Tag: Taiobeiras

  • Taiobeiras aos 66 anos: um sonho de generosidade (Artigo de Levon Nascimento)

    Taiobeiras aos 66 anos: um sonho de generosidade (Artigo de Levon Nascimento)

    Taiobeiras nasceu da imigração dos baianos, tropeiros que vinham para Minas Gerais em busca de uma vida melhor. Era terra de passagem, que aos poucos se tornou o lar definitivo de muita gente. Hoje é a somatória de culturas, esperanças e sonhos de um povo.

    O povo de Taiobeiras – eu diria, o nosso povo – é plural, diverso, intenso e tem sonhos muito claros. Não se trata somente do sonho materialista de enriquecer. Falo do sonho de construir uma vida digna, bonita e cheia de significados.

    Primeiro, Taiobeiras pertenceu a Rio Pardo de Minas. Depois, a Salinas. A luta pela emancipação, o sonho de ser uma cidade que se destaca, não foi só das famílias tradicionais e ricas. Todo o povo trabalhador, homens, mulheres e jovens, participaram desse esforço de ser cidade. E continuam lutando para participar.

    Nos últimos anos, viveu-se um clima de muita tristeza em Taiobeiras por causa da violência que tirou a vida de muitos jovens. Eu acredito que a luta pela paz, pela cultura de paz, pelo respeito à vida, não para nunca. Todo dia é preciso começar de novo. Temos que incutir na cabeça dos jovens, com políticas públicas e bons exemplos, o gosto pela paz e pela vida digna.

    Taiobeiras é sem dúvida uma cidade muito bonita, destaque no Alto Rio Pardo e Norte de Minas. Mas é preciso que fique ainda mais bela – de outro tipo de beleza, proporcionando oportunidades de igualdade ao nosso povo. Ninguém pode ser discriminado em Taiobeiras por raça, religião, orientação sexual, condição econômica ou opção política. Que os direitos de emprego, respeito e valorização sejam para todos os taiobeirenses. Sonho com isso.

    Eu aprendi a entender o mundo enxergando Taiobeiras. É uma relação de família, de amor. Aqui eu fiz a minha vida. Aqui eu me fiz como gente. Meus livros, meus textos, minhas abordagens sempre partiram da realidade taiobeirense. Eu não sou quem sou sem que Taiobeiras seja o que é.

    Nestes 66 anos de emancipação política e de autonomia, como diz a canção, que a festa seja dentro de nossas almas, por generosidade. Uma salva de palmas para a nossa cidade de Taiobeiras!

    * Levon Nascimento é professor de História e mestre em Políticas Públicas.

  • O projeto de poder

    * Levon Nascimento

    – O poder… Ah! O poder! Que mal há em ti?
    – Todos e nenhum.
    – Mas, como? Que mistério é esse, o teu?
    – Ora, todos os vícios e malícias humanas passam por mim; ou pelo desejo de me possuir.
    – Então, de fato, tu és maligno!?
    – Não. Em verdade, eu não tenho essência ou alma, como queira. Sou como o vidro translúcido. Nada se agarra em mim. Diria que minha grande característica é a de ser escorregadio, como a pedra coberta pelo musgo.
    – Ora, se tu não és em essência, por que tantos te querem?
    – Não me querem por quem sou ou pelo que eu sou, mas pelo que ambicionam ser, cada um e cada uma.
    – Não entendo. Querem-te para quererem a si próprios.
    – Sim, para se afirmarem quem são.
    – Mas, e o mal que tu dizes ter e que também afirmas não ser?
    – É! Não tenho o mal. Nem sou o mal. Sou um intermeio. Por mim podes amar e odiar, construir e destruir, elevar e fazer cair.
    – Então, o que há de bom em ti?
    – Se queres servir, não há melhor meio do que por mim. Se queres dominar, também o farás, se me dominar.
    – Então, a escolha está em mim?
    – Se me queres apenas para ti, serás consumido por mim. Se me queres por bem-querer aos teus semelhantes, para servi-los de bem-comum, serei teu parceiro.

  • A frase de Morgan Freeman sobre Consciência Negra

    Levon Nascimento

    Volta e meia, perto do dia 20 de novembro de cada ano, aparecem pessoas postando uma suposta frase dita pelo famoso ator negro estadunidense Morgan Freeman (O Todo Poderoso e outros filmes). A seguir: “O dia em que pararmos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com Consciência Humana, o racismo desaparece”.

    Essa frase, aparentemente correta e de boa vontade, deixa subentender que o racismo existe porque se insiste em ressaltar as “consciências” das diferentes raças.

    Fica parecendo que a “culpa” pela existência do racismo é de quem insiste em denunciá-lo. Logo, se parássemos de falar de “cultura negra”, por exemplo, o racismo contra negros deixaria de existir.

    Idem para as políticas afirmativas, como as cotas para negros, pardos e indígenas em universidades, também a título de exemplo.

    O que esse texto atribuído ao ator norte-americano não esclarece é que o racismo contra negros passou a existir, há cerca de 500 anos, por conta da ganância do sistema econômico capitalista nascido na Europa, que incutiu na cabeça daqueles seres humanos a trágica ideia de que os povos não brancos não teriam consciência, logo não seriam tão humanos quanto os europeus-brancos.

    Portanto, celebrar a consciência negra, ou outras consciências não-brancas, não é estímulo ao racismo ou à separação. Pelo contrário, é ressaltar que todos, além dos povos brancos, também têm consciência e, portanto, são tão humanos quanto.

    Cuidado com as frases feitas. Elas podem esconder justamente aquilo que aparentemente parecem combater.

  • Artigo: Conformados com o farelo da Casa Grande, por Levon Nascimento

    Artigo: Conformados com o farelo da Casa Grande, por Levon Nascimento

    *Levon Nascimento

    Dia desses, num espaço público da cidade, eu lia um panfleto deixado propositalmente para que as pessoas o levassem de graça, publicado por um proletário que se contenta em beliscar os farelos que lhe caem da mesa da Casa Grande local. Lamentando, ele afirmava que o Presidente (assim mesmo, com “p” maiúsculo) recebe críticas injustas, xingamentos e acusações de gente que torce para que o Brasil não dê certo. Mais: que não se pode atacar daquele jeito o chefe da pátria (com “p” minúsculo, escreveu), que deve reagir com bravura. AI-5?

    Lembrei-me na hora de que o dito escritor não se incomodou quando o ex-presidente Lula tornou-se vítima (e ainda é) de bullying por ter perdido um dedo da mão no chão de fábrica, nem quando a ex-presidenta Dilma, xingada aos palavrões pela classe média paulista na abertura da Copa do Mundo de 2014, foi caricaturizada nas tampas do reservatório de combustível dos carros, a simular um estupro, no tempo em que o litro da gasolina ainda custava R$ 2,80 e o botijão de gás de cozinha se comercializava a R$ 40,00. Antes pelo contrário, ele aplaudiu e justificou: “o gigante acordou!”

    Por que me espanto? Afinal, se os atingidos forem a representação do operário ou da mulher, tudo pode.

    Fui além, para não ficar só no campo da esquerda, recordei-me da época em que Dona Lia (PSDB) era prefeita de Taiobeiras (1993-1996). Ainda adolescente, eu não tinha a capacidade reflexiva e o arcabouço teórico para compreender e externar o que sentia, mas já me incomodava o machismo e a misoginia com que a única representante do sexo feminino a ocupar a cadeira principal do Paço do Bom Jardim era tratada nas ruas e nos demais ambientes sociais. Não! Nunca foi crítica política ou de oposição de ideias, mas insultos baixos pelo fato único e exclusivo de a chefe do executivo municipal ser uma mulher, era óbvio.

    Nas eleições municipais de 1996, enquanto Dona Lia apoiava a candidatura a prefeito de seu vice, Donato Rodrigues, pai do atual governante de Taiobeiras, Danilo Mendes Rodrigues (PSDB), o ex-governador Newton Cardoso, visivelmente embriagado, subiu no palanque do adversário, que terminaria por vencer o pleito, e xingou a prefeita fazendo referência ao órgão genital feminino, para delírio e aplauso da multidão.

    De lá para cá, pouca coisa mudou por aqui em matéria de avanço civilizatório. Muitos dos que orgasticamente celebraram a misoginia direcionada a Dona Lia, mulheres inclusive, aplaudem os despautérios preconceituosos de Bolsonaro. Cotas continuam a serem vistas como privilégio para negros; apenas uma mulher alcançou a vereança e a esquerda jamais conseguiu lograr vitória. É um município de lordes ingleses situado no polígono das secas, em que a metade da população precisa de algum programa social para complementar a renda, sem deixar de se portar como milordes e miladies, of course!

    As agressões brutais e covardes à honra, à moral, à condição operária e/ou feminina de Lula, Dilma e Dona Lia, bem além de suas opções partidárias, em contraposição à justa crítica política ou às necessárias denúncias de possível envolvimento com os criminosos milicianos, dirigidas a Bolsonaro, como os distintos tipos de indignação que despertam, em diferentes figuras, demonstram o nível civilizatório do brasileiro comum (e do taiobeirense, em particular), como o escriba do folhetim: dóceis e subalternos para com as forças hegemônicas do machismo, da misoginia e do neoliberalismo escravocrata; porém brutos e cruéis em relação aos ícones de destaque da emancipação trabalhadora e feminina.

    Tenho cá comigo que a luta presente está muito além de nomes: Lula, Dilma, Dona Lia, Bolsonaro ou quem quer que seja. É o enfrentamento fundamental entre o ser humano decaído, sombrio e ruim contra o ser humano que evolui à generosidade, ao respeito e ao amor.

    Escriba, saia de debaixo da mesa. A vida é bem mais gostosa do que as migalhas que lhe caem.

  • Taioba (Xanthosoma sagittifolium)

    * Levon Nascimento


    A taioba tem alta concentração de nutrientes e alimento adequado para crianças, atletas e idosos. Pesquisas feitas com a hortaliça ao longo das últimas décadas detectaram em suas folhas grande concentração de vitamina A (superior a brócolis, cenoura ou espinafre) além de vitamina C, ferro, potássio e manganês. Uma planta que é um verdadeiro coquetel vitamínico e que cresce facilmente em qualquer quintal.

    A hortaliça se desenvolve com facilidade em climas quentes e úmidos, típicos de áreas tropicais, em temperaturas médias entre 25 e 35 graus. O solo deve ser bem drenado e preferencialmente indica-se o plantio em área de boa incidência de luz natural.


    Além de todas as características físicas, a taioba, alimento que por existir em abundancia deu nome a nossa cidade Taiobeiras. Mas como será que anda o conhecimento da população do município de Taiobeiras com a taioba?

    Nós perguntamos e os taiobeirenses responderam, confiram nesta matéria o resultado da pesquisa.

    A pesquisa foi realizada no período de 1º a 30 de outubro de 2017, utilizando-se formulário eletrônico nas redes sociais. No total foram 3.114 questionários respondidos.

    1. QUAL A SUA RELAÇÃO COM O MUNICÍPIO DE TAIOBEIRAS-MG?


    2. O QUE É A TAIOBA?


    3. ALGUMA VEZ NA SUA VIDA VOCÊ JÁ CONSUMIU A TAIOBA?


    4. QUAL OU QUAIS PARTES DA TAIOBA SÃO PRÓPRIAS PARA O CONSUMO?

     
    5. A TAIOBA É UM ALIMENTO DE PRESENÇA FREQUENTE NAS PRINCIPAIS REFEIÇÕES DA SUA
    CASA?


    6. COM RELAÇÃO A FACILIDADE DE ENCONTRAR ESSE ALIMENTO NA SUA CIDADE VOCÊ DIRIA QUE ELE É:


    7. VOCÊ CONHECE ALGUMA RECEITA NA QUAL O INGREDIENTE PRINCIPAL É A TAIOBA?


    Já que o tema hoje é taioba, que tal fazer essa receitinha fornecida pelo pessoal da EMBRAPA?
    Taioba refogada (Tempo de preparo: 15min / Rendimento: 4 porções).


    Ingredientes:
    1 maço de taioba.
    1 colher (sopa) de óleo ou azeite.
    Sal e pimenta do reino à gosto.
    1 dente de alho picado.
    Cebolinha verde picada.
    1 cebola média cortada em rodelas.
    Caldo de ½ limão.

    Modo de preparo:
    Lave bem a taioba, folha por folha. Rasgue as folhas em pedacinhos, entre os veios, e lave novamente. Numa panela coloque o óleo, o sal, o alho e a cebolinha verde. Leve ao fogo. Quando estiver quente, acrescente a taioba para refogar, sem tampar a panela, por cerca de 5 minutos, mexendo sempre, ou até que a taioba esteja macia. Se desejar, adicione pimenta. À parte, faça um molho com as rodelas de cebola e o caldo de limão. Derrame este molho sobre a taioba depois que ela estiver pronta. Sugestão: sirva com arroz e feijão.

    Créditos: Embrapa



    O processo de amostragem realizado para o levantamento de dados foi feito de forma não probabilística e por conveniência.

    * Levon Nascimento é professor de História, sociólogo e mestrando em Estado, Governo e Políticas Públicas pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Socias & Fundação Perseu Abramo.
  • Dados de Taiobeiras: só Educação se destaca

    * Levon Nascimento

    Quem tiver a oportunidade de observar os índices que são levados em conta para medir o desenvolvimento humano em Taiobeiras (IDHM), encontráveis de forma bem fácil ao entendimento no site do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), perceberá que ainda temos um longo caminho pela frente. Estamos abaixo das médias do estado e do país.
    Mas, mesmo na microrregião do Alto Rio Pardo, temos muito a melhorar.
    Na renda da população ocupada, o salário médio mensal dos trabalhadores formais, isto é, aqueles com carteira assinada, em dados de 2014, ganha-se em torno de um salário mínimo e meio por mês, enquanto que a soma de toda a riqueza produzida no município (PIB) dividida por cada taiobeirense daria uma renda per capita (por cabeça) em torno de R$ 11.188,70 (Onze mil, cento e oitenta e oito reais e setenta centavos), evidenciando a enorme desigualdade social, certamente uma das causas da vulnerabilidade social crescente e de sua filha mais nefasta, a violência. Dos 17 municípios do Alto Rio Pardo, Taiobeiras ocupa o 5º lugar em renda, resultado ruim, quando se é o segundo em população e se alardeia por meio da propaganda uma suposta posição de destaque na microrregião.
    Em saúde, sempre de acordo com o IBGE, a mortalidade infantil é de 4,08 óbitos a cada mil nascidos vivos (2014). Isso põe Taiobeiras na 4.146ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros, 571º lugar entre as 853 cidades de Minas e 14º das 17 do Alto Rio Pardo.
    Destaque apenas na área de educação. O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2015 revela as notas 6,6 para os anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e 5 para os anos finais (6º ao 9º). Isso qualifica Taiobeiras como 1º lugar em ambas as etapas da educação básica no Alto Rio Pardo. Lembrando que 6 é a nota mínima considerada satisfatória para o IDEB, mas a série taiobeirense revela crescimento ininterrupto desde que começou a ser medida.
    Portanto, é necessário que o foco dos esforços estatais e da sociedade, públicos e privados, se referencie nesses dados para alavancar o desenvolvimento humano taiobeirense. Talvez uma das formas para se começar a vencer o mal da violência, especialmente entre os jovens, tão massacrante na atualidade.
    Outro dado que merece destaque é o quanto a escola e os profissionais em educação, tão relegados a segundo ou terceiro plano, têm sido os artífices do que de melhor Taiobeiras tem produzido em termos de desenvolvimento. Somos primeiro lugar em educação na microrregião, mas ainda temos muito que avançar.
    Observação: Todos os dados foram colhidos no site: cidades.ibge.gov.br.
    * Levon Nascimento é professor de História, sociólogo e mestrando em políticas públicas pela Fundação Perseu Abramo & Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.
  • Taiobeiras: Justiça e Paz foram os temas da Escola Tancredo no 7 de setembro

    Durante o tradicional desfile comemorativo da Independência do Brasil em Taiobeiras, neste 7 de setembro de 2017, a Escola Estadual Presidente Tancredo Neves apresentou o tema “Justiça & Paz”. Quando os alunos da escola passaram diante do palanque oficial, foi lido o texto a seguir, de minha autoria.

    A Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, nestes 195 anos da conquista da independência política e administrativa do Brasil, apresenta o tema JUSTIÇA E PAZ. 

    O Salmo 85, reverberando a sabedoria dos antigos hebreus e se constituindo num belo poema que expressa a confiança dos homens na misericórdia de Deus, nos afirma em seu versículo 10, “O amor e a fidelidade se encontrarão; a justiça e a paz se abraçarão”. 

    Passados mais de dois mil e quinhentos anos desde que este poema foi escrito, nós nos encontramos numa sociedade global e nacional em marcha acelerada para a destruição das conquistas civilizatórias dos últimos dois séculos. Perdeu-se a fé no diálogo. O uso das armas e a vontade de liberar a sua venda para todos os cidadãos tornaram-se a nova religião dos que não mais acreditam no progresso humano, uma idolatria nova, um falso deus. É como se o iluminismo estivesse se apagando e o fascismo se reacendendo. 

    Mais do que nunca, a batalha dos seres humanos esclarecidos e amorosos é concentrar forças para que se reencontrem os ideais de Justiça e Paz. 

    Só existirá uma sociedade pacífica, honesta, fraterna e cooperativa onde prevalecer a justiça social, a igualdade racial e de gênero, o pleno acesso à cultura e ao trabalho e a justa distribuição dos bens da terra. A desigualdade absurda, a miséria tétrica, a fome e a negação dos direitos humanos, como os trabalhistas, são situações de injustiça. Onde isto ocorre, assim como em nosso Brasil deste conturbado momento, não haverá pacificação, nem ordem, nem progresso. 

    É preciso que homens e mulheres, negros, indígenas, vítimas de homofobia e todos os oprimidos se organizem e lutem para alcançar a JUSTIÇA VERDADEIRA, despida dos privilégios de casta, atenta aos clamores dos necessitados, de modo que as armas da guerra e do ódio sejam aposentadas e destruídas. Assim, o brilho e o fulgor da PAZ resplandecerão. Só há PAZ onde a JUSTIÇA impera!

  • Artigo: Os pingos nos is

    * Levon Nascimento

    Coisa mais comum é a sociedade organizada divulgar nomes e retratos de deputados e senadores que votam contra ou a favor de medidas de grande repercussão para a vida das pessoas.

    Agora mesmo, listas de quem salvou Michel Temer de ser investigado pelos crimes dos quais é acusado, pulam em nossas vistas nas redes sociais.

    É assim que funciona o Estado Democrático de Direito. Se é que ainda temos um.

    Espantoso é que alguns vereadores e ex-vereadores acionaram a polícia contra o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras porque a entidade fez um banner com as fotos dos parlamentares que, em 2016, aprovaram a cobrança de contribuição de custeio de iluminação pública para quem mora na roça, onde não existe iluminação pública em frente das casas.

    Coisa feia! Com tanta criminalidade atormentando a vida do povo taiobeirense, esses políticos foram chamar a polícia para a representação dos trabalhadores, gente honesta, que luta dia e noite para por comida saudável na mesa de quem mora na cidade. Lembrando que são alguns. Não todos.

    Cobrar iluminação pública onde não tem iluminação pública, mais uma chicotada no lombo de quem trabalha. “Ah, mas o pessoal da roça vem para a cidade à noite, onde tem poste na rua, por isso tem que pagar”: devem pensar os responsáveis por essa insensatez. Como são esquisitos os nossos liberais meritocratas!

    Provavelmente dizem que o Sindicato está fazendo política. Estranho seria se não estivesse. Se até uma mãe ou um pai ao dizer um não ou proibir os filhos de realizarem qualquer coisa estão agindo politicamente, usando do pátrio-poder, por que uma entidade de classe não poderia pressionar os políticos para defender os seus associados? Errado seria se não fosse assim.

    Eu vi o banner com a lista dos que aprovaram cobrar contribuição de custeio de iluminação pública de quem não a tem. Não há calúnia, porque não acusa nenhum dos listados de ter praticado crime. Não possui difamação contra eles, pois não afirma que cometeram algum ato desonroso. Também não é injúria, pois mostra o que é verdade, ou seja, o modo como os parlamentares – livre e soberanamente – votaram numa seção da Câmara Municipal. Não é ilegal.

    Pelo contrário, a lista é um ato de liberdade democrática que merece aplausos, conforme resguarda o artigo 5º da Constituição brasileira. Ela dá publicidade aos eleitores de como agem as pessoas que eles colocam no poder. Ah, se o nosso povo tivesse mais coragem de exercer assim a sua cidadania, se pressionasse mais os políticos, se participasse mais da vida e dos rumos do Estado e da sociedade! Talvez, seríamos um país melhor e mais avançado.

    Que a bronca dos vereadores e ex-vereadores, que não gostaram nenhum pouco da bela ação do Sindicato, seja arquivada de pronto por quem de direito. Afinal, quem paga a conta é o povo trabalhador, que tem o direito de se indignar.

    Na terra em que o povo não pode reclamar de seus políticos ou sofre perseguições jurídicas por causa disso, o nome que se dá é ditadura.

    * Levon Nascimento é professor de História e mestrando em Estado, Governo e Políticas Públicas.

  • Artistas convidam para lançamento do livro de Levon

    Lany Nascimento, Felipe Cortez Grimaldy e Elisiana Alves

    Estou tendo a honra de contar com a colaboração de amigos artistas e intelectuais que estão empenhados em divulgar o lançamento do meu novo livro, CRER E LUTAR, um compêndio de crônicas, contos e narrativas sobre os dilemas humanos à luz da fé e das lutas das comunidades de base. O lançamento ocorre em 2 de junho de 2017, às 19 horas, na Câmara de Taiobeiras.

    O jovem artista Felipe Cortez Grimaldy, multi-talentos e militante da área cultura, foi o primeiro a enviar o convite de CRER E LUTAR.


    Lany Nascimento, taiobeirense, apresentadora de televisão no canal Telemorisco, da Colômbia, também aproveitou as redes sociais para mandar o recado.


    Elisiana Alves, artista plástica e autora da capa do livro é uma das artistas que fez o convite através de sua conta no Facebook.


    Além deles, a apresentação do livro é da jornalista e psicóloga montes-clarense Valéria Borborema. Durante a cerimônia de lançamento em Taiobeiras, a atriz Zilma Dutra interpretará textos da obra, o poeta salinense Milton Santiago declamará alguns de seus poemas e o professor e ativista cultural Lídio Ita Blue, pseudônimo de Lídio Barreto, da cidade de São João do Paraíso, fará uma performance interpretativa de canções de Geraldo Vandré. Já o jornalista Alex Sandro Mendes, diretor do Jornal Folha Regional, comentará o texto de CRER E LUTAR para o público presente.

    E é claro, eu também gravei um chamado especial para você.

  • Greve Geral de 28 de abril em Taiobeiras, norte de Minas

    A Frente Brasil Popular realizou ato de manifestação contras as Reformas da Previdência e Trabalhista, dentro das atividades da Greve Geral convocada para esta sexta, 28 de abril, no centro da cidade de Taiobeiras.

    Segundo os organizadores, 500 pessoas participaram do ato. Entre elas, professores e demais servidores das redes municipal e estadual de ensino, empregados dos Correios, trabalhadores rurais e diretores do STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais) de Taiobeiras, Movimento dos Atingidos por Barragens, membros da ONG Tascor (Taiobeiras Sem Corrupção), padres e freiras, dentre eles o pároco da cidade Padre Ivan Alckimin, e os funcionários da Arruda Alimentos, que foram liberados pelo empresário Carlito Arruda, presidente da Associação Comercial de Taiobeiras, para irem participar da manifestação.
    Nas falas em carro de som, muita indignação com os principais elementos da Reforma da Previdência e com a Reforma Trabalhista. Ao final, os participantes percorreram a Avenida da Liberdade e contornaram o Mercado Municipal entoando palavras de ordem e empunhando faixas e cartazes.
    A Rádio Transamérica do Alto Rio Pardo deu cobertura ao evento através do programa do locutor Adelmo Oliveira.

    Depois do ato, a Frente Brasil Popular se reuniu e o avaliou como satisfatório.
  • Taiobeiras: quando a oposição chegar lá

    * Levon Nascimento

    Pressinto que a oposição política de Taiobeiras está próxima de chegar ao comando do município. O resultado de 2016 foi como uma bola na trave numa decisão de pênaltis, embaralhando um roteiro que o destino já tinha escrito. Mas o dia está próximo.

    “Deus escreve certo por linhas tortas” ou “o que não nos mata nos fortalece” poderiam ser os ditados empregados para o adiamento dessa mudança de rumo para a história de Taiobeiras. Sim, por que já passou pela cabeça das lideranças oposicionistas o que fazer quando chegar lá?

    Tenho pensado muito sobre isso. O que a oposição faria ao chegar à prefeitura? Há clareza dos rumos? Como corrigir a rota de uma cidade que caminha para o precipício? Quais as estratégias para reverter o esgarçamento do tecido social? Como salvar as vidas que se perdem na guerra da violência urbana? Como perenizar a água? São questões que demandam mais do que voluntarismo e boa vontade. São necessárias consistência e assertividade.

    De todas essas perguntas, uma coisa já é certa, os problemas saltam às nossas vistas e a lista é grande. Mas o que os provocou? Quem é o nosso povo? Por que se mata e se morre tanto em Taiobeiras? O que fazer para garantir a vida plena e com dignidade como direito básico e fundamental a todos os taiobeirenses? Quais os métodos para alcançar a cultura de paz? Se as respostas forem encontradas, a oposição fará um bom trabalho.

    Analisando os planos de governo oposicionistas, apresentados nas duas últimas eleições, uma coisa alegra. Há uma lúcida noção quanto ao compromisso pela promoção da dignidade da pessoa humana. Mas é, por enquanto, só uma frase numa carta de intenções. Como fazer ao chegar lá, no dia que certamente se aproxima, para que ela se torne efetivamente real?

    De antemão, sabe-se que Taiobeiras é herdeira de uma forte cultura elitista, hierarquizante e discriminatória. A política por aqui sempre foi feita para determinadas castas bem nascidas, correias de transmissão do atraso, ainda que travestidas de elegante fachada modernizante. É preciso romper com este ciclo que criou um escandaloso fosso social entre os que podem consumir e os que só desejam, mas não podem. Tem-se que fazer com que o taiobeirense sonhe alto – e lute por isto – mais do que consumidor, cidadão.

    Creio que o primeiro passo será ouvir o povo que nunca foi convidado às mesas da “Casa Grande”. Conhecê-lo. Compartilhar de suas dores e participar de seu cotidiano.

    Em seguida, promover pesquisas e sondagens científicas para desvendar o porquê de nossa violência tão acentuadamente mais forte do que em cidades de mesmo perfil. Dar respostas sobre quem são os nossos jovens que adentram ao mundo da criminalidade. Entender o que pensam e o que sentem. Interpretar seus sonhos e conhecer o que lhes falta. Lutar ao lado deles para salvá-los, a partir de suas experiências concretas, da sina da morte certa.

    Há que se empreender um grande esforço investigativo e interpretativo, sem a pretensão de deter o controle da verdade, abrindo espaço de diálogo com aqueles que se pretende salvar das garras da violência. Construir com eles alternativas reais e integrá-los à condição de cidadãos de primeira grandeza.

    Por fim, descobrir métodos e maneiras de fazer superar as ideologias de dominação que ainda teimam em agredir a inteligência da classe política e do povo. É preciso sepultar a arrogante e falsa ideologia de que “Taiobeiras é a melhor cidade para se viver”. Embora para muitos seja útil cultivar esta ilusão aborrecida, porque se sentir superior serve para mascarar a covardia ou a apatia, ainda assim é preciso insistir e fazer enxergar que não vivemos numa cidade modelo. Tomar consciência da realidade é psicologicamente fundamental para que a sociedade taiobeirense comece a mirar numa utopia nova, mais generosa, melhor e mais justa, para todos.

    Quando a oposição política chegar lá, precisará dar respostas rápidas, firmes, humanitárias e consistentes. Agora, já, é necessário diálogo, esforço e preparação para o dia que já foi agendado na história pelo destino.

    * Levon Nascimento é professor de História, sociólogo e mestrando em “Estado, Governo e Políticas Públicas” pela Fundação Perseu Abramo/Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.
  • Poema livre – Taiobeiras

    Taiobeiras
    Caravana que passa
    Rodoviária
    Árvore tombada
    Bala perdida
    Encontrada
    No corpo tombado
    Corpo jovem
    Sem remédio
    Barraca
    Trabalho tombado
    Mensagem indireta
    Desrespeito direto
    Nossa terra
    Que amamos
    Água pouca
    Muita hipocrisia
    Ainda assim amamos
    Cão que ladra
    Taiobeiras
  • Que tempo é este? Por Levon Nascimento

    Sob o escaldante sol de verão, árvores foram podadas
    Crédito fotografia: Folha Regional
    Em Taiobeiras é o abuso autoritário cortando árvores em plena onda de calor do verão ou sugerindo que os críticos são cães que ladram ou que devem tomar seu rumo na rodoviária. E a juventude continua morrendo diante da indiferença. A falta dágua deu uma pequena trégua.
    No país, terrorista de extrema-direita mata mulher, filho e parentes dela e imbecis apóiam o sujeito nas redes sociais. Massacres ocorrem em presídios e o secretário de juventude do presidente ilegítimo afirma que tem que matar mais. Outra vez os imbecis “de bem” aplaudem no Facebook e no Whatsapp. Sem contar a PEC 55 e as reformas da Previdência e trabalhista, que retiram direitos dos pobres.
    No mundo, Trump com seus racismos, machismos e xenofobias, a guerra interminável na Síria, os terroristas em geral, o esquecimento permanente da África e a rebelião dos cardeais conservadores contra o Papa.

    Valha-nos, Deus!
  • Taiobeiras: 63 anos, por Levon Nascimento

    Crédito: Da página do Folha Regional no Facebook.

    Como te celebrar, Taiobeiras
    Se tu matas teus jovens nas guerras, de violência e de indiferença?
    Como te celebrar, Taiobeiras
    Se tu és tão irresponsável a ponto de não prevenir água potável para teus filhos?
    Como te celebrar, Taiobeiras
    Se tu degradas a democracia não te envergonhando da compra de votos?
    Como te celebrar, Taiobeiras
    Se tu preferes a ostentação de uns poucos ao bem-estar da maioria?
    Como te celebrar, Taiobeiras
    Se tu te deixas dirigir por ideais de rancor fascista, ao invés da generosidade benévola?

    Ainda assim, vou te celebrar, Taiobeiras
    Porque tu és a terra humana
    Contraditória e terna
    Que escolhi para viver
    E porque tu, Taiobeiras
    Se oportunidades forem construídas
    Para teus filhos esquecidos
    Tens a possibilidade de mudar…

    Desejo-te, minha querida Taiobeiras
    Em teus 63 anos de cidade
    Como presente
    Que tenhas sede de mudança
    Tão somente.

  • A gente folclórica de Taiobeiras

    * Levon Nascimento

    Taiobeiras (e, geralmente, as demais pequenas cidades) é ingrata com as pessoas que brilham ou que têm potencial para crescer no que fazem, especialmente no mundo do livre-pensar, da literatura, da música e das demais artes.

    Tenho um tanto de amigos nesta situação. Podem até ser reconhecidos localmente (ou, vítimas da inveja, detestados), mas com o passar dos anos, imersos num mar de medianidade (para não usar termo mais forte, que poderia ser interpretado ofensivamente), tornam-se pitorescos, típicos e (por que não?) folclóricos.

    São indivíduos julgados acima da média, mas que não encontram meios de crescer e de avançar por aqui. Tornam-se “pontos turísticos” da aldeia, “patrimônio histórico e cultural” e “museus” a ajuntar poeira da indiferença. Usados como decoração chique em momentos de necessidade especial.

    Para os dias atuais, são o que o grande professor Juventino Nunes foi para Salinas na década de 1920: uma luz brilhante ofuscada pela truculência do coronelismo ignorante.

    Isto decorre de vários motivos, dente eles a pouca demanda por serviços intelectualmente mais sofisticados, resultado do baixo nível educacional e dos seculares preconceitos em relação à cultura e às artes. Mercadoria de pouca saída. Mas é também fruto de uma política deliberada de negação do saber e de medo das transformações que ele pode provocar.

    Para muitos concidadãos, só é gente por aqui quem anda de carro de luxo e ostenta grifes de primeira.

    * Professor da rede estadual, escritor e mestrando em “Estado, Governo e Políticas Públicas”.
  • Taiobeiras, por Levon Nascimento

    A menina dos olhos
    Do Alto Rio Pardo
    Tanto chorou, chorou
    Pelos filhos mortos
    Na violência do consumo
    Que sem lágrimas
    E sem água
    Ficou, secou.

  • As urnas falaram

    Cantor e compositor Yure Colares, numa performance
    política durante as eleições de 2016.
    * Levon Nascimento

    Na primeira eleição depois do golpe de estado jurídico-midiático-parlamentar, que depôs a presidenta Dilma Rousseff, as urnas revelaram um Brasil bravo, arredio e revoltado com a política, a um passo da indiferença e do fascismo. Vejamos:

    O PT foi a maior vítima. De seus próprios erros, dentre os quais o de acreditar que seria possível fazer política conciliando-se com a “casa grande” e utilizando os velhos métodos dela. Mas, também, da longa perseguição midiática que fez a maioria dos brasileiros acreditar que a corrupção nasceu com o partido de Lula e que somente o PT é corrupto. PSDB e PMDB, campeões de todas as listas de políticos mais corrompidos do país, saíram ilesos e vitoriosos na disputa. A mídia cartelizada, que odeia políticas públicas de inclusão social, foi a grande vencedora da rodada.

    No Alto Rio Pardo, a mudança predominou, ainda que para mais do mesmo. Em Taiobeiras, apesar da reeleição do grupo tucano, não houve consagração. A diferença foi mínima e, a julgar pelo crescimento do candidato opositor na reta final, se a campanha eleitoral tivesse durado mais uma semana, o PSDB teria sido escorraçado do mapa político da cidade.

    Em Taiobeiras, apesar de ser pleno século XXI, ainda há políticos que se utilizam da vulnerabilidade mais básica do ser humano, distribuindo cestas de alimentos aos necessitados, com a certeza de poder manipular uma das maiores conquistas da civilização moderna: o direito universal do voto. Pior, valendo-se de sujeitos hipócritas que se escondem por detrás da capa da caridade e da demagogia comunicativa de baixa extração.

    Como não confio mais nas instituições brasileiras, sobretudo nas jurídicas, especialmente depois da vergonhosa deposição de Dilma Rousseff sem ter cometido crime de responsabilidade, sob o silêncio vergonhoso do STF e a cumplicidade do MPF, acredito que não se fará justiça quanto à escandalosa compra de votos registrada em vídeos e divulgada pelas redes sociais. Mas, muita gente, principalmente a juventude taiobeirense, crê e espera.

    Neste item, um componente de esperança. O candidato Carlito Arruda conseguiu desprender uma valiosa energia jovem com sua campanha pela mudança em Taiobeiras. Ao tocar em temas-chaves para as políticas públicas, como água, segurança e educação, atraiu personagens novos que nunca se tinha percebido na política municipal. Os vídeos feitos por esses novos atores e espalhados na velocidade pós-moderna da internet, demonstram dinamismo, diversidade étnica e de gênero e pautas que nunca estiveram nas mesas dos políticos tradicionais. Agora, Carlito Arruda tem um tesouro nas mãos. Em tempos de neofascismo planetário, o empresário do ramo dos condimentos conta com um público marcadamente jovem, progressista e favorável às políticas públicas de inclusão social. Cabe a ele temperar na medida certa os próximos quatro anos.

    2016 ainda não acabou, mas deixa a marca histórica como o ano em que os brasileiros desprezaram a política ao mesmo tempo em que o rico pré-sal é entregue de graça às multinacionais estrangeiras. Votos brancos, nulos e abstenções foram as celebridades da urna. Resultado da campanha sistemática de criminalização dos políticos e da democracia. Esse filme nós já vimos na Alemanha às vésperas da ascensão de Hitler e do nazismo. Oxalá, não haja reprise na sessão da tarde.
    * Levon Nascimento é professor de História e mestrando em “Estado, Governo e Políticas Públicas” pela Flacso Brasil.
  • Sobre "fakes" e esperança

    Tenho a impressão de que aqui em Taiobeiras há uma fábrica de “fakes” nos porões “elitizados”. Gente que tenta desesperadamente passar a ideia de que é ilibada, virtuosa e moralista. Na prática, escondida por detrás dos recursos tecnológicos, e sob anonimato, revela a obscura face degenerada, preconceituosa, racista, ególatra e cínica que a define como criatura humana – e ruge como um celerado infectado pelo vírus da raiva.
    Há figuras respeitáveis nessa “elite”, pelas quais, mesmo eu discordando das ideias ou da posição política, tenho enorme carinho e consideração. Pena, porém, das figuras pobres, apesar da boa renda e patrimônio. Moralmente, intelectualmente e politicamente pauperizadas e apodrecidas.
    A minha esperança é a de que essas figuras do submundo, um dia, cheguem à maturação da civilidade. Apenas isto.
  • PT de Taiobeiras definiu pré-candidatos a vereador(a)

    Geraldin do Sindicato durante a convenção do PT

    No último sábado, 30 de julho, os filiados do Partido dos Trabalhadores em Taiobeiras se reuniram em convenção para decidir e aprovar as pré-candidaturas ao cargo de vereador(a) e a coligação majoritária com os partidos que apoiarão as candidaturas de Carlito Arruda para prefeito e Valmir Pezão para vice-prefeito.

    Professora Marileide durante a convenção do PT

    Os pré-candidatos a vereador(a) pelo PT são:
    * Geraldo Caldeira Barbosa, o Geraldin do Sindicato, presidente-licenciado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras e morador da comunidade de Manteiga.

    * Marileide Alves Pinheiro, professora da rede estadual de ensino e ativista cultural do grupo Arte Em Cena.
    * Valdete Rodrigues de Oliveira, estudante secundarista, participante de grupos de jovens e morador do bairro Planalto.

    Valdete Oliveira durante a convenção do PT

    Durante a convenção, o PT de Taiobeiras também aprovou a resolução na qual sublinha o compromisso de defender as políticas públicas de inclusão social e de defesa das categorias sociais marginalizadas e oprimidas da sociedade taiobeirense.

    A coligação de vereadores que o PT integra foi “batizada” com o sugestivo título de “Taiobeiras tem sede de paz”. Já a coligação majoritária (de prefeito) ficou oficializada como “Taiobeiras tem sede de mudança”.

    A campanha eleitoral de 2016 tem elementos inéditos, definidos pela nova legislação eleitoral, a qual diminuiu pela metade o tempo de campanha, que começa em meados de agosto.

  • Sem Dilma não tinha obras em Taiobeiras

    Dilma Rousseff e o PT são vítimas de um terrível ódio em Taiobeiras. Ódio artificialmente cultivado e disseminado pela elite política, burocrata e econômica. Mas, a verdade, é que se não fosse Dilma, as obras inauguradas nos últimos dias (na área da saúde) e as em andamento (construção de creches, etc) não existiriam. Sem falar dos programas sociais, que ajudam os pobres e trabalhadores, da cidade e da zona rural, a enfrentarem a crise e alimentam o comércio local. Tudo isto é propositalmente escondido do povo.
    Pode-se criticar Dilma em vários aspectos, mas se não fosse o governo dela, a situação de Taiobeiras seria muito mais grave.
    Vamos ver quando Michel Temer, o usurpador, conseguir reduzir os gastos com a saúde e a educação – e conseguir aumentar a idade para as pessoas se aposentarem – como que a situação vai ficar.