Autor: Levon Nascimento

  • The Voice Brasil por Yure Colares

    Yure Colares

    Por Yure Colares, músico, cantor e compositor taiobeirense, atendendo a um questionamento do autor deste Blog sobre o The Voice Brasil 2014 descrito neste artigo.

    O que percebi com minha participação nas audições do The Voice Brasil 2013 é que “não sou cantor” rsrsrs… tudo que aprendi na cultura regional popular em contato com “gênios desconhecidos de nossa música”, caem por terra diante da gigante MÍDIA “A IMPERADORA REDE GLOBO”.

    Lá, eles nos transformam num pacote bem embrulhado e nos colocam numa esteira com rota e ponto de chegada determinados sem alternativas ou escolhas!… O negócio é a audiência, o lucro, a vendagem, doa a quem doer. Seu talento? Maravilhoso!… mas não é isso que buscamos. Sua música? Linda!… mas não vende, etc… etc… etc… e dentro desse liquidificador onde somos um estilo ou uma fruta sendo transformada em vitamina, nunca somos servidos com o gosto que realmente temos.

    Música… sublime arte! O que aconteceu com você???… Comigo nada, sou apenas notas empilhadas ou intercaladas em tempos determinados por GÊNIOS ou IDIOTAS! Tudo que balança o corpo não toca a alma! Vamos pular nas micaretas, balançar os nossos popozões nos bailes funks, gritar estericamente nos shows de “música universitária”, distorcer todos os nossos sentidos nas boates com música eletrônica a todo volume, raios lasers e luses artificiais multicoloridas de última geração, vamos chacoalhar os nossos neurônios e bater cabeça com as guitarras pesadas e os amplificadores valvulados dos metaleiros, vamos cantar fora do tom e tocar um instrumento desafinado, vamos sentar e ouvir Tom Jobim, Gal ou Gadú, Caetano ou Gil…

    “Diga-me o que escutas que eu te direi quem sou e viva os discos de ouro e platina!”

  • Frei Betto: Natal de Jesus ou "papainoelização" do Natal.

    A “papainoelização” do Natal, na definição de Frei Betto, eclipsou os significados riquíssimos de uma tradição milenar para encher o vazio com farofa, programas bregas de TV e coxas de peru.

    Que o Natal foi desvirtuado, até as crianças já perceberam. A cada ano que passa, a singeleza da data, antes rica em detalhes e simbologia, é pisoteada por um turbilhão de obrigações, que arrasta as pessoas para os bancos, os shoppings e supermercados, com listas imensas de coisas a fazer, num périplo de compras e preparativos capaz de exaurir as forças e o dinheiro de qualquer um.

    Se o Natal fosse uma pessoa, dir-se-ia que está doente, com estresse, pressão alta e colesterol – além de depressão e mau humor -, frutos da correria, das poucas horas de sono, da procura por vaga no estacionamento, do calor abafado, do excesso de doces e gorduras, dos abusos etílicos – mas, principalmente, da falta de sentido nas coisas, todas elas rasas de motivos e que se encerram em si mesmas.

    Um sinal de que o Natal está doente são as reclamações, antes pouco comuns, hoje frequentes. A semana é curta para tudo o que se precisa fazer, dizem os anfitriões da noite, transformados em promotores de eventos, sempre com mil coisas para pensar. Não pode faltar gelo. Não podem faltar guardanapos ou esses objetos comuns mas que sempre desaparecem quando se precisa deles, como saca-rolhas ou pilha para a máquina fotográfica.

    Com tanto por fazer, sobra menos tempo para antigos rituais domésticos, que costumavam ser extremamente prazerosos para adultos e mágicos para as crianças, como montar um presépio em família, enquanto se explica quem são os personagens e o que fazem naquele cenário, ou colocar os pingentes na árvore natalina e não esquecer de uma estrela brilhante no alto, que é – ou deveria ser – mais importante que os presentes embaixo dela.

    A “papainoelização” do Natal, na definição autoexplicativa do frade dominicano, jornalista e escritor Frei Betto, eclipsou os significados riquíssimos de uma tradição milenar para encher o vazio com farofa, programas bregas de TV e coxas de peru. Despiu a humildade pregada pelo verdadeiro “aniversariante”, dois mil anos atrás, para vestir em seu lugar roupas novas e caras, escolhidas para impressionar parentes e vizinhos. Afugentou a sensação do cósmico e do transcendente para dar a tudo um sentido banal de finitude, simbolizado pelos restos da festa, pelos ossos nos pratos, pelo cansaço e a ressaca do dia seguinte. Abafou os sentimentos e a reflexão com música alta e bebida. E, o pior de tudo, tirou de cena um personagem fascinante, com uma história única entre todos os homens, para colocar o foco em uma “marca” fictícia e sem qualquer conteúdo filosófico.

    Jesus Cristo é o personagem histórico mais biografado e analisado de todos os tempos. Dezenas de milhares de livros foram publicados sobre ele. Documentários sempre renovados esquadrinham cada traço de sua personalidade, as passagens de sua vida, seus atos e palavras à luz de novas descobertas e teorias. Vez por outra, o cinema se rende ao magnetismo dessa personalidade incrível, cuja doutrina mudou a história e moldou a cultura ocidental.

    É difícil de entender, a não ser pela influência maciça da publicidade sobre a cultura de nossos tempos, como uma referência tão rica e essencial, capaz de abrir as portas para o autoconhecimento e para um contato inteligível com o divino, foi substituída por uma tradição inócua e que, de certa forma, representa justamente o oposto de tudo, pela celebração do consumo e das recompensas materiais.

    Ainda dá tempo de fazer uma pausa na loucura das tarefas infindáveis para respirar fundo, pensar e sentir o verdadeiro Natal, sem esquecer de conversar com as crianças sobre a origem dessa tradição e contar a elas quem foi esse homem doce e corajoso chamado Jesus.

    Por Frei Betto, religioso dominicano e assessor de movimentos populares.


    Veja mais sobre o Natal neste blog:
    Natal brasileiro X neve importada

    A primeira vez em que vi Papai Noel e Jesus
    Neste Natal, e sempre, amar como Jesus amou
    O aniversário do Menino-Crucificado

  • Casaldáliga: Ainda "não há lugar para eles", nem em Belém nem na Lampedusa

    Ainda “não há lugar para eles”, nem em Belém nem na Lampedusa
    Poema de Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de S. Félix do Araguaia

    Natal é um sarcasmo?
    “Se teu Reino não é deste mundo”,
    que vens fazer aqui,
    subversivo, desmancha-prazeres?

    Para ser o Deus-conosco
    tens de sê-lo na impotência,
    com os pobres da Terra,
    assim, pequeno, assim,
    despido de toda glória,
    sem mais poder que o fracasso,
    sem mais lugar que a morte,
    mas sabendo que o Reino
    é o sonho do teu Pai,
    e também é o nosso sonho.

    Ainda há Natal,
    na Paz da Esperança,
    na vida partilhada,
    na luta solidária,
    Reino adentro, Reino adentro!

  • Taiobeiras e suas contradições aos 60 anos

    Taiobeiras em duas imagens.
    Uma praça bonita
    Uma poça de lama
    Uma para uns
    Outra para outros
    Precisamos superar o “fosso social”
    Entre os que têm muito
    E os que nada têm!

    Ir além da maquiagem
    Colocar o ser humano
    Em primeiro lugar

    Esquecer as aparências
    Exaltar a pessoa
    Dignificar os que sofrem
    Sensibilizar-se com a dor alheia

    Só assim avançaremos. Avancemos!


  • Nen Sena recebe medalha Hélio Costa

    Na noite de 11 de dezembro de 2013, a Comarca de Taiobeiras entregou a comenda Medalha Desembargador Hélio Costa, pelos relevantes serviços prestados à Justiça em Taiobeiras, ao ex-Prefeito Geraldo Sarmento de Sena (Nen Sena). Ele governou Taiobeiras de 1983 a 1988 e ficou conhecido como o prefeito que mais construiu escolas no município.

    No início da cerimônia, que ocorreu no plenário da Câmara Municipal, destacou-se a execução do Hino Nacional Brasileiro em ritmo de capoeira, tocada pelas crianças e adolescentes atendidos pelo CEIA (Centro Educacional para a Infância e Adolescência), uma entidade filantrópica de Taiobeiras. Veja o vídeo…

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  • Artigo do Levon: Taiobeiras e a liberdade que se alcança aos 60

    Taiobeiras na década de 1940, ainda distrito, na região
    hoje conhecida como Praça da Matriz em confluência
    com a Avenida da Liberdade

    Artigo escrito em homenagem aos 60 anos de emancipação de Taiobeiras, comemorados em 12 de dezembro de 2013, data em que se relembra a assinatura da Lei Estadual de Minas Gerais, n. 1.039, de 12/12/1953.


    Outro dia conversávamos na escola durante o recreio sobre o aniversário próximo dos 60 anos de emancipação de Taiobeiras, quando um colega professor saiu-se com esta: “60 anos?! então já pode requerer os direitos da Lei dos Sexagenários!” Rimos bastante. Fui pesquisar e encontrei que a Lei Imperial nº 3.270, de 28 de setembro de 1885, também conhecida como Lei Saraiva-Cotegipe ou simplesmente Lei dos Sexagenários, dava o direito à liberdade não aos escravos negros que completavam 60 anos, mas aos 65. Uma lei estúpida, pois era raro o negro que chegava vivo a esta idade, devido aos maus-tratos e ao trabalho insalubre. E aos sobreviventes, qual outra opção senão continuar “livre” na dependência do senhor? Para onde iria e o que fazer para sobreviver um ancião de pele escura e sem qualquer outro direito? No entanto, é de liberdade que quero tratar. Liberdade para uma sexagenária senhora, minha cidade de Taiobeiras.

    De certa forma, o colega tinha razão! O município de Taiobeiras bem que poderia fazer uso dos direitos simbólicos que emanam da Lei dos Sexagenários e libertar-se de uma série de jugos atravancadores do desenvolvimento de sua sociedade civil e dos seus órgãos públicos constituídos. Talvez, os cidadãos de hoje pudessem fazer valer, com maior ênfase, o gesto de alguns conterrâneos do passado. Conta a história informal que, ao saber da assinatura da lei emancipatória, em 12 de dezembro de 1953, alguns taiobeirenses mais afoitos trataram logo de retirar a placa que dava nome à principal via da recém-cidade. Conhecida por todos como “Rua Larga”, oficialmente chamava-se “Idalino Ribeiro”, homenagem por imposição ao chefe político salinense que de tudo fazia para impedir a concretização do processo de emancipação. Aquele gesto, de banir a placa, mais que vandalismo, constitui-se simbolicamente numa atitude ousada de declaração de liberdade. Não por coincidência, os mesmos ativistas instantaneamente escreveram no mesmo local os dizeres “Avenida da Liberdade”, rebatizando o logradouro com o ideal que ainda se deseja alcançar nos dias atuais.

    Fazer valer o pequeno e utópico gesto fundante daqueles idealistas, movidos por contagiante rivalidade bairrista, significa hoje ir muito além do que personificar inimigos como fizeram com o velho Idalino ou com Salinas. Com efeito, a liberdade de hoje deve ser conquistada na capacidade criativa dos taiobeirenses e na competência para resolver os problemas. As algemas que impedem o desenvolvimento humano e social devem ser rompidas. Para Taiobeiras dar um novo brado de liberdade, agora aos 60 anos, é necessário reconhecer as deficiências, praticar a autocrítica, banir os vícios patrimonialistas, romper as segregações já intrínsecas na cultura, avançar na construção de uma nova sociedade e derrubar as “novas placas” onde se inscrevem as injustiças sociais.

    Para ser realmente livre aos 60 anos, Taiobeiras tem de: cuidarde sua gente, especialmente dos pobres; enfrentar e vencer a escandalosa violência que ceifa vidas, inclusive dos jovens; avançar na educação cidadã e permanente, estendendo as oportunidades de conteúdo a todos; melhorar a qualidade dos agentes e das instituições políticas municipais, aprimorando a democracia e destruindo os vícios coronelistas e clientelistas do autoritarismo e da compra/venda do voto; transformar as relações sociais, abandonando a cultura do consumismo e do exibicionismo vazios, trocando-a por uma nova era onde valham mais as pessoas e o seu conteúdo interior, do que a aparência e os bens que eventualmente possuam.

    Cuidar, enfrentar, vencer, avançar, melhorar e transformar: verbos que precisam sair do papel da teoria e materializarem-se na práxisde Taiobeiras. Só assim, a partir dos 60, a cidade encontrará a liberdade. A liberdade que só se encontra numa nova cultura de paz a ser construída. Parabéns, Taiobeiras, pelos 60 anos de emancipação!
  • A verdadeira festa pelos 60 anos de Taiobeiras

    Muita gente tem reclamado de que não há uma festa programada para comemorar os 60 de Taiobeiras no próximo dia 12 de dezembro.
    Particularmente, não vejo problema nisto. Uma festa, como tantas outras quaisquer, não faria muita diferença.
    Ideal é que o povo de Taiobeiras aproveite a data para: refletir o presente, celebrar a memória dos que construíram o passado e projetar um futuro de PAZ, justiça e desenvolvimento (humano, principalmente).
    A verdadeira festa que os taiobeirenses devem fazer é dentro de suas mentes e de seus corações. Agradecer pelo dom da vida e refletir sobre a condução para um município mais justo e pacífico!
    Parabéns, Taiobeiras!
    #Taiobeiras60anos!
  • Taiobeiras completa 60 anos

    Os primeiros habitantes chegaram por volta de 1875. Vieram principalmente do Estado da Bahia.
    Fotografia da década de 1940:
    Construção da Igreja Matriz de S. Sebastião
    O vilarejo que surgiu estava subordinado à cidade de Rio Pardo de Minas e chamava-se Bom Jardim das Taiobeiras, devido à grande quantidade da planta nativa conhecida como taioba em suas imediações. Taioba é uma palavra da língua indígena tupi que designa uma planta cujas folhas e raízes são comestíveis. O nome científico da taioba é “Xanthosoma sagittifolium”. Em 1923, através de uma Lei Estadual, foi transferido à jurisdição da cidade de Salinas.
    Em 12 de dezembro de 1953, com o topônimo simplificado apenas para Taiobeiras, foi instituída como cidade (sede de município), passando a ter um Prefeito e um Vice-prefeito (poder executivo) e uma Câmara de Vereadores (poder legislativo). Município é como são chamadas as menores unidades de governo do Estado Nacional brasileiro.
    Em 12 de dezembro de 2013, Taiobeiras celebra o seu 60º aniversário de emancipação.
    Hashtag: #Taiobeiras60anos
  • #Taiobeiras60anos: Uma bibliografia sobre Taiobeiras ou de taiobeirenses

    Publico aqui uma primeira leva de capas de livros escritos sobre Taiobeiras ou por taiobeirenses (outros temas)… Vamos aproveitar o aniversário de 60 anos de emancipação (12/12/2013) para melhorar a difusão da cultura escrita e melhorar o hábito de leitura! Que tal?

    Autor: Avay Miranda (História de Taiobeiras e outros temas).


    Autores: Levon Nascimento e Flaviana Costa Sena Nascimento
    (História de Taiobeiras e outros temas)

    Autora: Marileide Alves Pinheiro (Poesia – participação em antologias)

    Autor: Hermínio Miranda Costa (História de Taiobeiras em poesia)

    Autoras: Vanessa Souza e Gêissila Tatiély (Romance)

    Autor: Alex Saraiva (Estudo acadêmico)

    Autor: Lázaro Gomes (Autobiográfico)
  • #Taiobeiras60anos

    Tradicional cartão postal de Taiobeiras, a
    Igrejinha Octogonal de Nossa Senhora de Fátima.

    No site de relacionamentos Facebook foi criado o evento e compartilhado a hashtag #Taiobeiras60anos para marcar, com muito compartilhamento de fotografias históricas e troca de informações, o aniversário de 60 anos do município de Taiobeiras, que se comemora em 12 de dezembro de 2013.

    Na descrição do evento, os organizadores informam o seguinte:Celebrar no Facebook os 60 anos de emancipação de Taiobeiras/MG publicando fotografias e histórias antigas e atuais das famílias, dos eventos e da cultura de Taiobeiras. Cada pessoa publicando no seu próprio perfil no Facebook, mas utilizando a hashtag #Taiobeiras60anos”.

    Também eu, Levon Nascimento, autor deste Blog, estou organizando um livro de artigos contendo reflexões para a celebração destes 60 anos de emancipação. No entanto, o livro somente será publicado no início de 2014. O título do livro é “Sexagenarius” (literalmente 60 anos, em latim).

    Participe!

  • O texto da Lei que criou o município de Taiobeiras há 60 anos

    Visão aérea da região central de Taiobeiras na atualidade,
    espaço que concentra o núcleo histórico e
    originário da cidade

    A cidade de Taiobeiras, situada na região norte do Estado de Minas Gerais, tornou-se município por força da Lei Estadual nº 1039, de 12 de dezembro de 1953. Esta lei  “estabeleceu a Divisão Administrativa e Judiciária do Estado” e emancipou diversas outras localidades mineiras.

    Neste ano de 2013, Taiobeiras completa 60 anos. Conheça o texto completo e original da Lei 1039 clicando neste link a ALMG (Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais).

    Uma síntese sobre as diversas leis que regeram a estruturação histórico-política de Taiobeiras se encontra neste link do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

  • Taiobeiras: valer pelo quem tem ou pelo que é?

    Ser ou Ter?

    Publicado inicialmente no site de relacionamentos Facebook e transcrito paro o Blog:

    Pensa num lugar onde a pessoa vale pelo que tem e não pelo que é. Uma terra onde as aparências significam muito mais que o conteúdo. Este aqui. Sim, este aqui mesmo!

    Mesmo assim, eu teimo em querer contribuir para melhorá-lo. E não me arrependo. A cada dia, mais pessoas “acordam” e tomam consciência de que é preciso superar o “superficial” e abraçar o “perene”.

    De minha parte, assumo a missão do pequeno beija-flor que leva um pingo d’água no bico e o despeja sobre o grande incêndio na floresta, enquanto os demais animais, de braços cruzados, apenas observam irônicos. Ainda assim, o beija-flor insiste. Ele faz a sua parte na grande tarefa da vida: “só é alguém, de verdade, aquele a serviço dos outros”.

  • Natal caloroso brasileiro X neve de papai Noel

    Um presépio (lapinha) brasileiro
    Não sei se é só comigo, mas me dá uma ânsia, uma sensação muito ruim, quando vejo decorações de natal que tentam imitar o clima de inverno do hemisfério norte. Nada a ver com o Natal verdadeiro (do nascimento de Jesus numa estrebaria de Belém de Judá), muito menos com nossa cultura tropical brasileira, em pleno início do “caloroso” verão do hemisfério sul.
    Talvez seja algo como a indignação do grande e clássico sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900-1987) quando lançou o Manifesto Regionalista, no qual atacou o péssimo hábito brasileiro de aceitar cegamente as “novidades estrangeiras”. Disse ele: “esse carnavalesco Papai Noel que, esmagando com suas botas de andar em trenó e pisar em neve as velhas lapinhas brasileiras (presépios), verdes, cheirosas, de tempo de verão, está dando uma nota de ridículo aos nossos natais de família, também enfeitados agora com arvorezinhas estrangeiras mandadas vir da Europa ou dos Estados Unidos pelos burgueses mais cheios de requififes e de dinheiro”.
    Falando em “lapinhas brasileiras” (presépios), esta descrição de Gilberto Freyre me fez relembrar a infância, de um natal que fomos passar juntos aos parentes na comunidade rural de Mandaçaia, no município de Condeúba, na Bahia. A descrição é a mesma, muito enfeitadas com flores do campo, verdes, contendo além das imagens do Menino Jesus, Virgem Maria e São José, uma série de elementos singelos e significativos da nossa cultura sertaneja. Tomavam quase que o espaço inteiro da sala de visitas de cada casa por onde passávamos. E acompanhadas de simples, porém genuína, hospitalidade. Saudades daquele tempo!
  • Contradições "Tico e Teco" (racismo, homofobia, preconceito e machismo inconfessáveis)

    “No Brasil, nunca houve racismo…”
    E tem gente que acredita.
    Publiquei primeiro no Facebook. Transcrevo aqui para o Blog.
    Ter amigos negros, tudo bem. Negros organizados reclamando maior inserção social, errado. Estão buscando privilégios e praticando “racismo invertido”. Não pode!
    Ter amigos gays, tudo bem. Gays organizados contra a homofobia, errado. Estão criando uma “ditadura gay” no país. Não pode!
    Doar alimentos aos pobres durante o natal ou em campanhas de caridade durante o ano, tudo bem. Programas sociais de transferência de renda, errado. Estão criando um “exército de vagabundos”. Não pode!
    A mãe, a esposa e a filha, mulheres muito amadas, tudo bem. Mulheres se organizando para conquistar mais espaço na sociedade, errado. O feminismo está “destruindo” as famílias. Não pode!
  • 60 anos de Taiobeiras: receita de suflê de taioba

    Em comemoração aos 60 anos do município de Taiobeiras, celebrados em 12 de dezembro de 2013, publico aqui uma receita à base de taioba, criada pela professora Marileide Alves Pinheiro, também escritora e militante da causa cultural taiobeirense. A receita foi publicada por Marileide em seu perfil no site de relacionamentos Facebook, além de já ter sido divulgada em programas de televisão de alcance regional. Taioba é uma planta que tem raízes e folhas comestíveis e que empresta o nome ao topônimo de Taiobeiras, devido à sua abundância nativa no terreno que deu origem à cidade. Aproveite e saboreie!

    SUFLÊ DE TAIOBA – Fofuras Gratinadas de Taioba

    (Essa receita já foi para o roteiro de Minas na BAND e Jornal da Alterosa)

    INGREDIENTES DO CREME:
    02 folhas de taioba, rasgadas em pequenas fatias
    03 gemas de ovos
    03 claras em neve
    01 creme de leite
    01 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento
    01 tablete de caldo de galinha

    COMO FAZER:Bater todos os ingredientes citados acima, menos as claras que só serão acrescentadas no final do processo até formar um creme verde e homogêneo.

    INGREDIENTES DO RECHEIO:
    ½ kg linguiça defumada
    04 dentes de alho picados
    01 cebola pequena
    ½ pimentão verde picado
    ½ xícara de queijo parmesão ralado bem fininha.

    COMO FAZER:
    Refogue o ½ kg linguiça defumada, picadas em cubinhos e algumas em tirinhas até ficar bem douradas;/ Acrescente 04 dentes de alho picados, 01 cebola pequena e ½ pimentão verde picado;/ Misture ao refogado o creme verde já pronto e acrescente as claras em neve;/ Unte duas travessas pequenas, coloque a massa e polvilhe o queijo parmesão de leve;/ Levar ao forno (pré-aquecido +_ 200 graus) por aproximadamente 30 minutos;/ Depois de assado, decorar com a linguiças em fatia e folha de taioba bem fininha.

    Esta receita dará duas porções médias para servir em média pessoas. Acompanhamento: Um vinho tinto seco ou suco de laranja… Servir quente. Bom apetite!
  • Taiobeiras aos 60 (fotografias e informações)

    Distrito criado com a denominação de Taiobeiras, pela lei estadual nº 556, de 30-08-1911, subordinado ao município de Rio Pardo. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Taiobeiras figura no município de Rio Pardo. Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral 01-09-1920, o distrito de Taiobeiras figura no município de Rio Pardo. Pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, o distrito de Taiobeiras tomou a denominação de Bom Jardim de Taiobeiras e foi transferido do município de Rio Pardo para o de Salinas.


    Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Bom Jardim de Taiobeiras (ex-Taiobeiras) figura no município de Salinas. Pela lei estadual nº 88, de 30-03-1938, o distrito de Bom Jardim de Taiobeiras voltou a chamar-se simplesmente Taiobeiras. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Taiobeiras (ex-Bom Jardim Taiobeiras) figura no município de Salinas. Assim permanecendo em divisão territorial datada 01-07-1950.


    Elevado à categoria de município com a denominação de Taiobeiras, pela lei nº 1.039, de 12-12-1953, desmembrado de Salinas. Sede no antigo distrito de Taiobeiras. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1954. Em divisão territorial datada de 01-07-1955, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01-07-1960.


    Pela lei estadual nº 2.764, de 30-12-1962, é criado o distrito de Berizal e anexado ao município de Taiobeiras. Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído de 2 distritos: Taiobeiras e Berizal. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993.


    Pela lei estadual nº 12.030, de 21-12-1995, desmembra do município de Taiobeiras o distrito de Berizal. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

    Fonte das informações: IBGE.

  • Coerência: Aplaudiram o PROER, defenestram o BOLSA FAMÍLIA!

    Lula, Dilma e Fernando Henrique

    Escrevi ontem no Facebook e republico aqui no Blog:

    O PROER foi um programa de socorro aos bancos em vias de falência durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Somas altíssimas em dinheiro público foram “doadas” aos grandes banqueiros que já eram muito ricos e ficaram ainda mais. Pouquíssimas pessoas se indignaram.

    O Bolsa Família é um programa de transferência de renda aos mais pobres, apenas um auxílio às famílias mais carentes, que atende milhões de brasileiros humildes, criado no governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e continuado por sua sucessora, a também petista Dilma Rousseff. É diariamente atacado, ridicularizado e acusado de incitar a vagabundagem.

    “Não se perdoa quem governa pensando nos pobres”.

  • Sobre linchamentos políticos na imprensa e nas redes sociais

    Postei no Facebook e transcrevo aqui para o Blog.

    Não há interesse em discutir políticas públicas, pelo que vejo.

    A maioria das pessoas utiliza as redes sociais para fazer a extensão de seus egos raivosos, doentios e cheios de ódio. Fico cada vez mais assustado com isto.

    A eleição do ano que vem, a julgar pelo que já se percebe, tem tudo para ser “tenebrosa” em termos de manifestações de racismo, xenofobia, homofobia, fundamentalismo religioso e preconceito de classe.

    #LivraiNosDoMal!

  • Sobre o acidente na BR-251 que vitimou 14 pessoas de Rubelita

    Rodovia BR-251

    Escrevi mais cedo no Facebook e transcrevo para cá, no Blog:

    25/11/2013: Mais um previsível e trágico acidente na Rodovia BR-251, no trecho entre Montes Claros e Salinas, norte de Minas, deixa um saldo triste de 14 mortos, todos da pequena Rubelita (Alto Rio Pardo/Vale do Jequitinhonha).

    A rodovia passou a ser super-utilizada pelo aumento do transporte pesado entre o Nordeste e o Sudeste. O transporte através de carretas disputa espaço com os demais veículos de passageiros. O micro-ônibus acidentado é do SETS (Sistema Estadual de Transporte em Saúde) e se dirigia a Montes Claros.

    Vamos nos levantar pela duplicação da 251 no Norte de Minas mas, também, pela melhoria constante da estrutura de saúde da microrregião Alto Rio Pardo, de modo que nossa população precise se deslocar, em casos de saúde, somente para tratamentos médicos mais complexos.

    Ajude a propagar a reivindicação não somente neste momento de catarse, mas em todos os momentos e oportunidades da vida social e política da região.

    Saiba mais: Acidente na BR 251 faz 14 vítimas fatais e choca pequena cidade de Rubelita.

  • Análise de conjuntura para Irmãs da Divina Providência

    Estive no dia 21/11/2013 em Montes Claros/MG, a convite da Região Mineira das Irmãs da Divina Providência, sob coordenação da Irmã Maria Rita, desenvolvendo uma Análise da Conjuntura de 2013 sobre os seguintes temas: Brasil, América Latina, Igreja, Norte de Minas e Mundo no capítulo regional que estas religiosas estão realizando.

    Foi, também, uma maravilhosa oportunidade de encontrar grandes amigas: Irmã Neusa Nascimento, Irmã Letícia Rocha, Irmã Maria Eliza De Brida, Irmã Laudeci, Irmã Ilza, Irmã Nilza Cascaes, Irmã Judite e tantas outras que muito já prestaram trabalho social e cristão nesta nossa Taiobeiras e neste nosso Alto Rio Pardo.

    Fui lá dar a minha humilde contribuição e saí muito feliz pelo reencontro.