Tag: Levon Nascimento

  • Vacina: sinônimo de cidadania (Levon Nascimento)

    Vacina: sinônimo de cidadania (Levon Nascimento)

    Nasci numa família muito humilde. Meus pais não tiveram acesso à escola no tempo certo, muito menos à certidão de nascimento e a programas de imunizações em sua infância. Eles nasceram no Brasil da década de 50 do século XX.

    Então, desde muito cedo, ao contemplar meu registo civil e minha carteira de vacinação, e sempre atento às histórias legadas pela família, sobre o quanto tudo fora e era difícil para se alcançar, entendi que aqueles dois documentos eram símbolos de um novo tempo. Por menor que fossem, eram sinais de que aquele núcleo familiar brasileiro adentrava ao até então restrito círculo da cidadania.

    Sim! Era uma riqueza! Ter data de nascimento anotada, nomes de pai e mãe, teto e vacina tomada para impedir a paralisia infantil, a varíola, a febre tifoide e o sarampo. Mais: um verdadeiro acerto na loteria poder frequentar a escola pública e gratuita.

    Hoje, quando vejo o irresponsável-mor da República, aquele ser inominável que nos presidente, espalhando mentiras e acumpliciando-se ao assassinato do povo, por dificultar o acesso às vacinas anti-covid e também desacreditá-las junto à massa ignara, pela divulgação de bizarras teorias de conspiração, sinto asco, nojo e repulsa!

    Como pode alguém que se diz cristão ser tão mentiroso e sórdido?

    É muito atraso o que este triste país vivencia desde o Golpe de 2016:

    1. Reforma Trabalhista com promessa de gerar mais postos de trabalho, mas que fez explodir o desemprego;
    2. Reforma Previdenciária que diminuiria o rombo na previdência, mas que não atingiu as castas judiciárias, políticas e militares;
    3. Um Ministério da Saúde que promove fake news, espalha teorias da conspiração, ignora a ciência médica, desmonta os históricos programas nacionais de imunização, etc.

    Enfim, o Brasil do presente quer a todo custo interromper o acesso à cidadania que a minha geração timidamente alcançou.

    A pretensão desse (des)presidente é retroceder mais de que aos anos 50, mas à Idade das Trevas.

    É matematicamente óbvio que as vacinas reduzem mortes e internações graves. Só não vê quem está “drogado” pelas mentiras do nazifascismo.

    Vacinemo-nos! Vacinas para nossas crianças!

  • Chove, chuva! por Levon Nascimento

    Chove, chuva! por Levon Nascimento

    A última vez que vi tanta chuva aqui no Alto Rio Pardo (Norte de Minas Gerais) foi há 30 anos, entre 1991 e 1992. Naquela época, pontes caíram, barragens se romperam, os rios Salinas e Pardo invadiram suas respectivas cidades homônimas, casas e muros das pessoas mais pobres tombaram em toda a região. Idem no Sudoeste e Sul da Bahia.

    Três décadas depois, com tantos sofrimentos e secas nesse intermédio, ainda não aprendemos a nos preparar para receber este bem tão precioso.

    É fato que o sertão ressequido pela própria natureza e, agora, pela ganância e imprudência humanas, precisa de chuva, muita chuva! Tanto que ao período das águas, diferentemente de outros lugares, chamamos de “tempo bom”.

    Porém, é evidente que é necessário frear o desmatamento, desassorear o leito dos rios, investir nas barraginhas de contenção, construir reservatórios sustentáveis, melhorar a qualidade das residências de baixa renda e promover uma urbanização que comporte as águas pluviais.

    O que se vê no Sul e Sudoeste da Bahia, Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, é uma benção convertendo-se em tragédia. Isso desnuda a crônica falta de planejamento estratégico dos diferentes níveis do Estado brasileiro e a inexistência de políticas públicas de contenção de desastres naturais.

    Precisamos de chuvas, sempre! Mas necessitamos também de planejamento e gestão, de modo a recebê-las como a dádiva que realmente são.

  • Taiobeiras: entenda o porquê da hashtag #ficapadrevanderlei

    Taiobeiras: entenda o porquê da hashtag #ficapadrevanderlei

    Amigos e amigas de fora de Taiobeiras estão me perguntando sobre o porquê de tanta comoção em torno da saída do Padre Vanderlei da Paróquia São Sebastião de Taiobeiras. Alegam que é comum e natural que os padres sejam transferidos de tempos em tempos. Estão espantados com tantas manifestações e sem entender o que ocorre.

    De fato, é normal a transferência regular; e até saudável para a vida dos sacerdotes e das paróquias essa movimentação.

    Porém, o caso específico de Taiobeiras está relacionado com a rapidez com que o padre está sendo transferido. Não tem nem um ano que ele chegou aqui.

    E, também, com o fato de que os católicos taiobeirenses entendem que nos últimos anos a Igreja local estava pastoralmente parada, perdendo gradativamente a importância no contexto evangelizador e social, e em franca decadência. Com a chegada do Padre Vanderlei, em pouquíssimos meses, essa situação se reverteu. Foi como a chegada da chuva ao sertão, sucedendo a uma longa e rigorosa estiagem.

    Então, há um estranhamento profundo no laicato católico e um clima de suspeição, de que algo obscuro e oculto está tramando para essa saída repentina. Isso explica o porquê das redes e da vida concreta terem sido tomadas pela hashtag #ficapadrevanderlei.

    Para além disso, o episódio desnuda o quanto de autocracia e surdez hierárquica ainda corroem as artérias do catolicismo, mesmo depois de mais de cinquenta anos do Concílio Vaticano II (que modernizou a relação clero-laicato), de inúmeros documentos dos pontífices e do próprio exemplo colegial do Papa Francisco.

    Fala-se muito na responsabilidade que os leigos devem assumir para com a Igreja, mas o clero continua a não conversar, a não ouvir e a mandar como antigos senhores feudais. Não é esta última a sua vocação e cabe aos irmãos leigos auxiliá-los nesse discernimento.

    E, aqui, não discuto as boas intenções de bispos e provinciais. Não duvido que eles trabalham para o bem da Igreja e da evangelização. Não duvidamos de sua boa fé. Critico o método e a estrutura engessada.

    Transferências e nomeações realmente são naturais. Não é por causa do padre que se deve frequentar ou não as celebrações, o templo e as atividades pastorais. Mas, conhecer a história, o contexto e a realidade do laicato, bem como sua opinião, pouparia a Igreja de muitos problemas.

    Fica aqui um fraterno e filial apelo ao Provincial dos Missionários da Sagrada Família, Padre Itacir Brassiani, e ao Sr. Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, Dom João Justino de Medeiros Silva, para que, no uso caridoso de suas respectivas autoridades, não tomem a manifestação do povo católico de Taiobeiras como desaforo ou desobediência.

    Como o próprio Senhor Deus, Nosso Pai, fez no Egito, “ouçam o clamor do povo e desçam para libertá-lo”.

  • Professor Levon: O vale de lágrimas e o tesouro

    Professor Levon: O vale de lágrimas e o tesouro

    Sim! Vivemos “gemendo e chorando neste vale de lágrimas”.

    E tenho passado por isso intensamente nas últimas semanas.

    Outros seres humanos, do Brasil e do mundo, muitíssimo mais do que eu.

    A sociedade humana e o inconsciente individual a ela conectado nos castigam sem dó nem piedade.

    O ódio, a aporofobia e o extremismo neoliberal nos impõem fardos pesados e jugos insuportáveis.

    Mas também somos “o sal da terra” e a “luz do mundo”, que damos gosto à vida e iluminamos as trilhas de quem se perde.

    Portanto, se quisermos ultrapassar o vale lacrimoso, devemos “não ajuntar riquezas aqui na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, onde os ladrões assaltam e roubam”.

    Façamos ao outro o que queremos de bom para nós mesmos.

    Sigamos a máxima: “Basta a cada dia a própria dificuldade”.

  • Livros de Levon Nascimento

    Livros de Levon Nascimento

    Livro: “Palavras da caminhada: superando a falta de memória pública com artigos e ensaios”. Editora O Lutador, de Belo Horizonte, 2006. Lançado em 1º de julho de 2006, no auditório da Escola Municipal João da Cruz Santos, em Taiobeiras/MG; e em agosto do mesmo ano, no Centro de Cultura da cidade de Cordeiros/BA.

    Livro: “Blogosfera dos Gerais: opinião, testemunho e outras reflexões”. Editora O Lutador, de Belo Horizonte, 2009. Lançado em 24 de abril de 2009, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG; e em junho do mesmo ano, no Centro de Cultura da cidade de Cordeiros/BA.

    Livro: “Memorial da Juventude de Taiobeiras”. Editora O Lutador, de Belo Horizonte, 2010. Livro publicado através de projeto aprovado junto ao Mais Cultura, do Banco do Nordeste e do Ministério da Cultura, em coautoria com Flaviana Costa Sena Nascimento. Lançado em dezembro de 2010, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG.

    Livro: “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”. Editora O Lutador, de Belo Horizonte, 2014. Lançado em 04 de abril de 2010, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG.

    Livro: “CRER E LUTAR”. Editora O Lutador, de Belo Horizonte, 2017. Lançado em 02 de junho de 2010, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG.

    Livro: “Vidas Interrompidas: juventude, violência e políticas públicas em Taiobeiras – Minas Gerais”. Editora Autografia, do Rio de Janeiro, 2018. Lançado em 12 de dezembro de 2018, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG.

    Livro: “Acepção”. Editora Autografia, do Rio de Janeiro, 2020. Lançado em 21 de outubro de 2021, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG; e em 22 de outubro de 2021, no plenário da Câmara Municipal de Cordeiros/BA.

  • Festa de Cristo Rei do Universo

    Festa de Cristo Rei do Universo

    Hoje se encerra o ano litúrgico católico.

    Cristo é rei, mas seu reino “não é deste mundo”.

    Seu reinado não se manifesta nas formas do poder, do cetro, da coroa ou da faixa presidencial; muito menos no lucro, nas ações, no mercado e na posse do capital.

    Cristo é o rei que serve, que se abaixa e lava os pés dos “pequenos”, que impede o apedrejamento da mulher, que prefere comer com os pobres, deficientes físicos e mulheres marginalizadas; que aceita o culto do romano pagão e os presentes dos magos orientais.

    Seu reino é serviço, é ecumênico e interreligioso, bem ao contrário dos falsos messias que dizem reverenciar o “Deus acima de todos” e propagam a fé única no cifrão.

    Jesus é o Deus/Rei que “está no meio de nós”, acessível, compreensivo e inclusivo; e seu reinado é de amor e respeito, não de ódio e intolerância.

    Viva Cristo Rei!

  • Levon Nascimento: “Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé”

    Levon Nascimento: “Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé”

    “Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé”.

    Essa frase repetida como oração pelo povo católico, é para mim a exata medida da explicação do fenômeno da fé e de sua oposição ao fundamentalismo cristão.

    Fé é acreditar, mas com a consciência de que há dúvidas. E sem o medo de duvidar. A maturidade da fé é relativamente proporcional à intensidade das incertezas.

    Fé que se apresenta como “certa de tudo” é fanatismo; e não há nada mais prejudicial a um cristão do que ser fanático religioso.

    Jesus sempre se posicionou aberto, lúcido, inclusivo e incentivador do pensamento crítico. De outro modo, por que ensinaria através de parábolas, que levam o interlocutor a raciocinar? Raciocínio é lucidez. Onde se raciocina não se fanatiza.

    Diria até que o método pedagógico freiriano é antes de tudo um modo de ensino desenvolvido, na prática, por Jesus.

    Encarar a ciência como inimiga, ao invés de presente de Deus à humanidade, é pecar contra a fé que se diz deter nos dons do Espírito Santo.

    Antivacinas, armamentistas, neofascistas e outras doutrinas mortíferas que se alimentam dos instrumentais da fé cristã para se legitimarem, nada têm à ver com Jesus; são manifestações fanáticas e se compõem de elementos doentios confundidos como se fossem fé.

    Portanto, toda expressão cristã que se enrijece e leva seus seguidores a se fanatizarem, de fato não é cristã e, por consequência, tem outra coisa que não é fé.

  • Dona Mariazinha de Seu Otacílio

    Dona Mariazinha de Seu Otacílio

    “Nossa novena será abençoada, pois o Senhor vai derramar o seu amor/ Derrama, ó Senhor, derrama, ó Senhor, derrama sobre nós o seu amor!”

    Posso dizer que esse é o hino de fé que encontro mais profundo em minha memória. Talvez o primeiro, de quando eu tinha uns quatro ou cinco anos de idade, no natal, nas novenas. E a voz que o entoa – ainda buscando na mais recôndita parte das lembranças da primeira infância – é a voz de Dona Mariazinha de Seu Otacílio.

    Aquelas novenas, pelas nossas ruas aqui do Bairro Nossa Senhora de Fátima (Pedra Azul, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Guaicurus, Tamoios, Caetés, Carijós, etc.), foram o meu primeiro contato que tive com a Igreja-Comunidade, lá no início dos anos 1980.

    Poderia afirmar, foram a minha porta de entrada prática no mistério cristão e no “novo jeito de sermos Igreja” que ali se inaugurava.

    E, mais uma vez, a foz firme que a mim e a todos inspirava era a voz de Dona Mariazinha, líder daquelas novenas de natal ou das reflexões da Campanha da Fraternidade. Uma missionária autêntica! Alguém a serviço da divulgação da Boa Notícia de Jesus! Pioneira, entre outros serviços eclesiais, da Pastoral Carcerária em Taiobeiras. Uma gigante na fé e na vida!

    Essa minha memória do chamado, que por ela me veio, não se apagará!

    Dona Maria partiu! O Senhor da messe, a quem ela serviu com tanta alegria, zelo e entusiasmo, a chamou de volta a Si, à sua casa, ao aconchego do seu eterno amor.

    É festa no céu, com certeza. Hoje, podemos dizer, que uma novena de advento se iniciou no Reino, à espera do tempo em que todos nos reuniremos e contemplaremos a face amorosa do Cordeiro de Deus que nos dá a paz.

    “Derrama, ó Senhor, derrama, ó Senhor, derrama sobre nós o seu amor!”

    Descanse em paz, Dona Maria e que o Senhor lhe acolha com um caloroso abraço.

    Minha solidariedade à família que, por enquanto, chora a ausência, a falta, mas que deve se orgulhar muito do exemplo de mulher que teve como mãe.

    Na foto, do lançamento do meu livro Sexagenarius (abril/2014), na sequência, Dona Maria, Eu (Levon) e Ana (filha de Dona Maria).

  • Levon Nascimento lança livro “Acepção” em Taiobeiras MG

    Levon Nascimento lança livro “Acepção” em Taiobeiras MG

    A noite de 21 de outubro de 2021 foi especial em Taiobeiras, norte de Minas Gerais. O professor, escritor e poeta Levon Nascimento lançou seu sétimo livro.

    Desta vez foi “Acepção”, um livro contendo 65 poesias escritas em março de 2020, já no “clima” pandêmico.

    De acordo com Cleunice Silva Lemos, prefaciadora do livro, “Em Acepção, Levon Nascimento inaugura a sua potencialidade lírica revelada por uma voz crítica, questionadora e reflexiva sobre a realidade”.

    Segundo Levon, “Acepção foi composto em março de 2020, quanto experimetei uma modalidade de deserto pós-moderno. Inicialmente, pela greve dos trabalhadores em educação de Minas Gerais; em seguida, no isolamento social provocado pela pandemia da COVID-19”.

    Acepção foi editado pela Autografia (Rio de Janeiro), tem 124 páginas, está à venda no site da editora e conta com a participação especial do poeta e professor Lídio Barreto (Lídio Ita Blue).

    O evento de lançamento ocorreu na Câmara Municipal de Taiobeiras e contou com a presença de trabalhadores/as das diversas categorias profissionais e de autoridades locais. Discursaram, declamaram, encenaram e/ou cantaram as seguintes personalidades: Cleunice Silva Lemos (professora e escritora de Taiobeiras), Romário Fabri Rohm (assessor do mandato do deputado federal Padre João, PT), Marileide Alves Pinheiro (professora e poeta de Taiobeiras ), Vladimir Mendes Patrício (escritor de Rio Pardo de Minas), Nádia Gonçalves de Souza (professora de Taiobeiras), Isaías Costa Zazau (jornalista e poeta de Taiobeiras), Felipe Cortez (ator, escritor e cantor de Taiobeiras) e o Coral Vozes de Taiô, sob regência do maestro e professor Rafael Santos, de Taiobeiras.

    Os parlamentares mineiros, pelo Partido dos Trabalhadores, Padre João, Leninha e Dr. Jean Freire se fizeram representar por suas respectivas assessorias e/ou por mensagens de vídeo exibidas ao público.

    A seguir, algumas fotografias do evento, conduzida com muita habilidade e simpatia pela professora e mestra de cerimônia Emanuela Miranda.

  • 110 anos do distrito de Taiobeiras

    110 anos do distrito de Taiobeiras

    Há 110 anos, em 30 de agosto de 1911, a Lei Estadual de Minas Gerais, nº 556, determinava a criação do distrito de Taiobeiras, subordinado ao município de Rio Pardo de Minas (MG).

    O cônego Newton de Ângelis, no volume II de seu livro Efemérides Riopardenses, assim relata:

    “30 de agosto – 1911 – A Lei Mineira nº 556 de hoje, cita no nº CXXIV, o Município de Rio Pardo abrangendo seis distritos: 1º. Rio Pardo (Sede – Cidade); 2º. Nossa Senhora do Patrocínio de Serra Nova; 3º. S. João do Paraíso; 4º. Água Quente (Santana da); 5º. Veredinha (N. Senhora da Ajuda da); 6º. Bom Jardim de Taiobeiras” (DE ÂNGELIS, 1998, v. II, pp. 211-212).

    Em 07 de setembro de 1923, o distrito de Taiobeiras seria transferido de Rio Pardo de Minas para Salinas.

    A elevação a cidade (sede municipal) somente se consumaria a 12 de dezembro de 1953, 42 anos após a criação distrital.

  • Assista a “TV NORTE MAIS – PROFESSOR LEVON COMENTA FALA DO PREFEITO SOBRE A MUNICIPALIZAÇÃO DAS ESCOLAS ESTADUAIS” no YouTube

    Obrigado ao vereador @valmirferreiradealmeida , pelo espaço em sua TV Norte Mais, cedido a mim para comentar a live do prefeito de Taiobeiras sobre a Municipalização das Escolas Estaduais. Assista neste link: https://youtu.be/NNm-1bIQkG8

    #municipalizaçãoécontraeducação

  • Professor Levon: Sobre religião e política

    Em geral, a esquerda democrática defende o Estado laico. Mas, o que é isso?

    É quando as pessoas são livres: para acreditar em Deus ou não, de frequentarem uma religião ou não, de viverem o tipo de moralidade que desejarem; guiando-se pelas leis, ética pública e respeito à diversidade. Democracia.

    Também no geral, a extrema-direita no poder adora e cultua o mercado, o dinheiro e o lucro, mas usa Deus, a religião e as igrejas para disfarçar seus verdadeiros objetivos. Esconde-se no moralismo hipócrita e, se possível, impõe à esfera pública apenas os valores de uma só vertente religiosa.

    Por causa da pregação moralista e supostamente cristã de Bolsonaro, muitos irmãos católicos, evangélicos e espíritas foram enganados pelo lema “Deus acima de todos”, quando na verdade “Ele está no meio de nós”.

    Hoje, já se percebe várias pessoas desses credos enxergando que a ação do presidente é tudo, menos cristã. É imoral, antiética, genocida e corrupta.

    Como pode, uma criatura dessas, usar o nome santo de Deus para justificar seu desgoverno?

    Falta compreenderem que o Estado não pode ter religião, justamente para que as pessoas sejam livres para exercerem sua fé e frequentarem a religião de sua preferência.

    Há fé, esperança e amor!

    Levon Nascimento, católico, professor, mestre em políticas públicas e militante político.

  • Prof. Levon na Tribuna da Câmara sobre Municipalização das Escolas Estaduais mineiras (Projeto Mãos Dadas)

    Prof. Levon na Tribuna da Câmara sobre Municipalização das Escolas Estaduais mineiras (Projeto Mãos Dadas)

    Taiobeiras: O Professor Levon Nascimento usa a Tribuna da Câmara Municipal para pedir aos vereadores que votem CONTRA o Projeto Mãos Dadas, do Governo de Minas Gerais, que pretende municipalizar os anos iniciais das Escolas Estadual Deputado Chaves Ribeiro, Professora Dona Preta e Dona Beti. Assista.

    Assista aqui o vídeo do pronunciamento na Câmara Municipal de Taiobeiras.

  • Semana da Cidadania no Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento

    Semana da Cidadania no Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento

    Entre 19 e 23 de abril de 2021, o Professor Levon Nascimento realizará a Semana da Cidadania, com uma programação de lives que contará com a entrevista de parlamentares progressistas e da juíza da Comarca de Taiobeiras.

    O objetivo geral da Semana da Cidadania, segundo o Professor Levon, é subsidiar o debate pela valorização da democracia, do Estado de Direito e das lutas populares no Brasil sob os efeitos da pandemia da COVID-19.

    Em específico, é desejo do Professor Levon contribuir com o livre debates de ideias – especialmente as ideias progressistas – no Alto Rio Pardo (Norte de Minas Gerais).

    19/04: Deputado Federal Padre João (PT/MG) e Leleco Pimentel, Deputado Estadual Suplente e membro da Comissão Executiva do PT mineiro.

    Padre João / Leleco Pimentel / Levon Nascimento

    20/04: Dra. Juliana Campos, Juíza de Direito da Comarca de Taiobeiras.

    Dra. Juliana Campos / Levon Nascimento

    22/04: Deputada Estadual Leninha (PT/MG).

    Leninha / Levon Nascimento

    23/04: Deputada Estadual Beatriz Cerqueira (PT/MG).

    Beatriz Cerqueira / Levon Nascimento

    A inspiração para a realização da Semana da Cidadania vem dos tempos em que o Professor Levon Nascimento participou da Pastoral da Juventude, nos anos 1990, quando na semana do feriado de Tiradentes (21 de abril), ocorria tal programação nos grupos de jovens.

    As lives ocorrerão nas datas divulgadas acima, das 19h às 20h, pela página @professor.levon na rede social Facebook.

  • 2ª temporada do Circuito de Lives do Professor Levon

    2ª temporada do Circuito de Lives do Professor Levon

    Neste mês de março de 2021, teve início a 2ª Temporada do Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento.

    Como em 2020, as lives começam sempre às 19h30, em dias previamente divulgados, com duração aproximada de uma hora.

    Os convidados abordam temas sociais, políticos, culturais, religiosos e diversos, conforme suas especialidades.

    Em março, os convidados foram Wladmir Coelho, professor e especialista em educação; Késley Oliveira, advogada e militante feminista; Vinícius Mendes Rocha, advogado; e Dom João Justino, arcebispo católico de Montes Claros.

    Ep. 1 – Temp. 2 – Tema: Volta às aulas presenciais com aumento da pandemia?
    Ep. 2 – Temp. 2 – Tema: Dia Internacional da Mulher e lutas feministas
    Ep. 3 – Temp. 2 – Tema: Em defesa da Constituição, do Estado de Direito e da Democracia
    Ep. 4 – Temp. 2 – Tema: Quaresma e Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

  • Mais humildade, por Levon Nascimento

    A cada dia tomo mais consciência daquela máxima de que “o tempo é o senhor da razão”.

    Um exemplo é o que dizíamos sobre os processos fraudulentos contra Lula e a parcialidade criminosa de Sérgio Moro. Caíram por terra e a verdade venceu.

    Mas é sobre outra coisa que quero falar, com o mesmo contexto.

    Há dez dias lutávamos aqui em TAIOBEIRAS contra a volta presencial das aulas conquanto a comunidade escolar não fosse vacinada.

    Contra nossa tese, algumas figuras da área de saúde chegaram a escrever absurdos em redes sociais, do tipo que a classe dos professores não queria trabalhar. Como se não estivéssemos lavorando até mais do que presencialmente no ensino remoto!

    Àquela altura, fim de fevereiro e princípio de março, os hospitais de Montes Claros já haviam entrado em colapso quanto ao atendimento de pacientes da Covid-19. Porém, éramos nós “os que queriam botar fogo” na situação, conforme disse uma autoridade local.

    Hoje, vemos os dirigentes sanitários do município, por vídeos, em apelos desesperados para que a população só saia de casa em situações realmente importantes, porque a realidade do coronavírus é gravíssima.

    Estão corretos, agora. Mas, por que não queriam nos dar ouvidos há dez dias? Até nota do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde, por unanimidade admitindo que já estávamos na pior fase da pandemia, houvera sido publicada.

    Infelizmente, por soberba política. Porque o cara do PT, da esquerda, o professor, etc, não pode estar certo segundo aqueles que nos governam há quase 20 anos.

    Não sinto prazer nenhum em estar correto neste caso. Infelizmente, na tragédia, todos nós perdemos. Não há vitoriosos. O que quero é o bem comum. É pela vida que eu luto.

    Penso que um pouco mais de humildade não fará mal a ninguém.

  • Levon Nascimento: 20 anos de professor

    Levon Nascimento: 20 anos de professor

    Há 20 anos, eu retornava de Montes Claros muito jovem ainda, recém-graduado em Ciências Sociais pela Unimontes (bacharelado e licenciatura), e iniciava a vida profissional “mais séria” na educação formal.

    Educador popular eu já era, desde os 16 anos de idade, pelos diversos espaços de formação humana disponibilizados nas pastorais da juventude e do menor e nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), tanto em Taiobeiras como em Montes Claros. Mas, a partir daquele 1º de fevereiro de 2001, novo milênio, início do século XXI, tornava-me “Professor” nas redes estadual (pública) e particular. Trabalhador desde os 13, era meu primeiro emprego “de fato” a garantir uma remuneração razoável e que apontava para o futuro. Doce ilusão.

    Idealista, focado mais no pedagógico do que na burocracia do sistema, em grande medida ingênuo mesmo, típico da idade e da geração egressa do noventismo, eu começava uma carreira, cheio de sonhos e projetos.

    Hoje, passadas duas décadas, alguns milhares de alunos no currículo, mais maduro, seja no trato frio da realidade, nos choques normais da convivência social e profissional, calejado do contexto socioeconômico e político, sem a mesma ingenuidade e ativismo irrefletidos, permaneço firme no sonho (utópico e, por isso mesmo, cada vez mais transcendente) de contribuir historicamente para a construção de uma nova sociedade, do conhecimento engajado na manutenção da vida, de seres humanos responsáveis, livres, solidários e fraternos.

    Que venha o futuro! Graças sejam dadas a Deus pelo passado bem vivido! É na luta e na labuta do presente que a gente vive plenamente.

  • Taiobeiras: Financiamento coletivo de campanha

    Taiobeiras: Financiamento coletivo de campanha

    COMO DOAR?
    Acesse: https://professor-levon.financie.de


    Sou Levon Nascimento (Professor Levon), Pré-Candidato a Prefeito de Taiobeiras pelo Partido dos Trabalhadores. Se a convenção partidária, na data correta, vier a confirmar meu nome para essa disputa eleitoral, farei a campanha com poucos recursos, primeiramente porque é o correto e, em seguida, justamente para dar maior significado à democracia. Se você quiser contribuir com esse processo, faça sua doação para o FINANCIAMENTO COLETIVO DE CAMPANHA, tudo em conformidade com a Lei Eleitoral brasileira.


    O QUE É FINANCIAMENTO COLETIVO?
    Uma das formas mais honestas de se financiar as campanhas políticas e fortalecer a democracia, impedindo o uso ilegal de recursos públicos e a interferência poder econômico nas decisões do povo, é o FINANCIAMENTO COLETIVO de campanhas eleitorais.


    De acordo com a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), os pretensos concorrentes podem contratar as empresas de financiamento coletivo que estejam cadastradas na Justiça Eleitoral. A lista de instituições credenciadas pode ser consultada no Portal do TSE.


    Os recursos arrecadados na fase de pré-campanha somente serão disponibilizados ao candidato após o seu registro de candidatura na Justiça Eleitoral, a obtenção do CNPJ da campanha e a abertura de conta bancária específica.


    Na hipótese de o pré-candidato não solicitar o seu registro de candidatura, as doações recebidas durante o período de pré-campanha devem ser devolvidas pela empresa arrecadadora diretamente aos respectivos doadores.