Tag: Levon Nascimento

  • Live em Taiobeiras: As lutas das mulheres

    Live em Taiobeiras: As lutas das mulheres

    Na data de 25 de junho de 2020, “As lutas das mulheres”, com muitas experiências e conteúdo, foram os temas do Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento.

    Mônica Alves Costa, pedagoga, psicopedagoga e assistente social; Maria Vilma Silva Rocha, professora de Língua Portuguesa e Literatura; e Rosana Santos, professora doutora em História Social, foram as convidadas.

    Deste circuito, foi a live com maioria de comentário altamente bem fundamentados. Mulheres e homens no combate ao machismo.

  • Live em Taiobeiras: Espiritualidade sã numa época insana

    Live em Taiobeiras: Espiritualidade sã numa época insana

    Em 22 de junho de 2020, Sônia Gomes Oliveira, presidenta do Conselho Nacional do Laicato, e o jesuíta Padre Tardin, ambos residentes em Montes Claros (MG), foram os convidados para o Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento, que debateu sobre “Espiritualidade Libertadora”, na perspectiva da Teologia da Libertação.

  • Live em Taiobeiras: Pessoas LGBTQIA+ e combate à homofobia

    Live em Taiobeiras: Pessoas LGBTQIA+ e combate à homofobia

    15 de junho de 2020 foi um dia histórico para Taiobeiras.

    Nessa data, dentro da programação do Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento, ocorreu a primeira live que discutiu abertamente, de forma conceitual e argumentativa, a temática sobre os direitos das pessoas LGBTQIA+ e o combate à homofobia.

    Os convidados do Professor Levon Nascimento foram os seguintes: Hiago Silva, jovem empreendedor e transexual; Felipe Cortez Grimaldy Aragão, cineasta, dramaturgo e multi-artista; e Uênio Thuary, ator, humorista.

    A live teve audiência recorde e mobilização intensa nas redes sociais.

  • Santos Juninos: nascimento de São João Batista

    Santos Juninos: nascimento de São João Batista

    O mês de junho, apesar da pandemia do coronavírus, é o tempo especial que a cultura popular sertaneja do Brasil reserva aos festejos dos populares Santo Antônio, São João e São Pedro; aí incluído junto com o dono das chaves dos céus, também o apóstolo São Paulo.

    24 de junho é reservado à celebração do nascimento de São João Batista, o mais vistoso dos santos juninos.

  • Combate à homofobia em Taiobeiras

    Combate à homofobia em Taiobeiras

    Na noite de 15 de junho de 2020, o professor Levon Nascimento levou ao ar o segundo episódio de um Circuito de Lives sobre temas da atualidade.

    O assunto abordado foi “Pessoas LGBTQIA+ e o combate à homofobia”.

    Uênio Thuary, artista e comediante, Felipe Cortez, cineasta independente e ator, e Hiago Silva, empreender, foram os convidados. Apresentaram suas histórias de vida, narraram as dificuldades de serem pessoas LGBT e pontuaram sobre a luta dessa parcela da população no município de Taiobeiras.

    A live teve audiência histórica e muitos comentários receptivos e encorajadores sobre o tema do debate.

    Em seu perfil no Facebook, Levon Nascimento afirmou: “O segundo episódio do nosso Circuito de Lives, desta vez tratando sobre pessoas LGBTQIA+ e combate à homofobia, foi um sucesso! Agradecimentos aos meus convidados Uenio Thuary, Felipe Cortez e Hiago Silva; e a todos que acompanharam. A live se encontra salva meu perfil @levon.nascimento, no Facebook”.

  • Circuito de lives do professor Levon Nascimento

    Circuito de lives do professor Levon Nascimento

    No contexto da pandemia do coronavírus, em que as interações presenciais foram suprimidas pelas medidas sanitárias de distanciamento social, o professor Levon Nascimento, de Taiobeiras, iniciou neste mês de junho o seu Circuito de Lives sobre temas relevantes para a sociedade.

    Entre os assuntos debatidos estão o racismo estrutural no Brasil, homofobia e resistências das pessoas LGBTQIA+, políticas públicas e outros.

    O primeiro episódio ocorreu em 09 de junho de 2020 e contou com a participação de Rubens Alves da Silva, doutor em Antropologia Social pela USP e professor da Escola de Ciências da Informação da UFMG, debatendo o tema “Em tempos de pandemia: ‘vidas de negra(os) importam!(?)”.

    As lives são transmitidas pelo perfil levon.nascimento, no Facebook, em datas previamente divulgadas nas redes sociais, sempre das 19h30min às 20h30min.

  • Artigo do Levon: Quando vão queimar os livros?

    Artigo do Levon: Quando vão queimar os livros?

    * Levon Nascimento


    Logo pela manhã, li a notícia de que a Secretaria de Educação do Estado de Rondônia havia enviado ofício sigiloso às bibliotecas escolares ordenando que obras literárias dos grandes mestres brasileiros fossem retiradas de circulação.

    Dentre os autores: Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Euclides da Cunha, Osvald de Andrade, Rubem Braga, etc. Explicito: até o maior escritor da Língua Portuguesa, o “mulato” Joaquim Maria Machado de Assis!


    Em que pese o recuo do secretário de educação rondoniense, após vazado o ofício sigiloso, é bom lembrar a quem não sabe que o governo de Rondônia está alinhado ao pensamento de Jair Bolsonaro e ao famigerado Escola Sem Partido, batalha fanática de extrema-direita que apregoa o risco de um tal de marxismo cultural, simplesmente inexistente.

    Para essa gente, qualquer arte e pensamento crítico é comunismo. Eles odeiam a inteligência.
    Também é preciso ressaltar que toda ditadura proíbe a leitura de livros que considera oponentes à sua ideologia. É na democracia que há liberdade para o pensamento e a expressão. Estamos em ditadura no Brasil?

    Que se ressalte que o governo Bolsonaro planeja financiar apenas peças teatrais e obras cinematográficas que falem o seu idioma fundamentalista. Volto a perguntar: estamos numa democracia?

    Porém, o que mais me admirou na notícia é que no tal ofício de Rondônia havia uma ordem expressa para que “todos os livros de Rubem Alves” fossem suprimidos.

    Rubem Alves, já falecido, foi um pensador e escritor presbiteriano brasileiro que, sem abdicar de sua fé, tornou-se um ilustre combatente pelas letras contra a famigerada ditadura militar brasileira (1964-1985). Falava de fé, política, educação, cidadania e participação.

    Não por acaso, tenho há mais de vinte anos um exemplar de sua obra “Conversas sobre política” (Editora Verus). Didático, cristão e contundente, este livro não me sai de vista. Inspira-me muito.

    Daí que quero aproveitar a deixa para questionar vários amigos evangélicos (não todos, evidentemente), alguns deles presbiterianos, que ainda se comprazem de apoiar a ideologia que dá sustentação a Bolsonaro, convencidos de que participam de uma verdadeira cruzada cristã pela restauração moral do Brasil, em nome de Cristo. Respeito-os, mas os considero equivocados.

    Pergunto-lhes: o autêntico cristianismo, inclusive aquele a que Rubem Alves foi filiado e testemunha, combina com a perseguição ideológica e a falta de liberdade que se anunciam sem desfaçatez no Brasil?

    Quanto às obras censuradas, leiam-nas antes que as fogueiras sejam acesas. Foi assim na Alemanha de Hitler.

    * Levon Nascimento é professor de História e mestre em Políticas Públicas.

  • Artigo do Levon: Existe espaço para uma candidatura de esquerda em Taiobeiras?

    Artigo do Levon: Existe espaço para uma candidatura de esquerda em Taiobeiras?

    * Levon Nascimento

    A busca pela resposta da pergunta acima precisa ser cuidadosamente pensada por quem deseja uma Taiobeiras melhor e mais justa.

    No segundo turno da eleição presidencial de 2018, diante da campanha política mais escandalosa e viciada que o Brasil já viveu na era democrática, Fernando Haddad, do PT, alcançou em Taiobeiras 34,7% dos votos válidos, contra 65,3% do ex-capitão expulso do Exército, candidato da extrema-direita.

    Parece pouca a votação de Haddad, sobretudo em comparação com o resultado norte-mineiro, região em que está Taiobeiras, onde o candidato petista venceu em mais de 90% dos municípios.

    No entanto, estamos a tratar de Taiobeiras, município fortemente alinhado à visão aristocrática da sociedade, historicamente dominada por um alinhamento a princípios de direita.

    Não custa lembrar de que em Taiobeiras não venceram Vargas, Juscelino e Lula, os três presidentes mais populares da história brasileira.

    Na política local, em linha do tempo, prevaleceram sucessivamente a UDN, a ARENA e o PSDB, os partidos em que periodicamente se organizaram as oligarquias brasileiras anti-povo, mesmo com metade da população vivendo com uma média de menos de meio salário mínimo per capita, segundo dados do CadÚnico em 2016. Com a crise econômica persistente, nada faz supor que esse indicador tenha melhorado na atualidade.

    Além do mais, praticamente não houve campanha orgânica de Haddad no município. Daí que a sua votação quase que espontânea revela que há um público de cerca de 5.600 pessoas (e suas respectivas famílias) que não se deixou dominar pela avalanche de fake news e ódio fascista.

    Também, nada faz supor que os votos dados ao ex-capitão expulso do Exército são necessariamente expressões do pensamento fascista. O mais correto seria entender que uma grande parte da população se deixa guiar pelo pensamento hegemônico no município. Uma candidatura diferenciada na proximidade municipal poderia despertar a atenção de parte desse público para uma agenda de conquistas coletivas, retirando-o da bolha bolsonarista.

    Em que pese a fragilidade da representação de esquerda no município, admito, esse quadro revela que há espaço para uma candidatura à prefeitura alinhada aos princípios de igualdade social e econômica para a maioria do povo.

    O eleitorado de Haddad não se deixou encabrestar e há chances de crescer entre os votos de Bolsonaro, explorando a identidade de classe trabalhadora e sofredora, que une a maioria dos taiobeirenses.

    Penso além: acredito que seria a oportunidade de politizar temas que dizem respeito às condições da maioria do povo, que vive em situação de vulnerabilidade social, econômica, racial e de gênero.

    O candidato da esquerda poderia furar o bloqueio da falta de debate das candidaturas tradicionais, que invariavelmente focam em ataques pessoais e comparações de personalidade dos competidores. Seria a chance ideal de qualificar a disputa política, dando-lhe o que deveria ser comum: opção de fato ao eleitor.

    Resta organização, desprendimento e coragem a quem sonha com uma Taiobeiras do século XXI, distante do pensamento escravocrata do século XIX.

    * Levon Nascimento é professor de História e mestre em Políticas Públicas.

  • Taiobeiras aos 66 anos: um sonho de generosidade (Artigo de Levon Nascimento)

    Taiobeiras aos 66 anos: um sonho de generosidade (Artigo de Levon Nascimento)

    Taiobeiras nasceu da imigração dos baianos, tropeiros que vinham para Minas Gerais em busca de uma vida melhor. Era terra de passagem, que aos poucos se tornou o lar definitivo de muita gente. Hoje é a somatória de culturas, esperanças e sonhos de um povo.

    O povo de Taiobeiras – eu diria, o nosso povo – é plural, diverso, intenso e tem sonhos muito claros. Não se trata somente do sonho materialista de enriquecer. Falo do sonho de construir uma vida digna, bonita e cheia de significados.

    Primeiro, Taiobeiras pertenceu a Rio Pardo de Minas. Depois, a Salinas. A luta pela emancipação, o sonho de ser uma cidade que se destaca, não foi só das famílias tradicionais e ricas. Todo o povo trabalhador, homens, mulheres e jovens, participaram desse esforço de ser cidade. E continuam lutando para participar.

    Nos últimos anos, viveu-se um clima de muita tristeza em Taiobeiras por causa da violência que tirou a vida de muitos jovens. Eu acredito que a luta pela paz, pela cultura de paz, pelo respeito à vida, não para nunca. Todo dia é preciso começar de novo. Temos que incutir na cabeça dos jovens, com políticas públicas e bons exemplos, o gosto pela paz e pela vida digna.

    Taiobeiras é sem dúvida uma cidade muito bonita, destaque no Alto Rio Pardo e Norte de Minas. Mas é preciso que fique ainda mais bela – de outro tipo de beleza, proporcionando oportunidades de igualdade ao nosso povo. Ninguém pode ser discriminado em Taiobeiras por raça, religião, orientação sexual, condição econômica ou opção política. Que os direitos de emprego, respeito e valorização sejam para todos os taiobeirenses. Sonho com isso.

    Eu aprendi a entender o mundo enxergando Taiobeiras. É uma relação de família, de amor. Aqui eu fiz a minha vida. Aqui eu me fiz como gente. Meus livros, meus textos, minhas abordagens sempre partiram da realidade taiobeirense. Eu não sou quem sou sem que Taiobeiras seja o que é.

    Nestes 66 anos de emancipação política e de autonomia, como diz a canção, que a festa seja dentro de nossas almas, por generosidade. Uma salva de palmas para a nossa cidade de Taiobeiras!

    * Levon Nascimento é professor de História e mestre em Políticas Públicas.

  • O projeto de poder

    * Levon Nascimento

    – O poder… Ah! O poder! Que mal há em ti?
    – Todos e nenhum.
    – Mas, como? Que mistério é esse, o teu?
    – Ora, todos os vícios e malícias humanas passam por mim; ou pelo desejo de me possuir.
    – Então, de fato, tu és maligno!?
    – Não. Em verdade, eu não tenho essência ou alma, como queira. Sou como o vidro translúcido. Nada se agarra em mim. Diria que minha grande característica é a de ser escorregadio, como a pedra coberta pelo musgo.
    – Ora, se tu não és em essência, por que tantos te querem?
    – Não me querem por quem sou ou pelo que eu sou, mas pelo que ambicionam ser, cada um e cada uma.
    – Não entendo. Querem-te para quererem a si próprios.
    – Sim, para se afirmarem quem são.
    – Mas, e o mal que tu dizes ter e que também afirmas não ser?
    – É! Não tenho o mal. Nem sou o mal. Sou um intermeio. Por mim podes amar e odiar, construir e destruir, elevar e fazer cair.
    – Então, o que há de bom em ti?
    – Se queres servir, não há melhor meio do que por mim. Se queres dominar, também o farás, se me dominar.
    – Então, a escolha está em mim?
    – Se me queres apenas para ti, serás consumido por mim. Se me queres por bem-querer aos teus semelhantes, para servi-los de bem-comum, serei teu parceiro.

  • A frase de Morgan Freeman sobre Consciência Negra

    Levon Nascimento

    Volta e meia, perto do dia 20 de novembro de cada ano, aparecem pessoas postando uma suposta frase dita pelo famoso ator negro estadunidense Morgan Freeman (O Todo Poderoso e outros filmes). A seguir: “O dia em que pararmos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com Consciência Humana, o racismo desaparece”.

    Essa frase, aparentemente correta e de boa vontade, deixa subentender que o racismo existe porque se insiste em ressaltar as “consciências” das diferentes raças.

    Fica parecendo que a “culpa” pela existência do racismo é de quem insiste em denunciá-lo. Logo, se parássemos de falar de “cultura negra”, por exemplo, o racismo contra negros deixaria de existir.

    Idem para as políticas afirmativas, como as cotas para negros, pardos e indígenas em universidades, também a título de exemplo.

    O que esse texto atribuído ao ator norte-americano não esclarece é que o racismo contra negros passou a existir, há cerca de 500 anos, por conta da ganância do sistema econômico capitalista nascido na Europa, que incutiu na cabeça daqueles seres humanos a trágica ideia de que os povos não brancos não teriam consciência, logo não seriam tão humanos quanto os europeus-brancos.

    Portanto, celebrar a consciência negra, ou outras consciências não-brancas, não é estímulo ao racismo ou à separação. Pelo contrário, é ressaltar que todos, além dos povos brancos, também têm consciência e, portanto, são tão humanos quanto.

    Cuidado com as frases feitas. Elas podem esconder justamente aquilo que aparentemente parecem combater.