Tag: PT

  • Minha Casa Minha Vida em Rio Pardo

    Minha Casa Minha Vida em Rio Pardo

    Por Levon Nascimento

    Da esquerda para a direita: deputado Leleco Pimentel (PT), eu, vereador Gean Marcos (PT/Rio Pardo de Minas) e Romário Rohm, assessor dos deputados Leleco e Padre João, com a bandeira de Rio Pardo de Minas em destaque.

    Sempre admirei Rio Pardo: povo gentil e guerreiro, cidade-mãe da nossa região. Sem ela, não existiriam Salinas, Taiobeiras, São João do Paraíso e tantos outros.

    Agora, a admiração cresce com esta conquista: 150 famílias assinaram contratos para a construção de moradias rurais (Faixa 1) do Minha Casa Minha Vida, do presidente Lula. Resultado da luta do vereador Gean, do assessor Romário, das lideranças das comunidades de Ilha das Cabras, Raiz e Sobrado, com apoio fundamental dos deputados Padre João e Leleco.

    Na foto, aponto para a bandeira como símbolo da luta coletiva. Não foi presente de prefeito, foi fruto da organização das comunidades e do PT. Um exemplo da importância de eleger vereadores e deputados do PT, comprometidos com o povo.

    As 150 moradias serão na zona rural, e outras 50 já estão previstas para a área urbana. Parabéns, Rio Pardo!

  • Balanço de 2024

    Balanço de 2024

    * Levon Nascimento

    O trabalhador mais explorado se vê como o “empreendedor” que, “ao se esforçar muito (ser explorado por um patrão anônimo) e mudar o mindset (mentalidade )”, se tornará o “vencedor”, consumidor de neo-bugigangas com obsolescência programada.

    Saíram vitoriosos os discursos dos coaches, o individualismo extremo, que nega a solidariedade entre os iguais e estimula a rivalidade entre “as inimigas invejosas”, a heresia da Teologia da Prosperidade e a religião de mercado.

    Falar a essas pessoas sobre direitos humanos básicos, meio ambiente e crise climática, cidadania, democracia, coletividade, garantias fundamentais e consciência de classe não encontra mais eco e significado em seus cotidianos.

    Some-se a isso o dinheiro do Orçamento Secreto nas campanhas das direitas locais, a burocratização da utopia nos governos de esquerda, as oligarquias de mandatos dentro do PT e a sabotagem à militância histórica, como correu conosco aqui em Taiobeiras, e tem-se o quadro de derrota das pautas e candidaturas progressistas.

    Isso explica as vitórias eleitorais e anti-civilizatórias, avassaladoras, da centro-direita e, relativas, da extrema-direita.

  • Padre João e Leleco Pimentel no Riacho de Areia e em Olhos D’Água, em Taiobeiras

    Padre João e Leleco Pimentel no Riacho de Areia e em Olhos D’Água, em Taiobeiras

    No sábado (9/9/23), o Projeto “Juntos para Servir”, dos mandatos do Deputado Federal Padre João e do Deputado Estadual Leleco Pimentel (Partido dos Trabalhadores – MG), esteve em Taiobeiras, no Alto Rio Pardo.

    Primeiramente, os deputados se reuniram com os moradores da Comunidade de Olhos D’Água, onde prestaram contas do trabalho legislativo e fizeram a entrega de uma carreta-tanque e de um subsolador, frutos de emendas parlamentares, à associação comunitária.

    Em seguida, foi a vez da Comunidade Riacho de Areia, onde houve uma confraternização com os moradores e convidados das comunidades vizinhas. Foram entregues às associações de Manteiga e Riacho de Areia um trator e uma grade agrícola.

    Na oportunidade, os deputados reafirmaram os compromissos com as comunidades, a agricultura familiar, a educação do campo e a moradia popular de caráter social.

    Esclareceram sobre o novo Minha Casa Minha Vida Rural e as demais políticas públicas emancipadoras do Governo do Presidente Lula. Os diretores do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, Geraldo Caldeira, Lourival Sena, Rafael Lucas, Gabriel Ferreira e Luciana, além de Tia Kêu, participaram das atividades com os deputados, organizadas pelo assessor regional Romário Fabri Rohm.

    O professor Levon Nascimento e os presidentes das associações visitadas, Antônio , Fabiano, Renilva e Marli, também acompanharam as atividades.

    Vilmar, presidente da Associação Municipal das Comunidades Rurais de Taiobeiras fez presença na reunião em Riacho de Areia.

    Edianilha (Nina), da Cooperativa de Restauradores do Cerrado Mineiro, presenteou os deputados com licores artesanais de frutos típicos da flora de Taiobeiras. Gratidão a todas e a todos!

  • Audiência na CODEVASF

    Audiência na CODEVASF

    Na segunda (11/9/23), participei de uma audiência na 1a. Superintendência Regional da CODEVASF, em Montes Claros, a convite do Deputado Federal Padre João (PT) e do Deputado Estadual Leleco Pimentel (PT), juntamente com várias lideranças populares da base do Projeto “Juntos Para Servir” das regiões Norte de Minas e Alto Rio Pardo.

    Discutimos e cobramos o atendimento célere das demandas de políticas públicas estruturantes para os nossos municípios.

    Entre os participantes, Geraldo Caldeira Barbosa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, Rafael Ferreira Lucas, mobilizador do Programa Minha Casa Minha Vida Rural em Taiobeiras, Romário Fabri Rohm, assessor dos mandatos “Juntos Para Servir” no Alto Rio Pardo, e Letícia, vereadora de Águas Vermelhas.

  • Um ano da convenção do PT de Taiobeiras

    Um ano da convenção do PT de Taiobeiras

    Hoje, 13 de setembro, faz exatamente um ano que realizamos a nossa convenção municipal do PT na Câmara Municipal de Taiobeiras.

    Foi um momento muito bonito e do qual devemos nos orgulhar. Não importa muito o resultado eleitoral.

    O que importa de verdade é que estamos dedicando nossas vidas às boas causas da fraternidade, da igualdade social e da melhoria da qualidade de vida de toda a população.

    Minha gratidão a quem teve o carinho de lutar ao meu lado!

  • Taiobeiras: Financiamento coletivo de campanha

    Taiobeiras: Financiamento coletivo de campanha

    COMO DOAR?
    Acesse: https://professor-levon.financie.de


    Sou Levon Nascimento (Professor Levon), Pré-Candidato a Prefeito de Taiobeiras pelo Partido dos Trabalhadores. Se a convenção partidária, na data correta, vier a confirmar meu nome para essa disputa eleitoral, farei a campanha com poucos recursos, primeiramente porque é o correto e, em seguida, justamente para dar maior significado à democracia. Se você quiser contribuir com esse processo, faça sua doação para o FINANCIAMENTO COLETIVO DE CAMPANHA, tudo em conformidade com a Lei Eleitoral brasileira.


    O QUE É FINANCIAMENTO COLETIVO?
    Uma das formas mais honestas de se financiar as campanhas políticas e fortalecer a democracia, impedindo o uso ilegal de recursos públicos e a interferência poder econômico nas decisões do povo, é o FINANCIAMENTO COLETIVO de campanhas eleitorais.


    De acordo com a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), os pretensos concorrentes podem contratar as empresas de financiamento coletivo que estejam cadastradas na Justiça Eleitoral. A lista de instituições credenciadas pode ser consultada no Portal do TSE.


    Os recursos arrecadados na fase de pré-campanha somente serão disponibilizados ao candidato após o seu registro de candidatura na Justiça Eleitoral, a obtenção do CNPJ da campanha e a abertura de conta bancária específica.


    Na hipótese de o pré-candidato não solicitar o seu registro de candidatura, as doações recebidas durante o período de pré-campanha devem ser devolvidas pela empresa arrecadadora diretamente aos respectivos doadores.

  • Os erros do PT

    * Levon Nascimento
    A questão vai muito além dos erros do PT ou da esquerda. Erramos muito, com certeza, e estamos pagando por isso. Mas os ataques da direita se concentram justamente nos acertos e nas virtudes do PT, ou seja, nos direitos sociais, no fortalecimento do mercado interno e nas políticas de inclusão construídas nos governos de Lula e Dilma.
    Para a direita nativa, é preciso confinar novamente a “negrada” à senzala, de onde nunca deveria ter saído. Onde já se viu pobre estudar em cursos antes reservados às “castas superiores”? Parece uma mistificação essa pergunta anterior, mas é exatamente como pensa o setor que foi às ruas, espumando de ódio fascista, nas tais manifestações “contra a corrupção” (dos outros), vestido de amarelo-cbf.
    Mas, o atual momento também não pode ser compreendido fora do contexto mundial. Trata-se do rearranjo das forças do capital, golpeadas pela crise que se iniciou em 2008 nos EUA, buscando a qualquer custo manterem-se vivas. Para elas, o lugar destinado ao Brasil sempre foi e será o de colônia dócil, aberta sem resistência ao imperialismo do Norte. Nada de política externa ativa e altiva como na Era Lula!
    Enfim, os pecados do PT e da esquerda foram vários e, talvez, imperdoáveis, mas nenhum foi maior do que ambicionar construir uma Nação mais justa e forte ao sul da linha do equador. E não há, nunca houve e nem haverá opção pura, sob o risco de continuarmos em nosso letárgico messianismo, sempre à busca de um salvador da Pátria.
    O caminho é que os trabalhadores e os pobres se envolvam na política e a tornem parte de suas vidas
    * Professor de História e mestrando em “Estado, Governo e Politicas Públicas” pela Flacso/FPA.
  • Artigo do Levon: O fim do governo da primeira mulher

    Dilma e Lula na noite da vitória de Dilma em 2010
    Está chegando ao fim o governo da presidenta Dilma Rousseff e os anos do PT no comando central da República. Injustamente, pois este final se dará por um golpe de estado parlamentar, midiático, judicial e institucional. Ela não cometeu crime de responsabilidade e é honesta. Nada se comprovou contra Dilma, que teve sua vida vasculhada de ponta a ponta. Pelo contrário, ofenderam-na desde o dia em que se soube que seria candidata à presidência da República. Na pessoa de Dilma, o machismo estrutural revelou sua face mais torpe e cruel contra todas as mulheres da Nação. Aliás, a primeira mulher a alcançar o mais alto posto do estabilishment brasileiro foi também a nossa chefe de Estado mais vilipendiada de todos os tempos.

    Mulher de fibra, fiel aos princípios democráticos e de extremado amor ao povo do Brasil, Dilma Rousseff será deposta na próxima segunda ou terça, 29 ou 30 de agosto. Tristes agostos para a política brasileira!
    Chegará ao fim um dos mais belos períodos da História deste país. Época em que, pela primeira vez, os pobres, os pequenos, os negros, as mulheres, os homossexuais, os marginalizados e os trabalhadores tiveram vez e prioridade nas políticas do governo brasileiro. Tempo de ouro que começou em 2002, com a eleição do operário Luiz Inácio Lula da Silva.
    Dificilmente veremos, nas próximas duas ou três gerações, um tempo tão belo e frutífero quanto este que a ganância de nossa torpe burguesia, amparada por uma classe média néscia, fez se eclipsar.
    Meu registo, nestes dias tão tristes, para a História. Eu vivi os dias de Lula e de Dilma na presidência do Brasil. Nunca houve governantes tão dedicados à causa do Brasil, tão empenhados em fazer melhorar a vida da maioria e tão barbaramente perseguidos nesta terra. Erros, cometeram, muitos. A autocrítica partidária deverá ser feita. Mas isto não apaga o brilho do que foi construído e conquistado. A História nos dará razão. Afinal, estamos do lado certo da História!
    Levon Nascimento, 27 de agosto de 2016.

  • Artigo do Levon: A última carta de Dilma

    Dilma Rousseff, primeira mulher a ser eleita presidenta
    da República brasileira. Vítima de um golpe de Estado.

    A carta proclamada pela presidenta-eleita Dilma Rousseff ao Povo Brasileiro e ao Senado da República, na tarde desta terça, 16 de agosto de 2016, tem tudo para se tornar um documento histórico.

    Histórico porque representa a última ação, em favor da manutenção da democracia brasileira, de uma mulher íntegra, honesta, que não cometeu crime de responsabilidade, a primeira do sexo feminino a ser eleita e reeleita para o mais alto cargo do Estado brasileiro, conclamando a Nação a resistir a mais um golpe de estado. Lembre-se de que o Brasil é o país onde este tipo de golpe é a regra e não a exceção.

    Dilma Rousseff teve problemas em seus governos, errou muito, mas acertou outro tanto. Buscou governar para os pequenos, os fracos, os pobres e os trabalhadores. Não teve jogo de cintura para lidar com a gula insaciável do mercado e nem com os gangsteres que povoam a política brasileira desde que Cabral pôs os pés em Porto Seguro. Talvez, aí esteja o maior erro de Dilma. Não fez concessões a Eduardo Cunha e sua gangue. Isto lhe custou o mandato conferido por 54 milhões e meio de brasileiros.

    O petrolão, a Lava-jato, a piração religiosa em torno da polêmica do aborto, a misoginia, a imbecilidade política da classe média, o machismo e o racismo contra sua política inclusiva fizeram um inferno cotidiano sobre o qual Dilma Rousseff teve que ter estômago mais pródigo do que o de avestruz. Dilma foi duas vezes torturada: na ditadura passada (1964-1985), em favor da democracia; na ditadura midiático-judiciária dos golpistas hodiernos, novamente pelos valores democráticos.

    Dilma Rousseff é uma mulher de fibra, como muitas brasileiras anônimas, autêntica e patriota. Pena que milhões de brasileiros levarão umas duas gerações até perceber que crucificaram a pessoa honesta e colocaram livres os verdadeiros bandidos, de quebra, entregando-lhes o poder sobre a Nação!

    Na carta, Dilma pede a chance de voltar à presidência para convocar um plebiscito no qual os brasileiros escolheriam em manter o seu mandato até 2018 ou convocar novas eleições. Não acredito que a maioria do Senado, tão subserviente aos interesses do capital financeiro e seus próprios, inconfessáveis e particularistas, se comoverá. O “golpeachment” se efetivará. Dilma Rousseff e os anos de ouro dos governos do PT, nos quais pobre teve vez na agenda pública, ficarão para a História fazer justiça. Num primeiro momento, condenados pelo efeito da manipulação da manada. No futuro, como símbolo do Brasil que quase deu certo, não fosse sua elite perdulária e sua emburrecida classe média.

    Hoje, sinceramente, não tenho mais esperanças na política e nem acredito em eleições num regime que depõe uma mulher honesta para entregar o poder a homens brancos, velhos, ricos e corruptos.

  • PT de Taiobeiras definiu pré-candidatos a vereador(a)

    Geraldin do Sindicato durante a convenção do PT

    No último sábado, 30 de julho, os filiados do Partido dos Trabalhadores em Taiobeiras se reuniram em convenção para decidir e aprovar as pré-candidaturas ao cargo de vereador(a) e a coligação majoritária com os partidos que apoiarão as candidaturas de Carlito Arruda para prefeito e Valmir Pezão para vice-prefeito.

    Professora Marileide durante a convenção do PT

    Os pré-candidatos a vereador(a) pelo PT são:
    * Geraldo Caldeira Barbosa, o Geraldin do Sindicato, presidente-licenciado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras e morador da comunidade de Manteiga.

    * Marileide Alves Pinheiro, professora da rede estadual de ensino e ativista cultural do grupo Arte Em Cena.
    * Valdete Rodrigues de Oliveira, estudante secundarista, participante de grupos de jovens e morador do bairro Planalto.

    Valdete Oliveira durante a convenção do PT

    Durante a convenção, o PT de Taiobeiras também aprovou a resolução na qual sublinha o compromisso de defender as políticas públicas de inclusão social e de defesa das categorias sociais marginalizadas e oprimidas da sociedade taiobeirense.

    A coligação de vereadores que o PT integra foi “batizada” com o sugestivo título de “Taiobeiras tem sede de paz”. Já a coligação majoritária (de prefeito) ficou oficializada como “Taiobeiras tem sede de mudança”.

    A campanha eleitoral de 2016 tem elementos inéditos, definidos pela nova legislação eleitoral, a qual diminuiu pela metade o tempo de campanha, que começa em meados de agosto.

  • Artigo do Levon: Os desafios atuais do Partido dos Trabalhadores

    * Levon Nascimento

    O Partido dos Trabalhadores é a principal força política construída pelas classes trabalhadoras brasileiras. Após alcançar o poder central e nele permanecer por quase quatro mandatos, em 2016 o PT é apeado por um golpe jurídico-parlamentar e precisa encarar os desafios da atualidade para se manter como sujeito ativo na política nacional, dentre eles: superar o pragmatismo excessivo que o deslocou da esquerda para o “centrão”, enfrentar o processo de criminalização de suas ações políticas por parte da mídia e de setores do Ministério Público e do Judiciário e, ao cabo, apresentar-se como força renovada, em ideologia e em lideranças, capaz de dar um novo rumo à luta popular brasileira.

    Durante os governos petistas, os critérios rígidos para admissão de novos filiados e de alianças cederam lugar ao pragmatismo nas relações com os demais atores políticos, em nome da governabilidade exigida pelo presidencialismo de coalizão – típico desde a redemocratização. Episódio ilustrativo foi a atuação desencontrada na recente eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, após a renúncia de Eduardo Cunha. Isso afasta a militância e desfigura a essência do partido. Se as direções não encararem com seriedade a recuperação do projeto do PT e valarem-se das boas experiências dos modos petistas de governar e de legislar, readequando-as ao contexto, estarão por acelerar a perda de protagonismo e a dispersão de quadros em futuro breve.

    Porém, a ameaça mais grave para o PT é a caçada despudorada empreendida pela grande mídia nacional, em conluio com setores encastelados do Ministério Público e do Judiciário. Eles querem a derrocada eleitoral do PT e a criminalização de suas ações. Iniciou-se com o “mensalão”, em 2005, agravou-se com o julgamento da AP 470 pelo STF, em 2012, e revelou todo o caráter golpista com a operação “Lava-jato”, de 2014 ao presente. Para não ser arbitrariamente suprimido do cenário político brasileiro, o PT precisa voltar ao berço dos movimentos sociais e populares e garantir a legitimidade necessária contra a reação das classes dominantes, representadas pela mídia e pela aristocracia jurídica. Estas o veem como o principal adversário do secular projeto de poder das elites nacionais e estão dispostas a tudo para varrê-lo do mapa político, a exemplo do golpe de estado em curso.

    O PT também tem de retomar a sua grande capacidade de se reinventar. É necessário reaproximar-se da práxis – viver o que prega – e recobrar a desenvoltura, na descoberta e formação de novas lideranças do campo de esquerda e dos movimentos sociais. Sem líderes e ideias atuais, fatalmente será tragado para a obsolescência. Figuras como Fernando Haddad e uma miríade de quadros dispersos país a fora, se tocadas por um consistente projeto petista, popular e de esquerda, poderão dar ao partido mais algumas décadas de protagonismo na política do Brasil. Também o PED – Processo de Eleições Diretas – do PT deverá sustentar a possibilidade de que as novas gerações ascendam ao comando partidário.

    Os desafios do PT são enormes e podem destruí-lo se não enfrentados com criatividade e devida consciência de gravidade. A perda de jovialidade do partido pesa contra. A favor, sua grande capacidade de sair maior das crises que enfrenta. Historicamente, o PT é a maior revelação do que o movimento popular brasileiro é capaz em termos de organização política. Se se recobrar de seu passado, o PT talvez possa vencer a sua maior crise.
  • Texto do Levon: Quem é o inimigo a ser morto?

    Bem, o esperado está acontecendo.
    Primeiro, demonizaram o PT e esconderam a podridão dos outros partidos (PSDB, PMDB, PP, PTB, etc.), muito maiores do que as do PT. E é fácil provar que são realmente muito maiores. Depois, tramaram contra Lula que, apesar de nem ser réu, não podia ser nomeado ministro, enquanto que o governo golpista está cheio de investigados na Lava-jato e em outras lambanças, sem contar Eduardo Cunha na presidência da Câmara, mesmo com a revelação das contas na Suíça. Em seguida, o impeachment de Dilma, mulher honesta, que não cometeu crime de responsabilidade. Agora, justamente no período eleitoral, bloqueiam a conta do PT. A desculpa, como sempre, é a de combater a corrupção. Mas só tem PT nesse emaranhado de 35 partidos políticos? É só desculpa. O objetivo é cortar o financiamento das candidaturas de petistas e deixar livres os demais. Justamente, os demais!
    O tolo que acredita que a corrupção está sendo combatida com a destruição do PT deve achar que, enfim, o Brasil se tornará um mar de rosas. Pobre coitado! Asno!

    É um golpe. O PT é apenas o símbolo do inimigo a ser combatido. Só o símbolo. O verdadeiro inimigo a ser “morto”, extirpado como um câncer, é o pobre, é o trabalhador, é aquele que vai perder os poucos direitos que conquistou na última década, durante os governos petistas:
    * Valorização do salário mínimo,
    * “Minha Casa Minha Vida”,
    * PAC,
    * ProUni,
    * Fies,
    * Brasil Sem Fronteiras,
    * Luz para Todos,
    * Água para Todos,
    * Caminhos da Escola,
    * Bolsa Família,
    * Cotas para pobres, negros e indígenas,
    * Políticas de proteção à mulher,
    * Pronaf,
    * Previdência social,
    * “Mais Médicos”,
    * Escolas técnicas,
    * Institutos federais,
    * Concursos públicos,
    * 14 novas universidades,
    * Integração latino-americana,
    * Inclusão de 40 milhões de pessoas retiradas da extrema miséria, etc…

    Anos sombrios e terríveis pela frente, só porque você gritou “Fora Dilma e leve o PT junto”. Prepare-se para sofrer.

  • Artigo do Levon: Diálogo e fascismo

    Vixe! É outro artigo de opinião desse tal de Levon! Eu não vou nem ler! Petralha doente! Só fala de Lula e Dilma! É um cego! Vai pra Cuba!

    Calma! Vamos dialogar?

    Uma das marcas do período conturbado pelo qual o Brasil está passando é a extrema polarização das posições políticas, as quais deixaram o terreno fértil do diálogo e da liberdade de expressão e adentraram ao pântano das perigosas simplificações, dos dogmatismos e do ódio fascista.

    Por quais motivos?

    O petismo foi um modo de governo de esquerda moderado, que nada teve de socialista ou comunista, a não ser os aliados e a referência moral, que buscou a conciliação com as elites e patrocinou políticas macroeconômicas tipicamente capitalistas, permitindo imensos lucros aos grandes bancos e aos setores hegemônicos da burguesia nacional e que mexeu pouco na estrutura social do Brasil, propiciando que os setores populares, antes totalmente excluídos, tivessem acesso ao consumo e a alguns direitos sociais. Porém, mesmo este pouco de inclusão, que retirou 40 milhões de brasileiros da condição de extrema pobreza, desagradou à conservadora classe dominante nacional, secularmente beneficiária das desigualdades.

    O ódio fascista foi fomentado

    No caso da classe média, imageticamente retratada pelo jocoso termo “coxinha”, pesa o fato dela ser tão classe trabalhadora quanto as demais classes populares, mas ideologicamente identificada, inspirada e desejosa de ser parte da assim denominada burguesia, ou classe opressora. Daí decorre que não deve ser motivo de espanto, pelo menos para quem quiser sociologicamente analisar, o fato de ser a classe média, tão sofredora quanto as demais categorias oprimidas, a contribuir com o maior contingente de indivíduos que defendem e propagam a irracional ideologia do fascismo brasileiro. Some-se a isto o conservadorismo estético, típico dos estratos médios de sociedades que passaram por longos períodos de domínio colonial, e a extrema religiosidade de caráter privado, centrada atualmente no que se denominou chamar de teologia da prosperidade.

    Dito isso, se entende o porquê da classe média bradar palavras de ordem que deixariam corados de vergonha quaisquer indivíduos que se dedicassem a um estudo mínimo de História, como, por exemplo, os famosos: “vai pra Cuba”, “petralha é tudo comunista”, “fascismo é ideologia de esquerda” e outras falácias. Quanto a Cuba, qualquer observador da cena internacional sabe que a ilha dos Castro caminha claramente para a abertura de seu mercado. A Guerra Fria dos anos 60 ficou longe. Até Barak Obama e os Rolling Stones já foram dar o seu abraço a Fidel. Supor que o petismo levaria o Brasil para uma ditadura comunista é de fazer o velho Marx ou Stalin se revirarem de raiva no caixão. Em qual comunismo os bancos lucrariam tanto e os pobres receberiam incentivos para comprar, comprar e comprar? E, se o fascismo era de esquerda, por que então as vítimas prediletas de Hitler e Mussolini, depois dos judeus, eram os camaradas esquerdistas, comumente alcunhados de “os bolcheviques” ou “os porcos vermelhos”? Não. O fascismo era uma ideologia de direita. De extrema direita. E que punha em risco os próprios conceitos burgueses de democracia e liberdade de expressão. Por isto foi combatido, ainda que tardiamente, pelos Aliados. Isto, evidentemente, não retira das esquerdas mundiais a responsabilidade de fazerem autocrítica quanto aos massacres perpetrados por regimes como o soviético, o chinês e o norte-coreano. Não se deve tapar os olhos para os crimes da extrema-esquerda, para não se cair no dogmatismo obscurantista da extrema-direita.

    Mas a esquerda brasileira também errou, principalmente por não ter disputado a hegemonia ideológica durante os anos dourados do lulismo (segundo mandato de Lula). Houve um raciocínio acomodatício que se conformou apenas com as quatro vitórias consecutivas em eleições presidenciais. O espaço ideológico junto à classe média ficou vazio. A classe média, ela própria, beneficiária de tantas políticas inclusivas dos governos petistas, como o PROUNI, o SISU, o Brasil Sem Fronteiras, a valorização real do salário mínimo, o estímulo aos concursos públicos, o aumento de vagas em universidades públicas e em institutos federais, além das ações de cunho moralizante, como o fortalecimento da Controladoria Geral da União, do MPF e a autonomia de fato da Polícia Federal. De vazio, este campo foi ocupado pelos grupos elitistas que enxergaram no fascismo, ou seja, na manipulação dos medos, da ignorância histórico-conceitual e nos seculares preconceitos de classe, uma porta para a retomada do poder central (fato concretizado com o golpe do impeachment por pedaladas fiscais) e para a extinção das conquistas alcançadas pelas classes dominadas (inclusive da própria classe média, que agora poderá ser vítima do aumento da idade para se aposentar e de outros golpes do governo ilegítimo).

    Nos artigos de opinião que escrevo, tenho sido vítima dos xingamentos típicos de indivíduos que foram, involuntariamente, inoculados pela doença do ódio fascista. Gente que não se incomoda de ter Eduardo Cunha como parceiro de suas “lutas”. Antes, eu me afligia e sofria. Tinha raiva. Hoje, vejo que é meu dever de cidadão brasileiro e – por que não? – atitude de cristão, ajudar a estes co-irmãos a avançarem em suas visões de mundo, seja pela leitura crítica ou pelo contradito conceitual.

    Talvez pese que, realmente, eu seja um militante das minhas ideias, inclusive político-partidariamente, mas eu não os odeio. Apenas, quero dialogar respeitosamente com eles.
  • 2015: o ano revelador

    2015 é um ano revelador.

    Das profundezas do inferno capitalista renasce o nazifascismo preconceituoso, ignorante e autoritário. Nas manifestações (15/03 e 12/04) contrárias a Dilma e ao PT, uma classe média egoísta brada absurdos contra todas as conquistas que os trabalhadores brasileiros alcançaram nos últimos 12 anos.

    Na Câmara dos Deputados, onde impera o fundamentalismo de certos tipos de religiosos que nada têm a ver com o verdadeiro Evangelho de Jesus, pautas constrangedoras e atrasadas avançam: Redução da Maioridade Penal X Políticas Públicas de Reeducação, Terceirização que Precariza Direitos Trabalhistas X Combate ao Trabalho Escravo, Fim de Rotulação dos Alimentos Transgênicos X Maior Regulação e Informação, etc.

    Enquanto isto, professores da rede pública dos estados do Paraná e de São Paulo, governados pelos tucanos (que têm total blindagem da mídia) são alvos de repressão policial, violência e abusos de toda ordem.

    2015 é revelador: enquanto os ignorantes põem a culpa de tudo em Dilma e no PT, o que há de mais nefasto, atrasado, brutal e irracional avança a passos largos no Brasil. Quando os tolos acordarem do transe coletivo que manda gritar “Fora Dilma” ou “Fora PT”, estarão fisgados pelo monstro bestial da barbárie.

  • Artigo do Levon: Os que amam a democracia

    * Levon Nascimento

    No modelo de democracia que foi escolhido para o Brasil, o candidato que obtém a maioria dos votos é eleito. Na última eleição presidencial, Dilma Rousseff (PT) derrotou Aécio Neves (PSDB) em votação de 2º turno. Quem ganha governa, goste-se disso ou não. Quem perde, tem a obrigação cívica de fazer o contraponto e a oposição democrática. Qualquer coisa diferente disso é golpe ou crime.

    Mas o que se vê no Brasil neste início de 2015 é uma tentativa absurda de impedir que a candidata vitoriosa nas urnas possa exercer o direito de comandar o país. Do problema climático da falta de chuvas até a corrupção na Petrobrás, alega-se de tudo para conseguir o impedimento (ou “impeachment”) da mandatária-mor da Nação brasileira, ainda que ela não esteja na lista da Operação Lava-jato, organizada pelo Procurador Geral da República, enquanto até mesmo expoentes da oposição lá constam. Ninguém demonstra, efetivamente e com provas, qual crime teria cometido a primeira mulher Presidenta da República, que servisse de motivo para a cassação do mandato soberanamente conferido a ela pelo povo. Mas isto pouco importa aos que a querem expulsar do Planalto. Disso resulta a tese de que se trata de uma tentativa imoral de golpe de estado.

    Ninguém é obrigado a gostar de um governo. Nem mesmo quem nele votou. Os direitos à liberdade de expressão, à mudança de opinião ou mesmo o de fazer oposição estão garantidos em nossa Constituição Federal de 1988. Aliás, aqui se faz um parêntese para informar que a atual Constituição brasileira é fruto dos esforços de todos aqueles que lutaram contra os 21 anos de ditadura militar.

    Aquele regime ditatorial nasceu de outro golpe, o de 1º de abril de 1964. Ali, assim como hoje, as elites brasileiras, descontentes com os rumos nacionalistas e populares das políticas implantadas pelo Presidente João Goulart (PTB), tramaram e derrubaram um presidente democraticamente eleito pelo povo para por no lugar um governo autoritário, despótico, que censurou, torturou, retirou liberdades democráticas e acobertou a corrupção de seus aliados como nunca antes na história. Fez isto porque não foi incomodado, nem pela imprensa, muito menos pelo Judiciário ou por uma oposição de verdade. Todos os que levantaram a voz foram cassados, perseguidos, exilados, presos ou mortos. Uma das que muito bradou contra aquela ditadura foi a jovem estudante mineira Dilma Rousseff, hoje presidenta, mais uma vez vítima da insensatez de nossas classes abastadas. Vários dos que desejaram a queda de João Goulart e saíram às ruas pedindo a sua deposição, depois foram vítimas da ditadura que ajudaram a implantar. Que o mesmo não ocorra nos dias atuais.

    O que me deixa apreensivo neste processo que o Brasil está vivendo é a hipocrisia. Os que querem o “impeachment” de Dilma veem o quanto a vida dos mais pobres melhorou, mesmo que ainda não o suficiente e necessário. Mas veem. E, horrendamente, é isto que os revolta. Querem derrubar a Presidenta Dilma não por conta da corrupção. Eles fingem que a corrupção é restrita a este governo, ao PT ou a este momento histórico. Sabem que ela é endêmica, sempre existiu nas práticas empresariais e políticas, e que já foi muito maior quando não havia investigação e recebia a conivência da grande mídia. Mas insistem em defender os que mais corromperam e destruíram este país, as suas elites abjetas e racistas. Tempos tristes e sombrios os que vivemos. Parece que estamos assistindo à repetição de nossos piores momentos: o suicídio de Vargas, o golpe de 1964 e a ditadura dali resultante, a ascensão do fascismo e do nazismo, com sua propaganda de pureza e realidade de campos de concentração. É o mal em sua forma mais grotesca. O egoísmo em estado bruto. A bestialidade encarnada. Porém travestida de boas intenções e de patriotismo verde-amarelo. Resta-nos, como disse Olga Benário certa vez, a esperança e o compromisso com “o justo, o bom e o melhor do mundo”.

    Neste momento, quem ama a democracia de coração, independentemente de partido ou de gostar ou não do atual governo, defenderá a integridade do mandato da Presidenta Dilma Rousseff, em favor da boa manutenção das instituições do Estado e do bem estar do Povo brasileiro.

    * Levon Nascimento é professor de História e sociólogo.

  • Foto histórica com Dilma Rousseff

    Outro dia postei uma foto com a ex-Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Na mesma data (12 de janeiro de 2003), também em Araçuaí/MG, tivemos a oportunidade de falar com então desconhecido Ministra das Minas e Energia, a qual se tornaria a primeira mulher a ocupar a Presidência da República brasileira, Dilma Rousseff. Naqueles dias, o presidente Lula, recém-empossado em seu primeiro mandato, trazia seus ministros para “estagiar” no Vale do Jequitinhonha.

    Na foto, os presidentes municipais do PT de Taiobeiras (Levon Nascimento), Salinas (Tânia Ladeia) e Novorizonte (Wilson Fernandes) em 2003.

  • Marina Silva

    12 de janeiro de 2003. No tempo em que dona Marina era companheira da luta. Antes dela rumar à “direita”, rsrs! Em Araçuaí/MG, após a 1ª posse de Lula na presidência, quando ele trouxe todo o ministério para “estagiar” no Vale do Jequitinhonha.

    Na foto, os presidentes municipais do PT de Taiobeiras (Levon), Salinas (Tânia Ladeia) e Novorizonte (Wilson Fernandes) em 2003. 

  • Novo ministério de Dilma

    Presidenta Dilma Rousseff
    Tenho críticas pontuais em relação aos nomes de alguns ministros indicados pela presidenta Dilma. Ser militante não significa que abdiquei da habilidade de pensar e de ter opinião própria. Mas votei nela por confiar em sua capacidade de condução do país. Reitero minha confiança e apoio a decisão da Presidenta!
    Publicado originalmente no meu perfil no Facebook, em 27 de novembro de 2014.
  • Artigo do Levon: A vitória de Dilma

    Artigo originalmente publicado na versão impressa do Jornal Folha Regional, Ano XII, n. 235, p. 3, novembro de 2014, Taiobeiras/MG.

    Eram 20h02min quando apareceram os primeiros números da apuração no telão instalado no salão do STR de Taiobeiras. Após três horas de angustiante espera, uma explosão de alegria fez o ambiente se eletrizar. Com 95% das urnas apuradas, Dilma (PT) aparecia à frente com 50,9% dos votos válidos, enquanto Aécio (PSDB) estava com 49,1%. Nem mesmo o alerta de que ainda faltavam 5% nem que a diferença era estreitíssima, podendo haver uma reviravolta, fez diminuir a euforia. O grito preso na garganta e a vontade de liberar a emoção foram mais fortes. Sobretudo depois de uma campanha tocada pelo ódio, cuja “proposta” do adversário se resumia a “tirar o PT do poder”. Dali em diante, um povo barulhento e tenaz tomou conta das ruas da cidade. Celebração de vitória!

    Aécio teve maioria em Taiobeiras, único município do Norte de Minas em que isto ocorreu. Ainda assim, na zona rural, em Mirandópolis e na Lagoa Grande, a campeã foi Dilma. Longe de buscar razões sociológicas, recorro à história. Há um mito, profissionalmente instigado, de que o neto de Tancredo teria uma relação de amizade com a cidade, materializado desde os tempos em que o jovem secretário do avô veio pedir votos para se eleger deputado federal e ficou hospedado na casa do então prefeito Geraldo Sarmento de Sena (Nen Sena). Contribuiu, ainda, a estrutura bem arrumada do atual grupo no poder municipal que, mesmo realizando um governo medíocre, mantém intactas as estruturas de dominação cultural, intelectual e política. E mais, a neutralidade desleal e a cooperação suicida de alguns poucos setores da oposição taiobeirense também influíram no resultado.


    Mas destaco a garra e a luta da militância petista e dos simpatizantes da causa popular. Para estes, não houve espaço para o muro ou para a omissão. Lideranças das Comunidades Eclesiais de Base, educadores engajados na luta por uma educação decente, trabalhadores autônomos, taxistas, sindicalistas rurais ou do serviço público, vereadores progressistas, todos se movimentaram pela garantia da continuidade da mudança inaugurada por Lula. Souberam entender que, apesar do bombardeio midiático e das tentativas de golpe da elite nacional, o projeto que melhorou a vida de milhões de brasileiros, retirando-os da miséria absoluta e integrando-os, como nunca antes em nossa história, estava em curso através do governo da Presidenta Dilma Rousseff. Perceberam, também, que caso não fosse reeleita, haveria um revés, um retorno ao passado, tão drástico quanto aquele que se havia iniciado com o Golpe Civil-Militar de 1964.


    E o capítulo mais especial desta luta se deve aos jovens e ao povo considerado mais humilde. Os jovens, estudantes, foram presença marcante nas atividades de campanha da Dilma em Taiobeiras. O povo da zona rural e dos bairros compreendeu o viés de classe social que a eleição despertou e garantiu as suas conquistas. Relembrou-se de que há 12 anos, antes de Lula e Dilma, só lhe sobrava os restos de verduras da feira, no final do sábado. Celebrou o acesso à cidadania que está conquistando através das ações dos governos petistas.


    Enfim, o colorido do vermelho da boa revolução se entremeou nas cores do povo e da juventude, sinalizando um novo tempo em que a luta continuará. Luta contra o ódio de uma elite atrasada que se ressente ainda hoje da assinatura da Lei Áurea.
  • Votar em Dilma é agir para que o Brasil continue independente

    Aqui abaixo estão os textos que escrevi na última semana (07 a 14/09/2014), na rede social Facebook. São reflexões sobre as eleições de 2014, favoráveis à candidatura de Dilma para a presidência da República e à eleição de Fernando Pimentel para governador de Minas Gerais.

    1) Alguns dizem: ” – Gente culta não vota no PT”. Se ser “culto” é ser contra a inclusão social que tirou milhões de brasileiros da miséria, prefiro ser “inculto”. Aliás, o conceito de “cultura” é muito relativo. Tem gente com diploma universitário em medicina, direito ou história que não tem a cultura da solidariedade, do respeito ao próximo e da compreensão da multiplicidade dos valores do povo brasileiro. Enquanto que tem pessoas “analfabetas” com uma baita visão de mundo: solidária, altruísta e coerente.


    2) A família dos que assassinaram Chico Mendes (1988) declara apoio a Marina Silva. Lembrando que Chico Mendes foi morto em emboscada preparada por latifundiários que combatiam seringueiros organizados em sindicatos e no PT. Na época, Chico Mendes, que era petista, foi quem abriu espaço para Marina entrar na política, pelo PT. Mais uma imensa contradição da Marina.

    3) Dilma sofre ataques todos os dias, desde que tomou posse, principalmente na grande mídia e nas redes sociais. Aliás, desde antes. Os esgotos de direita a “torturam” desde sempre. Ataques covardes: xingam, agridem, inventam mentiras e difamam. Mas ela aguenta firme e forte. É mulher de pulso, de garra, de compromisso e de imenso amor pelo Brasil. Dilma, nos momentos mais difíceis, nunca ficou de “chororô”, “mimimi” ou se fazendo de vítima. Quem entra na chuva tem de se molhar. Por isto eu voto nela. Dilma tem coração valente!

    4) Quem vota nas lágrimas da Marina vai chorar por último, quando ela entregar o Brasil nas mãos dos banqueiros e quebrar o país.

    5) ‘Marinistas’ agora passaram a depender da capa da Veja. Cadê a diferença em relação aos tucanos? Depois dizem que o que emperrava o país era polarização PT X PSDB. Pois, agora, passaram a ocupar o lugar dos bicudos. Da Veja não vem nada que presta! ‪#‎Dilma13‬ ‪#‎Pimentel13‬ ‪#‎JosuéAlencar150‬ ‪#‎PauloGuedes13789‬ ‪#‎PadreJoão1315‬ ‪#‎Agita13‬

    6) Conversando com pessoas na feira de Taiobeiras, hoje pela manhã, na programação do ‪#‎Agita13‬, não precisei defender a Dilma. As pessoas já faziam isto. Veja o que disseram: a) “Antes, o sonho do pobre era ter uma bicicleta. Hoje pode ter acesso a uma moto, a um carro, a uma casa”. b) “O Bolsa Família me ajudou a criar meus filhos. Não fiquei preguiçosa. Hoje trabalho e tenho autoestima”. c) “Você anda na zona rural e em cada casa tem uma cisterna (caixa d´água) para recolher água da chuva. Antes, além da seca, a gente não tinha nenhum apoio”. d) “Hoje a casa do pobre igualou a do rico: tem geladeira, televisão de tela plana, micro-ondas…” e) “Hoje o pobre não precisa ser escravo do rico”. f) “Nos PSFs de Taiobeiras ‘tudo’ tem placa de verba que a Dilma mandou. Como que tem gente que não vota numa mulher dessas?!” Então, é Dilma 13 e Fernando Pimentel governador 13.

    7) A Revista Veja já embarcou na campanha de Marina Silva. Quem tem um mínimo de senso crítico sabe que o “bom” para a Veja não é o “bom” para o Brasil. Então, fica claro que a melhor candidata é Dilma, 13.

    8) A ética de Marina Silva: ri no velório do ex-candidato e chora quando suas ideias são questionadas. Não é a presidenta que o Brasil precisa. Por isto, eu voto em Dilma, 13.

    9) Marina Silva fala e depois “desfala”. Em seguida reclama e se faz de vítima quando a gente aponta as contradições dela. Ué, só vale quanto ela tá ganhando? Quando começa a perder, apela?

    10) Uai, ninguém está xingando a Marina! Aliás, quem é xingada por gente que não quer debater é a Dilma. No caso da Marina, estamos criticando propostas que consideramos ruins para o Brasil. Afinal, a democracia serve para isto, para o questionamento de ideias e programas.

    11) Até agora, estou fazendo campanha com ideias, crítica política e argumentos. E pretendo fazer assim até o final do período eleitoral. Que tal você agir assim também?

    12) Infelizmente, em outras palavras, o “antipetismo” ou o “anti-esquerdismo” pode ser definido com dois vocábulos: ódio e egoísmo. Ódio aos mais necessitados. Egoísmo na atitude de não suportar que multidões devam ser incluídas. E, o pior, é a sequência das tragédias da história brasileira: É o ódio dos que não queriam a abolição da escravatura negra em 1888. O ódio dos que massacraram Canudos (1897) e Contestado (1914). O ódio dos que não desejavam dar direito de voto às mulheres.O ódio contra a legislação trabalhista. O ódio lacerdista às conquistas populares da era Vargas. O ódio a Jango e Brizola. O ódio que implantou a ditadura (1964-1985). O ódio aos movimentos operários do ABC, ao MST, às CEBs, às pastorais sociais, às conquistas do governo Lula, à pessoa da 1ª mulher-presidenta Dilma Rousseff. É o ódio às cotas, ao Pro-Uni. Ódio à inclusão de jovens pobres nas faculdades de Medicina e Direito. Ódio ao Mais Médicos. Ódio ao Bolsa Família, enquanto defendem o Bolsa Banqueiro. Ódio à melhoria real do salário mínimo. Enfim, é um ódio de classe. Triste é ver pessoas que foram incluídas por estas lutas ficarem do lado de quem lhes tem ódio.

    13) É por isto que eu voto no PT. É por isto que eu voto em Dilma 13. Porque eu me informo sobre a realidade do meu país? E você, se busca se informar ou é “informado” pela mídia anti-Brasil?

    14) A desconstrução de Marina tem sido feita por ela mesma ao se desdizer constantemente. Numa hora afirma uma coisa, em seguida diz que não era bem assim.

    15) O “antipetismo” é tocado pelo ódio a Lula, à Dilma, contra o pensamento de esquerda e contra os brasileiros pobres que necessitam dos programas sociais. É um sentimento intencionalmente alimentado pelos grandes cartéis midiáticos, cujo substrato emocional é o velho egoísmo de classe. No fundo, é o mesmo rancor dos que, em 1888, não perdoaram a Princesa Isabel pela assinatura da Lei Áurea, que acabou com a escravidão formal no país.

    16) Marina defende a autonomia do Banco Central. Autonomia para elevar os juros, reduzir o crédito, diminuir o emprego e arrasar com a vida dos pobres e trabalhadores. E isto que você quer?

    17) Ainda tem professor “ingênuo” achando que se um ex-governador ganhar para senador e se outro “ex-gov” ganhar para presidente que a Lei 100 volta. Explicando: a Lei 100 era inconstitucional, por isto foi derrubada pelo Poder Judiciário (STF). Não é mais questão de política. Agora, é resolver a situação difícil dos ex-efetivados. Isto, sim, é questão de política, e quem fez o malfeito tem de resolver. Não se deixe enganar. Fique de olho.

    18) Com Lula e Dilma, houve a melhoria da qualidade de vida de mais de 40 milhões de brasileiros que viviam em extrema pobreza. Milhões de brasileiros tiveram acesso a cursos superiores. 14 novas universidades federais foram criadas. Milhares de cursos técnicos. Vagas pelo ENEM, SiSU, ProUni, Fies, Pronatec, etc. O Mais Médicos está levando atendimento básico a 50 milhões de brasileiros. Se isto não é uma revolução, não sei mais o que pode ser. Enquanto isto, Marina quer dar total liberdade para os banqueiros lucrarem muito mais ainda, com a autonomia do Banco Central. Pense nisto e não jogue as conquistas dos últimos 12 anos no lixo.