Tag: Taiobeiras

  • “Fora Bolsonaro” no Alto Rio Pardo e Norte de Minas

    “Fora Bolsonaro” no Alto Rio Pardo e Norte de Minas

    No sábado (24/07/2021), manifestações ocorreram em todo o Brasil para pressionar o Congresso Nacional a analisar os mais de cem pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

    Os manifestantes acusam o presidente de genocídio no trato da pandemia do coronavírus e de corrupção na compra das vacinas anti-covid.

    No Alto Rio Pardo, representantes de movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e pastorais da Igreja, mobilizados pela Articulação Rosalino e pelo Movimento Geraizeiro, reuniram-se num ato simbólico contra o Governo Bolsonaro, às margens da BR-251, no povoado de Vale das Cancelas, município de Grão Mogol/MG.

    Com muita indignação, os manifestantes exibiram faixas contra Bolsonaro, recebendo o apoio de muitos motoristas que trafegavam pela rodovia.

    Para a freira Irmã Etelvina, da Congregação das Irmãs Franciscanas de Montes Claros, presente à manifestação, o ato é importante para demonstrar repúdio a tudo aqui que é contra a vida. “Bolsonaro usa o nome de Deus para ter poder sobre as pessoas, mas suas ações são de morte; não pertencem ao Deus da vida; por isso estamos protestando” – disse a religiosa.

    Para Clemente Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, “a importância desse ato contra Bolsonaro é defender a democracia, que ele ameaça todos os dias”.

    Já Maria Aparecida, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens, da Comunidade de Murzelo, município de Indaiabira, “a classe trabalhadora vem sendo penalizada por Bolsonaro com os preços altos dos alimentos, energia e combustíveis”. “Lutamos para que esse governo tenho logo um fim” – disse.

    Os mandatos populares do Deputado Federal Padre João (PT/MG) e da Deputada Estadual Leninha (PT/MG) colaboraram na realização do ato e se fizeram representar por suas respectivas assessorias.

  • Assista a “TV NORTE MAIS – PROFESSOR LEVON COMENTA FALA DO PREFEITO SOBRE A MUNICIPALIZAÇÃO DAS ESCOLAS ESTADUAIS” no YouTube

    Obrigado ao vereador @valmirferreiradealmeida , pelo espaço em sua TV Norte Mais, cedido a mim para comentar a live do prefeito de Taiobeiras sobre a Municipalização das Escolas Estaduais. Assista neste link: https://youtu.be/NNm-1bIQkG8

    #municipalizaçãoécontraeducação

  • Assista a “Professor Levon: segunda parte de 2021” no YouTube

    Completamos a primeira metade de 2021. Agora é hora de seguirmos rir.es e fortes na segunda parte. #luta #vida #2021

  • Prefeito de Taiobeiras quer a municipalização das escolas estaduais

    Prefeito de Taiobeiras quer a municipalização das escolas estaduais

    Lamentavelmente, o Prefeito de Taiobeiras não ouviu aos argumentos e demandas dos trabalhadores em educação da rede estadual de ensino presente na cidade.

    Tratam-se dos apelos de professores (as), pedagogos (os), auxiliares das secretarias e das cantinas, além de pais, mães, responsáveis e alunos que compõem as comunidades escolares atingidas pelo Projeto Mãos Dadas.

    O “Mãos Dadas”, do Governador Zema, pretende entregar escolas estaduais de anos iniciais para a gestão administrativa, financeira e pedagógica das prefeituras.

    Diferentemente do que se imaginava, apenas as Escolas Estaduais Deputado Chaves Ribeiro e Professora Dona Preta foram incluídas no PL nº 19, de 30/06/2021, de autoria do Prefeito Denerval Germano da Cruz (PSDB). Antes, achava-se que os anos iniciais da Escola Estadual Dona Beti também entrariam no conjunto.

    As duas escolas em risco de serem municipalizadas são referências de bom ensino e têm IDEBs (Índice de Desenvolvimento da Educação Básico) dos mais altos da SRE de Araçuaí, em nível de país desenvolvido. Por que mexer no que está dando certo?

    Para lavar as mãos do ensino de crianças de 6 a 10 anos de idade, Zema acena aos prefeitos com uma montanha de dinheiro na ordem de R$ 500 milhões. No entanto, o próprio projeto do governador traz embutida a pegadinha de muitos “senão”, “contudo” e “talvez” a respeito do que o Estado poderá ou não socorrer as prefeituras no futuro.

    Há enorme risco das futuras administrações municipais, costumeiramente com o pires não mão, não terem como sustentar as atuais escolas estaduais que passarão para a responsabilidade dos prefeitos.

    Os profissionais que trabalham nessas escolas temem o desemprego futuro, a perda de remuneração, a possibilidade de não encontrarem vagas nas escolas estaduais da cidade que não forem municipalizadas, além da mudança de regime previdenciário e de plano de saúde (Ipsemg).

    Para os atuais servidores da educação municipal e usuários das escolas do município, o risco também é presente, uma vez que futuramente o sistema poderá se sobrecarregar, ocasionando menos recursos para investimento e/ou reposição salarial.

    Também é estranho o fato do Prefeito ter enviado o projeto de adesão à Câmara Municipal, uma vez que Taiobeiras ainda não cumpre todas as metas estipuladas para a educação infantil (creche e pré-escola), esta sim obrigatória para o município. Entende-se que primeiro a obrigação, depois que vêm outras responsabilidades.

    Enfim, parece que o Prefeito se encantou pelos milhões imediatos oferecidos por Zema, sem se preocupar com o que pode vir a ocorrer a longo prazo.

    É como se diz: “se a municipalização fosse boa, Zema não estaria pagando aos prefeitos para aderirem”.

    Cabe às vereadoras e aos vereadores de Taiobeiras seguirem o exemplo de outros municípios que já REPROVARAM esse Projeto “Lava as Mãos” e respeitarem a história da educação estadual em Taiobeiras.

    A população de Taiobeiras está atenta, do lado do bem-comum e da educação pública estadual, e vai lutar, cobrar, elogiar e/ou repudiar as escolhas dos nossos legisladores e do Poder Executivo Municipal.

  • Prof. Levon na Tribuna da Câmara sobre Municipalização das Escolas Estaduais mineiras (Projeto Mãos Dadas)

    Prof. Levon na Tribuna da Câmara sobre Municipalização das Escolas Estaduais mineiras (Projeto Mãos Dadas)

    Taiobeiras: O Professor Levon Nascimento usa a Tribuna da Câmara Municipal para pedir aos vereadores que votem CONTRA o Projeto Mãos Dadas, do Governo de Minas Gerais, que pretende municipalizar os anos iniciais das Escolas Estadual Deputado Chaves Ribeiro, Professora Dona Preta e Dona Beti. Assista.

    Assista aqui o vídeo do pronunciamento na Câmara Municipal de Taiobeiras.

  • Live sobre a municipalização das escolas estaduais mineiras

    Live sobre a municipalização das escolas estaduais mineiras

    Nesta sexta, 18/06, minhas convidadas para a LIVE são a Diretora Estadual do Sind-UTE, Joeliza Vieira, a Pedagoga Marcela Lucas e a Professora Cássia Rodrigues. Vamos fale de Municipalização das Escolas Estaduais. A live tem duração de uma hora e vai ao ar às 19h, em minha página no Facebook. Conto com todas e todos que querem se informar sobre esse tema tão importante para a educação pública de Minas Gerais. Até mais!

    Assista ao convite aqui.

  • 2ª temporada do Circuito de Lives do Professor Levon

    2ª temporada do Circuito de Lives do Professor Levon

    Neste mês de março de 2021, teve início a 2ª Temporada do Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento.

    Como em 2020, as lives começam sempre às 19h30, em dias previamente divulgados, com duração aproximada de uma hora.

    Os convidados abordam temas sociais, políticos, culturais, religiosos e diversos, conforme suas especialidades.

    Em março, os convidados foram Wladmir Coelho, professor e especialista em educação; Késley Oliveira, advogada e militante feminista; Vinícius Mendes Rocha, advogado; e Dom João Justino, arcebispo católico de Montes Claros.

    Ep. 1 – Temp. 2 – Tema: Volta às aulas presenciais com aumento da pandemia?
    Ep. 2 – Temp. 2 – Tema: Dia Internacional da Mulher e lutas feministas
    Ep. 3 – Temp. 2 – Tema: Em defesa da Constituição, do Estado de Direito e da Democracia
    Ep. 4 – Temp. 2 – Tema: Quaresma e Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

  • Mais humildade, por Levon Nascimento

    A cada dia tomo mais consciência daquela máxima de que “o tempo é o senhor da razão”.

    Um exemplo é o que dizíamos sobre os processos fraudulentos contra Lula e a parcialidade criminosa de Sérgio Moro. Caíram por terra e a verdade venceu.

    Mas é sobre outra coisa que quero falar, com o mesmo contexto.

    Há dez dias lutávamos aqui em TAIOBEIRAS contra a volta presencial das aulas conquanto a comunidade escolar não fosse vacinada.

    Contra nossa tese, algumas figuras da área de saúde chegaram a escrever absurdos em redes sociais, do tipo que a classe dos professores não queria trabalhar. Como se não estivéssemos lavorando até mais do que presencialmente no ensino remoto!

    Àquela altura, fim de fevereiro e princípio de março, os hospitais de Montes Claros já haviam entrado em colapso quanto ao atendimento de pacientes da Covid-19. Porém, éramos nós “os que queriam botar fogo” na situação, conforme disse uma autoridade local.

    Hoje, vemos os dirigentes sanitários do município, por vídeos, em apelos desesperados para que a população só saia de casa em situações realmente importantes, porque a realidade do coronavírus é gravíssima.

    Estão corretos, agora. Mas, por que não queriam nos dar ouvidos há dez dias? Até nota do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde, por unanimidade admitindo que já estávamos na pior fase da pandemia, houvera sido publicada.

    Infelizmente, por soberba política. Porque o cara do PT, da esquerda, o professor, etc, não pode estar certo segundo aqueles que nos governam há quase 20 anos.

    Não sinto prazer nenhum em estar correto neste caso. Infelizmente, na tragédia, todos nós perdemos. Não há vitoriosos. O que quero é o bem comum. É pela vida que eu luto.

    Penso que um pouco mais de humildade não fará mal a ninguém.

  • Parar é péssimo. Morrer, pior ainda. Unir para viver!

    É óbvio que as restrições da ONDA ROXA são péssimas para quem trabalha com empreendimentos de comércio, serviços e indústria. Tirando as grandes companhias e conglomerados empresariais, os prejuízos para os demais são enormes. Têm toda razão de estarem preocupados. Afinal, parados, como pagarão as contas?

    Daí a importância de todos realizarem esforços contra a disseminação do coronavírus, unidos, sem sabotagem, sem se deixarem levar por ideologias negacionistas ou pelo desmazelo para com a vida humana; usando máscara e álcool em gel, evitando aglomerações, e cumprindo todos os demais cuidados sanitários; pra gente sair logo dessa onda roxa e, lutando pela vacina para todos, voltarmos ao normal, ao trabalho, às escolas presenciais, às igrejas, à vida…

    Mas não podemos cair no conto do vigário e na embromação daqueles que, ao invés de ajudar a diminuir a contaminação e as mortes, ficam jogando para a plateia com frases do tipo “lockdown não!” ou “primeiro a economia”.

    Em um ano de contradições, o presidente não salvou nem 265 mil vidas perdidas para a Covid-19, nem a economia brasileira, que já estava caindo antes da pandemia, e que tombou ainda mais por conta das políticas neoliberais adotadas pelo ministro Paulo Guedes.

    Se o presidente, seguindo o exemplo de outros líderes mundiais de direita e de esquerda, independentemente da ideologia política, tivesse investido na ciência e na compra das vacinas com antecedência, talvez não estivéssemos ainda vivendo esta tragédia, que já dura desde março de 2020.

    Lutar pela vacina para todos deve ser o que nos une. Sem fake news, teorias da conspiração ou bobajadas de WhatsApp. O Brasil sempre foi campeão de vacinação e ninguém nunca teve problemas graves com outras vacinas. Por que só agora, quando a gente mais precisa, é que ficam colocando minhocas na cabeça do povo, inclusive abusando da religião para espalharem mentiras?

    Cientificamente, a vacina é o que há de comprovadamente mais eficiente contra o coronavírus. Defender a aprovação do auxílio emergencial para as pessoas em situação de desemprego também é necessário, para reaquecer a economia e, dessa forma, movimentar os empreendimentos e gerar mais empregos.

    Vamos obedecer à lei e às normas, para a gente sair logo desse sofrimento.

    Levon Nascimento

  • Taiobeiras: Financiamento coletivo de campanha

    Taiobeiras: Financiamento coletivo de campanha

    COMO DOAR?
    Acesse: https://professor-levon.financie.de


    Sou Levon Nascimento (Professor Levon), Pré-Candidato a Prefeito de Taiobeiras pelo Partido dos Trabalhadores. Se a convenção partidária, na data correta, vier a confirmar meu nome para essa disputa eleitoral, farei a campanha com poucos recursos, primeiramente porque é o correto e, em seguida, justamente para dar maior significado à democracia. Se você quiser contribuir com esse processo, faça sua doação para o FINANCIAMENTO COLETIVO DE CAMPANHA, tudo em conformidade com a Lei Eleitoral brasileira.


    O QUE É FINANCIAMENTO COLETIVO?
    Uma das formas mais honestas de se financiar as campanhas políticas e fortalecer a democracia, impedindo o uso ilegal de recursos públicos e a interferência poder econômico nas decisões do povo, é o FINANCIAMENTO COLETIVO de campanhas eleitorais.


    De acordo com a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), os pretensos concorrentes podem contratar as empresas de financiamento coletivo que estejam cadastradas na Justiça Eleitoral. A lista de instituições credenciadas pode ser consultada no Portal do TSE.


    Os recursos arrecadados na fase de pré-campanha somente serão disponibilizados ao candidato após o seu registro de candidatura na Justiça Eleitoral, a obtenção do CNPJ da campanha e a abertura de conta bancária específica.


    Na hipótese de o pré-candidato não solicitar o seu registro de candidatura, as doações recebidas durante o período de pré-campanha devem ser devolvidas pela empresa arrecadadora diretamente aos respectivos doadores.

  • Live em Taiobeiras: As lutas das mulheres

    Live em Taiobeiras: As lutas das mulheres

    Na data de 25 de junho de 2020, “As lutas das mulheres”, com muitas experiências e conteúdo, foram os temas do Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento.

    Mônica Alves Costa, pedagoga, psicopedagoga e assistente social; Maria Vilma Silva Rocha, professora de Língua Portuguesa e Literatura; e Rosana Santos, professora doutora em História Social, foram as convidadas.

    Deste circuito, foi a live com maioria de comentário altamente bem fundamentados. Mulheres e homens no combate ao machismo.

  • Live em Taiobeiras: Pessoas LGBTQIA+ e combate à homofobia

    Live em Taiobeiras: Pessoas LGBTQIA+ e combate à homofobia

    15 de junho de 2020 foi um dia histórico para Taiobeiras.

    Nessa data, dentro da programação do Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento, ocorreu a primeira live que discutiu abertamente, de forma conceitual e argumentativa, a temática sobre os direitos das pessoas LGBTQIA+ e o combate à homofobia.

    Os convidados do Professor Levon Nascimento foram os seguintes: Hiago Silva, jovem empreendedor e transexual; Felipe Cortez Grimaldy Aragão, cineasta, dramaturgo e multi-artista; e Uênio Thuary, ator, humorista.

    A live teve audiência recorde e mobilização intensa nas redes sociais.

  • Combate à homofobia em Taiobeiras

    Combate à homofobia em Taiobeiras

    Na noite de 15 de junho de 2020, o professor Levon Nascimento levou ao ar o segundo episódio de um Circuito de Lives sobre temas da atualidade.

    O assunto abordado foi “Pessoas LGBTQIA+ e o combate à homofobia”.

    Uênio Thuary, artista e comediante, Felipe Cortez, cineasta independente e ator, e Hiago Silva, empreender, foram os convidados. Apresentaram suas histórias de vida, narraram as dificuldades de serem pessoas LGBT e pontuaram sobre a luta dessa parcela da população no município de Taiobeiras.

    A live teve audiência histórica e muitos comentários receptivos e encorajadores sobre o tema do debate.

    Em seu perfil no Facebook, Levon Nascimento afirmou: “O segundo episódio do nosso Circuito de Lives, desta vez tratando sobre pessoas LGBTQIA+ e combate à homofobia, foi um sucesso! Agradecimentos aos meus convidados Uenio Thuary, Felipe Cortez e Hiago Silva; e a todos que acompanharam. A live se encontra salva meu perfil @levon.nascimento, no Facebook”.

  • Circuito de lives do professor Levon Nascimento

    Circuito de lives do professor Levon Nascimento

    No contexto da pandemia do coronavírus, em que as interações presenciais foram suprimidas pelas medidas sanitárias de distanciamento social, o professor Levon Nascimento, de Taiobeiras, iniciou neste mês de junho o seu Circuito de Lives sobre temas relevantes para a sociedade.

    Entre os assuntos debatidos estão o racismo estrutural no Brasil, homofobia e resistências das pessoas LGBTQIA+, políticas públicas e outros.

    O primeiro episódio ocorreu em 09 de junho de 2020 e contou com a participação de Rubens Alves da Silva, doutor em Antropologia Social pela USP e professor da Escola de Ciências da Informação da UFMG, debatendo o tema “Em tempos de pandemia: ‘vidas de negra(os) importam!(?)”.

    As lives são transmitidas pelo perfil levon.nascimento, no Facebook, em datas previamente divulgadas nas redes sociais, sempre das 19h30min às 20h30min.

  • Artigo do Levon: Quando vão queimar os livros?

    Artigo do Levon: Quando vão queimar os livros?

    * Levon Nascimento


    Logo pela manhã, li a notícia de que a Secretaria de Educação do Estado de Rondônia havia enviado ofício sigiloso às bibliotecas escolares ordenando que obras literárias dos grandes mestres brasileiros fossem retiradas de circulação.

    Dentre os autores: Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Euclides da Cunha, Osvald de Andrade, Rubem Braga, etc. Explicito: até o maior escritor da Língua Portuguesa, o “mulato” Joaquim Maria Machado de Assis!


    Em que pese o recuo do secretário de educação rondoniense, após vazado o ofício sigiloso, é bom lembrar a quem não sabe que o governo de Rondônia está alinhado ao pensamento de Jair Bolsonaro e ao famigerado Escola Sem Partido, batalha fanática de extrema-direita que apregoa o risco de um tal de marxismo cultural, simplesmente inexistente.

    Para essa gente, qualquer arte e pensamento crítico é comunismo. Eles odeiam a inteligência.
    Também é preciso ressaltar que toda ditadura proíbe a leitura de livros que considera oponentes à sua ideologia. É na democracia que há liberdade para o pensamento e a expressão. Estamos em ditadura no Brasil?

    Que se ressalte que o governo Bolsonaro planeja financiar apenas peças teatrais e obras cinematográficas que falem o seu idioma fundamentalista. Volto a perguntar: estamos numa democracia?

    Porém, o que mais me admirou na notícia é que no tal ofício de Rondônia havia uma ordem expressa para que “todos os livros de Rubem Alves” fossem suprimidos.

    Rubem Alves, já falecido, foi um pensador e escritor presbiteriano brasileiro que, sem abdicar de sua fé, tornou-se um ilustre combatente pelas letras contra a famigerada ditadura militar brasileira (1964-1985). Falava de fé, política, educação, cidadania e participação.

    Não por acaso, tenho há mais de vinte anos um exemplar de sua obra “Conversas sobre política” (Editora Verus). Didático, cristão e contundente, este livro não me sai de vista. Inspira-me muito.

    Daí que quero aproveitar a deixa para questionar vários amigos evangélicos (não todos, evidentemente), alguns deles presbiterianos, que ainda se comprazem de apoiar a ideologia que dá sustentação a Bolsonaro, convencidos de que participam de uma verdadeira cruzada cristã pela restauração moral do Brasil, em nome de Cristo. Respeito-os, mas os considero equivocados.

    Pergunto-lhes: o autêntico cristianismo, inclusive aquele a que Rubem Alves foi filiado e testemunha, combina com a perseguição ideológica e a falta de liberdade que se anunciam sem desfaçatez no Brasil?

    Quanto às obras censuradas, leiam-nas antes que as fogueiras sejam acesas. Foi assim na Alemanha de Hitler.

    * Levon Nascimento é professor de História e mestre em Políticas Públicas.

  • Artigo do Levon: Existe espaço para uma candidatura de esquerda em Taiobeiras?

    Artigo do Levon: Existe espaço para uma candidatura de esquerda em Taiobeiras?

    * Levon Nascimento

    A busca pela resposta da pergunta acima precisa ser cuidadosamente pensada por quem deseja uma Taiobeiras melhor e mais justa.

    No segundo turno da eleição presidencial de 2018, diante da campanha política mais escandalosa e viciada que o Brasil já viveu na era democrática, Fernando Haddad, do PT, alcançou em Taiobeiras 34,7% dos votos válidos, contra 65,3% do ex-capitão expulso do Exército, candidato da extrema-direita.

    Parece pouca a votação de Haddad, sobretudo em comparação com o resultado norte-mineiro, região em que está Taiobeiras, onde o candidato petista venceu em mais de 90% dos municípios.

    No entanto, estamos a tratar de Taiobeiras, município fortemente alinhado à visão aristocrática da sociedade, historicamente dominada por um alinhamento a princípios de direita.

    Não custa lembrar de que em Taiobeiras não venceram Vargas, Juscelino e Lula, os três presidentes mais populares da história brasileira.

    Na política local, em linha do tempo, prevaleceram sucessivamente a UDN, a ARENA e o PSDB, os partidos em que periodicamente se organizaram as oligarquias brasileiras anti-povo, mesmo com metade da população vivendo com uma média de menos de meio salário mínimo per capita, segundo dados do CadÚnico em 2016. Com a crise econômica persistente, nada faz supor que esse indicador tenha melhorado na atualidade.

    Além do mais, praticamente não houve campanha orgânica de Haddad no município. Daí que a sua votação quase que espontânea revela que há um público de cerca de 5.600 pessoas (e suas respectivas famílias) que não se deixou dominar pela avalanche de fake news e ódio fascista.

    Também, nada faz supor que os votos dados ao ex-capitão expulso do Exército são necessariamente expressões do pensamento fascista. O mais correto seria entender que uma grande parte da população se deixa guiar pelo pensamento hegemônico no município. Uma candidatura diferenciada na proximidade municipal poderia despertar a atenção de parte desse público para uma agenda de conquistas coletivas, retirando-o da bolha bolsonarista.

    Em que pese a fragilidade da representação de esquerda no município, admito, esse quadro revela que há espaço para uma candidatura à prefeitura alinhada aos princípios de igualdade social e econômica para a maioria do povo.

    O eleitorado de Haddad não se deixou encabrestar e há chances de crescer entre os votos de Bolsonaro, explorando a identidade de classe trabalhadora e sofredora, que une a maioria dos taiobeirenses.

    Penso além: acredito que seria a oportunidade de politizar temas que dizem respeito às condições da maioria do povo, que vive em situação de vulnerabilidade social, econômica, racial e de gênero.

    O candidato da esquerda poderia furar o bloqueio da falta de debate das candidaturas tradicionais, que invariavelmente focam em ataques pessoais e comparações de personalidade dos competidores. Seria a chance ideal de qualificar a disputa política, dando-lhe o que deveria ser comum: opção de fato ao eleitor.

    Resta organização, desprendimento e coragem a quem sonha com uma Taiobeiras do século XXI, distante do pensamento escravocrata do século XIX.

    * Levon Nascimento é professor de História e mestre em Políticas Públicas.