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  • Gabriel Chalita, apresentador do Quarta Viva da Canção Nova, apoia Dilma

    Gabriel Chalita, da Canção Nova

    Do Blog do Luis Nassif

    Eleito deputado federal com a segunda maior votação do Estado, Gabriel Chalita (PSB), ex-secretário de Educação de Geraldo Alckmin (PSDB), tornou-se aliado de primeira hora da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Ex-tucano, diz que não admira José Serra (PSDB). Com 560 mil votos e forte ligação com a ala carismática da Igreja Católica, será uma das armas do PT para avançar entre os religiosos. “Vou me empenhar pessoalmente nisso”, afirmou em entrevista à Folha. Confira os principais trechos da conversa.

    O sr. ganhou espaço na campanha de Dilma Rousseff. Como é a sua relação com ela?
    Gabriel Chalita – Eu respeito muito a Dilma e outros nomes do PT. Dei a ela o que pude de sugestões, principalmente na área da educação. Por outro lado, tenho amizades no PSDB. Torci pela vitória do Antonio Anastasia, em Minas, e creio que o Geraldo Alckmin fará grande governo. Política é construir pontes, e eu fiz isso.

    O sr. não falou de José Serra. Qual a sua opinião sobre ele?
    O Serra tem qualidades. Mas, pessoalmente, não é um político que eu admire.

    Como o sr. avalia a polêmica em torno da posição de Dilma Rousseff sobre o aborto?
    A crítica é boa quando baseada em fatos. Mas essa tentativa de desconstruir pessoas com boatos é muito ruim. Dilma nunca disse ser a favor do aborto. Ela se posicionou, abordando o tema como uma questão de saúde pública. Eu particularmente sou contra. Mas a questão central nesse caso é a boataria. Isso aconteceu com o Lula, em 2002. Diziam que ele ia mudar as cores da bandeira e fechar igrejas.

    O sr. tem uma relação muito forte com a ala carismática da Igreja Católica. Vai se empenhar para desmentir esses boatos entre os religiosos?
    Me empenharei pessoalmente nisso. Não é só uma defesa da Dilma, mas da maturidade no debate político.

    O sr. acha que a Igreja contribui para o debate político?
    Contribui, mas quando não usa a instituição para influenciar o voto. É importante que a igreja promova o debate, para que os fiéis saibam como pensam os candidatos. Mas o Estado é laico e acho que ele tem que ser laico. Ninguém ouviu o cardeal de São Paulo [dom Odilo Scherer] ou o arcebispo do Rio de Janeiro [dom Orani João Tempesta], declarando votos. Eles foram prudentes.

    O sr. é candidato a assumir o Ministério da Educação?
    Sou candidato a fazer a lei de responsabilidade da educação, que é uma lei que estabelece sanções a quem não cumpre metas. O que falta no Brasil é continuidade. Temos bons projetos.

    Mas o sr. sonha em assumir a pasta?
    Não. Não penso nisso. E acho que nem ela [Dilma Rousseff] pensa nisso. Seria indelicado começar a pensar no governo sem estar eleita.

  • Dilma: a grande vencedora do 1º turno com mais de 47 milhões de votos

    Mensagem da Equipe Dilma 13

    Segunda-feira, 04 de outubro de 2010
    Car@ militante,

    Como você já sabe, nossa candidata, Dilma Rousseff, foi a grande vencedora do primeiro turno da eleição para presidente da República. Com sua ajuda, Dilma conquistou nas urnas, no último domingo, 47.651.434 votos, o equivalente a 46,9% dos votos válidos.

    Faltou muito pouco para a festa ser completa e definitiva. Mas temos certeza que com o seu apoio vamos eleger, no próximo dia 31, a primeira mulher presidenta do Brasil.

    É hora de manter a militância acesa e jamais desanimar. Pegue sua bandeira, seus adesivos e vá para as ruas defender a proposta do governo Lula, que mudou o país de forma profunda, retirando milhões da miséria e elevando outros tantos à classe média.

    Participe das discussões nas redes socais. Defenda Dilma das mentiras com que adversários sem argumentos atacam nossa candidata. Alerte seus amigos contra as baixarias e as promessas de última hora de quem nunca defendeu o povo.

    Busque informações nos sites Dilma13, ParticipaBR, Dilmanarede, Mulheres com Dilma e Galera da Dilma. E deixe conosco suas sugestões para o Brasil seguir mudando.

    Acompanhe os Twitters @dilmabr, @dilmanaweb, @dilmanarede, @galera_dilma, @mulheres_dilma e @participabr.

    Um forte abraço,
    Equipe Dilma13

  • Reginaldo Lopes e Paulo Guedes vitoriosos e com ampla vantagem

    Reginaldo Lopes

    Candidatos a deputado apoiados por nosso grupo político, uma tendência do PT de Taiobeiras, o federal Reginaldo Lopes (PT) e o estadual Paulo Guedes (PT) foram amplamente bem votados e reeleitos no pleito de 3 de outubro de 2010.

    O deputado federal Reginaldo Lopes ficou na 9ª posição geral do estado de Minas Gerais, com 176.241 (Cento e setenta e seis mil, duzentos e quarenta e um) votos, totalizando 1,71% dos válidos.

    Paulo Guede

    Já o deputado estadual Paulo Guedes, único do PT norte-mineiro, alcançou o 11º lugar geral em Minas, conquistando 92.710 (Noventa e dois mil, setecentos e dez) votos, totalizando 0,89% dos válidos.

    Para nós, que estamos iniciando esta caminhada com estes parlamentares, fica a sensação de estar contribuindo para o processo democrático e da conquista de representantes legítimos para os interesses do bem comum do povo de Taiobeiras e do Alto Rio Pardo.

  • Últimas pesquisas apontam vitória de Dilma no 1º turno

    Dilma, no encerramento da campanha, neste sábado, 2/10 em São Bernardo do Campo, berço do PT

    * Por Valéria Borborema em seu Apenas uma ideia, só isso

    Da CartaCapital – Três levantamentos foram publicados neste sábado 2; Dilma tem 51% dos válidos no Ibope, 50% no Datafolha e 53% no Vox Populi

    A pesquisa Ibope divulgada há pouco pelo Jornal Nacional aponta que a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, tem 47% das intenções para a votação deste domingo 3. O segundo colocado na pesquisa, José Serra (PSDB), fica com 29%, seguido por Marina Silva (PV), que tem 16%. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Nos votos válidos, Dilma fica com 51%. Serra tem 31% e Marina, 17%. Os outros candidatos somados ficam em 1%.

    Na pesquisa Datafolha, Dilma também seria eleita em primeiro turno. A petista tem 47% dos votos, seguida por Serra, com 29%, e Marina, que tem 16%. Nos votos válidos, Dilma fica tem 50%. Serra tem 31% e Marina, 17%. A margem de erro do Datafolha é de 2 pontos para cima ou para baixo.

    Em outra pesquisa divulgada hoje, o Tracking diário Vox Populi/Band/iG, Dilma aparece com 47% dos votos totais, contra 26% de Serra e 14% de Marina. Dilma e Serra oscilaram negativamente um ponto percentual em relação ao levantamento da sexta-feira 1. Marina teve o seu maior crescimento, ao subir de 12% para 14%. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais. Nos votos válidos, a petista registra 53%, o tucano 30% e a verde 16%.

    Segundo esses números, Dilma ganharia a corrida presidencial já no primeiro turno.

    Comentário de Valéria Borborema – Apesar de toda baixaria enfrentada na mídia e por parte da oposição, a candidata Dilmar Rousseff mantém liderança na corrida presidencial. Um feito e tanto, quando se observa o verdadeiro bombardeio que sofreu, algumas vezes sem argumentos suficientemente fortes. Com ou sem 2º turno, Dilma sai vitoriosa. Tomara que também nas urnas.

    * Valéria Borborema é jornalista montes-clarense e autora do livro “Uma vida de Comunhão Eclesial”, sobre a biografia de Dom Geraldo Majela de Castro, O.Praem, Arcebispo Emérito de Montes Claros.

    Outras leituras para antes da eleição:
    A direitona coesa e persistente
    Lula: “Estão tentando fazer com Dilma o que fizeram comigo no passado”
    A desaqualificação do voto do pobre
    Sobre a intolerância nas eleições

  • Reta final do 1º turno

    Rumo à vitória para “Brasil seguir mudando”
    Sábado, sol forte, feira, emoção à flor da pele. A campanha eleitoral do 1º turno se encerra. Lutamos. Temos consciência de que fizemos a nossa parte para esclarecer a população. Estamos todos juntos com Paulo Guedes (PT), deputado estadual, Reginaldo Lopes (PT), deputado federal, Pimentel (PT) e Zito (PCdoB), senadores de Minas, Hélio Costa (PMDB) e Patrus (PT) para o Governo mineiro e DILMA (PT), futura primeira mulher a se tornar Presidente do Brasil.
    Campanha pra valer!

    Lutamos o bom combate: em favor da vida, da justiça social, do avanço do Brasil, da igualdade e da melhoria da renda. Estamos em festa por nos dedicarmos à eleição de uma mulher, rompendo todos os preconceitos, para chegar ao cargo máximo de comando da nossa República.

    Dialogando com a juventude

    Estamos dialogando com todo o povo, apresentado as ideias e valorizando o pensamento da juventude e dos trabalhadores.

    Confiança no povo e na vitória.

    Estamos nas ruas de Taiobeiras, organizando o material, preparando para o grande dia da eleição. Estamos fazendo a nossa parte para “o Brasil seguir mudando!”

    Juventude com Dilma

    Dilma é 13. Paulo Guedes é 13789. Reginaldo Lopes é 1312.

  • Dilma vai a batizado do neto em Porto Alegre

    * GRACILIANO ROCHA, DE PORTO ALEGRE, na Folha Online

    A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, esteve hoje em Porto Alegre para participar da cerimônia de batismo do neto Gabriel.

    A cerimônia ocorreu por volta das 12h na Catedral Metropolitana de Porto Alegre e durou 30 minutos. Foi restrita a um grupo de cerca de 15 pessoas, amigos e familiares. Gabriel nasceu no dia 9 de setembro e é filho de Rafael Covolo e de Paula Rousseff de Araújo, filha única da candidata.

    Dilma, a filha Paula e o neto Gabriel durante batizado em Porto Alegre

    O batismo ocorreu em um momento político em que a campanha de Dilma promoveu atos com líderes religiosos para negar boatos de que a candidata seria a favor do aborto.

    O pároco da Catedral Metropolitana, Gustavo Haas, informou que a cerimônia foi marcada há duas semanas — antes do início das mensagens que circularam na internet questionando a condição religiosa da petista.

    Segundo ele, a presença de Dilma não alterou a rotina do templo, no centro de Porto Alegre, que permaneceu com as portas abertas.

    “O batismo é um sinal. Eu fui batizada, fui crismada, eu acho que meu neto tinha de ser batizado. É a religião da minha família e a minha também”, afirmou a candidata à tarde, pouco antes de voltar para São Paulo.

  • Dom Demétrio: Nas mãos dos eleitores

    Dom Demétrio Valentini na presença do Papa Bento XVI

    * Dom Demétrio Valentini, Bispo Católico de Jales (SP), via Adital

    O dia das eleições está chegando. Agora a decisão está nas mãos dos eleitores. O voto é soberano. Ele se constitui no fundamento da democracia. Todo o arcabouço jurídico que o protege tem a finalidade de garantir que ele seja, de fato, a expressão da vontade de cada eleitor. Por isto, o maior atentado contra a democracia é perverter o voto do eleitor, pela compra e venda, ou por qualquer outro expediente.
    A sabedoria popular cunhou a afirmação contundente, e acertada: voto não tem preço, tem consequências!

    A campanha eleitoral deveria fornecer elementos para os eleitores fazerem sua escolha, livremente, a partir das conclusões a que cada um chegar.

    Quanto menos a campanha cumpre sua missão, maior a responsabilidade do eleitor. É o que se pode dizer da campanha deste ano. Por muitos motivos, ela deixou a desejar. Pouco contribuiu para o debate sereno, claro, objetivo, em torno de propostas de governo para o país. Ficou por demais carregada de ataques pessoais, em tentativas de desmoralizar os adversários.

    Por isto, o eleitor tem algumas tarefas a mais, desta vez.

    Em primeiro lugar, sacudir o clima de acusações e calúnias perversas e fantasiosas, lançadas não importa contra quem. Precisamos neutralizar estas tentativas de desestabilizar candidaturas com ataques pessoais e acusações infundadas. É necessário desencorajar seus autores. Caso contrário inviabilizamos a prática democrática em nosso país, incentivando os que se escondem no anonimato da internet para desferir seus golpes contra os desafetos de seus preconceitos. Contra o obscurantismo, nada melhor do que a lucidez e a coragem dos eleitores em livrar seu voto da asfixia de acusações gratuitas e injustas.

    Urge também depurar as versões da grande mídia, que são no mínimo tendenciosas, para dizer pouco, e para deixar que cada eleitor imagine quais são os interesses que se escondem por trás destas posições veiculadas às vezes com rara virulência contra alguns candidatos. Formar a própria opinião, prescindindo das grandes manchetes, é tarefa difícil, mas não impossível para cidadãos maduros e adultos que queremos ser.

    Como a campanha pouco ajudou para compreender o que está se passando em nossa realidade brasileira, nos últimos anos, cabe a nós fazer uma análise ponderada, com a lucidez de nosso bom senso, e conferir o que está no bom caminho, e o que seria possível melhorar. E então, com nosso voto, sinalizar em quem depositamos nossa confiança para garantir que nossas expectativas possam, minimamente, se cumprir.

    Para esta análise, não pode faltar uma referência às grandes desigualdades sociais que são a marca registrada de nosso país, e perceber como estão sendo enfrentadas. Com nosso voto, precisamos expressar nosso juízo de valor sobre o processo de superação de nossas mazelas sociais, que está em andamento, e dar nosso voto em favor das propostas apresentadas pelos candidatos, não as fantasiosas e irresponsáveis, mas as realistas e consistentes.

    Esta campanha não vai deixar saudades para ninguém. Mas o voto tem o poder de redimir até uma campanha mal realizada. Afinal, a responsabilidade recai mesmo sobre cada eleitor. Quanto menos ele precisar de recomendações, melhor será o seu voto.

    * Dom Demétrio Valentini é Bispo de Jales (SP) e Presidente da Cáritas Brasileira.

    Observação: Os grifos no artigo de Dom Demétrio são de responsabilidade deste blog.

  • CNT/Sensus agora: Dilma com 54,7% vence no primeiro turno

    A quatro dias da eleições, a pesquisa CNT/Sensus confirma a tendência de uma vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno. A candidata tem 54,7% das intenções de votos válidos e permanece à frente de José Serra (29,5%) e Marina Silva (13,3%).

    A vantagem de 4,7 pontos percentuais para Dilma representa de 6,3 milhões de eleitores. “Num período de quatro dias, é muito díficil reverter essa vantagem”, disse o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade.

    Segundo Ricardo Guedes, do Sensus, as rejeições de Serra e de Marina são consideradas muito altas: 40,2% e 42%, respectivamente. “São números impeditivos para ganhar uma eleição”, disse ele, lembrando que Dilma tem rejeição de 32,6%.

    O instituto ouviu 2.000 pessoas entre os dias 26 a 28 de setembro, em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

    Guedes ressalta que Dilma mantém uma estabilidade nas regiões Sul e Sudeste, o que garante a tendência de vitória em primeiro turno.

    Na pesquisa estimulada, Dilma está com 47,5% das intenções, com larga vantagem sobre Serra (25,6%) e Marina (11,6%). Os indecisos somam 9,5%, e as intenções de brancos e nulos atingem 3,6%. Num eventual segundo turno, Dilma teria 53,9% das intenções e Serra, 34,5%.

    Fonte: Dilma 13

  • Cuidado com boato religioso contra Dilma

    * Do Vi o Mundo

    Boatos tentam desestabilizar reta final da campanha de Dilma. Rumor atribui à petista a frase “nem mesmo Cristo me tira essa vitória”. Do R7

    Uma falsa declaração atribuída à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, circula na internet com o fim de desestabilizar a candidatura da petista nesta reta final da campanha, a cinco dias da eleição. De acordo com e-mails e mensagens repassadas pela web, Dilma, que lidera a disputa de acordo com todos os institutos de pesquisas, teria dito: “nem mesmo Cristo me tira essa vitória. As pesquisas comprovam o que eu estou dizendo, vou ganhar no primeiro turno”. A declaração, no entanto, nunca existiu, de acordo com a equipe de campanha de Dilma, e se deve ao “jogo baixo” utilizado pelos seus adversários durante a campanha.

    Segundo o coordenador de comunicação da campanha da petista e candidato a deputado estadual por São Paulo, Rui Falcão, ela nunca deu esta declaração.

    – É uma calúnia. Dilma respeita todas as religiões e jamais usaria o nome de Cristo em vão. Ainda mais com esse tom de arrogância, que não é do temperamento dela, muito menos de soberba com os eleitores.

    Diferentemente da declaração atribuída a ela, a candidata do PT tem dito, sempre que questionada, que pesquisa não ganha eleição e a definição só ocorre no dia 3 de outubro, quando os eleitores forem às urnas.
    Em campanha em Curitiba (PR), em julho, a candidata negou qualquer “salto alto”.

    – Ninguém pode subir no salto alto e sair por aí achando que já ganhou. Até o dia 3 de outubro, muita água vai rolar debaixo da ponte. A declaração foi repetida em evento de campanha em Mauá, na grande São Paulo, no dia 21 de agosto.

    – Eleição a gente não ganha com pesquisa. Eleição a gente ganha respeitando o voto do povo brasileiro. Peço para vocês muita atenção, muito empenho e muita garra, porque, de hoje até o dia 3, nós vamos disputar cada voto.

  • Internet é usada para espalhar mentiras contra Dilma

    Estamos chegando à reta final da campanha. Faltam apenas cinco dias para irmos às urnas e elegermos Dilma Rousseff presidente. As pesquisas continuam mostrando a liderança da nossa candidata e apontam para uma possível vitória no 1º turno.

    Mas, diante desse cenário de vitória, inúmeras mentiras em relação a Dilma têm sido inventadas e espalhadas na internet. A baixaria mais recente diz respeito a um e-mail que atribui a ela uma falsa declaração. Segundo o e-mail, Dilma teria dito que “nesta eleição, nem mesmo Cristo me tira essa vitória; as pesquisas comprovam o que eu estou dizendo, vou ganhar no primeiro turno”.

    Dilma jamais disse isso. E nunca reconheceu uma vitória antecipadamente. Ao contrário, ela tem dito que pesquisa não ganha eleição, que eleição se ganha na urna. No mês de julho, em Curitiba, Dilma deu a seguinte declaração: “Ninguém pode subir no salto alto e sair por aí achando que já ganhou. Até o dia 3 de outubro, muita água vai rolar debaixo da ponte”.

    No dia 21 de agosto, em Mauá (SP), Dilma novamente falou: “Eleição a gente não ganha com pesquisa. Eleição a gente ganha respeitando o voto do povo brasileiro. Peço para vocês muita atenção, muito empenho e muita garra, porque de hoje até o dia 3 nós vamos disputar cada voto.”

    Outro tipo de e-mail baixaria é aquele que procura fazer campanha negativa contra a Dilma, espalhando mentiras para disseminar o medo entre a população. Como dizer, por exemplo, que o PT é contra a liberdade de culto e a liberdade de imprensa.

    Já vimos este filme em outras eleições e, como bem definiu o presidente Lula em 2002, naquele ano “a esperança venceu o medo”. E vai ser assim novamente agora, com a eleição de Dilma presidente.

    Em todos os eventos de que tem participado, Dilma demonstra coerência e valores como responsabilidade, compromisso e, principalmente, respeito ao eleitor e aos adversários.

    É isso o que tem norteado a campanha de nossa candidata. É inadmissível que queiram vencer as eleições com base em calúnias e difamações. Não se deixe enganar. Denuncie a baixaria na internet!

    Fonte: Dilma 13

    Para facilitar a divulgação nesta última semana de campanha, fiz uma compilação dos emails falsos que circulam nesta campanha sobre Dilma Rousseff e seus respectivos desmentidos. Cada link remete ao leitor ao texto em questão. Espalhem, é importante:

    A morte de Mário Kosel Filho: http://migre.me/1pfAb
    A Ficha Falsa de Dilma Rousseff na ditadura http://migre.me/1pfCc
    Porteiro que desistiu de trabalhar para receber o Bolsa-Família http://migre.me/1pfEJ
    Marília Gabriela desmente email falso http://migre.me/1pfSW
    Dilma não pode entrar nos Estados Unidos http://migre.me/1pfTX
    Foto de Dilma ao lado de um fuzíl é uma montagem barata http://migre.me/1pfWn
    Lula/Dilma sucatearam a classe média (B) em 8 anos: http://migre.me/1pfYg
    Email de Dora Kramer sobre Arnaldo Jabor é montagem http://migre.me/1pfZH
    Matéria sobre Dilma em jornais canadenses é falsa: http://migre.me/1pg1t
    Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso: http://migre.me/1pg2F
    Fraude nas urnas com chip chinês – falsidade que beira o ridículo: http://migre.me/1pg58
    Vídeo de Hugo Chaves pedindo votos a Dilma é falso: http://migre.me/1pg6c
    Matéria sobre amante lésbica de Dilma é invenção: http://migre.me/1pg7p

    Fonte: http://www.sejaditaverdade.net/blog2/?p=2091

    A marcha das pesquisas, segundo Marcos Coimbra

    Marcos Coimbra, do Vox Populi, não conseguiu identificar as tendências que o Instituto Datafolha diz ter percebido no eleitorado.

    O Vox Populi tem uma enorme quantidade de tracking (pesquisas rápidas diárias) e pesquisas em diversos estados.

    Para o iG/Band, sua pesquisa buscar 500 novos pesquisados diariamente. Para partidos políticos, 3 mil. Faz tracking em Minas, São Paulo, Paraná, Santa Catarina.

    Nenhuma de suas pesquisas apontou as tendências divulgadas pelo Datafolha.

    Nele, há uma queda discreta de Dilma, Serra se estabilizando no patamar de 28% e Marina subindo.
    Nas pesquisas do Vox, não se observou nenhuma tendência de queda de Dilma – que nunca fica abaixo de 49%. Em geral, oscila entre 49 ae 51%. Serra permanece na faixa de 20 a 25% – no momento está em 22%.

    Se descontar os 12 a 14% de Marina, sobram de 10 a 12 pontos para Dilma vencer no primeiro turno.
    A única tendência nova detectada é de um leve crescimento da Marina, mas restrito aos grandes centros do sudeste.

    Coimbra explica que uma pesquisa apenas não pode se pretender identificar o todo. As análises precisam ser feitas em cima do conjunto de pesquisas de todos os institutos. Mas o Datafolha continua considerando seus dados os únicos capazes de refletir a realidade.

    Coimbra lembra que nessas eleições, durante todo o tempo o Datafolha correu atrás dos demais institutos. Jamais conseguiu antecipar uma tendência sequer. Seria surpresa se conseguisse agora.

  • Reunião multi-partidária no Planalto em Taiobeiras

    Carlos Magno, Carlito Arruda, Levon, João Eudes, Júnior, Gilvano

    Lideranças políticas de Taiobeiras compareceram a uma reunião na casa do educador Carlos Magno, no Bairro Planalto, na noite de domingo (26 de setembro). Na oportunidade, expuseram as propostas dos candidatos que apoiam nestas eleições.

    Eu e o Gilvano representamos as candidaturas de Reginaldo Lopes, do PT, candidato a Deputado Federal, Paulo Guedes, do PT, candidato a Deputado Estadual, Fernando Pimentel, do PT, candidato a Senador, Hélio Costa, do PMDB, candidato a Governador de Minas Gerais e Dilma Rousseff, do PT, candidata a Presidente da República.

  • Sou católico e voto em Dilma

    * Levon do Nascimento

    “Para a Glória do Senhor estampada no rosto do Povo Livre.”

    Sou católico. Comungo com a fé de Jesus Cristo e com seu Evangelho libertador. Creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Fui batizado aos três meses de idade. Comunguei pela primeira vez em 1988. Fui crismado. Procuro sempre o sacramento da confissão. Casei-me segundo os preceitos do sagrado matrimônio cristão. Participo da Santa Missa e exerço minha vocação de leigo no mundo.

    O Cristo em ceia com todos os povos

    Nada disso me faz melhor do que qualquer outro ser humano, irmão e irmã, filho e filha muito amado pelo Criador. Pelo contrário, todos estes sacramentos e crenças católicas me impõem uma reponsabilidade muito maior. Responsabilidade com a construção do Reino de Deus, eterno e transcendente, para todos. Responsabilidade com o tempo presente, com os pobres, com os que sofrem, com os que são oprimidos e humilhados.

    O cristianismo é uma religião para se viver em comunidade, olhando o tempo presente, transformando o mundo pelo poder do amor, pelo exercício da tolerância e da misericórdia, pela fraternidade explicita emanada da Cruz do Ressuscitado.

    Por ser cristão-católico, voto no Projeto Político iniciado por Lula, que reduz as diferenças sociais entre as pessoas. Projeto Político que reparte os bens e os dons de Deus (a terra, os alimentos, a renda) a todos os homens e mulheres, resgatando da miséria, da pobreza absoluta, igualando-os em dignidade (dignidade de Filhos de Deus, mas esquecida pela brutalidade dos que outrora, gananciosamente, nos governaram) e em condição social. Voto porque acredito que tal projeto político se coaduna, em parte (pois todo projeto humano é limitado), com o grande Projeto de Deus (todos vivendo em fraternidade), este sim, um Projeto infinito e perfeito.

    Por ser cristão-católico, voto em Dilma, continuadora do projeto de Lula, primeira mulher a pleitear com propriedade e possibilidade o cargo político máximo de direção da República Brasileira.

    Repudio as tentativas de abusar da religião, espalhando mentiras e preconceitos, para fazer voltar ao poder o que de pior este país já teve no seu comando: o racismo, a xenofobia, a ganância, a desigualdade social, o desemprego.

    O Cristo Ressuscitado conduz todas as pessoas à luz!

    Estão usando a internet, os púlpitos de algumas igrejas, os microfones de alguns templos, expelindo mentiras contra Dilma, contra Lula, contra o PT, matando pela hipocrisia a possibilidade do povo brasileiro seguir sua caminhada rumo a libertação econômica, social e política.

    Dilma reafirmou no debate da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), realizado em 23 de setembro de 2010, que é contra o aborto. Não há porque continuar enviando e-mails falsos, escrevendo textos odiosos, tentando contrapô-la a temas religiosos.

    No dia em que nos encontrarmos definitivamente com Jesus ele nos julgará pela nossa fé e pela nossa prática:
    “Estive com fome… e me deste de comer; Estive com sede… e me deste de beber… Estive preso… e foste me visitar.”

    Nenhum discurso simplista, raivoso, mentiroso, recheado de preconceito nos levará até o Salvador. Tudo que fizermos pela libertação humana e transcendental dos nossos irmãos e irmãs será ao próprio Mestre que o teremos feito.

    Não deixemos as campanhas eleitorais da velha direita raivosa, que sempre mandou e desmandou no Brasil sem impedir o aborto ou a miséria, mas que esteve fora do poder durante o período Lula, nos alienar e nos manipular.

    O projeto de Dilma, assim como os dos demais candidatos, é um projeto humano, falível, discutível. Mas me parece o mais apropriado para o momento do Brasil.

    O Projeto de Deus, este sim, é infalível. Sou católico. Voto em Dilma para Presidente do Brasil.

  • Video comemorativo do Centenário da Arquidiocese de Montes Claros

    Excelente este video contando, em imagens e canto, a história do Centenário da Arquidiocese de Montes Claros (MG), a ser comemorado em dezembro de 2010.

    Tem imagens do meu tempo de Pastoral da Juventude (anos 90). A Paróquia São Sebastião de Taiobeiras (MG) é uma das poucas, fora de Montes Claros, bem representada nas imagens do video.

    Assita:

  • Campanha: "Canavial de Gertúlio"

    Autoria: Maria Clara. Recebi através de e-mail por João Renato Diniz Pinto. Fonte: Palpit.

    Semana triste e cinzenta na campanha eleitoral. Os vídeos de cachorro bravo; os golpistas reclamando de golpe; tudo pelo avesso… 

    Vontade de tirar a sombra dos olhos; vôo de memória para um dia ensolarado de junho passado. 
    Eu indo de João Pessoa até Recife para pegar um avião, entro no taxi preparada para duas horas de tédio, e o que me acontece é a melhor conversa do ano.

    O taxista, paraibano bem-humorado além da conta, ia me fazendo aquele tour básico de taxista levando paulista em cidade bonita (e a paulista lendo no banco de trás). Até que chegamos à rodovia que leva ao Recife.


    E eu comecei a ficar meio besta com o tanto de obras na pista, de caminhões com tudo quanto é coisa passando de lado a outro, de galpões industriais na beira da estrada com placas inusitadas – “Centro de Treinamento de Operadores de Máquinas Pesadas”; até hélice de moinho passou na direcção do norte. Surpresa, comentei com o taxista:


    – Nossa, que diferente que está isso, que movimentado. Na minha memória aqui era um canavial só … (“… um canavial triste de dar dó, com povo sem rumo passando na beira, os olhos baixos de fome,” não disse, só pensei, me vindo as imagens soltas da minha última passagem por ali, quando iam os 1980 e tantos).


    Pra quê. Vira o taxista e me diz:


    – Isso era ANTES.
    – Antes de quê?
    – Antes disso tudo. A senhora sabe.
    – Antes do Lula, é?


    Como se eu tivesse dado a senha de algum código de cumplicidade, vem em seguida, de chofre, a pergunta dele:


    – Professora, a senhora que é do sul, me diga, é verdade que tem gente por lá que NÃO VOTA EM DILMA?


    Respondo eu que sim, que era verdade. Muita gente, sim. Sim, gente estudada. E ele:


    – Mas eles querem o quê? Que volte tudo a ser como era ANTES?


    Pergunto, afinal como era esse antes, e ele me conta.


    Da infância na família de cortadores de cana nalguma parte daquele canavial faminto. Do pai com as mãos lanhadas do facão e do feijão nenhum na mesa. Do dia em que resolveu ir pra capital do estado para parar a fome. Da miséria e do horror que passou, menino de doze anos (eu pensando nos meus filhos, o coração apertado). Até que um dia as coisas começaram a melhorar de um jeito… A cidade crescia, hotel novo pra todo lado, ele arrumou um trabalho de porteiro. Daí  resolveu aprender a dirigir, e com os seus contatos de porteiro bem-humorado além da conta, virou taxista com clientela fixa entre os hotéis e a universidade. 


    – E o seu pai? (pergunto)
    – Quase morreu de alegria quando eu voltei com a papelada pra ele tirar a aposentadoria rural. Me dizia, “meu filho, mas isso é de verdade mesmo?” E chorava, coitado. 


    Fomos ficando mais amigos e ele me conta que com todas essas alegrias, a maior que ele tem mesmo é o filho. Que está cursando o ensino médio. E vai pra faculdade depois.


    – Pra faculdade, professora! (o orgulho embargando a voz) – e não é só o meu menino não, é essa meninada nova toda. Tudo pra faculdade!


    Por essas e outras (diz) é que ele não consegue entender porque tem gente que queira voltar para o ANTES.

    Nisso eu, paulistana cinzenta, pessimista sombria, digo ao Gertúlio que, veja bem, tem que ter cuidado, essa gente não está pra brincadeira – vão jogar pesado (e era junho ainda, isso…). Ao que ele me responde:

    – A senhora está enganada. Isso não tem mais como voltar pra trás. Isso é que nem começar um foguinho no meio do canavial: ninguém nunca mais consegue apagar.


    Chegamos no Recife, eu com a alma lavada do fogo no canavial, o Gertúlio me prometendo que vai voltar a estudar (“agora vai dar, professora”).


    Agora nesses últimos dias de campanha, que começaram com uma cara mais cinzenta e sombria do que eu esperava lá em junho, vou buscar na lembrança dessa conversa um sol de alma.


    Vou tentar lembrar das palavras do Gertúlio que nem um mantra: “É fogo no canavial, ninguém consegue apagar“…

  • Leonardo Boff: "A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma"

    Leonardo Boff
    * Leonardo Boff via Adital

    Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais”, onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
     
    Esta história de vida me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
     
    Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
     
    Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido a mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele veem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

    Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

    Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma), “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes, nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo -Jeca Tatu-; negou seus direitos; arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação; conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

    Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

    Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados, de onde vem Lula, e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e para “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

    O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa  e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

    Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas, importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

    O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, ao fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver; protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

    O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e, no fundo, retrógrado e velhista; ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?

    Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das más vontades deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

    Leonardo Boff é Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

  • Os candidatos, a vida e a morte

    * Levon do Nascimento
    Artigo publicado também no site da Arquidiocese de Montes Claros (MG)
    Abortar é retirar do útero materno um novo ser humano, possuidor de corpo e alma indissociáveis, que já foi fecundado a partir da união entre uma célula masculina, o espermatozóide, e uma célula feminina, o óvulo. Para os que acatam o mandamento bíblico de não matar, praticar o aborto significa assassinar uma criatura humana.

    Em pé de igualdade com o abortismo, a pedofilia, dentro e fora da instituição eclesiástica, também assassina o corpo e a alma das vítimas. A alma, por esvaziar no coração de crianças e adolescentes, a noção do amor de Deus e do sentido de dignidade inerente à pessoa humana. O corpo, quando muitos, destroçados na sua auto-estima, terminam por entregar-se aos entorpecentes ou ao suicídio.

    A ausência de reforma agrária, a criminalização e “demonização” do Movimento dos Sem-Terra ou de outros grupos sociais da mesma causa, assim como o aborto, provocam a morte pela miséria, pela expulsão do campo e favelização da cidade, tanto quanto assassinam homens e mulheres, trabalhadores, leigos, religiosas e padres, que lutam para repartir a terra – grande dom de Deus, legado a todos os seus filhos e filhas.

    A agressão física às crianças, às mulheres (especialmente as pobres), aos homossexuais, aos negros (marcados no corpo e na alma pela humilhação do preconceito) e aos índios (queimados vivos nos bancos das capitais e nas florestas) também são formas de aborto homicida, onde vidas já nascidas do útero materno são ceifadas pela ignorância de alguns e pela ganância dos mesmos e de outros.

    A privatização do sistema de saúde e das empresas estatais em governos neoliberais, além da precarização da educação e da segurança pública, aborta vidas nas filas de hospitais, introduz crianças e jovens no submundo da ignorância e do iletramento e elimina fisicamente as vítimas do tráfico e da violência urbana e rural.
    Existem várias formas de matar a vida humana, explícitas ou implícitas nos programas de governo dos vários candidatos aos cargos públicos das eleições deste ano. Elas se transformarão em políticas públicas no próximo mandato. Reduzir a questão do direito à vida somente à cruzada contra o aborto, responsabilizando apenas uma candidata e o seu partido, se não é má-fé, é desinformação.

    Os cristãos, pela força de sua fé, pela herança que receberam do Evangelho e do sacrifício de Jesus na cruz (vítima de pena de morte aplicada pelo Estado romano), não podem se dar o luxo de fazer análises incompletas sobre a realidade política que os circunda e os desafia.

    Se no PT há os que defendem o aborto, há também os que são contrários e se posicionam. Em outros partidos há os que defendem, implicitamente, o aborto, o preconceito racial, a desigualdade social, a morte dos que lutam pela terra, a privatização dos bens públicos para o benefício de uns poucos e do mercado capitalista.

    O cristão que decretar que uma determinada candidata ou um certo partido representam “os filhos das trevas” incorre no pecado de julgar e condenar, quando na verdade sua missão está em “resgatar e conduzir para a luz”. Mais ainda, comete o erro de fechar os olhos para outras formas de matar, presentes na história e na política do Brasil, ao longo dos séculos. Formas, estas, que mataram, e matam ainda, mais do que o aborto.

    Na verdade, nenhum dos principais candidatos a presidente do Brasil, nestas eleições, defende a aprovação irrestrita do aborto. Nem mesmo seus partidos por inteiro. Apenas ressaltam que o aborto já é permitido no Brasil nos casos previstos em lei. Um exemplo disso está no fato de que o próprio José Serra, candidato da oposição, quando ministro da Saúde do governo FHC, assinou ordens para a realização do chamado “aborto legal”.

    A nós cristãos, que não aceitamos nenhuma forma de aborto, por considerá-la anti-evangélica, cabe analisar bem a realidade e não partir para cruzadas fundamentalistas contra quem quer que seja. Devemos esquadrinhar as propostas de todos os partidos e candidatos, bem como suas histórias e suas práticas não-escritas, denunciando todas as ações de morte contidas nelas, tais como: o aborto, a pedofilia, o preconceito, o neoliberalismo, a privatização, o assassinato de lideranças sociais, a corrupção, a compra de votos, etc…

    O mesmo escândalo que nos provoca o aborto, deve-nos causar também as outras formas de matar impostas por práticas políticas e econômicas injustas.

    Em tempo, cruzadas fundamentalistas, como esta que ora se levanta em torno da questão do aborto, nunca fizeram bem à Igreja. Vide a história do “Santo” Ofício. O Cristo nunca foi fundamentalista, e sua cruz (não cruzada) foi tomada sobre os ombros em amor a todos os seres humanos (sem distinção de partido político).
  • Reginaldo Lopes alcança primeiro lugar para deputado federal de MG em pesquisa Datafolha

    Reginaldo Lopes

    Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de São Paulo deste domingo, 19 de setembro, aponta que o deputado federal e candidato à reeleição Reginaldo Lopes está com 1% das intenções de voto na consulta espontânea para deputado federal.  O resultado coloca Reginaldo entre os três primeiros candidatos mais lembrados pelo eleitorado mineiro.

    Satisfeito com a notícia, o parlamentar afirmou que a pesquisa serve de estímulo, mas também traz um alerta e uma reflexão. “A consulta mostra que 64% dos entrevistados ainda não decidiram em quem votar para deputado federal. Por isso, nesta reta final de campanha, é hora de intensificarmos o trabalho e continuar indo às ruas para pedir votos, a fim de conseguirmos concretizar a nossa reeleição. Com garra, determinação e direcionamento vamos à vitória”, finalizou.

    A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 8 e 9 de setembro com 11.660 entrevistados em 414 municípios. O registro no Tribunal do Superior Eleitoral está sob o número 28809/2010.

  • Vídeo inédito: 6º Encontro das CEBs mineiras

    Só agora, quase dois meses depois, tive condições de postar um video da Passeata Contra a Violência e o Extermínio da Juventude, que ocorreu nas ruas de Montes Claros (MG), no segundo dia do 6º Encontro Mineiro das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), em 23 de julho de 2010, dos quais participei.