Tag: Taiobeiras

  • Esopo em Taiobeiras e os lobos em pele de cordeiro

    Interessante e lamentável, a radicalização política após a Operação Esopo, da Polícia Federal, passar por Taiobeiras no dia 9 de setembro de 2013. Trataram logo de culpar e acusar a oposição local, numa óbvia manobra para desviar o foco. “A melhor defesa é o ataque”.
    A verdade é que a oposição de Taiobeiras atuou somente e democraticamente na últimas eleições. E tem atuado dentro do Parlamento Municipal. Acho, até, que deveria agir mais. Mas não é o caso. Ponto.
    Esta operação é da Polícia Federal, que não tem lado, nem oposição nem situação. Está ocorrendo em 10 estados do Brasil, em várias cidades de Minas, acusando ex-prefeitos dos mais variados partidos políticos, do PT ao PSDB, do PDT ao PMDB, etc.
    Logo, as pessoas deveriam ficar mais atentas, entender do que se trata, saber quais são as acusações e a gravidade delas, antes de sair por aí tomando defesas cegas ou partindo para a ignorância política.
    Em última instância, qualquer um de nós, que paga tantos impostos, deveria estar preocupado em desmascarar os devidos culpados por tantos desvios. Mas, deixemos as acusações para a Polícia Federal e para o Ministério Público Federal. Cabe a estas instituições, por direito, esta árdua tarefa. A nós, exigir resultados, punições ou comprovação de inocências.
    No fundo, no fundo, quase sempre, todos nós acabamos iludidos por “lobos em pele de cordeiro”. Avancemos!
  • Minhas razões existenciais para ser de oposição em Taiobeiras

    Encontros da Pastoral da Juventude Taiobeiras na
    década de 1990
    Às vezes fico pensando – e lamentando – sobre como alguns companheiros, que vieram da mesma luta que eu, tanto se alienaram e se entregaram aos ditames da direita política daqui de Taiobeiras.
    Fico matutando também sobre o porque de eu não estar lá, na comodidade, numa condição de status, num universo de facilidades e honrarias, alcançando um poder pessoal na sombra dos senhores de plantão.
    E, nesta hora, apesar da tristeza por aqueles que não suportaram o peso da luta e que debandaram para o lado da opressão, meu coração se alegra, sobremaneira, pela minha fidelidade ao propósito, pelo meu amor ao compromisso, pela minha adesão aos que sofrem e aos que precisam das minhas energias vitais para a cada dia se tornarem mais humanos.
    É como sempre ouvi do profeta Jeremias (1,10), desde que iniciei minha militância nas pastorais sociais da Igreja e, em seguida, no PT e nas Ciências Sociais, “Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares”.
    E me pergunto, respondendo de imediato, como na canção “O Profeta”: “Como calar? Como escapar? Se tua voz arde em meu peito!”
  • Artigo do Levon: Rumo a Jesus, com Francisco, nas areias de Copacabana

    * Levon Nascimento
    Artigo publicado originalmente na edição impressa do Jornal Folha Regional, Taiobeiras/MG, agosto de 2013, ano IX, n. 218.

    Entre os dias 24 e 29 de julho participei da 28ª Jornada Mundial da Juventude na cidade do Rio de Janeiro, juntamente com outras pessoas da Paróquia São Sebastião de Taiobeiras.

    Foram dias especiais, de aprendizado, oração e partilha. A presença do Papa Francisco, sempre gentil, afetuoso e firme na mensagem do Evangelho, a todos nós encantou, educou e fortaleceu na fé e nos valores cristãos.

    Especialmente, nos chamou a atenção a enorme “Babel” de povos do mundo espalhados pelo Rio de Janeiro. Gente de todos os países a falar em seus idiomas. Muitos argentinos barulhentos e alegres, conterrâneos do Papa Francisco. No entanto, a “Babel” carioca, ao contrário da bíblica, parecia-se mais com o Pentecostes, no qual os apóstolos e Maria receberam o Espírito Santo. Apesar dos diferentes povos e línguas faladas, no Rio todos se entendiam, se confraternizavam e compartilhavam as experiências com carinho e admiração. Fez-se ali uma pequena demonstração do que deve ser o desejo de Deus para o seu povo: união, amor, misericórdia, compaixão, partilha.

    Aprendemos que é preciso cultivar a fé sem deixar de estar atentos à realidade vivida. Como nos ensinou Francisco, a fazer eco ao Evangelho de Cristo, não é possível que julguemos o diferente ou o excluamos. A todos sem exceção, temos de amparar, acolher, respeitar e promover o diálogo ecumênico e inter-religioso. Precisamos “ir às ruas”, abraçar, acolher, “globalizar a solidariedade e combater a indiferença”.

    Seguindo o ensinamento de Francisco, já não é mais possível uma Igreja com mentalidade “de príncipes”. É hora dos católicos avançarem e “fazerem a Igreja nas ruas”, compartilhando da pobreza concreta ou espiritual dos destinatários da mensagem cristã. Destinatários que devem ser encontrados não mais nos centros civilizacionais ou econômicos do mundo, mas nas periferias do planeta, periferias existenciais e geográficas.
    Devido à dinâmica acelerada dos eventos da Jornada e da dificuldade de locomoção pelo Rio, uma vez que muitas vias estavam interditadas por causa do evento, não pudemos subir o Corcovado para ver a estátua do Cristo Redentor. Muitos de nossos companheiros de viagem lamentavam. Só ao final de tudo, quando fizemos um momento de oração e partilha, é que entendemos. Na verdade, o Redentor esteve pedagogicamente conosco durante toda a viagem, assim como no “desconhecido” Jesus ressuscitado que acompanhou e explicou as escrituras aos dois discípulos que se dirigiam a Emaús na tarde do domingo de Páscoa. Amedrontados com a crucificação do mestre e ainda sem saber do ocorrido naquela manhã, eles não eram capazes de ver naquele estranho o Senhor que ressuscitara. Somente tomaram conhecimento disso quando Ele partiu o pão em sua casa.

    Assim foi conosco. Não vimos de perto a estátua do redentor. Nem por isso o Redentor (de fato) deixou de compartilhar conosco todo o seu amor e ensinamento durante a JMJ Rio 2013.
    As areias e o asfalto de Copacabana, tomados por quase 4 milhões de pessoas na manhã do domingo 28 de julho de 2013, demonstraram ao mundo que ainda há uma enorme sede de fé e uma grande fome de união universal; um enorme espaço para que a mensagem do jovem carpinteiro de Nazaré da Galileia, de amor e fraternidade, permaneça mais viva e útil do que em qualquer outro momento da história humana.

  • Mais obras dos Governo Federal em Taiobeiras

    Para dar continuidade à série de postagens sobre as obras do Governo Federal, comando da Presidenta Dilma Rousseff (PT), no município de Taiobeiras, apresentamos a ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário da cidade. Uma obra com grande investimento público e que está mudando a realidade da saúde e do saneamento para a população taiobeirense. Mas uma prova do comprometimento do governo do PT com a melhoria da infraestrutura urbana de todo o Brasil, especialmente dos municípios pequenos e de regiões carentes, como é o caso do Norte de Minas Gerais.

    A continuidade da obra do Esgoto de Taiobeiras tem custo total de R$ 13.428.404,36 e revoluciona a política de saneamento básico municipal.

    É mais uma prova do compromisso republicano do Governo Federal, sob comando do PT, que segue as regras democráticas, não discriminando a oposição tucana. Exemplo, como já foi dito neste blog, que deveria ser seguido por todos os demais níveis de governo e por amplos setores da sociedade brasileira.

    Placa oficial com informações sobre a obra de ampliação da Rede de
    Esgotamento Sanitário de Taiobeiras/MG
    Para saber mais sobre as outras obras do Governo Federal em Taiobeiras, clique neste link.
  • As manifestações de outubro de 2012 em Taiobeiras

    População em frente ao Fórum de Taiobeiras (Out.2012)

    Aquilo que se viu nas principais capitais brasileiras e em muitas outras cidades do país no mês de junho, a onda de manifestações populares desencadeadas pelo Movimento Passe Livre (MPL), de São Paulo, contra o aumento da tarifa de transporte público, já não era uma novidade para a população de Taiobeiras, no norte de Minas Gerais. Nesta cidade de pouco mais de 30 mil habitantes, o mês de outubro de 2012, pouco depois das eleições municipais, foi também marcado por manifestações populares de eleitores que cobravam da Justiça Eleitoral um posicionamento a respeito das fortes denúncias de irregularidades no pleito eleitoral de 07/10.

    Manifestação popular em frente
    ao Fórum de Taiobeiras (Out.2012)

    As supostas irregularidades levaram o Ministério Público local a pedir a cassação da chapa situacionista ao Executivo, do PSDB e a inelegibilidade do prefeito de então, maior cabo eleitoral dos tucanos.

    Durante três vezes diferentes, o povo de Taiobeiras postou-se diante do Fórum da Comarca com faixas e cartazes exigindo justiça. O processo ainda se arrasta, já em segunda instância, na lentidão já bastante conhecida dos meios judiciários brasileiros. O que, no entanto, desperta curiosidade, foi a coragem do sofrido povo norte-mineiro de enfrentar os poderosos locais e partir para a manifestação de rua.

    Manifestação popular em frente ao Fórum de Taiobeiras
    (Out.2012)

    Teria sido Taiobeiras a dar o pontapé das manifestações populares que varreram o país?

    Aqui, o link da postagem sobre as manifestações, ainda em outubro de 2012.

  • Taiobeiras: Governo Dilma realiza a maioria das obras públicas neste município

    Um simples passeio pelas avenidas, ruas e bairros de Taiobeiras, norte de Minas Gerais, é o suficiente para qualquer pessoa perceber que as obras que estão sendo executadas neste município, no momento, são todas do Governo Federal, sob o comando da Presidenta Dilma Rousseff, do PT, em alguns casos com parcerias dos governos estadual e municipal. Atitude republicana da União, uma vez que o governo municipal de Taiobeiras é de oposição. Atitude republicana que deveria servir de exemplo para outros níveis de governo.

    São milhões de reais em investimentos na saúde, na educação e na infraestrutura, conforme atestam as fotografias que ilustram esta postagem. Também é grande o investimento do Governo Federal no meio rural e nos diversos programas sociais aos quais a população de Taiobeiras tem acesso.

    Assim, se conclui que o avanço de Taiobeiras nos últimos anos se deve, principalmente, à luta de seu povo e aos programas sociais e grandes obras dos governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma Rousseff, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT).

    Veja as fotografias e descrições das principais obras em andamento ou já concluídas.

    Canteiro de obras da ESCOLA TÉCNICA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
    “BRASIL PROFISSIONALIZADO”, a ser gerenciada pela UNIMONTES.
    Valor total da obra: R$ 7.991.250,29 – Governo de Minas: R$ 679.860,13
    Prefeitura de Taiobeiras: Doação de terreno, sondagem, terraplanagem,
    infraestrutura de água, energia e acesso.
    Construção de UBS no Centro de Taiobeiras
    Valor total da obras: R$ 316.193,60
    Reforma do Posto de Saúde do Centro
    Valor total da obra: R$ 103.849,53
    Reforma do Centro de Saúde do Bairro Planalto
    Valor total da obra: R$ 42.317,86

    Reforma da UBS do Bairro Santo Cruzeiro
    Valor total da obra: R$ 35.009,27
    Reforma e ampliação do Centro de Saúde do Bairro Nossa
    Senhor de Fátima. Valor total da obra: R$ 78.656,43
    Reforma da UBS da Vila Formosa
    Valor total da obra: R$ 24.527,90
    Construção da ACADEMIA DE SAÚDE na Av. do Contorno
    Valor total da obra: R$ 104.661,51
    Calçamento de diversas ruas, principalmente no Bairro Bom Jardim
    Valor total da obra: R$ 2.217.173,00
  • Taiobeiras na JMJ Rio 2013

    Amigos e amigas, aguardem os textos que vou produzir sobre as experiências que tive na Jornada Mundial da Juventude e a visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro.

    Palco principal em Copacabana
    Caravana de Taiobeiras/MG na JMJ Rio 2013
    Chegada em Taiobeiras (29/07/2013)
    Reparem na estátua do Cristo Redentor no alto do Corcovado
  • Mais fotografias de Frei Jucundiano

    “De auto en het woonhuis van Frei Jucundiano in Taiobeiras.
    Pater van Kesteren op bezoek. Niet bekend wanneer de foto
    gemaakt is! Staat zijn huis er nog?”
    “O carro e a casa de Frei Jucundiano em Taiobeiras. Visita de Pater
    van Kesteren. Não se sabe quando as fotos foram tiradas! Qual o
    estado da casa?

    Compartilho com os leitores deste Blog novas fotografias que estão sendo postadas pela senhora Marianne de Kok, a partir da Holanda, no Grupo Taiobeiras/MG do site de relacionamentos sociais Facebook. As fotos são do álbum da família “de Kok” e foram enviadas àquele país pelo religioso franciscano Frei Jucundiano de Kok, primeiro pároco de Taiobeiras.

    Frei Jucundiano viveu em Taiobeiras desde 1940 até sua morte, em 1974.

    Abaixo de cada fotografia, seguem as legendas conforme foram escritas pela senhora Marianne de Kok, no Facebook e por mim submetidas ao crivo do Google Tradutor, uma vez que não domino a leitura do idioma holandês.

    “Tekst op achterzijde van deze foto: ‘De foto is van 1960 mijn
    priesterstudenten, de 4 beneden op ons serafijns seminarie,
    de 2 boven op het seminarie van de bisschop wereldsheren’.”
    “Texto no verso da foto: ‘A imagem é de meus seminaristas, em 1960,
    os quatro agachados estão em nosso seminário seráfico, os dois
    primeiros no seminário do bispo’.”
     

    Na primeira imagem, com três fotos, vê-se na maior a casa paroquial construída por Frei Jucundiano, na Praça da Matriz de Taiobeiras. À esquerda da casa, vê-se parte do antigo colégio estadual (atual prédio da Prefeitura de Taiobeiras). À direita, a garagem da paróquia. Neste local, atualmente, está edificado o São Paroquial “Frei Jucundiano”. A casa da foto foi demolida recentemente para dar lugar ao Centro Catequético da paróquia, ainda em construção.

    Na segunda imagem, de 1960, vê-se Frei Jucundiano entre “seminaristas”. Os dois menores, de pé, não consegui informações sobre quem são. Já os que estão agachados são os seguintes, da esquerda para a direita, Elísio, Ronaldo, Sizino (atrás) e pessoa não identificada, ainda.

    Saiba mais neste link.

  • Taiobeiras: nova fotografia de Frei Jucundiano

    Frei Jucundiano de Kok, OFM.

    A senhora Marianne de Kok (nora de uma irmã de Frei Jucundiano), holandesa, brindou aos membros do Grupo Taiobeiras/MG, no site de relacionamentos Facebook, com esta verdadeira relíquia, uma foto do primeiro pároco de Taiobeiras, Frei Jucundiano de Kok, OFM.

    Segundo relato de Marianne de Kok, a fotografia foi tirada em outubro de 1973, quando o religioso teve alta do hospital, e foi enviada à sua irmã.

    Frei Jucundiano de Kok, da Ordem dos Frades Menores (franciscanos), nasceu em Dongen, Holanda, em 1902. Chegou a Taiobeiras em 1940, tornando-se o o primeiro pároco da Paróquia São Sebastião (Arquidiocese de Montes Claros). Faleceu em Taiobeiras, em julho de 1974, e seu corpo está sepultado nas dependências da Igreja Matriz de São Sebastião, nesta cidade.

    Foi de Frei Jucundiano a ideia e a organização da tradicional Festa de Nossa Senhora de Fátima, bem como a responsabilidade pela construção da Igrejinha Octogonal, principal cartão postal de Taiobeiras. A Festa de Nossa Senhora de Fátima acontece anualmente no mês de maio, tendo uma versão religiosa e outra social-cultural, a Festa de Maio, que é a maior celebração popular de toda a microrregião do Alto Rio Pardo (extremo norte do Estado de Minas Gerais).

  • Taiobeiras: vereador Januário solicita informações da Prefeitura

    Vereador Januário de Castro na tribuna da
    Câmara de Taiobeiras

    Cumprindo o papel constitucional de fiscalizar a Prefeitura Municipal (Poder Executivo) o vereador taiobeirense Januário Francisco de Castro (PDT) apresentou requerimento solicitando que prefeito de Taiobeiras encaminhe ao Legislativo uma lista contendo os nomes de cada um dos funcionários contratados pelo Município, além das funções exercidas por eles. Também requereu informações sobre quantos e quais os veículos automotores alugados à prefeitura, além dos nomes dos proprietários e o quanto se paga de aluguel por cada um deles.

    A atitude do vereador revela uma nova realidade na Câmara de Taiobeiras. A oposição está trabalhando e mostrando serviço. Inclusive, indo além do mero bate-boca ou de atitudes vazias. Ao solicitar essas informações, Januário de Castro exerce com legitimidade a principal função do legislador municipal, que é a de fiscalizar o Poder Executivo, além de favorecer a transparência sobre onde, como e com o quê é gasto o dinheiro dos impostos que todos pagam.

    Espera-se que a Prefeitura de Taiobeiras atenda às solicitações do vereador em respeito ao Povo taiobeirense. Aplaude-se o trabalho de Januário. E, entende-se o porquê de tanta perseguição a ele durante a última campanha eleitoral. É bom relembrar que Januário quase teve o mandato cassado a pedido da coligação que atualmente exerce o poder em Taiobeiras.

    Requerimento do vereador Januário de Castro
  • Artigo do Levon: O cliente sempre tem razão, até na eleição!

    Deveria ser assim!

    Publicado no Jornal Folha Regional, ano IX, nº 215, maio/2013, p. 4, Taiobeiras/MG.

    Ganhar a eleição em Taiobeiras/MG não é coisa fácil. Válido para prefeitura e vereança. Aqui imperam o clientelismo e todos os defeitos eleitorais dele originados. Não há sombra dos votos ideológicos ou de protesto.

    Sufrágios ideais, em candidatos de esquerda e direita, ou ligados a bandeiras temáticas (negros, mulheres, meio ambiente, cultura, educação, religião), são chamados de ideológicos. Como exemplos, podem ser citados: o dep. Rogério Correia (PT/MG), movimentos sociais e educação; o dep. Zé Silva (PDT/MG), campo, trabalho e emprego; o dep. Jean Wyllys (PSOL/RJ), movimento LGBT; o dep. pastor Marco Feliciano (PSC/SP), evangélicos; a senadora Kátia Abreu (PSD/TO), ruralistas; dentre outros. Já as eleições de figuras como o falecido dep. Enéas Carneiro (PRONA) ou o palhaço Tiririca (PR/SP) são classificadas como voto de protesto, justificadas pelo descontentamento do eleitorado com a classe política convencional. Tanto no ideológico quanto no de protesto, o voto é espontâneo e livre. O eleitor vota porque confia no candidato ou repudia uma situação. Ocorre, principalmente, onde o contato do eleitor com o político se dá por meio midiático ou em associações, sindicatos e grupos organizados.

    Já os votos de clientela – e sua pior forma, o voto vendido – são comuns nos lugares em que o contato do eleitor com o político é direto e pessoal, individualizado e informal. Trata-se daquele tipo encabrestado pelo que se convencionou chamar de “serviços prestados”, ou seja, pela concessão de benesses públicas, de direito legal estendido a todos os cidadãos, mas que são levadas ao povo por intermediários políticos que se auto-promovem com tais atitudes. Exemplo clássico desse tipo de formação de “currais eleitorais”, o sujeito que, no lugar do cidadão, vai à secretaria de saúde, busca a ficha de consulta ou o remédio e os entrega in loco de mão em mão. O intermediário dos direitos torna-se beneficiário da gratidão popular. Em todos estes casos, o clientelismo é possível porque o grau de cidadania dos indivíduos é precário. Ao invés de sujeitos, as pessoas se transformam em objetos de submissão. Contribui para isto a pouca filiação ou participação dos trabalhadores e das pessoas comuns em entidades sociais, sindicais e políticas, além da baixa escolarização. Os indivíduos são atomizados ao máximo, estimulados a não se organizar e a ter medo. Geralmente, são “alimentados” pela política do “pão e circo” e pela falsa ideia de proximidade em relação aos políticos detentores de mandato (vereadores e prefeito). Além do mais, o povo é manipulado, desde jovem, a enxergar o político e os órgãos do Estado como entes eternos, insondáveis e dotados de poderes supremos.

    O passo seguinte na “linha evolutiva” do clientelismo é a venda do voto ao político. Uma vez sabendo que a eleição é um jogo de interesses poderosos, as pessoas imbuem-se da lógica capitalista mais selvagem: “o salve-se quem puder” ou “o mundo é dos espertos”. Negociam o voto com todos os candidatos que estão dispostos a pagar. Vendem-no por dinheiro, serviços ou produtos: combustível, remédio, pagamento de contas, cimento, alimentos, etc. Estes indivíduos, cada dia em maior número, a despeito das leis rigorosas contra a captação ilícita do sufrágio, deseducados pela lerdeza ou complacência do Poder Judiciário, descaracterizam o ideal democrático. Ironicamente, formam uma “maioria” robusta de seres humanos individualistas e míopes em relação ao sentido de “bem comum”.

    Na ausência dos votos ideológicos ou de protesto, predominam em Taiobeiras a formação de clientelas e dos similares de baixa reputação ética. Candidatos a vereador ideológicos, defensores de bandeiras civilizatórias, dificilmente se elegem, independente de estar na situação ou na oposição. Em 2012, nenhum representante da educação, do esporte, da cultura ou do meio ambiente foi eleito para a Câmara Municipal de Taiobeiras. Até as mulheres, maioria do eleitorado, estão há cinco eleições seguidas sem emplacar uma vereadora. Sinal de que não há nem mesmo ideologia de gênero. No caso majoritário, vence o grupo mais rico e bem entranhando na administração municipal. Qualquer discurso relativo à eficiência na gestão é mera maquiagem ou decoração para iludir desinformados e incautos. No jogo político taiobeirense, ganha quem consegue reunir clientela maior. E não há futuro promissor para nosso paradigma civilizacional se isto predominar pelas eleições seguintes.

    Mas, se nem mesmo o consagrado direito ao voto é bem compreendido e estimulado, haverá quem venha a se importar com o PARADIGMA CIVILIZACIONAL de Taiobeiras?
  • Uma outra opinião sobre Taiobeiras

    Imagem noturna de Taiobeiras – Minas Gerais

    Os alunos da turma do 3º ano de 2012, do Centro Educacional Beliza Corrêa, fizeram uma entrevista comigo para publicar num boletim que produziram em junho daquele ano. As perguntas me foram enviadas através do estudante Hiago Volponi. Republico aqui no Blog perguntas e respostas.

    Hiago Volponi: O que você acha a respeito da política em Taiobeiras?
    Levon Nascimento: É uma política bastante fechada em pequenos grupos de poder e de interesse. A democracia ainda é restrita. Exemplos: As mulheres não ocupam o espaço que deveriam; Os de menor condição financeira nunca têm possibilidade de participar efetivamente, mesmo possuindo boas ideias, pois o custo de fazer política ou de campanha é exorbitante; A população, em geral, ainda não tem uma visão muito consciente do que é política. Ainda há muito clientelismo, venda de voto ou “voto de cabresto” (por simples manipulação de marketing ou por que as pessoas devem seus empregos ou de parentes a algum político). Mas há novidades boas. Tem muita gente que já tomou consciência de que é sujeito político e de que deve lutar pelo bem da comunidade.

    HV: Na sua opinião, como está a educação em Taiobeiras?
    LN: Não devemos nos conformar quando dizem que Taiobeiras tem a melhor educação ou a melhor saúde do Alto Rio Pardo. Nem sei se isso é verdade. Mas mesmo que seja, devemos nos lembrar de que estamos numa das regiões mais sofridas de Minas e do país. Logo, não é muita vantagem ser o melhor no pior. Mas, respondendo à pergunta, para a educação de Taiobeiras ser melhor são necessárias duas ações, uma interna à própria educação e outra externa. Internamente é preciso melhorar salários e valorização profissional dos educadores, de modo que se sintam mais motivados e em condições de buscar ampliar os conhecimentos (pós-graduação, mestrado, doutorado). Isto em todas as redes de ensino (municipal, estadual e particular). Externamente, é preciso aliar educação com oportunidades econômicas. Falta uma política de investimentos para gerar oportunidades de grande porte. Alguns alunos não valorizam a educação formal porque não conseguem enxergar as oportunidades que poderão ter caso se dediquem aos estudos. Não enxergam porque elas quase não existem em Taiobeiras. De forma imediata, é preocupante a queda que nossas escolas de Ensino Médio tiveram no índice do ENEM de 2011. É preciso reverter essa curva e avançar nas notas, mas com a união de todos, alunos, escolas e famílias.

    HV: O que você acha que deve mudar em relação à saúde em nossa cidade?

    LN: Primeiramente, a consciência das pessoas. Os cidadãos precisam tomar conhecimento de que aquilo que se consegue na saúde é direito e não favor. Em segundo, um maior investimento em educação e prevenção. Um povo que sabe se cuidar adoece menos e, portanto, demanda menos recursos para questões mais complexas, deixando de sobrecarregar o sistema. Um sistema de saúde menos sobrecarregado poderia atender melhor aos portadores de doenças mais graves. Um exemplo direto de prevenção está em conscientizar para atitudes mais humanizadas e civilizadas no trânsito, de modo a evitar o número de acidentes graves ou fatais. Isso também é saúde.

    HV: Em que aspecto Taiobeiras se desenvolveu mais rapidamente?

    LN: Nos últimos anos, ao que parece, o setor de construção civil avançou bastante. Creio eu, devido ao bom momento econômico do país, o que favoreceu a compra de material de construção e o financiamento das moradias a longo prazo. A este bom momento do Brasil se somou a grande capacidade de trabalhar e de empreender da maioria dos taiobeirenses, de todas as classes sociais.

    HV: O que você acha a respeito dos jovens de Taiobeiras? Qual contribuição eles podem dar para a melhoria da nossa cidade?

    LN: Os jovens, de uma maneira geral, costumam ser uma mistura de indefinição com entusiasmo. A juventude de Taiobeiras não é diferente. Porém, os jovens das classes média e alta da cidade têm mais oportunidades para avançar do que os jovens da classe menos favorecida. Embora todos tenham grandes virtudes, entusiasmo e capacidade, infelizmente, as chances e a condição social não são iguais para todos. E isto, infelizmente, impede que talentos sejam despertados. É preciso que as oportunidades sejam iguais para todos os jovens. Toda a juventude pode contribuir para Taiobeiras no momento em que tomar consciência de que a política do cabresto ou do marketing é coisa do passado e que todos são livres para participar e tomar a decisão que bem entender, sem censura.

  • Mês de maio em Taiobeiras: todos os caminhos levam à Igrejinha!

    Estão às portas a 57ª edição da Festa de Nossa Senhora de Fátima, religiosa, de 3 a 13 de maio de 2013, e da Festa de Maio, comercial, de 16 a 19 de maio de 2013. Um dia, as duas já foram uma, bem menos “capitalista”, muito mais família, fé e cultura!

    Taiobeiras: construção da Igrejinha “de oito lados” de N. Sra. de Fátima
    Igrejinha, ao fundo da Rua Osvaldo Argolo
  • Festa de Maio em Taiobeiras

    Igrejinha durante festa de N. Sra. de Fátima (Taiobeiras, 2012)

    * Por Marileide Alves Pinheiro.

    Cultura, tradição, fé e devoção…

    Tudo isso é retratado na 57ª Festa de Maio – “Festa de Nossa Senhora de Fátima” em Taiobeiras – MG. Cidade que fica a 690 km de Belo Horizonte, no extremo Norte/ Vale do Jequitinhonha de Minas Gerais.

    Pequena cidade que se destaca em sua região, com pouco mais de 30 mil habitantes tem no seu povo simples, a maioria de religião católica, o espírito da esperança renovada na imagem de Nossa Senhora de Fátima. Como essa imagem é vista pelo o povo de Taiobeiras?

    Imagem da Mãe Protetora: “mãe que nos ensina a amar, que nos guia para o caminho da paz, nos liberta de todos os ódios e violência…” (resumo do tema da programação de 2012).

    Dizem os mais antigos que essa história começou em 1955 quando Taiobeiras recebeu uma imagem dessa santa que passava de cidade em cidade. Essa era uma missão realizada pelos padres capuchinhos na recém-emancipada cidade de Taiobeiras, que traziam a imagem visitadora de Nossa Senhora de Fátima aos lugares em que exerciam suas pregações evangelizadoras.

    Naquela época, a santa ficou pela cidade por alguns dias de visita na igreja local para receber os fiéis. Essas pessoas foram se afeiçoando tanto pela santa que quando chegou o dia da sua partida muitas mulheres, crianças e pessoas idosas ficaram aos prantos pela cidade. Diziam também que pelas ruas por onde passava a procissão de despedida da santa sentia-se o aroma das rosas dentro das casas e esse perfume permaneceu por vários dias e muitos acreditavam que a cidade estava abençoada.

    Foi exatamente por isso que Frei Jucundiano de Kok – Foi o frade franciscano e primeiro pároco da Paróquia São Sebastião encomendou uma réplica de Nossa Senhora de Fátima de Portugal para presentear a cidade de Taiobeiras. A mesma chegou aqui setembro de 1956, houve então uma grande recepção na entrada da cidade e desfilaram em um carro de boi pelas ruas. Logo depois a comunidade organiza a primeira Festa de Maio para o ano seguinte.

    Em 1957 foi inaugurada a Capela de Nossa senhora de Fátima, carinhosamente denominada de “Igrejinha”. Essa capela que tem o formato octogonal é uma preciosidade, um dos cartões postais de Taiobeiras, lá se tornou a morada da santa e o principal símbolo da Festa de Maio. Fizeram as atividades típicas religiosas durante a novena, celebrações de missas, coroação da imagem de Nossa Senhora de Fátima: crianças vestidas de anjos, procissões, quermesses, barraquinhas de quitandas, leilões…

    A “Festa de Maio”, por conta do desenvolvimento e da grande expansão, se tornou uma referência da tradição religiosa e cultural da região. Percebe-se então, que houve muita interferência do interesse comercial. Tiveram a necessidade de se refletir sobre os valores religiosos, decidindo que haveria duas datas de comemoração.

    A Festa de Maio: religiosa e tradicional que acontece na 1ª quinzena, até o 2º domingo de maio, comemorando o Dia das Mães.

    A Festa de Maio: comercial, intitulada há 09 anos como FERAP – Feira Regional do Alto do Rio Pardo (microrregião do Norte/Vale do Jequitinhonha) realizada no 3º fim de semana – dias 16 a 19 de maio de 2013.

    Marileide

    Fonte de Pesquisa: Entrevista com pessoas de Taiobeiras; Livro: “TAIOBEIRAS, seus fatos históricos” de Avay Miranda, Volume 02; Professor de história Levon Nascimento, BLOG: http://levontaiobeiras.blogspot.com.br/

    Texto de Marileide Alves Pinheiro: Educadora, estudante universitária do curso de Administração Pública – UFVJM, agente cultural, Delegada Estadual de Cultura – II Conferência Nacional de Cultura – Brasília 2010, Membro do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico Cultural de Taiobeiras – Representante da Sociedade civil na gestão: 2012 a 2014 e coordenadora do Cineclube: Arte Em Cena – Associação Companhia Teatral Encena em Taiobeiras – MG.

  • Taiobeiras e o silêncio!

    Av. do Contorno, Taiobeiras, abril/2013.
    Foto: Reidson Miranda

    Às vezes é preciso fazer silêncio para que os entorpecidos pela surdez da alienação escutem…

    Esta é a cidade que emergiu das urnas em outubro de 2012. Logo será maquiada.

    E ainda há os que entendem isso como a continuidade do progresso!

    Silêncio!

  • Taiobeiras: mantendo viva a memória de um belo trabalho!

    Não vencemos as eleições de 2012 em Taiobeiras/MG. Mas as recentes demonstrações da Justiça Eleitoral, reconhecendo que houve inúmeras irregularidades na campanha situacionista, nos demonstra que fomos herois, vitoriosos por lutar a serviço de uma sociedade mais justa, humana, igualitária e honesta.

    Estou feliz pela posição firme e digna, decidida e verdadeira, que eu e muita gente neste município assumimos e vivenciamos. Mesmo com todas as dificuldades e trapaças, vindas até de pessoas e estruturas que admirávamos, valeu a pena lutar pelo que é bom, pelo que é certo, pelo que é justo!

    Sofremos muito com as calúnias, difamações e injustiças. No entanto, contribuímos para fazer Taiobeiras se pensar e repensar! Estes percalços, na vida de quem trabalha pelo bem, são pré-requisitos inevitáveis e necessários para se alcançar o objetivo proposto.

    O tempo, senhor da razão, a cada momento, prova que estávamos certos!

    Para saber mais sobre a recente decisão da Justiça Eleitoral de Taiobeiras, sobre o pleito de 2012, leia a edição impressa do Jornal Folha Regional (Taiobeiras/MG), ano IX, nº 213, página 11.

  • Taiobeiras: a melhor cidade para se viver. 1º de abril.

    Taiobeiras, o melhor lugar do mundo para se viver!
    * Água abundante e sem risco de faltar;
    * Justiça eficiente e rápida;
    * Zero de corrupção eleitoral;
    * Ruas limpas e sem buracos;
    * Todo o lixo é reciclado;
    * As estradas rurais estão em perfeito estado de manutenção;
    * Ausência total de violência; crimes cometidos totalmente apurados e punidos conforme a lei;
    * Todos os que precisam são prontamente atendidos nos serviços de saúde;
    * A educação atinge os índices mais altos em todos os sistemas de avaliação;
    * E tudo o mais de super, mega, hiper bom!!!
    1º de abril de 2013.
  • Taiobeiras: muita chuva no dia do padroeiro, S. Sebastião

    Procissão de S. Sebastião em Taiobeiras/MG

    Chuva intensa, necessária e esperada em Taiobeiras (Alto Rio Pardo, norte de Minas) neste 20 de janeiro, dia da memória litúrgica de São Sebastião, mártir do terceiro século cristão, padroeiro da cidade.

    Se há ou não coincidência, fica por conta de quem acredita ou não. Importante é que, com a chuva, o risco iminente da falta d’água se dissipa por um tempo. No entanto, é necessário que, para além da fé, as pessoas se mobilizem para encontrar diversas soluções de convivência com a seca períodica no Alto Rio Pardo, quais sejam:
    * Recuperação das matas ciliares nos diversos rios e demais cursos d’água;
    * Construção de médias e pequenas barragens, para estoque de água e perenização dos rios e córregos;
    * Educação popular para evitar o desperdício de água;
    * Responsabilização de empresas (Copasa) e órgãos de governo (prefeitura, estado e União) para a solução dos problemas graves de construção e manutenção em boas condições dos reservatórios de água, sobretudo para os momentos mais agudos de crise.

    Salve, São Sebastião! Salve a chuva! Salve o Povo que se organiza.

  • Por que a "Igrejinha" de Taiobeiras tem oito lados?

    Foto: Fellipe Lucas
    A Capela de Nossa Senhora de Fátima em Taiobeiras, popularmente conhecida como “Igrejinha”, é octogonal e foi construída nos anos 50 do século XX para abrigar a imagem peregrina da Virgem Maria (Fátima) trazida de Portugal a pedido do pároco da época, Frei Jucundiano de Kok (OFM).

    Reportagem especial sobre Taiobeiras, veiculada na primeira edição do telejornal MG InterTV (Rede Globo, Montes Claros, MG), nesta sexta, 04 de janeiro de 2013, apresenta um suposto mistério acerca dos reais motivos que levaram à construção deste belo e singelo templo em forma de octógono.

    Apresento, a seguir, uma das possíveis explicações, baseada em informação histórica, para a escolha deste modelo de construção, típico da arquitetura religiosa de estilo português:

    “O octógono, polígono de oito lados e oito vértices, é considerado como símbolo do mundo intermediário, que comunica o Céu, ou mundo superior, com a Terra, ou mundo inferior – simbolizados, respectivamente, pelo círculo e pelo quadrado. Ou seja, “sendo o quadrado uma representação da terra e o círculo uma imagem do céu, o octógono é considerado como uma figura capaz de unir ambos”. Ora, Nossa Senhora, representação do arquétipo da Grande Mãe, sempre foi considerada [pelos católicos] a mediadora entre o Céu e a Terra. E, tendo sido alçada em corpo e alma até a morada celestial, como proclama o dogma da Assunção, todas as suas aparições – hierofanias do Sagrado Feminino – têm o dom de sacralizar a existência humana, pois são um meio pelo qual o Céu e a Terra, o Divino e o Profano, permanecem unidos. Este é o simbolismo da planta octogonal da igrejinha de Nossa Senhora da Glória do Outeiro [no Rio de Janeiro]. Significativamente, octogonal é a planta de várias igrejas templárias, como a do Convento de Cristo, em Tomar, sede da Ordem do Templo em Portugal, e é bem conhecida a profunda dedicação desses monges cavaleiros à Virgem Maria, da qual eram fervorosos devotos.”
    Outra informação: Conforme ficou claro na explanação acima, que trata da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no Rio de Janeiro, a “Igrejinha” de Taiobeiras não é a única de oito lados da América Latina, conforme foi veiculado na reportagem. Existem outras. Uma delas está edificada na Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Claro que, as dimensões (em metros quadrados) e as características arquitetônicas variam entre os templos.

    Independente de ser a única ou não, a “Igrejinha” de Nossa Senhora de Fátima em Taiobeiras é realmente um tesouro de fé e um monumento cultural importantíssimo. Ela marca singularmente a paisagem taiobeirense e merece todo o empenho da população em preservá-la para a admiração das futuras gerações.