Não tenho prazer algum em republicar esse artigo do Emir Sader. Já o tinha feito em 9 de março de 2010. Continua válido. Faço-o e ofereço para a reflexão de alguns “companheiros” filiados ou simpatizantes do PT (Partido dos Trabalhadores) de Taiobeiras que, equivocadamente, se distanciaram das ideias de esquerda para apoiar a legenda tucana na última eleição. Uma verdadeira lástima. Não preciso nominá-los. Eles se auto-identificarão.
* Emir Sader, sociólogo.
Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade – em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão.
O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais.
O ex-esquerdista ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam – às vezes o melhor período da sua vida –, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que nunca mais recairá naquele “veneno” que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem “conheceu o monstro por dentro”, sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda.
Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a “dialética”, a “luta de classes”, a promessa de uma “sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado”. Denunciar, denunciar qualquer indicio de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do “socialismo”, do “totalitarismo”, do “stalinismo”.
Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente.
Aderem à direita com a fúria dos desesperados, dos que defendem teses mais que nunca superadas, derrotadas, e daí o desespero. Atacam o governo Lula e o PT como se fossem a reencarnação do bolchevismo, descobrem em cada ação estatal o “totalitarismo”, em cada política social a “mão corruptora do Estado”, do “chavismo”, do “populismo”.
Vagam, de entrevista a artigo, de blog à mesa redonda, expiando seu passado, aderidos com o mesmo ímpeto que um dia tiveram para atacar o capitalismo, agora para defender a “democracia” contra os seus detratores. Escrevem livros de denúncia, com suposto tempero acadêmico, em editoras de direita, gritam aos quatro ventos que o “perigo comunista” – sem o qual não seriam nada – está vivo, escondido detrás do PAC, do Minha casa, minha vida, da Conferência Nacional de Comunicação, da Dilma – “uma vez terrorista, sempre terrorista”.
Merecem nosso desprezo, nem sequer nossa comiseração, porque sabem o que fazem – e os salários no fim do mês não nos deixam mentir, alimentam suas mentiras – e ganham com isso. Saíram das bibliotecas, das salas de aula, das manifestações e panfletagens, para espaços na mídia, para abraços da direita, de empresários, de próceres da ditadura.
Vagam como almas penadas em órgãos de imprensa que se esfarelam, que vivem seus últimos sopros de vida, com os quais serão enterrados, sem pena, nem glória, esquecidos como serviçais do poder, a que foram reduzidos por sua subserviência aos que crêem que ainda mandam e seguirão mandado no mundo contra o qual, um dia, se rebelaram e pelo que agora pagam rastejando junto ao que de pior possui uma elite decadente e em vésperas de ser derrotada por muito tempo. Morrerão com ela, destino que escolheram em troca de pequenas glórias efêmeras e de uns tostões furados pela sua miséria moral. O povo nem sabe que existiram, embora participe ativamente do seu enterro.
Fonte: Portal Luis Nassif.
Tag: Taiobeiras
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Taiobeiras: "A miséria moral de ex-esquerdistas"
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Taiobeiras: uma agenda para 2013
Eis alguns itens que sugiro, como cidadão, para a agenda de Taiobeiras em 2013:
* Instituir programas sociais efetivos para a juventude, de modo a interromper o aliciamente por parte do tráfico ou da violência;
* Debater com a sociedade e encontrar soluções coletivas para as questões social, ambiental e econômica da proximidade das atividades mineradoras na região;
* Implementar soluções efetivas e constantes para uma convivência menos traumática com a seca cíclica em nossa região;
* Melhorar a qualidade dos serviços de saúde, educação e cultura.
Que nossa sociedade se mobilize! -
Feliz 2013 a todos e todas!
A todos e todas que, em 2012, acreditaram no Desenvolvimento Sustentável de Taiobeiras, a ser alcançado com sustentabilidade nos campos econômico, social, cultural e ambiental, tendo sempre como personagem principal toda e qualquer pessoa, sem qualquer distinção ou discriminação, desejamos um Feliz 2013!
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Taiobeiras: como nossa gente é valorizada!

Imagem disponível na rede social Facebook Perdoar é necessário. Manter a memória, também. O perdão reconstitui a alma. A memória viva reconstrói a dignidade.
Essa triste imagem, símbolo da truculência e da ignorância do poder político em Taiobeiras durante o ano de 2012, não deve ser esquecida. Ela representa, ainda, o baixo nível cultural, intelectual e político de nossa sociedade. Infelizmente, pelo que se vê na imagem, é assim que nossos governantes costumam “valorizar nossa gente”.
Perdão, sim. Esquercer, jamais! -
Artigo do Levon: Taiobeiras, a eleição de 2012 e os mitos derrubados
Título: Titã-fragmento. Escultora: Beatriz Cunha A eleição de 2012, em Taiobeiras, serviu para revelar uma realidade que já existia, mas que estava encoberta pelo surreal manto da ideologia e da propaganda. Os mitos caíram e, junto com eles, as máscaras políticas esculpidas desde o ano 2000. Vejamos algumas lendas nas quais ainda tem gente que acredita. Porém, pelos fatos, foram cabalmente desmentidas.1. O perigo do joelismo com Joel. E o joelismo sem Joel:
Desde o ano 2000 que a figura pública do ex-prefeito Joel da Cruz Santos passou a ser trabalhada na mente dos taiobeirenses como a verdadeira expressão de tudo aquilo que não presta. Em outras palavras, Joel e o joelismo seriam o próprio mal em pessoa, na boca dos novos inquilinos do poder. Para além da crítica política, democraticamente necessária a qualquer governo, especialmente ao de Joel – que não era nenhum exemplo –, uma verdadeira cruzada contra sua vida pessoal e liderança política foi milimetricamente posta em prática, demonizando a ele e aos seus apoiadores ou admiradores. Uma vez ganhando a prefeitura em 2004, o grupo do prefeito Denerval passou a brandir o mito de que “nada de bom” foi feito em Taiobeiras até aquele momento e que, portanto, seria necessário impedir o retorno ao suposto caos do joelismo. Nada mais falso. A elite de Taiobeiras, que serviu e deu sustentação ao ex-prefeito enquanto ele se mantinha firme na corda bamba da política, é a mesma que atualmente se une em torno do Pacto de Poder liderado por Denerval. Inclusive, com mais fervor e devoção que outrora. Na prática, atualmente há um joelismo que dispensa a figura de Joel. Evidentemente, por boa educação, não é necessário citar nomes de pessoas ou de gerações familiares inteiras que sob Joel ou sob Denerval, se conservam em vistosos cargos da administração municipal.
2. O clientelismo joelista, porém, “chique” e sofisticado:
A grande crítica que se fazia à política joelista era com relação à corrupção, à manipulação do voto através do atendimento de pequenas demandas isoladas de cada eleitor, ao clientelismo e à compra de votos. Designou-se, inclusive, o velho termo sociológico “coronelismo”, apropriado para a análise histórica da República Velha (1889-1930), para o entendimento do caso taiobeirense. A crítica, claro, não era infundada. Vivia-se o descalabro. No entanto, entra para a galeria dos mitos, o fato de que essa política persistiu no pós-Joel, com uma nova roupagem, mais sofisticada e moderna, nem por isso menos odiosa e prejudicial. Vive-se um populismo disfarçado, um clientelismo “chique”. A campanha de 2012 pareceu demonstrar, com base nos processos de pedido de cassação de candidaturas e inelegibilidades ainda em curso, que tudo o que se ofertou no mercado eleitoral foi avidamente consumido não importando as consequências.
3. O risco de Taiobeiras retroceder aos “caos” pré-2005. E as táticas nazistas:
Uma das grandes mentiras do processo eleitoral de 2012, contada mais de mil vezes, sob inspiração de Goebels, ministro da propaganda nazista, a fim de que se tornasse mais uma “verdade” fabricada pelo regime político-ideológico firmemente instalado no Paço de Bom Jardim, era o de que Carlito se unira a Joel para fazer Taiobeiras retroceder aos tempos de antigamente e, dessa forma, destruir os “avanços” construídos por Denerval de 2005 para cá. Como já disse no primeiro item, o joelismo sem Joel, da Prefeitura nunca saiu. Tampouco, apesar de toda crítica merecida que se possa fazer a Joel, até mesmo os adversários mais ferrenhos reconhecem que a maior parte da infraestrutura pública existente em Taiobeiras foi edificada sob seus mandatos. Também, qualquer pessoa sensata, que compreenda um pouco de história, sabe que Taiobeiras não foi inventada por Denerval nem iniciada em 2005, como o marketing oficial quer nos fazer crer. Logo, a união entre os partidos políticos PDT, de Carlito e PR, de Joel, foi apenas uma justa coalização eleitoral, absolutamente necessária, e legalmente permitida, para além da “demonização” com a qual se deleitaram os detratores.
4. Para ser prefeito precisa ser um administrador. E a negação disso em 2012:
Denerval foi candidato a prefeito de Taiobeiras três vezes. Perdeu na primeira, mas se firmou como liderança, abrindo caminho para as vitórias seguintes. Sua tática eleitoral: a desconstrução impiedosa do adversário, atacando inclusive a vida pessoal do sujeito (Joel e João da Caixa que o digam). Seu discurso: o de que a prefeitura precisa ser administrada com o mesmo rigor e técnica com que se coordena uma empresa privada. Para isto, o prefeito precisaria ser um empreendedor de sucesso, como ele. Discurso que lhe caiu como uma luva, em contraposição ao jeitão desleixado e popular de seus antecessores. O fato é que esse argumento foi escandalosamente abandonado em 2012. Claro que para não prejudicar o candidato do momento, que não possui este mesmo perfil. Também, para não beneficiar o candidato da oposição, este sim, um empresário reconhecido. Para quem tem um pouco de memória e senso crítico, deve ter sido irônico ouvir da propaganda do grupo tucano em 2012 a seguinte frase: “Lembre-se, administrar uma prefeitura é diferente de administrar uma empresa…” Nas eleições anteriores falavam justamente o contrário. Também concordo que, para ocupar um cargo político, não é necessário ser empresário. O melhor exemplo é o ex-presidente Lula. Questiono sobre como os argumentos políticos são descartáveis, utilizados como roupas, que são vestidas ou despidas ao prazer ou necessidade do usuário. Conveniências cínicas da política, somente possíveis porque o povo de Taiobeiras é propositalmente levado à despolitização e à alienação.
5. O refinamento da elite política que subiu ao trono em 2005. E o Facebook e o boneco:
Com a subida dos tucanos ao poder taiobeirense em 2005, difundiu-se a ideia de que a nova classe política seria mais moderna e refinada do que a anterior. Mais um daqueles preconceitos de classe bem típicos da nova burguesia. No dizer deles próprios, a turma de João da Caixa representaria a bagunça e, eles, a retidão moral que chegou para por ordem na casa. Como já disse, repito, foram-se Joel e seu vice, João Emílio, mas o joelismo permaneceu no Paço. Se não escancarado, pelos menos presente no modus operandi. A campanha de 2012 jogou mais este mito no chão. A virulência na internet, especialmente na rede social Facebook, demonstrou a face “pouco meiga” do regime. O patrulhamento ideológico e as desmoralizações contra os adversários se deram, e continuam ainda, num nível muito abaixo do que pode ser chamado de civilizado. Para quem foi oposição a Joel, e continua, agora, aos tucanos, como este que redige o artigo que você lê, é possível dizer que havia maior respeito democrático naquele tempo do que hoje. O Facebook e o boneco da cruz-de-tau – queimado em praça pública – estão aí por testemunhas.
Há muitos outros mitos estatelados no chão. Foram derrubados por seus próprios inventores. É urgente que a comunidade taiobeirense os identifique e os reflita. Eles venceram o pleito, mas a constatação de seus estratagemas para o alcance e a manutenção do poder tornou-se evidente para muitos, como nunca antes. Cabe à sociedade, que votou ou não no grupo vencedor, ter o discernimento desses fatos para saber cobrar e controlar.
Não basta somente uma sociedade avançar no plano econômico. É preciso criar os meios para que a política, a cultura e o regime democrático co-participem do crescimento da economia. Também, é necessário construir uma cidade que vá além da beleza de suas praças e avenidas ou da alegria de suas festas. Um lugar onde as pessoas, especialmente aquelas que estão segregadas pela pobreza, pelas drogas ou pelo baixo conhecimento cultural, sejam integradas ao convívio cidadão.
Taiobeiras é hoje uma cidade de “contos de fadas”. Não se pode negar que haja muitos avanços, boa parte deles porque o Brasil também avançou. Mas não existe na classe política que a dirige uma sensibilidade para com os que estão à margem; para com as questões da juventude: vítima da violência e das drogas; para com as situações étnico-culturais; para com a educação contextualizada e de qualidade; não há um olhar social efetivo e moderno ou comprometido como a elevação da dignidade da pessoa humana. Tudo isso tem de ser alcançado através da luta da comunidade.
Que em 2013, a sociedade caminhe na direção de uma Taiobeiras mais justa, solidária e humana. -
Artigo do Levon: Injustiça e Esperança
A sensação de injustiça tem sabor. No caso, um gosto amargo, que engulha o estômago e produz um sentimento de secura, vazio e raiva. É algo extremamente ruim e, provavelmente, faz muito mal à saúde física e moral que quem a nutre.
Pense, então, como devem ter se sentido os povos que habitavam o Brasil, há quinhentos anos, quando os homens brancos portugueses invadiram suas aldeias atirando, tocando fogo nas ocas, matando homens, estuprando mulheres, retirando fetos de ventres femininos abertos a golpes de facão e espada, perfurando olhos e estilhaçando membros indefesos. O medo, a dor, a humilhação e a impotência na sua forma mais brutal. A noção de que não havia ninguém por quem chamar; nenhum protetor a quem pedir socorro; nada de salvador por quem esperar. Enfim, a ausência de um poder a lhes salvar do suplício. Sensação de injustiça!
Avance para algumas décadas depois e transporte-se para um navio de tráfico negreiro em meio ao Atlântico, fazendo o percurso entre África e América, numa noite tenebrosa de tempestade. Corpos bronzeados e luzidios, da cor do ébano, nus como a liberdade da qual foram despidos, amarrados por grilhões nos pés e nas mãos, esfomeados e doentes, doloridos na carne e na alma. As mentes a martelar, como numa sessão de tortura, o instante em que foram capturados, arrancados e afastados de seus entes, pais, mães, mulheres, maridos, filhos em África, torpemente vendidos como escravos, objetos da nascente economia mercantilista-escravocrata de então. A quem poderiam gritar? Recorrer de que? Qual juiz lhes daria razão e restituir-lhes-ia o sentido de suas vidas de antes? Sensação de injustiça!
Mais alguns séculos adiante, na fria Europa, trabalhadores e trabalhadoras nas fábricas da industriosa Inglaterra. Dezesseis horas diárias dentro dos galpões das tecelagens, inalando gases e a fuligem da lã, em atividades repetitivas à exaustão. Seres humanos plantados em ambientes lúgubres, úmidos, sombrios, de pouca ventilação, fechados à entrada da luz do sol. Desprovidos dos direitos mais básicos. Submetidos todos, a família inteira, da criança de dois anos, passando pelos adolescentes e jovens, às mães e aos pais, e os idosos, à triste e determinista rotina das inovadoras rotatórias movidas a vapor. Constituíam-se em vítimas do tão louvado progresso que se inaugurava. De quem esperar complacência? Qual patrão ou governo as lhes prover dignidade? Donde aguardar clemência? Quem seria por eles? Sensação de injustiça!
Já no século 20, na década de 60, jovens estudantes, líderes comunitários, trabalhadores sindicalizados, no Brasil, todos esperando pelas reformas de base que poderiam antecipar em décadas o tão necessário e esperado desenvolvimento com equilíbrio social para o país. Na noite sombria de 31 de março para 1º de abril, tanques se levantam, botas militares marcham, a democracia é pisoteada, o governo constitucional eleito pelo povo é deposto. Os interesses econômicos dos poderosos mais uma vez tripudiam sobre os da maioria do povo pobre. Cassações, fechamento da ordem democrática, expurgos, prisões arbitrárias, censura e perseguição, tortura e desaparecimento. Amparados pelo imperialismo norte-americano, compungidos pela velha moléstia aristocrática da “casa grande”, classe média e elites se seduziram e se cegaram ante ao clamor por liberdade política e igualdade social. De novo, de quem suscitar socorro? De onde aguardar salvação? O que fazer? Sensação de injustiça!
Nos dias de hoje, apesar da aparente normalidade democrática e da suposta liberdade de expressão, a disputa legítima pelo poder, por parte do povo e das pessoas que colocam os interesses coletivos acima dos seus próprios, se faz contra os interesses mais mesquinhos e inconfessáveis. A degradação e a fraude do sufrágio ocorrem com o suborno coletivo das mentes. A compra da consciência e do voto. O uso do recurso público – sagrado para a solução das necessidades de libertação dos mais necessitados – inútil e vilmente utilizado como patrimônio próprio. A coerção de pessoas e de comunidades inteiras. A compra desleal e vil. A utilização de todos os recursos, supostamente criados para a defesa social, hereticamente voltados para coibir e coagir. Tudo isso desmobiliza e desmotiva os imbuídos de real interesse público; sacrifica a boa intenção; e sabota a boa inteligência. Ressalta as oligarquias; premia o menor esforço e falta de competência; exalta o puxa-saquismo; e pisoteia as melhores ideias. A quem os bem intencionados podem recorrer, se até mesmo o poder de aplicar a justiça se cala, se omite e se acovarda? De onde ou do que solicitar equanimidade e garantia de respeito? Mais uma vez, sensação de injustiça!
Para todas essas “sensações de injustiça”, iguais ou maiores, demorados ou imediatos, “sinais de esperança”! Para os nativos do Brasil, as esperanças imortais estão presentes nas lutas antigas ou atuais de Sepé Tiaraju, Juruna, Gaudino, Kaiowás-Guaranis, Casaldáliga e outros tantos! Dos negros, se levantaram imortais heróis como Zumbi, Chica, Patrocínio, Rebouças, Castro Alves, Mãe Menininha e muitos outros a espraiar esperanças cor-de-noite-brilhante! Para os trabalhadores de outrora e de hoje, comprimidos por máquinas desumanas ou por ditaduras sanguinárias, as esperanças são despertadas por tantos como os cartistas, os ludistas, os socialistas utópicos e científicos; as esperanças guerreiras de homens e mulheres como Olga e Prestes, Brizola, Lula e Dilma, Herzog e Tito de Alencar, Zuzu e Guevara. Para a democracia imperfeita e mutilada de nossos dias, de nossa cidade, a esperança no rosto do povo nas portas do Judiciário, em frente aos Fóruns e nas praças, carregando bandeiras cor-de-sangue e cor-de-céu de sonhos e de liberdade, a pé ou montados em bicicletas de sonhos, a manifestar que o interesse público é dom que não se compra nem se vende, que o direito de um precisa estar condicionado ao direito de todos! Espera… Esperança… Esperanças!
E se todas essas esperanças falharem, ainda restará uma esperança maior. Esperança de um jovem galileu que por aqui esteve há dois mil anos apenas praticando o amor. “Estranhamente”, mesmo amando tanto, foi condenado à morte por quem detinha o poder político em sua época. Apesar de todo o “sentimento de injustiça” que permeou sua morte numa cruz, brindou a todos com a “esperança vibrante” de voltar a viver ressuscitando três dias depois de sua execução pelos romanos. Espera… Esperança… Esperanças… presentes no doce sabor da justiça; exaladas no suave perfume da paz! -
Debatendo Taiobeiras: desconstruindo os mitos
Eu escrevi este texto em 26 de julho de 2012, quando a campanha eleitoral para prefeito começava a esquentar aqui em Taiobeiras (MG). Tomei “muita pancada” por conta dele e também recebi outro tanto de concordâncias. Não o publiquei no Blog. Divulguei-o nas redes sociais, pois foi feito como peça de campanha da coligação Taiobeiras Merece Mais. Baixada a poeira entorpecente das vaidades, mesmo sendo um libelo eleitoral, acho que ele contém ainda algumas verdades que precisam ser melhor compreendidas e assimiladas, para o bem da tão acanhada reflexão política taiobeirense. Por isto, republico-o aqui para você. Para que, ao menos pelo meio escrito-virtual da exposição das ideias, haja o debate democrático tão tristemente impedido e amordaçado durante o período das eleições. Amordaçado e impedido justamente por quem, imaginava-se, constitui a elite econômica, cultural e política de Taiobeiras.
O QUE ERA ANTES NÃO É MAIS AGORA. MAS O QUE IMPORTA É O FUTURO.
OLHOS FIXOS NO FUTURO. É ELE QUE NOS ESPERA.Eu me lembro que em 2000, quando Denerval se candidatou a prefeito pela primeira vez e foi derrotado por Joel Cruz, que seu discurso era o de construir uma nova política, livre de boatos, livre de interesses particulares. Recordo-me que Denerval reclamava muito da onda de boatos. Diziam que ele, por nunca ter se candidatado ou exercido um cargo político antes, não era preparado o suficiente para ser prefeito. Outros investiam contra o fato de ser um empresário de sucesso. Afirmavam que ele era ruim com os empregados, etc… Felizmente, tudo isso caiu por terra. Prevaleceu a comparação de perfis.
O fato é que, quatro anos depois, contra todo esse tipo de boataria, Denerval chegou ao poder e aí está há oito anos. Tenho sérias críticas políticas ao seu governo. E já as fiz, livremente, em meus artigos que estão disponíveis no Blog e na coluna que mantenho no Jornal Folha Regional. Nada contra sua pessoa e sua brilhante liderança. Ninguém nega que Denerval conseguiu impor o seu ritmo e a sua liderança a Taiobeiras. Isto é fato incontestável. E há méritos luminosos em seu trabalho que a história saberá guardar, contar e homenagear.
Infelizmente, no entanto, a história tem o costume de se repetir, primeiro como tragédia, depois como comédia. O discurso de Denerval para chegar ao poder, o do empreendedor de sucesso, o do empresário capacitado, hoje é absolutamente negado por seus apoiadores mais próximos. Usam os mesmos recursos e artifícios que um dia estiveram contra Denerval para atingir Carlito. Olham para Carlito, e sabem que ele tem o perfil mais próximo daquilo que defenderam há oito anos. Mas insistentemente negam. Por qual motivo?
É a lógica do poder pelo poder. Algo natural e comum em termos de Ciência Política. O projeto de transformação acabou. Agora há um projeto de manutenção. Negam-se a avançar ainda mais. Resta saber se é do interesse coletivo de Taiobeiras que isto ocorra.
Buscam velhos mitos do passado, já derrubados por eles mesmos! Inventam perigos inexistentes. Chegam ao ridículo de afirmar que a cidade voltará a ser como antes de Denerval caso Carlito chegue ao poder. É menosprezar demais a inteligência do taiobeirense!
Todos sabem que Carlito não teria chegado a construir o grupo empresarial que construiu se não tivesse capacidade de planejamento, condições de liderança e firmeza ética suficientes. O próprio Denerval é quem inventou “a verdade única” de que governar a prefeitura é como administrar uma empresa. Seguindo essa mesma ideia, qual dos dois candidatos em questão é, atualmente, o que se destacou na boa condução de uma empresa e, portanto, o mais apto a dirigir a prefeitura depois de Denerval?
Merece destaque o fato de que Carlito, até o momento, tem se dedicado firmemente a apresentar propostas e ideias de como conduzir bem o nosso município pelos próximos quatro anos, sem lançar mão de baixarias ou revanchismos. É importante que persista, de cabeça erguida, neste caminho. Fez uma boa síntese do Plano de Governo e, democraticamente, tem se reunido com vários setores da sociedade para debater este mesmo plano e enriquecê-lo. Um bom começo. Um bom exemplo para todos os políticos. Uma inovação em nossa história. -
Taiobeirense lança livro sobre Madonna em São Paulo
No dia do aniversário de 59 anos da emancipação política e administrativa de Taiobeiras, o jovem escritor taiobeirense Alex Saraiva lançará livro na capital paulista.
Título: MADONNA e a Construção da Imagem no Universo da Polêmica Midiática.
Editora: Multifoco.
Data: 12 de dezembro de 2012.
Local: Espaço Parlapatões, Praça Franklin Roosevelt, 158, Centro, São Paulo.
Horário: 18 horas.Para conhecer mais sobre Alex Saraiva ou Leco Saraiva, estudante de Comunicação da FAPCom (Faculdade Paulus de Comunicação), clique aqui e vá ao seu perfil no Facebook.
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Dilma premia aluno de Taiobeiras na OBMEP

Estudante Gustavo Souza Amorim e a Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff Parabéns ao Gustavo Souza Amorim, aluno do 8º ano (antiga 7ª série) do Ensino Fundamental da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves – Taiobeiras/MG – , por ser um dos premiados na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) pela Presidenta Dilma Rousseff em cerimônia que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro/RJ.
Gustavo é filho da professora Nídia Souza e do instrutor de capoeira Gilson Amorim. -
Taiobeiras: celebrar a chuva no Santo Cruzeiro dos Martírios
Conjunto histórico-cultural do Santo Cruzeiro dos Martírios
(Taiobeiras/MG) e a chuva, em foto de
02 de novembro de 2012.A chuva demorou. Mas chegou. Conforme a devoção. Embora a ciência meteorológica também a previsse. Mas valeu (e vale) a fé do povo. Deveria também valer o planejamento estratégico e a longo prazo por parte de quem tem poder.
Assim sendo, vamos comemorá-la (a chuva). Nada melhor do que celebrar as benesses do céu neste lugar (da foto) onde há mais de 100 anos os sertanejos-geraizeiros, do mesmo sofrimento da seca cruel, mas de inquebrantável fé, faziam suas promessas e penitências, piamente esperando pela chuva. Chuva que molha a terra e a fecunda. Que produz os frutos. Que nos dá o pão. Que sacia nossa sede de justiça e enternece nossas ressequidas relações humanas.
Celebremos a chuva, dom de Deus (necessidade do Ser Humano) no Santo Cruzeiro dos Martírios (Taiobeiras/MG), debaixo do velho Pequizeiro sesquicentenário, com a Capelinha de Todos os Santos por testemunha. Celebremos a vida que, a despeito da chuva ter vindo no dia de Finados, se renova, transborda e deseja, ardentemente, continuar vivendo.
Para saber mais sobre o Santo Cruzeiro dos Martírios, clique nos seguintes links:
1. Re-sacralizar nossa cultura;
2. História de Taiobeiras: O Santo Cruzeiro dos Martírios;
3. Taiobeiras: Santo Cruzeiro dos Martírios. -
Taiobeiras: De novo, o boneco, e nada de pedido de desculpas…

Atitude que representou a baixa politização em
Taiobeiras. Imagem disponível no FacebookCom entrevista em rádio e tudo o mais, mesmo assim nada da grandeza moral de pedir desculpas por esse atraso ilustrado aí na foto (boneco). Fica a pergunta: cadê o exemplo de civilidade?
Aproveito para reproduzir dois parágrafos de um manifesto de indignação que alguns eleitores de Taiobeiras publicaram na p. 9 da edição 206, ano IX, mês de outubro de 2012, do Jornal Folha Regional (Taiobeiras/MG):
“[…] 1. O estímulo de atitudes de Ódio contra pessoa de Carlito Arruda e aos seus principais formuladores de campanha, por parte de membros da campanha adversária, por meio das redes sociais ou de instrumentos de ‘zombaria’ e desqualificação moral, revelam o perigo social e ético ao qual Taiobeiras está exposto, comparável à Alemanha na época do movimento nazista. E a falta de manifestação das lideranças vencedoras em desaprovar tais atos só vem a comprovar e a agravar a situação de pobreza moral e cultural à qual nossa sociedade se rebaixou.
2. A confecção, exposição e mutilação de um boneco que mimetiza a figura pública de Carlito Arruda choca a boa consciência e escandaliza o suposto avanço ético e cultural que tanto disseram que Taiobeiras havia alcançado. Não pode ser considerada avançada uma sociedade onde a suposta elite não se envergonha de tal atitude típica da barbárie. Na impossibilidade de matar o homem Carlito, mataram o boneco. Não perceberam que o significado de quem construiu o boneco e o malhou; de quem o postou nas redes sociais e de quem ‘curtiu’ é um só: ‘destruir fisicamente quem pensa diferente e quem ousa dizer o que pensa’. Ato gravíssimo de intolerância e de desrespeito às liberdades democráticas. Nenhuma vitória justifica incitamento aos comportamentos mais obscuros da alma humana.
[…]” -
Taiobeiras: "Lata d’água na cabeça" e "Tomara que chova três dias sem parar"
Em meio à crise da falta de água (junto com falta de planejamento a longo prazo), nunca é demais sanear a aridez cultural com um pouco das boas produções artísticas da genuína música brasileira.
Lata d’água na cabeça (1952)
Tomara que chova três dias sem parar (1950) -
Vídeo: A previsível falta de água em Taiobeiras
Não é nada satisfatória a constatação que é feita nesse video. Não agrada a ninguém a realidade vivida, das faltas de água e de planejamento. Mas é necessário que seja mostrado, a fim de que a sociedade tome consciência das responsabilidades de suas autoridades. Pela tomada de conhecimento se avança na capacidade da comunidade em ter condições de controlar as políticas públicas e os seus agentes (os políticos).
É um trecho do discurso do então candidato a prefeito de Taiobeiras/MG, Carlito Arruda (PDT), num comício realizado na Avenida Caiçara, esquina com a Rua Diamantina, no dia 22 de setembro de 2012. Infelizmente, a previsão se fez realidade até mesmo antes do que muitos imaginavam.
O problema é que, na ocasião, o então candidato foi duramente criticado por ter dito essas palavras. Vigorava, naquele momento, a ilusória ideia de que Taiobeiras era um verdadeiro paraíso em meio ao Vale do Rio Pardo, com ausência total de problemas de quaisquer ordem. Bastou apurar as urnas.
Vamos ao vídeo. -
Taiobeiras: o boneco, a manifestação, o cravo e a canela
Fico encabulado com a HIPOCRISIA SOCIAL em dois atos:

O boneco (Foto: disponível no Facebook) 1º: Fazer boneco representando a pessoa de um candidato (inclusive com um arremedo de símbolo religioso atrelado ao pescoço da “obra de arte”), chutá-lo, rasgá-lo e queimá-lo em praça pública… PODE! E não se fala mais nisso. Acham bonito. Talvez, o ápice da demonstração de civilidade e de amor ao município!

Manifestação popular em frente ao Fórum 2º: Falar a verdade, fazer crítica política e demonstrar opiniões sociais… NÃO PODE! É feio, errado, bagunça e burrice, no dizer dos mesmos que bateram palmas para o “sarau do boneco”.

Capa de Gabriela, Cravo e Canela Nos tempos vindouros, quando estudarem essa nossa época e essa nossa Taiobeiras, os futuros escritores precisarão recriar uma “nova Gabriela, Cravo e Canela” (que acabei de ler, maravilhosa obra!) para desmascarar este tempo, assim como fez Jorge Amado em relação à Bahia dos coronéis da República Velha.
Em tempo: Acredito que ação perpetrada contra o boneco foi tão somente o deleite do fetiche, na impossibilidade de fazer o mesmo sobre a pessoa real e aos seus companheiros. -
Taiobeiras: "a seca borrou a maquiagem"

Foto: Jornal Folha Regional (Taiobeiras/MG) Utilizando expressão do jornalista Alex Sandro Mendes, diretor do Jornal Folha Regional, em seu perfil no site de relacionamentos Facebook, “a seca está borrando a maquiagem” de Taiobeiras, Alto Rio Pardo (Norte de Minas).
Na imagem, caminhões-pipa da COPASA chegam à cidade nesta quinta, 25/10/2012, para buscar água muito… muito… muito longe, já que o Rio Pardo secou. Reproduz uma cena lamentável para a nossa história, em pleno século XXI.
Ao contrário do que muitos dizem, o problema não é só de falta de chuvas (previsível e cíclico na região), mas de ausência de planejamento a longo prazo. Agora, resta orar aos céus e exercer a cidadania, poupando água e cobrando a quem de direito e de dever. -
Taiobeiras: baixaria ou cidadania?

Exercício de liberdade de expressão em frente ao Fórum
de Taiobeiras, infelizmente ridicularizado em algumas
redes e ambientes sociais supostamente civilizadosNuma terra onde as liberdades políticas de pensamento e expressão são consideradas baixaria e o ato de esculhambar com a honra alheia é visto com bons olhos por certos setores supostamente civilizados, qual será o futuro?
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A entrevista de Carlito Arruda
Infelizmente, durante o período eleitoral não houve um debate entre os candidatos a Prefeito de Taiobeiras (Norte de Minas Gerais), como ocorre em lugares civilizados. O então candidato do PSDB não quis nem falar no assunto. Mesmo assim, Carlito Arruda, do PDT, aceitou o convite do jornalista Stanley Colombo, site www.TudoSuper.com.br, para dar essa entrevista que vale a pena ser reapresentada agora, já um pouco fora do calor da disputa, com maior serenidade e espírito de interesse público.
Vamos lá… (para não dizer explicitamente, Vamos juntos!). -
Juíza de Taiobeiras recebe manifestantes

Manifestantes pela 3ª vez em frente ao Fórum de Taiobeiras Manifestando-se em frente ao Fórum da Comarca pela terceira vez em uma semana e meia, eleitores de Taiobeiras foram recebidos no final da tarde de segunda, 22/10/2012, pela Juíza Eleitoral da 266ª Zona, Marcela Decat.
De acordo com a versão on line do Jornal Folha Regional, a magistrada “ouviu todas as alegações dos eleitores que cobram apuração das denúncias de compra de votos contra o candidato eleito Danilo Mendes (PSDB (…) considerou que as denúncias são realmente graves e garantiu esforço para sentenciar o processo ainda este ano”.Veja aqui os links das matérias sobre as manifestações anteriores:
2ª manifestação 17/10/2012
1ª manifestação 11/10/2012





