio dos que não queriam a abolição da escravatura negra em 1888. O ódio dos que massacraram Canudos (1897) e Contestado (1914). O ódio dos que não desejavam dar direito de voto às mulheres.O ódio contra a legislação trabalhista. O ódio lacerdista às conquistas populares da era Vargas. O ódio a Jango e Brizola. O ódio que implantou a ditadura (1964-1985). O ódio aos movimentos operários do ABC, ao MST, às CEBs, às pastorais sociais, às conquistas do governo Lula, à pessoa da 1ª mulher-presidenta Dilma Rousseff. É o ódio às cotas, ao Pro-Uni. Ódio à inclusão de jovens pobres nas faculdades de Medicina e Direito. Ódio ao Mais Médicos. Ódio ao Bolsa Família, enquanto defendem o Bolsa Banqueiro. Ódio à melhoria real do salário mínimo. Enfim, é um ódio de classe. Triste é ver pessoas que foram incluídas por estas lutas ficarem do lado de quem lhes tem ódio.

    13) É por isto que eu voto no PT. É por isto que eu voto em Dilma 13. Porque eu me informo sobre a realidade do meu país? E você, se busca se informar ou é “informado” pela mídia anti-Brasil?

    14) A desconstrução de Marina tem sido feita por ela mesma ao se desdizer constantemente. Numa hora afirma uma coisa, em seguida diz que não era bem assim.

    15) O “antipetismo” é tocado pelo ódio a Lula, à Dilma, contra o pensamento de esquerda e contra os brasileiros pobres que necessitam dos programas sociais. É um sentimento intencionalmente alimentado pelos grandes cartéis midiáticos, cujo substrato emocional é o velho egoísmo de classe. No fundo, é o mesmo rancor dos que, em 1888, não perdoaram a Princesa Isabel pela assinatura da Lei Áurea, que acabou com a escravidão formal no país.

    16) Marina defende a autonomia do Banco Central. Autonomia para elevar os juros, reduzir o crédito, diminuir o emprego e arrasar com a vida dos pobres e trabalhadores. E isto que você quer?

    17) Ainda tem professor “ingênuo” achando que se um ex-governador ganhar para senador e se outro “ex-gov” ganhar para presidente que a Lei 100 volta. Explicando: a Lei 100 era inconstitucional, por isto foi derrubada pelo Poder Judiciário (STF). Não é mais questão de política. Agora, é resolver a situação difícil dos ex-efetivados. Isto, sim, é questão de política, e quem fez o malfeito tem de resolver. Não se deixe enganar. Fique de olho.

    18) Com Lula e Dilma, houve a melhoria da qualidade de vida de mais de 40 milhões de brasileiros que viviam em extrema pobreza. Milhões de brasileiros tiveram acesso a cursos superiores. 14 novas universidades federais foram criadas. Milhares de cursos técnicos. Vagas pelo ENEM, SiSU, ProUni, Fies, Pronatec, etc. O Mais Médicos está levando atendimento básico a 50 milhões de brasileiros. Se isto não é uma revolução, não sei mais o que pode ser. Enquanto isto, Marina quer dar total liberdade para os banqueiros lucrarem muito mais ainda, com a autonomia do Banco Central. Pense nisto e não jogue as conquistas dos últimos 12 anos no lixo.

  • Mais reflexões sobre as eleições de 2014

    Transcrevo para meu blog algumas das reflexões que tenho feito durante a semana em meu perfil no site de relacionamentos sociais Facebook…

    Fazer política é atividade essencial da sociedade. Dizer que não é político(a) e ao mesmo tempo concorrer numa eleição ou dizer que está acima de partido político e concomitantemente estar filiado(a) num deles é enorme contradição. Isto deseduca a sociedade. Regredimos ao ideário nazifascista: demonização dos partidos e da atividade política e culto à personalidade de um(a) salvador(a) da Pátria, como se pairasse acima das contradições típicas da política em qualquer tempo e lugar. E muitos brasileiros, supostamente bem intencionados, caem nesta perigosa armadilha psicológica.

    Se o Reinaldo Azevedo, da Veja, porta-voz do Aécio, continuar a bater tanto na Marina, eu vou começar a gostar dela… rsrsrs. Brincadeira, gostos à parte, voto em Dilma para manter as conquistas de Lula.


    Seu deputado federal é a favor ou contra o desmatamento?/ Seu deputado federal é a favor ou contra os transgênicos?/ Seu deputado federal é a favor ou contra o capital especulativo internacional?/ Seu deputado federal é a favor ou contra a democratização da mídia?/ Seu deputado federal é a favor ou contra a maior participação popular nas decisões políticas do país?/ Seu deputado federal é a favor ou contra mais verbas para a melhoria do salário dos professores?/ Seu deputado é a favor ou contra o Mais Médicos?/ Estas são perguntas que você deve fazer ao seu candidato ou aos políticos locais que chegam pedindo o seu voto para algum candidato.

    Todo mundo preocupado com quem será a próxima presidenta do Brasil (sim, porque será uma mulher). Quase ninguém se preocupando com quem serão os deputados federais e os senadores, que são os que “mandam” na presidência… Pesquise! Veja quem defende os seus interesses de verdade. Veja em que os atuais votaram no Congresso durante estes últimos quatro anos .

    Para algumas pessoas, no Brasil de hoje só existe um partido: PT. Tudo que acontece, seja de responsabilidade do governo federal, do governo estadual, da prefeitura, dos vereadores, dos deputados, dos senadores, da justiça, da polícia, só tem um culpado ou culpada, PT ou Dilma. E não tem argumentos que resolvam. Se a gente falar o contrário é xingado de burro, de corrupto, de ladrão… Se isto não for alienação, eu não sei o que mais é… Ainda assim, eu voto em Dilma, 13.

    O mercado capitalista (grandes empresários, banqueiros e especuladores da bolsa de valores) está em dúvida entre Aécio e Marina. Está estampado nos jornais e capas de revistas. Não estou inventando. Isto ajuda a quem não é grande empresário, banqueiro ou especulador da bolsa a entender qual candidata está do seu lado, defendendo os seus interesses: Dilma Rousseff.

    Não há terceira via nesta eleição. Há dois caminhos. Um, do projeto popular e nacional, de Dilma e Lula. O outro, de se ajoelhar perante os interesses poderosos e obscuros do capital financeiro mundial, representado nas duas outras candidaturas, respectivamente em 2º e 3º lugar nas pesquisas de opinião.

    Mais uma vez, repito, não é só uma eleição. É a tomada de decisão se queremos continuar sendo donos do nosso próprio destino, enquanto país (com Dilma), ou se queremos nos ajoelhar e ser subjugados pelo interesse do grande capital financeiro mundial (com Aécio ou Marina). A escolha é pelo voto.

    Às vezes fico espantado quando vejo pessoas muito religiosas xingando a Dilma ou o PT. Extrapola, e muito, a mera crítica política. São palavras de ódio, desumanizadas. Os olhos ficam arregalados. A boca denota nojo e desprezo. As feições são de puro asco. Sei de onde vem isto. Estas pessoas sofreram uma verdadeira lavagem cerebral milimetricamente planejada e posta em prática por grupos de interesse poderosos. Tais posturas combinam pouquíssimo com o “Mestre” que dizem seguir. Não sei como elas não percebem!

    Está tudo tão claro. O ódio a Dilma, ao PT e ao Lula foi construído pela grande mídia, serva dos interesses ocultos dos grandes capitalistas mundiais. Isto porque Dilma ousou enfrentar (ainda que timidamente) os interesses dessa gente. Infelizmente, em Aécio Neves ou em Marina Silva, há um porto seguro para os interesses dos EUA e da Europa em nosso país. E, a história confirma, o que é bom para eles não é bom para a maioria do nosso povo. É preciso que os olhos se abram aos argumentos. O brasileiro não pode se dar ao luxo de errar neste momento e, assim, jogar fora tudo o que foi conquistado nos governos Lula e Dilma.

    A luta por uma causa faz parte da identidade de uma pessoa. No meu caso, a minha opção é por um Brasil menos desigual nas condições econômicas e mais livre para se integrar em sua pluralidade étnica e cultural. Por isto luto, desde a minha juventude! E sou feliz por esta caminhada. Assim, coerente com minha história de vida, voto no projeto que melhor representa estas ideias: o projeto do PT, de Lula e de Dilma. Justamente por bem conhecer a História do Brasil.

    Com certeza, você não sabia de todas as obras e realizações que a Dilma tem feito nestes quatro anos porque a grande mídia escondeu e só soube criticá-la. Hoje, na propaganda eleitoral na TV, ela começou a mostrar as muitas coisas que tanto tem feito bem ao nosso país. Como disse o Lula, “a verdade vai vencer a mentira”. Dilma é 13, para o Brasil continuar avançando!

  • Razões para votar "Dilma" em 2014

    Cada parágrafo é um pequeno texto isolado, escritos anteriormente em minha linha do tempo na rede social Facebook.

    1. Antes de Lula e de Dilma na presidência, a miséria, o desemprego e a falta de crédito eram as coisas mais comuns no Brasil. Os mais pobres, quase sempre, estavam condenados a nunca poder mudar de vida. Com Lula e Dilma isto mudou. E ainda pode melhorar muito mais, com a continuação do projeto de Lula e de Dilma. Não deixe que estes avanços se percam!

    2. Nesta eleição nós temos dois candidatos a presidente: Dilma, representando os interesses da maioria do povo brasileiro, especialmente dos mais pobres; e o capital financeiro internacional, interessado em se apropriar das riquezas de nosso país.

    3. Na história do Brasil, a luta é sempre a mesma: Zumbi contra os escravagistas; Antônio Conselheiro contra os coronéis; Getúlio Vargas contra as oligarquias; JK contra o lacerdismo; João Goulart contra o golpismo civil-militar; Lula contra o neoliberalismo; Dilma contra o pessimismo insuflado pela grande mídia. Um é o lado do povo brasileiro; o outro, dos contrários ao avanço civilizatório de nossa nação.

    4. As pessoas que não tem o costume de se informar sobre política fora do tempo das eleições, em geral são facilmente manipulações pelos interesses dos donos dos grandes meios de comunicação (rádio, tv, jornais, revistas, sites). Em primeiro, não se vota em pessoas. Cada candidato a presidente pertence a um grupo de interesses. E isto é natural. No momento de votar, analise sua própria vida. Seus interesses são os dos grandes e poderosos, do capital financeiro internacional, da grande mídia, ou dos trabalhadores ou pequenos empreendedores? Eu voto em Dilma porque vejo que nos governos dela e de Lula, a vida da população humildade melhorou bastante. É isto que eu quero que continue e avance.

    5. São praticamente quatro anos de campanha ininterrupta contra Dilma, na grande mídia. Para os meios de comunicação, ligados aos interesses do capital financeiro internacional, nada do que ela faça presta. Analise a sua vida naquilo que é de responsabilidade do governo federal: Bolsa Família, Pronatec, Fies, Enem, Sisu, Pro-Uni, Minha Casa-Minha Vida, Mais Médicos, transposição do São Francisco, taxa de desemprego em queda (enquanto a crise lá fora tira empregos em outros países), e etc. Enfim, você prefere um governo que sacrifica os pobres, como antigamente, ou um que busca reduzir as desigualdades, como Dilma?

    6. Como cidadão que não exerce cargo político, eu bem que poderia me conformar ou me alienar, deixando o debate eleitoral para lá. Mas, como tenho responsabilidade não somente comigo, mas também para com minha família e com o meu país, participo, milito, defendo ideias e nomes. Atualmente, voto em Dilma Rousseff para continuar na presidência. Há muito o que se fazer pelo Brasil, mas, no meu entender, o melhor projeto, entre os atuais candidatos, é o da continuidade de Dilma.

    7. Meu voto para presidente é de Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores. Nos tempos sombrios em que vivemos, parece uma loucura divulgar e manifestar o voto. Creio no contrário: é uma atitude necessária e de valorização da democracia. Muitas pessoas, algumas bem intencionadas, porém “informadas” sobre política apenas pelos canais tradicionais do cartel midiático brasileiro, não entenderão ou questionarão meu voto e minha posição eleitoral. Por este motivo, por esta rede social Facebook, farei um exercício de “orientação política” a quem desejar seguir. Nas próximas semanas, até a eleição, publicarei pequenos textos debatendo a “situação brasileira” antes e durante os governos do PT. Com respeito pela sua opinião, um grande abraço a você.

    8. Nos governos de Lula e Dilma, Taiobeiras recebeu recursos federais como nunca antes em nossa história. Logo, como Taiobeiras não está isolada do restante do país, votar no melhor para Taiobeiras é também votar no que é melhor para o Brasil: a continuidade do projeto de Lula com Dilma presidenta.

    9. Ainda tem professor de Minas Gerais que, por inocência ou por ignorância, afirma o seguinte: “Aécio criou a Lei 100 e a Dilma derrubou”. É uma loucura: o oprimido fazendo o jogo do opressor! Vamos por os pingos nos “is”. A Lei 100, criada por Aécio quando governador de Minas, efetivou professores na rede estadual sem concurso público, ferindo a Constituição Federal. Como era claramente inconstitucional, foi derrubada 7 anos depois no Supremo Tribunal Federal (STF). Ou seja, foi o STF (órgão máximo do Poder Judiciário brasileiro) quem derrubou aquela lei inconstitucional. Nada tem a ver com Dilma (Poder Executivo federal) ou com o PT (partido político). Quem tem de resolver os problemas (caos) gerados pela Lei 100 é o governo estadual de Minas Gerais (aliado de Aécio e dos tucanos). Não entender como funcionam as instituições republicanas – ou pior, fingir que não entende – é uma vergonha para quem trabalha com educação, além de ser uma loucura, pois permite acobertar quem tanto “sacaneou” e “sacaneia” (perdoem-me esta palavra chula) com a nossa classe. Ninguém é obrigado a gostar da Dilma ou do PT, mas que, pelo menos, fale a verdade: Aécio e os tucanos de Minas destruíram a carreira de professor neste estado. Educador masoquista que vote nele e nos seus!

    10. Dá um tédio conversar com anti-petistas sectários. Eles parecem estar vivendo ainda na década de 60 do século XX. Olha as prosas: “perigo vermelho”, “ameaça comunista”, “Cuba”, creinDeuspai!   

  • O ódio a Lula, Dilma e ao PT

    O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a atual
    presidenta Dilma Rousseff, ambos filiados ao
    Partido dos Trabalhadores (PT)

    O ódio em relação ao Lula, à Dilma, em particular, e aos petistas, em geral, é porque eles estão criando uma nação onde as pessoas se transformam em sujeitos de direitos. Não mais sujeitos de favores, como antes. Os programas sociais não são esmolas a desvalidos. São a obrigação de um Estado – que sempre serviu “bolsas” vultosas à sua elite – para com o restante de sua população, na tentativa de criar equilíbrio sócio-econômico.

    Evidentemente que não se criou o paraíso, nem que tudo esteja às mil maravilhas no Brasil. Há contradições imensas. Nenhum governo é perfeito. Mas, sem dúvida, estes (Lula e Dilma) são os melhores que já tivemos – sem partidarismo na análise, basta que se recorra aos estudos históricos para confirmar. As crises e as dificuldades de qualquer caminhada transformadora se agigantam a cada nova conquista.

    O ódio que se ventila em muitos ambientes significa, nada mais, nada menos, que o velho Brasil esperneia buscando impedir que os da “casa grande” cedam lugar aos da “senzala”.

  • Os xingamentos à presidenta Dilma na abertura da Copa do Mundo

    Ver os descendentes dos antigos donos de escravos do Brasil xingando palavrões contra a Presidenta da República na abertura da Copa do Mundo, insultando uma mulher que, ainda na juventude, lutou contra a ditadura militar, foi torturada e agora realiza um governo que não faz “arrocho salarial” contra o trabalhador, me faz pensar que, apesar de passados 126 anos da assinatura da Lei Áurea, ainda há quem não tenha se conformado com ela. Tola é a pessoa trabalhadora e humilde, que vai na onda daquela turma. O velho Brasil reluta em não dar lugar a um novo Brasil (mais justo e menos cretino).

    Ser xingada ou vaiada pela elite branca de São Paulo é quase que uma confirmação para a Dilma de ela está fazendo a coisa certa. Ir contra a “casa grande” em favor da “senzala”. Para quem já foi torturada por uma ditadura, defendendo a liberdade e a democracia, aquelas ofensas não significam muita coisa. Meu apoio e solidariedade à pessoa da Presidenta da República Federativa do Brasil, senhora DILMA ROUSSEFF. Que, a partir de ontem, ganhou muito mais o meu RESPEITO e a minha ADMIRAÇÃO. Agora é uma figura imortal da nossa HISTÓRIA.

  • A Copa, o poder da mídia e o complexo de vira-latas

    A grande mídia nacional, traidora e apátrida, tem conseguido incutir na cabeça de milhões de brasileiros os mais perversos sentimentos de ódio e de raiva por seu próprio país. Nem mesmo a paixão do Brasil pelo futebol foi poupada.

    O objetivo dos barões da mídia é claro: fazer voltar ao poder o velho modelo colonialista, “escravocrata”, retrógrado e injusto. Modelo que, por séculos, esteve instalado no governo do Brasil, sendo correia de transmissão entre os interesses da “casa grande” e os das potências centrais do capitalismo mundial.

    O que se vê: de um lado um complô direitista para levar o Brasil à condição de nação colonizada (mais uma vez), de outro a complacência de setores sociais estúpidos, que se deixam pautar pelas manchetes dos grandes grupos de mídia. Ainda assim, um tempo fecundo de politização e de esperanças.

    Que tenhamos ouvidos, olhos e mentes abertas para não deixar que isto prevaleça! Não podemos retroceder a 2002, antes da vitória de Lula.

    Avante os que defendem os interesses do povo! Estou com Dilma Rousseff em 2014.

  • É mentira que a CNBB recomenda não reeleger Dilma

    Tem um pessoal “desinformado” ou simplesmente imbuído de má-fé que está compartilhando no Facebook uma matéria com foto do Papa Francisco e a seguinte manchete “CNBB recomenda não reeleger Dilma”. Quando se clica no link, vai-se a uma página apócrifa (clandestina, que não é a da CNBB) que contem um texto assinado pelo falecido bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Como eu disse, o bispo já é falecido, desde 2012 (pode consultar no Google).

    Portanto a carta não é de 2014. E, se fosse da CNBB, viria assinada pelo seu presidente, o Cardeal de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno de Assis.

    Cada um tem o direito de ter a opinião que quiser, desde que seja embasada na verdade. Campanha suja, erigida sobre a mentira, não é coisa de cristãos. Quem é mesmo o pai da mentira?

  • Taiobeiras: violência, paz, política e opinião (síntese de ideias da semana)

    Infelizmente, a adesão à criminalidade não é somente uma questão de caráter, como afirmam alguns. A situação de pobreza aumenta o risco social e leva muita gente a cair nas armadilhas da marginalidade.
    29/05/2014.

    A luta por um mundo melhor e mais justo não para.
    Eu escolhi as militâncias cultural-social e político-partidária para fazer parte desta luta.
    A luta continua! Esperança, sempre!

    28/05/2014.

    Pessoas inteligentes se deixando dominar pelo “complexo de vira-latas”. Complexo patrocinado pela grande mídia, aliada do capitalismo internacional brutal. Bradam contra seu próprio país, seletivamente escolhendo como alvo apenas a militância e o governo que mais trabalharam pelo povo em toda a história da nação. Imploram, disfarçadamente, para que “os fantasmas do passado” retomem o poder. É doutrina política mais do que conhecida: “a melhor forma de dominar um povo é fazer com que ele não goste de si mesmo”. Pense nisso!
    28/05/2014

    Não existem mais prefeitos nem governadores no Brasil. As responsabilidades sobre saúde, educação e segurança também não são mais divididas entre municípios, estados e governo federal. Tudo é culpa da Dilma! Vai ser hipócrita assim lá no período colonial! Interessante notar como andam as administrações dos grupos políticos adversários de Dilma.
    28/05/2014

    É fato que a atual onda de violência encontra terreno fértil na juventude pobre, cotidianamente confrontada, humilhada e desafiada pela sociedade consumista e de ostentação. Na cara destes meninos e meninas que aderiram ao tráfico, todos os dias são aguçados os desejos mais profundos e irracionais da alma humana, tal e qual ocorre também com adolescentes e jovens das classes média e alta. A diferença é que com aqueles primeiros, geralmente excluídos das oportunidades mais básicas, inclusive da convivência familiar saudável, ainda lhes faltam os recursos financeiros para a satisfação dos desejos de consumo.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    A escalada da violência em Taiobeiras, assim como no resto do país e no mundo inteiro, faz ressurgir velhos dizeres fascistas e psicóticos que desviam a atenção das misérias humanas que produzem a dor, o ódio e o crime. Os valores humanos se perdem nas vítimas mortas, nos escombros do medo que invade a sociedade e na vontade de vingança que envenena o coração das pessoas.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    E se todas essas esperanças falharem, ainda restará uma esperança maior. Esperança de um jovem galileu que por aqui esteve há dois mil anos apenas praticando o amor. “Estranhamente”, mesmo amando tanto, foi condenado à morte por quem detinha o poder político em sua época. Apesar de todo o “sentimento de injustiça” que permeou sua morte numa cruz, brindou a todos com a “esperança vibrante” de voltar a viver ressuscitando três dias depois de sua execução pelos romanos. Espera… Esperança… Esperanças… presentes no doce sabor da justiça; exaladas no suave perfume da paz!
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Taiobeiras é atualmente uma cidade de “contos de fadas”. Não se pode negar que haja muitos avanços, boa parte deles porque o Brasil também avançou. Mas não existe na classe política que a dirige uma sensibilidade para com os que estão à margem; para com as questões da juventude: vítima da violência e das drogas; para com as situações étnico-culturais e de gênero; para com a educação contextualizada e de qualidade; não há um olhar social efetivo e moderno ou comprometido como a elevação da dignidade da pessoa humana. Tudo isso tem de ser alcançado através da luta da comunidade.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Não basta somente uma sociedade avançar no plano econômico. É preciso criar os meios para que a política, a cultura e o regime democrático co-participem do crescimento da economia. Também, é necessário construir uma cidade que vá além da beleza de suas praças e avenidas ou da alegria de suas festas. Um lugar onde as pessoas, especialmente aquelas que estão segregadas pela pobreza, pelas drogas ou pelo baixo conhecimento cultural, sejam integradas ao convívio cidadão.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Famílias, escolas, igrejas e associações fariam muito bem à ‘politização’ social se levassem os seus membros a se tornar mais críticos, interpretativos dos sinais dos tempos, líderes em variadas situações, atuantes em favor da dignidade humana, justos nos negócios e na lida em sociedade.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Taiobeiras precisa de que cada cidadão e cidadã, com sua simplicidade e entendimento, participem da política, com suas histórias de vida, de sofrimentos e de vitórias; com pluralidade e ideias inovadoras, para além da cultura mercantilista, colonialista e consumista que se impôs historicamente sobre o povo e o município.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Na cultura taiobeirense, o consumismo arraigado faz com que as pessoas se endividem em “mil” prestações, de modo que “aparentem” certo status e condição econômica que não são reais. Busca-se muito o ter e o aparecer. Investe-se pouco no aprender novas coisas úteis e no “ser” um alguém com consistência. É necessário avançar para além dessa escravidão moral que, a qual, ainda, contribui para a degradação pessoal e ambiental. Cada um deve aprender a superar a cultura da aparência e do modismo fútil; e a viver com mais naturalidade e verdade as relações sociais.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Quando digo que o Alto Rio Pardo precisa de pessoas mais à “esquerda”, na verdade afirmo que nossas lideranças sociais, religiosas, comunitárias e políticas necessitam ultrapassar a mentalidade imediatista do capital e construir bases sólidas para que o humano cresça, eduque-se e consiga desenvolver uma nova consciência de mundo e de fraternidade.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.


    Para ser realmente livre aos 60 anos, Taiobeiras tem de: cuidar de sua gente, especialmente dos pobres; enfrentar e vencer a escandalosa violência que ceifa vidas, inclusive dos jovens; avançar na educação cidadã e permanente, estendendo as oportunidades de conteúdo a todos; melhorar a qualidade dos agentes e das instituições políticas municipais, aprimorando a democracia e destruindo os vícios coronelistas e clientelistas do autoritarismo e da compra/venda do voto; transformar as relações sociais, abandonando a cultura do consumismo e do exibicionismo vazios, trocando-a por uma nova era onde valham mais as pessoas e o seu conteúdo interior, do que a aparência e os bens que eventualmente possuam.
    Fragmento de texto do livro “SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, de minha autoria. 2014.