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  • Fátima: “Um verdadeiro assombro” na região!

    Fátima: “Um verdadeiro assombro” na região!

    Em 3 de maio de 2025 tem início mais uma edição da tradicional Festa de Nossa Senhora de Fátima, em Taiobeiras. Essa celebração, tão enraizada na cultura local, teve início em maio de 1957, fruto de dois eventos marcantes.

    Em setembro de 1954, a recém-emancipada cidade recebeu a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, trazida pelos missionários capuchinhos. Segundo relato do então vigário de Salinas, “Fátima […] foi um verdadeiro assombro” na região — passando por Rio Pardo, depois por Taiobeiras e, finalmente, por Salinas.

    Em 1955, tocada pela intensidade daquela missão, a comunidade taiobeirense decidiu manter viva a experiência. Foi então que Frei Jucundiano de Kok idealizou e iniciou a construção da Capela Octogonal, planejada para abrigar a imagem da Virgem que seria adquirida em 1957. Nesse mesmo ano, foi inaugurado o pequeno santuário mariano e realizada a primeira edição da festa, em 13 de maio — data que se tornaria a principal celebração religiosa da cidade.

    A imagem que ilustra esta postagem pertence ao arquivo da Província Franciscana de Santa Cruz, em Belo Horizonte. Trata-se de uma singela homenagem feita pela Paróquia São Sebastião de Taiobeiras ao seu primeiro pároco, um ano após sua morte — o mesmo que lançou as bases da fé e da cultura que hoje marcam profundamente a identidade do nosso povo.

    Gentilmente cedida pela Província Franciscana de Santa Cruz, Belo Horizonte.
  • Artigo do Levon: Quando era maio…


    A cidade se enfeitava inteira, os meios-fios e até um metro do tronco das árvores ornamentais eram pintados de cal. A passarela central da Praça da Matriz, ladeada por majestosas palmeiras imperiais, toda decorada com faixas e dizeres. Naqueles dias de maio, a fé brotava dos corações, a alegria irradiava-se nos lares e o perfume das novidades invadia o ar frio de outono em Taiobeiras.


    A procissão seguia: crianças vestidas de anjos – não fosse assim, não seria Minas Gerais. As mulheres de branco com fitas vermelhas e medalhas ao pescoço cantarolavam canções marianas. Um velho senhor, à frente, carregava a cruz do Ressuscitado. No meio e atrás, a pé simplesmente, ou empurrando bicicletas, uma multidão colorida pajeava o cortejo em busca da santa.


    Na frente da Igrejinha octogonal, vivas e mais vivas ensaiadas pelo frade. Homens mais fortes, com zelo e vigor, retiravam a imagem portuguesa de Nossa Senhora de seu nicho e a colocavam sobre um andor com oito hastes. Vereadores da Câmara carregavam o palanquim nos ombros. As disputas partidárias entravam em sabática trégua. Em festa, júbilo, parada real, a senhora de Fátima era carregada no retorno à Matriz.


    Entre cantos e “exultes”, bem romano na concepção, mas sem perder a bucólica tradição popular, flores, serpentinas e confetes eram atirados, rumo ao andor, pelos populares que saiam às portas a esperar pela passagem da Mãe.


    Em triunfo olímpico, de volta à Praça da Matriz, a procissão passava pelo corredor central. Coisa de reis e rainhas, cinematográfico! E adentrava à Matriz. Chegava a imagem de Maria – a senhora de Fátima – na casa de São Sebastião, para durante 10 dias ali permanecer recebendo honras, coroações e súplicas, homenagens que só a mãe do Salvador do mundo poderia merecer.


    Tempos idos, os quais eu via e sentia nas décadas de 1980 e 1990, quando um povo – taiobeirense – ainda não se havia deixado vencer pela sede de consumo nem pelo vício do descartável. Era maio, mês de Maria e das mães, e a família ainda se reunia e confraternizava em torno do que era bom!
  • Mês de maio em Taiobeiras: todos os caminhos levam à Igrejinha!

    Estão às portas a 57ª edição da Festa de Nossa Senhora de Fátima, religiosa, de 3 a 13 de maio de 2013, e da Festa de Maio, comercial, de 16 a 19 de maio de 2013. Um dia, as duas já foram uma, bem menos “capitalista”, muito mais família, fé e cultura!

    Taiobeiras: construção da Igrejinha “de oito lados” de N. Sra. de Fátima
    Igrejinha, ao fundo da Rua Osvaldo Argolo
  • Por que a "Igrejinha" de Taiobeiras tem oito lados?

    Foto: Fellipe Lucas
    A Capela de Nossa Senhora de Fátima em Taiobeiras, popularmente conhecida como “Igrejinha”, é octogonal e foi construída nos anos 50 do século XX para abrigar a imagem peregrina da Virgem Maria (Fátima) trazida de Portugal a pedido do pároco da época, Frei Jucundiano de Kok (OFM).

    Reportagem especial sobre Taiobeiras, veiculada na primeira edição do telejornal MG InterTV (Rede Globo, Montes Claros, MG), nesta sexta, 04 de janeiro de 2013, apresenta um suposto mistério acerca dos reais motivos que levaram à construção deste belo e singelo templo em forma de octógono.

    Apresento, a seguir, uma das possíveis explicações, baseada em informação histórica, para a escolha deste modelo de construção, típico da arquitetura religiosa de estilo português:

    “O octógono, polígono de oito lados e oito vértices, é considerado como símbolo do mundo intermediário, que comunica o Céu, ou mundo superior, com a Terra, ou mundo inferior – simbolizados, respectivamente, pelo círculo e pelo quadrado. Ou seja, “sendo o quadrado uma representação da terra e o círculo uma imagem do céu, o octógono é considerado como uma figura capaz de unir ambos”. Ora, Nossa Senhora, representação do arquétipo da Grande Mãe, sempre foi considerada [pelos católicos] a mediadora entre o Céu e a Terra. E, tendo sido alçada em corpo e alma até a morada celestial, como proclama o dogma da Assunção, todas as suas aparições – hierofanias do Sagrado Feminino – têm o dom de sacralizar a existência humana, pois são um meio pelo qual o Céu e a Terra, o Divino e o Profano, permanecem unidos. Este é o simbolismo da planta octogonal da igrejinha de Nossa Senhora da Glória do Outeiro [no Rio de Janeiro]. Significativamente, octogonal é a planta de várias igrejas templárias, como a do Convento de Cristo, em Tomar, sede da Ordem do Templo em Portugal, e é bem conhecida a profunda dedicação desses monges cavaleiros à Virgem Maria, da qual eram fervorosos devotos.”
    Outra informação: Conforme ficou claro na explanação acima, que trata da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no Rio de Janeiro, a “Igrejinha” de Taiobeiras não é a única de oito lados da América Latina, conforme foi veiculado na reportagem. Existem outras. Uma delas está edificada na Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Claro que, as dimensões (em metros quadrados) e as características arquitetônicas variam entre os templos.

    Independente de ser a única ou não, a “Igrejinha” de Nossa Senhora de Fátima em Taiobeiras é realmente um tesouro de fé e um monumento cultural importantíssimo. Ela marca singularmente a paisagem taiobeirense e merece todo o empenho da população em preservá-la para a admiração das futuras gerações.
  • Maio em Taiobeiras: Nossa Senhora de Fátima

    Apenas um momentinho do encerramento da 56ª Festa de Nossa Senhora de Fátima em Taiobeiras: 13 de maio de 2012.

  • Encerramento da 56ª Festa de Nossa Senhora de Fátima em Taiobeiras

    Imagem no andor em frente à Igrejinha Octogonal
    Apesar das situações que nos desagradam, pelos sinais do antirreino que emitem, o que vale mesmo é ressaltar a fé do povo no Deus da vida e na virgem que caminha com a gente. Esta fé faz com que nosso coração cultive a esperança nos dias que virão, nos quais a sacralidade do amor se estenderá por onde quer que caminhemos.

    Seguem algumas imagens do encerramento da 56ª Festa de Nossa Senhora de Fátima em Taiobeiras, ocorrido na tarde-noite de 13 de maio de 2012 na Praça da Igrejinha (Avenida do Contorno). A Festa de Nossa Senhora de Fátima em Taiobeiras/MG teve início em 1957 e é considerada a maior manifestação religiosa deste município.

    56ª Festa de N. Sra. de Fátima em Taiobeiras (13/05/2012)
    56ª Festa de N. Sra. de Fátima em Taiobeiras (13/05/2012)
    56ª Festa de N. Sra. de Fátima em Taiobeiras (13/05/2012)
    56ª Festa de N. Sra. de Fátima em Taiobeiras (13/05/2012)
    56ª Festa de N. Sra. de Fátima em Taiobeiras (13/05/2012)
  • Enquete: Fatos históricos de Taiobeiras/MG. Vote.

    Em 2010 eu fiz uma enquete sobre os fatos históricos de Taiobeiras no blog, com base neste post. Como o acesso a ele continua alto, vou repetir a enquete e as informações. Participe!

    Joel Cruz em 1976

    1. A era populista de Joel, compreendendo os quatro mandatos deste político à frente do Executivo municipal, bem como sua prática eleitoral e pessoal de mando, baseada em atitudes e concepções próximas do chamado populismo teórico.

    Denerval

    2. A era neoliberal de Denerval, caracterizando o pensamento ideológico e a prática política do atual Prefeito e de seu grupo político, nos quais predominam concepções empresariais e liberais de direção da máquina pública, bem como um distanciamento do ideário socializante, todas estas vertentes próximas ao pensamento neoliberal teórico vigente.

    Dona Lia

    3. A eleição de Dona Lia a prefeita. Destaca-se o fato inédito e único na história de Taiobeiras, o de uma mulher ascender ao cargo de Prefeita Municipal, mesmo lutando contra a máquina populista da situação, em 1992, e desafiando o ideário  machista da cultura local.

    4. O assassinato de Tezinho, em 1981. Um grande empresário e liderança política local é morto em seu próprio estabelecimento comercial – o maior da cidade até então – em circunstâncias mistériosas e trágicas. Um fato que passou para o imaginário coletivo da sociedade taiobeirense e que rende debates e narrativas mesmo após quase trinta anos do ocorrido.

    Martinho Rego

    5. O assassinato de Martinho Rego, em 1911. Baiano de Caculé, um dos fundadores do povoado, foi o primeiro vereador de Bom Jardim das Taiobeiras na Câmara Municipal de Rio Pardo de Minas. Fazia as vezes de agente de polícia na feira de sábado, prendendo desordeiros e levando-os à cadeia da Comarca (Rio Pardo). Foi assassinado em casa, desprevenidamente, por um destes a quem havia aprisionado.

    Luis Carlos Prestes

    6. A passagem da Coluna Prestes, em 1926. O Brasil atravessava a crise dos anos 1920. O tenentismo exigia uma política diferente da praticada pelas oligarquias do “café-com-leite”. O “cavaleiro da esperança”, Luis Carlos Prestes, e outros formam a Coluna que percorreu milhares de quilômetros do Brasil visando derrubar Arthr Bernardes da Presidência. Em 26 de abril de 1926 a Coluna ou “Revolta”, como ficou conhecida por aqui no sertão, chega a Taiobeiras. Único fato da história do município que nos une aos grandes acontecimentos da história do Brasil.

    Procissão N. Sra. de Fátima

    7. A festa religiosa e social de Maio. Criada por Frei Jucundiano de Kok, OFM em 1957, a Festa de Nossa Senhora de Fátima (religiosa) e a atual Festa de Maio (social) são o acontecimento cultural, religioso e econômico de maior envolvimento popular do calendário anual de Taiobeiras. A Festa de Nossa Senhora de Fátima ocorre, atualmente, na Igrejinha octogonal situada à Avenida do Contorno. Já a Festa de Maio, parte social, na confluência da Avenida da Liberdade com a Praça da Matriz. Juntamente com ela, acontece também, a Ferarp (Feira de Negócios do Alto Rio Pardo).

    Zé da Máquina no 1º de maio

    8. A trajetória esquerdista de Zé da Máquina. Um dos fundadores do PT e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, candidato a vice-prefeito e prefeito, eleito vereador, líder comunitário, polêmico e comprometido com as causas sociais, o cidadão José Sena, conhecido como Zé da Máquina, foi a primeira grande liderança de Taiobeiras a acreditar que era possível fazer política pela Esquerda neste município do Alto Rio Pardo. Faleceu em 2008, num auto-exílio a que se impôs numa cidade do Estado do Tocantins.

  • Final de maio

    Finalizando mais um mês de maio, é sempre bom relembrar dos meses de “maio” de nossa história. Nesta foto, a procissão em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, em fins dos anos 1960 ou início da década de 1970. Uma imagem ingênua e bela, daquela que viria a se tornar a maior festa religiosa (e também profana) de Taiobeiras.

  • Final da 55ª Festa de N. Sra. de Fátima em Taiobeiras

    Com encerramento marcado para este 13 de maio de 2011, a 55ª Festa de Nossa Senhora de Fátima, realizada pela Paróquia São Sebastião de Taiobeiras, reuniu multidões na Praça da Igrejinha, nos dez dias de sua realização.

    A fé mariana e as tradições religiosas do povo taiobeirense, inspiradas pelo exemplo de Frei Jucundiano de Kok, OFM (1902-1974), 1º pároco, se revitalizaram e entusiasmaram gente de todas as idades, especialmente aos jovens e às crianças.

    Neste ano, a renda das festividades será revertida para a construção do Centro Catequético Paroquial de Taiobeiras.

    Para conhecer mais sobre as “Tradições de Maio em Taiobeiras”, clique aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.