Acredito que quando cada cidadão começar a agir, com respostas concretas, a realidade possa vir a melhorar. Até lá…
Tag: Taiobeiras
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Para além do marketing, qual a sua sensação de SEGURANÇA?
Diante dos crimes hediondos e bárbaros sem solução aparente que têm ocorrido em Taiobeiras nos últimos tempos, além dos já corriqueiros furtos, roubos e outras formas de intimidação da dignidade humana, convém que cada cidadão vá além do marketing da administração municipal e comece a se questionar.A foto revela um dos outdoors de propaganda da Prefeitura de Taiobeiras, logo na entrada da cidade (Bairro Santo Cruzeiro) informando que “Aqui tem segurança”.Para além do marketing da Administração “Valorizando nossa gente”, sabendo que a responsabilidade pela segurança pública é de todos os entes federados, cabe perguntar:1. Qual a sua SENSAÇÃO de SEGURANÇA em TAIOBEIRAS?2. O que a SOCIEDADE tem feito pela SEGURANÇA?3. SEGURANÇA é só investimento no poder de COERÇÃO?4. Cadê os investimentos sociais amplos e massivos para ajudar a PREVENIR a VIOLÊNCIA? -
Qual o principal problema de Taiobeiras?
Bairro Bom Jardim visto do Bairro Planalto,
à noite, em Taiobeiras/MG.Antes de mais nada, bom dia a todos e um Feliz 2012. O ano começou.Vamos ao resultado da enquete que fiz aqui no blog durante o mês de dezembro de 2011, colhendo os votos dos visitantes e leitores.Qual o principal problema de Taiobeiras?1º: Corrupção = 25%;2º: Saúde = 22%;3º: Emprego = 20%;4º: Segurança = 18%;5º: Educação = 6%;6º: Estradas rurais = 4%;7º: Pavimentação de ruas = 2%.Por ser uma enquete na internet, os números aqui apresentados não têm validação científica.Voltaremos ao tema em outras postagens.
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Bodas de carvalho

Elvira e Isalino Miranda * Por Avay Miranda em MontesClaros.comUm casal residente em Taiobeiras – MG, está alcançando uma etapa da vida inédita na região. Trata-se de Isalino Miranda Costa e Elvira Mendes. Entre os meses de dezembro de 2011 e abril de 2012, eles completarão 100 anos de idade, cada um e em 31 de janeiro irão completar 80 anos de casados, comemorando as Bodas de Carvalho.Isalino Miranda completou 100 anos de idade no dia 2 de dezembro. Elvira Mendes completará a mesma idade no dia 17 de abril de 2012.Elvira Mendes aprecia as coisas mais simples. É até tímida, sem vaidades, não se sobressaiu socialmente, mas, passou a vida dedicada à sua família, cuidando do marido e criando os 13 filhos do casal, 11 estão vivos.É uma pessoa muito inteligente, sagas, determinada, ativa e possuidora de espírito de liderança. É muito forte aplicou toda a sua força, energia e talento, na dedicação à família.Aprecia a natureza, visto que nasceu e passou a maior parte de sua vida na fazenda, intercalando com alguns períodos que passou na cidade, por causa da escola para os filhos. Seu maior prazer é cuidar de hortas, plantio de milho, feijão, outras pequenas culturas e criação de animais domésticos de pequeno porte. Para isto, utiliza até mesmo o quintal de sua residência.Por sua vez, Isalino Miranda Costa sempre foi dinâmico e empreendedor. No dia 19 de abril de 1919, ele tinha 8 anos de idade e estava com uma gripe muito forte. Durante o sono, à noite, sonhava que alguém atirava com uma arma de fogo e ele via as balas saindo. Despertou com o seu avô Honorato José da Costa chamando-o para sair do Povoado, com destino à Fazenda Coqueiro. Quando acordou, realmente ouviu os tiros, do episódio histórico do Povoado, quando os homens de bem tiveram que se reunir para defender o lugarejo do malfeitor Leonídio, que queria saquear as casas.Na adolescência, em companhia dos pais, em 1926 foi obrigado a se esconder no mato, da Coluna Prestes que se aproximava do então Distrito de Taiobeiras. Ainda jovem, perdeu o seu pai, João Miranda Costa, que faleceu na estrada de Montes Claros, para onde ia a cavalo a procura de tratamento de sua saúde, então ele foi ajudar a sua mãe, Luíza Rosa de Miranda, a administrar a fazenda e criar os irmãos.Devido às suas atividades empreendedoras, em 1947 foi convidado por Ageu e Sidney Almeida para administrar o trabalho de construção do campo de aviação. O projeto inicial era construir uma pista de 400 metros de comprimento por 100 de largura, para descer teco-teco, mas, devido a quantidade de trabalhadores que ele contratou, construiu uma pista com o dobro, 800 por 100 metros, em 60 dias.Em 1951 e 1952, ele administrou o serviço de ampliação da pista para 1.200 e cercou o campo de aviação. Quando foi prestar contas, tendo sobrado um pouco de dinheiro da verba, o Dr. Gilberto de Almeida disse: “É a primeira vez que vejo sobrar dinheiro de serviço público”. Este campo serviu a Taiobeiras por longos anos.Demonstrando este dinamismo, o chefe político do Distrito, Arquimedes Moreira de Almeida o convidou para entrar na política. Ele fez algumas exigências e tendo sido atendido, foi candidato a Suplente de Juiz de Paz, sendo eleito, exerceu o cargo como titular, devido a licença do titular.Continuou na política e serviu aos Três Poderes no Município: Judiciário, Legislativo e Executivo. Ele foi eleito três vezes como Juiz de Paz, duas vezes como vereador, uma vez como Vice-Prefeito e uma vez como Prefeito, encerrando a sua carreira política, ao finalizar o mandato de Prefeito em 1972.Na década de setenta, o Governo resolveu instituir um mandato tampão de dois anos para coincidir as eleições municipais com as gerais de Governadores, Deputados e Senadores. Por isto ele foi candidato único em 1970 e exerceu o cargo de Prefeito no período de 1971 e 1972.Isalino Miranda Costa ocupou vários cargos públicos e de entidade de classe, como: Presidente do Diretório Municipal da ARENA, transformado em PDS. Presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais de Taiobeiras, do Sindicato dos Produtores Rurais de Taiobeiras, Presidente do Mobral Municipal, da Comissão de Educação Municipal e do Conselho Particular São Sebastião da Sociedade de São Vicente de Paulo.É católico praticante, foi auxiliar direto do Frei Jucundiano Kok. Ajudou a fundar a Liga Católica Jesus Maria José e a primeira Conferência Vicentina, ambas em 1938.Além destes cargos, ele foi o Tesoureiro e praticamente o dirigente da Liga Católica Jesus, Maria e José, desde a sua fundação, em 1938, durante 52 anos. Foi Presidente do Apostolado da Oração, por alguns anos. Foi Ministro Extraordinário da Eucaristia, no tempo do Frei Jucundiano. Foi auxiliar direto do Frei Constâncio Malles, durante o tempo em que ele atendeu a Paróquia de Taiobeiras e ficava hospedado em sua casa. Continuou Ministro Extraordinário da Eucaristia durante alguns anos com o Frei Salésio Heskes.Como teve uma vida pública muito rica em realizações, foi homenageado por vários órgãos e entidades. Em 24.12.1971 recebeu o Diploma de Honra ao Mérito, pelo Ministério da Educação e Cultura, por ter, como Prefeito, participado do processo de erradicação do analfabetismo, pelo Movimento Brasileiro de Alfabetização – Fundação MOBRAL.O Grupo de Jovens Beija Flor, de Taiobeiras, outorgou-lhe um Diploma de Honra ao Mérito, em 01.05.1979, em decorrência de sua colaboração na construção da sede própria, situada na Rua Bom Jardim. Recebeu homenagem da 50ª Festa de Maio, em 11.05.2006, prestada pela Prefeitura Municipal de Taiobeiras, na gestão de Denerval Germano da Cruz. Em 27.05.2006, recebeu homenagem da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Taiobeiras, pelos serviços prestados ao Município, em especial para a criação e instalação da Comarca em Taiobeiras.Foi homenageado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em 01.12.2007, com a Medalha Desembargador Hélio Costa, pelos serviços prestados à Justiça de Minas Gerais para a aprovação e instalação da Comarca de Taiobeiras. Em 29.06.2008 recebeu homenagem da Federação das Ligas Católicas Jesus, Maria e José, pelos 70 anos de fundação daquela Liga em Taiobeiras e no dia 3 de dezembro de 2011, recebeu a Comenda “Martinho Rêgo”, outorgada pela Câmara de Vereadores de Taiobeiras, na qualidade de ex-vereador.Martinho Antônio Rêgo foi o primeiro Vereador, em Rio Pardo de Minas, representando o Distrito de Bom Jardim das Taiobeiras e Isalino Miranda Costa foi eleito Vereador na primeira eleição realizada em Taiobeiras como cidade, em 1954. -
Taiobeiras: insegurança geral II
Propostas para a segurança pública debatidas na reunião ocorrida em 16/12/2011 na sede da ACIT (Associação Comercial e Industrial de Taiobeiras):1. Busca de soluções sociais e educativas que previnam o envolvimento da juventude com drogas e/ou ações de recuperação para usuários;2. Realização urgente de audiência pública estadual sobre a questão da segurança;3. Mediação nos trâmites entre as Polícias Militar e Civil e o Poder Judiciário, de modo a agilizar as ações de segurança;4. Implantação do “Olho Vivo” em Taiobeiras;5. Descentralização das patrulhas da PM pelos bairros.Essas são algumas das ideias que me recordo “de cabeça”. Se alguém que também participou da reunião se lembrar de mais, favor enviar aqui para o blog em forma de comentário, que publicarei. É importante que toda a sociedade de mobilize.
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Aniversário de Taiobeiras: O Conto das Taiobas – origem do nome Taiobeiras
Marileide Alves Pinheiro Conto de Marileide Alves PinheiroConta-se que há muito, muito tempo atrás, um certo lavrador que era um senhor muito sério e trabalhador, queria se casar. Mas onde ele morava não havia nenhuma moça disponível. As mulheres que lá havia ou já eram comprometidas ou eram muito crianças ainda. Como o lavrador já estava numa certa idade, ele queria urgência. Então resolveu sair pelo mundo a fora à procura de sua amada. Andou… Andou… Andou… Chegava num lugar, perguntava e nada. Chegava noutro e perguntava e nada. Assim foi passando dias e noites, noites e dias e o pobre lavrador ainda não tinha conseguido encontrar a sua amada e terem os seus filhos que ele tanto sonhara.Certo dia, quando já estava quase desistindo de tudo, parou perto de um pequeno córrego para beber água e descansar. Percebeu que por ali tudo era muito triste como ele também se sentia. As poucas árvores que lá havia estavam secas, sem folhas, sem frutas, sem vida. Mesmo assim, resolveu se deitar perto de uma árvore, se escorando numa pedra que havia por perto. Começou a cochilar e logo adormeceu de tão cansado.
Enquanto ele dormia, acabou sonhando. Sonhou que estava correndo e nunca conseguia chegar aonde ele queria. No momento que estava bastante ofegante de tão cansado ele viu uma linda moça no meio de uma plantação bem verde, com folhas grandes que balançavam, balançavam produzindo uma deliciosa brisa fresca.
A linda moça estava com um lindo e longo vestido verde da mesma cor da plantação. Tinha os cabelos negros, longos e cacheados, soltos ao vento e repleto de flores perfumadas. Chamava-o para perto dela. As suas pernas se acabaram e quando se assustou, percebeu que havia algumas flores perfumadas do cabelo daquela moça encima da pedra em que ele estava escorado, descansando. O lavrador esfregou os seus olhos e ficou ali sentado imaginando encontrar realmente aquela moça: “Aquela sim era a moça que eu sempre sonhara para viver o resto de minha vida”.
Depois disso, resolveu que iria fazer a sua morada perto daquele pequeno córrego na esperança de um dia encontrar a moça de seus sonhos. Passou a cuidar das águas e das plantas que ali havia. Construiu a sua casinha exatamente ao lado daquela pedra onde adormecera. Quando chegou o período das águas, naquele lugar começou a brotar uma planta igual àquela que ele havia sonhado; folhas grandes e verdes. Deu-lhe o nome de “taioba”. Sua batata (raiz) foi entremeando pelo solo úmido, se espalhando à margem do córrego e se tornou uma grande plantação verde, muito bonita.
Tempos depois, estava passando perto dali uma linda moça, morena, de cabelos longos e cacheados. Ao ver toda aquela plantação de taioba sentiu-se atraída e encantada pela beleza desta planta. Ela se aproximou da casa do lavrador, os dois se apaixonaram se casaram e ela ficou por lá morando com ele.
Perceberam que aquela planta era comestível. Poderia comer tanto as suas folhas quanto a sua batata (raiz). Foi assim que passaram a fazer delicioso ensopado de taioba com carne de sol, biscoitos com o polvilho da taioba, caldo verde com torresmo e muitas outras guloseimas…
Dizem que quanto mais o amor deles aumentava, a plantação de taioba aumentava mais ainda. Foi assim que por algum tempo, toda essa região ficou conhecida como “Sítio Bom Jardim das Taiobeiras”. Muitos tropeiros, viajantes que passavam por aqui se sentiam também atraídos pelo lugar, gostaram tanto que muitos foram ficando. Muito tempo depois este mesmo lugar se tornou uma linda cidade que recebeu o nome de TAIOBEIRAS.
(Este conto foi baseado em muitas outras estórias que já ouvi de meus pais e avôs quando ainda era criança)Marileide Alves Pinheiro -
12 de dezembro: 58 anos de Taiobeiras
Vista lateral da Igreja Matriz de S. Sebastião – Taiobeiras-MG Nesta segunda-feira, 12 de dezembro de 2011, Taiobeiras completa 58 de emancipação política-administrativa. Parabéns ao povo taiobeirense!Para ter uma visão resumida sobre a história de Taiobeiras, clique aqui.
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Presidenta Dilma libera recursos para Taiobeiras
Com informações da assessoria do Deputado Federal Reginaldo Lopes (PT-MG), repasso os valores liberados pela presidenta Dilma Rousseff (PT) para investimentos no município de Taiobeiras.Expansão da Rede de Esgoto: R$ 13.428.404,36 (Treze milhões, quatrocentos e vinte e oito mil, quatrocentos e quatro reais e trinta e seis centavos). Recursos do PAC 2.Construção da Escola Técnica (Programa Brasil Profissionalizado): R$ 6.000.000,00 (Seis milhões de reais). -
Audiência Pública: Norte de Minas se preocupa com impacto da atividade mineradora

Audiência no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras Por Júnior Dias, no Paraisofest.com.brCom informações da ALMG
A Comissão de Minas e Energia esteve em Taiobeiras, no Norte de Minas nesta sexta-feira (2), a pedido do Deputado Estadual Rogério Corrêa, onde realizou audiência pública sobre os investimentos minerários da região. O momento serviu também para as comunidades atingidas pela mineração apresentarem denúncias, já que a ação das mineradoras têm causado muitos problemas. As comunidades reclamam de falta de informação sobre os projetos, e também de transtornos já provocados na fase de pesquisas.
Na comunidade quilombola de Peixe Bravo, município de Rio Pardo de Minas por exemplo, moradores ficaram por mais de uma semana sem poder consumir água de suas nascentes devido a contaminação causada pelas empresas que pesquisam o minério. Já em Riacho dos Machados, a empresa mineradora tem pressionado a sociedade dos municípios a apoiarem o processo e tem trabalhado diligentemente para o não cumprimento de muitas condicionantes, inclusive não tem apresentado todos os estudos necessários e mesmo assim, tem recebido as licenças para funcionamento.
Essas foram apenas algumas das questões que contrapuseram aos interesses dos prefeitos e empresários que também estiveram presentes na reunião. Essa audiência foi solicitada pelo Mastro – Movimento Articulado dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais do Alto Rio Pardo e pela Associação Amigos de Porteirinha.
Os movimentos sociais da região foram mobilizados para fortalecer a luta pela justiça e pelos direitos dos povos!Taiobeiras é vizinha de uma grande jazida de ferro e ouro. A exploração é pretendida por 7 empresas que devem iniciar as atividades a partir de 2014.
Na audiência, um biólogo que percorreu a região apontou as consequências da mineração para o meio ambiente, segundo ele, responsável por 38% do lixo produzido no planeta. Ele alertou ainda quanto ao potencial turístico na área que é cheia de grutas e cavernas.
Os deputados devem realizar um debate público em Belo Horizonte com a presença das empresas que estariam pressionando os proprietários a venderem as terras.
Foto: Jornal Folha Regional
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Deputados discutirão em Taiobeiras os impactos da mineração
* Do Blog do BanuA Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizará nesta sexta-feira (2/12/11), audiência pública em Taiobeiras, Vale do Jequitinhonha, norte de Minas, para discutir as perspectivas de desenvolvimento socioeconômico e os possíveis impactos decorrentes dos grandes empreendimentos de mineração de ferro e ouro a serem implantados em municípios da região Norte do Estado.
Requerida pelos deputados Rogério Correia (PT) e Sávio Souza Cruz (PMDB), a reunião será às 9h30, na Câmara Municipal de Taiobeiras (Avenida da Liberdade, 314, Centro).
A população do Norte de Minas, segundo Rogério Correia, vive a expectativa de um novo ciclo econômico com a exploração do minério de ferro e do gás natural. A discussão, segundo o parlamentar, envolverá a sociedade civil organizada para “esclarecer os impactos sociais, econômicos e ambientais que esses projetos causarão à região”.
Convidados – Foram convidados a participar da audiência o deputado federal Padre João (PT); o procurador da República, André de Vasconcelos Dias; o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Vilson Luiz da Silva; o promotor de Justiça e coordenador da Regional de Defesa do Patrimônio Público do Norte de Minas, Paulo Márcio da Silva; o arcebispo Metropolitano de Montes Claros, D. José Alberto Moura; a promotora de Justiça e coordenadora Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias do Rios Verde, Grande e do Rio Pardo de Minas, Ana Eloísa Marcondes da Silveira; o biólogo e perito Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Flávio Fonseca do Carmo; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Pardo de Minas, Elmy Pereira Soares; o representante do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, Eliseu José de Oliveira; o representante da Comissão Pastoral da Terra, Alvimar Ribeiro dos Santos; o representante do Movimento dos Atingidos por Barragens, Moisés Borges de Oliveira; e o presidente da Associação dos Amigos de Porteirinha, Halley Mendes Cunha. -
Ficção: O "tesouro"
14 de maio de 1940. Em meio à invasão da Holanda pelas tropas nazistas, um jovem advogado judeu recém-casado não vê outra opção senão fugir de sua cidade com a esposa no porão de um navio de bandeira mexicana. Na iminência dos ataques aéreos da Luftwaffe e da invasão de residências suspeitas de servirem como abrigo a semitas pelas forças da SS, Estêvão e Judith apanham algumas poucas coisas e partem para a embarcação que zarpará em seguida rumo ao continente americano. Um pacote, em especial, ele faz questão de apanhar com maior cuidado. Guardou-o junto aos outros pertences que pode carregar. Antes, porém, colou junto a este objeto o que parecia ser um envelope de carta já lacrado. Passos largos, nem tão rápidos nem tão lentos. Precisavam de urgência, mas não podiam chamar a atenção. Ao chegar junto ao navio Exaltación encontram outro compatriota judeu. Jacob, seu nome. Era grande a correria. A sombra de um ataque iminente se refletia nos semblantes atribulados. Estêvão entrega o pacote a Jacob ainda com mais cuidado e lhe confidencia algo. Seus gestos denunciam que não desejava que percebessem o que fazia. Parecia que se separava de um tesouro. Jacob vai à frente. Sua missão era embarcar e conseguir uma maneira do jovem casal também o fazer. Ele consegue entrar no navio. Quando então olha para trás, já em meio aos sons das sirenes que marcavam a partida, vê que Estêvão e Judite não tiveram a mesma sorte. As tropas da SS já os encaminhava para os veículos escuros onde, aterrorizante, se podia ver o emblema da suástica.Duas semanas depois, em alto mar, Jacob, cujo semblante já não revelava outra expressão senão a morbidez de quem já desacreditava na vida, num estalo de consciência, lembra-se da enigmática encomenda que seu jovem amigo lhe havia pedido para fazer a entrega. Ainda não se dera conta, ante à brutalidade dos acontecimentos que tormentavam a sua mente, do que queria o seu compatriota ao lhe entregar aquele embrulho. Não se atreveu a abrí-lo. Parecia-lhe uma ofensa demasiado grave contra a confiança de quem desde a infância fora seu vizinho e colega. Ainda mais, lhe parecia uma invasão, se violasse o conteúdo do pacote, contra a memória de quem, agora, naquele instante, se já não estivesse morto através de uma execução sumária, deveria estar sofrendo agruras indígnas em algum campo de trabalhos forçados dos cães nazistas. Teve raiva. Chorou. Não abriu o “tesouro”. Limitou-se a ver que no envelope anexo estava escrito o nome e o endereço do destinatário. Leu: “FREI JUCUNDIANO DE KOK, Paróquia S. Sebastião. Distrito de Tayobeiras, Município de Salinas, MG, Brazil”. Lembrou-se que Jucundiano era o nome religioso adotado por um outro colega de infância, não judeu como ele e Estêvão, mas católico, Adrianus Cornelius. Apesar de todo o preconceito que havia entre cristãos e judeus, cresceram juntos, brincavam na rua, eram amigos. Sabia que após abraçar a vida religiosa, Adrianus havia sido mandado ao Brasil. Não pensou mais. Estava exausto. Dormiu. Nas semanas que seguiram, em longa e cansativa viagem, abraçado pelo terror e pelo sentimento de perda, Jacob não mais voltou a observar a estranha encomenda de Estêvão.18 de julho de 1940. Jacob desembarca num porto mexicano. Apesar da tristeza, a esperança fala mais alto naquele instante. Imaginou que sua vida estava começando de novo naquele diferente e inquietante país. Debaixo do braço, carregava um pacote com extremo zelo.15 outubro de 1941. Um frade visitador da Província Franciscana de Santa Cruz, proveniente da capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, chega ao pequeno distrito de Taiobeiras para inspecionar o trabalho pastoral empreendido pelo administrador, um seu confrade e conterrâneo holandês de nome Frei Jucundiano de Kok. Chama-lhe a atenção os alicerces da nova matriz paroquial que o jovem pároco começara a erguer. Espanta-se com o tamanho da construção, muito grande para um povoado tão pequeno e de tão reduzidas possibilidades populacionais e econômicas. Mesmo assim, admira a fé e o empenho do confrade que ali se esmera em lhe dar detalhes de como será o novo templo. Entre os tantos objetos que trás consigo, muitas correspondências provenientes da Holanda são entregues a Jucundiano. Mas chama a atenção um pacote que está dentro de um grande envelope postado a partir da Cidade do México.24 de dezembro de 1941. Após o retorno do frade visitador, o jovem pároco Jucundiano resolve abrir o pacote. Apesar de inicialmente estranhar a postagem proveniente do México, o trabalho pastoral lhe absorvera de tal forma naqueles dias que não teve curiosidade de saber o que ali havia até aquele momento, véspera de Natal. Apanha-a e, antes de abrir, lê a carta que lhe está anexa. Seus olhos brilham quando vê que é de Estêvão, seu amigo de infância. Pausa a leitura e lembra que sua Holanda está ocupada pelos nazistas. Sabe como eles tratam os judeus. Semblante crispado, retoma a leitura. Fica atônito com o que lê. Mais atribulado ainda quando abre o pacote e se dá conta do que acaba de receber. Demora um tempo até tomar fôlego. É simplesmente incrível e terrível!Convicto de que não tinha condições de revelar o que lhe fora confiado por seu amigo judeu, provavelmente, àquela altura, imolado num campo de concentração nazista, o frade põe o conteúdo do que recebera numa caixa metálica e lacra-a com um cadeado. Após celebrar a Missa do Galo, já na madrugada de 25 de dezembro de 1941, dirije-se às obras da nova igreja e enterra a caixa debaixo do local do “Santuário”, no templo que, em alguns anos, será a nova matriz de sua humilde missão em solo latino-americano. Diz para sim mesmo: “Não há melhor lugar. Não há melhor lugar”. -
Artigo do Levon: Morde & Assopra
Pelas manhãs, ouvindo os elogios e as críticas do povo de Taiobeiras no programa “Boca no Trombone” da Rádio Norte Mais FM, – diga-se de passagem, uma excelente opção comunicativa de construção da cidadania coletiva – uma pergunta nos vem à cabeça: “Como pode que as pessoas elogiem tanto uma administração e ao mesmo tempo reclamem em igual proporção pela má-qualidade ou inexistência da prestação de alguns serviços básicos de sua responsabilidade à população?”Em especial, na área de saúde, os cidadãos ligam e pedem ajuda para tratamentos complexos ou a compra de remédios caros, reclamam da demora na marcação de consultas especializadas ou de exames, ou mesmo de um suposto mal-atendimento por parte de alguns servidores públicos, para logo em seguida se derramarem em elogios aos gestores setorializados ou os do próprio governo municipal. Os culpados, na boca do povo, são sempre os “funcionários”, os “servidores”, os “assessores”. É como se estes não tivessem chefias ou não seguissem ordens superiores. O mesmo se repete em relação a outros setores e serviços de responsabilidade da municipalidade, não ficando as reclamações restritas à área da saúde. Nem os elogios.O que seria isso? Ingenuidade? Desconhecimento do processo político? Desinformação quanto às estruturas de governo? Manipulação? Talvez tudo isso ou nada.Somos herdeiros da cultura da despolitização e do clientelismo coronelista. “O cachimbo entorta a boca”, diz o ditado. Talvez nosso povo ainda não esteja suficientemente adaptado aos novos tempos de democracia que o Brasil tenta experimentar. Despolitização, na medida em que o povo é chamado a participar da política apenas na época de votar, de balançar bandeiras e de seguir carreatas em campanha; jamais para refletir criticamente sobre as escolhas que são feitas pelo Estado e que acabam por atingir a vida da sociedade inteira. Clientelismo coronelista, quando esta mesma população despolitizada é levada a uma relação não-cidadã com seus representantes políticos, ficando órfã de regras, de cobertura legal e de direitos e deveres estabelecidos.A relação que o povo conhece – não por sua culpa somente – é de paternalismo estrutural. É como se não existisse o direito. E se não há direitos, tampouco se pode cobrar que haja consciência dos deveres. No lugar há o favor e a troca. Tudo que se consegue dos políticos é visto ou tratado como ato de benevolência ou de favor da parte deles em relação ao necessitado que os procura na hora da “precisão” (necessidade). Evidente que daí se formou uma cultura muito mais complexa, deformada e cínica, na qual os indivíduos se tornam hábeis “pedintes” (de favores pessoais) aos políticos de plantão; e estes, mesmo os com boas intenções e noção republicana, se tornam reféns da própria condição nefasta de se manter o poder. Têm que dar para receber.Na verdade, as pessoas que reclamam e elogiam, ao invés de fazer política, como deve ser e é de direito de cada cidadão, continuam perpetuando os velhos vícios que negam a sua cidadania plena. Elas mordem e assopram. Reclamam do que lhes é de direito, mas não prestado satisfatoriamente, incriminando a quem não tem o poder de lhes provocar algum dano maior (funcionários, em geral; trabalhadores como elas próprias, em busca da sobrevivência). E assopram os chefes maiores, a quem sabem que cabe a responsabilidade de fato, mas a quem ou temem a reação ou de quem esperam conseguir algo mais vultoso em tempos de eleição. As broncas no rádio, dessa forma, embora necessárias, caem na esterilidade, uma vez que as pessoas não se juntam e não se organizam comunitariamente para fazer valer aquilo de que precisam e do qual tanto reclamam. A crítica não é ao modelo do programa. A decepção é com a própria sociedade que não avança – a partir da “deixa” civilizatória dessa atração comunicativa do rádio – rumo a uma possibilidade real de crescimento nos aspectos de cidadania. Apesar de todo o exposto aqui, a esperança não se abate. Já é um bom começo botar a boca no trombone.E assim vamos, com uma cultura política deformada, assassina da cidadania, caminhando numa democracia de faz de conta, num cinismo que perpetra o Estado e a sociedade, à espera que no futuro existam homens e mulheres, na mesma sociedade e também no governo, corajosos a ponto de interromper este círculo vicioso. Cidadania plena é a que desejamos para todos.Publicado também na versão impressa do Jornal Folha Regional, Taiobeiras/MG, ano IX, nº 191, novembro/2011 e no site da Arquidiocese de Montes Claros, neste link.
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Lugares: Taiobeiras de outro ângulo
Torre da Matriz de São Sebastião de Taiobeiras/MG em fotografia do taiobeirense Fellipe Lucas, aluno do curso de Arquitetura e Urbanismo das Faculdades Santo Agostinho de Montes Claros/MG.P.S.: A foto deve ser creditada a Jessica Lucas, irmã gêmea de Fellipe, e também aluna de Arquitetura e Urbanismo na Santo Agostinho. O motivo do engano se deve à publicação da mesma, que consta do perfil de Fellipe Lucas no Facebook (Grupo Taiobeiras/MG). -
Por que os serviços do IPSEMG são tão precários em Taiobeiras?
Por que os serviços do IPSEMG (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais) funcionam tão mal (ou nem funcionam) em Taiobeiras?Se você é usuário e já teve problemas para ser atendido, relate aqui a sua experiência. Vamos divulgar nossa indignação e nos unir para melhorar o acesso aos serviços de saúde a que temos direito garantido, uma vez que pagamos mensalmente ao IPSEMG através do desconto que é feito em nossos ordenados.
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Polícia Federal: Operação Grilo em Taiobeiras
* Da Folha RegionalSegundo a Polícia Federal, servidores estão envolvidos. Operação cumpre mandado de sequestro de bens no valor de R$ 41 milhões.
Polícia Federal em frente à casa de empresário
em Taiobeiras (Foto: Folha Regional)A Polícia Federal e os Ministérios Públicos Estadual e Federal realizam operação nesta terça-feira, dia 20, para cumprir mandados de prisão, de busca e apreensão e de sequestro de bens na região Alto Rio Pardo. Batizada de “Grilo”, a ação se concentra nas cidades de Taiobeiras, Salinas e Rio Pardo de Minas. Segundo a Federal, a fraude para legalização de terras tem envolvimento de servidores públicos.
Além das cidades da região, a Polícia fez buscas em Belo Horizonte, Oliveira, Divinópolis, Janaúba, Serranópolis de Minas e Curvelo. Oitenta e cinco policiais tentam cumprir 22 mandados de busca e apreensão, dez de prisão temporária, além do sequestro de R$ 41 milhões.
De acordo com a assessoria de imprensa da PF, as investigações demonstraram que uma organização criminosa atua patrocinando a grilagem de terras públicas, que posteriormente são vendidas a mineradoras. O objetivo seria a exploração de jazidas de minério de ferro.
Ainda segundo informações da Polícia, o grupo também é suspeito de falsificação de documentos públicos e particulares, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Em apenas um dos casos sob investigação, determinada mineradora teria comprado, efetuando pagamento único e em espécie, vasta extensão de terras subtraídas do Estado de Minas Gerais pelo valor de R$ 41 milhões. O sequestro de bens foi pedido pela Justiça.
Fraude
Polícia Federal diz que o esquema contava com a participação de servidores públicos, que legitimavam a posse de terras devolutas por laranjas, que jamais tinham sido proprietários ou possuidores de terras na região. A seguir, numa outra operação fraudulenta, o agora proprietário vendia o referido título a pessoas físicas ou jurídicas intermediárias que, ao final, negociavam a terra com grande mineradora a preços muito elevados.
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Artigo do Levon: Debate e polêmica em Taiobeiras
Independentemente do quadro político local atual (de crise na administração municipal por conta de denúncias de supostas irregularidades em licitações, veiculadas na internet e na imprensa escrita), sempre percebi e escrevi em meus artigos (republicados nos livros) que Taiobeiras tem um grande medo do “debate” e da “polêmica”. E isso não é de agora. É histórico. E ocorreu, também, em adminstrações passadas. Basta lembrar que no auge do poder de Joel, ele era defendido com a mesma paixão e reverência com que Denerval o é agora. Coitado do que se atrevesse a denunciá-lo ou a criticar suas práticas. A história se repete… como farsa e ironia.Aliás, essas duas palavras (debate e polêmica) são as responsáveis pelo progresso e pelo desenvolvimento da humanidade. Mas em Bom Jardim das Taiobeiras, “debater” e “polemizar” são vistas como baixaria ou perseguição. Um engano grave. Na verdade, quem pensa assim, quero crer, não age de má-fé. Apenas ainda não ultrapassou os umbrais da infância cultural para a vida adulta dos potenciais intelectuais e do exercício da cidadania plena.Quanto mais se avança no conhecimento e na compreensão do mundo, mais se valoriza o bom debate, a boa polêmica e a boa contradição de ideias e de posicionamentos políticos. Ao invés da noção negativa, eles passam a compor um quadro novo, e se transformam em molas propulsoras dos avanços sociais. Eu sonho com o dia em que Taiobeiras estará neste patamar.Não há – e nem pode haver – verdade única e inquestionável nas coisas estritamente humanas, como na política, na cultura e na economia. Apesar de todos os avanços de Taiobeiras nos últimos anos, há um entrave que nos atrasa. Trata-se do fato de que aqueles que possuem o poder de mando sustentam a “sua verdade”, pretendendo-a única e sufocando as demais concepções. Como nada (humanamente falando) dura para sempre, a estátua de ouro com pés de barro começou a ser derrubada. E isto é muito bom para todos, até para quem não aceita essa realidade, geralmente porque ainda não a compreendeu por inteiro.
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Imagens do Grito dos Excluídos 2011 em Taiobeiras/MG
Celebrado antecipadamente em Taiobeiras/MG, o Grito dos Excluídos ocorreu na manhã do domingo, 4 de setembro de 2011, na Praça da Matriz dessa cidade do Alto Rio Pardo (Norte de Minas Gerais). Veja as imagens da manifestação pela Terra e pelos Direitos Humanos. A questão da mineração no Norte de Minas não ficou de fora. O comediante taiobeirense Uênio, na pele de “Dona Santa”, sua personagem idosa e irreverente, deu uma verdadeira lição de sabedoria, conhecimento e respeito pela vida e pelo meio ambiente.
A questão da exploração do minério de ferro na região
esteve no centro das manifestações
Crianças da Catequese pela Vida do Planeta 
Manifestantes presentes ao Grito dos Excluídos 2011 
“Pela Vida grita a Terra… Por Direitos todos Nós!” 
“A terra clama por socorro pelos desamparados” 
Manifestantes 
Uênio (Dona Santa)



