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  • A Coluna Prestes nos Gerais de Minas

    A Coluna Prestes nos Gerais de Minas

    Lançamento em abril de 2026 – Paco Editorial

    Em abril de 2026, o Brasil celebra o centenário da passagem da Coluna Prestes pelo Norte de Minas Gerais — e também o lançamento de uma das obras mais aguardadas sobre o tema: A Coluna Prestes nos Gerais de Minas, organizada pelo historiador e professor Levon Nascimento, de Taiobeiras (MG), pela Paco Editorial. O livro reúne 15 autores e autoras em uma coletânea que renova a historiografia brasileira ao deslocar o eixo narrativo dos grandes centros urbanos para o sertão mineiro e baiano — o território do chamado “Brasil profundo”, onde a Coluna viveu, lutou e foi lembrada.

    Com prefácio de padre João Carlos Siqueira e posfácio de Milton Pena Santiago, a obra está dividida em oito capítulos temáticos que abordam, de modo multidisciplinar, as dimensões política, social, militar, educativa e simbólica do movimento tenentista. Participam da coletânea os pesquisadores e pesquisadoras Levon Nascimento, Márcia Sant’Ana Lima Barreto, Lídio Barreto Filho, Luiz Eduardo de Souza Pinto, Pedro Abder Nunes Raim Ramos, Sidney Batista Azevedo, Fabiano Alves Pereira, Vladimir Mendes Patrício, Joandina Maria de Carvalho, Maria de Fátima Magalhães Mariani, Leleco Pimentel, Silvânia Alves de Freitas, Mônica Rodrigues Teixeira, Padre João Carlos Siqueira e Milton Pena Santiago, formando um mosaico de vozes e perspectivas que se complementam.

    A coletânea articula história oral, micro-história, história regional e análise documental, explorando a tensão entre a propaganda oficial do governo Artur Bernardes — que retratava os revoltosos como “bandidos e sediciosos” — e as memórias transmitidas de geração em geração nas comunidades do Alto Rio Pardo, de Salinas, Taiobeiras e Condeúba. Como explica o organizador, a Coluna não é tratada como um mito distante, mas como uma experiência concreta vivida por famílias sertanejas, marcadas pelo medo, pela negociação e pela solidariedade popular. O livro resgata episódios emblemáticos, como o do comerciante João Rêgo, que negociou a paz em Taiobeiras, e a célebre “Manobra do Laço Húngaro”, exemplo da inteligência tática de Luiz Carlos Prestes e de sua tropa.

    Entre as contribuições, destaca-se o capítulo de Levon Nascimento, que combina pesquisa documental e memória familiar para reconstituir a passagem da Coluna pelo Norte de Minas. Márcia Sant’Ana Lima Barreto e Lídio Barreto Filho exploram o contexto político da Primeira República e as origens do tenentismo, enquanto Luiz Eduardo de Souza Pinto e Pedro Abder Nunes Raim Ramos traçam uma instigante biografia política de Prestes, evitando a hagiografia e revelando suas contradições humanas e ideológicas. Fabiano Alves Pereira investiga a dimensão militar e a mobilidade como método, e Sidney Batista Azevedo analisa o coronelismo mineiro e a propaganda legalista que tentou criminalizar os revoltosos.

    Na fronteira entre história e memória, Joandina Maria de Carvalho e Maria de Fátima Magalhães Mariani estudam a “Bahia próxima”, registrando narrativas orais que revelam como o povo reinterpretou a Coluna ao longo das décadas. Vladimir Mendes Patrício questiona “como o povo viu a Coluna Prestes”, propondo uma história “vista de baixo”, enquanto Leleco Pimentel, Silvânia Alves de Freitas e Mônica Rodrigues Teixeira investigam a surpreendente “Pedagogia da Coluna” — as escolas itinerantes, os diálogos formativos e o ideal educativo que aproximam o movimento das futuras teorias de Paulo Freire e da educação popular libertadora.

    O livro encerra-se com um posfácio reflexivo de Milton Pena Santiago, que propõe uma leitura reconciliadora da história: entre academia e sabedoria popular, entre o Brasil das capitais e o Brasil dos sertões. A Coluna Prestes nos Gerais de Minas é, assim, mais do que um registro histórico — é um exercício de escuta e reparação simbólica. Cada capítulo reafirma que a memória não é ruína, mas construção viva; e que o sertão, longe de ser apenas cenário, é sujeito histórico essencial na formação da nação.

    Com uma linguagem envolvente, acessível e sensível, a obra organizada por Levon Nascimento convida o leitor a revisitar um dos episódios mais fascinantes da história brasileira, unindo rigor científico e emoção narrativa. Em meio ao centenário da Coluna Prestes, o livro surge como um tributo à resistência, à justiça e à esperança — valores que continuam atravessando os Gerais de Minas e inspirando novas gerações de leitores, educadores e sonhadores.

  • Livro: A Coluna Prestes nos Gerais de Minas

    Livro: A Coluna Prestes nos Gerais de Minas

    TAIOBEIRAS, MG – No centenário da passagem da Coluna Prestes pelo Norte de Minas Gerais, será lançado em abril de 2026 o livro “A Coluna Prestes nos Gerais de Minas”, organizado pelo professor e historiador Levon Nascimento. A obra reúne artigos de pesquisadores, educadores e militantes que revisitam a histórica marcha liderada por Luiz Carlos Prestes, com foco especial na região do Alto Rio Pardo mineiro.

    📘 Sobre a Obra

    O livro é uma coletânea de textos que abordam desde a trajetória da Coluna Prestes (1924–1927) até seus desdobramentos políticos, sociais e culturais na região norte-mineira. A publicação conta com a colaboração dos seguintes autores:

    Levon Nascimento (organizador)
    Fabiano Alves Pereira
    Joandina Maria de Carvalho
    Leleco Pimentel
    Lídio Barreto Filho
    Luiz Eduardo de Souza Pinto
    Márcia Sant’Ana Lima Barreto
    Maria de Fátima Magalhães Mariani
    Milton Pena Santiago
    Mônica Rodrigues Teixeira
    Padre João Carlos Siqueira
    Pedro Abder Nunes Raim Ramos
    Sidney Batista Azevedo
    Silvânia Aparecida de Freitas
    Vladimir Mendes Patrício

    🧠 Destaques do Conteúdo

    • Capítulo 1: A passagem da Coluna pelo Norte de Minas Gerais, com ênfase em Taiobeiras e a estratégia do “Laço Húngaro”.
    • Capítulo 2: Trajetória de Luiz Carlos Prestes, do tenentismo ao comunismo.
    • Capítulo 3: Origens do tenentismo e o contexto político da Primeira República.
    • Capítulo 4: A marcha de 25 mil km e seu significado histórico.
    • Capítulo 5: A Coluna Prestes em Minas Gerais.
    • Capítulo 6: Memórias e representações na Bahia fronteiriça.
    • Capítulo 7: O legado de Prestes para a educação e as lutas trabalhistas.
    • Capítulo 8: A visão do povo sobre os “revoltosos”.

    🗺️ Contexto Histórico

    Em abril de 1926, a Coluna Prestes adentrou o território mineiro pela região do Alto Rio Pardo, onde executou a famosa manobra do “Laço Húngaro” para escapar do cerco das tropas legalistas. O livro recupera memórias locais, relatos orais e documentos históricos que revelam tanto o medo quanto a esperança despertados pela passagem dos revoltosos.

    🎯 Objetivo da Publicação

    Além de celebrar o centenário da passagem da Coluna, a obra busca:

    • Valorizar a memória regional e a identidade geraizeira.
    • Difundir pesquisas inéditas sobre o tema.
    • Estimular o debate sobre justiça social, democracia e resistência.
    • Servir como material educativo para escolas e comunidades.

    📅 Lançamento

    O livro será lançado em abril de 2026, com eventos presenciais em Taiobeiras/MG e outras cidades da região, além de divulgação nacional por meio de parceiros editoriais e institucionais.

    📧 Contato para Imprensa e Divulgação

    Levon Nascimento
    Organizador da obra
    E-mail: levon.nascimento@educacao.mg.gov.br
    WhatsApp: (38) 9 9202-9044

    “A Coluna Prestes nos Gerais de Minas” não é apenas um livro de história. É um convite para revisitar o passado com os pés no presente e os olhos no futuro.

    📖 Preparem-se para mergulhar em uma das epopeias mais fascinantes da história brasileira.

    Participe do apoio coletivo para a publicação do livro A COLUNA PRESTES NOS GERAIS DE MINAS, participando da vakinha virtual. Clique neste link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/apoio-para-publicar-o-livro-a-coluna-prestes-nos-gerais-de-minas

  • Norte de Minas: Um Brasil profundo entre cerrados, sertões e fronteiras

    Norte de Minas: Um Brasil profundo entre cerrados, sertões e fronteiras

    Este texto é um artigo de opinião construído a partir da reflexão sobre os estudos de João Batista de Almeida Costa e Geová Nepomuceno Mota, considerando os conteúdos de Norte de Minas: Cultura Catrumana, Suas Gentes, Razão Liminar (COSTA, 2021), Fronteira regional no Brasil: o entre-lugar da identidade e do território baianeiros em Minas Gerais (COSTA, 2002) e O fenômeno religioso da romaria sob a perspectiva da fé cristã: a romaria ao Santuário de Bom Jesus da Lapa (MOTA, 2012). A abordagem tem por objetivo promover um olhar sensível e crítico sobre o Norte de Minas, suas gentes e seus territórios, respeitando as referências dos autores citados.

    Por Levon Nascimento

    Quando se fala em Minas Gerais, o imaginário nacional costuma evocar as montanhas históricas, o ouro colonial, as cidades barrocas e a mineiridade da prosa mansa. Mas quem olha para o mapa percebe que, ao Norte, Minas guarda um território diferente, um sertão que não se encaixa nos estereótipos das Gerais. O Norte de Minas é outra coisa. É mistura de cerrado e caatinga, de Minas e Bahia, de catrumano e baianeiro. “É um sertão de múltiplas vozes, marcado por fronteiras simbólicas e sociais, onde se misturam o vaqueiro e o lavrador, o catrumano e o baianeiro, o religioso e o profano” (COSTA, 2021).

    Escrever sobre o Norte de Minas é, portanto, falar do Brasil profundo. Daquele Brasil que as capitais não enxergam, mas que resiste com teimosia às injustiças históricas. É falar de um povo que conhece a dureza da terra, o tempo da seca e o tempo da esperança. Que celebra a vida nos batuques dos quilombos, nas rodas de São Gonçalo, nas romarias ao Bom Jesus da Lapa/BA. “As práticas dos romeiros revelam a força da religiosidade popular nordestina e sertaneja, que transita entre o catolicismo oficial e as expressões locais de devoção, muitas vezes permeadas por elementos mágicos e simbólicos” (MOTA, 2012). “É um Brasil que, como disse Guimarães Rosa, ‘ajunta de tudo, os extremos, delimita, aproxima, propõe transição, une ou mistura: no clima, na flora, na fauna, nos costumes, na geografia, lá se dão encontro, concordemente, as diferentes partes do Brasil’” (ROSA, 1978 apud COSTA, 2002).

    O Norte de Minas nunca foi prioridade no projeto mineiro. Durante séculos, a política e a economia do estado giraram em torno do ouro, do café e das cidades históricas. Enquanto isso, o Norte ficou relegado ao esquecimento, visto como periferia, como sertão inóspito, como problema a ser resolvido ou ignorado (COSTA, 2021).

    Mas essa exclusão não foi apenas econômica. Ela também foi simbólica. “O Norte de Minas é ‘o outro’ dentro de Minas. Seus habitantes carregam o estigma de não serem os mineiros típicos. Falam diferente, comem diferente, rezam diferente. São chamados de baianeiros, como se fossem quase baianos, quase nordestinos, quase mineiros” (COSTA, 2002). Essa identidade liminar – entre ser e não ser – é, na verdade, uma riqueza cultural, mas o preconceito insiste em tratá-la como desvio.

    O Norte de Minas é, historicamente, um território de fronteira. Não apenas uma linha no mapa, mas um lugar onde culturas se misturam e se reinventam. “Durante a colonização, o sertão foi palco de conflitos entre a Bahia e Minas, disputa que terminou com a anexação do território norte-mineiro à capitania das Minas Gerais no século XVIII” (COSTA, 2002). Desde então, essa região carrega em si a marca da fronteira, do entre-lugar, da encruzilhada.

    Essa condição fronteiriça molda o jeito de ser das pessoas. O baianeiro – como se autodenomina boa parte da população – sabe transitar entre as tradições mineiras e nordestinas. Nas feiras, ouve-se o forró e o aboio, mistura-se o feijão tropeiro com o mocotó, o baião com o frango com pequi. “É o sertão em sua síntese, uma cultura plural e viva, que resiste mesmo diante das ameaças do agronegócio e da monocultura que avança sobre os Gerais” (COSTA, 2021).

    Se há algo que une esse povo, além da terra, é a fé. A religiosidade popular no Norte de Minas é um traço fundamental da identidade regional. E ela não é a fé do altar de ouro das catedrais, mas a fé do chão de terra batida, dos terços rezados em roda, das promessas feitas nas estradas de poeira. “É a fé do romeiro que sai de casa com o bornal nas costas, atravessa o sertão e vai até o Bom Jesus da Lapa, levando esperança e pagando promessas” (MOTA, 2012).

    A romaria é, mais do que um evento religioso, um ritual de pertencimento. “Quem vai à Lapa, vai também para reencontrar os seus, para reafirmar a própria existência diante do sagrado e da sociedade” (MOTA, 2012). É um ato de resistência cultural, um modo de dizer: “nós existimos, com nossa fé, nossa cultura e nosso jeito de viver”.

    Apesar de sua riqueza cultural, o Norte de Minas continua sendo uma das regiões mais vulneráveis do Brasil. A pobreza, a seca e a falta de políticas públicas ainda marcam a paisagem. Mas essa realidade não é sinônimo de passividade. “As comunidades tradicionais da região – quilombolas, geraizeiros, veredeiros, apanhadores de flores, indígenas Xakriabá – vêm se organizando para afirmar seus direitos e preservar seus modos de vida” (COSTA, 2021).

    O batuque ressoa como denúncia e celebração. As festas, as danças, as folias de reis, os Catopês, Marujos e Caboclinhos de Montes Claros, as Camponesas e Margaridas de Taiobeiras, as práticas agrícolas sustentáveis e os modos de cuidar da terra são parte de uma luta maior: a de permanecer no território, enfrentando o avanço do agronegócio e a lógica do capital que vê o cerrado apenas como commodity.

    O Norte de Minas é o Brasil profundo. É a síntese de um país marcado por contradições, fronteiras e encontros. Não podemos continuar a ignorar essa região como se fosse um apêndice esquecido de Minas Gerais ou do Nordeste.

    Ouvir as vozes do sertão norte-mineiro é essencial para entender o Brasil real. “Um Brasil que vive nas veredas, nos currais, nas romarias, nos batuques e nas lutas diárias pela dignidade” (COSTA, 2021). Como disse João Batista de Almeida Costa, “não se trata de romantizar o sertão, mas de reconhecer as gentes que ali vivem e resistem” (COSTA, 2021).

    O Norte de Minas não é apenas um lugar no mapa. É um território de memória, cultura e esperança. E, mais do que nunca, merece ser ouvido, respeitado e incluído.

    REFERÊNCIAS:

    COSTA, João Batista de Almeida. Norte de Minas: cultura catrumana, suas gentes, razão liminar. Montes Claros: Editora Unimontes, 2021.

    COSTA, João Batista de Almeida. Fronteira regional no Brasil: o entre-lugar da identidade e do território baianeiros em Minas Gerais. Sociedade e Cultura, v. 5, n. 1, p. 53-64, 2002.

    MOTA, Geová Nepomuceno. O fenômeno religioso da romaria sob a perspectiva da fé cristã: a romaria ao Santuário de Bom Jesus da Lapa. Montes Claros: Editora Unimontes, 2012.

    ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. 10. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.

    FOTOGRAFIA:

    SANTOS, Eliana Alves dos. As Camponesas de Taiobeiras. 2024. Disponível em: https://www.facebook/eliana.alvesdossantos.94. Acesso em: 16 jul. 2025.

  • Sertão: o mito do progresso e a realidade que engole o futuro

    Sertão: o mito do progresso e a realidade que engole o futuro

    Por Levon Nascimento

    Há dez anos, o Papa Francisco lançou a encíclica Laudato Si’, um grito de alerta: o “paradigma tecnocrático” – essa crença cega na tecnologia como solução para tudo – está destruindo o planeta e esmagando comunidades. Hoje, no semiárido brasileiro e em Minas Gerais, essa profecia se realiza diariamente. A mineração, travestida de “progresso” e “eficiência”, impõe uma lógica perversa: natureza é estoque, gente é obstáculo.

    Os desastres de Mariana e Brumadinho não foram acidentes. Foram a materialização desse pensamento. Barragens “estáveis” segundo laudos técnicos viraram túmulos porque ignoraram a vida humana rio abaixo. A técnica, supostamente neutra, serviu ao lucro rápido. O resultado? Lama tóxica, 272 mortos, rios assassinados.

    No semiárido, o drama é mais lento, mas não menos cruel. Empresas perfuram poços profundos com bombas de alta vazão para extrair minério, enquanto comunidades veem suas cacimbas e cisternas secarem. No Vale do Rio Peixe Bravo (Norte de Minas Gerais), a comunidade historicamente enraizada é constrangida por políticos e grandes empresários; seus saberes tradicionais são ridicularizados e desqualificados pelo “paradigma tecnocrático” denunciado pelo Papa Francisco; e o discurso de que “o progresso está chegando” suplanta os princípios de prevenção e precaução para com o frágil ambiente local, um dos últimos ainda razoavelmente preservado. Na Bahia e em Sergipe, o lençol freático baixou, secando fontes essenciais. Aqui, a guerra não é por ouro ou ferro: é por água. Quem perde são quilombolas, geraizeiros, agricultores familiares – tratados como “atraso” ao projeto de “modernidade” das mineradoras e dos políticos de província.

    A tecnocracia tem um rosto concreto:

    • Saberes locais apagados: Conhecimentos ancestrais sobre o manejo da terra e da água são desprezados em audiências públicas cheias de jargões técnicos incompreensíveis.
    • Natureza reduzida a números: Estudos de impacto medem água em “metros cúbicos afetados”, não em vidas humanas ou culturas destruídas.
    • Democracia esvaziada: Licenças são aprovadas em “fast-track”, comunidades são removidas à força ou manipuladas pelo poder do dinheiro, e recursos da CFEM (compensação financeira) desviados da saúde e educação.

    Laudato Si’ não é um tratado teórico. É um chamado à revolução ética: a “ecologia integral”. Isso significa:

    1. Colocar a vida acima do lucro: Proteger nascentes, restringir mineração em áreas frágeis, priorizar água para pessoas, não para britadores.
    2. Ouvir quem sabe cuidar: Incluir comunidades no planejamento, valorizar saberes tradicionais junto ao conhecimento técnico.
    3. Exigir responsabilidade real: Fim da impunidade corporativa. Quem polui, paga e repara. Auditorias independentes e controle público.

    Não basta tecnologia “verde” se a lógica for a mesma: extrair até esgotar. O semiárido clama por um novo paradigma, onde a técnica sirva à vida, não ao mercado. Dez anos depois da Laudato Si’, é hora de escolher: ou rompemos com essa engrenagem que transforma terra em commodity e gente em estorvo, ou seremos cúmplices da próxima tragédia anunciada. A água que falta no sertão hoje é o mesmo futuro que seca para todos nós.

  • Newton Cardoso

    *Levon Nascimento

    Morreu hoje, 2 de fevereiro de 2025, o ex-governador de Minas Gerais (1987-1991), o baiano Newton Cardoso (PMDB), nascido em Brumado.

    Empresário muito rico, dono de fazendas de gado e reflorestamento de eucalipto, inclusive a Veredão, em Berizal, adquirida no tempo em que aquelas terras ainda faziam parte do município de Taiobeiras.

    Consta que a única vez que um presidente da República pisou os pés em solo taiobeirense foi quando Newtão, como era conhecido, recebeu José Sarney na sede de sua propriedade. O avião presidencial pousou no aeroporto que até hoje serve ao latifúndio do então governador mineiro. Dizem as más línguas que aquela pista aeroportuária era para ser construída na cidade de Taiobeiras. Eu era criança, não sabia de nada.

    Muito próximo do ex-prefeito taiobeirense Joel da Cruz Santos, é justamente deles dois juntos que guardo memórias, flashes do meu tempo de menino. Lembro-me do dia em que inauguraram o prédio da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, atualmente minha unidade de trabalho. Também me recordo da inauguração da estação de captação e tratamento de água de Taiobeiras, na margem do Rio Pardo, na estrada que vai para São João do Paraíso. A festa foi na Praça da Matriz, com Newtão descerrando a placa e Joelão abrindo o hidrante e jogando água no povo, que pulava de emoção.

    Outra memória que tenho é de 1989. Eu na sexta série, na Escola Estadual Oswaldo Lucas Mendes. Nossa professora de história, Edna Silveira, liderou a greve histórica por melhorias salariais para os trabalhadores em educação. Houve uma celeuma entre ela e a diretora. Obviamente, tomamos partido do lado da professora. Num dos dias da greve, com a Avenida Amazonas deserta, colamos cartazes nas palmeiras que até hoje existem, em frente do Colégio, com charges que continham o corpo de um suíno desenhado e a cabeça do então governador, recortada de propagandas eleitorais, colada no bichinho. Enfim, coisas de adolescentes que viveram a redemocratização dos anos 80.

    Também é necessário dizer que no Arquivo Nacional, em pesquisa recente que realizei, encontrei referências à novela da Barragem de Berizal que remontam a 1989. Os documentos da época, que qualquer cidadão pode encontrar online,  afirmam que a obra não saiu do papel por decisão de Newton Cardoso, para não desagradar ao aliado Geraldo Santana, então deputado estadual por Salinas e presidente da CEMIG.

    Newton Cardoso foi sucedido no governo de Minas Gerais por Hélio Garcia.

    *Professor de História em Taiobeiras

  • Novo Minha Casa Minha Vida Rural em Taiobeiras

    Novo Minha Casa Minha Vida Rural em Taiobeiras

    Neste domingo (10/9/23), estive nas reuniões das associações comunitárias de Lagoa Dourada e Mirandópolis, juntamente com Rafael Ferreira, Geraldo Caldeira Barbosa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras e Flaviana Costa Sena Nascimento, candidata a Conselheira Tutelar de Taiobeiras.

    Na oportunidade, falamos do novo programa Minha Casa Minha Vida Rural, das políticas públicas do Governo Lula, do associativismo e da importância de fazer parte do sindicato e esclarecemos sobre o processo de eleição do Conselho Tutelar, que ocorrerá no próximo dia 01 de outubro.

    Gratidão a Nelson, Nilson e dona Elza, que nós convidaram para participar desses frutíferos encontros.

  • Audiência na CODEVASF

    Audiência na CODEVASF

    Na segunda (11/9/23), participei de uma audiência na 1a. Superintendência Regional da CODEVASF, em Montes Claros, a convite do Deputado Federal Padre João (PT) e do Deputado Estadual Leleco Pimentel (PT), juntamente com várias lideranças populares da base do Projeto “Juntos Para Servir” das regiões Norte de Minas e Alto Rio Pardo.

    Discutimos e cobramos o atendimento célere das demandas de políticas públicas estruturantes para os nossos municípios.

    Entre os participantes, Geraldo Caldeira Barbosa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, Rafael Ferreira Lucas, mobilizador do Programa Minha Casa Minha Vida Rural em Taiobeiras, Romário Fabri Rohm, assessor dos mandatos “Juntos Para Servir” no Alto Rio Pardo, e Letícia, vereadora de Águas Vermelhas.

  • Prof. Levon na Tribuna da Câmara sobre Municipalização das Escolas Estaduais mineiras (Projeto Mãos Dadas)

    Prof. Levon na Tribuna da Câmara sobre Municipalização das Escolas Estaduais mineiras (Projeto Mãos Dadas)

    Taiobeiras: O Professor Levon Nascimento usa a Tribuna da Câmara Municipal para pedir aos vereadores que votem CONTRA o Projeto Mãos Dadas, do Governo de Minas Gerais, que pretende municipalizar os anos iniciais das Escolas Estadual Deputado Chaves Ribeiro, Professora Dona Preta e Dona Beti. Assista.

    Assista aqui o vídeo do pronunciamento na Câmara Municipal de Taiobeiras.

  • Live sobre a municipalização das escolas estaduais mineiras

    Live sobre a municipalização das escolas estaduais mineiras

    Nesta sexta, 18/06, minhas convidadas para a LIVE são a Diretora Estadual do Sind-UTE, Joeliza Vieira, a Pedagoga Marcela Lucas e a Professora Cássia Rodrigues. Vamos fale de Municipalização das Escolas Estaduais. A live tem duração de uma hora e vai ao ar às 19h, em minha página no Facebook. Conto com todas e todos que querem se informar sobre esse tema tão importante para a educação pública de Minas Gerais. Até mais!

    Assista ao convite aqui.

  • As guerreiras negras da divisa da Bahia com Minas

    Casa de Feliciana e José Martins, ainda de pé em foto de 2007.

     * Por Levon Nascimento

    Feliciana era uma mulher negra que viveu no Areial, região próxima do Morro da Feirinha, na zona rural de Condeúba, Bahia, divisa com o norte de Minas Gerais.
    Ela fazia peneiras de taquaras retiradas de coqueiros e outras palmeiras, junto com as filhas Joaquina, Rita, Euflosina e Francisca. Era a única riqueza de seu trabalho que conseguiam comercializar. Artesãs de mão cheia! As taquaras eram amarradas com cordão de algodão lubrificado com cera de abelha. Começo, meio e fim do processo produtivo todo dominado por elas.
    Fabricação de peneiras de taquaras
    A terra onde Feliciana morava ficava sob um pedregulho aos pés do morro. Era assim desde seus pais e avós. Herança dos tempos do cativeiro. Quem sabe, um resquício de quilombo? Talvez, um dos poucos pedaços de chão que sobrou para ela e outros negros da região. Os terrenos bons eram propriedades de brancos.
    Mesmo com o rio banhando os fundos da casa, a infertilidade do solo exaustivamente usado por anos não deixava que nenhuma cultura rendesse. No máximo uns pés de mandioca, umas covas de milho e mangueiras que matavam a fome da meninada. E os pés de algodão, para fazer os cordões das peneiras.
    Feliciana foi casada com José Martins do Nascimento. Conta-se como lenda que ele foi mais de quarenta vezes a pé a São Paulo para trabalhar. Ganhava muito pouco. Quando chegava, era o suficiente para pagar as dívidas de sobrevivência da família. Já nas últimas expedições à capital paulista, levava consigo alguns dos filhos homens. Retirantes… Viúvas de marido vivo.
    Feliciana era rígida. Criou filhos e filhas numa pobreza material imposta pela realidade, mas criativamente rica de significados místicos, morais e éticos desenvolvidos pela capacidade de seu povo em ressignificar as agruras da vida e torná-las palatáveis e belas.
    Quando morria um anjo[1]de família negra ou branca, na ausência e na distância das instituições religiosas, era Feliciana e suas filhas que faziam o ritual de colocar o pequeno esquife[2], quando havia caixão, sobre rodias[3]na cabeça, cantando e dançando em círculos durante a sentinela[4], encomendando a pobre e desvalida alminha a Deus e Nossa Senhora. Cerimônia de sentido determinista, conformados que todos estavam com a sina e a naturalidade da mortalidade infantil, mas que remetia à necessidade de continuar vivendo e celebrando, mesmo em meio à miséria social.
    Morro da Feirinha, município de Condeúba/BA,
    divisa entre a Bahia e o norte de Minas.
    Para buscar pindoba, das quais se extraia as taquaras para as peneiras, Feliciana e suas filhas tinham de ir aos boqueirões das terras do Capitão Fabrício, o latifundiário que mandava na região da Feirinha do Morro. Fazenda a perder de vista, matas virgens nas divisas baianas com os sertões geraizeiros. Iam com todo o cuidado, escondidas, porque por diversas vezes foram ameaçadas de espancamento pelos capatazes do senhor de terras, punidas por “invadir” desobedientemente e extrair as riquezas naturais das quais aquele rico homem nem fazia caso. Mas elas insistiam na ousadia. Era preciso viver.
    De sexta para sábado, aquelas mulheres negras, vestidas de longas saias pretas e blusas brancas de algodão, por elas mesmas cultivado, tecido, costurado e ornado, punham-se a caminho de Condeúba. Sete léguas[5]de distância, a pé. Sobre as cabeças dezenas de peneiras. Entregavam a preços módicos o fruto sofrido de seu trabalho a comerciantes de Guajeru, que por elas já esperavam. Certamente conseguiam lá na frente dinheiro melhor naqueles produtos.
    Uma fila indiana de mulheres negras, corpos esguios, quase sempre famélicas. Enquanto isso passavam os carros de boi das famílias brancas. Cumprimentavam-se, compadres e comadres que eram, mas nenhum se propunha a pelo menos levar a carga de peneiras daquelas criaturas até a feira da cidade-sede do município. Contavam apenas com seus corpos e com a fé nas forças divinas para as quais encaminhavam as pobres alminhas brancas e negras.
    No século XIX, na região do atual Benin, na África, os imperialistas brancos se defrontaram com a bravura das guerreiras mino, amazonas negras que desde o nascer recebiam treinamento de suas tribos do Reino de Daomé para dar a vida lutando contra os invasores. Eram as Ahosi. Relatos europeus informam que elas possuíam muito mais vigor, bravura e técnica do que os combatentes do sexo masculino e que só a muito custo se conseguia derrotá-las, quando conseguiam.
    Guardadas as devidas proporções, Feliciana e suas filhas, como muitas outras mulheres, foram Ahosis do sertão. Bravas, rigorosas, tecnicamente eficientes, lutadoras numa terra onde tudo lhes ignorava ou era hostil, desafiadoras de uma sociedade que as queria mortas, rebeldes insistindo em viver.
    Feliciana morreu em julho de 1976. Eu tinha cinco meses de idade quando isso ocorreu. Ela nasceu e viveu num país que nunca se deu ao trabalho de saber de sua existência. Não tinha documentos, não votava, não era alfabetizada, nunca se aposentou. Retornou ao infinito durante uma feroz ditadura militar que prendia, torturava e matava pessoas que pensavam em construir um Brasil mais digno e justo para os seus descendentes. Feliciana era minha bisavó, mãe de Manoel José do Nascimento, meu avô materno. Uma Ahosi brasileira.
    * Levon Nascimento é sociólogo, professor de História e mestrando em “Estado, Governo e Políticas Públicas” pela Fundação Perseu Abramo e Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.



    [1]Criança que morria geralmente antes de completar um ano de vida. Mortalidade infantil.
    [2]Caixão de defunto.
    [3]Pano enrolado em círculo e posto sobre a cabeça das mulheres para servir de anteparo para o carrego de potes com água e outros objetos pesados.
    [4]Velório.
    [5]Uma légua, segundo a tradição sertaneja, equivaleria a seis quilômetros.
  • Lideranças geraizeiras sofrem atentado em Fruta de Leite (MG)

    Imagens dão a dimensão da violência

    * Do perfil no Facebook de Jorge Farinha

    Enquanto a maioria do povo Brasileiro estava distraída com o Carnaval, lideranças Geraizeiras de Fruta de Leite, no norte de Minas Gerais, sofriam atentados por sua luta em defesa de seus territórios tradicionais e contra a grilagem de terras do Estado.

    Causa forte indignação a forma bárbara e covarde como duas fortes lideranças do Movimento Geraizeiro foram atacadas neste fim de semana (14 e 15 de Fevereiro) no povoado Martinópolis, município de Fruta de Leite, ao que tudo indica a mando de grileiros de terras públicas.

    Alceu Batista Franco, de 42 anos, foi atacado por dois homens que o seguiam de moto, quando na noite de 14 de Fevereiro se deslocava da casa de seu pai para a sua residência. Ele também pilotava uma moto e os agressores se aproximaram dele, desferindo-lhe golpes com barra de ferro nas suas costas. Com a agressão, Alceu perdeu o controle e caiu da moto, mas antes que os dois o alcançassem de novo, conseguiu fugir pelo meio do mato, despistando assim os agressores e salvando a sua vida. Alceu afirmou que “faz mais de um mês que eles me vêm ameaçando e provocando”, procurando o confronto do qual ele tem fugido.

    Já Valdivina Dias Batista, de 62 anos, trabalhadora rural e forte liderança sindical e do Movimento Geraizeiro, popularmente conhecida na região por D. Vina, encontrou a sua casa completamente destruída pelo fogo depois de voltar da missa, no final da manhã de Domingo de 15 de Fevereiro. O incêndio destruiu praticamente toda a casa, deixando a vítima e sua família apenas com a roupa do corpo. Os covardes agressores, até agora não identificados, retiraram a gasolina do carro que estava estacionado num alpendre ao lado da residência, e espalharam por todo o imóvel, fazendo com que nada do interior da casa fosse poupado, com exceção da cozinha, que é a partir de onde D. Vina, seu esposo José Batista Nascimento, 67 anos, e seu filho Gildavo Dias Nascimento, 30 anos, irão reconstruir suas vidas.

    Para Orlando Santos, uma das principais lideranças do movimento e que reside na zona rural do município de Novorizonte, não existem duvidas quanto à motivação dos crimes. “Desde 2011, que foi quando organizamos o movimento e começamos a lutar contra a grilagem das terras devolutas, em defesa do nosso território tradicional e preservação do cerrado e as suas nascentes, que temos vindo a sofrer constantes ataques e ameaças. A nossa atuação está mexendo com interesses muito poderosos”, afirmou. Ele mesmo tem sido constantemente ameaçado e, inclusive, já sofreu com falsa denúncia de que possuía em sua casa forte armamento, que culminou com um pedido de busca e apreensão em sua residência. “A polícia chegou de madruga em grande aparato. Eu não estava em casa. Eles entraram vasculhando tudo, não respeitando a minha mulher e a minha filha. Obviamente que não encontraram nada, mas levaram a minha filha presa por desacato à autoridade, porque ela se indignou contra aquela brutalidade e injustiça. É muito humilhante e revoltante você, que é homem de bem, ver a sua filha de dezoito anos ser presa naquelas condições. Ainda mais que eles revistaram a minha filha sem ter nenhum agente feminino presente. É muito revoltante”, disse.

    Os assessores jurídicos do movimento, André Alves de Souza e Marcos de Souza, fazem questão de realçar que “os atentados têm relação com a luta das comunidades tradicionais geraizeiras que estão se organizando para retomar seus territórios tradicionais que, em grande parte, incidem sobre terras pertencentes ao Estado de Minas Gerais que foram arrendadas a empresas de plantio de eucalipto, nas décadas de 1970 e 1980 por períodos de aproximadamente 23 anos, cujas promessas de desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida do povo do lugar não se concretizaram, ao contrário, pioraram. Esses contratos já venceram e essas terras vêm sendo objeto de grilagem e venda a empresas e particulares. O que as comunidades locais reivindicam é a restauração dos ambientes degradados pela monocultura do eucalipto, a recuperação dos territórios pelas comunidades tradicionais para a produção agroecológica e conservação ambiental, geração de trabalho e renda, sobretudo para os jovens”, afirmaram.

    Relativamente aos crimes deste final de semana, as suspeitas dos integrantes do movimento recaem sobre um poderoso proprietário da região, que ao ver a retomada das terras que ele mesmo grilou e vendeu para poderosa empresa agro-florestal (da qual ele também era funcionário), afirma agora que lhe pertencem e as tenta grilar de novo.

    Já D. Vina, que viu toda a luta de uma vida virar cinza, afirma que “sou geraizeira, resistente e forte como o Cerrado e irei reconstruir tudo de novo. Só ficou a cozinha, mas é nela que iremos viver e, com Fé em Deus, continuaremos a nossa luta”. Entretanto os integrantes do movimento já auxiliam na reconstrução da casa da companheira.

    As autoridades, que já efetuaram perícias em relação aos dois casos e não têm duvida da origem criminosa do incêndio na casa da D. Vina, estão efetuando diligências para encontrarem os responsáveis pelos crimes.

  • Deputado Reginaldo Lopes promoveu Encontro do Coletivo do Mandato

    No final de semana 10 e 11 de março, participei do IV Encontro do Coletivo Estadual do Mandato do Deputado Federal Reginaldo Lopes (PT/MG) realizado no Sesc/Venda Nova. Mais de oitocentas pessoas estiveram presentes, representando os diversos municípios de Minas. Presenças marcantes de Marco Maia (PT/RS), presidente da Câmara dos Deputados; Fernando Pimentel (PT/MG), ministro da Indústria; Jilmar Tatto (PT/SP), deputado líder da bancada do PT na Câmara Federal; Miguel Corrêa da Silva Júnior (PT/MG), deputado federal; e Márcio Lacerda (PSB/MG), prefeito de Belo Horizonte.
  • Por que os serviços do IPSEMG são tão precários em Taiobeiras?

    Por que os serviços do IPSEMG (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais) funcionam tão mal (ou nem funcionam) em Taiobeiras?

    Se você é usuário e já teve problemas para ser atendido, relate aqui a sua experiência. Vamos divulgar nossa indignação e nos unir para melhorar o acesso aos serviços de saúde a que temos direito garantido, uma vez que pagamos mensalmente ao IPSEMG através do desconto que é feito em nossos ordenados.