Tag: Seca

  • Taiobeiras: celebrar a chuva no Santo Cruzeiro dos Martírios

    Conjunto histórico-cultural do Santo Cruzeiro dos Martírios
    (Taiobeiras/MG) e a chuva, em foto de
    02 de novembro de 2012.

    A chuva demorou. Mas chegou. Conforme a devoção. Embora a ciência meteorológica também a previsse. Mas valeu (e vale) a fé do povo. Deveria também valer o planejamento estratégico e a longo prazo por parte de quem tem poder.

    Assim sendo, vamos comemorá-la (a chuva). Nada melhor do que celebrar as benesses do céu neste lugar (da foto) onde há mais de 100 anos os sertanejos-geraizeiros, do mesmo sofrimento da seca cruel, mas de inquebrantável fé, faziam suas promessas e penitências, piamente esperando pela chuva. Chuva que molha a terra e a fecunda. Que produz os frutos. Que nos dá o pão. Que sacia nossa sede de justiça e enternece nossas ressequidas relações humanas.

    Celebremos a chuva, dom de Deus (necessidade do Ser Humano) no Santo Cruzeiro dos Martírios (Taiobeiras/MG), debaixo do velho Pequizeiro sesquicentenário, com a Capelinha de Todos os Santos por testemunha. Celebremos a vida que, a despeito da chuva ter vindo no dia de Finados, se renova, transborda e deseja, ardentemente, continuar vivendo.

    Para saber mais sobre o Santo Cruzeiro dos Martírios, clique nos seguintes links:
    1. Re-sacralizar nossa cultura;
    2. História de Taiobeiras: O Santo Cruzeiro dos Martírios;
    3. Taiobeiras: Santo Cruzeiro dos Martírios.

  • Taiobeiras: "Lata d’água na cabeça" e "Tomara que chova três dias sem parar"

    Em meio à crise da falta de água (junto com falta de planejamento a longo prazo), nunca é demais sanear a aridez cultural com um pouco das boas produções artísticas da genuína música brasileira.

    Lata d’água na cabeça (1952)



    Tomara que chova três dias sem parar (1950)

  • Vídeo: A previsível falta de água em Taiobeiras

    Não é nada satisfatória a constatação que é feita nesse video. Não agrada a ninguém a realidade vivida, das faltas de água e de planejamento. Mas é necessário que seja mostrado, a fim de que a sociedade tome consciência das responsabilidades de suas autoridades. Pela tomada de conhecimento se avança na capacidade da comunidade em ter condições de controlar as políticas públicas e os seus agentes (os políticos).

    É um trecho do discurso do então candidato a prefeito de Taiobeiras/MG, Carlito Arruda (PDT), num comício realizado na Avenida Caiçara, esquina com a Rua Diamantina, no dia 22 de setembro de 2012. Infelizmente, a previsão se fez realidade até mesmo antes do que muitos imaginavam.

    O problema é que, na ocasião, o então candidato foi duramente criticado por ter dito essas palavras. Vigorava, naquele momento, a ilusória ideia de que Taiobeiras era um verdadeiro paraíso em meio ao Vale do Rio Pardo, com ausência total de problemas de quaisquer ordem. Bastou apurar as urnas.

    Vamos ao vídeo.

  • Barragem de Berizal: em nota técnica do Ministério da Integração Nacional

    p. 1

    Durante a visita da Presidenta Dilma Rousseff em Rio Pardo de Minas, no ínicio do mês de agosto de 2012, a ACE (Associação Comercial e Empresarial de Taiobeiras, ex-ACIT), entregou um pedido de esclarecimentos e de soluções para a questão da Barragem de Berizal.

    Datado de 3 de outubro de 2012, chegou às mãos do presidente-interino da ACE de Taiobeiras, Ruy Rodrigues Pereira, um ofício, seguido de anexos, do Chefe de Gabinete do Ministro de Estado da Integração Nacional, Wagner Augusto de Godoy Maciel, esclarecendo o histórico, os objetivos, os valores atuais e as ações a serem desenvolvidas acerca da referida obra (Barragem de Berizal).

    Digitalizei as páginas do documento do Ministério da Integração Nacional, que seguem ilustrando essa postagem e, a seguir, transcrevo o conteúdo dos anexos, para tomada de conhecimento de toda a população.

    SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
    MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL

    DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS
    CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM DE BERIZAL

    p. 2

    NOTA TÉCNICA

    HISTÓRICO

    Os serviços de implantação da barragem de Berizal foram iniciados em 1998. Após várias interrupções devido a questões financeiras e ambientais, foram paralisadas em julho de 2002, por determinação do Ministério Público, em atendimento à solicitação de embargo por parte da FEAM (Fundação Estadual de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais), que considerou insuficiente os estudos ambientais elaborados pelo DNOCS. O empreendimento foi incluido no rol de obras irregulares do Tribunal de Contas da União e, por consequência, passou a fazer parte do quadro de bloqueio dos orçamentos anuais.
    Novos estudos foram realizados, o que permitiu a obtenção de Licença Prévia e de instalação do empreendimento.

    p.3

    A Outorga do Direito de Uso de Recursos Hídricos foi concedida pela Agência de Águas – ANA, no final de 2006.
    Em dezembro de 2009, após justificativas apresentadas pelo DNOCS à Comissão de Orçamento da Câmara Federal, o empreendimento foi excluído do quadro de bloqueio do Orçamento Geral da União.
    Foram executados aproximadamente 35% dos serviços, compreendendo a galeria da tomada d’água e escavação e concretagem parcial do vertedouro. O investimento realizado até agosto de 26,5 milhões.

    OBJETIVOS

    A barragem de Berizal está sendo construída no município de Berizal, em Minas Gerais, interceptando o rio Pardo. A obra destina-se principalmente ao abastecimento humano bem como pequenas irrigações para os municípios de Berizal, Rio Pardo de Minas, São João do Paraíso, Taiobeiras e Indaiabira, beneficiando uma população de aproximadamente 120.000 pessoas. Dentre as finalidades destacam-se além do abastecimento humano, a perenização do rio Pardo, possibilitando ampliar oportunidades de ocupação e renda e oferta de alimentos.
    Possui potencial para, com pequenos investimentos, ampliar os usos múltiplos das águas acumuladas em atividades econômicas de psicultura, irrigação (área estimada em torno de 10000 ha) e produção de energia elétrica a partir de uma PCH.

    p. 4

    A entrada em operação da barragem, deverá proporcionar uma melhor distribuição da água no trecho médio da bacia do rio Pardo em relação à situação atual, em que as disponibilidades hídricas do trecho estão concentradas em Machado Mineiro, que é uma barragem operada pela CEMIG, de múltiplos usos, com potência instalada de 1,72 MW.
    Em 2007 a obra foi incluída no PAC 1 e devido à demora dos estudos ambientais e por não termos obtido a Licença de instalação, a obra foi retirada das prioridades do PAC.

    VALORES ATUAIS

    A barragem de Berizal está orçada em R$ 128.846.557,19 de conformidade com a Viabilidade Financeira apresentada para obtenção da Licença de Instação.

    p. 5

    Ocorre que como não tínhamos ciência de todas as condicionantes que seriam solicitadas pela Superintendência de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais quando da liberação da Licença de Instalação com aquisições de terras para reservas Legais, compensações por dematamento em mata atlântica, cerrado, mata seca, e estudos da área a montante da barragem solicitados pelo Ministério Público, usamos os parâmetros de outras barragens em construção em Minas (como a barragem do Pião, cujo valor do reassentamento e das compensações ambientais dobraram), fatos estes que irão onerar o empreendimento.
    Assim, considerando tais fatos, para atribuir um valor mais realista do que inicialmente estabelecido, sugerimos que seja revisto para um patamar de cerca de R$ 178 milhões.
    a) Execução da Obra e supervisão = R$ 127.350.000,00
    b) Reassentamento, Desapropriação e Condicionantes Ambientais = R$ 51.452.000,00

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    O Contrato original PGE-25/98, que está paralisado, possui um saldo contratual de cerca de 4 (quatro) milhões que cobre somente a conclusão do rápido do vertedouro e caixa de dissipação.
    Deverá ser feita nova licitação para a conclusão da barragem.
    Os serviços de reassentamento, que está no âmbito do Convênio PGE-109/04 com o Governo de Minas, com superveniência da Secretaria de Agricultura e sua coligada RURALMINAS, tem vencimento em 06/04/2012 e possui um saldo (do valor repassado R$ 1.500.000,00) e dois empenhos (2007NE000894 e 2007NE000893) bloqueados no valor de R$ 7.343.557,59.
    Pode-se efetuar um termo Aditivo ao convênio, utilizando o saldo do valor repassado, para revisão dos projetos que foram executados até 2005.

    AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS

    p. 7

    * Convênio com o Gov. Minas visando a desapropriação de terras, tendo como convenente o Instituto de Terras de Minas – ITER; pois um dos problemas da desapropriação é a titulação das terras que o instituto pode fazer;
    * Novo decreto de Desapropriação (venceu em 2011 e sem recursos para solicitar novo decreto);
    * Licitação da supervisão da obra e do acompanhamento das condicionantes ambientais e revisão do projeto hidomecânico;
    * Licitação do resto das obras, tendo em vista a revisão do projeto executivo;
    * Atualização dos projetos para o reassentamento utilizando-se o atual convênio com o Gov. do Estado, tendo a Ruralminas como convenente;
    * Aquisição da Reserva Legal, processo aprovado pela diretoria colegiada do DNOCS e sem recursos para ser efetivada;
    * Cumprimento das condicionantes da LI, quanto ao reassentamento e a desapropriação da reserva Legal, Planos de Controle Ambientais (PCA) e Plano de Ação Social (PAS).

    Segue, ainda, um cronograma par reinício das obras, que consta nas imagens que ilustram essa postagem.

  • Taiobeiras: "a seca borrou a maquiagem"

    Foto: Jornal Folha Regional (Taiobeiras/MG)

    Utilizando expressão do jornalista Alex Sandro Mendes, diretor do Jornal Folha Regional, em seu perfil no site de relacionamentos Facebook, “a seca está borrando a maquiagem” de Taiobeiras, Alto Rio Pardo (Norte de Minas).

    Na imagem, caminhões-pipa da COPASA chegam à cidade nesta quinta, 25/10/2012, para buscar água muito… muito… muito longe, já que o Rio Pardo secou. Reproduz uma cena lamentável para a nossa história, em pleno século XXI.

    Ao contrário do que muitos dizem, o problema não é só de falta de chuvas (previsível e cíclico na região), mas de ausência de planejamento a longo prazo. Agora, resta orar aos céus e exercer a cidadania, poupando água e cobrando a quem de direito e de dever.

  • Dilma libera recursos para enfrentamento dos efeitos da seca

    Efeitos da seca e da ação abusiva do ser humano sobre o
    Rio Pardo, na altura de Berizal (MG)
    Do Dilma.com.br

    A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje os projetos selecionados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para transporte nas cidades com mais de 700 mil habitantes. Serão R$ 32 bilhões investidos nos próximos anos, sendo R$ 22 bilhões do governo federal destinados aos governos estaduais e prefeituras.

     “O Brasil tem que investir em metrô. Antes, as cidades não tinham condições de fazer isso porque era muito caro. Hoje, os governadores têm enorme dificuldade para construir metrôs com a cidade funcionando. É um duplo desafio”, disse a presidenta.

    Ontem, Dilma se reuniu com os governadores da região Nordeste e disse que serão liberados 2,7 bilhões para combate aos efeitos da seca. As medidas serão: concessão de crédito para pequenos produtores, expansão da rede de água, antecipação dos recursos do programa Água para Todos e recuperação de poços artesianos.

    Leia as notícias

    Grandes cidades receberão R$ 32 bi de investimentos em transporte

    Dilma libera R$ 2,8 bi para combater seca no Nordeste

  • Alto Rio Pardo: umas das piores secas da história

    Rio Pardo (norte de Minas) praticamente seco já em abril (2012).
    Na foto cujos créditos são do Perfil Beri Notícias do Facebook, vê-se um trecho do Rio Pardo neste mês de abril de 2012 em situação trágica de falta de água. As últimas chuvas “de porte” que ocorreram na microrregião Alto Rio Pardo (extremo norte de Minas Gerais) se deram exatamente no dia 1º de janeiro deste ano. De lá para cá, já são três meses de seca justamente no período em que tradicionalmente costuma chover.

    O Rio Pardo é a maior fonte de água da região. Estamos nos aproximando de uma das piores estiagens da história do Alto Rio Pardo.