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  • Alguns pensamentos meus por Taiobeiras

    Matriz em Reforma, obra da artista plástica Elisiana Alves, retrata
    o interior da Igreja Matriz de S. Sebastião de Taiobeiras durante
    a última reforma, em 2010

    Originalmente, frases escritas no calor dos acontecimentos, na “tela quente” do Facebook, transcrevo-as e republico-as aqui no Blog, para “perpétua memória”! Aventure-se…!

    * Quando a Autoridade descamba para o varejo dos gracejos, para a seara das agressões verbais mais vis, é porque a crise se desnudou bem mais grave do pensávamos. Ou não tem mais autoridade ou porque nunca teve. (04/10/2013)
    * Quando vejo pessoas sérias comemorando o erro, fazendo de conta que a desonestidade é honesta, sinceramente, dá uma alegria imensa de ter as posições que tenho, de ser quem sou, de lutar pelo que luto… por um mundo mais justo, mais ético, mais humano! (04/10/2013)
    * O maior defeito do ignorante é a falta de dúvida, o mesmo que excesso de certeza. (04/10/2013)
    * Ó “ignorância” amada
    Idolatrada
    Salve, salve! (04/10/2013)
    * Vivemos no tempo das “falsas verdades” ou das “verdadeiras mentiras” ou sei lá… Resulta tudo na mesma decadência, ao final. (04/10/2013)
    * Existem “falsas mentiras”?
    Em caso afirmativo, é de se supor que, de fato, são verdades na clandestinidade. (04/10/2013)
    * Infeliz do tempo em que se comemoram os erros, as imundícies e as ilegalidades, ainda que travestidos dos mais reluzentes mantos de beatitude! (03/10/2013)
    * Assumir-se como situação ou como oposição é um ato de coragem política e de vigor intelectual. É mais fácil ser situação, estar do lado de quem está no poder. No entanto, numa democracia, é necessária a audácia dos que não se dobram e nem calam, a oposição, principalmente nas pequenas cidades como nossa Taiobeiras. (03/10/2013)
    * Quando você está no Facebook, discutindo as questões do dia-a-dia da cidade, do estado, do país, do mundo, você também está fazendo política. Numa manifestação de rua, numa greve, também é política. Nos partidos, também é política. O importante é que você tenha propósito e esteja do lado daquilo que beneficiará a comunidade, especialmente àqueles que mais necessitam de ajuda. Faça política, não tenha medo! (03/10/2013)
    * Toda eleição é política. Mas a política não se resume apenas a eleições. (03/10/2013)
    * Cumpra seus deveres, especialmente com a coletividade. Mantenha as ruas limpas, jogue o lixo na lixeira, não quebre os equipamentos públicos (bancos de praça, orelhões, lixeiras, banheiros públicos, etc.). Não é destruindo o que é de todos que se ataca a velha elite que nos retira a possibilidade de obter maior cidadania. (03/10/2013)
    * Exija seus direitos. Especialmente aqueles que sirvam para o bem de muitas pessoas, da comunidade, da coletividade. Não queira favores, “ajeitos”, regalias. Não venda sua consciência. (03/10/2013)
    * O conhecimento não pode estar separado da prática.
    Não é possível ser professor e não fazer política.
    Professor = magistério = ensino = conhecimento.
    Política = práxis = prática = bem comum. (03/10/2013)
    * Enquanto nossos direitos forem tratados como favores, não teremos uma sociedade democrática. (03/10/2013)
    * Agora à tarde
    A natureza está com aqueles rodeios
    Típicos de primavera no sertão
    Fazendo a corte
    Galanteando o espaço
    Pra ver se chove ou se não chove
    Tomara que chova! (02/10/2013)
    * Comunicador que assassina a “última flor do Lácio” é igual a:
    a) professor que não conhece a matéria que leciona;
    b) pedreiro que não levanta paredes;
    c) cozinheira que não entende de ligar o fogão;
    d) comerciante que não sabe vender;
    e) etc… (02/10/2013)
  • Minhas razões existenciais para ser de oposição em Taiobeiras

    Encontros da Pastoral da Juventude Taiobeiras na
    década de 1990
    Às vezes fico pensando – e lamentando – sobre como alguns companheiros, que vieram da mesma luta que eu, tanto se alienaram e se entregaram aos ditames da direita política daqui de Taiobeiras.
    Fico matutando também sobre o porque de eu não estar lá, na comodidade, numa condição de status, num universo de facilidades e honrarias, alcançando um poder pessoal na sombra dos senhores de plantão.
    E, nesta hora, apesar da tristeza por aqueles que não suportaram o peso da luta e que debandaram para o lado da opressão, meu coração se alegra, sobremaneira, pela minha fidelidade ao propósito, pelo meu amor ao compromisso, pela minha adesão aos que sofrem e aos que precisam das minhas energias vitais para a cada dia se tornarem mais humanos.
    É como sempre ouvi do profeta Jeremias (1,10), desde que iniciei minha militância nas pastorais sociais da Igreja e, em seguida, no PT e nas Ciências Sociais, “Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares”.
    E me pergunto, respondendo de imediato, como na canção “O Profeta”: “Como calar? Como escapar? Se tua voz arde em meu peito!”
  • Artigo do Levon: Rumo a Jesus, com Francisco, nas areias de Copacabana

    * Levon Nascimento
    Artigo publicado originalmente na edição impressa do Jornal Folha Regional, Taiobeiras/MG, agosto de 2013, ano IX, n. 218.

    Entre os dias 24 e 29 de julho participei da 28ª Jornada Mundial da Juventude na cidade do Rio de Janeiro, juntamente com outras pessoas da Paróquia São Sebastião de Taiobeiras.

    Foram dias especiais, de aprendizado, oração e partilha. A presença do Papa Francisco, sempre gentil, afetuoso e firme na mensagem do Evangelho, a todos nós encantou, educou e fortaleceu na fé e nos valores cristãos.

    Especialmente, nos chamou a atenção a enorme “Babel” de povos do mundo espalhados pelo Rio de Janeiro. Gente de todos os países a falar em seus idiomas. Muitos argentinos barulhentos e alegres, conterrâneos do Papa Francisco. No entanto, a “Babel” carioca, ao contrário da bíblica, parecia-se mais com o Pentecostes, no qual os apóstolos e Maria receberam o Espírito Santo. Apesar dos diferentes povos e línguas faladas, no Rio todos se entendiam, se confraternizavam e compartilhavam as experiências com carinho e admiração. Fez-se ali uma pequena demonstração do que deve ser o desejo de Deus para o seu povo: união, amor, misericórdia, compaixão, partilha.

    Aprendemos que é preciso cultivar a fé sem deixar de estar atentos à realidade vivida. Como nos ensinou Francisco, a fazer eco ao Evangelho de Cristo, não é possível que julguemos o diferente ou o excluamos. A todos sem exceção, temos de amparar, acolher, respeitar e promover o diálogo ecumênico e inter-religioso. Precisamos “ir às ruas”, abraçar, acolher, “globalizar a solidariedade e combater a indiferença”.

    Seguindo o ensinamento de Francisco, já não é mais possível uma Igreja com mentalidade “de príncipes”. É hora dos católicos avançarem e “fazerem a Igreja nas ruas”, compartilhando da pobreza concreta ou espiritual dos destinatários da mensagem cristã. Destinatários que devem ser encontrados não mais nos centros civilizacionais ou econômicos do mundo, mas nas periferias do planeta, periferias existenciais e geográficas.
    Devido à dinâmica acelerada dos eventos da Jornada e da dificuldade de locomoção pelo Rio, uma vez que muitas vias estavam interditadas por causa do evento, não pudemos subir o Corcovado para ver a estátua do Cristo Redentor. Muitos de nossos companheiros de viagem lamentavam. Só ao final de tudo, quando fizemos um momento de oração e partilha, é que entendemos. Na verdade, o Redentor esteve pedagogicamente conosco durante toda a viagem, assim como no “desconhecido” Jesus ressuscitado que acompanhou e explicou as escrituras aos dois discípulos que se dirigiam a Emaús na tarde do domingo de Páscoa. Amedrontados com a crucificação do mestre e ainda sem saber do ocorrido naquela manhã, eles não eram capazes de ver naquele estranho o Senhor que ressuscitara. Somente tomaram conhecimento disso quando Ele partiu o pão em sua casa.

    Assim foi conosco. Não vimos de perto a estátua do redentor. Nem por isso o Redentor (de fato) deixou de compartilhar conosco todo o seu amor e ensinamento durante a JMJ Rio 2013.
    As areias e o asfalto de Copacabana, tomados por quase 4 milhões de pessoas na manhã do domingo 28 de julho de 2013, demonstraram ao mundo que ainda há uma enorme sede de fé e uma grande fome de união universal; um enorme espaço para que a mensagem do jovem carpinteiro de Nazaré da Galileia, de amor e fraternidade, permaneça mais viva e útil do que em qualquer outro momento da história humana.

  • Meu retiro em Copacabana

    Manhã de domingo, pós-vigília
    da JMJ Rio 2013 em Copacabana

    A minha ida à Jornada Mundial da Juventude 2013, na cidade do Rio de Janeiro, ao encontro do Papa Francisco, foi como que um grande retiro espiritual. Eu já tinha essa intenção, queria fazer um retiro, um tempo de oração, de escuta mais atenta à Palavra de Deus, e de revigoramento dos valores mais íntimos da caminhada de fé.

    Geralmente, os retiros são silenciosos. Este, ao contrário, ocorreu em meio ao barulho, à festa, nas areias da Praia de Copacabana, no belo cenário da Cidade Maravilhosa. Nem por isso foi um retiro de menor oração e meditação.

    Pedi a Deus algumas capacidades:

    1. Perdoar a quem me ofende. E, olha que fui muito ofendido recentemente aqui em Taiobeiras (nas últimas eleições, por exemplo);
    2. Reconciliar-me com os irmãos e as irmãs (de todas as condições e circunstâncias);
    3. Voltar a crer numa Igreja-serva-servidora de Jesus e dos que sofrem;
    4. Renovar a fé e o ardor missionário;
    5. Aprender, sempre mais, a por em prática aquilo que de graça recebemos do Espírito Santo;
    6. Comprometer-me, ainda mais, com o Reino, com o próximo, com a nova sociedade onde imperará a justiça, o amor e a misericórdia;
    7. Caminhar sempre no respeito e na tolerância ao outro, ao diferente, ao que crê diferente de mim, ao que, muitas vezes até quer o meu mal, mas a quem eu devo sempre tratar com compaixão e misericórdia.

    Em suma, fui renovar minha essência de Ser Cristão, para estar sempre mais a serviço do Reino nos ambientes em que eu estiver caminhando.

    Essencialmente, o Papa Francisco cumpriu para comigo aquilo que é próprio do ministério dele, confirmou-me na fé, tal e qual Jesus ordenou a Pedro.

    Fui alimentar minha fé e retornei saciado!

  • Taiobeiras na JMJ Rio 2013

    Amigos e amigas, aguardem os textos que vou produzir sobre as experiências que tive na Jornada Mundial da Juventude e a visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro.

    Palco principal em Copacabana
    Caravana de Taiobeiras/MG na JMJ Rio 2013
    Chegada em Taiobeiras (29/07/2013)
    Reparem na estátua do Cristo Redentor no alto do Corcovado
  • Artigo do Levon: O cliente sempre tem razão, até na eleição!

    Deveria ser assim!

    Publicado no Jornal Folha Regional, ano IX, nº 215, maio/2013, p. 4, Taiobeiras/MG.

    Ganhar a eleição em Taiobeiras/MG não é coisa fácil. Válido para prefeitura e vereança. Aqui imperam o clientelismo e todos os defeitos eleitorais dele originados. Não há sombra dos votos ideológicos ou de protesto.

    Sufrágios ideais, em candidatos de esquerda e direita, ou ligados a bandeiras temáticas (negros, mulheres, meio ambiente, cultura, educação, religião), são chamados de ideológicos. Como exemplos, podem ser citados: o dep. Rogério Correia (PT/MG), movimentos sociais e educação; o dep. Zé Silva (PDT/MG), campo, trabalho e emprego; o dep. Jean Wyllys (PSOL/RJ), movimento LGBT; o dep. pastor Marco Feliciano (PSC/SP), evangélicos; a senadora Kátia Abreu (PSD/TO), ruralistas; dentre outros. Já as eleições de figuras como o falecido dep. Enéas Carneiro (PRONA) ou o palhaço Tiririca (PR/SP) são classificadas como voto de protesto, justificadas pelo descontentamento do eleitorado com a classe política convencional. Tanto no ideológico quanto no de protesto, o voto é espontâneo e livre. O eleitor vota porque confia no candidato ou repudia uma situação. Ocorre, principalmente, onde o contato do eleitor com o político se dá por meio midiático ou em associações, sindicatos e grupos organizados.

    Já os votos de clientela – e sua pior forma, o voto vendido – são comuns nos lugares em que o contato do eleitor com o político é direto e pessoal, individualizado e informal. Trata-se daquele tipo encabrestado pelo que se convencionou chamar de “serviços prestados”, ou seja, pela concessão de benesses públicas, de direito legal estendido a todos os cidadãos, mas que são levadas ao povo por intermediários políticos que se auto-promovem com tais atitudes. Exemplo clássico desse tipo de formação de “currais eleitorais”, o sujeito que, no lugar do cidadão, vai à secretaria de saúde, busca a ficha de consulta ou o remédio e os entrega in loco de mão em mão. O intermediário dos direitos torna-se beneficiário da gratidão popular. Em todos estes casos, o clientelismo é possível porque o grau de cidadania dos indivíduos é precário. Ao invés de sujeitos, as pessoas se transformam em objetos de submissão. Contribui para isto a pouca filiação ou participação dos trabalhadores e das pessoas comuns em entidades sociais, sindicais e políticas, além da baixa escolarização. Os indivíduos são atomizados ao máximo, estimulados a não se organizar e a ter medo. Geralmente, são “alimentados” pela política do “pão e circo” e pela falsa ideia de proximidade em relação aos políticos detentores de mandato (vereadores e prefeito). Além do mais, o povo é manipulado, desde jovem, a enxergar o político e os órgãos do Estado como entes eternos, insondáveis e dotados de poderes supremos.

    O passo seguinte na “linha evolutiva” do clientelismo é a venda do voto ao político. Uma vez sabendo que a eleição é um jogo de interesses poderosos, as pessoas imbuem-se da lógica capitalista mais selvagem: “o salve-se quem puder” ou “o mundo é dos espertos”. Negociam o voto com todos os candidatos que estão dispostos a pagar. Vendem-no por dinheiro, serviços ou produtos: combustível, remédio, pagamento de contas, cimento, alimentos, etc. Estes indivíduos, cada dia em maior número, a despeito das leis rigorosas contra a captação ilícita do sufrágio, deseducados pela lerdeza ou complacência do Poder Judiciário, descaracterizam o ideal democrático. Ironicamente, formam uma “maioria” robusta de seres humanos individualistas e míopes em relação ao sentido de “bem comum”.

    Na ausência dos votos ideológicos ou de protesto, predominam em Taiobeiras a formação de clientelas e dos similares de baixa reputação ética. Candidatos a vereador ideológicos, defensores de bandeiras civilizatórias, dificilmente se elegem, independente de estar na situação ou na oposição. Em 2012, nenhum representante da educação, do esporte, da cultura ou do meio ambiente foi eleito para a Câmara Municipal de Taiobeiras. Até as mulheres, maioria do eleitorado, estão há cinco eleições seguidas sem emplacar uma vereadora. Sinal de que não há nem mesmo ideologia de gênero. No caso majoritário, vence o grupo mais rico e bem entranhando na administração municipal. Qualquer discurso relativo à eficiência na gestão é mera maquiagem ou decoração para iludir desinformados e incautos. No jogo político taiobeirense, ganha quem consegue reunir clientela maior. E não há futuro promissor para nosso paradigma civilizacional se isto predominar pelas eleições seguintes.

    Mas, se nem mesmo o consagrado direito ao voto é bem compreendido e estimulado, haverá quem venha a se importar com o PARADIGMA CIVILIZACIONAL de Taiobeiras?
  • Uma outra opinião sobre Taiobeiras

    Imagem noturna de Taiobeiras – Minas Gerais

    Os alunos da turma do 3º ano de 2012, do Centro Educacional Beliza Corrêa, fizeram uma entrevista comigo para publicar num boletim que produziram em junho daquele ano. As perguntas me foram enviadas através do estudante Hiago Volponi. Republico aqui no Blog perguntas e respostas.

    Hiago Volponi: O que você acha a respeito da política em Taiobeiras?
    Levon Nascimento: É uma política bastante fechada em pequenos grupos de poder e de interesse. A democracia ainda é restrita. Exemplos: As mulheres não ocupam o espaço que deveriam; Os de menor condição financeira nunca têm possibilidade de participar efetivamente, mesmo possuindo boas ideias, pois o custo de fazer política ou de campanha é exorbitante; A população, em geral, ainda não tem uma visão muito consciente do que é política. Ainda há muito clientelismo, venda de voto ou “voto de cabresto” (por simples manipulação de marketing ou por que as pessoas devem seus empregos ou de parentes a algum político). Mas há novidades boas. Tem muita gente que já tomou consciência de que é sujeito político e de que deve lutar pelo bem da comunidade.

    HV: Na sua opinião, como está a educação em Taiobeiras?
    LN: Não devemos nos conformar quando dizem que Taiobeiras tem a melhor educação ou a melhor saúde do Alto Rio Pardo. Nem sei se isso é verdade. Mas mesmo que seja, devemos nos lembrar de que estamos numa das regiões mais sofridas de Minas e do país. Logo, não é muita vantagem ser o melhor no pior. Mas, respondendo à pergunta, para a educação de Taiobeiras ser melhor são necessárias duas ações, uma interna à própria educação e outra externa. Internamente é preciso melhorar salários e valorização profissional dos educadores, de modo que se sintam mais motivados e em condições de buscar ampliar os conhecimentos (pós-graduação, mestrado, doutorado). Isto em todas as redes de ensino (municipal, estadual e particular). Externamente, é preciso aliar educação com oportunidades econômicas. Falta uma política de investimentos para gerar oportunidades de grande porte. Alguns alunos não valorizam a educação formal porque não conseguem enxergar as oportunidades que poderão ter caso se dediquem aos estudos. Não enxergam porque elas quase não existem em Taiobeiras. De forma imediata, é preocupante a queda que nossas escolas de Ensino Médio tiveram no índice do ENEM de 2011. É preciso reverter essa curva e avançar nas notas, mas com a união de todos, alunos, escolas e famílias.

    HV: O que você acha que deve mudar em relação à saúde em nossa cidade?

    LN: Primeiramente, a consciência das pessoas. Os cidadãos precisam tomar conhecimento de que aquilo que se consegue na saúde é direito e não favor. Em segundo, um maior investimento em educação e prevenção. Um povo que sabe se cuidar adoece menos e, portanto, demanda menos recursos para questões mais complexas, deixando de sobrecarregar o sistema. Um sistema de saúde menos sobrecarregado poderia atender melhor aos portadores de doenças mais graves. Um exemplo direto de prevenção está em conscientizar para atitudes mais humanizadas e civilizadas no trânsito, de modo a evitar o número de acidentes graves ou fatais. Isso também é saúde.

    HV: Em que aspecto Taiobeiras se desenvolveu mais rapidamente?

    LN: Nos últimos anos, ao que parece, o setor de construção civil avançou bastante. Creio eu, devido ao bom momento econômico do país, o que favoreceu a compra de material de construção e o financiamento das moradias a longo prazo. A este bom momento do Brasil se somou a grande capacidade de trabalhar e de empreender da maioria dos taiobeirenses, de todas as classes sociais.

    HV: O que você acha a respeito dos jovens de Taiobeiras? Qual contribuição eles podem dar para a melhoria da nossa cidade?

    LN: Os jovens, de uma maneira geral, costumam ser uma mistura de indefinição com entusiasmo. A juventude de Taiobeiras não é diferente. Porém, os jovens das classes média e alta da cidade têm mais oportunidades para avançar do que os jovens da classe menos favorecida. Embora todos tenham grandes virtudes, entusiasmo e capacidade, infelizmente, as chances e a condição social não são iguais para todos. E isto, infelizmente, impede que talentos sejam despertados. É preciso que as oportunidades sejam iguais para todos os jovens. Toda a juventude pode contribuir para Taiobeiras no momento em que tomar consciência de que a política do cabresto ou do marketing é coisa do passado e que todos são livres para participar e tomar a decisão que bem entender, sem censura.

  • Festa de Maio 2013

    Geraldo, Vinícius de Castro Amaral, Nelton e eu (Levon)

    Num clique do Júnior Dias, site ParaisoFest.com.br, nossa presença no estande do Grupo Arruda Alimentos, durante a 9ª FERARP (Feira de Negócios do Alto Rio Pardo), em Taiobeiras/MG. Data: Sábado, 18 de maio de 2013.

  • Artigo do Levon: Uma mensagem de Páscoa contra o racismo e o fundamentalismo

    ” – Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra.”

    Em meio a uma sociedade cada vez mais individualista, egoísta e mercantilizada, ainda se vêem muitas pessoas à procura do sagrado ou buscando a participação em algum tipo de grupo religioso. A ciência moderna, com todas as suas certezas, não deu conta de explicar todo o “mistério” ao ser humano, não ocupando dentro do coração das pessoas o espaço da fé e da admiração e reverência pelo infinito.

    Porém, como diz o teólogo Leonardo Boff, “numa sociedade de mercado, a religião e a espiritualidade se transformaram também em mercadorias à disposição do consumo geral”. Assim, vemos pessoas se aproximando das experiências místicas como se estivessem empurrando um carrinho de supermercado. Nas prateleiras espirituais, procuram milagres, curas, contatos “pirotécnicos” com Deus, respostas para os problemas imediatos e individuais. Até aí, no universo da fé, o individualismo impera, onde deveria haver fraternidade. Muitos imaginam que, ao pagar os intermediários de Deus, com promessas ou dinheiro em espécie, fazem jus às benesses celestiais, tal e qual nos caixas de bancos e nas boutiques sortidas do modo de produção capitalista. Capitalismo tão entranhado em suas vidas, que a consciência já o toma por natural, imutável e permanente em toda a História. Não conseguem enxergar a contradição entre o capital e o Deus a quem procuram. Cria-se o terreno propício para que os “mercadores e mercenários dos templos modernos” realizem seus “negócios”.

    Outros, de tão envolvidos com os grupos religiosos, tornam-se sectários, fechados à inteligência e à iluminação do próprio Espírito divino a quem dizem seguir.

    Quero falar de minha experiência com a religião. Nasci numa família católica, fui batizado ainda no primeiro ano de vida, fiz primeira comunhão aos 12 anos, mas somente considero que comecei a participar ativamente da vida da instituição religiosa aos 16. Não sem antes ter aprendido a ser crítico com a história da Igreja. O que mais me chamou a atenção, ao contrário do que parece ser o “normal” para muita gente, não foram os milagres, as curas, as músicas açucaradas dos grupos religiosos ou o medo da morte e a incerteza do céu ou do inferno. Tampouco o fundamentalismo de quem acha que somente os dogmas bíblicos ou a doutrina ensinada pelo Magistério (caso da Igreja Católica) constituem a única verdade em que se deve crer e obedecer. Encantou-me as palavras e, mais do que elas, as atitudes concretas de Jesus de Nazaré, em seu tempo e em sua localidade. Exemplos que, passados 2000 anos, continuam a ser impressionantemente atuais e radicais, sobretudo quando colocados em contraste com as normas e os padrões em uso no nosso tempo. Vamos a alguns deles.

    Em nossas sociedades, ainda que muito disfarçadamente, valoriza-se a origem social e a posse de bens econômicos. Ao contrário disso, Jesus nasceu numa família da classe trabalhadora (cf. Mt 13,55), em uma estrebaria (cf. Lc 2,7) e, visivelmente, não viveu na opulência (cf. Mt 8,20). Ainda, propunha a quem queria segui-lo que se livrasse do excesso de bens materiais, distribuindo-os aos necessitados e assumindo uma vida de simplicidade, para assim alcançar a eternidade (cf Mt 19,21).

    Também me impressiono com o trato de Jesus para com as pessoas. Não eram atitudes de um rei arrogante para com os seus súditos. Eram ações de um irmão mais velho, solícito e cuidadoso. Amou a todos, mas especialmente deu atenção aos mais mal-tratados pela sociedade e pelas leis severas de sua época, “passou a vida fazendo o bem” (cf At 10,38). No caso da mulher adúltera, para a qual a lei recomendava pena de morte a pedradas, solicitou aos irados homens que atirassem-lhe as pedras caso não tivessem pecados (cf Jo 8,7). Com os famintos, mais do que o milagre da multiplicação de peixes e pães (cf Mt 14,15-21), o que mais chama a atenção é, que, num tempo de falta de generosidade com o próximo, ele se preocupou com a fome de uma multidão. Poderia ter muito bem acatado a proposta dos discípulos e mandado o povo embora, buscar comida em casa ou nos vilarejos próximos. Não fez assim. Pediu aos seus colaboradores que organizassem grupos e, só então, partilhou o alimento com os famintos. Multiplicou, organizou, dividiu (partilha). Mais do que um milagre, uma atitude pedagógica e solidária.

    Jesus também não se preocupou com os preconceitos e fofocas da sociedade da época. Andou com cobradores de impostos (cf Mt 10,3) e conversou com a samaritana (cf Jo 4,6-21), duas categorias muito mal-vistas pelos judeus; perdoou prostitutas. Praticou a justiça, entrou na casa dos necessitados sem se importar se eram judeus ou pagãos (romanos). Foi firme na denúncia da maldade e da injustiça expulsando os vendilhões do templo, denunciando os fariseus hipócritas, que conheciam a lei, mas não a praticavam. Era solícito e amável com todos; firme e rigoroso quando necessário. Não hesitou em morrer numa cruz, sem nada dever, porque esta era a sua missão.

    Não cobrou pelo que fez. Não praticou lavagem cerebral. Não foi preconceituoso ou racista como alguns que se dizem pastores de “seu” rebanho. Não excluiu um gênero em detrimento de outro. Abraçou a causa dos humilhados, sofredores e injustiçados. Enfrentou serenamente os que detinham poder político e econômico em sua época.

    Amou, ao invés de estabelecer dogmas. Reuniu, não criou instituições. Doou, não tomou. Dialogou, não impôs. Defendeu a vida incondicionalmente, não matou. Separou Estado e Religião. Mandou dar a César o que era dele; e a Deus o que pertencia à divindade.

    Foi humilde até a morte; e pena de morte sem ter cometido crime algum! E voltou a viver. E vive sempre!

    Por isso, não entendo como a religião de alguns se torna fundamentalismo, preconceito, intolerância, falta de diálogo, desrespeito com o próximo, teologia da prosperidade (“Deus ama quem doa mais”), avidez por dinheiro e status, sarcasmo com os diferentes ou racismo explícito. Não provém de Jesus de Nazaré essas atitudes, pelo contrário, deve vir do seu rival, aquele que, em latim, diabolus, tudo divide, arruína e destrói.

    Mais do que conseguir milagres, a religião nos deve levar a “praticar pequenos milagres”, um deles, por exemplo, sair de nossa mesquinhez e egoísmo, e partir para o encontro de Deus no rosto dos demais seres humanos, sem importar sua cor, sua orientação sexual ou sua condição econômica. Especialmente, pessoas religiosas devem segurar na mão e ajudar a erguer os que caem pelo caminho que nos separa do céu, aquele “estado” onde para sempre reinará o amor fraterno e a face brilhante de Deus eternamente nos iluminará.

  • Artigo do Levon: Injustiça e Esperança

    A sensação de injustiça tem sabor. No caso, um gosto amargo, que engulha o estômago e produz um sentimento de secura, vazio e raiva. É algo extremamente ruim e, provavelmente, faz muito mal à saúde física e moral que quem a nutre.

    Pense, então, como devem ter se sentido os povos que habitavam o Brasil, há quinhentos anos, quando os homens brancos portugueses invadiram suas aldeias atirando, tocando fogo nas ocas, matando homens, estuprando mulheres, retirando fetos de ventres femininos abertos a golpes de facão e espada, perfurando olhos e estilhaçando membros indefesos. O medo, a dor, a humilhação e a impotência na sua forma mais brutal. A noção de que não havia ninguém por quem chamar; nenhum protetor a quem pedir socorro; nada de salvador por quem esperar. Enfim, a ausência de um poder a lhes salvar do suplício. Sensação de injustiça!


    Avance para algumas décadas depois e transporte-se para um navio de tráfico negreiro em meio ao Atlântico, fazendo o percurso entre África e América, numa noite tenebrosa de tempestade. Corpos bronzeados e luzidios, da cor do ébano, nus como a liberdade da qual foram despidos, amarrados por grilhões nos pés e nas mãos, esfomeados e doentes, doloridos na carne e na alma. As mentes a martelar, como numa sessão de tortura, o instante em que foram capturados, arrancados e afastados de seus entes, pais, mães, mulheres, maridos, filhos em África, torpemente vendidos como escravos, objetos da nascente economia mercantilista-escravocrata de então. A quem poderiam gritar? Recorrer de que? Qual juiz lhes daria razão e restituir-lhes-ia o sentido de suas vidas de antes? Sensação de injustiça!


    Mais alguns séculos adiante, na fria Europa, trabalhadores e trabalhadoras nas fábricas da industriosa Inglaterra. Dezesseis horas diárias dentro dos galpões das tecelagens, inalando gases e a fuligem da lã, em atividades repetitivas à exaustão. Seres humanos plantados em ambientes lúgubres, úmidos, sombrios, de pouca ventilação, fechados à entrada da luz do sol. Desprovidos dos direitos mais básicos. Submetidos todos, a família inteira, da criança de dois anos, passando pelos adolescentes e jovens, às mães e aos pais, e os idosos, à triste e determinista rotina das inovadoras rotatórias movidas a vapor. Constituíam-se em vítimas do tão louvado progresso que se inaugurava. De quem esperar complacência? Qual patrão ou governo as lhes prover dignidade? Donde aguardar clemência? Quem seria por eles? Sensação de injustiça!


    Já no século 20, na década de 60, jovens estudantes, líderes comunitários, trabalhadores sindicalizados, no Brasil, todos esperando pelas reformas de base que poderiam antecipar em décadas o tão necessário e esperado desenvolvimento com equilíbrio social para o país. Na noite sombria de 31 de março para 1º de abril, tanques se levantam, botas militares marcham, a democracia é pisoteada, o governo constitucional eleito pelo povo é deposto. Os interesses econômicos dos poderosos mais uma vez tripudiam sobre os da maioria do povo pobre. Cassações, fechamento da ordem democrática, expurgos, prisões arbitrárias, censura e perseguição, tortura e desaparecimento. Amparados pelo imperialismo norte-americano, compungidos pela velha moléstia aristocrática da “casa grande”, classe média e elites se seduziram e se cegaram ante ao clamor por liberdade política e igualdade social. De novo, de quem suscitar socorro? De onde aguardar salvação? O que fazer? Sensação de injustiça!


    Nos dias de hoje, apesar da aparente normalidade democrática e da suposta liberdade de expressão, a disputa legítima pelo poder, por parte do povo e das pessoas que colocam os interesses coletivos acima dos seus próprios, se faz contra os interesses mais mesquinhos e inconfessáveis. A degradação e a fraude do sufrágio ocorrem com o suborno coletivo das mentes. A compra da consciência e do voto. O uso do recurso público – sagrado para a solução das necessidades de libertação dos mais necessitados – inútil e vilmente utilizado como patrimônio próprio. A coerção de pessoas e de comunidades inteiras. A compra desleal e vil. A utilização de todos os recursos, supostamente criados para a defesa social, hereticamente voltados para coibir e coagir. Tudo isso desmobiliza e desmotiva os imbuídos de real interesse público; sacrifica a boa intenção; e sabota a boa inteligência. Ressalta as oligarquias; premia o menor esforço e falta de competência; exalta o puxa-saquismo; e pisoteia as melhores ideias. A quem os bem intencionados podem recorrer, se até mesmo o poder de aplicar a justiça se cala, se omite e se acovarda? De onde ou do que solicitar equanimidade e garantia de respeito? Mais uma vez, sensação de injustiça!


    Para todas essas “sensações de injustiça”, iguais ou maiores, demorados ou imediatos, “sinais de esperança”! Para os nativos do Brasil, as esperanças imortais estão presentes nas lutas antigas ou atuais de Sepé Tiaraju, Juruna, Gaudino, Kaiowás-Guaranis, Casaldáliga e outros tantos! Dos negros, se levantaram imortais heróis como Zumbi, Chica, Patrocínio, Rebouças, Castro Alves, Mãe Menininha e muitos outros a espraiar esperanças cor-de-noite-brilhante! Para os trabalhadores de outrora e de hoje, comprimidos por máquinas desumanas ou por ditaduras sanguinárias, as esperanças são despertadas por tantos como os cartistas, os ludistas, os socialistas utópicos e científicos; as esperanças guerreiras de homens e mulheres como Olga e Prestes, Brizola, Lula e Dilma, Herzog e Tito de Alencar, Zuzu e Guevara. Para a democracia imperfeita e mutilada de nossos dias, de nossa cidade, a esperança no rosto do povo nas portas do Judiciário, em frente aos Fóruns e nas praças, carregando bandeiras cor-de-sangue e cor-de-céu de sonhos e de liberdade, a pé ou montados em bicicletas de sonhos, a manifestar que o interesse público é dom que não se compra nem se vende, que o direito de um precisa estar condicionado ao direito de todos! Espera… Esperança… Esperanças!


    E se todas essas esperanças falharem, ainda restará uma esperança maior. Esperança de um jovem galileu que por aqui esteve há dois mil anos apenas praticando o amor. “Estranhamente”, mesmo amando tanto, foi condenado à morte por quem detinha o poder político em sua época. Apesar de todo o “sentimento de injustiça” que permeou sua morte numa cruz, brindou a todos com a “esperança vibrante” de voltar a viver ressuscitando três dias depois de sua execução pelos romanos. Espera… Esperança… Esperanças… presentes no doce sabor da justiça; exaladas no suave perfume da paz!

  • DNJ 2012: Juventude: Qual vida vale a pena ser vivida?

    Professor Levon fala aos jovens da EFA-NE

    Na manhã do domingo, 21 de outubro de 2012, a convite da direção do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, fiz uma participação no 2º Encontro da Juventude do Alto Rio Pardo, realizado na sede da Escola Família Agrícola Nova Esperança (EFA-NE), tratando sobre o tema do DNJ – Dia Nacional da Juventude 2012 (da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) “Juventude & Vida” para cerca de 200 jovens (estudantes da EFA-NE e convidados).

    Abordei questões relacionadas aos sinais de morte que invibilizam a vida da juventude (violência, drogas, consumismo, falta de acesso à educação e à cultura, etc…) e aos sinais de vida que dão esperança aos jovens (Escola Família Agrícola, participação cidadã, movimentos sociais, etc…), culminando com a procura de respostas para o questionamento proposto no lema do DNJ 2012 (Qual vida vale a pena ser vivida?).

    Juventude presente ao 2º Encontro do Alto Rio Pardo

    A Escola Família Agrícola Nova Esperança, sediada na região da Matrona, município de Taiobeiras/Norte de Minas Gerais, é uma conquista dos movimentos sociais e sindical da microrregião do Alto Rio Pardo através das ações do Território da Cidadania (ligado a vários Ministérios do Governo Federal; especialmente ao MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário).

    Cartaz do DNJ 2012

    A iniciativa do encontro com a juventude é um bom começo para a reorganização de atividades de formação numa região onde o movimento juvenil já foi bastante forte em décadas anteriores.

  • Desagravo a estultices no Facebook

    Infeliz publicação no Facebook que me difama a reputação.

    Esta publicação (na foto) que está no grupo Taiobeiras.com (Site de relacionamentos Facebook) me faz revirar o estômago pelos seguintes motivos:

    1. Eu fiz Política com P maiúsculo: com ideias, com argumentos, sem ofender pessoas, realizando crítica política e assumindo definitivamente aquilo ao qual os cidadãos plenos são chamados a ser: protagonistas do destino e da história. Poucos tem essa ousadia e essa coragem. Por isso, poucos serão lembrados.

    2. Entristece-me o fato de ser citado “(LEVON E OUTROS)… ” numa publicação tão míope, por uma pessoa que, até o momento em que tomei conhecimento do que escreveu, eu nutria respeito e afeição. Independente do lado em que as pessoas votam, eu continuo respeitando e admirando as que agem com respeito para comigo. Isso é ser civilizado. Relembro, no entanto, que ser civilizado não significa ser acomodado. Estou estudando a possibilidade de entrar formalmente em juízo para exigir retratação ao que considero danoso à minha pessoa e à minha imagem, não somente nesta postagem, bem como em outras, de autorias variadas.
    3. Não entendo como uma educadora pode passar, em rede mundial de internet, tamanho recibo de alienação; falta de decoro e ética; e de baixo nível cultural e cidadão. Simplesmente lamentável. Quando os ânimos serenarem e a poeira baixar, com certeza, sentirá vergonha do que escreveu.
    4. E é mais repugnante ainda que tantas pessoas “ditas cultas” tenham curtido ou comentado tamanha estultice.
    5. Nenhuma comemoração de vitória política deveria descer ao nível do ridículo aparvalhado como esta em questão.
    Logo, somente lamento o fato de perder a admiração e o respeito pela pessoa que escreveu. É isto que, de fato, me entristece. O restante, faz parte do jogo político!
  • Em Taiobeiras, a Esperança é Azul

    Meus irmãos e minhas irmãs do 12 (tomo a liberdade chamá-los assim, de irmãos, pois nos transformamos em uma família nestes últimos três meses).

    Fizemos, talvez, a maior mobilização popular da história deste município. Lutamos pelos mais necessitados (por eles e, principalmente, com eles). Apresentamos a melhor proposta. Fizemos a campanha mais bela. Agimos com honestidade e respeito. Buscamos fazer Política com P maiúsculo, pelo bem comum. Clamamos por Justiça e Paz.


    Então, apesar da aparente derrota, somos Campeões da Consciência.

    Cabeça erguida, sempre! O Senhor da História caminha ao nosso lado.

    Perdão a quem eu decepcionei. Obrigado a todos os que colaboraram. A Justiça vem de Deus (só dele).
  • Mais tempo para a política taiobeirense

    Amigos e amigas deste blog:

    Darei uma pausa por aqui nos próximos meses. Porém, de vez em quando, se surgir algo que mereça um destaque, aparecerei para escrever.

    Nesse período, vou me dedicar um pouco mais à militância partidária.

    Vamos juntos!

  • São João no nosso tempo de criança

    Em termos de festejos populares, para a minha infância a Festa de São João sempre foi mais esperada e animada do que até mesmo o Natal.

    As bandeirolas, a bandeira, as quadrilhas, a fogueira, as comidas típicas, os traques… Cheiro de infância, de inocência e de alegria.

    Muitas fogueiras aqui na Rua Governador Valadares (Bairro Nossa Senhora de Fátima, Taiobeiras/MG) no tempo em que ainda não tinha calçamento, lá pelos anos 80. Desejávamos tão pouco e éramos imensamente felizes.

    Grande saudade dos amigos da mesma geração que o tempo tratou de afastar na idade adulta. Saudades de seu Tim do DER, vizinho de muro, hoje já não mais entre nós. Dia de São João na casa dele era de lei ter fogueira e mesa farta. E convidava a todos da vizinhança para com ele festejar.

    Nostalgia mesmo! Continuidade também. Fiz fogueira para os meus filhos. Comprei traques e chuvinhas para eles. Estou cumprindo meu papel de repassar a tradição e os costumes gentis do nosso povo. O que é bom não pode ser esquecido.

    Feliz São João para todo mundo! Que a luz da fogueira irradie imensa alegria para os corações tão obscurecidos pela falta de candura e gentileza que, supostamente, impera em nossos dias.
  • Artigo do Levon: Bons líderes e boas ações

    * Artigo escrito em outubro de 2009.

    A sociedade atual necessita de bons exemplos (cf. Mt 7,17). Mais que isto, precisa urgentemente de líderes que exemplifiquem os bons valores com a prática de suas vidas. Não devemos nos conformar em ver nossos filhos seguirem a moda das mulheres “frutas”, o ranço dos bandidos “da hora”, a ética dos políticos vigaristas ou o exibicionismo das celebridades que nada produziram de célebre (cf. Rm 12,2).

    Os bons líderes não desapareceram, ao contrário do que se pode imaginar. Continuam por aí, distantes dos holofotes da grande mídia. Muitas vezes incompreendidos pelos próprios parentes e amigos. Vivem a gritar contra a “onda do momento”, a falsa modernidade. Atraem para si a ira do mundo (cf. Jo 15,18-26). São desprezíveis aos olhos da multidão consumista. Podemos citá-los: Chico Mendes, Dorothy Stang, Eloy Ferreira, Galdino Pataxó, Gisley Azevedo Gomes, Josimo Tavares, Margarida Alves, Oscar Romero, Santo Dias, Tito de Alencar, Vladimir Herzog, Zuzu Angel. Estes pagaram com a vida pela ousadia de enfrentar o “sistema”. Restos humanos para a humanidade decaída, por seu sacrifício, se revestiram de uma humanidade transcendente, luminosa, que se interliga à exuberância da glória divina (cf. Jo 16,12-15).

    Outros não ostentaram uma causa política ou religiosa, mas viveram os bons princípios como condição da sua própria identidade humana. “Lutaram o bom combate até o fim” (cf. 2Tm 4,7). Testemunhas anônimas, aptas ao tribunal da vida eterna (cf. Ap 6,10-11). Morreram injustamente como vítimas do tráfico, do preconceito racial-classista-machista-homofóbico, da violência urbana, dos ruralistas que matam sem-terras, dos predadores que destroem as florestas e o cerrado, das balas perdidas que os encontraram em suas trajetórias infernais, do sistema de saúde voltado exclusivamente para os ricos e da ganância desenfreada do aparato econômico (cf. Jr 5,28). Mártires de nossos dias, homens, mulheres, idosos e crianças que nunca se corromperam, injustamente foram imolados no altar idólatra do “deus-mercado” (cf. Ap 6,9). Salvos, estão de pé diante do trono da verdade. Vestem-se com roupas límpidas, paradoxalmente alvejadas num sangue precioso; e seguram palmas verdejantes nas mãos, a indicar a esperança futura (cf. Ap 7,9-15). Aguardam pelo momento em que a justiça do alto dará conta de todos os homens e mulheres (cf. Mt 25,31-46).

    Os bons líderes, a oferecerem bons exemplos, poderemos ser eu que escrevo ou você que lê este artigo (cf. Lc 4,18-19). Serão atingidos pelas nossas boas ações, os nossos filhos, irmãos, pais, amigos, colegas de trabalho e vizinhos. Também as demais pessoas com quem, em algum instante, nós nos encontrarmos e viermos a sentir suas dores e a tratar com carinho, benevolência, solidariedade, respeito e igualdade (cf. Lc 4,43).

    O custo de ser bom pode ser a mal-querência do mundo. O custo de ser mal pode ser o fracasso eterno (cf. Rm 6,23). Escolhamos “o caminho, a verdade e a vida” (cf. Jo 14,6).
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    26/02/2012                       
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  • Reunião do PT de Taiobeiras com Carlito Arruda

    Saindo a pouco da reunião do PT de Taiobeiras com o pré-candidato a prefeito pelo PDT, Carlito Arruda.


    Conversa muito produtiva. Carlito reafirmou o propósito de encabeçar a chapa dos partidos que compõem a base aliada do Governo Federal.

    Filiados do PT e simpatizantes fizeram várias perguntas e observações ao pré-candidato Carlito.

    A discussão continua até a convenção municipal.
  • Encontro político em Belo Horizonte

    Marco Maia, Levon Nascimento e Reginaldo Lopes

    Tive a oportunidade de participar do IV Encontro do Coletivo do Mandato do Deputado Federal Reginaldo Lopes em Belo Horizonte. Entre as discusões, o processo eleitoral de 2012 e a proposta de reformulação do Ensino Médio encampada pelo deputado. Na todo estou eu, ladeado à esquerda pelo deputado Marco Maia (PT/RS), presidente da Câmara Federal e à direita pelo deputado Reginaldo Lopes, presidente do PT de Minas Gerais.