Autor: Levon Nascimento

  • #Taiobeiras60anos

    Tradicional cartão postal de Taiobeiras, a
    Igrejinha Octogonal de Nossa Senhora de Fátima.

    No site de relacionamentos Facebook foi criado o evento e compartilhado a hashtag #Taiobeiras60anos para marcar, com muito compartilhamento de fotografias históricas e troca de informações, o aniversário de 60 anos do município de Taiobeiras, que se comemora em 12 de dezembro de 2013.

    Na descrição do evento, os organizadores informam o seguinte:Celebrar no Facebook os 60 anos de emancipação de Taiobeiras/MG publicando fotografias e histórias antigas e atuais das famílias, dos eventos e da cultura de Taiobeiras. Cada pessoa publicando no seu próprio perfil no Facebook, mas utilizando a hashtag #Taiobeiras60anos”.

    Também eu, Levon Nascimento, autor deste Blog, estou organizando um livro de artigos contendo reflexões para a celebração destes 60 anos de emancipação. No entanto, o livro somente será publicado no início de 2014. O título do livro é “Sexagenarius” (literalmente 60 anos, em latim).

    Participe!

  • O texto da Lei que criou o município de Taiobeiras há 60 anos

    Visão aérea da região central de Taiobeiras na atualidade,
    espaço que concentra o núcleo histórico e
    originário da cidade

    A cidade de Taiobeiras, situada na região norte do Estado de Minas Gerais, tornou-se município por força da Lei Estadual nº 1039, de 12 de dezembro de 1953. Esta lei  “estabeleceu a Divisão Administrativa e Judiciária do Estado” e emancipou diversas outras localidades mineiras.

    Neste ano de 2013, Taiobeiras completa 60 anos. Conheça o texto completo e original da Lei 1039 clicando neste link a ALMG (Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais).

    Uma síntese sobre as diversas leis que regeram a estruturação histórico-política de Taiobeiras se encontra neste link do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

  • Taiobeiras: valer pelo quem tem ou pelo que é?

    Ser ou Ter?

    Publicado inicialmente no site de relacionamentos Facebook e transcrito paro o Blog:

    Pensa num lugar onde a pessoa vale pelo que tem e não pelo que é. Uma terra onde as aparências significam muito mais que o conteúdo. Este aqui. Sim, este aqui mesmo!

    Mesmo assim, eu teimo em querer contribuir para melhorá-lo. E não me arrependo. A cada dia, mais pessoas “acordam” e tomam consciência de que é preciso superar o “superficial” e abraçar o “perene”.

    De minha parte, assumo a missão do pequeno beija-flor que leva um pingo d’água no bico e o despeja sobre o grande incêndio na floresta, enquanto os demais animais, de braços cruzados, apenas observam irônicos. Ainda assim, o beija-flor insiste. Ele faz a sua parte na grande tarefa da vida: “só é alguém, de verdade, aquele a serviço dos outros”.

  • Natal caloroso brasileiro X neve de papai Noel

    Um presépio (lapinha) brasileiro
    Não sei se é só comigo, mas me dá uma ânsia, uma sensação muito ruim, quando vejo decorações de natal que tentam imitar o clima de inverno do hemisfério norte. Nada a ver com o Natal verdadeiro (do nascimento de Jesus numa estrebaria de Belém de Judá), muito menos com nossa cultura tropical brasileira, em pleno início do “caloroso” verão do hemisfério sul.
    Talvez seja algo como a indignação do grande e clássico sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900-1987) quando lançou o Manifesto Regionalista, no qual atacou o péssimo hábito brasileiro de aceitar cegamente as “novidades estrangeiras”. Disse ele: “esse carnavalesco Papai Noel que, esmagando com suas botas de andar em trenó e pisar em neve as velhas lapinhas brasileiras (presépios), verdes, cheirosas, de tempo de verão, está dando uma nota de ridículo aos nossos natais de família, também enfeitados agora com arvorezinhas estrangeiras mandadas vir da Europa ou dos Estados Unidos pelos burgueses mais cheios de requififes e de dinheiro”.
    Falando em “lapinhas brasileiras” (presépios), esta descrição de Gilberto Freyre me fez relembrar a infância, de um natal que fomos passar juntos aos parentes na comunidade rural de Mandaçaia, no município de Condeúba, na Bahia. A descrição é a mesma, muito enfeitadas com flores do campo, verdes, contendo além das imagens do Menino Jesus, Virgem Maria e São José, uma série de elementos singelos e significativos da nossa cultura sertaneja. Tomavam quase que o espaço inteiro da sala de visitas de cada casa por onde passávamos. E acompanhadas de simples, porém genuína, hospitalidade. Saudades daquele tempo!
  • Contradições "Tico e Teco" (racismo, homofobia, preconceito e machismo inconfessáveis)

    “No Brasil, nunca houve racismo…”
    E tem gente que acredita.
    Publiquei primeiro no Facebook. Transcrevo aqui para o Blog.
    Ter amigos negros, tudo bem. Negros organizados reclamando maior inserção social, errado. Estão buscando privilégios e praticando “racismo invertido”. Não pode!
    Ter amigos gays, tudo bem. Gays organizados contra a homofobia, errado. Estão criando uma “ditadura gay” no país. Não pode!
    Doar alimentos aos pobres durante o natal ou em campanhas de caridade durante o ano, tudo bem. Programas sociais de transferência de renda, errado. Estão criando um “exército de vagabundos”. Não pode!
    A mãe, a esposa e a filha, mulheres muito amadas, tudo bem. Mulheres se organizando para conquistar mais espaço na sociedade, errado. O feminismo está “destruindo” as famílias. Não pode!
  • 60 anos de Taiobeiras: receita de suflê de taioba

    Em comemoração aos 60 anos do município de Taiobeiras, celebrados em 12 de dezembro de 2013, publico aqui uma receita à base de taioba, criada pela professora Marileide Alves Pinheiro, também escritora e militante da causa cultural taiobeirense. A receita foi publicada por Marileide em seu perfil no site de relacionamentos Facebook, além de já ter sido divulgada em programas de televisão de alcance regional. Taioba é uma planta que tem raízes e folhas comestíveis e que empresta o nome ao topônimo de Taiobeiras, devido à sua abundância nativa no terreno que deu origem à cidade. Aproveite e saboreie!

    SUFLÊ DE TAIOBA – Fofuras Gratinadas de Taioba

    (Essa receita já foi para o roteiro de Minas na BAND e Jornal da Alterosa)

    INGREDIENTES DO CREME:
    02 folhas de taioba, rasgadas em pequenas fatias
    03 gemas de ovos
    03 claras em neve
    01 creme de leite
    01 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento
    01 tablete de caldo de galinha

    COMO FAZER:Bater todos os ingredientes citados acima, menos as claras que só serão acrescentadas no final do processo até formar um creme verde e homogêneo.

    INGREDIENTES DO RECHEIO:
    ½ kg linguiça defumada
    04 dentes de alho picados
    01 cebola pequena
    ½ pimentão verde picado
    ½ xícara de queijo parmesão ralado bem fininha.

    COMO FAZER:
    Refogue o ½ kg linguiça defumada, picadas em cubinhos e algumas em tirinhas até ficar bem douradas;/ Acrescente 04 dentes de alho picados, 01 cebola pequena e ½ pimentão verde picado;/ Misture ao refogado o creme verde já pronto e acrescente as claras em neve;/ Unte duas travessas pequenas, coloque a massa e polvilhe o queijo parmesão de leve;/ Levar ao forno (pré-aquecido +_ 200 graus) por aproximadamente 30 minutos;/ Depois de assado, decorar com a linguiças em fatia e folha de taioba bem fininha.

    Esta receita dará duas porções médias para servir em média pessoas. Acompanhamento: Um vinho tinto seco ou suco de laranja… Servir quente. Bom apetite!
  • Taiobeiras aos 60 (fotografias e informações)

    Distrito criado com a denominação de Taiobeiras, pela lei estadual nº 556, de 30-08-1911, subordinado ao município de Rio Pardo. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Taiobeiras figura no município de Rio Pardo. Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral 01-09-1920, o distrito de Taiobeiras figura no município de Rio Pardo. Pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, o distrito de Taiobeiras tomou a denominação de Bom Jardim de Taiobeiras e foi transferido do município de Rio Pardo para o de Salinas.


    Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Bom Jardim de Taiobeiras (ex-Taiobeiras) figura no município de Salinas. Pela lei estadual nº 88, de 30-03-1938, o distrito de Bom Jardim de Taiobeiras voltou a chamar-se simplesmente Taiobeiras. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Taiobeiras (ex-Bom Jardim Taiobeiras) figura no município de Salinas. Assim permanecendo em divisão territorial datada 01-07-1950.


    Elevado à categoria de município com a denominação de Taiobeiras, pela lei nº 1.039, de 12-12-1953, desmembrado de Salinas. Sede no antigo distrito de Taiobeiras. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1954. Em divisão territorial datada de 01-07-1955, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01-07-1960.


    Pela lei estadual nº 2.764, de 30-12-1962, é criado o distrito de Berizal e anexado ao município de Taiobeiras. Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído de 2 distritos: Taiobeiras e Berizal. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993.


    Pela lei estadual nº 12.030, de 21-12-1995, desmembra do município de Taiobeiras o distrito de Berizal. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

    Fonte das informações: IBGE.

  • Coerência: Aplaudiram o PROER, defenestram o BOLSA FAMÍLIA!

    Lula, Dilma e Fernando Henrique

    Escrevi ontem no Facebook e republico aqui no Blog:

    O PROER foi um programa de socorro aos bancos em vias de falência durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Somas altíssimas em dinheiro público foram “doadas” aos grandes banqueiros que já eram muito ricos e ficaram ainda mais. Pouquíssimas pessoas se indignaram.

    O Bolsa Família é um programa de transferência de renda aos mais pobres, apenas um auxílio às famílias mais carentes, que atende milhões de brasileiros humildes, criado no governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e continuado por sua sucessora, a também petista Dilma Rousseff. É diariamente atacado, ridicularizado e acusado de incitar a vagabundagem.

    “Não se perdoa quem governa pensando nos pobres”.

  • Sobre linchamentos políticos na imprensa e nas redes sociais

    Postei no Facebook e transcrevo aqui para o Blog.

    Não há interesse em discutir políticas públicas, pelo que vejo.

    A maioria das pessoas utiliza as redes sociais para fazer a extensão de seus egos raivosos, doentios e cheios de ódio. Fico cada vez mais assustado com isto.

    A eleição do ano que vem, a julgar pelo que já se percebe, tem tudo para ser “tenebrosa” em termos de manifestações de racismo, xenofobia, homofobia, fundamentalismo religioso e preconceito de classe.

    #LivraiNosDoMal!

  • Sobre o acidente na BR-251 que vitimou 14 pessoas de Rubelita

    Rodovia BR-251

    Escrevi mais cedo no Facebook e transcrevo para cá, no Blog:

    25/11/2013: Mais um previsível e trágico acidente na Rodovia BR-251, no trecho entre Montes Claros e Salinas, norte de Minas, deixa um saldo triste de 14 mortos, todos da pequena Rubelita (Alto Rio Pardo/Vale do Jequitinhonha).

    A rodovia passou a ser super-utilizada pelo aumento do transporte pesado entre o Nordeste e o Sudeste. O transporte através de carretas disputa espaço com os demais veículos de passageiros. O micro-ônibus acidentado é do SETS (Sistema Estadual de Transporte em Saúde) e se dirigia a Montes Claros.

    Vamos nos levantar pela duplicação da 251 no Norte de Minas mas, também, pela melhoria constante da estrutura de saúde da microrregião Alto Rio Pardo, de modo que nossa população precise se deslocar, em casos de saúde, somente para tratamentos médicos mais complexos.

    Ajude a propagar a reivindicação não somente neste momento de catarse, mas em todos os momentos e oportunidades da vida social e política da região.

    Saiba mais: Acidente na BR 251 faz 14 vítimas fatais e choca pequena cidade de Rubelita.

  • Análise de conjuntura para Irmãs da Divina Providência

    Estive no dia 21/11/2013 em Montes Claros/MG, a convite da Região Mineira das Irmãs da Divina Providência, sob coordenação da Irmã Maria Rita, desenvolvendo uma Análise da Conjuntura de 2013 sobre os seguintes temas: Brasil, América Latina, Igreja, Norte de Minas e Mundo no capítulo regional que estas religiosas estão realizando.

    Foi, também, uma maravilhosa oportunidade de encontrar grandes amigas: Irmã Neusa Nascimento, Irmã Letícia Rocha, Irmã Maria Eliza De Brida, Irmã Laudeci, Irmã Ilza, Irmã Nilza Cascaes, Irmã Judite e tantas outras que muito já prestaram trabalho social e cristão nesta nossa Taiobeiras e neste nosso Alto Rio Pardo.

    Fui lá dar a minha humilde contribuição e saí muito feliz pelo reencontro.

  • Artigo do Levon: Eita, mataram mais um ali

    Jovita Rego
    Artigo publicado originalmente no Jornal Folha Regional, Taiobeiras/MG, em 22 de novembro de 2013, edição número 222, ano X, página 3.


    “Eita, mataram mais um ali!”– teria exclamado a matriarca Jovita Secundina Rêgo no entardecer de 23 de setembro de 1911, quando ouvira mais um corriqueiro estampido de espingarda. Minutos depois, ela se daria conta de que aquele tiro adentrara a sala de estar e atingira certeiramente o peito de seu marido Martinho Rêgo, desfechando-lhe a vida. Martinho, líder político e homem próspero, foi o primeiro vereador eleito pelo povoado de Bom Jardim das Taiobeiras para a Câmara Municipal de Rio Pardo de Minas, visto que o distrito de Taiobeiras só passaria à jurisdição de Salinas em 7 de setembro de 1923. Aquele assassinato fora encomendado por um bandoleiro a quem Martinho havia preso e recolhido à cadeia de Rio Pardo por prática de arruaça na feira do povoado. Jurara vingança.


    Por pior que fosse aquela morte, a julgar pela frase de constatação conformada proferida por Jovita, por certo não era fato isolado e extraordinário no cotidiano do pequenino arraial de taiobas nativas e abundantes. Infelizmente, assim como também não tem sido “fatos incomuns” os muitos assassinatos cometidos em Taiobeiras pouco mais de um século depois daquele.

    A escalada da violência em Taiobeiras a partir do final de 2007, estendendo-se e ampliando-se até o momento em que escrevo este artigo, nos estertores de 2013, convoca a sociedade e as autoridades constituídas para uma reflexão mais profunda, para além da atávica propensão de tornar superficial e simplista o entendimento de um fenômeno que nos provoca e amedronta.

    Não é possível buscar soluções no topo das árvores, nas pontas dos galhos e nas folhas secas que caem. Isto seria o mesmo que começar a construir uma casa pelo telhado. Reconheço que o tema é complexo e que ninguém tem uma solução definitiva. No entanto, deve ser tratado a partir das raízes, das origens, das questões de fundo e não apenas do já deblaterados jargões de “senso comum”, segundo os quais os problemas são as “leis permissivas” associadas aos “menores impunes”.

    Defender bordões de redução da maioridade penal ou da instituição da pena de morte, somente mascaram um falsa vontade de resolver os problemas. Configura uma espécie de voluntarismo preguiçoso que se recusa a sacudir as mentes empoeiradas pela incapacidade de pensar no bem comum e em saídas humanizadas para os problemas sociais.

    É fato que a atual onda de violência encontra terreno fértil na juventude pobre, cotidianamente confrontada, humilhada e desafiada pela sociedade consumista e de ostentação. Na cara destes meninos e meninas que aderiram ao tráfico, todos os dias, lhes são aguçados os desejos mais profundos e irracionais da alma humana, tal e qual ocorre também com adolescentes e jovens das classes média e alta. A diferença é que com aqueles primeiros, geralmente excluídos das oportunidades mais básicas, inclusive da convivência familiar saudável, ainda lhes faltam os recursos financeiros para a satisfação dos desejos de consumo.

    Somam-se a isto a falência da família tradicional, a inoperância filosófica das instituições religiosas (mais ciosas de seus dogmas do que do entendimento honesto das necessidades do novo ser humano da era globalizada) e a incapacidade da educação formal (pública e sucateada ou privada e mercantil) de ser atraente e edificante na vida desses jovens.

    Em contraposição a tudo isto, traficantes e criminosos, nem sempre aqueles estereotipados com trejeitos de morros e favelas; muitas vezes bem vestidos e antenados com os valores de mercado, expandem seus negócios com uma psicologia e marketing capazes de dar inveja aos melhores estrategistas e profissionais diplomados e pós-graduados. Atuam pelas margens, estimulando “cheiros e sons”, satisfazendo as “sedes” e as “fomes” de atenção, possibilitando o “status” e a “valorização” que o Estado e a comunidade são incapazes de atender. Seduzem, compram, abduzem, dominam, incorporam, enviam, possuem.

    E a cada morte, a cada crime, a sociedade se esconde de medo. As autoridades rugem, mas nada fazem de efetivo. Debatem como reprimir. Convenientemente se esquecem de que a repressão é apenas um medicamento paliativo ou um mero placebo que é dado à comunidade em crise histérica. A culpa, então, é do menor – este “monstro” que se formou sozinho – ladrão, violento, assassino – que precisa ser tirado do convívio das pessoas “normais” e “saudáveis”. Não se questiona de onde vem esta pessoa que mata ou que morreu. Aliás, comemora-se a morte de mais um “safado” e criminoso. “Fosse boa pessoa não teria se metido nisto!” – exclamam com “justa” autoridade moral. Mas, e quando a morte atinge o “inocente”, como em muitos casos ainda não desvendados pela polícia? Quem formou este menor? Qual a sua história? O que foi feito por ele para que não se tornasse mais um? Perguntas complexas para as quais não temos respostas. Nenhum de nós. Até quando?

    Nossa resposta não pode ser simplificadora ou vazia. Não pudemos sucumbir ao senso comum do “pega, esfola e mata” ou do “prende e arrebenta”. Precisamos ir além do “Eita, mataram mais um ali” pronunciado por Jovita há mais de 100 anos em nossa Taiobeiras. É hora de nos perguntarmos: “o que podemos fazer de bom para que mais um não seja morto ali?”.

  • 20 de novembro: Dia Nacional da Consciência Negra

    Homens e mulheres de pele escura, capturados em suas vilas e aldeias, retirados de seus pares e parentes, trazidos na marra, à força, singraram os mares, tratados como animais, mercadorias vis do vil metal capital.
    Vendidos como bichos, tratados ainda com menor relevância. Achincalhados, humilhados, estuprados, violentados no corpo e na alma. Reduzidos a nada. Levantaram-se, levantam-se, firmes com sua fé, sua cultura, sua crença.
    É necessário celebrar esta consciência NEGRA e se orgulhar dela: da cor, da pele, dos aspectos físicos, das feições, do cabelo e, principalmente, da condição de SER NEGRO no Brasil. Parabéns, Zumbi de Palmares. Parabéns, brasileiros afrodescendentes. A luta continua!
    Esta é a homenagem deste blog a todos que, afrodescendentes ou não, se dedicam à redução da desigualdade racial no Brasil e no mundo. Homenagem, também, a todos os meninos e meninas afrodescendentes, muitos deles meus alunos, que ainda não construiram a consciência de valorização da sua etnia e, lamentavelmente, ainda se martirizam por conta de suas características físicas de origem afro. 
    Homenagem à memória dos meus ancestrais, espoliados, massacrados, humilhados, excluídos em razão de serem negos, mesmo assim, firmes, ousados, inteligentes e dignos. Na eternidade, saibam que eu tenho orgulho de pertencer a este povo!
  • Video: Meritocracia, uma mentira conveniente

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    Qualquer semelhança com a realidade do município de Taiobeiras não é mera coincidência. É a teoria verificada na prática.
  • Preparando um novo livro para os 60 anos de Taiobeiras

    Estou preparando um novo livro, reunindo vários textos meus com uma só temática: Taiobeiras/MG. A minha pretensão é lançá-lo como parte das homenagens pelos 60 anos de emancipação da cidade, a ocorrer no próximo 12 de dezembro.

    Estou na captação de apoios financeiros. Uma grande contribuição artística já está garantida: a capa do livro será ilustrada por uma bela imagem criada pela artista plástica Elisiana Alves.

    Aguardem.

  • Livro do taiobeirense Hermínio Miranda

    Trata-se de um poema em 164 sextilhas (estilo cordel)
    narrando a epopeia da construção do monumento do
    Santo Cruzeiro dos Martírios, no final do século XIX,
    no local que viria a se transformar na cidade de
    Taiobeiras/MG. Este poema foi escrito entre 1995 e 1997,
    para comemorar os cem anos do “Santo Cruzeiro”.

    Mexendo aqui nos meus livros, encontrei “SANTO CRUZEIRO DOS MARTÍRIOS”, de autoria do taiobeirense, já falecido, HERMÍNIO MIRANDA COSTA, poema em 164 sextilhas, publicado em 1997. Uma preciosidade. Vou postar umas sextilhas para vocês. Vejam como é atual!

    […]
    5.
    Neste inteirim da antiguidade
    Começou a povoar Taiobeiras
    Por necessidade
    Em um clima de primeira
    Hoje é uma cidade
    Marcada por uma estrela

    6.
    Há muitos anos na localidade
    No perímetro era gerais
    Já falavam em sociedade
    Em conhecimentos iguais
    Em sem ter piedade
    Passavam os outros pra trás

    […]
    17.
    Nos tempos de seca
    A terra fica turva
    As flores ficam pecas
    As estradas se encurvam
    Também se aceita
    Os que vêm pedir chuva

    […]
    19.
    Assim vem acontecendo
    Desde o princípio do mundo
    O povo não está compreendendo
    Nem nas horas e segundos
    Não se fica arrependendo
    Aí o castigo é profundo

    […]

  • Alguns pensamentos meus por Taiobeiras

    Matriz em Reforma, obra da artista plástica Elisiana Alves, retrata
    o interior da Igreja Matriz de S. Sebastião de Taiobeiras durante
    a última reforma, em 2010

    Originalmente, frases escritas no calor dos acontecimentos, na “tela quente” do Facebook, transcrevo-as e republico-as aqui no Blog, para “perpétua memória”! Aventure-se…!

    * Quando a Autoridade descamba para o varejo dos gracejos, para a seara das agressões verbais mais vis, é porque a crise se desnudou bem mais grave do pensávamos. Ou não tem mais autoridade ou porque nunca teve. (04/10/2013)
    * Quando vejo pessoas sérias comemorando o erro, fazendo de conta que a desonestidade é honesta, sinceramente, dá uma alegria imensa de ter as posições que tenho, de ser quem sou, de lutar pelo que luto… por um mundo mais justo, mais ético, mais humano! (04/10/2013)
    * O maior defeito do ignorante é a falta de dúvida, o mesmo que excesso de certeza. (04/10/2013)
    * Ó “ignorância” amada
    Idolatrada
    Salve, salve! (04/10/2013)
    * Vivemos no tempo das “falsas verdades” ou das “verdadeiras mentiras” ou sei lá… Resulta tudo na mesma decadência, ao final. (04/10/2013)
    * Existem “falsas mentiras”?
    Em caso afirmativo, é de se supor que, de fato, são verdades na clandestinidade. (04/10/2013)
    * Infeliz do tempo em que se comemoram os erros, as imundícies e as ilegalidades, ainda que travestidos dos mais reluzentes mantos de beatitude! (03/10/2013)
    * Assumir-se como situação ou como oposição é um ato de coragem política e de vigor intelectual. É mais fácil ser situação, estar do lado de quem está no poder. No entanto, numa democracia, é necessária a audácia dos que não se dobram e nem calam, a oposição, principalmente nas pequenas cidades como nossa Taiobeiras. (03/10/2013)
    * Quando você está no Facebook, discutindo as questões do dia-a-dia da cidade, do estado, do país, do mundo, você também está fazendo política. Numa manifestação de rua, numa greve, também é política. Nos partidos, também é política. O importante é que você tenha propósito e esteja do lado daquilo que beneficiará a comunidade, especialmente àqueles que mais necessitam de ajuda. Faça política, não tenha medo! (03/10/2013)
    * Toda eleição é política. Mas a política não se resume apenas a eleições. (03/10/2013)
    * Cumpra seus deveres, especialmente com a coletividade. Mantenha as ruas limpas, jogue o lixo na lixeira, não quebre os equipamentos públicos (bancos de praça, orelhões, lixeiras, banheiros públicos, etc.). Não é destruindo o que é de todos que se ataca a velha elite que nos retira a possibilidade de obter maior cidadania. (03/10/2013)
    * Exija seus direitos. Especialmente aqueles que sirvam para o bem de muitas pessoas, da comunidade, da coletividade. Não queira favores, “ajeitos”, regalias. Não venda sua consciência. (03/10/2013)
    * O conhecimento não pode estar separado da prática.
    Não é possível ser professor e não fazer política.
    Professor = magistério = ensino = conhecimento.
    Política = práxis = prática = bem comum. (03/10/2013)
    * Enquanto nossos direitos forem tratados como favores, não teremos uma sociedade democrática. (03/10/2013)
    * Agora à tarde
    A natureza está com aqueles rodeios
    Típicos de primavera no sertão
    Fazendo a corte
    Galanteando o espaço
    Pra ver se chove ou se não chove
    Tomara que chova! (02/10/2013)
    * Comunicador que assassina a “última flor do Lácio” é igual a:
    a) professor que não conhece a matéria que leciona;
    b) pedreiro que não levanta paredes;
    c) cozinheira que não entende de ligar o fogão;
    d) comerciante que não sabe vender;
    e) etc… (02/10/2013)
  • Taiobeiras em reflexões (V)

    De acordo com a Lei Eleitoral brasileira, os programas de propaganda de candidatos (não os de partidos), no rádio e na TV, vão ao ar no ano eleitoral, do mês de agosto até a última quinta-feira antes do dia da eleição. Por que aqui em Taiobeiras é diferente? É outro país? E aí Ministério Público Eleitoral?

  • Taiobeiras em reflexões (IV)

    Na História de Taiobeiras, nunca houve um político que ainda não tenha alcançado mandato tão perseguido quanto Carlito Arruda. É o medo do “estabilishment” em relação ao potencial da liderança e dos ideais transformadores que ele inspira. Mesmo agora, fora do período propriamente eleitoral, ele tem sido vítima de uma campanha de ódio, calúnia e difamação. Isso demonstra a importância que assumiu para a vida política de Taiobeiras, bem como o seu potencial eleitoral para o futuro do município.