Artigo do Padre Gledson Eduardo de Miranda Assis, de Montes Claros – MG.
Artigo do Padre Gledson Eduardo de Miranda Assis, de Montes Claros – MG.
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| Papa Bento XVI |
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| Papa Celestino V |
Entre os 263 papas da história da Igreja Católica, sucessão iniciada pelo Apóstolo Pedro e, atualmente, ocupada pelo alemão Bento XVI, apenas quatro renunciaram:
Eis a lista:
Ponciano, em 235 d.C.;
Celestino V, em 1294 d.C.;
Gregório XII, em 1415 d.C.;
Bento XVI, em 2013 d.C.
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| Papa Bento XVI |
O Papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013, que renunciará ao Ministério de São Pedro, ou seja, ao comando da Igreja Católica Apostólica Romana, no próximo dia 28 de fevereiro de 2013, às 20h, no horário de Roma, Itália.
Leia a íntegra do discurso do Bispo de Roma:
“Caros irmãos:
Convoquei-os para este consitório, não apenas para as três canonizações, mas também para comunicar a vocês uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Após ter repetidamente examinado minha consciência perante Deus, eu tive certeza de que minhas forças, devido à avançada idade, não são mais apropriadas para o adequado exercício do ministério de Pedro. Eu estou bem consciente de qu esse ministério, devido à sua natureza essencialmente espiritual, deve ser levado não apenas com com palavras e fatos, mas não menos com oração e sofrimento. Contudo, no mundo de hoje, sujeito a mudanças tão rápidas e abalado por questões de profunda relevância para a vida da fé, para governar o barco de São Pedro e proclamar o Evangelho, é necessário tanto força da mente como do corpo, o que, nos últimos meses, se deteriorou em mim numa extensão em que eu tenho de reconhecer minha incapacidade de adequadamente cumprir o ministério a mim confiado. Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, confiado a mim pelos cardeais em 19 de abril de 2005, a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, vai estar vaga e um conclave para eleger o novo Sumo Pontífice terá de ser convocado por quem tem competência para isso.
Caros irmãos, agradeço sinceramente por todo o amor e trabalho com que vocês me apoiaram em meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. E agora, vamos confiar a Sagrada Igreja aos cuidados de nosso Supremo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e implorar a sua santa mãe Maria, para que ajude os cardeiais com sua solicitude maternal, para eleger um novo Sumo Pontífice. Em relação a mim, desejo também devotamente servir a Santa Igreja de Deus no futuro, através de uma vida dedicada à oração.
Bento XVI.”
Fonte: G1
Aproveitando a deixa de que o tema da Campanha da Fraternidade de 2013, que começa nesta quarta-feira de Cinzas, é Juventude e Fraternidade. Vamos relembrar a Campanha da Fraternidade de 1992, também sobre jovens.
Veja o vídeo e relembre ou conheça canções que marcaram época na caminhada da juventude organizada.
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| Imbecilização coletiva |
Primeiros 265 documentos on-line foram digitalizados com tecnologia da NASA
Sergio Mora, via Zenit.
Códigos, manuscritos e cartas, até agora acessíveis somente aos peritos creditados junto à Biblioteca Apostólica do Vaticano, poderão ser consultados por quem desejar, de qualquer parte do mundo, com um clique.
Os primeiros 256 documentos do imenso tesouro da “biblioteca dos papas” já estão on-line. Para vê-los, basta inscrever-se no site da Biblioteca Apostólica.
A Bibliotheca Apostolica Vaticana, como é chamada em latim, é considerada desde a fundação como a “biblioteca do papa”, já que pertence a ele diretamente. É uma das mais antigas do mundo e guarda uma fabulosa coleção de textos históricos.
O projeto da digitalização dos documentos é ambicioso. De acordo com o prefeito da Biblioteca do Vaticano, dom Cesare Pasini, em entrevista à agência de notícias Ansa, todos os livros conservados na biblioteca, cerca de 80 mil, deverão ser disponibilizados na internet.
Pasini destacou ainda, em entrevista à Radio Vaticano, que a filosofia da Biblioteca Apostólica Vaticana, desde o início, foi tornar os bens da humanidade acessíveis a todos os interessados em usá-los, conhecê-los e estudá-los. O mesmo espírito de serviço determinou a digitalização dos documentos que agora está em andamento.
Entre os documentos históricos, há partituras musicais, textos cuneiformes e manuscritos gregos e judaicos. Os textos incluem obras de Homero, Platão, Sófocles, Hipócrates, manuscritos judeus dentre os mais antigos preservados até hoje e alguns dos primeiros livros italianos impressos durante o Renascimento, de acordo com informações da agência EFE. Entre as joias está o Codex Vaticanus, um dos mais antigos manuscritos da bíblia grega de que se tem notícia.
O projeto digital começou em 2011 e utiliza a tecnologia da NASA denominada Fits (Sistema de Transporte Flexível de Imagens, na sigla em inglês), criada no começo da corrida espacial para conservar as imagens das suas missões.
O papa Nicolau V fundou a biblioteca em 1448, reunindo cerca de 350 códices gregos, latinos e hebraicos, herdados de seus antecessores. Entre eles, havia diversos manuscritos da biblioteca imperial de Constantinopla. A oficialização da fundação aconteceu com a bula Ad decorem militantis Ecclesiae (15 de junho de 1475), do papa Sisto IV, que definiu um orçamento específico para a biblioteca e nomeou como bibliotecário Bartolomeu Platina, responsável pelo primeiro catálogo das obras ali guardadas, elaborado em 1481.
A biblioteca possuía então mais de 3.500 manuscritos, o que já fazia dela, com grande diferença, a maior do mundo ocidental. Em 1587, Sisto V contratou o arquiteto Domenico Fontana para construir um novo edifício para a biblioteca, situado no interior do Vaticano. O edifício é usado até hoje.
Os estudiosos dividem a história da biblioteca em cinco etapas:
Pré-lateranense: os inícios da biblioteca, correspondentes à primeira etapa da história da Igreja, antes de ser instalada no Palácio de Latrão. Muito poucos livros fazem parte dessa etapa.
Lateranense: livros e manuscritos passam a ser guardados no Palácio de Latrão. Esta etapa vai até o final do século XIII, durante o papado de Bonifácio VIII.
Avignon: neste período, crescem notavelmente as coleções de livros e arquivos dos papas que residiram em Avignon, entre a morte de Bonifácio VIII e o ano de 1370, quando a sede papal retorna a Roma.
Pré-Vaticana: de 1370 a 1447, a biblioteca fica dispersa, com parte das obras em Roma, Avignon e outros lugares.
Vaticana: é a etapa atual, iniciada em 1448, quando a biblioteca é transferida para o Vaticano.
A presidenta Dilma Rousseff afirmou, em pronunciamento, que, a partir desta quinta-feira (24), passará a vigorar a redução de 18% na tarifa de energia para os consumidores residenciais. Para o comércio e a indústria, a diminuição será de até 32%. O corte é ainda maior do que o anunciado pela presidenta em setembro de 2012: 16,2% para residências e até 28% para a indústria. Dilma também disse que o Brasil é um dos poucos países que ao mesmo tempo reduz a tarifa de luz e aumenta a produção de energia.
“Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo”, afirmou Dilma.
Dilma ressaltou que os investimentos permitirão dobrar, em 15 anos, a capacidade instalada de energia elétrica. A presidenta disse ainda que a redução vai permitir a ampliação do investimento, aumentando o emprego e garantindo mais crescimento para o país e bem-estar para os brasileiros.
“Temos baixado juros, reduzido impostos, facilitado o crédito e aberto, como nunca, as portas da casa própria para os pobres e para a classe média. Ao mesmo tempo, estamos ampliando o investimento na infraestrutura, na educação e na saúde e nos aproximando do dia em que a miséria estará superada no nosso Brasil”.
A presidenta esclareceu que todos os brasileiros serão beneficiados pela medida, mesmo os atendidos pelas concessionárias que não aderiram ao esforço feito pelo governo federal para a redução da tarifa.
“Neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. (…) Porque somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos nossos interesses políticos ou pessoais”, finalizou.
Fonte: Blog do Planalto.
| Procissão de S. Sebastião em Taiobeiras/MG |
Chuva intensa, necessária e esperada em Taiobeiras (Alto Rio Pardo, norte de Minas) neste 20 de janeiro, dia da memória litúrgica de São Sebastião, mártir do terceiro século cristão, padroeiro da cidade.
Se há ou não coincidência, fica por conta de quem acredita ou não. Importante é que, com a chuva, o risco iminente da falta d’água se dissipa por um tempo. No entanto, é necessário que, para além da fé, as pessoas se mobilizem para encontrar diversas soluções de convivência com a seca períodica no Alto Rio Pardo, quais sejam:
* Recuperação das matas ciliares nos diversos rios e demais cursos d’água;
* Construção de médias e pequenas barragens, para estoque de água e perenização dos rios e córregos;
* Educação popular para evitar o desperdício de água;
* Responsabilização de empresas (Copasa) e órgãos de governo (prefeitura, estado e União) para a solução dos problemas graves de construção e manutenção em boas condições dos reservatórios de água, sobretudo para os momentos mais agudos de crise.
Salve, São Sebastião! Salve a chuva! Salve o Povo que se organiza.
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| Cartazes das Campanhas da Fraternidade 2013 e 1992 (respectivamente) com o tema Juventude |
Após 21 anos da Campanha da Fraternidade de 1992, que abordou como tema central a juventude, a CF 2013, na sua 50ª edição, terá a mesma temática. A acolhida do tema “Fraternidade e Juventude” tem como objetivo ter mais um elemento além da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) para fortalecer o desejo de evangelização dos jovens.
Acesse
.: Cifra do hino da CF 2013
O presidente da Comissão para Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro, explicou que uma das metas principais da CF 2013 é olhar a realidade juvenil, compreender a riqueza de suas diversidades, potencialidades e propostas, como também os desafios que provocam atitudes e auxílios aos jovens e aos adultos.
O objetivo geral da Campanha é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.
“Dentro do sentido da palavra ‘acolher’ está o valorizar, o respeitar o jovem que vive nesta situação de mudança de época e isso não pode ser esquecido”, destacou o presidente da Comissão para Juventude da CNBB.
Na Arquidiocese de Aparecida (SP), o lançamento da CF 2013 será no dia 31 de janeiro, em Guaratinguetá, às 19h30. A abertura será feita pelo Cardeal Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, com as presenças dos padres Leandro, assessor da CF na Diocese de Taubaté e o Padre Evaldo César do Comitê Local da Jornada Mundial da Juventude.
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| Documentário de Paulo Fontenelle |
Estou aqui, aproveitando as férias para ler mais e ver bons filmes. Acabo de assistir SOBREVIVENTES: Filhos da Guerra de Canudos. Documentário dirigido por Paulo Fontenelle, trás uma série de depoimentos de filhos dos sobreviventes de Belo Monte (1893 – 1897), bem como várias fotografias históricas.
A maioria dos depoentes está tem entre 88 e 110 anos. Eles buscam na memória, já embotada pela idade, as narrativas sertanejas, para além da versão oficial, do que foi a cidadela comandada por Antônio Conselheiro e das lembranças do horror da guerra empreendida pela jovem República brasileira, oligárquica, contra aquele povo simples do sertão baiano.
Para mim, a parte marcante de SOBREVIVENTES está no orgulo com que a gente simples do sertão, mesmo ferida pela memória do massacre, se lembra de que em Belo Monte (Canudos) “não havia polícia, prefeito ou autoridade, mesmo assim, todos tinham terra, trabalhavam e não sentiam fome, não existindo entre eles ladão, prostituta ou pedinte”.
Nestes tempos em que vivemos, quando a classe média ignorante tenta varrer para debaixo do tapete da memória os vestígios “de povo” de nossa história, inclusive bradando contra as lideranças que vêm buscando a inclusão social de amplas maiorias de brasileiros (Lula, Dilma…), SOBREVIVENTES serve para demonstrar como a elite brasileira sempre tratou as experiências de vida digna “a partir dos pobres”, com desdém e extrema crueldade.
Viva Belo Monte! Viva Antônio Conselheiro! Sempre!
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| Foto: Fellipe Lucas |
Não tenho prazer algum em republicar esse artigo do Emir Sader. Já o tinha feito em 9 de março de 2010. Continua válido. Faço-o e ofereço para a reflexão de alguns “companheiros” filiados ou simpatizantes do PT (Partido dos Trabalhadores) de Taiobeiras que, equivocadamente, se distanciaram das ideias de esquerda para apoiar a legenda tucana na última eleição. Uma verdadeira lástima. Não preciso nominá-los. Eles se auto-identificarão.
* Emir Sader, sociólogo.
Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade – em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão.
O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais.
O ex-esquerdista ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam – às vezes o melhor período da sua vida –, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que nunca mais recairá naquele “veneno” que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem “conheceu o monstro por dentro”, sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda.
Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a “dialética”, a “luta de classes”, a promessa de uma “sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado”. Denunciar, denunciar qualquer indicio de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do “socialismo”, do “totalitarismo”, do “stalinismo”.
Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente.
Aderem à direita com a fúria dos desesperados, dos que defendem teses mais que nunca superadas, derrotadas, e daí o desespero. Atacam o governo Lula e o PT como se fossem a reencarnação do bolchevismo, descobrem em cada ação estatal o “totalitarismo”, em cada política social a “mão corruptora do Estado”, do “chavismo”, do “populismo”.
Vagam, de entrevista a artigo, de blog à mesa redonda, expiando seu passado, aderidos com o mesmo ímpeto que um dia tiveram para atacar o capitalismo, agora para defender a “democracia” contra os seus detratores. Escrevem livros de denúncia, com suposto tempero acadêmico, em editoras de direita, gritam aos quatro ventos que o “perigo comunista” – sem o qual não seriam nada – está vivo, escondido detrás do PAC, do Minha casa, minha vida, da Conferência Nacional de Comunicação, da Dilma – “uma vez terrorista, sempre terrorista”.
Merecem nosso desprezo, nem sequer nossa comiseração, porque sabem o que fazem – e os salários no fim do mês não nos deixam mentir, alimentam suas mentiras – e ganham com isso. Saíram das bibliotecas, das salas de aula, das manifestações e panfletagens, para espaços na mídia, para abraços da direita, de empresários, de próceres da ditadura.
Vagam como almas penadas em órgãos de imprensa que se esfarelam, que vivem seus últimos sopros de vida, com os quais serão enterrados, sem pena, nem glória, esquecidos como serviçais do poder, a que foram reduzidos por sua subserviência aos que crêem que ainda mandam e seguirão mandado no mundo contra o qual, um dia, se rebelaram e pelo que agora pagam rastejando junto ao que de pior possui uma elite decadente e em vésperas de ser derrotada por muito tempo. Morrerão com ela, destino que escolheram em troca de pequenas glórias efêmeras e de uns tostões furados pela sua miséria moral. O povo nem sabe que existiram, embora participe ativamente do seu enterro.
Fonte: Portal Luis Nassif.
| “Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais” |
2013 começou! Nossa missão e nossa luta persistem. Por um mundo melhor, por um país mais justo. Por uma cidade e campo mais fraternos. Estejamos do lado daqueles que ainda não “têm voz, nem vez, nem lugar”! Acreditemos, com alegria, que “Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais”!
No banquete da festa de uns poucos,O poder tem raízes na areia,
o tempo faz cair.
União é a rocha que o povo usou pra construir.
Muito tempo não dura a verdade,
nestas margens estreitas demais.
Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais.
Eis alguns itens que sugiro, como cidadão, para a agenda de Taiobeiras em 2013:
* Instituir programas sociais efetivos para a juventude, de modo a interromper o aliciamente por parte do tráfico ou da violência;
* Debater com a sociedade e encontrar soluções coletivas para as questões social, ambiental e econômica da proximidade das atividades mineradoras na região;
* Implementar soluções efetivas e constantes para uma convivência menos traumática com a seca cíclica em nossa região;
* Melhorar a qualidade dos serviços de saúde, educação e cultura.
Que nossa sociedade se mobilize!
A todos e todas que, em 2012, acreditaram no Desenvolvimento Sustentável de Taiobeiras, a ser alcançado com sustentabilidade nos campos econômico, social, cultural e ambiental, tendo sempre como personagem principal toda e qualquer pessoa, sem qualquer distinção ou discriminação, desejamos um Feliz 2013!
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| Imagem disponível na rede social Facebook |
Perdoar é necessário. Manter a memória, também. O perdão reconstitui a alma. A memória viva reconstrói a dignidade.
Essa triste imagem, símbolo da truculência e da ignorância do poder político em Taiobeiras durante o ano de 2012, não deve ser esquecida. Ela representa, ainda, o baixo nível cultural, intelectual e político de nossa sociedade. Infelizmente, pelo que se vê na imagem, é assim que nossos governantes costumam “valorizar nossa gente”.
Perdão, sim. Esquercer, jamais!
| Título: Titã-fragmento. Escultora: Beatriz Cunha |
1. O perigo do joelismo com Joel. E o joelismo sem Joel:
Desde o ano 2000 que a figura pública do ex-prefeito Joel da Cruz Santos passou a ser trabalhada na mente dos taiobeirenses como a verdadeira expressão de tudo aquilo que não presta. Em outras palavras, Joel e o joelismo seriam o próprio mal em pessoa, na boca dos novos inquilinos do poder. Para além da crítica política, democraticamente necessária a qualquer governo, especialmente ao de Joel – que não era nenhum exemplo –, uma verdadeira cruzada contra sua vida pessoal e liderança política foi milimetricamente posta em prática, demonizando a ele e aos seus apoiadores ou admiradores. Uma vez ganhando a prefeitura em 2004, o grupo do prefeito Denerval passou a brandir o mito de que “nada de bom” foi feito em Taiobeiras até aquele momento e que, portanto, seria necessário impedir o retorno ao suposto caos do joelismo. Nada mais falso. A elite de Taiobeiras, que serviu e deu sustentação ao ex-prefeito enquanto ele se mantinha firme na corda bamba da política, é a mesma que atualmente se une em torno do Pacto de Poder liderado por Denerval. Inclusive, com mais fervor e devoção que outrora. Na prática, atualmente há um joelismo que dispensa a figura de Joel. Evidentemente, por boa educação, não é necessário citar nomes de pessoas ou de gerações familiares inteiras que sob Joel ou sob Denerval, se conservam em vistosos cargos da administração municipal.
2. O clientelismo joelista, porém, “chique” e sofisticado:
A grande crítica que se fazia à política joelista era com relação à corrupção, à manipulação do voto através do atendimento de pequenas demandas isoladas de cada eleitor, ao clientelismo e à compra de votos. Designou-se, inclusive, o velho termo sociológico “coronelismo”, apropriado para a análise histórica da República Velha (1889-1930), para o entendimento do caso taiobeirense. A crítica, claro, não era infundada. Vivia-se o descalabro. No entanto, entra para a galeria dos mitos, o fato de que essa política persistiu no pós-Joel, com uma nova roupagem, mais sofisticada e moderna, nem por isso menos odiosa e prejudicial. Vive-se um populismo disfarçado, um clientelismo “chique”. A campanha de 2012 pareceu demonstrar, com base nos processos de pedido de cassação de candidaturas e inelegibilidades ainda em curso, que tudo o que se ofertou no mercado eleitoral foi avidamente consumido não importando as consequências.
3. O risco de Taiobeiras retroceder aos “caos” pré-2005. E as táticas nazistas:
Uma das grandes mentiras do processo eleitoral de 2012, contada mais de mil vezes, sob inspiração de Goebels, ministro da propaganda nazista, a fim de que se tornasse mais uma “verdade” fabricada pelo regime político-ideológico firmemente instalado no Paço de Bom Jardim, era o de que Carlito se unira a Joel para fazer Taiobeiras retroceder aos tempos de antigamente e, dessa forma, destruir os “avanços” construídos por Denerval de 2005 para cá. Como já disse no primeiro item, o joelismo sem Joel, da Prefeitura nunca saiu. Tampouco, apesar de toda crítica merecida que se possa fazer a Joel, até mesmo os adversários mais ferrenhos reconhecem que a maior parte da infraestrutura pública existente em Taiobeiras foi edificada sob seus mandatos. Também, qualquer pessoa sensata, que compreenda um pouco de história, sabe que Taiobeiras não foi inventada por Denerval nem iniciada em 2005, como o marketing oficial quer nos fazer crer. Logo, a união entre os partidos políticos PDT, de Carlito e PR, de Joel, foi apenas uma justa coalização eleitoral, absolutamente necessária, e legalmente permitida, para além da “demonização” com a qual se deleitaram os detratores.
4. Para ser prefeito precisa ser um administrador. E a negação disso em 2012:
Denerval foi candidato a prefeito de Taiobeiras três vezes. Perdeu na primeira, mas se firmou como liderança, abrindo caminho para as vitórias seguintes. Sua tática eleitoral: a desconstrução impiedosa do adversário, atacando inclusive a vida pessoal do sujeito (Joel e João da Caixa que o digam). Seu discurso: o de que a prefeitura precisa ser administrada com o mesmo rigor e técnica com que se coordena uma empresa privada. Para isto, o prefeito precisaria ser um empreendedor de sucesso, como ele. Discurso que lhe caiu como uma luva, em contraposição ao jeitão desleixado e popular de seus antecessores. O fato é que esse argumento foi escandalosamente abandonado em 2012. Claro que para não prejudicar o candidato do momento, que não possui este mesmo perfil. Também, para não beneficiar o candidato da oposição, este sim, um empresário reconhecido. Para quem tem um pouco de memória e senso crítico, deve ter sido irônico ouvir da propaganda do grupo tucano em 2012 a seguinte frase: “Lembre-se, administrar uma prefeitura é diferente de administrar uma empresa…” Nas eleições anteriores falavam justamente o contrário. Também concordo que, para ocupar um cargo político, não é necessário ser empresário. O melhor exemplo é o ex-presidente Lula. Questiono sobre como os argumentos políticos são descartáveis, utilizados como roupas, que são vestidas ou despidas ao prazer ou necessidade do usuário. Conveniências cínicas da política, somente possíveis porque o povo de Taiobeiras é propositalmente levado à despolitização e à alienação.
5. O refinamento da elite política que subiu ao trono em 2005. E o Facebook e o boneco:
Com a subida dos tucanos ao poder taiobeirense em 2005, difundiu-se a ideia de que a nova classe política seria mais moderna e refinada do que a anterior. Mais um daqueles preconceitos de classe bem típicos da nova burguesia. No dizer deles próprios, a turma de João da Caixa representaria a bagunça e, eles, a retidão moral que chegou para por ordem na casa. Como já disse, repito, foram-se Joel e seu vice, João Emílio, mas o joelismo permaneceu no Paço. Se não escancarado, pelos menos presente no modus operandi. A campanha de 2012 jogou mais este mito no chão. A virulência na internet, especialmente na rede social Facebook, demonstrou a face “pouco meiga” do regime. O patrulhamento ideológico e as desmoralizações contra os adversários se deram, e continuam ainda, num nível muito abaixo do que pode ser chamado de civilizado. Para quem foi oposição a Joel, e continua, agora, aos tucanos, como este que redige o artigo que você lê, é possível dizer que havia maior respeito democrático naquele tempo do que hoje. O Facebook e o boneco da cruz-de-tau – queimado em praça pública – estão aí por testemunhas.
Há muitos outros mitos estatelados no chão. Foram derrubados por seus próprios inventores. É urgente que a comunidade taiobeirense os identifique e os reflita. Eles venceram o pleito, mas a constatação de seus estratagemas para o alcance e a manutenção do poder tornou-se evidente para muitos, como nunca antes. Cabe à sociedade, que votou ou não no grupo vencedor, ter o discernimento desses fatos para saber cobrar e controlar.
Não basta somente uma sociedade avançar no plano econômico. É preciso criar os meios para que a política, a cultura e o regime democrático co-participem do crescimento da economia. Também, é necessário construir uma cidade que vá além da beleza de suas praças e avenidas ou da alegria de suas festas. Um lugar onde as pessoas, especialmente aquelas que estão segregadas pela pobreza, pelas drogas ou pelo baixo conhecimento cultural, sejam integradas ao convívio cidadão.
Taiobeiras é hoje uma cidade de “contos de fadas”. Não se pode negar que haja muitos avanços, boa parte deles porque o Brasil também avançou. Mas não existe na classe política que a dirige uma sensibilidade para com os que estão à margem; para com as questões da juventude: vítima da violência e das drogas; para com as situações étnico-culturais; para com a educação contextualizada e de qualidade; não há um olhar social efetivo e moderno ou comprometido como a elevação da dignidade da pessoa humana. Tudo isso tem de ser alcançado através da luta da comunidade.
Que em 2013, a sociedade caminhe na direção de uma Taiobeiras mais justa, solidária e humana.
| “O povo que andava em trevas, viu grande luz…” |
“Portanto o Senhor mesmo vos dará sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e Lhe chamará Emanuel.”
“O povo que andava em trevas, viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz.”
“Porque um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”