Tag: Taiobeiras

  • Artigo do Levon: Taiobeiras e a liberdade das consciências

    “Liberdade” para o povo caminhar e ser dono
    do seu próprio destino
    Artigo publicado na edição impressa do Jornal Folha Regional, Taiobeiras/MG, Ano IX, Nº 187, Agosto/2011, página 4.

    Vou escrever este artigo em forma de tópicos para elencar os valores que, em minha opinião, deveriam compor a consciência livre de Taiobeiras.

    a) Ir além das aparências. O consumismo arraigado na cultura taiobeirense faz com que as pessoas se endividem em “mil” prestações, de modo que “aparentam” certo status e condição econômica que não são os verdadeiros. Busca-se muito o ter e o aparecer. Investe-se pouco no aprender novas coisas úteis e no “Ser” um alguém com consistência.  É necessário avançar além dessa escravidão moral que, além de tudo, contribui para a degradação pessoal e ambiental. Cada um deve aprender a superar a cultura da aparência e do modismo fútil; e a viver com mais naturalidade e verdade as relações sociais.

    b) Coragem não é mico. Os conceitos de “crítica” ou de “protesto”, em Taiobeiras, são verdadeiros palavrões. Organização coletiva, então, um “bicho-de-sete-cabeças”. O “medo” de participar de algo mais questionador e, assim, desagradar ou “pagar mico” é muito grande. O normal é a apatia, o comodismo e a bajulação venial. É preciso ver o exemplo de outros lugares, cidades pequenas, médias ou grandes, onde a população se organiza, reivindica e participa. Lutar adequadamente é o que transforma o mundo e a história. O medo “do mico” reduz as pessoas a criaturas medíocres. Mediocridade não pode ser característica definidora da identidade de uma cidade que pretende ser pólo.

    c) Não precisamos de salvadores da pátria. Politicamente, as atitudes gerais da população ainda são muito infantis. Os políticos são vistos de forma maniqueísta. Fulano é do bem. Sicrano é do mal. O prefeito e os vereadores são nossos “pais”. Há uma atitude alienada de entregar a vida coletiva nas mãos dos políticos, sob a justificativa simplória de que “tudo depende deles e não podemos fazer nada”. Ou então… persiste a velha prática de “toma-lá (meu voto)”; “dê-cá (alguma benesse)”. De direitos reais negados, pouca gente fala. É o “cada um para si mesmo”. Há muitas coisas pelas quais se pode lutar e participar, ampliando a ação política para além dos políticos profissionais ou da dependência de apadrinhamentos.

    d) Questionar as informações oferecidas. Os taiobeirenses têm que fazer conta do dinheiro público. É urgente questionar as informações que os políticos deixam conhecer, principalmente referente ao valor dos investimentos e dos gastos públicos. E ir além delas, buscando as que estão sofisticadamente sob o mistério da complexidade contábil. Dizem eles: “Estamos trazendo tantos mil reis em obras”. Que se use a cabeça. Que se façam contas. Que se questione a utilidade deste e não daquele outro investimento. Que se veja se tais operações batem com os valores alegados e os de custo, a partir daquilo que se conhece, pela vivência, sobre os preços reais. Pagam-se muitos impostos. Aliás, Minas é um dos estados que mais os cobra. IPVA, por exemplo, aquele imposto sobre os automóveis, é repartido meio-a-meio com a Prefeitura. O que é feito disso?

    e) Ter consciência de quem se é. Não sentir vergonha de si mesmo ou do seu (pouco ou muito) saber. Não ter vergonha de viver no meio rural ou nos bairros mais afastados do centro. Não se intimidar por ter características que historicamente são vítimas de preconceito, como a cor da pele, o tipo de cabelo ou a condição social. Ter orgulho da própria origem de vida. Respeitar a história pessoal e a da família. Ocupar um lugar na sociedade a partir do que a pessoa é e não do que imagina que os outros dizem que deva ser. Participar da política pelo bem que pode prestar à sociedade. Não buscar somente para si mesmo. Avançar na noção do bem comum. Aprender, conhecer, lutar e se esforçar. Não deixar a consciência pessoal ser dominada ou manipulada por interesses aparentemente grandiosos.

    Taiobeiras precisa que cada cidadão e cidadã, com sua simplicidade e entendimento, participe da política, com suas histórias de vida, de sofrimentos e de vitórias; com pluralidade e ideias inovadoras, para além da cultura mercantilista, colonialista e consumista que se impôs historicamente sobre o povo e o município.

    Retroagir, nunca! Avançar, sempre!
  • PT de Taiobeiras promove Seminário Municipal sobre organização e transformações sociais

    O Presidente Municipal do PT de Taiobeiras, Nilson do Marruaz, está convidando filiados ao partido, simpatizantes e pessoas interessadas para particparem do Seminário Municipal “Organização e Transformações Sociais” a ocorrer no domingo, 11 de setembro de 2011, das 8h ao meio dia, no salão “novo” de reuniões do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, na Rua Conrado Rocha, n. 174, no centro de Taiobeiras.

    Interessados em se filiar ao PT até 30 de setembro próximo, são especialmente esperados neste seminário de formação partidária.

    Contato para informações: nilson.gerais@gmail.com.br ou (38) 9103-0014.

  • Grito dos Excluídos em Taiobeiras

    Normalmente celebrado no 7 de setembro, data da Independência do Brasil, o Grito dos Excluídos, em sua 17ª edição nacional, ocorrerá em Taiobeiras no próximo domingo, 4 de setembro de 2011, a partir das 8 horas da manhã, com concentração das pessoas nas comunidades católicas (Cristo Rei, Todos os Santos, São Judas Tadeu, Santo Antônio e Santa Rita) e delas partindo em direção à Praça da Matriz, onde às 9 horas ocorrerão os atos públicos e a celebração da fé e da vida.

    De acordo com a Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos, o lema deste ano é “Pela vida grita a TERRA… Por direitos, todos nós!”. Ainda segundo os organizadores, o lema nos chama a discutir em caráter nacional e global. É necessário pensar em verdadeiras políticas públicas de inclusão,  o grande desafio é passar de um modelo de exploração, que visa tirar o máximo de lucro da natureza e da força humana, a um novo modelo de cuidado, preservação e cultivo da vida, que prima pela convivência justa, solidária e fraterna, em relações de convivência com as demais formas de existência, permitindo que a Terra se converta numa fonte perene de vida. Prevalece a necessidade de apoiar e fortalecer todas as iniciativas populares que buscam reciclar e reorganizar a relação dos seres humanos com a biodiversidade do Planeta. Em nível global, somos convidados a uma rede de solidariedade, onde os direitos básicos dos seres humanos se complementam com políticas amplas e abrangentes de preservação e respeito ao meio ambiente, priorizando o desenvolvimento sustentável. A consciência da cidadania ganha dois aspectos inseparáveis: a soberania nacional, nas comemorações do Dia da Independência, não pode esquecer que somos antes de tudo cidadãos do planeta Terra”.

    Em Taiobeiras, o Grito dos Excluídos está sendo preparado pela Paróquia São Sebastião, envolvendo também outras entidades e movimentos sociais. Participe e “grite” por um mundo mais justo e menos consumista!
  • Para encerrar agosto com fé e esperança

    Agosto é o mês ao qual se atribuem certas alcunhas negativas, especialmente na política nacional. De fato, foram em “agostos” que Getúlio Vargas se suicidou e que Jânio Quadros renunciou à Presidência da República, levando à crise pela posse de João Goulart. Também em nível mundial, agosto não tem boa fama. No longínquo 1945 as duas únicas bombas atômicas a serem detonadas em guerra na história humana foram jogadas sobre Hiroshima e Nagazaki, no Japão, pelo Governo “terrorista” dos EUA. Já aqui em Taiobeiras, a atual administração que nunca sofrera qualquer arranhão de imagem em quase sete anos de poder, neste agosto enfrentou o gosto amargo de ser denunciada, de dentro, acerca de processos licitatórios suspeitos. Mas eu prefiro as tradições sertanejas do nosso povo. Por elas, agosto é o mês do Bom Jesus da Lapa, das grandes romarias e das demonstrações e vivências da fé e da esperança da população simples do interior do nosso Brasil. Então, para encerrar mais este mês do intenso 2011, apresento esta bela canção do cantor e compositor baiano, Edigar Mão Branca, Romeiro de todo ano.

    Romeiro de todo ano
    Edigar Mão Branca
    Clique aqui para ouvir

    Eu sou romeiro de todo o ano
    Minha promessa eu pago aos pés da cruz
    Eu sou romeiro eu vim de longe
    Eu sou valido pelo Bom Jesus…

    Eu sou romeiro de todo o ano
    Minha promessa eu pago aos pés da cruz
    Eu sou romeiro eu vim de longe
    Beijar o altar do Senhor Bom Jesus…

    Renovo minha força pra viver
    Agradeço pela graça recebida
    Aprendo a construir um mundo novo
    Pão e paz pro nosso povo…

    Bom Jesus é a nossa fonte de água viva…

    A igreja da Lapa é feita de pedra e luz
    Eu quero beijar o altar do Senhor Bom Jesus…
  • A guerra dos comentários

    Depois de publicar, nos últimos dias, dois artigos, a saber, “Taiobeiras e o domínio das consciências” e “Taiobeiras e a liberdade das consciências“, recebi vários comentários elogiosos e alguns poucos críticos (mas com bons argumentos). Publiquei-os. Não espero apenas receber louvações pelo que escrevo. A escrita é crítica e deve ser criticada. Mas assim, como escrevo com civilidade e respeito às pessoas (mesmo não concordando, às vezes, com o que elas pensam ou praticam) e pautando-me por uma argumentação significativa, acolho os comentários que também discordem de minha visão e que apresentem argumentos em contrário. Isto é bom e me faz crescer politicamente e intelectualmente. Isto é democracia.

    No entanto, alguns comentários recebidos, os quais não publiquei, se pautaram pela ofensa direta, pela desqualificação de minha pessoa e ideias, e de outras ligadas a mim, pelo anonimato (sinal de falta de coragem intelectual) ou pela assinatura por pseudônimos não passíveis de existência. Este tipo de atitude é lamentável e revela o nível de pensamento de muitos que detêm relativo “poder” na sociedade taiobeirense. Realmente lamentável para nossa cidade. Mas, fazer o quê? Continuar na luta. Isso só muda com o tempo, com o avanço e o progresso da cultura e dos costumes políticos. Estou no grupo dos que lutam pelas mudanças civilizatórias em Taiobeiras, no Brasil, no mundo…

    O tipo de comentários que citei no parágrafo anterior chega em massa, mais ou menos da mesma forma como ocorreu na campanha eleitoral passada (2010), em que o exército de esgoto virtual comandado por José Serra (PSDB) praticou na Web toda sorte de divulgação de mentiras, ilações e falsas notícias contra a então candidata Dilma Rousseff (PT). Serra perdeu a eleição, mas os tentáculos do monstro subterrâneo que criou (baseado em racismo, xenofobia, homofobia e sexismo machista pseudo-cristão) ainda se mantêm bem vivos e atuantes. E está a pleno vapor a se preparar para as eleições de 2012. A sujeira sem rosto, que antes atuava nos becos e esquinas, desta vez também virá pelas vielas virtuais.

    Nada a temer. Apenas lamento que em uma cidade que se define como pólo de uma região, tais práticas de “não-díálogo” e de “não-debate” se firmem como o instrumento predileto do “fazer político”. Toda mudança significativa no conjunto da sociedade começa no interior de nossas motivações mais íntimas.

  • Artigo do Levon: Taiobeiras e o domínio das consciências

    Nova bandeira de Taiobeiras, outorgada nesta “nova era”
    de domínio das consciências pela propaganda
    Artigo publicado na edição impressa do Jornal FOLHA REGIONAL, Taiobeiras (Norte de Minas Gerais), n. 186, ano IX, página 3, 20 de agosto de 2011.

    A eleição de Denerval Germano da Cruz (PSDB) para prefeito de Taiobeiras em 2004 e a consequente posse de seu grupo na Prefeitura em janeiro de 2005, abriram um precedente antropológico “divisor de águas” na história política municipal. Num município de forte inspiração pequeno-burguesa, porém com um déficit de cultura geral e de memória histórica muito alto, tal evento, comum na democracia, assinalou o advento da dominação por propaganda em nossas práticas sociais.


    Informar que o prefeito e seu grupo têm um plano de trabalho, que o realizam com pertinaz controle e dedicação, que avançam em alguns campos da institucionalização das ações do município é importante e complementar, mas não abarca toda a explicação para a manutenção quase inabalada desse poder sobre as consciências pelos últimos seis anos e meio.

    A questão está na memória. O grosso da população de Taiobeiras, especialmente a classe média empregada, apesar de desejosa e ardorosa consumidora dos bens do capitalismo, nunca se preocupou muito com a formação da memória histórica e do conhecimento mais profundo dos fenômenos que constituem a engrenagem social. Isto se explica no baixo número de taiobeirenses nativos que possuem alguma produção literária, poética ou artística. Um contraste com a vizinha Salinas e, até mesmo, com municípios menores, onde os pendores intelectuais se manifestam com maior relevância. É vítima fácil da informação construída com propósitos particularistas. Em outras palavras, a história taiobeirense, a partir da chegada dos tucanos ao poder, tem sido contada da forma que interessa ao seu grupo, de maneira massificadora e mítica, sobretudo através dos meios de comunicação que o poder público dispõe ou influencia, sem sofrer qualquer resistência partidária, social, religiosa ou cultural. Nem mesmo dos anciãos que construíram Taiobeiras até a data de sua posse, acariciados por comendas e boa prosa. Um fenômeno! Um mérito de sua liderança (que ficará para a história)! Mas, um desastre para o desenvolvimento da cidadania livre!

    O grupo que foi instalado no poder pelo voto popular e se reelegeu em 2008, teve a capacidade organizacional de, sem maiores percalços pelo caminho, contar e recontar suas “verdades”, de formas variadas, sem questionamento crítico relevante. Presença nos microfones das rádios locais, instrumentalização das publicações jornalísticas, exceto a Folha Regional, publicação do Boletim Mãos à Obra, massificação nos eventos sociais e religiosos, deram aos jovens e, também a outras faixas etárias, a noção mental cristalizada de que todas as conquistas relevantes alcançadas pela “nossa gente” taiobeirense ocorreram a partir de sua chegada ao controle da Prefeitura.

    O processo de composição da “verdade única” é tão sofisticado, e ampliado pelas debilidades educacionais dos cidadãos em geral, que pode, em menor escala (óbvio) ser comparado à propaganda dos regimes totalitários europeus do entreguerras (1918-1939). A atitude acrítica ante a tal estado de “derrame” de informações “tratadas” é tanto que, a maioria nem questiona quando alguma notícia é requentada por várias vezes no boletim da municipalidade. Um exemplo: a nota de que a Unimontes estudava a implantação de um campus em Taiobeiras foi noticiada bem umas três ou quatro vezes em tal informativo, sempre que uma visita de autoridade ou cerimônia pública fosse realizada. Resultou na criação de uma expectativa até então irrealizada, mas sem nenhum questionamento maior por parte da população. Se se perguntar a qualquer um sobre isto, bem provável que dirá que confia que o prefeito trará tal obra a qualquer momento, ainda que já se tenham passado cerca de quatro ou cinco anos desde que a informação foi manifestada pela primeira vez. E vários outros fatos podem ilustrar ainda mais esta afirmativa. Um deles, a publicação de que “logo-logo” o novo fórum teria suas obras de instalação iniciadas… Não se questiona aqui se houve problemas burocráticos que impediram a realização de tais investimentos públicos no município (Unimontes e novo fórum). O foco está na maneira com que a informação é dosada, tratada, apresentada a conta-gotas e repetida à exaustão, transformando-se numa verdade, mesmo que não seja.

    A tática do grupo no poder não é ilegal. Faz parte do jogo político. E o tem jogado com excelência. Chega ser invejável perante aos olhos dos admiradores de Maquiavel e de Sun Tzu. O estranhamento é quanto à falta de reação de mentes intelectualizadas contra tal estado de dominação. Qualquer pessoa com senso crítico minimamente apurado entenderá que isto não é bom para a formação da democracia nem para o progresso futuro da sociedade. Sociedade nenhuma, em que seus membros são amestrados pelas forças que comandam o Estado, alcança sucesso e desenvolvimento no longo prazo. Estranha-se que, mesmo entre as mentes intelectualizadas que votaram e concordam com as práticas de gestão do atual grupo no poder, não haja quem reflita criticamente sobre tal ordenamento de manipulação cultural e social. Não é preciso ser oposição para questionar. Ter senso crítico é papel de todo cidadão.

    Pergunta-se: haverá, de fato, mentes intelectualizadas em número significativo? Se existem, por que se calam? Antes de janeiro de 2005, Taiobeiras não teria uma história, apesar de todos os problemas de ordem política, econômica e social (que ainda persistem, porém mascarados), que não fosse digna de resgate e reverência? A história será contada pelas atitudes de todos os atores sociais, de colorações ideológicas, partidárias e culturais diversas ou deixar-se-á que o marketing a serviço de uns poucos a recrie e a reporte conforme interesses que não são os da maioria? Quando serão libertadas as consciências pessoais do domínio de quaisquer grupos de poder?
  • 2ª Conferência de políticas públicas para a juventude de Taiobeiras

    Ocorrida na sexta-feira passada, 12 de agosto de 2011, a 2ª Conferência de Políticas Públicas para a Juventude, Etapa Municipal de Taiobeiras, discutiu temas relativos aos direitos dos jovens e celebrou a memória das conquistas legais e concretas da juventude taiobeirense e brasileira nos últimos anos. Além disso, em vários grupos temáticos, jovens e adultos interessados nas políticas públicas para esta faixa etária (16 a 29 anos de idade) levantaram problemáticas e propostas de soluções para serem enviadas às etapas estadual e nacional das conferências de juventude.

    Grupo temático “Direito de se associar”

    O titular deste blog participou integralmente do evento, que foi organizado pelo COMJUVE (Conselho Municipal da Juventude) de Taiobeiras na sede do CRAS (antigo Clube Social) e coordenou as reflexões do grupo temático “Direito de se associar”.

    Parabéns aos organizadores e o desejo de que as propostas sejam, de fato, implementadas, para melhorar a vida de nossos jovens.

    O crédito das fotografias é da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Taiobeiras.

  • Deputada Ana Maria perde vaga

    Ana Maria (PSDB)

    O STF julgou procedente recurso do candidato a deputado em 2010 Pedro Ivo Caminhas, o Pinduca Ferreira (PP), natural de Araçuaí, Médio Jequitinhonha, mas com base eleitoral na região de Betim, para assumir a vaga na Casa.


    Pinduca teve 61.315 votos, mas não pôde ser empossado por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), que havia cassado o registro de candidatura dele em 2008. Mas de acordo com o advogado de Pinduca, Francisco Galvão, o político não disputou aquelas eleições. “Por isso recorremos ao STF, que, de fato, determinou que ele seja diplomado“, afirmou o advogado.


    Deputado estadual por três mandatos, Pinduca vai assumir a vaga de Ana Maria Resende, do PSDB, que foi a mais votada da coligação em 2010. Com a alteração, a bancada do PP aumenta de um para dois deputados, enquanto a representatividade tucana cai de 13 para 12. Contudo, a composição de forças não se altera na Casa, já que o PP também faz parte da base de apoio ao governador Antonio Anastasia (PSDB).


    Esta substituição se deve à decisão do STF de adiar a validade legal da Lei da Ficha Limpa somente para as eleições de 2012, exigindo nova soma de votos por partido/legenda, levando a nova distribuição de vagas.


    Ao saber da decisão do Supremo, Pinduca comemorou na Câmara de Betim, onde tem sua base eleitoral. “ Para quem dizia que a era Pinduca tinha acabado, eu só tenho a dizer que eu vou voltar a ser deputado. A minha posse está marcada para os próximos dias“, disse.


    Com isso, Taiobeiras e Rio Pardo de Minas perdem a sua representante na Assembleia. Ana Maria obteve 8.051 votos em Taiobeiras e 2.416 em Rio Pardo de Minas. Em Salinas, ela obteve apenas 596 votos.

    Em 11/08/2011. 
  • Show de "Dona Santa" foi sucesso de riso e de público

    O comediante taiobeirense Uênio Thuary apresentou na noite deste domingo (31/07/2011) o show “As peripécias de Dona Santa”, no auditório da Escola Municipal João da Cruz Santos, com casa lotada, produção de cenários e de sonoplastia bem organizada e um repertório humoristíco que fez rir do começo ao fim, arrancando aplausos da plateia a cada instante do espetáculo.

    Ao final, fez-se uma homenagem a todos os idosos, apelando pela valorização da experiência e da dignidade desses cidadãos.

    Parabéns a Uênio pelo pioneirismo. É a primeira vez, e com sucesso, que um artista taiobeirense lota um auditório para uma apresentação do gênero teatral.

    Nossa cultura está caminhando…!

  • Comediante Uênio apresenta "As peripécias de d. Santa" no próximo domingo

    Data: domingo, 31 de julho de 2011.
    Local: auditório da Escola Municipal João da Cruz Santos.
    Horário: 20 horas.
    Ingresso: R$ 5,00.
    Classificação: 14 anos.
  • Chegando agora do 11º Encontrão das CEBs de Taiobeiras…

    Povo das CEBs no 11º Encontrão de Taiobeiras

    Chegando agora do 11º Encontrão das CEBs de Taiobeiras (MG). Muita gente! Centro Comunitário Paroquial lotado! Muitas pessoas vindas de todas as comunidades urbanas e rurais de Taiobeiras e, também, de municípios vizinhos, além da sede da Arquidiocese, Montes Claros (MG). Presenças de Sônia Gomes, da Coordenação Arquidiocesana de CEBs e do Padre Adilson, Coordenador Arquidiocesano de Pastoral. Engajamento também dos padres e das irmãs (freiras) da Paróquia São Sebastião de Taiobeiras.

    Grupo Teatral Pirraça na Praça, de Fruta de Leite (MG)
    no 11º Encontrão das CEBs de Taiobeiras

    Destaques especiais para a apresentação do Grupo Teatral Pirraça na Praça, da cidade de Fruta de Leite (MG) e do missionário da Comissão Pastoral da Terra arquidiocesana, Alvimar. O pessoal do teatro tratou com muita irreverência e profissionalismo das questões de reciclagem do lixo e de preservação do Meio Ambiente. Já Alvimar alertou sobre os riscos da atividade mineradora que está por se instalar no Alto Rio Pardo, bem como conclamou as comunidades a se unirem, se informarem e atuarem mais de perto junto às empresas de mineração e às esferas de governo.

    Muito proveitoso o 11º Encontrão. A realidade não foi esquecida. A esperança e a fé foram amplamente celebradas com alegria e dinamismo. Exemplos de testemunho cristão e de exercício da justa cidadania!

    Veja mais, ainda…
    1. A situação das CEBs de Taiobeiras;
    2. 11º Encontrão das CEBs de Taiobeiras;
    3. Testemunhas do Reino de Deus.

  • A situação das CEBs de Taiobeiras

    Foto do 3º Encontrão das CEBs de Taiobeiras, em 1999
    Está acontecendo neste domingo, 24 de julho de 2011, a 11ª edição do Encontrão das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) da Paróquia São Sebastião de Taiobeiras, partindo da Comunidade Cristo Rei, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em caminhada até o Centro Comunitário Paroquial, no bairro Santo Cruzeiro.
    As CEBs ou comunidades de base, são a forma de organização da Igreja e da sociedade (especialmente das camadas populares) encontradas e assumidas em toda a América Latina a partir do Concílio Vaticano II (década de 60 do século XX). Elas se estruturam em pequenos grupos de reflexão e de ação que trabalham utilizando a metodologia Ver-Julgar-e-Agir, unindo a fé cristã à prática do cotidiano social. Lutam por uma sociedade nova, amparada nos conceitos cristãos de justiça, solidariedade e igualdade. Tentam imitar Jesus Cristo em sua evangélica opção preferencial pelos pobres e oprimidos.

    Em Taiobeiras, as CEBs começaram a ser articuladas em meados dos anos 80 do século XX, atingindo seu apogeu no final da década de 1990, com grande empenho dos leigos engajados, das Irmãs da Divina Providência e dos Frades Franciscanos. Atualmente, ainda muito atuantes, as CEBs taiobeirenses sofrem a cooptação política e ideológica de parte de suas lideranças por agentes das forças políticas direitistas que passaram a comandar o município a partir de 2005.

    Mesmo assim, a realização dos Encontrões, com todas as comunidades enviando representantes, é sinal de revitalização constante do ideal, da fé e da luta das CEBs.

    Oxalá, as CEBs reencontrem o caminho da independência, da fé que produz frutos e do entusiamo e esperança que levam ao mundo novo, baseado no amor e na justiça que emanam do Reino de Deus!
  • 11º Encontro das CEBs de Taiobeiras

    11º Encontrão das CEBs reunirá sindicatos, movimentos e pastorais sociais

    A Paróquia São Sebastião de Taiobeiras (MG) [microrregião Alto Rio Pardo], Setor Norte da Arquidiocese de Montes Claros (MG), realizará no domingo, 24 de julho de 2011, o seu 11º Encontrão das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). O tema deste ano do encontro é “CEBs: discípulas missionárias a serviço da vida”. Confira a programação e participe!

    Fonte: Arquidiocese de Montes Claros (MG).

    Confira a programação:

  • Artigo de Alex Video sobre a pré-candidatura de Carlito Arruda

    Alex Sandro Mendes
    * Por Alex Sandro Mendes, diretor do Jornal Folha Regional, de Taiobeiras (MG). Artigo publicado na edição impressa n. 185, ano IX, julho/2011.

    Carlito bagunça o tabuleiro da política

    O empresário mais popular de Taiobeiras, Carlito Pereira Costa, conhecido por Carlito Arruda devido a sua empresa de temperos e condimentos, se tornou um dos mais comentados pré-candidatos a prefeito na cidade para 2012. Ele é católico praticante e membro da Renovação Carismática Católica – RCC. Seu nome surgiu como pré-candidato graças ao trabalho social desenvolvido através de sua empresa e devido a forte participação junto à sociedade organizada, já que é presidente da Associação Comercial, membro do Conselho de Saúde e integrante de uma série de entidades.

    A entrada para o mundo político como protagonista aconteceu nas eleições de 2010, quando formou grupo para apoiar o deputado estadual Paulo Guedes (PT) e o federal Zé Silva (PDT). Até então, Carlito era apenas coadjuvante no cenário político, já que apenas apoiava, moralmente e financeiramente, as campanhas lideradas pelo atual prefeito Denerval Germano (PSDB).

    Com o sucesso de seus candidatos nas urnas, Carlito ganhou projeção e passou a ser opção, principalmente para a oposição, que está atordoada com tantas derrotas acachapantes nas últimas eleições, mas, pelo que tudo indica, a vontade de Carlito é ter o apoio do grupo do prefeito Denerval, que, até então, está sem nomes convincentes para disputar a sucessão. O próximo passo agora é acertar os ponteiros com Denerval, dono dos votos.

    No entanto, o acerto não é tão simples, pois o prefeito se diz magoado com as últimas atitudes de Carlito. “Ele saiu do grupo e foi apoiar outros deputados. Isso criou um problema que não depende só de mim para resolver. Neste momento, a decisão de todo o grupo é muito importante”, disse Denerval na última conversa comigo, ocasião em que sinalizou para uma possível aproximação. “A decisão está com o grupo. Vamos conversar e decidir o que é melhor para Taiobeiras”, completou o prefeito, que esconde a sete chaves as suas pretensões políticas.

    Na verdade, Denerval mantém um discurso de decisão coletiva, mas, a impressão que se tem é que ele já tem o nome em mente. Na hora H, ele reúne as principais cabeças em sua residência e arquiteta a aprovação do nome escolhido. Sempre foi assim!

    Então, qual a chance desse nome ser Carlito? Só as pesquisas responderão. E quem seria o favorito para disputar a sucessão? Teoricamente o vice-prefeito Toninho, mas o próprio vive descartando a possibilidade com doses de desânimo para encarar o desafio.

    Carlito Arruda

    De imediato, Carlito alimenta um sério problema: não sabe se é situação ou oposição. Como não existe muro em política, ele pode cair no descrédito com o eleitorado, que aguarda a definição dos nomes com ansiedade. Para o eleitor de Taiobeiras, o importante é saber quem apóia quem. Se permanecer no muro, Carlito correrá o risco de servir apenas para a oposição, que tem poucas opções. Nesse caso, o que seria ideal para o empresário? Ele tem três opções óbvias: lançar projeto solo, numa espécie de 3ª via; voltar ao grupo de Denerval e articular sua candidatura ou aderir ao que restou da oposição e garantir a cabeça da chapa. Entretanto, essas teorias não se enquadram no pensamento de Carlito, pois, em entrevista ao blog do colunista Levon do Nascimento, ele disse: “Não sou situação nem oposição, me considero, juntamente com alguns amigos, uma opção”.

    Quanto a projeto político, em Taiobeiras não se pode perder tempo nesse propósito, nessa terra vale mais o que se oferece ao eleitor do que se oferece ao município, isso se percebe desde a filiação dos pré-candidatos a vereadores até o fechar das urnas. Prova disso é que as eleições taiobeirenses sempre são milionárias. Qual candidato pobre venceu eleição em Taiobeiras?

    Ao analisar friamente a entrevista concedida à Levon, percebe-se que Carlito realmente está em cima do muro. Ele morde e assopra. Disse que não rompeu com o grupo de Denerval, mas com algumas lideranças. Disse que a administração de Denerval está fazendo um bom trabalho, mas, nas entrelinhas, destila criticas louváveis, como a implementação de projetos sem discussão pública, a imposição vertical de idéias e a liberação de “benefícios” para amigos e o “rigor da lei” para os inimigos.

    Certo é que, Carlito está prestando uma enorme colaboração para a política taiobeirense, pois, pelo menos, vem promovendo o debate, instigando o cidadão a pensar, a analisar. Ele simplesmente bagunçou as peças do tabuleiro. Agora não se sabe ao certo quem é quem no grupo detentor do poder. Se não fosse Carlito, o prefeito Denerval estaria ainda mais acomodado, achando que faz tudo certo, sem ouvir ninguém, apenas os subordinados, que apenas balançam a cabeça. Com a propagação de Carlito, ninguém perde, pelo contrário, todos ganham, especialmente no campo das opções de escolha, já que a cidade estava caminhando para o regime de reinado.
  • Novas Irmãs são recebidas em Taiobeiras

    Irmã Clarícia e Irmã Gracilda, respectivamente, recepcionadas
    na Matriz de S. Sebastião de Taiobeiras em 03/07/2011
    Neste domingo, 3 de julho, festa litúrgica dos apóstolos Pedro e Paulo, a Paróquia São Sebastião de Taiobeiras recebeu, na celebração das 9 horas da manhã, as novas religiosas que passarão a morar e a prestar trabalho pastoral nas comunidades paroquiais. Elas integrarão uma comunidade religiosa mista denominada João Paulo II.

    São elas, a Irmã Clarícia Gramarin, natural de Val Paraíso (SP), integrante da Congregação das Irmãs da Caridade de Ottawa, e a Irmã Gracilda Galvão Guimarães, natural de Petrolina (PE), da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade de Vedruna.

    Ambas residirão na chamada “Casa das Irmãs”, de propriedade da paróquia, na Rua Ceará, 835, no Bairro Vila Formosa e prestarão apoio às pastorais da Igreja e às pessoas mais excluídas da sociedade.

    As Irmãs chegam a Taiobeiras depois de uma experiência de cinco anos e meio em Ninheira (MG), cidade da microrregião Alto Rio Pardo pertencente à Diocese de Janaúba.

    Histórico:

    1. Desde janeiro de 2011 o pároco de Taiobeiras, Padre Ivan Alckimin, convidou as irmãs para trabalharem na paróquia. O convite foi aceito pelas superioras de ambas após visita preliminar realizada às comunidades paroquiais.

    2. As novas religiosas chegam a Taiobeiras no ano em que se completam 20 anos da criação da primeira comunidade de freiras da paróquia, composta pelas Irmãs da Divina Providência, que permaneceram até 2005.

    Desejamos bom trabalho pastoral às irmãs.

  • Zé da Máquina: um comentário que merece ser publicado

    Zé da Máquia (segurando faixa) em manifestação na
    Av. da Liberdade, em Taiobeiras, no 1º de maio de 1997.
    No ano passado publiquei uma enquete no meu blog sobre os principais fatos históricos de Taiobeiras. Um dos itens enumerados foi a trajetória esquerdista de Zé da Máquina (José Sena).


    Leia o que escrevi no post que instruía a enquete:


    8. A trajetória esquerdista de Zé da Máquina. Um dos fundadores do PT e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, candidato a vice-prefeito e prefeito, eleito vereador, líder comunitário, polêmico e comprometido com as causas sociais, o cidadão José Sena, conhecido como Zé da Máquina, foi a primeira grande liderança de Taiobeiras a acreditar que era possível fazer política pela Esquerda neste município do Alto Rio Pardo. Faleceu em 2008, num auto-exílio a que se impôs numa cidade do Estado do Tocantins.


    Hoje (13/06/2011) recebi um comentário do leitor que se identifica como Cristiano. Achei interessante e transcrevo-o na íntegra, conforme o recebi. Leia:


    “Meu Nome é Cristiano, não resido mais nesta cidade querida, mas dentre os fatos enumerados pelo prof levon(todos com seu valor) oque observei foi a lembraça do lider trabalhador José da Máquina, que como outros lideres antidos de Taiobeiras foram esquecidos. Sou jovem mas tive a oportunidade de conhecer Zé da máquina,homen reto, corajoso, perseguido que foi ainda levantava sua bandeira. Em Taiobeiras pessoas como seu Zé, nunca tiveram vez. Fato é que até os dias atuais o nome sindicato em Taiobeiras não existe. A exemplo Quem representa os funcionários do comercio de Taio. Parabéns levon pela lembrança de seu Zé. E você sabedor que é Taiobeiras está esquecendo de muitos Zés da cidade, que tanto ajudou o povo no passado.´Zé da maquina, Zé candinha, Zé Coló e por aí vai. Abraço.” 13 de junho de 2011 15:59


    Zé da Máquina é um dos maiores líderes morais da história de Taiobeiras. Seu legado, suas ideias e sua honestidade precisam ser descobertos pelas novas gerações e imitados por todos aqueles que desejam uma sociedade mais justa e solidária.

  • Final de maio

    Finalizando mais um mês de maio, é sempre bom relembrar dos meses de “maio” de nossa história. Nesta foto, a procissão em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, em fins dos anos 1960 ou início da década de 1970. Uma imagem ingênua e bela, daquela que viria a se tornar a maior festa religiosa (e também profana) de Taiobeiras.

  • Final da 55ª Festa de N. Sra. de Fátima em Taiobeiras

    Com encerramento marcado para este 13 de maio de 2011, a 55ª Festa de Nossa Senhora de Fátima, realizada pela Paróquia São Sebastião de Taiobeiras, reuniu multidões na Praça da Igrejinha, nos dez dias de sua realização.

    A fé mariana e as tradições religiosas do povo taiobeirense, inspiradas pelo exemplo de Frei Jucundiano de Kok, OFM (1902-1974), 1º pároco, se revitalizaram e entusiasmaram gente de todas as idades, especialmente aos jovens e às crianças.

    Neste ano, a renda das festividades será revertida para a construção do Centro Catequético Paroquial de Taiobeiras.

    Para conhecer mais sobre as “Tradições de Maio em Taiobeiras”, clique aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

  • Entrevista com Carlito Arruda: "Não sou situação nem oposição, me considero uma opção"

    Carlito Pereira Costa
    Há cerca de um mês e meio participei de uma longa conversa com o empresário Carlito Pereira Costa, ou melhor, Carlito Arruda, como se tornou conhecido o jovem militante da Renovação Carismática Católica, proprietário de uma das empresas taiobeirenses que mais cresceu e alcançou reconhecimento na última década: a indústria e o comércio de produtos alimentícios Arruda. O diálogo se transformou em entrevista, a qual publico aqui no blog.

    Conheço Carlito há bastante tempo. Para ser mais preciso, desde 1994, quando participamos de um retiro espiritual da Pastoral da Juventude (PJ) de Taiobeiras. Para quem conhece as questões internas da Igreja Católica no Brasil, sabe que as linhas pastorais ligadas às CEB’s, como é o caso da PJ e os movimentos de caráter mais voltado ao pentecostalismo, como a RCC, enfrentaram grandes questionamentos e crises, sobretudo no final dos anos 90. Conosco não poderia ter sido diferente. Mas, creio eu, sempre nos respeitamos em nossas identidades eclesiais específicas. Recentemente, atuamos juntos na comissão que preparou, organizou e dirigiu os trabalhos do 1º Concílio Paroquial de Taiobeiras, em 2007. Acredito que ali, num grande momento de definição dos rumos do catolicismo taiobeirense, contribuímos de maneira muito efetiva para a mesma causa.

    Politicamente, estivemos juntos nas eleições municipais de 1996 e 2000. Em campos opostos em 2004 e 2008. No entanto, nunca deixamos de nos falar francamente sobre este tema, mesmo nos momentos em que não estivemos do mesmo lado.

    A impressão pessoal que tenho é a de que Carlito é bastante pragmático em tudo que faz. Calcula, planeja e executa. Parece nunca descansar. Bastante rigoroso com quem comanda e consigo mesmo. No entanto, sua disciplina não é maquiavélica. Não faz tudo o que está ao alcance para conseguir o que deseja. Pelo contrário, sua obstinação se ampara na rigidez com que aderiu aos valores do cristianismo.

    Muitos o criticam pelo excesso de religiosidade. Outros, admiram. Como já disse anteriormente, posso ter discordâncias de linha pastoral com ele, e até mesmo de algumas concepções sociais e políticas, no entanto, reconheço e ressalto que sua adesão a Jesus Cristo e ao Projeto do Evangelho constitui a essência de sua pessoa. E isto é um valor e, também, uma garantia. Guiado por sua palavra, e também pela prática, quero crer – e tenho alguns motivos para tal – que Carlito, em matéria política ou social, não abrirá mão de seus princípios éticos, justamente por conta da fé cristã que cultiva.

    O fato é que Carlito, como militante católico ou empresário, já é bastante conhecido. A realidade nova que se apresenta é que ele agora está cada vez mais se colocando como ator no grande palco da realidade política municipal. Seu nome despontou entre aqueles a quem as pessoas indicam como pré-candidato a Prefeito de Taiobeiras. Creio que ele ainda precisa construir uma identidade política própria. Qual é o projeto político que defende? Mas, pela conversa, sinto que está obstinado no propósito desta construção.

    Acredito que a democracia se faz com informação. Quanto mais se sabe, melhor se decide. As ideias têm de fluir livremente para o conhecimento, o debate, a reparação e o enriquecimento coletivos. Sempre repito no que falo ou no que escrevo que Taiobeiras necessita de espaços e de liberdade amplos para as ideias florescerem e se apresentarem ao público. Carlito, neste momento, é ator-personagem social-político que desponta neste alvorecer histórico de Taiobeiras. Sua palavra, assim como a dos demais pré-candidatos – e também de todos os cidadãos – merece ser ouvida, levada em consideração, debatida e acrescida de contribuições.

    Evidentemente que Carlito não se apresenta como candidato. Estamos há mais de um ano de distância das eleições municipais. Nem nós como eleitores. Somos todos, neste instante, cidadãos dispostos ao diálogo. Então, caro leitor deste blog, fique com a entrevista com Carlito Arruda. Usufrua dela, pense, comente, reflita. Vale bastante conhecê-lo cada vez mais e melhor. Leia a entrevista no post aqui abaixo

  • Entrevista com Carlito Arruda

    Carlito Arruda

    “Não sou situação nem oposição, me considero, juntamente com alguns amigos, uma opção”


    LEVON: O senhor é egresso do grupo político que atualmente comanda a Prefeitura de Taiobeiras. Sua participação no processo eleitoral de 2010 pode ser lida como um rompimento com este grupo?

    CARLITO: Não digo que foi um rompimento definitivo com o “Grupo” como um todo, talvez com algumas lideranças. Muitas vezes os pensamentos que divergem dos da direção dada pela liderança, de qualquer seguimento, tanto político, como associativista, e até mesmo religioso, na maioria das vezes não são bem vindos e até mesmo mal interpretados. Muitos líderes negam o direito ao “contraditório” a seus liderados. No entanto, tenho muitos amigos dentro deste grupo a que você se refere, a final de contas foram quatro campanhas para prefeito e várias outras para deputado.

    LEVON: Há um projeto mais amplo por trás da sua presença nas eleições de 2010? Este projeto tem a ver co m as eleições de 2012?

    CARLITO: Todo movimento político eleitoral sempre tem algum tipo de envolvimento futuro, tendo em vista que, na política, na maioria das vezes, o presente sempre é retroalimentado pelo passado. Estaremos preparados para ser uma nova opção para o povo de nosso município.

    LEVON: Como o senhor descreve o quadro político taiobeirense (situação, oposição, outra opção política, sociedade civil) na atualidade?

    CARLITO: Vejo que a atual administração fez um bom trabalho, soube aproveitar o momento político do país e do estado, tendo em vista que o presidente Lula queria fazer sua sucessora, como de fato a fez; e o Aécio queria, além de viabilizar sua candidatura à presidência da República, também eleger seu sucessor, como também o fez. Com esta conjuntura houve muitas oportunidades para todas as prefeituras do estado de Minas Gerais. Quanto às questões políticas, vejo que tanto situação como oposição não se preocuparam muito em preparar seus quadros para a disputa de 2012. A situação acha que com os altos índices de aprovação elegerá o sucessor, porém encontra dificuldades em escolher um nome do “grupo” que seja consenso e tenha liderança suficiente para levantar uma campanha vitoriosa. Além disso, os números da eleição de deputado demonstraram que transformar aprovação em voto não é tão fácil. Particularmente, acho que o “grupo” tem bons nomes, mas que qualquer um que for indicado terá de ser arrastado pelo prefeito, assim como fizeram Lula e Aécio. No entanto, numa realidade municipal as chances de isso dar certo são menores, pois além da máquina municipal não ser tão poderosa como a federal e estadual, existem muitas particularidades, tais como: amizade; famílias; grupos da sociedade civil, dentre outras. Já a oposição ligada ao ex-prefeito Joel, depois de sete anos de poder da situação, além dos fatos ocorridos com suas grandes lideranças na última eleição para prefeito, ficou desarticulada. No entanto, ainda tem a opção de ter o próprio Joel como candidato. Já no meu caso não sou situação nem oposição, me considero, juntamente com alguns amigos, uma opção. Uma nova opção política para nossa cidade, com novos pensamentos progressistas e desenvolvimentistas, e tenho certeza que iremos dar uma grande contribuição para nosso município, principalmente em promover uma discussão ampla do melhor modelo de desenvolvimento sustentável, de modo a aliar crescimento econômico, social e meio ambiente.

    LEVON: Na sua opinião, há algum setor social que está fora ou sub-representado na política de Taiobeiras e que poderia ser integrado e ter melhor participação?

    CARLITO: Tenho a convicção de que quando um grupo político chega ao poder ele não pode esquecer-se de dois problemas básicos, que acho serem as duas maiores tentações políticas. O primeiro é o de achar que são “proprietários do poder e dos recursos”, esquecendo-se de que foi eleito para estar à frente e não para ser “dono”. Devido a este pensamento vemos muitas distorções, dentre elas, posso citar: projetos sendo implementados sem a devida discussão pública; o uso dos recursos públicos como se fossem particulares e muitas vezes com o mau uso dos mesmos, em algumas situações até de apropriações indébitas; e a pior de todas, penso eu, a imposição vertical de suas idéias. O segundo problema está intrinsecamente ligado ao primeiro. É o fato de alguns governantes esquecerem que foram eleitos para “governar para todos” e não apenas para um grupo de pessoas, dando ênfase aos seus eleitores. Nesta situação se aplica uma máxima política, onde para os amigos “os benefícios” e para os inimigos “o rigor da lei”; e assim se vê a oposição, em quase todo país, ser massacrada durante um governo, principalmente quando se trata de casos de reeleição. Desta forma, respondendo sua pergunta, vejo que todos os grupos e movimentos que não participaram ativamente do processo eleitoral e que não estão totalmente em acordo com as “regras” de quem esta no poder ficam à margem das grandes discussões pertinentes a assuntos relevantes do município.

    LEVON: Quais os principais problemas sociais de Taiobeiras que necessitam de políticas públicas mais efetivas?

    CARLITO: A criminalidade envolvendo crianças, adolescentes e jovens em situação de risco social. É público e notório a falta de políticas públicas eficientes que visem combater o uso de crianças e adolescentes como ferramenta de trabalho dos traficantes e marginais, e que amparadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente ficam sem a devida punição, aumentando assim a reincidência. Recentemente, alguns diretores da Associação Comercial e Industrial de Taiobeiras (ACIT), da qual sou presidente, reuniram-se com o promotor Bruno, no Ministério Público, onde conversaram sobre a viabilidade da construção de um centro de abrigamento do menor infrator, visando criar condições de tirar das ruas os menores infratores por até 45 dias, dando a eles condições para se livrarem do mundo da criminalidade, uma vez que os mesmos assim teriam acompanhamento de profissionais da psicologia, da pedagogia, da assistência social, dentre outras especialidades. Para a concretização deste projeto terá de haver um grande envolvimento de todos os seguimentos de nossa sociedade. Acredito, também, que devemos ter um trabalho voltado para a reestruturação familiar, combatendo o vício do álcool nas famílias.

    LEVON: Campanhas eleitorais taiobeirenses têm a fama de serem muito caras, dispendiosas e insanas; providas de muito marketing e de pouco espaço para o debate de ideias. Em sua opinião, como fazer para superar este modelo?

    CARLITO: Primeiramente, teremos que fazer valer a legislação eleitoral para combater este gasto excessivo, que, se caracterizado abuso de poder econômico, é crime eleitoral. Teremos de criar condições para mobilizar toda a população na discussão do modelo de desenvolvimento sustentável que queremos ter a partir de 2013. Temos aí muitas questões a serem trabalhadas, dentre elas: a mineração na região, um plano de desenvolvimento econômico sustentável, um plano de ampliação do comércio e da indústria de transformação em nosso município – uma vez que estamos nos consolidando como pólo regional –, um modelo de saúde pública para nossos munícipes, projetos para inclusão social dos jovens e um modelo de políticas públicas para o esporte, dentre outras.

    LEVON: Há ainda um contingente de taiobeirenses que não usufrui de todos os benefícios econômicos, sociais e políticos que o município tem alcançado nos últimos anos. Como incluir estas pessoas?

    CARLITO: Inclusão social e econômica se faz com educação. Neste sentido penso que temos que ampliar nossa capacidade de investimento nesta área. Gostaria de compartilhar uma experiência que tenho em minha empresa, onde temos implantado, e funcionando já por seis anos, um projeto social chamado “bolsa faculdade”, onde financiamos em até 50% da mensalidade da faculdade, além de flexibilizar o horário de trabalho, de modo que o colaborador possa conciliar trabalho e estudo. Este projeto já beneficiou mais de 20% dos funcionários de nosso grupo. Aumentando a riqueza intelectual de um povo, consequentemente aumentamos a riqueza econômica e, com esta, a inclusão social.

    LEVON: Com 57 anos de emancipação, qual a vocação de Taiobeiras para o futuro?

    CARLITO: O povo de Taiobeiras tem uma vocação nata, que é vocação empreendedora, desde décadas atrás, e hoje mais ainda, temos registros de muitos conterrâneos que se destacaram (e se destacam) em seus empreendimentos; e com isso somos vistos pelas cidades vizinhas como uma cidade onde o desenvolvimento acontece de forma rápida e organizada. Por isso, creio que continuaremos a crescer e a ocupar cada vez mais um lugar de destaque na liderança regional. Teremos cada vez mais um comércio forte, com nossas empresas exercendo influência em toda a região do Alto Rio Pardo, sendo fomentadoras de desenvolvimento e de progresso. No seguimento político, vejo um povo que atingiu um nível de amadurecimento bem acima do restante das cidades da nossa região, onde cada vez mais os administradores terão que atuar com competência e eficiência na gestão do nosso município.