Tag: Taiobeiras

  • A capa de Sexagenarius

    Aqui está a capa do livro “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”, escrito por mim, editado e impresso na Editora O Lutador (Belo Horizonte) e lançado em 4 de abril de 2014 no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras.

    A capa é composta de uma aquarela sobre papel, denominada “Taioba em Folhas”, da artista plástica taiobeirense, de renome internacional, Elisiana Alves.

    O livro trás um conjunto de textos reflexivos sobre os temas candentes do município de Taiobeiras por volta do período da celebração de seus 60 anos de emancipação política e administrativa, em 12 de dezembro de 2013.

  • Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras (o livro)

    No final de 2013 Taiobeiras completou 60 anos de emancipação. Eu não poderia deixar a data passar em branco, sem contribuir com o aprimoramento das discussões ligadas ao interesse coletivo da cidade. Foi então que decidi reunir numa publicação vários textos, entre eles artigos, entrevistas e intervenções orais, os quais eu havia publicado nos três anos anteriores. Assim nasceu o projeto do livro Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras.

    A minha intenção inicial era de publicar o livro no dia 12 de dezembro de 2013, data redonda dos 60 anos. Mas faltaram recursos financeiros à época. Agora, com o apoio da grupo Arruda Alimentos e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, consegui a impressão de mais este trabalho.

    Sexagenarius tem 120 páginas, por onde se distribuem 22 títulos relacionados às problemáticas, aos valores e às aspirações do povo de Taiobeiras. Na maioria deles eu utilizo o método crítico para analisar a história, a cultura e a sociedade taiobeirense. Também, internamente, o livro traz oito fotografias históricas da cidade, cada uma delas preenchendo artisticamente um espaço de dupla página. Tenho a honra de contar com um prefácio escrito pela professora e ativista cultural Marileide Alves Pinheiro e de trazer na capa uma maravilhosa obra pintada pela prestigiada artista plástica Elisiana Alves, o quadro “Taioba em Folha”. O projeto gráfico e da designer Andréa Esteves, de Belo Horizonte, que já assinou os outros três livros que publiquei. A impressão ocorreu nas oficinas da Editora O Lutador, também da capital mineira.

    O lançamento do livro Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras ocorrerá numa sexta-feira, dia 4 de abril de 2014, a partir das 19 horas, no plenário da Câmara Municipal de Taiobeiras. Desde já, sinta-se convidado(a) especial. O exemplar será comercializado ao preço de R$ 25,00 (vinte e cinco reais).

  • Isaías Costa lança livro de poesias "Simplesmente Zazau"

    Zazau, na companhia da professora Marileide, durante lançamento
    de seu livro em 14/03/2014, na Av. da Liberdade, em Taiobeiras
    .

    Isaias Costa (Zazau), poeta autodidata, pioneiro do ramo da imprensa escrita taiobeirense, fundador e diretor do primeiro jornal de circulação periódica de Taiobeiras (Jornal Taiobeiras Informa), lançou em 14 de março de 2014 (Dia da Poesia) o 1º volume do livro “Simplesmente Zazau: poesias, mensagens, pensamentos e conselhos”.

    A obra contem 116 páginas recheadas de muita sabedoria, arte, poesia e homenagens. Os temas da celebração da vida e da arte de saber vivê-la permeiam todas as linhas do livro. Personagens “simples” do cotidiano taiobeirense, como Nego de Carolina e Luquinha são recordados e exaltados pela sua dignidade e valor sócio-histórico.


    Comercializado por R$ 20,00, o livro merece ser adquirido e degustado com muito carinho por aqueles já tem a sensibilidade para com as coisas belas e valiosas da vida ou por quem deseja aprimorar a centelha de arte que pulsa no coração. Adquira e leia. O mundo ficará melhor através da sua leitura.

  • 7 curiosidades sobre o novo livro de Levon Nascimento: "Sexagenarius"

    Conheça algumas curiosidades sobre o mais novo livro escrito por mim, “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”.

    1. O poema Paciência Revolucionária, que consta do livro Parangolivro, do grante poeta montes-clarense Aroldo Pereira, meu amigo, me inspirou na escrita de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”. Eu o cito na obra.

    2. “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” é o meu primeiro livro com registro ISBN da Biblioteca Nacional.

    3. “Taioba em Folha”, aquarela sobre papel, de 2013, nas dimensões de 60cmx164cm é a obra da reconhecida artista taiobeirense Elisiana Alves que ilustra a capa de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”.

    4. Algumas curiosidades a mais: Elisiana Alves assina a capa de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”. Uma homenagem à nossa cidade. Elisiana é baiana de Mortugaba. Eu sou baiano de Cordeiros. Assim como Martinho Rêgo, um dos fundadores de Taiobeiras, era baiano de Caculé, e Lúcio Miranda, nosso primeiro prefeito, baiano de Jacaraci. Ah, e Romarão Barbosa, militante do rock, baiano de Vitória da Conquista.

    5. O grupo Arruda Alimentos e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras deram o patrocínio cultural para a editoração gráfica e a impressão de “Sexagenarius – reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras”.

    6. O prefácio de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” foi escrito pela professora e ativista cultural taiobeirense Marileide Alves Pinheiro.

    7. “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” é um conjunto de textos que trata sobre a história, a cultura, a política e a cidadania de Taiobeiras. São textos escritos entre dezembro de 2010 e dezembro de 2013. Impresso pela Editora O Lutador, de Belo Horizonte, o livro tem 120 páginas em papel pólen soft, e é ilustrado por belas fotografias históricas de Taiobeiras, organizadas num primoroso e sofisticado projeto gráfico.

    E mais: “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” tem, ainda, uma homenagem à memória de Frei Jucundiano de Kok, o frade holandês que foi um dos desbravadores e construtores mais notáveis da cultura taiobeirense.

    O lançamento de “Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras” ocorrerá no plenário da Câmara Municipal em 4 de abril de 2014.

  • Os apoiadores do meu novo livro: Sexagenarius

    Agradeço aos apoiadores culturais do meu novo livro: Sexagenarius: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras. São eles, o grupo Arruda Alimentos, de propriedade do empresário Carlito Arruda, e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, sob a presidência de Geraldo Caldeira Barbosa.

    Ao apoiar este trabalho, demonstram estar bem antenados com a necessidade de estimular a cultura e o debate de temas importantes para o desenvolvimento do município de Taiobeiras.

  • Vereador Januário diz que há genocídio em Taiobeiras e cobra promessas do prefeito

    O vereador Januário de Castro (PDT – Taiobeiras) usou a rede social Facebook nesta quarta, 19 de fevereiro de 2014, para desabafar e denunciar a administração municipal quanto a não realização de obras prometidas na campanha do atual prefeito. Também cobrou políticas públicas que ajudem a diminuir a violência. O vereador classificou como “genocídio” o índice elevado de casos violentos em Taiobeiras e ainda criticou a relação de submissão entre a administração taiobeirense e o Poder Legislativo. “Depois de um ano e dois meses essa administração usando vereador pra entregar um simples mata-burros em comunidade rural”, disse Januário de Castro.

    Veja a publicação de Januário.

  • Um mártir é padroeiro de Taiobeiras: São Sebastião!

    São Sebastião é um dos santos católicos mais populares do Brasil. Padroeiro da cidade mais conhecida do país, o Rio de Janeiro e, também, de várias outras localidades, inclusive Taiobeiras (MG).

    Mártir dos primeiros séculos do cristianismo, Sebastião era oficial romano durante o reinado de Dioclesiano (Imperador romano), época de muita perseguição aos cristãos. Preferiu perder o status e a vida a renegar a fé cristã.

    Igual a ele, milhares de cristãos ao longo dos séculos sacrificaram suas vidas em favor da causa do amor, da justiça e da misericórdia, em diferentes realidades e lugares. Junto com Sebastião, podemos nos lembrar dos mártires recentes, como Dorothy Stang, Oscar Romero e muitos outros.

    Viva Sebastião! Viva os mártires da caminhada!

  • Taiobeiras: Espaço voluntário de cultura fecha as portas por falta de apoio do poder público

    Fachada da casa-sede do Espaço Encena & Cia,
    em Taiobeiras/MG

    O ano de 2014 começa amargo para as iniciativas de valorização e fomento da cultura no município de Taiobeiras, no norte de Minas Gerais. Através de manifesto em seu perfil na rede social Facebook, a educadora e ativista cultural Marileide Alves Pinheiro expressou a tristeza que está vivendo por ter de entregar ao locatário a casa onde funciona o Espaço Encena & Cia, mantido com o esforço dela e de poucos colaboradores.

    Oficina de cinema desenvolvida voluntariamente
    no Espaço Encena & Cia.

    Segundo Marileide, as contribuições já não são suficientes para manter os pagamentos de aluguel, água, luz e demais despesas do “projeto cultural”, que funciona inteiramente através do esforço de voluntários, sem apoio dos poderes públicos.

    Ainda segundo a ativista cultural, ela já procurou diversas vezes os agentes públicos do município de Taiobeiras para tratar do assunto, mas não alcançando o apoio necessário para a manutenção do Espaço Encena & Cia neste casarão da década de 1940, que fica numa região histórica do centro da cidade.

    Na casa do Espaço Encena & Cia eram realizadas, sempre de forma gratuita, exposições de artesanatos e pinturas, saraus literários, ensaios de banda de rock de adolescentes e jovens, reforço escolar gratuito, além de mostras de cinema e oficinas de artes com temas variados.

    Leia aqui o desabafo da educadora Marileide:

    A ativista cultural Marileide em meio às crianças atendidas
    voluntariamente no Espaço Encena & Cia

    “QUE TRISTE!
    INFELIZMENTE O SONHO ACABOU….
    Teremos que entregar a casa ESPAÇO ENCENA & CIA. Não posso assumir sozinha todos os custos do projeto: aluguel, água, luz e limpeza – Totalizando em média 600,00… O FIM deste sonho – ESPAÇO ENCENA & CIA interfere na vida de muitos artistas: Artesãos que expõem lá, os garotos da Banda AK47 que ensaiam, os alunos do curso de TEATRO, Aula de REFORÇO, as crianças e adultos que vão assistir aos filmes do CINECLUBE ARTE EM CENA, a exposição de artistas como Elisiana Alves e Paulo César, Mini- Museu de Antiguidades de Taiobeiras….. Muitos sairão perdendo! Agradecemos desde já a todos os que sonharam junto conosco, acreditando, nos apoiando, visitando. Enfim, participando dos nossos eventos….Abraços fraternos e beijos no coração!”

  • Taiobeiras e suas contradições aos 60 anos

    Taiobeiras em duas imagens.
    Uma praça bonita
    Uma poça de lama
    Uma para uns
    Outra para outros
    Precisamos superar o “fosso social”
    Entre os que têm muito
    E os que nada têm!

    Ir além da maquiagem
    Colocar o ser humano
    Em primeiro lugar

    Esquecer as aparências
    Exaltar a pessoa
    Dignificar os que sofrem
    Sensibilizar-se com a dor alheia

    Só assim avançaremos. Avancemos!


  • Nen Sena recebe medalha Hélio Costa

    Na noite de 11 de dezembro de 2013, a Comarca de Taiobeiras entregou a comenda Medalha Desembargador Hélio Costa, pelos relevantes serviços prestados à Justiça em Taiobeiras, ao ex-Prefeito Geraldo Sarmento de Sena (Nen Sena). Ele governou Taiobeiras de 1983 a 1988 e ficou conhecido como o prefeito que mais construiu escolas no município.

    No início da cerimônia, que ocorreu no plenário da Câmara Municipal, destacou-se a execução do Hino Nacional Brasileiro em ritmo de capoeira, tocada pelas crianças e adolescentes atendidos pelo CEIA (Centro Educacional para a Infância e Adolescência), uma entidade filantrópica de Taiobeiras. Veja o vídeo…

    <a class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" data-original-id="BLOGGER_object_10" href="http://“>
  • #Taiobeiras60anos: Uma bibliografia sobre Taiobeiras ou de taiobeirenses

    Publico aqui uma primeira leva de capas de livros escritos sobre Taiobeiras ou por taiobeirenses (outros temas)… Vamos aproveitar o aniversário de 60 anos de emancipação (12/12/2013) para melhorar a difusão da cultura escrita e melhorar o hábito de leitura! Que tal?

    Autor: Avay Miranda (História de Taiobeiras e outros temas).


    Autores: Levon Nascimento e Flaviana Costa Sena Nascimento
    (História de Taiobeiras e outros temas)

    Autora: Marileide Alves Pinheiro (Poesia – participação em antologias)

    Autor: Hermínio Miranda Costa (História de Taiobeiras em poesia)

    Autoras: Vanessa Souza e Gêissila Tatiély (Romance)

    Autor: Alex Saraiva (Estudo acadêmico)

    Autor: Lázaro Gomes (Autobiográfico)
  • Taiobeiras: valer pelo quem tem ou pelo que é?

    Ser ou Ter?

    Publicado inicialmente no site de relacionamentos Facebook e transcrito paro o Blog:

    Pensa num lugar onde a pessoa vale pelo que tem e não pelo que é. Uma terra onde as aparências significam muito mais que o conteúdo. Este aqui. Sim, este aqui mesmo!

    Mesmo assim, eu teimo em querer contribuir para melhorá-lo. E não me arrependo. A cada dia, mais pessoas “acordam” e tomam consciência de que é preciso superar o “superficial” e abraçar o “perene”.

    De minha parte, assumo a missão do pequeno beija-flor que leva um pingo d’água no bico e o despeja sobre o grande incêndio na floresta, enquanto os demais animais, de braços cruzados, apenas observam irônicos. Ainda assim, o beija-flor insiste. Ele faz a sua parte na grande tarefa da vida: “só é alguém, de verdade, aquele a serviço dos outros”.

  • 60 anos de Taiobeiras: receita de suflê de taioba

    Em comemoração aos 60 anos do município de Taiobeiras, celebrados em 12 de dezembro de 2013, publico aqui uma receita à base de taioba, criada pela professora Marileide Alves Pinheiro, também escritora e militante da causa cultural taiobeirense. A receita foi publicada por Marileide em seu perfil no site de relacionamentos Facebook, além de já ter sido divulgada em programas de televisão de alcance regional. Taioba é uma planta que tem raízes e folhas comestíveis e que empresta o nome ao topônimo de Taiobeiras, devido à sua abundância nativa no terreno que deu origem à cidade. Aproveite e saboreie!

    SUFLÊ DE TAIOBA – Fofuras Gratinadas de Taioba

    (Essa receita já foi para o roteiro de Minas na BAND e Jornal da Alterosa)

    INGREDIENTES DO CREME:
    02 folhas de taioba, rasgadas em pequenas fatias
    03 gemas de ovos
    03 claras em neve
    01 creme de leite
    01 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento
    01 tablete de caldo de galinha

    COMO FAZER:Bater todos os ingredientes citados acima, menos as claras que só serão acrescentadas no final do processo até formar um creme verde e homogêneo.

    INGREDIENTES DO RECHEIO:
    ½ kg linguiça defumada
    04 dentes de alho picados
    01 cebola pequena
    ½ pimentão verde picado
    ½ xícara de queijo parmesão ralado bem fininha.

    COMO FAZER:
    Refogue o ½ kg linguiça defumada, picadas em cubinhos e algumas em tirinhas até ficar bem douradas;/ Acrescente 04 dentes de alho picados, 01 cebola pequena e ½ pimentão verde picado;/ Misture ao refogado o creme verde já pronto e acrescente as claras em neve;/ Unte duas travessas pequenas, coloque a massa e polvilhe o queijo parmesão de leve;/ Levar ao forno (pré-aquecido +_ 200 graus) por aproximadamente 30 minutos;/ Depois de assado, decorar com a linguiças em fatia e folha de taioba bem fininha.

    Esta receita dará duas porções médias para servir em média pessoas. Acompanhamento: Um vinho tinto seco ou suco de laranja… Servir quente. Bom apetite!
  • Taiobeiras aos 60 (fotografias e informações)

    Distrito criado com a denominação de Taiobeiras, pela lei estadual nº 556, de 30-08-1911, subordinado ao município de Rio Pardo. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Taiobeiras figura no município de Rio Pardo. Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral 01-09-1920, o distrito de Taiobeiras figura no município de Rio Pardo. Pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, o distrito de Taiobeiras tomou a denominação de Bom Jardim de Taiobeiras e foi transferido do município de Rio Pardo para o de Salinas.


    Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Bom Jardim de Taiobeiras (ex-Taiobeiras) figura no município de Salinas. Pela lei estadual nº 88, de 30-03-1938, o distrito de Bom Jardim de Taiobeiras voltou a chamar-se simplesmente Taiobeiras. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Taiobeiras (ex-Bom Jardim Taiobeiras) figura no município de Salinas. Assim permanecendo em divisão territorial datada 01-07-1950.


    Elevado à categoria de município com a denominação de Taiobeiras, pela lei nº 1.039, de 12-12-1953, desmembrado de Salinas. Sede no antigo distrito de Taiobeiras. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1954. Em divisão territorial datada de 01-07-1955, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01-07-1960.


    Pela lei estadual nº 2.764, de 30-12-1962, é criado o distrito de Berizal e anexado ao município de Taiobeiras. Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído de 2 distritos: Taiobeiras e Berizal. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993.


    Pela lei estadual nº 12.030, de 21-12-1995, desmembra do município de Taiobeiras o distrito de Berizal. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

    Fonte das informações: IBGE.

  • Artigo do Levon: Eita, mataram mais um ali

    Jovita Rego
    Artigo publicado originalmente no Jornal Folha Regional, Taiobeiras/MG, em 22 de novembro de 2013, edição número 222, ano X, página 3.


    “Eita, mataram mais um ali!”– teria exclamado a matriarca Jovita Secundina Rêgo no entardecer de 23 de setembro de 1911, quando ouvira mais um corriqueiro estampido de espingarda. Minutos depois, ela se daria conta de que aquele tiro adentrara a sala de estar e atingira certeiramente o peito de seu marido Martinho Rêgo, desfechando-lhe a vida. Martinho, líder político e homem próspero, foi o primeiro vereador eleito pelo povoado de Bom Jardim das Taiobeiras para a Câmara Municipal de Rio Pardo de Minas, visto que o distrito de Taiobeiras só passaria à jurisdição de Salinas em 7 de setembro de 1923. Aquele assassinato fora encomendado por um bandoleiro a quem Martinho havia preso e recolhido à cadeia de Rio Pardo por prática de arruaça na feira do povoado. Jurara vingança.


    Por pior que fosse aquela morte, a julgar pela frase de constatação conformada proferida por Jovita, por certo não era fato isolado e extraordinário no cotidiano do pequenino arraial de taiobas nativas e abundantes. Infelizmente, assim como também não tem sido “fatos incomuns” os muitos assassinatos cometidos em Taiobeiras pouco mais de um século depois daquele.

    A escalada da violência em Taiobeiras a partir do final de 2007, estendendo-se e ampliando-se até o momento em que escrevo este artigo, nos estertores de 2013, convoca a sociedade e as autoridades constituídas para uma reflexão mais profunda, para além da atávica propensão de tornar superficial e simplista o entendimento de um fenômeno que nos provoca e amedronta.

    Não é possível buscar soluções no topo das árvores, nas pontas dos galhos e nas folhas secas que caem. Isto seria o mesmo que começar a construir uma casa pelo telhado. Reconheço que o tema é complexo e que ninguém tem uma solução definitiva. No entanto, deve ser tratado a partir das raízes, das origens, das questões de fundo e não apenas do já deblaterados jargões de “senso comum”, segundo os quais os problemas são as “leis permissivas” associadas aos “menores impunes”.

    Defender bordões de redução da maioridade penal ou da instituição da pena de morte, somente mascaram um falsa vontade de resolver os problemas. Configura uma espécie de voluntarismo preguiçoso que se recusa a sacudir as mentes empoeiradas pela incapacidade de pensar no bem comum e em saídas humanizadas para os problemas sociais.

    É fato que a atual onda de violência encontra terreno fértil na juventude pobre, cotidianamente confrontada, humilhada e desafiada pela sociedade consumista e de ostentação. Na cara destes meninos e meninas que aderiram ao tráfico, todos os dias, lhes são aguçados os desejos mais profundos e irracionais da alma humana, tal e qual ocorre também com adolescentes e jovens das classes média e alta. A diferença é que com aqueles primeiros, geralmente excluídos das oportunidades mais básicas, inclusive da convivência familiar saudável, ainda lhes faltam os recursos financeiros para a satisfação dos desejos de consumo.

    Somam-se a isto a falência da família tradicional, a inoperância filosófica das instituições religiosas (mais ciosas de seus dogmas do que do entendimento honesto das necessidades do novo ser humano da era globalizada) e a incapacidade da educação formal (pública e sucateada ou privada e mercantil) de ser atraente e edificante na vida desses jovens.

    Em contraposição a tudo isto, traficantes e criminosos, nem sempre aqueles estereotipados com trejeitos de morros e favelas; muitas vezes bem vestidos e antenados com os valores de mercado, expandem seus negócios com uma psicologia e marketing capazes de dar inveja aos melhores estrategistas e profissionais diplomados e pós-graduados. Atuam pelas margens, estimulando “cheiros e sons”, satisfazendo as “sedes” e as “fomes” de atenção, possibilitando o “status” e a “valorização” que o Estado e a comunidade são incapazes de atender. Seduzem, compram, abduzem, dominam, incorporam, enviam, possuem.

    E a cada morte, a cada crime, a sociedade se esconde de medo. As autoridades rugem, mas nada fazem de efetivo. Debatem como reprimir. Convenientemente se esquecem de que a repressão é apenas um medicamento paliativo ou um mero placebo que é dado à comunidade em crise histérica. A culpa, então, é do menor – este “monstro” que se formou sozinho – ladrão, violento, assassino – que precisa ser tirado do convívio das pessoas “normais” e “saudáveis”. Não se questiona de onde vem esta pessoa que mata ou que morreu. Aliás, comemora-se a morte de mais um “safado” e criminoso. “Fosse boa pessoa não teria se metido nisto!” – exclamam com “justa” autoridade moral. Mas, e quando a morte atinge o “inocente”, como em muitos casos ainda não desvendados pela polícia? Quem formou este menor? Qual a sua história? O que foi feito por ele para que não se tornasse mais um? Perguntas complexas para as quais não temos respostas. Nenhum de nós. Até quando?

    Nossa resposta não pode ser simplificadora ou vazia. Não pudemos sucumbir ao senso comum do “pega, esfola e mata” ou do “prende e arrebenta”. Precisamos ir além do “Eita, mataram mais um ali” pronunciado por Jovita há mais de 100 anos em nossa Taiobeiras. É hora de nos perguntarmos: “o que podemos fazer de bom para que mais um não seja morto ali?”.

  • Video: Meritocracia, uma mentira conveniente

    <a class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" data-original-id="BLOGGER_object_8" href="http://“>
    Qualquer semelhança com a realidade do município de Taiobeiras não é mera coincidência. É a teoria verificada na prática.
  • Livro do taiobeirense Hermínio Miranda

    Trata-se de um poema em 164 sextilhas (estilo cordel)
    narrando a epopeia da construção do monumento do
    Santo Cruzeiro dos Martírios, no final do século XIX,
    no local que viria a se transformar na cidade de
    Taiobeiras/MG. Este poema foi escrito entre 1995 e 1997,
    para comemorar os cem anos do “Santo Cruzeiro”.

    Mexendo aqui nos meus livros, encontrei “SANTO CRUZEIRO DOS MARTÍRIOS”, de autoria do taiobeirense, já falecido, HERMÍNIO MIRANDA COSTA, poema em 164 sextilhas, publicado em 1997. Uma preciosidade. Vou postar umas sextilhas para vocês. Vejam como é atual!

    […]
    5.
    Neste inteirim da antiguidade
    Começou a povoar Taiobeiras
    Por necessidade
    Em um clima de primeira
    Hoje é uma cidade
    Marcada por uma estrela

    6.
    Há muitos anos na localidade
    No perímetro era gerais
    Já falavam em sociedade
    Em conhecimentos iguais
    Em sem ter piedade
    Passavam os outros pra trás

    […]
    17.
    Nos tempos de seca
    A terra fica turva
    As flores ficam pecas
    As estradas se encurvam
    Também se aceita
    Os que vêm pedir chuva

    […]
    19.
    Assim vem acontecendo
    Desde o princípio do mundo
    O povo não está compreendendo
    Nem nas horas e segundos
    Não se fica arrependendo
    Aí o castigo é profundo

    […]

  • Alguns pensamentos meus por Taiobeiras

    Matriz em Reforma, obra da artista plástica Elisiana Alves, retrata
    o interior da Igreja Matriz de S. Sebastião de Taiobeiras durante
    a última reforma, em 2010

    Originalmente, frases escritas no calor dos acontecimentos, na “tela quente” do Facebook, transcrevo-as e republico-as aqui no Blog, para “perpétua memória”! Aventure-se…!

    * Quando a Autoridade descamba para o varejo dos gracejos, para a seara das agressões verbais mais vis, é porque a crise se desnudou bem mais grave do pensávamos. Ou não tem mais autoridade ou porque nunca teve. (04/10/2013)
    * Quando vejo pessoas sérias comemorando o erro, fazendo de conta que a desonestidade é honesta, sinceramente, dá uma alegria imensa de ter as posições que tenho, de ser quem sou, de lutar pelo que luto… por um mundo mais justo, mais ético, mais humano! (04/10/2013)
    * O maior defeito do ignorante é a falta de dúvida, o mesmo que excesso de certeza. (04/10/2013)
    * Ó “ignorância” amada
    Idolatrada
    Salve, salve! (04/10/2013)
    * Vivemos no tempo das “falsas verdades” ou das “verdadeiras mentiras” ou sei lá… Resulta tudo na mesma decadência, ao final. (04/10/2013)
    * Existem “falsas mentiras”?
    Em caso afirmativo, é de se supor que, de fato, são verdades na clandestinidade. (04/10/2013)
    * Infeliz do tempo em que se comemoram os erros, as imundícies e as ilegalidades, ainda que travestidos dos mais reluzentes mantos de beatitude! (03/10/2013)
    * Assumir-se como situação ou como oposição é um ato de coragem política e de vigor intelectual. É mais fácil ser situação, estar do lado de quem está no poder. No entanto, numa democracia, é necessária a audácia dos que não se dobram e nem calam, a oposição, principalmente nas pequenas cidades como nossa Taiobeiras. (03/10/2013)
    * Quando você está no Facebook, discutindo as questões do dia-a-dia da cidade, do estado, do país, do mundo, você também está fazendo política. Numa manifestação de rua, numa greve, também é política. Nos partidos, também é política. O importante é que você tenha propósito e esteja do lado daquilo que beneficiará a comunidade, especialmente àqueles que mais necessitam de ajuda. Faça política, não tenha medo! (03/10/2013)
    * Toda eleição é política. Mas a política não se resume apenas a eleições. (03/10/2013)
    * Cumpra seus deveres, especialmente com a coletividade. Mantenha as ruas limpas, jogue o lixo na lixeira, não quebre os equipamentos públicos (bancos de praça, orelhões, lixeiras, banheiros públicos, etc.). Não é destruindo o que é de todos que se ataca a velha elite que nos retira a possibilidade de obter maior cidadania. (03/10/2013)
    * Exija seus direitos. Especialmente aqueles que sirvam para o bem de muitas pessoas, da comunidade, da coletividade. Não queira favores, “ajeitos”, regalias. Não venda sua consciência. (03/10/2013)
    * O conhecimento não pode estar separado da prática.
    Não é possível ser professor e não fazer política.
    Professor = magistério = ensino = conhecimento.
    Política = práxis = prática = bem comum. (03/10/2013)
    * Enquanto nossos direitos forem tratados como favores, não teremos uma sociedade democrática. (03/10/2013)
    * Agora à tarde
    A natureza está com aqueles rodeios
    Típicos de primavera no sertão
    Fazendo a corte
    Galanteando o espaço
    Pra ver se chove ou se não chove
    Tomara que chova! (02/10/2013)
    * Comunicador que assassina a “última flor do Lácio” é igual a:
    a) professor que não conhece a matéria que leciona;
    b) pedreiro que não levanta paredes;
    c) cozinheira que não entende de ligar o fogão;
    d) comerciante que não sabe vender;
    e) etc… (02/10/2013)
  • Taiobeiras em reflexões (V)

    De acordo com a Lei Eleitoral brasileira, os programas de propaganda de candidatos (não os de partidos), no rádio e na TV, vão ao ar no ano eleitoral, do mês de agosto até a última quinta-feira antes do dia da eleição. Por que aqui em Taiobeiras é diferente? É outro país? E aí Ministério Público Eleitoral?

  • Taiobeiras em reflexões (IV)

    Na História de Taiobeiras, nunca houve um político que ainda não tenha alcançado mandato tão perseguido quanto Carlito Arruda. É o medo do “estabilishment” em relação ao potencial da liderança e dos ideais transformadores que ele inspira. Mesmo agora, fora do período propriamente eleitoral, ele tem sido vítima de uma campanha de ódio, calúnia e difamação. Isso demonstra a importância que assumiu para a vida política de Taiobeiras, bem como o seu potencial eleitoral para o futuro do município.