2015 é um ano revelador.
Das profundezas do inferno capitalista renasce o nazifascismo preconceituoso, ignorante e autoritário. Nas manifestações (15/03 e 12/04) contrárias a Dilma e ao PT, uma classe média egoísta brada absurdos contra todas as conquistas que os trabalhadores brasileiros alcançaram nos últimos 12 anos.
Na Câmara dos Deputados, onde impera o fundamentalismo de certos tipos de religiosos que nada têm a ver com o verdadeiro Evangelho de Jesus, pautas constrangedoras e atrasadas avançam: Redução da Maioridade Penal X Políticas Públicas de Reeducação, Terceirização que Precariza Direitos Trabalhistas X Combate ao Trabalho Escravo, Fim de Rotulação dos Alimentos Transgênicos X Maior Regulação e Informação, etc.
Enquanto isto, professores da rede pública dos estados do Paraná e de São Paulo, governados pelos tucanos (que têm total blindagem da mídia) são alvos de repressão policial, violência e abusos de toda ordem.
2015 é revelador: enquanto os ignorantes põem a culpa de tudo em Dilma e no PT, o que há de mais nefasto, atrasado, brutal e irracional avança a passos largos no Brasil. Quando os tolos acordarem do transe coletivo que manda gritar “Fora Dilma” ou “Fora PT”, estarão fisgados pelo monstro bestial da barbárie.
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2015: o ano revelador
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O que há em comum entre a Revolução Francesa e o Brasil atual?
Com a Revolução Francesa, o antigo regime de monarquia absolutista da França foi destituído e simbolicamente expurgado com a execução dos reis Luís XVI e Maria Antonieta. Veio o período napoleônico e os ideais revolucionários se impuseram. Ainda assim, com a derrota de Napoleão, ocorreu a restauração monárquica, parecendo que tudo tinha sido em vão. Mas durou pouco. A marcha do “novo” revolucionário terminou por se impor e uma nova e moderna França surgiu. O atraso absoluto fora para sempre sepultado. O momento atual brasileiro é similar, guardadas as devidas proporções históricas e ideológicas.
Com Lula, a bastilha do elitismo foi derrubada. Não por acaso, FHC recebeu o título jocoso de “Maria Antonieta do Planalto”. Agora, as forças do atraso tentam uma “restauração de seus antigos privilégios de casta”. Mas não durará muito. A marcha da inclusão promovida pelos anos do PT à frente do governo federal se imporá e, mais cedo ou mais tarde, um novo Brasil, mais justo e fraterno, emergirá do meio deste “vale de lágrimas” no qual, ainda, “gememos e choramos”. -
Marina Silva
12 de janeiro de 2003. No tempo em que dona Marina era companheira da luta. Antes dela rumar à “direita”, rsrs! Em Araçuaí/MG, após a 1ª posse de Lula na presidência, quando ele trouxe todo o ministério para “estagiar” no Vale do Jequitinhonha.
Na foto, os presidentes municipais do PT de Taiobeiras (Levon), Salinas (Tânia Ladeia) e Novorizonte (Wilson Fernandes) em 2003. -
O ódio a Lula, Dilma e ao PT

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a atual
presidenta Dilma Rousseff, ambos filiados ao
Partido dos Trabalhadores (PT)O ódio em relação ao Lula, à Dilma, em particular, e aos petistas, em geral, é porque eles estão criando uma nação onde as pessoas se transformam em sujeitos de direitos. Não mais sujeitos de favores, como antes. Os programas sociais não são esmolas a desvalidos. São a obrigação de um Estado – que sempre serviu “bolsas” vultosas à sua elite – para com o restante de sua população, na tentativa de criar equilíbrio sócio-econômico.
Evidentemente que não se criou o paraíso, nem que tudo esteja às mil maravilhas no Brasil. Há contradições imensas. Nenhum governo é perfeito. Mas, sem dúvida, estes (Lula e Dilma) são os melhores que já tivemos – sem partidarismo na análise, basta que se recorra aos estudos históricos para confirmar. As crises e as dificuldades de qualquer caminhada transformadora se agigantam a cada nova conquista.
O ódio que se ventila em muitos ambientes significa, nada mais, nada menos, que o velho Brasil esperneia buscando impedir que os da “casa grande” cedam lugar aos da “senzala”. -
Coerência: Aplaudiram o PROER, defenestram o BOLSA FAMÍLIA!

Lula, Dilma e Fernando Henrique Escrevi ontem no Facebook e republico aqui no Blog:
O PROER foi um programa de socorro aos bancos em vias de falência durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Somas altíssimas em dinheiro público foram “doadas” aos grandes banqueiros que já eram muito ricos e ficaram ainda mais. Pouquíssimas pessoas se indignaram.
O Bolsa Família é um programa de transferência de renda aos mais pobres, apenas um auxílio às famílias mais carentes, que atende milhões de brasileiros humildes, criado no governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e continuado por sua sucessora, a também petista Dilma Rousseff. É diariamente atacado, ridicularizado e acusado de incitar a vagabundagem.
“Não se perdoa quem governa pensando nos pobres”. -
Taiobeiras: Governo Dilma realiza a maioria das obras públicas neste município
Um simples passeio pelas avenidas, ruas e bairros de Taiobeiras, norte de Minas Gerais, é o suficiente para qualquer pessoa perceber que as obras que estão sendo executadas neste município, no momento, são todas do Governo Federal, sob o comando da Presidenta Dilma Rousseff, do PT, em alguns casos com parcerias dos governos estadual e municipal. Atitude republicana da União, uma vez que o governo municipal de Taiobeiras é de oposição. Atitude republicana que deveria servir de exemplo para outros níveis de governo.
São milhões de reais em investimentos na saúde, na educação e na infraestrutura, conforme atestam as fotografias que ilustram esta postagem. Também é grande o investimento do Governo Federal no meio rural e nos diversos programas sociais aos quais a população de Taiobeiras tem acesso.
Assim, se conclui que o avanço de Taiobeiras nos últimos anos se deve, principalmente, à luta de seu povo e aos programas sociais e grandes obras dos governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma Rousseff, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT).
Veja as fotografias e descrições das principais obras em andamento ou já concluídas.Canteiro de obras da ESCOLA TÉCNICA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
“BRASIL PROFISSIONALIZADO”, a ser gerenciada pela UNIMONTES.
Valor total da obra: R$ 7.991.250,29 – Governo de Minas: R$ 679.860,13
Prefeitura de Taiobeiras: Doação de terreno, sondagem, terraplanagem,
infraestrutura de água, energia e acesso.Construção de UBS no Centro de Taiobeiras
Valor total da obras: R$ 316.193,60Reforma do Posto de Saúde do Centro
Valor total da obra: R$ 103.849,53Reforma do Centro de Saúde do Bairro Planalto
Valor total da obra: R$ 42.317,86Reforma da UBS do Bairro Santo Cruzeiro
Valor total da obra: R$ 35.009,27Reforma e ampliação do Centro de Saúde do Bairro Nossa
Senhor de Fátima. Valor total da obra: R$ 78.656,43Reforma da UBS da Vila Formosa
Valor total da obra: R$ 24.527,90Construção da ACADEMIA DE SAÚDE na Av. do Contorno
Valor total da obra: R$ 104.661,51Calçamento de diversas ruas, principalmente no Bairro Bom Jardim
Valor total da obra: R$ 2.217.173,00 -
O Brasil mudou para melhor
Há que se fazer críticas? Sim. Há que se fazer correções? Sim. Porém, sobretudo, há que se comemorar e não deixar que se percam as conquistas alcançadas nestes últimos 10 anos.
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Onde estão os intelectuais do PT?
(*) Lula Miranda
Temos visto, praticamente todos os dias, o Partido dos Trabalhadores sendo esculachado nos grandes jornais e nos telejornais em horário nobre. Poucas dessas críticas são construtivas. A maior parte delas é nitidamente enviesada, capciosa, eleitoreira (miravam 2012 e já miram 2014) e visa pouco a pouco desgastar a imagem do partido e corroer a sua credibilidade junto à sociedade. Algumas descambam para o mero “golpismo”, pois refletem a intenção de tomar o poder no grito – mesmo que para tanto seja necessário repetir uma mentira, em uníssono, reiteradas vezes, até que ela se transforme numa “verdade”. Nem que seja necessário processar, condenar e prender o Lula sem provas – para tanto recorreram ao ardiloso artifício do “domínio do fato”. Nem que seja necessário dar um “golpe paraguaio” na Dilma. Essa é a ordem dos tratores.
Os principais críticos e detratores do partido são dois ou três professores universitários neoconservadores e uma dezena de jornalistas, já bastante conhecidos pela sua “imparcialidade” e “pluralismo de ideias”, mas que têm espaço de destaque e oportunidade assegurados nas tribunas e tribunais mais “nobres” da grande imprensa – espaço este que é, diga-se, seguidamente negado aos que tem uma visão de mundo que lhes é antagônica. Portanto, sem direito ao contraditório ou ao chamado “outro lado”. Assim funciona a democracia e o pluralismo de faz de conta que eles vendem para os incautos. Mas, a despeito disso, é nosso dever combater esse desequilíbrio. De que modo? Cobrando o espaço que nos é devido ou utilizando dos veículos da imprensa alternativa. Só não pode se deixar intimidar e calar.
Alguns analistas políticos insistem em dizer, de modo equivocado e/ou “ufanista”, que o suposto “escândalo do mensalão” não causou prejuízos ao Partido dos Trabalhadores; que tanto é assim que o partido ganhou em São Paulo; que conquistou o maior número de eleitores e que os maiores orçamentos estarão sob sua gestão nas prefeituras; que elegeu muitos prefeitos etc. Ora, a forma como a grande imprensa explorou esse episódio causou, está causando e ainda poderá causar grande prejuízo ao PT, na medida que os formuladores e representantes desse partido na sociedade não reagem à altura – ou seja, com a competência necessária para rebater as acusações e os impropérios que lhe são impingidos. O partido necessita resgatar e comprovar sua inocência.
Mais que isso, precisa mostrar e lembrar à sociedade sua história de lutas e conquistas – e ao mesmo tempo indicar, projetar, construir os caminhos rumo ao futuro. O partido deve mostrar, de modo pedagógico, para seus militantes, mas também, e principalmente, para todos os cidadãos brasileiros, quais as políticas públicas que implantou e as que serão daqui para a frente implementadas para o crescimento continuado e o desenvolvimento do país, para que tenhamos uma distribuição de renda mais equânime e justa. O PT precisa deixar claro para a sociedade qual a contribuição que o partido ainda pode oferecer para melhorar, ainda mais, as condições de vida do povo brasileiro. Deve, novamente, seduzir a sociedade como um todo. Deve, para tanto, repelir, peremptoriamente, a agenda negativa que lhe está sendo imposta – e ao país – e colocar na pauta uma agenda positiva. Mas onde estão seus formuladores e porta-vozes na sociedade para tanto?
É forçoso reconhecer: o Partido dos Trabalhadores teve um papel fundamental na construção desse novo Brasil em que vivemos. Sim, pois só os demasiados “distraídos” ou os empedernidos partidários da oposição não concordam que hoje vivemos um novo e melhor momento, auspicioso. E que isso, certamente, não foi obra do acaso, mas de conquistas do povo brasileiro, juntamente com os partidos de esquerda e de centro-esquerda –e aí não só o PT, obviamente.
É preciso fazer a louvação do que bem merece: reconhecer os méritos daqueles jovens de classe média que no passado, lá no começo da década de 1980, saindo de uma renhida e desgastante luta contra a ditadura, ajudaram a criar o PT. Jovens que se juntaram a uma classe operária emergente, construindo assim o embrião daquilo que viria a se consolidar como um novo sindicalismo [vale lembrar que preponderava até então o chamado “peleguismo”]. Colocando, muitas vezes, em segundo plano suas vidas pessoais e laços familiares – e em prejuízo de suas próprias carreiras profissionais. É preciso relembrar que a estes jovens e operários se associaram alguns intelectuais, religiosos e estudantes, que fundaram então o Partido dos Trabalhadores. E que esse partido ajudou a mudar a cara do país. Alguém precisa (re)contar e (re)lembrar ao país essa bela história.
É essa história que agora pretendem corromper, negar, apagar. E junto com ela todas as suas conquistas. Não se pode permitir.
Mas para isso, para contar e defender a sua história, um partido, qualquer que seja, precisa de bons quadros e de intelectuais à sua altura e/ou à altura de sua história.
Por isso, insisto na pergunta: onde foram parar os intelectuais do PT? Pois, repito, vejo o partido e suas lideranças sendo cotidianamente linchados em praça pública, sua história sendo vilipendiada, achincalhada – e pasmo não vejo quase nenhuma reação! Será que todos esses pecados que lhes imputam são devidos?! E as suas virtudes, inexistem? O que pesa mais na balança de sua história: os erros ou os acertos; os pecados ou as virtudes?
Repito a pergunta: onde foram parar os intelectuais do PT? Ou os seus simpatizantes na academia, na imprensa e na sociedade em geral? Pois é constrangedor e ensurdecedor o silêncio que se ouve aqui na blogosfera e na mídia em geral. Estarão acomodados e apaziguados em alguma sinecura, como dizem algumas línguas viperinas? Estarão intimidados, acovardados; seriam pusilânimes? Ou estariam esperando para só ir “na boa” e não entrar em bola dividida?
Por onde andarão os intelectuais que ajudaram a construir essa história tão bonita e que agora se ausentam do debate, se omitem?
Avança mais aquele que luta mais, que caminha mais – e ainda há um longo percurso a percorrer. A bola, caprichosa e sedutora, está nos pés do PT. Ele precisará dos seus craques, dos seus melhores quadros. Pois a dívida social do país para com os seus filhos ainda é colossal. Cabe-nos lembrar. E precisará lutar – muito. Iluminar os caminhos. Formar. Informar. Criar fortes laços e raízes em todas as classes e estratos sociais. E caminhar. E assim transformar aos poucos a sociedade. Afinal, esse é o seu papel.
(*) Lula Miranda é poeta e cronista. Foi um dos nomes da poesia marginal na Bahia na década de 1980. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa, Fazendo Média e blogs de esquerda. Artigo publicado originalmente no site Brasil 247. -
Lula e o exorcismo que vem aí
Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:
Uma capa recente do Estadão resumiu de forma enxuta os caminhos pelos quais a oposição brasileira pode enveredar para tentar interromper aos 12 anos o domínio da coalizão encabeçada pelo PT no governo federal.
De um lado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sugeria renovação do discurso do PSDB.
De outro, um novo depoimento de Marcos Valério no qual ele teria citado o nome do ex-presidente Lula:
Valério foi espontaneamente a Brasília em setembro acompanhado de seu advogado Marcelo Leonardo. No novo relato, citou os nomes de Lula e do ex-ministro Antonio Palocci, falou sobre movimentações de dinheiro no exterior e afirmou ter dados sobre o assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel.
Curiosamente, no dia seguinte acompanhei de perto uma conversa entre quatro senhores de meia idade em São Paulo, a capital brasileira do antipetismo, na qual um deles argumentou que Fernando Haddad, do PT, foi eleito novo prefeito da cidade por causa do maior programa de compra de votos já havido na República, o Bolsa Família. Provavelmente leitor da Veja, ele também mencionou entrevista “espírita” dada por Marcos Valério à revista, na qual Lula teria sido apontado como chefe e mentor do mensalão.
Isso me pôs a refletir sobre os caminhos expressos naquelas manchetes que dividiram a capa do Estadão.
Sobre a renovação do discurso do PSDB sugerida pelo ex-presidente FHC, pode até acontecer, mas não terá efeito eleitoral. O PT encampou a social democracia tucana e, aliado ao PMDB, ocupou firmemente o centro que sempre conduziu o projeto de modernização conservadora do Brasil. Ao PSDB, como temos visto em eleições recentes, sobrou o eleitorado de direita, o eleitorado antipetista representado pelos quatro senhores de meia idade e classe média que testemunhei conversando no Pacaembu.
Estimo que o eleitorado antipetista represente cerca de 30% dos votos em São Paulo, capital, talvez o mesmo em outras metrópoles. Ele alimenta e é alimentado pelos grandes grupos de mídia, acredita e reproduz tudo o que escrevem e dizem os colunistas políticos dos grandes jornais e emissoras de rádio e TV. Há, no interior deste grupo de 30% dos eleitores, um núcleo duro dos que militam no antipetismo, escrevendo cartas aos jornais, ‘trabalhando’ nas mídias sociais e participando daquelas manifestações geralmente fracassadas que recebem grande cobertura da mídia do Instituto Millenium.
Este processo de retroalimentação entre a mídia e os militantes do antipetismo é importante, na medida em que permite sugerir a existência de uma opinião pública que reflete a opinião publicada. É por isso que os mascarados de Batman, imitadores de Joaquim Barbosa, aparecem com tanta frequência na capa de jornais; é por isso que os jornais escalam repórteres e fotógrafos para acompanhar os votos de José Dirceu e José Genoíno e geram um clima de linchamento público contra os condenados pelo STF; é por isso que os votos de Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski nas recentes eleições foram usados de forma teatral para refletir a reação da “opinião pública” (de dois ou três, diga-se) ao “mocinho” e ao “bandido” do julgamento do mensalão. Curiosamente, ninguém se interessou em acompanhar os votos de Luiz Fux e Rosa Weber.
O antipetismo é alimentado pelo pensamento binário do nós contra eles, pelo salvacionismo militante segundo o qual do combate às saúvas lulopetistas dependem a Família, a Pátria e a Liberdade.
Criar essa realidade paralela é importante. Em outras circunstâncias históricas, foi ela que permitiu vender a ideia de que um governo popular estava sitiado pela população. Sabe-se hoje, por exemplo, que João Goulart, apeado do poder pelo golpe cívico-militar de 1964 com suporte dos Estados Unidos, tinha apoio de grande parcela da população brasileira, conforme demonstram pesquisas feitas na época pelo Ibope mas nunca divulgadas (por motivos óbvios).
[Ver aqui sobre o apoio a Jango]
Hoje, o mais coerente partido de oposição do Brasil, a mídia controlada por meia dúzia de famílias, forma, dissemina e mede o impacto das opiniões da militância antipetista. O consórcio midiático, no dizer da Carta Maior, produz a norma, abençoa os que se adequam a ela (mais recentemente a ministra Gleisi Hoffmann, que colocou seus interesses particulares de candidata ao governo do Paraná adiante dos do partido ao qual é filiada) e pune com exílio os que julga “inadequados” (o ministro Lewandowski, por exemplo).
Diante deste quadro, o Partido dos Trabalhadores, governando em coalizão, depende periodicamente de vitórias eleitorais como uma espécie de salvo conduto para enfrentar a barulhenta militância antipetista.
Esta sonha com as imagens da prisão de José Dirceu, mas quer mais: o ex-presidente Lula é a verdadeira encarnação do Mal. É a fonte da contaminação do universo político — de onde brotam águas turvas, estelionatos como o Bolsa Família e postes eleitorais que só servem para disseminar o Mal.
O antipetismo é profundamente antidemocrático, uma vez que julga corrompidos ou irracionais os eleitores do PT. Corrompidos pelo “estelionato eleitoral” do Bolsa Família ou incapazes de resistir à retórica demagoga e populista do ex-presidente Lula e seus apaniguados.
A mitificação do poder de Lula, como se emanasse de alguém sobre-humano, é essencial ao antipetismo. Permite afastar o ex-presidente de suas raízes históricas, dos movimentos sociais aos quais diz servir, desconectar Lula de seu papel de agente de transformação social. O truque da desconexão tem serventia dupla: os antipetistas podem posar de defensores do Bem sem responder a perguntas inconvenientes. Quem são? A quem servem? A que classe social pertencem? Qual é seu projeto político? Quais são suas ideias?
A crença de que vencer eleições, em si, será suficiente para diminuir o ímpeto antipetista poderá se revelar o mais profundo erro do próprio PT diante da conjuntura política. O antipetismo não depende de votos para existir ou se propagar. Estamos no campo do simbólico, do quase religioso.
Os quatro senhores do Pacaembu, aos quais aludi acima, estavam tomados por uma indignação quase religiosa contra Lula e o PT. Pareciam fazer parte de uma seita capaz de mobilizar todas as forças, constitucionais ou não, para praticar o exorcismo que é seu objetivo final. Como aconteceu às vésperas do golpe cívico-militar de 64, o que são as leis diante do imperativo moral de livrar a sociedade do Mal? -
27 de outubro: 10 anos da eleição de Lula
27 de outubro de 2012:
* 67 anos atrás, no sertão de Pernambuco, nascia mais uma criança nordestina-brasileira, Luiz Inácio da Silva, aquele que viria a ser o Lula.
* 10 anos atrás, no país inteiro, depois de três disputas sem sucesso, se elege consagradoramente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro homem do povo Presidente do Brasil.
De lá para cá, as taxas de desemprego caíram. O país cresceu e ficou independente do FMI. 14 novas universidades federais e mais de uma centena de campi universitários foram criados. O PROUNI levou filhos de lavradores e pedreiros a se tornarem “doutores”. Os Programas Sociais tiraram quase 40 milhões de brasileiros (mais do que uma Argentina inteira) da miséria absoluta. A maior revolução social da história do Brasil e, tudo, pacificamente, apesar dos ataques insistentes da “casa grande”!
Claro que ainda falta muito. Afinal, foram mais de 500 anos de dominação. Não se muda tudo de uma hora para a outra. Nem mesmo em 10 anos. Mas foi o melhor começo de uma nova história. E eu sou feliz por ter acreditado, lutado e participado (ainda que, infimamente) dessa grande transformação.
Feliz aniversário, Lula! Parabéns, Brasil! -
Em vídeo, Lula agradece homenagem da Gaviões
* Do Instituto LulaO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou ontem uma mensagem para a escola de samba Gaviões da Fiel, cujo enredo faz uma homenagem a Lula.Na mensagem, filmada no Hospital Sírio Libanês, Lula agradeceu a homenagem e o empenho de toda a escola, mas avisou que, por recomendações médicas, ele não poderá participar do desfile no Sambódromo do Anhembi. -
Dilma tem recorde de popularidade, afirma Datafolha
No Blog do Luis NassifAprovação de Dilma supera a de Lula após primeiro anoA presidente Dilma Rousseff atingiu no fim do primeiro ano de seu governo um índice de aprovação recorde, maior que o alcançado nesse estágio por todos os presidentes que a antecederam desde a volta das eleições diretas, informa reportagem de Bernardo Mello Franco, publicada na Folha deste domingo.Segundo pesquisa Datafolha, 59% dos brasileiros consideram sua gestão ótima ou boa, enquanto 33% classificam a gestão como regular e 6% como ruim ou péssima.Ao completar um ano no Planalto, Fernando Collor tinha 23% de aprovação. Itamar Franco contava 12%. Fernando Henrique Cardoso teve 41% no primeiro mandato e 16% no segundo. Lula alcançou 42% e 50%, respectivamente.O Datafolha ouviu 2.575 pessoas nos dias 18 e 19 de janeiro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. -
Lula agradece as mensagens de carinho e de apoio
Veja o vídeo que o ex-Presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT) gravou nesta terça-feira, 1º de novembro de 2011, na saída do Hospital Sírio-Libanês, onde fez a primeira sessão de quimioterapia para conter um câncer de laringe diagnosticado no sábado, 29 de outubro de 2011. Na mídia, o ex-Presidente agrade o apoio de todos os que enviaram mensagens desejando-lhe saúde e plena recuperação. -
Sobre Lula: Comentários cancerígenos

Luiz Inácio Lula da Silva Por Michel Blanco, nos Colunistas do Yahoo Brasil.A repercussão do câncer de Lula na internet remete ao clima de baixarias que inundaram as redes sociais nas eleições 2010. Não à toa. Lula é peça-chave no jogo político, e a boçalidade destampada no período eleitoral continua a ser alimentada à farta.O ex-presidente fez bem ao tornar logo público o tumor na laringe. Agiu com a transparência que se espera de quem deixou o Planalto com índice de aprovação de 87%. Não se trata apenas de um drama pessoal. Embaralha qualquer cenário que se vislumbre para as eleições municipais de 2012 e, obviamente, para a sucessão presidencial de 2014.É nesse contexto que desponta nas redes sociais a campanha “Lula, faça o tratamento pelo SUS”. Ela renova o ódio reacionário que marcou a disputa eleitoral do ano passado, em que o auge foi a exortação do afogamento de nordestinos em São Paulo.Lula poderia ir a um hospital público, como o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, mas preferiu o Sírio-Libanês, onde seus médicos trabalham – também ali se trataram de câncer o então vice-presidente José Alencar e a então chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. Aliás, é desejável que ele não ocupe vaga de quem depende da rede pública de saúde.Por que a campanha para Lula se tratar pelo SUS? Só ressentimento e ignorância explicam tamanha estupidez. Algum mimimi se no lugar do petista estivesse um tucano de densa plumagem? E se Lula fosse ao Instituto do Câncer não receberia tratamento de ótima qualidade, como todos que lá estão? O mais curioso é ver que o sujeito que quer Lula num leito público também comemorou o fim da CPMF, cuja extinção beneficiou uma parcela de brasileiros que, da classe média para cima, deixaram de entregar 0,1% sobre o valor de cada movimentação financeira para a saúde pública.O ódio dessa minoria contra Lula escandaliza agora alguns de seus críticos sensatos na imprensa. Mas não se trata de cobrar comportamento decente de leitores, quando parte da mídia é responsável por fomentar essa raiva e dela se beneficia. Basta recordar como foi a cobertura do título honoris causa concedido a Lula pela Sciences Po.Choca que a galera vomite nas redes tanta escrotidão com a mesma — ou até mais — desinibição que em círculos íntimos. A parada, porém, é mais profunda. Não é uma questão de compostura, mas classe. Melhor, classes. Num clima que transborda o ódio de quem sente as referências de exclusividade social se esvair, ainda que muito, mas muito lentamente. -
Desejamos saúde a LULA e a todos(as)!
Ao melhor Presidente da República que este país (Brasil) já teve em sua história (2003-2010), que hoje (31/10/2011) inicia o tratamento quimioterápico contra um câncer de laringe, desejamos a Bênção de Deus, a saúde e a cura. E na pessoa dele, que simboliza tão bem o nosso Povo Brasileiro, estendemos nossos votos de recuperação a todos e todas que se encontram em situação similar. FORÇA LULA! FORÇA POVO BRASILEIRO!










