Tag: Lula

  • Prestação de Contas: Governo Lula leva desenvolvimento e inclusão a Taiobeiras

    Prestação de Contas: Governo Lula leva desenvolvimento e inclusão a Taiobeiras

    Contra dados e fatos não há argumentos.Veja o que Lula já investiu em Taiobeiras em seu 3º mandato.
    Por Levon Nascimento

    O Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem garantido, desde 2023, uma série de investimentos que fortalecem o desenvolvimento econômico e social de Taiobeiras (MG). Em apenas dois anos, o município recebeu mais de R$ 196 milhões em transferências diretas do governo federal — sendo R$ 99,4 milhões em 2024 e R$ 96,7 milhões em 2023 — valores aplicados em obras, programas sociais, saúde, habitação, cultura e agricultura.

    Na área social, o Bolsa Família é um dos pilares do apoio às famílias de baixa renda: 3.929 famílias taiobeirenses são beneficiadas, com média de R$ 656,99 mensais, e 86,49% delas são chefiadas por mulheres. Esse dado reforça a política de inclusão e combate à pobreza liderada pelo governo federal.

    Na saúde, o impacto é igualmente expressivo. O Mais Médicos conta hoje com 16 profissionais atuando no município, ampliando o acesso da população à atenção básica. O Brasil Sorridente mantém uma equipe de saúde bucal e um Centro de Especialidades Odontológicas custeado pelo governo federal. Além disso, o governo Lula garantiu R$ 6,39 milhões em repasses para o cumprimento do piso nacional da enfermagem, assegurando valorização e estabilidade aos profissionais da área. Pela Farmácia Popular, 3.043 pessoas foram atendidas em 2024, a maior parte com medicamentos gratuitos.

    A cultura também foi valorizada: Taiobeiras recebeu R$ 324 mil pela Lei Paulo Gustavo e R$ 263 mil pela Lei Aldir Blanc, destinados ao fomento de iniciativas culturais locais e à valorização de artistas da região.

    No campo, o incentivo à produção rural tem fortalecido tanto o agronegócio quanto a agricultura familiar. Em 2024, o Plano Safra garantiu 18 contratos de crédito que somaram R$ 5,7 milhões, enquanto o Pronaf firmou 326 contratos, totalizando R$ 5,8 milhões, beneficiando centenas de pequenos produtores e famílias agricultoras.

    A habitação também avançou: o programa Minha Casa, Minha Vida assegurou 128 moradias populares, com R$ 13,2 milhões investidos, e mais dois novos empreendimentos já selecionados atenderão 71 famílias de baixa renda, reforçando o direito à moradia digna.

    Esses resultados demonstram que Taiobeiras tem recebido atenção constante e concreta do Governo Federal. As ações coordenadas entre os ministérios e programas estratégicos reafirmam o compromisso do presidente Lula com o desenvolvimento regional, a justiça social e a melhoria da vida dos brasileiros — uma gestão marcada por competência, diálogo e capacidade de reconstruir o país com foco nas pessoas.

    Fonte: Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

    Leia também: Dilexi te: o que a primeira exortação do Papa Leão XIV tem a dizer a Taiobeiras?

  • Anistia nunca mais: por que o Brasil não pode perdoar golpistas que querem implantar a ditadura de novo

    Anistia nunca mais: por que o Brasil não pode perdoar golpistas que querem implantar a ditadura de novo

    A Lei da Anistia de 1979, apesar de suas graves limitações — como o perdão aos torturadores e ditadores —, teve um papel histórico: permitiu a incorporação dos que lutavam contra o regime militar à vida política e abriu caminho para a redemocratização. Foi nesse processo que emergiram lideranças como Ulysses Guimarães, Lula, Dilma Rousseff, Fernando Henrique Cardoso, Brizola e Luiz Carlos Prestes, culminando na eleição indireta de Tancredo Neves. A anistia, naquele contexto, funcionou como uma ponte para a democracia.

    O cenário atual é muito diferente. Vivemos em plena democracia e, por isso, propor anistia para os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 não significaria reconciliação, mas sim impunidade. Diferentemente de 1979, não há um regime autoritário a ser superado. O que existe é uma tentativa frustrada de destruir o Estado democrático de direito. Conceder perdão a extremistas de direita seria um convite para novos atentados contra as instituições.

    A história mostra que a indulgência com golpistas nunca ensinou a lição necessária. Juscelino Kubitschek, por exemplo, concedeu anistia a militares que tentaram derrubá-lo em sucessivas conspirações. O resultado foi que eles continuaram tramando até conseguirem, em 1964, instalar uma ditadura que perseguiu, torturou e matou opositores. A lógica é clara: quando golpistas percebem que não serão punidos, voltam a agir com ainda mais ousadia.

    O voto recente do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal foi exemplar. Em exposição firme e didática, ele demonstrou que os crimes de 8 de janeiro foram uma tentativa organizada de golpe de Estado, com ataques ao Congresso, ao STF e ao Palácio do Planalto. Não se tratou de “pichação” ou “protesto pacífico”, mas de uma ofensiva coordenada para romper a ordem constitucional. Julgar e punir esses crimes não é vingança: é defesa da democracia.

    É a primeira vez que a Justiça brasileira enfrenta golpistas com verdadeiro rigor. Que isso sirva de lição. Perdoar novamente, como em tantos episódios do passado, seria repetir os erros que custaram caro ao país. O Brasil precisa mostrar que democracia não é negociável: quem tenta destruí-la deve responder por seus atos, sem atalhos, sem anistia e sem impunidade.

  • Lei Magnitsky contra o Brasil: Soberania não se negocia!

    Lei Magnitsky contra o Brasil: Soberania não se negocia!

    O que está em jogo, mais do que a reputação de um magistrado ou um episódio isolado de política internacional, é a própria soberania do Brasil. A decisão do governo dos Estados Unidos, ainda sob influência do trumpismo, de aplicar a chamada Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes escancara uma nova forma de agressão externa: a guerra híbrida travestida de moralidade internacional.

    Criada em 2012 como resposta à morte do advogado russo Sergei Magnitsky após denúncias de corrupção, a lei foi idealizada para punir graves violações de direitos humanos e atos de corrupção sistêmica. No entanto, ao ser utilizada agora contra um ministro da Suprema Corte brasileira, ela se revela distorcida, transformada em instrumento de pressão política. As acusações da política de extrema-direita de Trump ignoram por completo o fato de que as decisões de Moraes passaram pelo crivo do plenário do STF e foram respaldadas por fundamentos constitucionais. A imposição de sanções, como o bloqueio de bens e a proibição de transações com entidades americanas, expõe um ato de ingerência e desrespeito à autonomia das instituições brasileiras.

    Trata-se de uma escalada agressiva que deve ser lida no contexto mais amplo da atual relação entre Brasil e Estados Unidos. Em um curto intervalo, Washington adotou uma série de medidas que ferem diretamente os interesses nacionais. Em 9 de julho de 2025, tarifas de 50% foram anunciadas sobre exportações brasileiras, coincidindo com as investigações sobre a tentativa de golpe bolsonarista. Dias depois, vieram as restrições de visto a ministros do STF. Por fim, em 30 de julho, Moraes foi sancionado. A cronologia não deixa dúvidas: não se trata de episódios isolados, mas de uma campanha articulada. Como bem afirmou o líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias: “Não é um ataque a um ministro, é um ataque ao Brasil”.

    O cenário se agrava com a atuação de setores da extrema-direita brasileira, antipatrióticos e traidores do Brasil, que se aliaram a interesses estrangeiros. Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente réu em tentativa de abolição violenta da democracia, licenciado da Câmara dos Deputados, teve papel central nessa ofensiva. Reportagens internacionais, como as do Washington Post, mostram que ele se comportou como verdadeiro agente estrangeiro, incentivando empresas brasileiras a levarem seus investimentos aos Estados Unidos, ao passo que celebrava as sanções a Moraes como “marco histórico”. Essa postura se inscreve na lógica do entreguismo e da sabotagem econômica contra o próprio país natal. Mais do que deslealdade institucional, trata-se de um comportamento que fere diretamente o Código de Ética Parlamentar e a ordem constitucional. A ausência de um tipo penal específico para o crime de lesa-pátria não exime a gravidade desses atos — eles devem ser enfrentados com responsabilização política urgente.

    Diante dessa conjuntura hostil, a reação do Brasil precisa ser estratégica e equilibrada. Firme, porém inteligente. A Advocacia-Geral da União, pelas palavras de Jorge Messias, já sinalizou que todas as medidas legais serão adotadas para proteger as instituições brasileiras, inclusive em instâncias internacionais. É fundamental, no entanto, que o país não entre no jogo da retaliação econômica: o protecionismo de curto prazo, segundo estudos do Peterson Institute, só é eficaz em 23% dos casos e pode agravar as tensões comerciais. A prioridade deve ser a defesa da ordem constitucional, como reiterou o ministro Flávio Dino ao afirmar que Moraes está apenas cumprindo seu dever institucional.

    Essa coesão entre os Poderes é a principal arma contra as tentativas de desestabilização. Em paralelo, a diplomacia brasileira deve intensificar a articulação com blocos e países que valorizem o multilateralismo, como os BRICS e a União Europeia. É preciso isolar o unilateralismo norte-americano e construir uma frente internacional de defesa da legalidade e da soberania.

    Como destacou o próprio Jorge Messias, “soberania não se negocia”. A tentativa de transformar o Brasil em um laboratório para ações extraterritoriais de Washington deve ser enfrentada com toda a energia do Estado brasileiro e com a mobilização de sua sociedade civil. Este é o momento de união nacional — acima de partidos, ideologias e disputas internas. O ataque a Moraes é uma farsa jurídica e uma tentativa de proteger um aliado político de Trump (Jair Bolsonaro), ao custo da própria Independência do Brasil. Ceder seria admitir que o país pode ser governado de fora, voltar a ser colônia de fato. E isso, a História nos ensina, sempre termina em subordinação e atraso.

    A grandeza de uma nação não está em sua submissão, mas em sua capacidade de resistir. O Brasil, com sua democracia ainda jovem, tem o dever de reagir à altura. Porque uma pátria que se respeita, se defende.

  • O Rubicão do Brasil

    O Rubicão do Brasil

    A seguir, uma síntese opinativa dos textos jornalísticos que li no domingo, 20 de julho de 2025.

    Imagine um general romano parado à beira de um rio estreito no norte da Itália, em 49 a.C. Seu nome é Júlio César. A lei proíbe que ele cruze esse córrego chamado Rubicão com suas tropas — pois fazê-lo seria declarar guerra a Roma. Ele hesita, sabendo que não haverá volta. Então profere a frase famosa: “Alea iacta est” (a sorte está lançada). Ao avançar, desencadeia uma guerra civil, mas também redefine o destino de um império.

    Hoje, o Brasil se vê diante de seu próprio Rubicão geopolítico. Não por ambição, como César, mas “por necessidade de sobrevivência“. Os EUA de Trump lançaram um ataque sem precedentes: tarifas de 50% sobre nossos produtos, bloqueio de vistos de autoridades do STF e do Ministério Público, e retórica que trata nossa soberania como um incômodo (BRASIL 247, 2025a).

    A geografia das relações internacionais explica o contexto:

    • Antes do Rubicão: O Brasil mantinha parcerias equilibradas com EUA, Europa e Ásia.
    • Depois do Rubicão: Trump transformou o comércio em “jogo de soma zero” — se os EUA ganham, alguém precisa perder. Seu projeto é um “Império hobbesiano”, de vigilância e controle total do mundo, baseado na força bruta (BRASIL 247, 2025b).

    Mas há uma diferença crucial:

    “Não se trata de antiamericanismo. O Brasil é simplesmente pró-Brasil (Julián Marías, citado em BRASIL 247, 2025c).

    Enquanto Trump tenta nos encurralar, Lula reúne-se no Chile com presidentes da Espanha, Chile, Colômbia e Uruguai. Juntos, publicaram em 20/07/2025 um manifesto claro: “Não cabe imobilismo nem medo” diante de autoritarismos (LULA et al., 2025). A mensagem ecoa César, mas com propósito oposto — não à conquista, mas a defesa do multilateralismo.

    Internamente, até governadores bolsonaristas criticaram as tarifas de Trump, e o agronegócio buscou diálogo com Lula para tentar reverter a tragédia encomendada por Jair Bolsonaro ao filho Eduardo, em missão de traição à Pátria brasileira na Casa Branca (BRASIL 247, 2025d).

    A travessia redefine nosso lugar no mundo:

    • Submeter o país a um império que vê autonomia como afronta.
    • Ou intensificar alianças com o Sul Global, destino de 63% das nossas exportações (BRASIL 247, 2025a).

    O Brasil não escolheu esta crise. Foi empurrado a ela pela família traidora de Bolsonaro. Mas enquanto César cruzou por ambição, nós o fazemos por um imperativo nobre:

    “Autonomia não é discurso. É sobrevivência (BRASIL 247, 2025b).

    A sorte está lançada. Resta saber se seremos espectadores da história… ou seus autores.

    REFERÊNCIAS

    AGÊNCIA GOV. Lula, Boric, Sánchez, Orsi e Petro escrevem: “Não cabe imobilismo nem medo”. Notícias, 2025. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202507/lula-boric-sanchez-orsi-e-petro-escrevem-nao-cabe-imobilismo-nem-medo. Acesso em: 20 jul. 2025.

    BRASIL 247. Alvo do império, o Brasil tem um líder em papel inédito e precisa valorizá-lo: Lula. Editoriais 247, 2025a. Disponível em: https://www.brasil247.com/editoriais247/alvo-do-imperio-o-brasil-tem-um-lider-em-papel-inedito-e-precisa-valoriza-lo-lula. Acesso em: 20 jul. 2025.

    BRASIL 247. Lula viaja ao Chile onde participa de cúpula de presidentes em defesa da democracia. América Latina, 2025b. Disponível em: https://www.brasil247.com/americalatina/lula-viaja-ao-chile-onde-participa-de-de-cupula-de-presidentes-em-defesa-da-democracia. Acesso em: 20 jul. 2025.

    BRASIL 247. O Brasil está sendo forçado a cruzar um Rubicão geopolítico. Blog, 2025c. Disponível em: https://www.brasil247.com/blog/o-brasil-esta-sendo-forcado-a-cruzar-um-rubicao-geopolitico. Acesso em: 20 jul. 2025.

    BRASIL 247. Trump está querendo enfraquecer o principal líder da esquerda mundial, que é o Brasil, diz Mantega. Entrevistas, 2025d. Disponível em: https://www.brasil247.com/entrevistas/trump-esta-querendo-enfraquecer-o-principal-lider-da-esquerda-mundial-que-e-o-brasil-diz-mantega. Acesso em: 20 jul. 2025.

  • Bolsonaro traiu o Brasil. Mas, quem duvidava disso?

    Bolsonaro traiu o Brasil. Mas, quem duvidava disso?

    Em um enredo que mistura tragédia grega, farsa política e reality show, a família Bolsonaro elevou a “traição à pátria” de crime hediondo a plataforma de carreira. Nas últimas semanas, assistimos a um espetáculo digno de roteiristas de Hollywood: Eduardo Bolsonaro, instalado nos EUA como lobista de si mesmo, implorava a Donald Trump que “defendesse meu pai”. O resultado? Trump, em gesto de “solidariedade”, anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros – um abraço de urso, uma amizade de onça. 

    Jair Bolsonaro, que antes se vestia de verde-amarelo até para dormir, agora financia o filho com 2 milhões para conspirar contra o Brasil do exterior. Enquanto isso, em Brasília, o ex-presidente recebe a PF de pijama e é presenteado com uma tornozeleira eletrônica – acessório que, diga-se, combina mais com seu novo estilo de vida do que as botas de capitão. O mesmo homem que gritava “Brasil acima de tudo” agora sussurra “Trump acima do Brasil” (Trump above Brazil) nos ouvidos do magnata. 

    Eduardo pedia a Trump sanções seletivas contra ministros do STF, sonhando com a Lei Magnitsky como “sniper jurídico”. O que ganhou? Uma bomba atômica tarifária que desemprega brasileiros, estrangula o agronegócio e afunda a indústria. Como bem resumiu um analista: “Pediam um sniper e ganharam uma bomba atômica”. A reação do clã? Um lacônico “lamento” – eco assustadoramente familiar dos tempos pandêmicos. “Quer que eu faça o quê? Não sou coveiro” – disse o Jair em vez de comprar vacinas.

    Enquanto o país calcula prejuízos bilionários, Bolsonaro posa de vítima: “Suprema humilhação”, lamenta, ao vestir a tornozeleira. Ignora que a humilhação real é ver um ex-presidente acusado de atentar contra a soberania nacional, traição em Seu mais alto grau. Seu conselho a Lula? “Negocie com Trump!”. Sim, o mesmo Trump que ele armou contra o Brasil. Quem duvidava que a hipocrisia atingiria níveis olímpicos? 

    Até ex-diplomatas, homens de linguagem comedida, romperam o decoro: “É um caso claro de traição à pátria”. Lula, em tom cáustico, sintetizou: “Quem se abraça na bandeira americana é patriota falso”. E o STF, ao impor a tornozeleira e bloquear contatos com embaixadas, enviou um recado: traidores não merecem salvo-conduto, mas monitoramento constante. 

    Eduardo, do exílio dourado, ameaça seu próprio país: “Ninguém bate de frente com Trump!”. Esqueceu que, em 2025, seu pai virou apenas um pé-frio com tornozeleira, e o Brasil, um país que aprendeu: patriotismo de hashtag não paga a conta do desemprego. 

    Para os Bolsonaros, “Brasil acima de tudo” era slogan, não promessa. Já para o resto do país, a piada acabou – e a conta chegou.

  • O álibi de Trump: defendendo Bolsonaro para atacar o Brasil 

    O álibi de Trump: defendendo Bolsonaro para atacar o Brasil 

    A carta de Donald Trump em defesa de Jair Bolsonaro, divulgada em 17 de julho de 2025, foi chamada pelo governo Lula de “efeito nulo”. Mas a verdade é mais grave: a suposta solidariedade ao ex-presidente brasileiro é uma cortina de fumaça para atacar nossos interesses econômicos. Trump mesmo admitiu ao justificar tarifas de 50% contra o Brasil: “Estamos fazendo isso porque eu posso” (G1, 2025). 

    Por trás do discurso de “liberdade”, esconde-se uma guerra comercial. Eduardo Bolsonaro, atuando nos EUA, pressionou Trump após pedidos de condenação de seu pai, como confessou em nota: “Mantivemos diálogo com autoridades americanas […] para apresentar a realidade do Brasil” (GGN, 18.jul.2025). O resultado? Tarifas que atingem US$ 20 bilhões em exportações brasileiras de aço, petróleo e aviação. 

    O alvo real é nossa soberania econômica. A agência comercial americana (USTR) ataca o Pix, sistema público usado por 170 milhões de brasileiros, acusando-o de “prática desleal”. Para o jornalista Luís Nassif, isso revela o pânico das empresas americanas ante um sistema que reduziu o domínio de Visa e Mastercard (NASSIF, 2025). 

    A contradição é gritante: Trump alega defender liberdades, mas tenta estrangular uma ferramenta que democratizou o acesso financeiro. Como alertou o economista Paul Krugman: “É tudo sobre punir o Brasil por julgar Bolsonaro” (apud NASSIF, 2025). 

    O custo é real: as tarifas podem reduzir nosso PIB em 0,4% (GOLDMAN SACHS, 2025). Mas a reação uniu o Brasil: 72% dos brasileiros rejeitam as medidas (Datafolha, jul.2025), e até governadores de oposição buscam saídas diplomáticas. 

    Como sintetizou Lula: “O Brasil não é quintal de ninguém” (2023). A defesa de Bolsonaro é só um cavalo de Troia para enfraquecer um país que ousa desafiar a hegemonia econômica americana – com BRICS, moedas locais e tecnologia própria. A medida judicial que restringe Bolsonaro em julho de 2025 simboliza o fim dessa aliança tóxica. 

    A lição de Nassif ecoa: sem autonomia industrial e tecnológica, seremos reféns.

    Fontes:

    – G1. “Governo Lula reage a tarifas de Trump”. 17.jul.2025. 
    – GGN. “Eduardo Bolsonaro admite lobby por medidas contra Brasil”. 18.jul.2025. 
    – FOLHA DE S.PAULO. “Impacto das tarifas nas exportações”. 16.jul.2025. 
    – USTR. “Investigação sobre práticas comerciais do Brasil”. 15.jul.2025. 
    – NASSIF, L. “A indústria do cartão e o Pix”. GGN, 10.jul.2025. 
    – MDIC. “Balança comercial Brasil-EUA”. 14.jul.2025. 
    – GOLDMAN SACHS. “Relatório de impacto tarifário”. 19.jul.2025. 
    – DATAFOLHA. “Avaliação da política externa”. Jul.2025. 
    – ESTADÃO. “Governadores buscam diálogo com EUA”. 20.jul.2025. 
    – VALOR ECONÔMICO. “Haddad classifica tarifas como agressão”. 17.jul.2025. 
    – LULA. Discurso na Cúpula do Mercosul. 2023.

  • Brasil Soberano: Quando a Constituição vira escudo

    Brasil Soberano: Quando a Constituição vira escudo

    Texto voltado para alunos que vão fazer o ENEM. Tema: Soberania nacional.

    Em julho de 2025, o Brasil acorda com uma notícia pesada: Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, decide cobrar uma tarifa de 50% sobre tudo o que o Brasil exporta para lá. A medida passa a valer no dia 1º de agosto.

    O motivo? Trump alega que o Brasil está censurando redes sociais americanas e critica o julgamento de um ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, acusado de não respeitar o resultado das eleições democráticas e tentar dar um golpe de Estado. Ele chama o processo no Supremo Tribunal Federal (STF) de “vergonha internacional” e “caça às bruxas”.

    Mas essa não é só uma briga comercial. É um ataque direto à soberania do Brasil, ou seja, ao direito de decidir os próprios caminhos sem interferência de outros países. Esse direito está logo no começo da nossa Constituição de 1988, no Artigo 1º: o Brasil é um Estado Democrático de Direito fundado na soberania popular.

    A resposta do governo brasileiro vem rápida e com base na lei. O atual Presidente do Brasil, Lula, usa a Lei de Reciprocidade Econômica, mostrando que o país também sabe se defender. Ele cita o Artigo 4º da Constituição, que fala da não-intervenção nos assuntos internos de outros países. Em um discurso no Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), o Presidente Lula afirma: “Esse país só é soberano porque o povo brasileiro tem orgulho dele.”

    E anuncia: “Vamos cobrar imposto das empresas digitais norte-americanas.”

    Ou seja, a resposta é clara: se tentam prejudicar o Brasil, o país reage – mas sempre respeitando as regras do jogo.

    O problema fica ainda mais sério porque Trump tenta dar palpite em decisões da Justiça brasileira. Ele pede a anistia do ex-presidente acusado de tentar um golpe, algo que ataca diretamente o Artigo 5º da Constituição, que garante a independência do nosso Judiciário. Como diz Rubens Ricupero, ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos: “É uma intervenção inaceitável contra a soberania nacional.”

    Essa situação traz uma lição importante: a Constituição de 1988 não é só um papel guardado em Brasília. Ela é um escudo real que protege o Brasil de ameaças externas e internas. Quando o Presidente Lula declara que Trump “não é imperador do mundo”, ele repete a ideia de Ulysses Guimarães, que em 1988 chama a Constituição de “repúdio ao autoritarismo”.

    Outro ponto importante da crise é a liberdade de expressão. Trump acusa o Brasil de censura, mas esquece que o Artigo 220 da Constituição diz que é proibido restringir a liberdade de imprensa. Só que a mesma Constituição também afirma que as plataformas digitais precisam ser responsabilizadas se espalharem fake news, discurso de ódio ou ameaças à democracia. Como o atual Presidente Lula diz na UNE: “Não aceitamos que, em nome da liberdade de expressão, se façam agressões e mentiras.”

    O STF (Supremo Tribunal Federal) decide recentemente que as big techs precisam moderar postagens criminosas. Isso não é censura; é proteger a sociedade.

    Se você vai fazer a redação do ENEM, esse caso é um ótimo exemplo para discutir temas como:

    1. Soberania popular (Art. 1º da Constituição): o povo brasileiro decide os caminhos do país. As manifestações das “Diretas Já” e a eleição de 2022 mostram isso.

    2. Autodeterminação (Art. 4º): cada país tem o direito de resolver seus problemas sem interferência externa. Por isso, o Presidente da República afirma: “Somos um país soberano.”

    3. Função social do Estado (Art. 3º): quando um país mais rico impõe tarifas pesadas, isso prejudica a economia e aumenta as desigualdades. Isso vai contra a Constituição, que quer um Brasil mais justo e menos desigual.

    O ministro Ayres Britto resume bem: “A harmonia entre os Poderes é desejável, mas a independência é imprescindível.”

    Em 2025, o Brasil está sendo testado justamente nessa independência. E o seu papel, jovem, é entender que soberania não é um discurso vazio; é a base da democracia.

    O Artigo 3º da Constituição diz que devemos construir “uma sociedade livre, justa e solidária”. Isso significa que o Brasil não pode ser submisso a interesses estrangeiros.

    💡 Dica para o ENEM: Use a frase do Presidente Lula – “O Brasil não é refém de ninguém” – para mostrar como a soberania está ligada à dignidade humana. O Artigo 1º, III da Constituição diz que a dignidade é um dos pilares do Estado brasileiro.

    Fontes:
    BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988.
    Carta de Donald Trump ao governo brasileiro (09/07/2025). Tradução: Agência Brasil.
    Discurso do Presidente da República no 60º CONUNE (17/07/2025). G1 e Teletime.
    RICUPERO, Rubens. Entrevista à CartaCapital (09/07/2025).

  • A semana que encerra e os desafios do Brasil: soberania, justiça e o futuro da Nação

    A semana que encerra e os desafios do Brasil: soberania, justiça e o futuro da Nação

    O Brasil sob ataque

    A semana que finda em 12 de julho de 2025 entrará para a história como um divisor de águas na trajetória brasileira. Entre ameaças externas, tensões políticas domésticas e desafios econômicos estruturais, o Brasil viu-se diante de uma encruzilhada que testou sua soberania, sua coesão institucional e seu projeto de nação. A imposição de tarifas de 50% por Donald Trump aos produtos brasileiros, justificada como represália às investigações contra Jair Bolsonaro, não foi apenas um ato econômico: foi uma declaração de guerra assimétrica contra a democracia brasileira.


    1. A ingerência externa e a resposta brasileira

    A chantagem como ferramenta geopolítica

    A carta pública de Donald Trump, vinculando tarifas comerciais à interferência no processo judicial contra Bolsonaro, configurou um inédito ataque à soberania nacional. Como destacou José Dirceu, trata-se de uma “conspiração contra o Brasil”, onde o bolsonarismo atuou como vetor de interesses estrangeiros: “Bolsonaro e seus filhos devem ser processados por traição e conspiração contra a segurança nacional”. A reação de Lula foi imediata e contundente: invocou a Lei de Reciprocidade Econômica e afirmou que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém”.

    O paradoxo de Trump: um tiro no pé

    Analistas como Juan Pablo Spinetto (Bloomberg) apontam que a medida de Trump pode fortalecer Lula politicamente. Ao unir a opinião pública em torno da defesa da soberania, Trump desvia o foco da oposição e fragiliza aliados de Bolsonaro, como Tarcísio de Freitas, que se alinhou publicamente ao presidente estadunidense.

    “Ao se envolver no caso de Bolsonaro, Trump acaba prejudicando inadvertidamente as melhores chances da direita de derrotar Lula” – JP Spinetto.


    2. As fraturas internas: bolsonarismo e submissão

    Tarcísio e a inversão institucional

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, protagonizou um episódio surreal: telefonou a ministros do STF para propor a devolução do passaporte de Bolsonaro, permitindo que ele “negociasse” com Trump o fim das tarifas. Leonardo Sakamoto sintetizou o absurdo: “Tarcísio jogou a institucionalidade no lixo e agiu como office boy de Bolsonaro”. A atitude ignora que o confisco do passaporte visa impedir a fuga de um investigado por tentativa de golpe de Estado.

    A elite conivente e seu despertar tardio

    Dirceu critica a conivência das elites econômicas com o bolsonarismo, que fecharam os olhos ao financiamento do 8 de janeiro e à estadia ilegal de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Agora, com perdas concretas – como 58 contêineres de pescados barrados nos EUA –, parte delas reage.


    3. Os desafios estruturais: entre a reindustrialização e a justiça tributária

    A economia fechada e a desindustrialização

    Vitor Lippi (deputado federal) alerta que o Brasil tem “baixa integração às cadeias globais de valor” e é uma “economia fechada”, dependente de commodities. Apesar de cases de sucesso como Embraer e Weg, falta uma estratégia agressiva de inserção internacional.

    A taxação dos super-ricos: uma questão de equidade

    Neste contexto, a defesa da taxação de grandes fortunas por Walter Salles Jr. – ele mesmo herdeiro de uma das 50 maiores fortunas do Brasil – ecoa como um manifesto ético: “É importante corrigir as distorções de um sistema que cobra mais de quem tem menos”. Sua posição simboliza o amadurecimento de setores privilegiados que entendem que a justiça fiscal é um pilar da coesão social.


    4. Geopolítica: BRICS, China e o novo multilateralismo

    A solidariedade dos BRICS

    A resposta de Lula às tarifas não se limitou ao plano bilateral: articulou-se no âmbito dos BRICS. A China já criticou publicamente as tarifas de Trump, afirmando que “não devem ser usadas como instrumentos de coerção”. O bloco representa um contraponto ao unilateralismo estadunidense e um canal para diversificar parcerias.

    A guerra cibernética e a soberania digital

    Celso Amorim (ex-ministro da Defesa e das Relações Exteriores) lembra que o Brasil já sofreu ataques cibernéticos contra empresas e instituições de Estado. Em um mundo onde “a linha entre espionagem e guerra é tênue”, a soberania digital é um novo front de defesa nacional.


    5. Os pilares para reconstrução

    A semana que encerra expôs feridas abertas, mas também apontou caminhos:

    1. Soberania como valor absoluto: A resposta à chantagem de Trump deve ser técnica (Lei de Reciprocidade) e diplomática (articulação com BRICS).
    2. Justiça tributária como projeto nacional: A taxação de grandes fortunas, como defendida por Salles, é um passo para reduzir desigualdades históricas.
    3. Reindustrialização inclusiva: Integrar-se às cadeias globais de valor exige abrir a economia sem abdicar de políticas industriais estratégicas.
    4. Unidade democrática: A defesa das instituições – STF, TSE, Presidência – não é uma bandeira partidária, mas um imperativo cívico.

    “O Brasil é dos brasileiros” – Lula.

    Em um momento onde forças externas e internas buscam fragilizar o projeto nacional, a resposta deve ser a construção de um pacto social pela soberania, envolvendo empresários, trabalhadores e Estado. Como alertou Dirceu: “Hoje parece claro que quem está com Trump está contra o Brasil”. A semana que passou não foi apenas um teste: foi um chamado à reinvenção do Brasil como nação soberana, justa e globalmente relevante.

    REFERÊNCIAS

    DIRCEU, J. “Bolsonarismo e submissão a Trump colocam em risco a soberania nacional”. Brasil 247, 9 jul. 2025. Disponível em: https://www.brasil247.com/brasil/bolsonarismo-e-submissao-a-trump-colocam-em-risco-a-soberania-nacional-alerta-jose-dirceu. Acesso em: 11 jul. 2025.

    LULA, L. I. Reação a anúncio de tarifas de Trump. Twitter, 9 jul. 2025. Disponível em: https://iclnoticias.com.br/economia/lula-reagem-trump-tarifa-lei-brasileira/. Acesso em: 11 jul. 2025.

    SAKAMOTO, L. “Tarcísio joga institucionalidade no lixo e age como office boy de Bolsonaro”. UOL, 11 jul. 2025. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2025/07/11/tarcisio-joga-institucionalidade-no-lixo-e-age-como-office-boy-de-bolsonaro.htm. Acesso em: 11 jul. 2025.

    SPINETTO, J. P. “Ameaça tarifária de Trump pode fortalecer Lula”. Bloomberg via ICL Notícias, 11 jul. 2025. Disponível em: https://iclnoticias.com.br/economia/tarifa-trump-fortalecer-lula-spinetto/. Acesso em: 11 jul. 2025.

    LIPPI, V. “O desafio do Brasil para ser competitivo na produção global”. Poder360, 11 jul. 2022. Disponível em: https://www.poder360.com.br/opiniao/o-desafio-do-brasil-para-ser-competitivo-na-producao-global/. Acesso em: 11 jul. 2025.

    AMORIM, C. “Segurança Internacional: novos desafios para o Brasil”. Contexto Internacional, v. 35, n. 1, 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cint/a/BQqGv36X8LW7CN4tGbBRFrb/. Acesso em: 11 jul. 2025.

    SALLES, W. Discurso no Prêmio Faz a Diferença. ICL Notícias, 8 jul. 2025. Disponível em: https://iclnoticias.com.br/walter-salles-defende-taxacao/. Acesso em: 11 jul. 2025.

  • O tarifaço de Trump: agressão econômica e ofensa à soberania brasileira

    O tarifaço de Trump: agressão econômica e ofensa à soberania brasileira

    Segue uma síntese das leituras jornalísticas que fiz no calor da repercussão do injusto e equivocado “tarifaço” de Donald Trump ao Brasil. Compartilho para contribuir na sua formação de opinião.
    Levon Nascimento

    A decisão unilateral de Donald Trump de impor tarifas de 50% sobre exportações brasileiras aos EUA, anunciada em 9 de julho de 2025, transcende uma mera disputa comercial. Trata-se de uma manobra política articulada para interferir nos assuntos internos do Brasil, conforme demonstram as justificativas apresentadas pelo presidente norte-americano. Em sua carta oficial ao governo brasileiro, Trump vinculou explicitamente as tarifas ao processo judicial contra Jair Bolsonaro, classificando as investigações do STF como “caça às bruxas” e exigindo seu fim “IMEDIATAMENTE!” (CARTA CAPITAL, 2025c; BRASIL 247, 2025b). Essa intromissão descarada em nossa soberania judicial foi definida pelo ex-embaixador Rubens Ricupero como “intervenção inaceitável contra a nação brasileira” (CARTA CAPITAL, 2025b).

    A alegação de “déficits comerciais insustentáveis” apresentada por Trump colapsa ante aos dados concretos. Como destacam analistas, os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil há 15 anos consecutivos, acumulando US$ 410 bilhões nesse período (BRASIL 247, 2025d). Só em 2025, até maio, esse saldo positivo já atingia US$ 1,6 bilhão. A incoerência revela o verdadeiro propósito: servir de instrumento de pressão para beneficiar politicamente Bolsonaro, cujo filho, Eduardo Bolsonaro, encontrava-se nos EUA durante o anúncio das tarifas (CARTA CAPITAL, 2025a).

    Economicamente, a medida afetará setores estratégicos como café (onde o Brasil fornece 8 milhões de sacas/ano aos EUA), carnes, suco de laranja e aeronaves da Embraer – esta última com 60% de suas vendas atreladas ao mercado norte-americano (CARTA CAPITAL, 2025c). Estimativas do BTG Pactual projetam perdas de US$ 7 bilhões em 2025 (0,3% do PIB), com impacto inflacionário pelo dólar a R$ 5,60 (BRASIL 247, 2025g). Contudo, a capacidade de redirecionar exportações para os BRICS e Ásia atua como amortecedor, reduzindo a vulnerabilidade brasileira.

    A resposta do governo Lula combinou firmeza diplomática e ação prática. O presidente anunciou a Lei de Reciprocidade Econômica, estabelecendo tarifas equivalentes sobre produtos norte-americanos caso a OMC não suspenda a medida trumpista (ICL NOTÍCIAS, 2025a). Paralelamente, criou um comitê empresarial para reestruturar relações comerciais e articula uma frente internacional com parceiros estratégicos (ICL NOTÍCIAS, 2025b; BRASIL 247, 2025a). Como afirmou Lula: “Não aceitamos tutela. Somos um país soberano” (ICL NOTÍCIAS, 2025c), ecoando o sentimento de setores do agronegócio que apoiam a retaliação (BRASIL 247, 2025g).

    Ironicamente, a agressividade de Trump fortaleceu a unidade nacional em torno da soberania. A deputada norte-americana Alexandria Ocasio-Cortez denunciou o ato como “corrupção descarada” ao favorecer Bolsonaro (BRASIL 247, 2025f), enquanto o STF reafirmou sua autoridade ao ignorar as pressões externas (CARTA CAPITAL, 2025d). O episódio expõe a transformação dos EUA, sob a liderança trumpista, em “adversário do Brasil“, nas palavras do ex-embaixador em Washington (CARTA CAPITAL, 2025e).

    O tarifaço consolida-se como um marco geopolítico: demonstra que o Brasil possui instrumentos para defender seus interesses e que o unilateralismo comercial gera reações coordenadas. A articulação com os BRICS e a OMC sinaliza que a era da submissão a decisões extraterritoriais chegou ao fim. Nas palavras de Ricupero, essa “agressão sem precedentes exige resposta no mesmo nível” (CARTA CAPITAL, 2025c) – resposta que o Brasil está construindo com soberania e estratégia.

    REFERÊNCIAS

    BRASIL 247. Bolsonaro se curva a Trump e justifica tarifas contra o Brasil. 2025a. Disponível em: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/bolsonaro-se-curva-a-trump-e-justifica-tarifas-contra-o-brasil. Acesso em: 11 jul. 2025.

    BRASIL 247. Lula critica intromissão de Trump no Brasil: “Desaforo inaceitável e inadmissível”. 2025b. Disponível em: https://www.brasil247.com/brasil/lula-critica-intromissao-de-trump-no-brasil-desaforo-inaceitavel-e-inadmissivel. Acesso em: 11 jul. 2025.

    BRASIL 247. Lula anuncia mobilização internacional para enfrentar tarifaço de Trump. 2025c. Disponível em: https://www.brasil247.com/brasil/lula-anuncia-mobilizacao-internacional-para-enfrentar-tarifaco-de-trump. Acesso em: 11 jul. 2025.

    BRASIL 247. Entidades do agro e de setores empresariais apoiam reação de Lula contra Trump. 2025d. Disponível em: https://www.brasil247.com/economia/entidades-do-agro-e-de-setores-empresariais-apoiam-reacao-de-lula-contra-trump. Acesso em: 11 jul. 2025.

    CARTA CAPITAL. Bolsonaro “sentou na boca do canhão” que apontava para Lula. 2025a. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/mundo/bolsonaro-sentou-se-na-boca-do-canhao-que-apontava-para-lula/. Acesso em: 11 jul. 2025.

    CARTA CAPITAL. Intromissão de Trump em favor de Bolsonaro é um presente eleitoral para Lula, diz Ricupero. 2025b. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/politica/intromissao-de-trump-em-favor-de-bolsonaro-e-um-presente-eleitoral-para-lula-diz-ricupero/. Acesso em: 11 jul. 2025.

    CARTA CAPITAL. Tarifa de Trump não tem precedentes e exige reação do Brasil no mesmo nível, diz Ricupero. 2025c. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/economia/tarifa-de-trump-nao-tem-precedentes-e-exige-reacao-do-brasil-no-mesmo-nivel-diz-ricupero/. Acesso em: 11 jul. 2025.

    CARTA CAPITAL. A reação do STF à defesa de Donald Trump a Jair Bolsonaro. 2025d. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/politica/a-reacao-do-stf-a-defesa-de-donald-trump-a-jair-bolsonaro/. Acesso em: 11 jul. 2025.

    CARTA CAPITAL. Descontrolado, Trump torna os EUA adversários do Brasil, diz ex-embaixador em Washington. 2025e. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/economia/descontrolado-trump-torna-os-eua-adversarios-do-brasil-diz-ex-embaixador-em-washington/. Acesso em: 11 jul. 2025.

    ICL NOTÍCIAS. Tarifaco: Lula anuncia lei de reciprocidade se OMC não agir. 2025a. Disponível em: https://iclnoticias.com.br/tarifaco-lula-lei-reciprocidade-se-omc-nao-agir/. Acesso em: 11 jul. 2025.

    ICL NOTÍCIAS. Lula anuncia comitê com empresários como resposta a Trump. 2025b. Disponível em: https://iclnoticias.com.br/lula-anuncia-comite-empresarios-resposta-trump/. Acesso em: 11 jul. 2025.

    ICL NOTÍCIAS. Lula critica tarifacos, exalta multilateralismo e diz que Brasil não aceita tutela. 2025c. Disponível em: https://iclnoticias.com.br/lula-critica-tarifacos-exalta-multilateralismo/. Acesso em: 11 jul. 2025.

  • A retomada do emprego formal no Brasil sob o 3º Governo Lula

    A retomada do emprego formal no Brasil sob o 3º Governo Lula

    Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), consolidados entre 2023 e 2024, revelam um cenário promissor para o mercado de trabalho brasileiro: 2,1 milhões de empregos formais criados nesse período, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Esse resultado, que inclui uma média mensal de 87,5 mil vagas com carteira assinada, reflete a recuperação econômica sustentada e a eficácia de políticas públicas focadas na geração de emprego, na reindustrialização e na redução das desigualdades regionais.

    Em 2023, primeiro ano do terceiro governo Lula, o país gerou 1,483 milhão de postos formais, o melhor desempenho desde 2010, excluindo o ano atípico de 2021 (pós-flexibilização da pandemia). Em 2024, apesar de um contexto global desacelerado, o Brasil manteve a trajetória positiva, com 618 mil vagas criadas apenas nos primeiros sete meses (até julho), projetando um total anual próximo a 1 milhão. Tais números consolidam uma reversão clara da estagnação do período 2016-2022, quando a taxa média de desemprego atingiu 12,5% e o emprego formal cresceu apenas 0,7% ao ano.

    A análise setorial mostra avanços em áreas prioritárias para o governo. A indústria de transformação, por exemplo, registrou 192 mil novos empregos em 2023, o maior saldo desde 2013, graças a incentivos fiscais e ao Programa Brasil Produtivo, que modernizou parques industriais. O setor de serviços, responsável por 60% das contratações, expandiu-se com políticas de crédito a micro e pequenas empresas, como o Simples Nacional Reforçado. Já a construção civil, impulsionada pelo Programa Minha Casa, Minha Vida e por obras de infraestrutura em regiões periféricas, gerou 122 mil vagas em 2023.

    Regionalmente, destaca-se o Nordeste, que concentrou 23% das contratações formais em 2023 (340 mil empregos), impulsionado por investimentos em energia eólica e solar e pelo retorno de obras como a Transposição do São Francisco. A região Norte, por sua vez, teve crescimento de 9% no emprego formal em 2024, vinculado ao plano Amazônia Sustentável, que combina preservação ambiental e geração de renda.

    O governo Lula priorizou a recomposição de políticas abandonadas nos anos anteriores, como o fortalecimento do Salário Mínimo (reajustado acima da inflação em 2023 e 2024) e a ampliação do Bolsa Família, que retirou 4 milhões de pessoas da extrema pobreza e estimulou o consumo em economias locais. Além disso, a retomada de investimentos públicos em infraestrutura (R$ 300 bilhões previstos no PPI 2023-2026) e a reativação de câmaras setoriais com sindicatos e empresários foram decisivas para reaquecer a confiança e o emprego.

    Programas como Qualifica Brasil, que capacitou 1,2 milhão de trabalhadores para setores tecnológicos entre 2023 e 2024, e o Pró-Indústria, que destinou R$ 50 bilhões à inovação industrial, mostram que é possível conciliar produtividade e inclusão.

    Os números do CAGED comprovam que, quando o Estado atua com planejamento e foco social, o mercado de trabalho responde. Para milhões de brasileiros, esses empregos significam acesso a direitos trabalhistas, previdência e dignidade. O terceiro Governo Lula demonstra que a retomada do desenvolvimento passa necessariamente pela valorização do trabalho e pela redução das assimetrias regionais. O caminho é longo, mas os dados recentes indicam que o Brasil está, finalmente, recalculando sua rota.


    Fontes consultadas

    • Ministério do Trabalho e Emprego: Relatórios do CAGED (2023-2024).
    • IBGE: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – 2023-2024.
    • Portal da Transparência: Investimentos do PPI (Plano Parcerias e Investimentos).
    • Políticas públicas citadas: Programas federais em vigor no período (ex: Brasil Produtivo, Qualifica Brasil).
  • O Pé-de-meia é um acerto

    O Pé-de-meia é um acerto

    O Programa Pé-de-meia, instituído pela Lei nº 14.818/2024 e regulamentado logo em seguida, nasceu com o objetivo de reduzir a evasão e promover a conclusão do ensino médio por estudantes de baixa renda. Ao criar uma espécie de “poupança estudantil”, o governo não apenas oferece um suporte financeiro direto, com incentivos que podem chegar a R$ 9.200 ao longo dos três anos da etapa, mas também estimula o aprendizado de gestão financeira e a inclusão social.

    Ele surgiu em um contexto de persistentes desigualdades no acesso à educação e altas taxas de abandono escolar, agravadas pela pandemia e por décadas de políticas insuficientes. Conforme relatos oficiais, o programa foi idealizado para enfrentar o fato de que meio milhão de jovens abandonavam o ensino médio para ajudar no orçamento familiar, um cenário que o presidente Lula descreveu como “uma revolução” ao afirmar: “O Pé-de-Meia é uma revolução, porque descobrimos que meio milhão de jovens desistiam do ensino médio para ajudar no orçamento familiar. Então resolvemos criar uma poupança para esse jovem”.

    Ao funcionar como uma poupança digital, os estudantes – beneficiários do CadÚnico e prioritariamente do Bolsa Família – têm seus incentivos depositados em contas abertas pela Caixa Econômica Federal. Esses recursos, que não entram no cálculo da renda familiar para outros benefícios, visam manter os alunos na escola mediante o cumprimento de condicionalidades como a matrícula, a frequência mínima de 80% e a aprovação anual.

    Diversos estudos e análises, como o relatório do Todos Pela Educação, destacam que a combinação de pagamentos mensais com bônus anuais atrelados à conclusão das séries é uma estratégia eficaz para reduzir a evasão escolar. Professores do ensino médio e pedagogos progressistas enfatizam que, além do impacto financeiro imediato, o programa estimula a autonomia dos jovens ao aproximá-los do mundo das finanças – um aprendizado que pode contribuir para a mobilidade social e a construção de um futuro mais digno. Em uma análise recente, especialistas afirmaram que “a criação dessa poupança estimula não só a permanência escolar, mas também o entendimento dos estudantes sobre a importância do planejamento financeiro, elemento essencial para romper o ciclo da pobreza”.

    Além dos incentivos diretos, o programa é elogiado por promover a inclusão bancária dos jovens e por representar um investimento estratégico em educação, considerando que a manutenção e conclusão do ensino médio são fundamentais para ampliar as oportunidades de ingresso no ensino superior.

    Ao oferecer um incentivo financeiro que compensa, mesmo que parcialmente, as dificuldades econômicas enfrentadas pelas famílias, o programa contribui para manter os alunos na escola e reduzir os índices de abandono.

    A criação de uma conta poupança em nome do estudante, sem a interferência dos responsáveis, promove um sentimento de pertencimento e responsabilidade, além de ensinar conceitos básicos de gestão financeira.

    Ao beneficiar jovens de baixa renda e priorizar aqueles inscritos no CadÚnico, o programa atua diretamente na diminuição das desigualdades históricas na educação brasileira.

    Investir na educação é garantir que os futuros profissionais tenham uma formação sólida, o que, a longo prazo, impacta positivamente na produtividade e no desenvolvimento econômico do país.

    O Programa Pé-de-meia representa uma resposta inovadora aos desafios enfrentados pelo ensino médio no Brasil. Ao combinar incentivos financeiros com o incentivo à permanência e à conclusão dos estudos, o governo do Presidente Lula mostra que entende a educação como um investimento essencial para o futuro do país.

  • Torturas, desaparecimentos, repressão e negacionismo: os riscos de uma ditadura bolsonarista

    Torturas, desaparecimentos, repressão e negacionismo: os riscos de uma ditadura bolsonarista

    No ano do cinquentenário do assassinato do jornalista judeu-brasileiro Vladimir Herzog pela ditadura militar brasileira, quando políticos descarados tentam aprovar uma anistia para os crimes do bolsonarismo, que tentou implantar uma nova ditadura em 8 de janeiro de 2023, é necessário refletir sobre os riscos reais de um regime ditadorial sob Bolsonaro.

    Há cinco décadas, o Brasil viveu os horrores de um regime que se valeu da tortura para silenciar a dissidência. Em obras como Tortura Nunca Mais e Brasil: Nunca Mais, incontáveis relatos de vítimas – desde mulheres como Amelinha Teles até militantes e opositores – expõem a crueldade de torturadores como o coronel Ustra e o delegado Fleury. Essas narrativas, registradas com rigor histórico e testemunhadas por sobreviventes, mostram um passado de dor, onde métodos brutais, como descargas elétricas, espancamentos e outras torturas inimagináveis, marcaram a vida de milhares de brasileiros.

    Hoje, ao relembrarmos essas atrocidades, precisamos encarar um alerta urgente: a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, articulada por apoiadores de Jair Bolsonaro, não é apenas um episódio isolado, mas um sintoma perigoso de uma regressão autoritária. A denúncia formal pela PGR contra Bolsonaro por essa trama revela que, mesmo décadas depois, há quem deseje reviver um passado marcado pelo autoritarismo e pela violência estatal.

    A memória dos que sofreram durante a ditadura não pode ser manchada por ideologias que, sob o disfarce da “defesa” da nação, buscam subverter a ordem democrática. Ao apoiar ou tolerar tentativas de golpe, arriscamos abrir as portas para um novo ciclo de perseguição política, onde o Estado, armado de discursos de ódio e desprezo pela dignidade humana, possa novamente recorrer à tortura, ao desaparecimento forçado e à repressão sistemática de opositores.

    Imagine um cenário onde, diante de um governo autoritário, a liberdade de expressão é cerceada, a imprensa silenciada e os direitos humanos desconsiderados, tudo isso aliado ao fundamentalismo religioso, ao negacionismo científico e à negligência com a saúde pública dos brasileiro. A somatória seria a morte de centenas de milhares ou milhões de cidadãos do Brasil.

    Essa é a ameaça que se impõe se deixarmos que as lições do passado sejam esquecidas. A história nos ensina que a construção de uma ditadura não acontece de uma hora para outra, mas se alimenta do medo, da intolerância e da indiferença de uma sociedade que se omite diante da erosão das instituições democráticas.

    Não podemos permitir que o eco dos gritos e dos clamores das vítimas da ditadura se perca no tempo. Cada ato de violência estatal, cada relato de tortura, é um lembrete do preço pago pela liberdade. Se hoje apoiarmos ou minimizarmos essas ameaças, estaremos abrindo caminho para que um novo capítulo sombrio se escreva em nossa história.

    Nesse contexto, é bem vindo o sucesso do filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, que reconta o drama da família de Rubens Paiva, morto pela ditadura, sob a ótica de sua esposa Eunice Paiva. Além de resgatar a memória histórica da repressão, demonstra como nem mesmo as famílias de classe média alta foram poupadas da tirania do regime, quiçá os trabalhadores pobres. Que venha o Oscar para Fernanda Torres, pela excepcional representação de Eunice.

    Se a trajetória de tortura e repressão do passado servir de lição, que ela nos impeça de aceitar, de forma passiva ou ativa, qualquer tentativa de golpe ou retrocesso autoritário. Uma nova ditadura brasileira, liderada por figuras que se recusam a reconhecer a legitimidade da alternância de poder, traria consigo a repetição de perseguições, torturas e desaparecimentos.

    É preciso, portanto, unir forças em defesa da democracia, lembrando com pesar e indignação dos horrores do passado, para que nunca mais possamos reviver tamanha barbárie. Impedir a aprovação de anistia ao golpismo bolsonarista também é dever de todos os democratas. A liberdade exige vigilância e ação constante – não à custa do nosso legado e da nossa dignidade humana.

  • A prisão do general de Bolsonaro

    A prisão do general de Bolsonaro

    Para que serve um general? Em tese, para liderar as forças armadas de seu país contra perigos externos, que ameacem o seu povo.

    Do que é acusado o general Braga Netto, ex-candidato a vice de Bolsonaro, preso hoje? De planejar: golpe de Estado, que mataria a liberdade democrática de sua própria Pátria, e o assassinato do presidente eleito Lula, do vice-presidente eleito Alckmin e do ministro-presidente da Justiça Eleitoral Alexandre de Morais.

    Em vez de defender a todos os brasileiros, independentemente da opção político-partidária destes, como é o dever de um general, Braga Netto preferiu atacar uma parte considerável dos seus próprios compatriotas, que elegeram Lula em 2022, mas que tinham escolhido Bolsonaro em 2018, como acontece nas democracias.

    O general teria praticado esses crimes porque não concordava em ter perdido a eleição presidencial? Obviamente, não se justifica. Na democracia, a guerra se resolve na política. Quem ganha, governa. Quem perde, vira oposição. Quatro anos depois, o quadro pode se inverter. E assim, sucessivamente. Não há espaço para golpes e assassinatos.

    Enfim, se tivesse dado certo o plano do general Braga Netto, estaríamos em uma ditadura. Perderíamos o direito de manifestar e votar. Pessoas como você e eu, hoje, talvez estivéssemos em prisões, sendo torturadas, ou até mesmo mortas. Por qual crime? Nenhum. Apenas pelo fato de termos posições políticas diferentes das do modo como pensa a extrema-direita.

    Entendeu o risco e o perigo? Por isso, atitudes como a de Braga Netto e seus comparsas devem ser combatidas com a lei. Nada contra os militares honestos, que cumprem o seu papel constitucional.

  • Balanço de 2024

    Balanço de 2024

    * Levon Nascimento

    O trabalhador mais explorado se vê como o “empreendedor” que, “ao se esforçar muito (ser explorado por um patrão anônimo) e mudar o mindset (mentalidade )”, se tornará o “vencedor”, consumidor de neo-bugigangas com obsolescência programada.

    Saíram vitoriosos os discursos dos coaches, o individualismo extremo, que nega a solidariedade entre os iguais e estimula a rivalidade entre “as inimigas invejosas”, a heresia da Teologia da Prosperidade e a religião de mercado.

    Falar a essas pessoas sobre direitos humanos básicos, meio ambiente e crise climática, cidadania, democracia, coletividade, garantias fundamentais e consciência de classe não encontra mais eco e significado em seus cotidianos.

    Some-se a isso o dinheiro do Orçamento Secreto nas campanhas das direitas locais, a burocratização da utopia nos governos de esquerda, as oligarquias de mandatos dentro do PT e a sabotagem à militância histórica, como correu conosco aqui em Taiobeiras, e tem-se o quadro de derrota das pautas e candidaturas progressistas.

    Isso explica as vitórias eleitorais e anti-civilizatórias, avassaladoras, da centro-direita e, relativas, da extrema-direita.

  • Lula, Israel, holocausto e genocídio

    Lula, Israel, holocausto e genocídio

    Holocausto é a palavra para designar o genocídio de 6 milhões de judeus em 13 anos de governo nazista na Alemanha sob Hitler.

    Não foi o único genocídio da história humana e nem o maior. Basta lembrar das dezenas de milhões de indígenas massacrados na colonização das Américas e da escravização de populações negras capturadas na África e dispersas pelo mundo em navios tumbeiros.

    Repudiamos o holocausto judeu. No entanto, o sofrimento dos judeus no passado – e mesmo a violência do terrorismo do Hamas em 07/10/2023 – não autoriza o atual governo de extrema-direita de Israel a cometer genocídio, uma espécie de holocausto reverso, contra dezenas de mulheres de crianças, mulheres e inocentes palestinos.

    Foi essa a fala de Lula, contra a morte de milhares, a favor da paz e responsabilizando os culpados. Ele está certo, pois fala a verdade. Lula foi o primeiro presidente brasileiro a visitar Israel e a honrar a memória das vítimas do holocausto. Lula defende a solução pacífica de dois Estados: um palestino e um israelense no território da antiga Terra Santa.

    E mais: usar a Bíblia para justificar os crimes atuais do Estado israelense é, além de ignorância religiosa e política, estupidez e pecado (de quem se diz cristão).

  • Sem anistia para os golpistas do 8 de janeiro

    Sem anistia para os golpistas do 8 de janeiro

    Em 8 de janeiro de 2023, apenas oito dias após a posse do Presidente Lula, eleito pela terceira vez, democraticamente, pelo voto da maioria dos brasileiros, um novo golpe de Estado foi tentado no Brasil. Mais um, em nossa história interminável de golpismo.

    Centenas de pessoas, enraivecidas pela lavagem cerebral cultivada em suas mentes, nos últimos dez anos, pela extrema-direita sanguinária, marcharam para Brasília num domingo. Invadiram as sedes dos três poderes da República e destruíram os prédios públicos, as obras de arte, defecaram, atentaram contra a vida de policiais. Acharam que poderiam fazer voltar ao poder o ex-presidente, genocida, responsável pela morte de 700 mil brasileiros por negligência durante a pandemia. Queriam esfolar, prender, matar. A morte brilhava em seus olhos emburrecidos pela pregação do ódio bolsonarista.

    Foi um fenômeno dos novos tempos (ou dos velhos, pois no nazismo e no fascismo do século XX também era assim). Queriam tirar do poder o governo democraticamente eleito para por no lugar uma ditadura comandada pelas forças armadas, pelo pior do agrobusiness, por neoescravocratas racistas, por pastores vendilhões do templo e por uma desclassificada classe política nazifascista. Suas bandeiras eram a morte, o armamentismo, o ódio de classe, de raça e aos pobres, a intolerância política e ideológica, o negacionismo científico, o fanatismo religioso e o retrocesso das conquistas sociais e trabalhistas duramente construídas pelo povo brasileiro.

    Foi a Intentona dos “Patriotários”: gente que se chamava de patriota, mas que não duvidou em nenhum momento de que destruir o que é público e, pior, a democracia, nada tem de amor pela Pátria. Gente que “fez faculdade” através de vídeos de fake news e autoajuda charlatã dos coaches de WhatsApp. Alguns até de boa vontade, mas de coração invadido pela ruindade e malignidade bolsonarista.

    O golpe daquele 8 de janeiro foi controlado. A idiotia e o mau-caratismo tentam fazer crer que foi a esquerda, e não ela própria, a extrema-direta, a responsável pelo quebra-quebra brasiliense. Mas, como disse Tancredo Neves, certa vez: “morto o dragão do autoritarismo, tarefa mais difícil é retirar sua carcaça fedida do meio da praça”. Assim, é preciso condenar exemplarmente os mandantes, os financiadores e as autoridades que flertaram ou condescenderam com a traição da Constituição e da democracia brasileiras. “Traidor da Constituição é traidor da Pátria”, declarou o velho Ulysses Guimarães ao promulgar a Constituição de 1988.

    Sem anistia para os golpistas.

  • Obras do novo Governo Lula em Taiobeiras

    Obras do novo Governo Lula em Taiobeiras

    #lula | #taiobeiras | Já tem obra do novo Governo Lula em Taiobeiras. A obra da foto é na Praça de Esportes. Mas tem muito mais. É Lula com o nosso povo! Do Zema e do Bolsonaro, ninguém sabe, ninguém viu.

  • Novo Minha Casa Minha Vida Rural em Taiobeiras

    Novo Minha Casa Minha Vida Rural em Taiobeiras

    Neste domingo (10/9/23), estive nas reuniões das associações comunitárias de Lagoa Dourada e Mirandópolis, juntamente com Rafael Ferreira, Geraldo Caldeira Barbosa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras e Flaviana Costa Sena Nascimento, candidata a Conselheira Tutelar de Taiobeiras.

    Na oportunidade, falamos do novo programa Minha Casa Minha Vida Rural, das políticas públicas do Governo Lula, do associativismo e da importância de fazer parte do sindicato e esclarecemos sobre o processo de eleição do Conselho Tutelar, que ocorrerá no próximo dia 01 de outubro.

    Gratidão a Nelson, Nilson e dona Elza, que nós convidaram para participar desses frutíferos encontros.

  • Padre João e Leleco Pimentel no Riacho de Areia e em Olhos D’Água, em Taiobeiras

    Padre João e Leleco Pimentel no Riacho de Areia e em Olhos D’Água, em Taiobeiras

    No sábado (9/9/23), o Projeto “Juntos para Servir”, dos mandatos do Deputado Federal Padre João e do Deputado Estadual Leleco Pimentel (Partido dos Trabalhadores – MG), esteve em Taiobeiras, no Alto Rio Pardo.

    Primeiramente, os deputados se reuniram com os moradores da Comunidade de Olhos D’Água, onde prestaram contas do trabalho legislativo e fizeram a entrega de uma carreta-tanque e de um subsolador, frutos de emendas parlamentares, à associação comunitária.

    Em seguida, foi a vez da Comunidade Riacho de Areia, onde houve uma confraternização com os moradores e convidados das comunidades vizinhas. Foram entregues às associações de Manteiga e Riacho de Areia um trator e uma grade agrícola.

    Na oportunidade, os deputados reafirmaram os compromissos com as comunidades, a agricultura familiar, a educação do campo e a moradia popular de caráter social.

    Esclareceram sobre o novo Minha Casa Minha Vida Rural e as demais políticas públicas emancipadoras do Governo do Presidente Lula. Os diretores do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, Geraldo Caldeira, Lourival Sena, Rafael Lucas, Gabriel Ferreira e Luciana, além de Tia Kêu, participaram das atividades com os deputados, organizadas pelo assessor regional Romário Fabri Rohm.

    O professor Levon Nascimento e os presidentes das associações visitadas, Antônio , Fabiano, Renilva e Marli, também acompanharam as atividades.

    Vilmar, presidente da Associação Municipal das Comunidades Rurais de Taiobeiras fez presença na reunião em Riacho de Areia.

    Edianilha (Nina), da Cooperativa de Restauradores do Cerrado Mineiro, presenteou os deputados com licores artesanais de frutos típicos da flora de Taiobeiras. Gratidão a todas e a todos!

  • Audiência na CODEVASF

    Audiência na CODEVASF

    Na segunda (11/9/23), participei de uma audiência na 1a. Superintendência Regional da CODEVASF, em Montes Claros, a convite do Deputado Federal Padre João (PT) e do Deputado Estadual Leleco Pimentel (PT), juntamente com várias lideranças populares da base do Projeto “Juntos Para Servir” das regiões Norte de Minas e Alto Rio Pardo.

    Discutimos e cobramos o atendimento célere das demandas de políticas públicas estruturantes para os nossos municípios.

    Entre os participantes, Geraldo Caldeira Barbosa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, Rafael Ferreira Lucas, mobilizador do Programa Minha Casa Minha Vida Rural em Taiobeiras, Romário Fabri Rohm, assessor dos mandatos “Juntos Para Servir” no Alto Rio Pardo, e Letícia, vereadora de Águas Vermelhas.