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  • Entre déspotas e silêncios: a relatividade do mal político na história global

    Entre déspotas e silêncios: a relatividade do mal político na história global

    Listagens de “maiores déspotas e genocidas da história” costumam chocar – e devem chocar. Mas também revelam algo menos evidente: os critérios e os filtros de quem classifica. Ao percorrê-las, salta aos olhos a recorrência de líderes asiáticos, africanos e do antigo bloco socialista, enquanto Europa Ocidental e Américas aparecem de modo residual. A pergunta que se impõe não é defensiva, mas crítica: o mal político é absoluto ou sua classificação é atravessada por vieses históricos, jurídicos e ideológicos?

    Não se trata de negar os fatos. Regimes como os de Hitler, Stalin, Mao Tsé-Tung, Pol Pot ou Leopoldo II produziram mortes em massa amplamente documentadas, muitas vezes por políticas estatais explícitas de extermínio, fome induzida e terror sistemático. Esses casos se tornaram paradigmas do genocídio “clássico” porque concentraram poder em figuras identificáveis e deixaram registros administrativos claros. A historiografia não os relativiza – e não deve relativizá-los. O problema emerge quando esse paradigma se torna a régua única do horror histórico.

    A violência praticada pelo Ocidente liberal – Espanha, Portugal e Inglaterra, anteriormente; Estados Unidos, na atualidade –, raramente se encaixa nesse molde personalista. Ela foi (e é), em grande medida, estrutural, difusa e prolongada: colonização, escravidão atlântica, extermínio indígena, guerras imperiais, sanções econômicas letais. Milhões morreram não por decretos assinados por um único déspota, mas por sistemas que operaram durante séculos com legitimidade política, econômica e moral. A ausência de um “nome-símbolo” não diminui a gravidade; apenas dificulta a nomeação do crime.

    As Américas exemplificam essa ambiguidade. O genocídio indígena foi real, persistente e fundacional, mas raramente personificado em um único líder. As ditaduras latino-americanas de direita produziram terror de Estado, desaparecimentos e assassinatos – quase sempre sob o manto da Guerra Fria –, enquanto experiências revolucionárias armadas também cometeram graves violações. Países de menor escala demográfica e classificações jurídicas restritivas tendem a invisibilizar esses horrores em comparações globais baseadas apenas em números absolutos.

    O debate se torna ainda mais sensível ao se considerar os Estados Unidos. Não se trata de um regime despótico interno – ao menos não era até Trump reascender em janeiro de 2025 –, tampouco é consenso classificá-lo como genocida em sentido jurídico estrito. Ainda assim, é o único país a ter utilizado armas nucleares contra civis, protagoniza guerras recorrentes, apoiou (e apoia) ditaduras e se beneficia de uma ordem internacional que diminui sua própria responsabilização. Aqui não cabe a equiparação simplista, mas a constatação de um imperialismo estruturalmente violento, cujos efeitos humanos são incontornáveis.

    Do outro lado do mapa, África, Oriente Médio, Rússia e Extremo Oriente tampouco formam um bloco homogêneo. Há ditaduras de esquerda e de direita, regimes laicos e teocráticos, Estados hipercentralizados e Estados colapsados. Reduzi-los a um “Oriente violento” em oposição a um “Ocidente civilizado” é uma leitura empobrecida, mais útil à geopolítica do que à compreensão histórica. A barbárie não é atributo cultural; é possibilidade política.

    Parte decisiva do viés classificatório nasce do direito internacional. Genocídio exige intenção explícita de destruir um grupo enquanto tal. Muitas violências ocidentais operaram por negligência deliberada – como fez Bolsonaro com 700 mil vidas brasileiras em plena pandemia do novo coronavírus, ou o estadista Churchill diante da grande fome indiana –, racismo estrutural, exploração econômica ou eufemismos como “danos colaterais”. Assim, o mal explícito é mais facilmente condenado do que o mal normalizado. A técnica jurídica, quando isolada, pode se tornar instrumento de esquecimento.

    O resultado é um espelho quebrado: condenamos corretamente os crimes alheios, mas frequentemente atenuamos os nossos, chamando massacres de “guerra”, fomes de “ineficiência” e dominação de “ordem internacional”. A crítica madura não consiste em inverter culpados, mas em reconhecer que nenhuma civilização, ideologia ou hemisfério possui monopólio do erro, da indiferença ou da violência.

    Pensar a relatividade da classificação despótica e genocida não é relativizar o sofrimento das vítimas. Ao contrário: é ampliar o campo de responsabilidade, incorporando processos, estruturas e cumplicidades históricas. Somente assim a história deixa de ser um tribunal seletivo e passa a cumprir sua função ética: iluminar, com igual rigor, os horrores do Ocidente e do Oriente, da esquerda e da direita, do passado distante e do presente que ainda insiste em se justificar. Não podemos normalizar Trump sobre o mundo, Putin na Ucrânia ou Netanyahu em Gaza.

  • A cadela do fascismo está sempre no cio

    A cadela do fascismo está sempre no cio

    A frase que intitula este artigo é uma formulação consagrada do pensamento de Bertolt Brecht, extraída do alerta final de A resistível ascensão de Arturo Ui (1941): “o ventre que gerou a besta ainda é fértil”. Na tradição política e cultural do século XX, sobretudo na Europa e na América Latina, a imagem foi vertida de modo mais cru e direto – “a cadela do fascismo está sempre no cio” – para sublinhar uma verdade incômoda: o fascismo não é um desvio histórico encerrado em 1945, mas uma possibilidade permanente, sempre pronta a reaparecer quando as condições sociais, econômicas e políticas o favorecem.

    Vivemos hoje uma dessas quadras históricas. A crise estrutural da democracia liberal – incapaz de responder às angústias materiais e simbólicas das maiorias – abriu espaço para soluções autoritárias travestidas de moralidade, ordem e eficiência. O neoliberalismo, ao precarizar o trabalho, desmontar políticas sociais e reduzir o Estado à lógica do mercado, produz frustração, ressentimento e medo. Como lembra Renato Janine Ribeiro, a direita neoliberal, ao rejeitar a justiça social e a tributação redistributiva, cria o terreno fértil no qual a extrema-direita prospera, funcionando como seu braço sujo, aquilo que faz o trabalho que a direita “respeitável” não quer assumir explicitamente.

    Esse fenômeno não é abstrato nem distante. Ele tem nomes, rostos e fatos concretos. No Brasil, o bolsonarismo – com Jair Bolsonaro, seus filhos e uma constelação de parlamentares como Nikolas Ferreira – normalizou o elogio à ditadura, a deslegitimação das eleições, o ataque às instituições e o flerte aberto com a violência política. Os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, precedidos por acampamentos e financiamentos empresariais, não foram “excessos”, mas a expressão lógica de uma cultura política que despreza a democracia quando ela contraria seus interesses.

    No plano internacional, o quadro é igualmente alarmante. Donald Trump, nos Estados Unidos, não apenas atacou sistematicamente a imprensa, o Judiciário e o processo eleitoral, como estimulou políticas de perseguição a imigrantes, negros e minorias, legitimando a violência policial e a mentira como método. Como analisou o psicanalista Justin Frank, trata-se de uma liderança que mobiliza feridas narcísicas coletivas, criando uma identificação emocional entre líder e seguidores baseada no ressentimento, na negação da realidade e na construção de inimigos internos.

    Um elemento central desse neofascismo é o uso instrumental da religião. Igrejas e lideranças religiosas são mobilizadas para sacralizar a política, demonizar adversários e justificar desigualdades como vontade divina. No Brasil, a teologia da prosperidade e o moralismo seletivo funcionam como cimento ideológico: prometem ordem num mundo em crise, ao custo da exclusão, do ódio e da submissão. O fascismo, aqui, veste terno, carrega Bíblia e fala em nome da “família”, enquanto corrói direitos e naturaliza a violência.

    As novíssimas tecnologias informacionais completam o quadro. Redes sociais, algoritmos, desinformação em massa e bolhas digitais permitem a disseminação rápida de mentiras, teorias conspiratórias e discursos de ódio, sem mediação crítica. A política transforma-se em espetáculo permanente, e a verdade deixa de ser um critério comum. Como mostram inúmeros estudos e reportagens, não se trata de espontaneidade, mas de estratégia: financiar influenciadores, atacar jornalistas, desacreditar a ciência e capturar emocionalmente audiências.

    Por isso, o alerta de Brecht – e de Renato Janine Ribeiro – permanece atual e urgente. A cadela do fascismo segue no cio porque suas condições materiais e simbólicas seguem dadas: desigualdade, medo, precarização, cinismo político e ausência de projetos emancipatórios claros. Enfrentá-la exige mais do que indignação moral; exige democracia substantiva, justiça social, regulação do capital, educação crítica e coragem política para nomear o problema sem rodeios. Vigilância e compromisso não são retórica: são condições de sobrevivência democrática.

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  • Trabalhar menos, trabalhar todos, produzir o necessário, distribuir tudo

    Trabalhar menos, trabalhar todos, produzir o necessário, distribuir tudo

    A proposta da deputada federal Erika Hilton (PSOL/SP) de acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de trabalho semanal de 44 para 36 horas não é apenas uma atualização das relações de trabalho, mas um passo importante em direção a uma sociedade mais justa, sustentável e que valoriza a qualidade de vida dos trabalhadores. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que sugere uma semana de trabalho de quatro dias – com ajustes feitos por meio de acordos coletivos –, já recebeu amplo apoio popular e de diversos setores políticos. Além disso, está alinhada com tendências globais, principalmente europeias, que mostram que repensar o modelo de trabalho pode aumentar a produtividade sem prejudicar a produtividade e os direitos dos trabalhadores.

    Em uma coletiva de imprensa, Erika Hilton destacou:

    “Já existem estudos políticos e econômicos que mostram que é possível repensar a jornada de trabalho, como foi feito em outros países, adaptando essas experiências à nossa realidade.”

    Essa fala reflete a necessidade urgente de atualizar as práticas de trabalho para que se adequem às novas realidades econômicas e sociais. A escala 6×1, que obriga os trabalhadores a trabalhar seis dias seguidos com apenas um dia de descanso, é vista por muitos como um resquício de modelos ultrapassados e exaustivos, que adoecem física e mentalmente os trabalhadores, além de não levarem em conta os desafios da mobilidade urbana, como meios de transporte precários, demorados e superlotados.

    A discussão ganha ainda mais força com o apoio do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), idealizado pelo vereador da cidade do Rio de Janeiro Rick Azevedo (PSOL). O VAT tem sido um importante agregador na luta por condições de trabalho mais humanas. Rick Azevedo, que teve experiência pessoal com a escala 6×1 e foi motivado por isso a agir, afirmou em uma rede social:

    “O mercado reclama da ‘falta de mão de obra’, mas não quer admitir o óbvio: as pessoas estão cansadas de ser exploradas. A escala 6×1 destrói a saúde, rouba o tempo de vida e paga mal. Ninguém quer adoecer para enriquecer patrão.”

    Esse posicionamento reforça a necessidade de transformar o trabalho em algo que permita o desenvolvimento humano, em vez de ser um mecanismo de exploração. A redução da jornada, defendida tanto por Erika Hilton quanto pelo movimento VAT, é vista como uma forma de diminuir o estresse, reduzir os casos de burnout e promover uma melhor qualidade de vida, além do aumento da produtividade, uma vez que as empresas contarão com pessoas humanas menos adoecidos em seus processos produtivos.

    “Trabalhar menos, trabalhar todos, produzir o necessário, distribuir tudo”, antigo lema das lutas dos trabalhadores ao longo da história dos séculos XIX e XX, pode ser retomado na atualidade e resume uma visão democrática e sustentável para o trabalho e a economia.

    1. Trabalhar menos: Reduzir a jornada de trabalho para que os trabalhadores tenham mais tempo para cuidar da saúde, estar com a família e se desenvolver pessoalmente.
    2. Trabalhar todos: Que a redução da jornada seja um direito de todos, e não um privilégio de poucos, garantindo que ninguém seja excluído ou explorado por longas horas de trabalho.
    3. Produzir o necessário: Uma economia focada em atender às reais necessidades da sociedade, evitando o desperdício e a concentração excessiva de riquezas.
    4. Distribuir tudo: Distribuição justa dos frutos do trabalho, para que todos possam se beneficiar do que é produzido.

    Além de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, a redução da jornada de trabalho também tem impactos ambientais significativos. Menos deslocamentos diários e uma organização mais racional do tempo de trabalho podem reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEEs) e o consumo excessivo de recursos naturais. Assim, o modelo proposto pela PEC alia justiça social à sustentabilidade ambiental, promovendo o desenvolvimento mais equilibrado e consciente.

    A PEC contra a escala 6×1 representa um passo fundamental para a construção de uma sociedade em que o trabalho cumpra sua função social sem sacrificar a saúde e o bem-estar das pessoas. Com o lema “Trabalhar menos, trabalhar todos, produzir o necessário, distribuir tudo”, reforça-se a ideia de que a transformação das relações de trabalho é essencial para que todos tenham acesso a ocupação digna e a vida mais plena, sem excessos e desigualdades. É um chamado para que o Congresso, os empregadores e a sociedade civil se unam na construção de um novo modelo de trabalho, onde o desenvolvimento econômico esteja, antes de tudo, a serviço do bem-estar coletivo.

    Essa mudança é urgente e necessária – afinal, ninguém – e nem a Casa Comum – deve continuar pagando um preço tão alto em saúde, tempo, sustentabilidade e dignidade por um modelo que já não faz sentido nos dias de hoje.

  • Taiobeiras 2025: o futuro é agora

    Taiobeiras 2025: o futuro é agora

    * Levon Nascimento

    Em 2020, tive a ousadia de apresentar meu nome como candidato a prefeito de Taiobeiras. Digo ousadia porque se tratava de uma utopia, sobretudo ante as forças econômicas e sociais que polarizavam o debate eleitoral.  Naquele momento, sob a coordenação de campanha de Romário Fabri Rohm, Tia Kêu do Sindicato e eu apresentamos ao povo de Taiobeiras um programa de governo que nasceu da escuta atenta das comunidades, dos trabalhadores e trabalhadoras, da juventude e dos mais necessitados. Não era um projeto de poder pelo poder, mas um chamado à construção coletiva de uma Taiobeiras mais justa, mais humana e mais inclusiva. Cinco anos depois, muito do que propusemos continua sendo urgente e necessário. E faço questão de sinalizar aquelas apostas neste texto presente. Não como revanchismo, pois o que deve prevalecer é a vontade do eleitor; mas como testemunho histórico de nossa luta constante e da participação cidadã que sempre caracterizou nossas vidas. Se o tempo mudou, nossa responsabilidade permanece a mesma: adaptar nossas ideias à realidade de 2025 e seguir lutando por um município que pertença, de fato, ao seu povo.

    Educação Libertadora: do sonho à construção

    Em 2020, defendemos a valorização da educação como base de um projeto de transformação social. Hoje, em 2025, essa pauta se torna ainda mais essencial diante das mudanças na economia e no mercado de trabalho. Precisamos fortalecer a Educação do Campo, garantir que as crianças e jovens do meio rural tenham acesso à aprendizagem sem precisar abandonar suas comunidades. A ampliação da educação em tempo integral continua sendo uma meta prioritária, assim como a oferta de cursos técnicos e tecnológicos alinhados às novas demandas econômicas. Inaugurar de fato a Escola Técnica de Taiobeiras, preferencialmente como o campus de uma instituição federal de ensino, deve ser uma luta de todos.

    O Programa Psicólogo Presente, que propusemos para atuar nas escolas e cuidar da saúde mental dos estudantes, é hoje uma necessidade gritante diante dos desafios emocionais que a juventude enfrenta. A ampliação da estrutura física das escolas, com bibliotecas e espaços culturais acessíveis, também precisa sair do papel e se tornar realidade.

    Saúde: direito fundamental, não mercadoria

    A pandemia global dos últimos anos mostrou, de forma incontestável, que um sistema de saúde robusto e universal é uma questão de sobrevivência. Em 2020, defendemos a ampliação dos serviços do SUS no município, com 100% de cobertura dos PSFs e acesso digno a exames e medicamentos.

    Nosso compromisso com a saúde mental também precisa se aprofundar. O Programa Vivo Todo Dia!, que desenhamos para apoiar jovens e adultos em situação de dependência química, deve ser fortalecido com novos centros de atendimento e políticas de prevenção. A ampliação da saúde preventiva, com maior foco em nutrição, práticas integrativas e acompanhamento contínuo, é um caminho necessário para um município mais saudável.

    Economia Popular e Agricultura Familiar: trabalho digno para todos

    A proposta que apresentamos há cinco anos para fortalecer a agricultura familiar e a economia do conhecimento segue mais atual do que nunca. O desenvolvimento econômico de Taiobeiras passa pela valorização da produção local e pelo incentivo a novas tecnologias que agreguem valor ao que produzimos.

    O Programa de Horticultura Popular, que defendemos para garantir soberania alimentar às famílias em situação de vulnerabilidade, pode ser expandido em 2025 com o uso de novas técnicas agroecológicas e incentivo ao cooperativismo. O Circuito Turístico-Cultural dos Gerais, pensado para impulsionar a cultura e o turismo sustentável na região, deve sair do papel para colocar Taiobeiras no mapa das cidades que valorizam sua identidade e seu povo.

    Segurança Cidadã e Direitos Humanos: uma nova abordagem

    A segurança pública nunca pode ser reduzida à repressão. Nossa visão, desde 2020, é a de uma segurança cidadã, baseada na prevenção e na inclusão social. O Projeto Guardiã Maria da Penha, para combater a violência de gênero, precisa ser ampliado, assim como as políticas de proteção aos jovens em situação de risco.

    O Programa Psicólogo-Presente nas escolas também pode contribuir para reduzir a violência juvenil, ajudando a identificar precocemente situações de vulnerabilidade. A criação da Guarda Civil Municipal Comunitária, voltada para ações preventivas e de mediação de conflitos, ainda é um projeto essencial para a construção de uma cidade mais segura.

    Água, Meio Ambiente e Sustentabilidade: Taiobeiras tem sede de soluções

    A crise hídrica, fruto das mudanças climáticas, continua sendo um desafio para Taiobeiras. Em 2020, defendemos o Programa Água Para Todos, propondo soluções criativas e sustentáveis para garantir o abastecimento à população. Em 2025, a inovação tecnológica deve ser nossa aliada, com captação inteligente de água da chuva, reuso e incentivos à preservação dos recursos naturais.

    O fortalecimento da educação ambiental, aliado ao investimento em energias renováveis e ao estímulo a práticas agroecológicas, precisa ser prioridade. O futuro de Taiobeiras depende de nossa capacidade de equilibrar desenvolvimento econômico e preservação da natureza.

    2025: o presente que construiremos juntos

    Os desafios mudaram, mas a essência do nosso projeto segue inalterada: Taiobeiras precisa ser governada para o povo e pelo povo. Nossas propostas de 2020 eram ousadas porque acreditamos que o impossível só existe até que alguém prove o contrário.

    Agora, em 2025, seguimos comprometidos com o mesmo ideal de transformação. Se o futuro é incerto, que seja porque estamos dispostos a construí-lo com coragem, coletividade e esperança. Taiobeiras tem pressa, mas também tem força. E juntos, seguimos sonhando e lutando.

    * Levon Nascimento, professor de história e doutorando em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável

  • Comunicado sobre pré-candidatura a prefeito de Taiobeiras

    Comunicado sobre pré-candidatura a prefeito de Taiobeiras

    Em 2020 fui candidato a prefeito de Taiobeiras pelo PT, contando com a parceria da querida Tia Kêu do Sindicato, nossa candidata a vice-prefeita.
    Era um momento difícil: perseguição ideológica às esquerdas, pandemia da Covid-19 e desarticulação do PT.

    Mas, valeu a pena! Além do aprendizado, mobilizamos as forças para que, dois anos após, em 2022, Lula tivesse uma votação significativa no difícil contexto de Taiobeiras.

    Nossa candidatura também favoreceu, para agora, a formação de um excelente chapa de pré-candidatos a vereadores e vereadoras pela Federação PT/PV.

    Neste ano, meu nome voltou a figurar como pré-candidato a prefeito pelo PT. Com o apoio de muitos companheiros, iguais à minha esposa Flaviana, o Deputado Federal Padre João, o Deputado Estadual Leleco Pimentel, o assessor do Juntos Para Servir Romário Rohm, a presidente local do PT, Professora Marileide, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sr. Geraldo Caldeira e a direção do PV, nas pessoas de Gilvano Ribeiro Célio e Fernando Rocha, e de vários de nossos pré-candidatos a vereadores.

    Agradeço, de coração, a cada um de vocês. É por conta da confiança de pessoas queridas assim que sigo sempre na luta por um mundo mais justo e de bem-viver.

    No entanto, informo a vocês e à Frente Brasil da Esperança em Taiobeiras (PT e PV), que no período das convenções partidárias não apresentarei meu nome como candidato a prefeito ou a qualquer outro cargo a ser disputado nas eleições de 2024, por dois motivos:

    1º: Devido à impossibilidade de conciliar a campanha eleitoral com o Curso de Doutorado em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável que estou realizando em Belo Horizonte, pelo programa Trilhas de Futuro Educadores, da Secretaria de Estado de Educação.

    2º: Porque o ambiente político de Taiobeiras inspira a união das forças e não a dispersão delas em várias candidaturas majoritárias.

    Desse modo, de minha parte, deixo o PT e a Federação livres para escolherem o caminho que percorrerão nas eleições e, desde já, manifesto minhas fidelidade, lealdade e obediência partidárias à decisão que for tomada, como aliás sempre fiz.

    Para o futuro, em outras eleições, quem sabe meu nome poderá estar disponível para novas lutas.

    Um grande abraço a todas e a todos.

    Levon Nascimento Taiobeiras, 11 de julho de 2024.

  • Com o que deveremos nos preocupar nas eleições municipais?

    Com o que deveremos nos preocupar nas eleições municipais?

    * Levon Nascimento

    O Governo do Presidente Lula tem feito o dever de casa daquilo que lhe compete, apesar da gritaria da mídia alinhada ao mercado financeiro, da óbvia oposição de extrema-direita ou da sabotagem do chamado “centrão”. Uso das palavras do jornalista Mario Vitor Santos, colunista do Brasil 247, em artigo de 04/06/2024: “um governo com emprego beirando recorde histórico, inflação em queda e salários em recuperação”.

    É claro que temáticas artificiais e inócuas, produzidas pelas usinas de fake news e besteirol, a serviço de interesses in(confessos) dos liberais xucros, estarão na pauta das eleições municipais: ideologia de gênero, armamentismo da população, combate ao comunismo, Deus, Pátria, Família, etc. Também os negacionismos ridículos baterão o ponto, como à ciência, às mudanças climáticas e às vacinas. A Terra Plana capotará. Teorias conspiratórias, globalismo e outras sandices, também.

    Porém, para quem tem mais de dois neurônios, que sabe do valor do Estado laico e entende que a família precisa é de saúde, moradia, emprego, salário com poder de compra e educação para as crianças, a pauta verdadeira das eleições deverá girar em torno dos problemas reais do povo; e das competências básicas das municipalidades em resolver a vida das pessoas.

    E é aí que surge o dever do império da responsabilidade para as candidaturas sérias, que de fato se apresentarão com propósito de viabilidade. Candidatos a vereadores/as, vices e prefeitos/as, que se propõem a fazer história e a deixar legado para as gerações futuras, deverão abandonar o terraplanismo e o verde-amarelismo de ocasião, e se pautarem pela racionalidade honesta, na hora de conversar com as pessoas. Campanha eleitoral também é momento de educação popular.

    Sola de sapato, ouvido e saliva, à exaustão, deverão ser usados para encontrar o povo, ouvir suas necessidades e debater com as bases sociais acerca das concretas necessidades dos cidadãos e cidadãs, que vivem é no município, como disse alguma raposa política do passado, em grandiloquente síntese de razão e veracidade.

    Que o eleitor e a eleitora compreendam que só se pode cobrar dos candidatos e candidatas, nesta eleição, aquilo que é de competência do nível municipal da federação. Esqueçam-se das motociatas e bravatas, bem como dos coaches de internet. Eles vivem nas bolhas das redes, não no universo real em que eu e você precisamos de políticas públicas para melhorar, de fato, as nossas vidas.

    É momento de exigir: a universalização da rede de coleta e tratamento de esgoto sanitário; a melhoria da iluminação pública; sistemas eficientes de drenagem das águas das chuvas; estradas rurais em permanente estado de boa conservação; escola pública com segurança e qualidade pedagógica; sistema de saúde que atenda às reais demandas de quem não pode pagar pelos tratamentos; apoio à educação do campo; políticas de meio ambiente voltadas para a mitigação da crise climática; adesão dos municípios ao Programa Minha Casa Minha Vida, alimentação saudável, ar puro e livre de venenos em nossas cidades e campo; etc.

    Se vender o voto, votar no candidato festeiro ou seguir os rebanhos religiosos da política, mais uma vez dará um tiro no pé. É urgente pensar com a própria cabeça.

    A Prefeitura e a Câmara de Vereadores não podem fazer de tudo. Há coisas que são o papel da sociedade, como a solidariedade e a organização cidadã. Mas, aquilo que é de responsabilidade objetiva de prefeito e vereadores, eles devem fazer com o máximo de qualidade e presteza.

    Deixem o Presidente Lula trabalhar naquilo que é competência do Poder Executivo federal. Deixem a oposição fazer o seu papel em Brasília. Agora, é o momento de decidir a vida do município.

    * Professor de História. Graduado em Ciências Sociais pela Unimontes. Mestre em Políticas Públicas pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais. Doutorando em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pela Escola Superior Dom Helder Câmara. Autor de oito livros.

  • Poesia em Partículas, livreto de Levon Nascimento, na Amazon

    Poesia em Partículas, livreto de Levon Nascimento, na Amazon

    📙🎉#novidades | Poesia em Partículas agora é e-book e livreto on demand à venda no site da Amazon. Vai lá e compre este meu trabalho literário.

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    Vinte e oito poesias curtas, compostas em quatro semanas, inspiradas nas flores, no sol, na lua e nas estrelas; sobre a vida, o choro, a alegria, o local e o global, o presente e o universal. Para se reencantar no encanto de viver.

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  • Financiamento coletivo do livro “Torpes Labéus” de Levon Nascimento

    Financiamento coletivo do livro “Torpes Labéus” de Levon Nascimento

    “Torpes Labéus: Diário da Pandemia Fascista Brasileira (2013-2023)” é o meu oitavo livro. Trata-se de uma coletânea de memórias sobre os fatos da história brasileira ocorridos nos últimos dez anos. O livro está em fase de editoração e impressão. O custo é bastante elevado. Colaborações acima de R$ 60,00 terão direito a um exemplar do livro. Colabore.

    Pix da ‘vakinha’ colaborativa para o livro “TORPES LABÉUS”:

    3875812@vakinha.com.br

  • Levon Nascimento lança “Guia Pessoal de Cultura 2023”

    Levon Nascimento lança “Guia Pessoal de Cultura 2023”

    Olá! Sou Levon! Professor de história, mestre em políticas públicas, doutorando em direito ambiental, escritor, poeta e ativista da defesa da Pessoa Humana e da Casa Comum que é a Terra.

    Neste livreto você encontra um guia da minha produção intelectual, artística e cultural.

    São vídeos, poemas, programas de rádio e, principalmente, livros.

    Produtos de uma intensa e batalhada caminhada, cujo propósito não é comercializar, mas compartilhar.

    Compartilho dons. Dom é presente.
    De graça recebi. Gratuitamente reparto.

    Você pode conhecer mais a minha obra.
    Siga-me nas redes sociais e leia meus textos.

  • Como podemos interpretar a vinda de Maduro ao Brasil? Pergunta de João Victor Almeida

    Como podemos interpretar a vinda de Maduro ao Brasil? Pergunta de João Victor Almeida

    Resposta:

    Como a retomada das boas relações do Brasil com seus vizinhos.

    Não foi só Maduro quem veio nesta terça a Brasília, mas todos os presidentes sul-americanos. É uma tradição brasileira, desde o Barão do Rio Branco, manter política de boa vizinhança com as Nações sul-americanas. Bom hábito cultivado, inclusive, no Estado Novo (1937-1945) e na Ditadura Militar (1964-1985), quebrado apenas na gestão ignorante e nazifascista de Jair Bolsonaro (2019-2022).

    Lula, ao receber Maduro, muito mais do que uma opção ideológica, reafirma a liderança natural do Brasil sobre esta parte do globo. Inclusive, Lula conseguiu de Maduro um acordo para a retomada dos pagamentos de dívidas venezuelanas para com o nosso BNDES.

    Todas as ações internacionais de Lula, até agora, resultaram em ganhos financeiros, econômicos, políticos e geoestratégicos para o país. A choradeira da extrema-direita e da mídia é apenas mais um reflexo da mente colonizada que guia nossa elite do atraso.

    Imagine se Lula e Janja tivessem recebido jóias de centenas de milhões da ditadura da Arábia Saudita…

  • Frei Feliciano e o ato de ler

    Frei Feliciano e o ato de ler

    Na manhã de 30 de abril de 2023, um dia raramente nublado e fresco em Montes Claros – cidade costumeiramente quente, como o sol do Norte de Minas – resolvi bater perna pelo centro. Domingo e em véspera de feriado, tudo totalmente esvaziado e com lojas fechadas, por óbvio. Passei em frente ao local de uma antiga loja de livros (este ponto pintado de verde, na foto que acompanha o texto). Não sei o que funciona ali agora. Mas a história que vou contar a seguir me veio à memória de imediato.

    Em novembro de 1994, fui eleito delegado-jovem da Paróquia São Sebastião de Taiobeiras para a 4ª Assembleia de Pastoral da então Diocese de Montes Claros. Era um evento grande, que durava quatro dias, no qual eram decididos os compromissos da Igreja e as diretrizes pastorais católicas para o Norte de Minas.

    Fomos para a assembleia no carro da paróquia. Dirigindo, o próprio pároco, Frei Feliciano van Sambeek, um franciscano holandês, bonachão, gente muito boa, alto, cabelos branquíssimos, bochechas rosadas, como é comum aos nativos dos Países Baixos, riso fácil, que falava num sotaque engraçado, meio que assoviando ao final das frases. Ele gostava de tocar teclado e cantar. Até que tentou isso durante as missas, mas era difícil conciliar a presidência da celebração e a atividade musical. Além de nós, iam também a Irmã Laudeci, representando as religiosas da paróquia; Vitor Hugo, conselheiro paroquial; e mais outras duas pessoas, também escolhidas para a delegação taiobeirense em Montes Claros.

    O evento começaria à noite, com missa solene na Catedral. No restante dos dias, a programação seguiria na Casa de Pastoral do bairro Santo Antônio. Como chegamos no início da tarde, fomos caminhar pelo centro de Montes Claros.

    No “Quarteirão do Povo Simeão Ribeiro”, rua transformada em galeria comercial, onde o trânsito de veículos automotores é impedido até a atualidade, que leva até a praça da primeira Matriz montes-clarense, entramos numa livraria.

    Distraidamente, todos nós a observarmos os produtos à venda, assistimos ao Frei Feliciano pegar um livro e dizer: – “Este foi o primeiro que li, ainda jovem, quando estava aprendendo português para vir em missão ao Brasil”. Era “Dom Casmurro”, originalmente lançado em 1899, de Machado de Assis. – “Muito bom! Muito bom! É o maior autor da sua língua”. O frade tinha o hábito de repetir duplicadamente as expressões de exclamação.

    Todo esse rodeio, até aqui, para eu revelar que senti vergonha naquele momento. Envergonhado pelo motivo de que ali eu era um jovem que cursava o 3º ano Técnico em Contabilidade, equivalente ao 3º ano do Ensino Médio, e jamais lera Machado de Assis. Já ouvira falar, mas jamais tivera a iniciativa de conhecer. Nem a ele, como a nenhum de tantos outros e outras, da honorável galeria de escritores nacionais.

    Senti-me acanhado, pois um estrangeiro conhecia melhor a literatura do meu país, mais do que eu, brasileiro, estudante, jovem, liderança dos grupos da minha cidade, blá, blá, blá, etc. Quando a gente é novo se acha, né?

    Eu até que lia. O primeiro que consumi inteiramente foi “O Burrinho Alpinista” (de Iêda Dias da Silva), na 2ª série. Mas era o indicado pela escola. O zero-um, de fato, que considero, foi “A Ilha Perdida” (de Maria José Dupré), na 4ª série, que me abriu as portas para a Coleção Vaga-Lume, da Editora Ática. Também os clássicos, como “A Escrava Isaura” e “O Seminarista”, ambos de Bernardo Guimarães, eu já tinha lido naquela ocasião. O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry), O menino do dedo verde (Maurice Druon), Os meninos da Rua Paulo (Ferenc Molnár), também já constavam do meu currículo. Mas era pouco. Muito Pouco! Muito Pouco! – parafraseando Frei Feliciano. Faltava o “bruxo do Cosme Velho”, como alcunhavam ao Joaquim.

    Joaquim Maria Machado de Assis nasceu e viveu a maior parte da vida no século XIX. Filho de um “mulato” (palavra racista usada aqui para destacar o quanto o racismo é insidioso, inclusive na cultura) brasileiro com uma mulher branca, imigrante portuguesa.

    Escritor brilhante e fundador da Academia Brasileira de Letras, fez sucesso justamente no momento em que a recém-nascida República buscava branquear o Brasil através da política de importação de imigrantes brancos famintos, que viviam na miséria da Europa industrializada, doando-lhes terras e recursos no Sul do país, enquanto empurrava os negros recentemente alforriados para morros e favelas; e defenestrava os poucos povos indígenas que sobraram dos tempos coloniais.

    Machado foi “clareado” nas fotos e nos livros. Não era suportável para as classes dirigentes racistas brasileiras, que o maior escritor das Américas, do hemisfério Sul e, quiçá, da própria língua portuguesa, fosse um pardo.

    Sentir vergonha da própria ignorância, longe de baixa autoestima, num tempo como agora em que muitos se orgulham do próprio desconhecimento e se proclamam “coaches do abstrato”, deveria ser prática comum para quem deseja “superar os desafios” e “vencer na vida”, se é que isto é possível (muita ironia envolvida).

    Vergonha na cara não mata. No mínimo, melhora o vocabulário.

    Frei Feliciano, que foi pároco de Taiobeiras entre 1993 e 1995, partiu para a morada eterna em 2 de junho de 2021, aos 92 anos de idade, e eu, hoje, pelo menos sei quem são Capitu e Bentinho.

  • 97 anos da passagem dos “revoltosos” da Coluna Prestes em Taiobeiras

    97 anos da passagem dos “revoltosos” da Coluna Prestes em Taiobeiras

    Exatos 97 anos atrás, era uma segunda-feira, dia 26 de abril de 1926. Naquela manhã, o grupo de cerca de 1.500 combatentes da coluna revoltosa tenentista liderada pelo capitão Luís Carlos Prestes adentrou o pequeno distrito de Bom Jardim de Taiobeiras, vindo da região de Serra Nova, município de Rio Pardo de Minas, onde empreendera a famosa manobra do “laço húngaro”.

    Os soldados foram bem recebidos por Teófilo Rêgo, comerciante do povoado que não fugira para os matos do Grama.

    Único evento da história nacional que tem um pequeno capítulo desenrolado em Taiobeiras, a Coluna Prestes foi uma rebelião contra o governo oligárquico do presidente Arthur Bernardes (1922-1926).

    Em pouco menos de três anos, percorreu cerca de 25 mil quilômetros pelo Brasil, lutando contra – e vencendo na maioria das vezes – as tropas oficiais e mercenárias contratadas pelos coronéis aliados do Governo Federal.

    Em nossa região, seu tempo é conhecido como a época dos revoltosos. Muitas das atrocidades atribuídas ao grupo, na verdade, foram praticadas pelas hostes oficiais que, sem escrúpulos, punham a culpa nos combatentes invictos.

    Entre os objetivos da gloriosa coluna, estavam o de banir a oligarquia e industrializar o país.

    Teófilo Rêgo atendeu às demandas de Luís Carlos Prestes que, ao sair de Taiobeiras rumo à Bahia, entregou ao estalajadeiro um coturno cheio de moedas, que somavam valor suficiente para cobrir os custos da estadia.

    Que tal em 2026, aos cem anos dessa epopeia, Taiobeiras erguer um monumento celebrativo desse fato histórico?

    Levon Nascimento

  • Livro Acepção Levon Nascimento

    Livro Acepção Levon Nascimento

    Acepção foi composto em março de 2020, quando o autor (Levon Nascimento) experimentou uma modalidade de deserto pós-moderno. Inicialmente, pela greve dos trabalhadores em educação de Minas Gerais; em seguida, no isolamento social provocado pela pandemia da COVID-19. Os poemas sinalizam as luzes de duas virtudes que são muito caras ao autor: a esperança e a fé. Esperar o que há de vir, a ansiar pelo bem maior; e acreditar sempre no amor eterno, mesmo quando não há os primeiros raios de sol da aurora.

  • Livro Vidas Interrompidas Juventude Violência e Políticas Públicas Taiobeiras Levon Nascimento

    Livro Vidas Interrompidas Juventude Violência e Políticas Públicas Taiobeiras Levon Nascimento

    A sociedade se acostumou à tragédia. Antes era a notícia de televisão, relacionada aos grandes centros, atualmente é realidade pelas ruas: balas perdidas, juras de morte, vidas interrompidas, inocentes atingidos. Jovens executados pelo que se convencionou chamar de guerra do tráfico. São os inconvenientes e os excluídos. Suas mortes, assim como suas vidas, demandam apuração dos diversos campos do conhecimento. As políticas públicas que acessaram (ou não) são chaves para o início da investigação.

  • Livro Crer e Lutar Levon Nascimento

    Livro Crer e Lutar Levon Nascimento

    Num tempo em que os grandes deste mundo voltam a construir muros para separar os filhos de Deus e em que outros sentem imenso prazer por espalhar ódio na velocidade da luz pelas redes sociais, entrego as palavras e os pensamentos de Crer e Lutar a você. Como ensina o poeta Dom Pedro Casaldáliga, bispo da Igreja, que elas lhe sirvam para… “Combater amando, Combater amando, Morrer pela vida, Lutando na paz”.

  • Livro Sexagenarius 60 anos de Taiobeiras

    Livro Sexagenarius 60 anos de Taiobeiras

    “É necessário construir uma Taiobeiras que vá além das beleza terna de suas praças e avenidas ou da alegria vibrante de suas festas. Um lugar onde as pessoas, especialmente aquelas que estão segregadas pela pobreza, pelas drogas ou pelo baixo conhecimento cultural, sejam humanamente integradas ao pleno convívio da cidadania.”

    • Levon Nascimento, em Sexagenarius.
  • Livro Memorial da Juventude de Taiobeiras Levon Nascimento

    Livro Memorial da Juventude de Taiobeiras Levon Nascimento

    Este “Memorial da Juventude de Taiobeiras” é uma janela por onde os jovens de todos os tempos poderão mirar seus sonhos, suas lutas, seus valores, sua dedicação e, assim, reencontrarem-se consigo mesmos e, mais uma vez, com alegria juvenil, assumir suas vocações para o bem comum, para a vida em comunidade, para a transformação do mundo em uma sociedade mais justa, humana e fraterna.

    • Levon Nascimento e Flaviana Costa Sena Nascimento, em Memorial da Juventude de Taiobeiras.
  • Livro Blogosfera dos Gerais Levon Nascimento

    Livro Blogosfera dos Gerais Levon Nascimento

    Com este livro, a minha opinião e o meu testemunho de luta chegam às mãos, aos olhos, aos corações e às mentes dos leitores e da leitoras, saindo da virtualidade fria da internet para o calor da ação humana. concectando-se à realidade cálida dos Gerais da vida.

    • Levon Nascimento, em Blogosfera dos Gerais.
  • Livro Palavras da caminhada Levon Nascimento

    Livro Palavras da caminhada Levon Nascimento

    Ler “Palavras da caminhada” é crer na jornada dessa município (Taiobeiras) apenas quinquagenário que, contra todas as intempéries político-sócio-econômicas, vem escrevendo a sua história, ora rasgando a sua integridade, ora costurando os retalhos dos seus costumes, seus hábitos, suas tradições.

    O teor destes artigos e ensaios fará com que você, leitor, revigore a sua fé na juventude, na educação, na transformação, na reconstrução, na cidadania.

    Ao terminar a leitura, verá, como eu, que ler Levon é ser premiado.

    • Nair Marques Freitas, no prefácio de Palavras da caminhada.