Autor: Levon Nascimento
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Semana da Cidadania no Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento
Entre 19 e 23 de abril de 2021, o Professor Levon Nascimento realizará a Semana da Cidadania, com uma programação de lives que contará com a entrevista de parlamentares progressistas e da juíza da Comarca de Taiobeiras.
O objetivo geral da Semana da Cidadania, segundo o Professor Levon, é subsidiar o debate pela valorização da democracia, do Estado de Direito e das lutas populares no Brasil sob os efeitos da pandemia da COVID-19.
Em específico, é desejo do Professor Levon contribuir com o livre debates de ideias – especialmente as ideias progressistas – no Alto Rio Pardo (Norte de Minas Gerais).
19/04: Deputado Federal Padre João (PT/MG) e Leleco Pimentel, Deputado Estadual Suplente e membro da Comissão Executiva do PT mineiro.

Padre João / Leleco Pimentel / Levon Nascimento 20/04: Dra. Juliana Campos, Juíza de Direito da Comarca de Taiobeiras.

Dra. Juliana Campos / Levon Nascimento 22/04: Deputada Estadual Leninha (PT/MG).

Leninha / Levon Nascimento 23/04: Deputada Estadual Beatriz Cerqueira (PT/MG).

Beatriz Cerqueira / Levon Nascimento A inspiração para a realização da Semana da Cidadania vem dos tempos em que o Professor Levon Nascimento participou da Pastoral da Juventude, nos anos 1990, quando na semana do feriado de Tiradentes (21 de abril), ocorria tal programação nos grupos de jovens.
As lives ocorrerão nas datas divulgadas acima, das 19h às 20h, pela página @professor.levon na rede social Facebook.
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2ª temporada do Circuito de Lives do Professor Levon
Neste mês de março de 2021, teve início a 2ª Temporada do Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento.
Como em 2020, as lives começam sempre às 19h30, em dias previamente divulgados, com duração aproximada de uma hora.
Os convidados abordam temas sociais, políticos, culturais, religiosos e diversos, conforme suas especialidades.
Em março, os convidados foram Wladmir Coelho, professor e especialista em educação; Késley Oliveira, advogada e militante feminista; Vinícius Mendes Rocha, advogado; e Dom João Justino, arcebispo católico de Montes Claros.

Ep. 1 – Temp. 2 – Tema: Volta às aulas presenciais com aumento da pandemia? 
Ep. 2 – Temp. 2 – Tema: Dia Internacional da Mulher e lutas feministas 
Ep. 3 – Temp. 2 – Tema: Em defesa da Constituição, do Estado de Direito e da Democracia 
Ep. 4 – Temp. 2 – Tema: Quaresma e Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 -
Mais humildade, por Levon Nascimento
A cada dia tomo mais consciência daquela máxima de que “o tempo é o senhor da razão”.
Um exemplo é o que dizíamos sobre os processos fraudulentos contra Lula e a parcialidade criminosa de Sérgio Moro. Caíram por terra e a verdade venceu.
Mas é sobre outra coisa que quero falar, com o mesmo contexto.
Há dez dias lutávamos aqui em TAIOBEIRAS contra a volta presencial das aulas conquanto a comunidade escolar não fosse vacinada.
Contra nossa tese, algumas figuras da área de saúde chegaram a escrever absurdos em redes sociais, do tipo que a classe dos professores não queria trabalhar. Como se não estivéssemos lavorando até mais do que presencialmente no ensino remoto!
Àquela altura, fim de fevereiro e princípio de março, os hospitais de Montes Claros já haviam entrado em colapso quanto ao atendimento de pacientes da Covid-19. Porém, éramos nós “os que queriam botar fogo” na situação, conforme disse uma autoridade local.
Hoje, vemos os dirigentes sanitários do município, por vídeos, em apelos desesperados para que a população só saia de casa em situações realmente importantes, porque a realidade do coronavírus é gravíssima.
Estão corretos, agora. Mas, por que não queriam nos dar ouvidos há dez dias? Até nota do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde, por unanimidade admitindo que já estávamos na pior fase da pandemia, houvera sido publicada.
Infelizmente, por soberba política. Porque o cara do PT, da esquerda, o professor, etc, não pode estar certo segundo aqueles que nos governam há quase 20 anos.
Não sinto prazer nenhum em estar correto neste caso. Infelizmente, na tragédia, todos nós perdemos. Não há vitoriosos. O que quero é o bem comum. É pela vida que eu luto.
Penso que um pouco mais de humildade não fará mal a ninguém.

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Dia Internacional da Mulher 2021
O Professor Levon Nascimento faz uma homenagem às mulheres e um chamamento à luta.
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Parar é péssimo. Morrer, pior ainda. Unir para viver!
É óbvio que as restrições da ONDA ROXA são péssimas para quem trabalha com empreendimentos de comércio, serviços e indústria. Tirando as grandes companhias e conglomerados empresariais, os prejuízos para os demais são enormes. Têm toda razão de estarem preocupados. Afinal, parados, como pagarão as contas?
Daí a importância de todos realizarem esforços contra a disseminação do coronavírus, unidos, sem sabotagem, sem se deixarem levar por ideologias negacionistas ou pelo desmazelo para com a vida humana; usando máscara e álcool em gel, evitando aglomerações, e cumprindo todos os demais cuidados sanitários; pra gente sair logo dessa onda roxa e, lutando pela vacina para todos, voltarmos ao normal, ao trabalho, às escolas presenciais, às igrejas, à vida…
Mas não podemos cair no conto do vigário e na embromação daqueles que, ao invés de ajudar a diminuir a contaminação e as mortes, ficam jogando para a plateia com frases do tipo “lockdown não!” ou “primeiro a economia”.
Em um ano de contradições, o presidente não salvou nem 265 mil vidas perdidas para a Covid-19, nem a economia brasileira, que já estava caindo antes da pandemia, e que tombou ainda mais por conta das políticas neoliberais adotadas pelo ministro Paulo Guedes.
Se o presidente, seguindo o exemplo de outros líderes mundiais de direita e de esquerda, independentemente da ideologia política, tivesse investido na ciência e na compra das vacinas com antecedência, talvez não estivéssemos ainda vivendo esta tragédia, que já dura desde março de 2020.
Lutar pela vacina para todos deve ser o que nos une. Sem fake news, teorias da conspiração ou bobajadas de WhatsApp. O Brasil sempre foi campeão de vacinação e ninguém nunca teve problemas graves com outras vacinas. Por que só agora, quando a gente mais precisa, é que ficam colocando minhocas na cabeça do povo, inclusive abusando da religião para espalharem mentiras?
Cientificamente, a vacina é o que há de comprovadamente mais eficiente contra o coronavírus. Defender a aprovação do auxílio emergencial para as pessoas em situação de desemprego também é necessário, para reaquecer a economia e, dessa forma, movimentar os empreendimentos e gerar mais empregos.
Vamos obedecer à lei e às normas, para a gente sair logo desse sofrimento.
Levon Nascimento

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Balanço do circuito de lives do Professor Levon/2020. Em breve, a nova temporada
De junho a setembro de 2020, em meio ao isolamento social provocado pela Covid-19, o Professor Levon Nascimento, de Taiobeiras, realizou a primeira temporada do Circuito de Lives através de suas redes sociais.
Foram vários os convidados e convidados, bem como os temas debatidos. A proposta se concentrou em levar ao público a oportunidade de poder ouvir sobre assuntos relevantes para a formação da pessoa humana, a construção de uma comunidade ativa e solidária e a reflexão sócio-política.
Uma nova temporada do Circuito de Lives do Professor Levon, para 2021, está sendo preparada e estreará em breve.
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Levon Nascimento: 20 anos de professor
Há 20 anos, eu retornava de Montes Claros muito jovem ainda, recém-graduado em Ciências Sociais pela Unimontes (bacharelado e licenciatura), e iniciava a vida profissional “mais séria” na educação formal.
Educador popular eu já era, desde os 16 anos de idade, pelos diversos espaços de formação humana disponibilizados nas pastorais da juventude e do menor e nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), tanto em Taiobeiras como em Montes Claros. Mas, a partir daquele 1º de fevereiro de 2001, novo milênio, início do século XXI, tornava-me “Professor” nas redes estadual (pública) e particular. Trabalhador desde os 13, era meu primeiro emprego “de fato” a garantir uma remuneração razoável e que apontava para o futuro. Doce ilusão.
Idealista, focado mais no pedagógico do que na burocracia do sistema, em grande medida ingênuo mesmo, típico da idade e da geração egressa do noventismo, eu começava uma carreira, cheio de sonhos e projetos.
Hoje, passadas duas décadas, alguns milhares de alunos no currículo, mais maduro, seja no trato frio da realidade, nos choques normais da convivência social e profissional, calejado do contexto socioeconômico e político, sem a mesma ingenuidade e ativismo irrefletidos, permaneço firme no sonho (utópico e, por isso mesmo, cada vez mais transcendente) de contribuir historicamente para a construção de uma nova sociedade, do conhecimento engajado na manutenção da vida, de seres humanos responsáveis, livres, solidários e fraternos.
Que venha o futuro! Graças sejam dadas a Deus pelo passado bem vivido! É na luta e na labuta do presente que a gente vive plenamente.
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Taiobeiras: Financiamento coletivo de campanha
COMO DOAR?
Acesse: https://professor-levon.financie.de
Sou Levon Nascimento (Professor Levon), Pré-Candidato a Prefeito de Taiobeiras pelo Partido dos Trabalhadores. Se a convenção partidária, na data correta, vier a confirmar meu nome para essa disputa eleitoral, farei a campanha com poucos recursos, primeiramente porque é o correto e, em seguida, justamente para dar maior significado à democracia. Se você quiser contribuir com esse processo, faça sua doação para o FINANCIAMENTO COLETIVO DE CAMPANHA, tudo em conformidade com a Lei Eleitoral brasileira.
O QUE É FINANCIAMENTO COLETIVO?
Uma das formas mais honestas de se financiar as campanhas políticas e fortalecer a democracia, impedindo o uso ilegal de recursos públicos e a interferência poder econômico nas decisões do povo, é o FINANCIAMENTO COLETIVO de campanhas eleitorais.
De acordo com a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), os pretensos concorrentes podem contratar as empresas de financiamento coletivo que estejam cadastradas na Justiça Eleitoral. A lista de instituições credenciadas pode ser consultada no Portal do TSE.
Os recursos arrecadados na fase de pré-campanha somente serão disponibilizados ao candidato após o seu registro de candidatura na Justiça Eleitoral, a obtenção do CNPJ da campanha e a abertura de conta bancária específica.
Na hipótese de o pré-candidato não solicitar o seu registro de candidatura, as doações recebidas durante o período de pré-campanha devem ser devolvidas pela empresa arrecadadora diretamente aos respectivos doadores. -

Live em Taiobeiras: As lutas das mulheres
Na data de 25 de junho de 2020, “As lutas das mulheres”, com muitas experiências e conteúdo, foram os temas do Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento.
Mônica Alves Costa, pedagoga, psicopedagoga e assistente social; Maria Vilma Silva Rocha, professora de Língua Portuguesa e Literatura; e Rosana Santos, professora doutora em História Social, foram as convidadas.
Deste circuito, foi a live com maioria de comentário altamente bem fundamentados. Mulheres e homens no combate ao machismo.
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Live em Taiobeiras: Espiritualidade sã numa época insana
Em 22 de junho de 2020, Sônia Gomes Oliveira, presidenta do Conselho Nacional do Laicato, e o jesuíta Padre Tardin, ambos residentes em Montes Claros (MG), foram os convidados para o Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento, que debateu sobre “Espiritualidade Libertadora”, na perspectiva da Teologia da Libertação.
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Live em Taiobeiras: Pessoas LGBTQIA+ e combate à homofobia
15 de junho de 2020 foi um dia histórico para Taiobeiras.
Nessa data, dentro da programação do Circuito de Lives do Professor Levon Nascimento, ocorreu a primeira live que discutiu abertamente, de forma conceitual e argumentativa, a temática sobre os direitos das pessoas LGBTQIA+ e o combate à homofobia.
Os convidados do Professor Levon Nascimento foram os seguintes: Hiago Silva, jovem empreendedor e transexual; Felipe Cortez Grimaldy Aragão, cineasta, dramaturgo e multi-artista; e Uênio Thuary, ator, humorista.
A live teve audiência recorde e mobilização intensa nas redes sociais.
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Santos Juninos: nascimento de São João Batista
O mês de junho, apesar da pandemia do coronavírus, é o tempo especial que a cultura popular sertaneja do Brasil reserva aos festejos dos populares Santo Antônio, São João e São Pedro; aí incluído junto com o dono das chaves dos céus, também o apóstolo São Paulo.
24 de junho é reservado à celebração do nascimento de São João Batista, o mais vistoso dos santos juninos.
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Combate à homofobia em Taiobeiras
Na noite de 15 de junho de 2020, o professor Levon Nascimento levou ao ar o segundo episódio de um Circuito de Lives sobre temas da atualidade.
O assunto abordado foi “Pessoas LGBTQIA+ e o combate à homofobia”.
Uênio Thuary, artista e comediante, Felipe Cortez, cineasta independente e ator, e Hiago Silva, empreender, foram os convidados. Apresentaram suas histórias de vida, narraram as dificuldades de serem pessoas LGBT e pontuaram sobre a luta dessa parcela da população no município de Taiobeiras.
A live teve audiência histórica e muitos comentários receptivos e encorajadores sobre o tema do debate.
Em seu perfil no Facebook, Levon Nascimento afirmou: “O segundo episódio do nosso Circuito de Lives, desta vez tratando sobre pessoas LGBTQIA+ e combate à homofobia, foi um sucesso! Agradecimentos aos meus convidados Uenio Thuary, Felipe Cortez e Hiago Silva; e a todos que acompanharam. A live se encontra salva meu perfil @levon.nascimento, no Facebook”.
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Circuito de lives do professor Levon Nascimento
No contexto da pandemia do coronavírus, em que as interações presenciais foram suprimidas pelas medidas sanitárias de distanciamento social, o professor Levon Nascimento, de Taiobeiras, iniciou neste mês de junho o seu Circuito de Lives sobre temas relevantes para a sociedade.
Entre os assuntos debatidos estão o racismo estrutural no Brasil, homofobia e resistências das pessoas LGBTQIA+, políticas públicas e outros.
O primeiro episódio ocorreu em 09 de junho de 2020 e contou com a participação de Rubens Alves da Silva, doutor em Antropologia Social pela USP e professor da Escola de Ciências da Informação da UFMG, debatendo o tema “Em tempos de pandemia: ‘vidas de negra(os) importam!(?)”.
As lives são transmitidas pelo perfil levon.nascimento, no Facebook, em datas previamente divulgadas nas redes sociais, sempre das 19h30min às 20h30min.
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Artigo do Levon: Coronavírus em Taiobeiras: é daqui pra frente
Vamos parar com essa história de que quem trouxe o coronavírus foi o pessoal que veio de São Paulo.
Chega de transferir culpa! O vírus vem em seres humanos, como você e eu, paulistas, mineiros, etc.
Pode ser que tenha vindo de alguém que chegou de São Paulo, lá no início, ou não. Não estamos isolados no mundo.
Não nos esqueçamos de que houve um liberou geral no Alto Rio Pardo.
Em Salinas, teve até carreata da morte exigindo abertura imediata do comércio.
Em Taiobeiras, quem defende o #fiqueemcasa é chamado de vagabundo nas redes sociais.
Bares abertos, alguns deles desrespeitando os decretos municipais quanto aos cuidados básicos, gente sem máscara e perambulando sem necessidade.
Outros duvidaram de que o vírus existia ou falaram besteiras nas redes, como a de que os caixões com mortos eram invenção da Globo e estavam vazios.
Ouvi coisas que me deixaram até com dúvidas sobre se é fato a tal inteligência humana.
Seguiram o exemplo ruim vindo de Brasília; este sim, um vírus que caminhou mais rápido.
Penso que o coronavírus estava aqui entre nós no Alto Rio Pardo há mais tempo, assintomático ou nas síndromes gripais inespecíficas.
Digo que penso, evidentemente por que não tenho certezas, daí não afirmo categoricamente e nem acuso pessoas. Faltaram testes em massa, aqui e no país inteiro, isso é fato. A política de saúde ficou às escuras sem os testes.
Quem se descuidou e ignorou as recomendações sanitárias pode ter sido o contaminado assintomático que transmitiu a outros, ou não. Mas isso não importa mais.
Agora, é hora de tomar todas as medidas para impedir novas contaminações.
É daqui pra frente, sem ódio, com zelo pela vida humana, que devemos partir.
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Resenha sobre o livro “Vidas Interrompidas”, de Levon Nascimento, pelo jornalista João Renato Diniz Pinto
Prezado Levon,
A primeira vez que ouvi a palavra Taiobeiras foi no segundo grau quando estudava no Colégio Padrão/Pitágoras nos idos de 1995, 1996 e 1997. Fui colega de Nikolas, sobrinho da professora de Português, Rosane Bastos, um dos negros da turma. Cruzeirense e muito inteligente. Depois só retornaria a ter contato com Taiobeiras e o Alto Rio Pardo de Minas pelo blog (diário virtual) do sociólogo Levon Nascimento nos idos de 2003 e pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
O professor da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves retirou a conjunção “de” do nome. Na minha opinião, o “de” representa a linguagem da população norte-mineira e sua generalidade. O “do” ou o “da” é mais específico. Em fevereiro de 2007, voltei a ter contato com Taiobeiras na posse do padre diocesano, negro e baiano Inivaldo Fernando de Lima na Paróquia São Sebastião. Dom Geraldo Majela de Castro passava o comando da Arquidiocese de Montes Claros a dom José Alberto Moura.
Padre Fernandes substituiria os franciscanos brancos da Ordem dos Frades Menores (OFM). Levon Nascimento também é baiano: de Cordeiros. É importante lembrar que, quando os jesuítas começaram a fazer trabalho de inculturação dos indígenas, foram sumariamente expulsos pela Coroa Portuguesa. Os escolhidos para substituí-los: os franciscanos com o seu carisma pacificador. É muito emblemática a escolha pelo Espírito Santo, em 2013, de um papa, argentino, branco e jesuíta com o nome de Francisco para o Vaticano. O superior dos jesuítas era chamado de papa negro e foi forçado a fazer silêncio obsequioso durante as ditaduras ocidentais do século XX. A recomendação foi do monarca, o papa João Paulo II (1978-2005), que orientava a apenas criticar o socialismo no Leste Europeu. A fonte é o livro “Sua Santidade João Paulo II e a história oculta de nosso tempo”, de Carl Bernstein e Marco Politi, Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 1996. Consegui um exemplar pela internet em um sebo da capital fluminense. Custou R$ 5 mais correios.
Ganhei na última quarta-feira (21/05/2020) o livro “Vidas Interrompidas: Juventude, Violência e Políticas Públicas em Taiobeiras – Minas Gerais”, dissertação de mestrado de Levon Nascimento publicada em livro pela Editora Autografia, Rio de Janeiro, 2018. Ele mesmo deixou o livro como presente na caixa de correios da minha casa. Já na página 17, a obra traz o alerta destes tempos pós-modernos. “Com características de execuções sumárias, os homicídios, mortes súbitas por serem jovens transbordantes de vitalidade, ainda que em muitos casos jurados a fenecer pelas pendências do tráfico, e as marcas de crueldade estampadas nas vítimas, acirram no senso comum as percepções de uma guerra social e de que as famílias sofrem punição por terem falhado na educação da prole. Involuntariamente, revelam um processo de individualização e privatização da tragédia, o qual exime a esfera pública de responsabilização perante a opinião da sociedade. São vidas humanas, juvenis, pobres e mestiças que se perdem violentamente”.
Em tempos de coronavírus, destaca-se a decisão presidencial verde e amarela de liberar o uso de cloroquina para a cura dos pacientes, mas cabe ao próprio paciente optar por fazer uso do medicamento, mesmo este entubado e com ventiladores e respiradores por todos os lados. Influenciada pelo capitalismo, a medicina se aburguesou, transferiu responsabilidades e particularizou a saúde do paciente. Nada que o Direito seja contra. O governo não libera o uso da morfina em hospitais para amenizar as dores intermináveis dos doentes graves. Porém, deixa ao deusdará a cocaína branca ser mercantilizada a torto e a direito pelos 27 estados da federação. Nenhuma lei ou imposto para coibir a sua circulação.
Enquanto isso, a maconha é condenada. A música “Faroeste Caboclo”, de nove minutos, escrita por Renato Russo e agora transformada em filme, revela muito da disputa comercial entre a maconha pobre, negra e boliviana e a cocaína rica, branca, policial e política da classe média alta. Vale ressaltar também o branqueamento provocado pela Coroa Portuguesa no Brasil. A mistura de raças foi proposta do governo monárquico para pacificar e acalmar os selvagens aqui encontrados (índios) e os trabalhadores manuais trazidos forçadamente da África (negros).
À página 321 do livro “Lima Barreto: Triste Visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz, Companhia das Letras, São Paulo, 2017, reproduz-se o manuscrito do psiquiatra Juliano Moreira a respeito da divisão racial no país. Branco com caboclo é mameluco. Branco com negro é mulato, recordando que a origem preconceituosa da palavra mulato vem de mulo, estéril, fruto da relação sexual animal irracional do mulo com a égua, o que daria mais proeminência, masculinidade e força ao descendente.
Caboclo com negro é cafuso. Branco com mameluco, mulato, cafuso, caboclo (interrogação) origina o pardo. Mameluco com cafuso dá caibra (interrogação). Caibra ainda é resultado do cruzamento com caboclo, mameluco, mulato e negro. Levon Nascimento me presenteou com o seu livro na quarta-feira (21/05) ao deixar um exemplar na caixa de correios da casa onde moro. Não sei se ele reparou, mas na altura do número 598 da Rua Doutor Veloso, Centro de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, há colada uma placa com o nome da negra Marielle Franco e do branco Anderson Gomes, brutalmente assassinados em 14 de março de 2018, aniversário de morte de Karl Heinrich Marx. Tentei, em protesto, colocar a placa de rua na esquina onde fica a sinalização. Mas uma viatura da polícia militar foi chamada e obrigou-me a retirar a placa do lugar, alegando que aquilo ali é patrimônio público. As letras da placa de rua entre as ruas Dr. Veloso e Dom Pedro II estão desaparecendo. Pedestres e motoristas têm dificuldades de visualização ou visão. De próprio punho, eu mesmo escrevi em um papel comum o nome da Rua Dr. Veloso, CEP e sua história e improvisei no local. Nenhuma viatura veio à minha procura.
No mesmo dia em que adquiri a obra literária sobre Afonso Henriques de Lima Barreto (13/05/1881-01/11/1922), no início de janeiro de 2020, na Livraria Leitura do Shopping Cidade de Belo Horizonte, encontrei o livro “Quarenta anos de sertão”, de Mauro Moreira, Editora Itatiaia Limitada, Coleção Buriti, 1976, a preço popular: R$ 5. À página 55, na crônica “Cheio de direito e coberto de razão”, o autor escreve. “Como, nos grandes centros, fazem conceito errôneo do sertanejo! Principalmente do fazendeiro que vive no interior, na dura labuta de suas fazendas. Pintam-no, geralmente, como um ferrabrás, hostil, sempre pronto, por qualquer dá cá aquela palha, a mandar espancar ou matar seus semelhantes. Nada mais errado! A verdade é que o sertanejo é o homem esquecido dos poderes públicos, o sacrificado, o só lembrado na hora de pagar os mais pesados tributos ao fisco, e tem sempre em seu encalço uma multidão de fiscais do erário à cata de um primeiro engano para aplicar-lhe as mais inexoráveis multas”.
O capitalismo transformou a roça em cidade e a maconha em cocaína. O índio hoje corre artificialmente atrás de auxílio emergencial. Antes corria natural e saudavelmente atrás da caça e da pesca. O sertanejo se metamorfoseou em empreendedor ou latifundiário explorado pelo agronegócio. Como gosta de ensinar a assistente social Sônia Gomes de Oliveira, a negra Sônia Gomes de Oliveira, as veredas agora são urbanas. E a violência se especializa e privatiza a vida humana capitalizada pela especulação financeira de créditos rápidos. Comecei a ler o livro agora. Muito bom! Darcy Ribeiro e o Povo Brasileiro estão orgulhosos de você. Obrigado!
Saudações,
João Renato Diniz Pinto; jornalista montes-clarense.
Sábado, 23 de maio de 2020. -

Artigo: Taiobeiras e o bolsonarismo suicida
Entre o 1º e o 2º turno da eleição presidencial de 2018, dialoguei com importantes lideranças da oposição e da situação em Taiobeiras sobre o risco de seu apoio a Bolsonaro.
Argumentei sobre o fascismo, o culto à morte e a falta de projeto de Nação do então candidato.
Lembrei-lhes que tínhamos à disposição um intelectual refinado como opção, Fernando Haddad, alguém que no Ministério da Educação dobrou o número de estudantes universitários brasileiros e incluiu, pela primeira vez, milhões de brasileiros de origem pobre ao ensino superior.
Eles deram de ombros aos meus alertas. Preferiram seguir a manada e conduziram o eleitorado ao matadouro.
O resultado é que Taiobeiras, já historicamente conservadora, foi uma das campeãs de votos para o neonazismo à brasileira no Norte de Minas, mergulhando de cabeça na imbecilidade e na brutalidade bolsonaristas.
No futuro, as gerações taiobeirenses esclarecidas sentirão vergonha desse período de tragédia e obscurantismo, assim como os alemães se ressentem da era hitleriana.
E essas lideranças serão lembradas negativamente pelo seu colaboracionismo com o mal encarnado na presidência brasileira.
Não haverá perdão histórico.
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Artigo do Levon: “E daí?”
Escrito em 29 de abril de 2020.
A resposta do momento é uma pergunta: e daí?
Diante do número recorde de mortes por coronavírus no Brasil, mais de cinco mil, ultrapassando até a China, o chefe da Nação respondeu: – “E daí?”
Ele deu a senha para que a gente também faça o mesmo quando fica sabendo:
- Que milhares de mulheres são mortas por seus companheiros que ainda acreditam que elas são objetos que lhes pertencem. E daí?
- Que as principais vítimas de homicídio no país são os jovens pobres e negros, das periferias, descendentes dos antigos escravos de origem africana. E daí?
- Que o desemprego retirou os sonhos de milhões de pessoas, jogando-as no desespero e na precarização dos direitos. E daí?
- Que os recursos naturais como a água, as florestas e os minerais são explorados da pior maneira possível, destruindo o ambiente e o clima, envenenando o futuro do país e do mundo. E daí?
- Que além das mortes de coronavírus, já tão alarmantes, continuamos a morrer de dengue, de sarampo, de malária, de fome, de depressão e suicídio, de indiferença e por desprezo social. E daí?
- Que a tortura e os abusos do Estado sobre a vida dos trabalhadores e das trabalhadoras mata todo dia o sonho democrático e nos reduz indivíduos cínicos, consumidores como lagartas, competidores como galos em rinhas. E daí?
O chefe da Nação sintetizou nossa miséria de civilização.
Ele não ama seu próprio povo. Aliás, nem o próprio povo ama a si mesmo.
Em qual Deus acima de todos nós acreditamos: O Deus da vida ou o “deus” da morte?
O que será de nós? E quem se importa? E daí?

















