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  • Neste Natal e sempre: "Amar como Jesus amou…"

    Feliz Natal de Jesus (não o do capitalismo de Papai Noel)! Relembrando, hoje, esta bela canção do Padre Zezinho, que eu ouvia na minha infância, e que continua extremamente válida e atual.

    Amar Como Jesus Amou
    Padre Zezinho

    Um dia uma criança me parou

    Olhou-me nos meus olhos a sorrir
    Caneta e papel na sua mão
    Tarefa escolar para cumprir
    E perguntou no meio de um sorriso
    O que é preciso para ser feliz?

    Amar como Jesus amou
    Sonhar como Jesus sonhou
    Pensar como Jesus pensou
    Viver como Jesus viveu
    Sentir o que Jesus sentia
    Sorrir como Jesus sorria
    E ao chegar ao fim do dia
    Eu sei que dormiria muito mais feliz

    Ouvindo o que eu falei ela me olhou
    E disse que era lindo o que eu falei
    Pediu que eu repetisse, por favor
    Mas não dissesse tudo de uma vez
    E perguntou de novo num sorriso
    O que é preciso para ser feliz?

    Depois que eu terminei de repetir
    Seus olhos não saíram do papel
    Toquei no seu rostinho e a sorrir
    Pedi que ao transmitir fosse fiel
    E ela deu-me um beijo demorado
    E ao meu lado foi dizendo assim

    Amar como Jesus amou.


  • Artigo do Levon: Injustiça e Esperança

    A sensação de injustiça tem sabor. No caso, um gosto amargo, que engulha o estômago e produz um sentimento de secura, vazio e raiva. É algo extremamente ruim e, provavelmente, faz muito mal à saúde física e moral que quem a nutre.

    Pense, então, como devem ter se sentido os povos que habitavam o Brasil, há quinhentos anos, quando os homens brancos portugueses invadiram suas aldeias atirando, tocando fogo nas ocas, matando homens, estuprando mulheres, retirando fetos de ventres femininos abertos a golpes de facão e espada, perfurando olhos e estilhaçando membros indefesos. O medo, a dor, a humilhação e a impotência na sua forma mais brutal. A noção de que não havia ninguém por quem chamar; nenhum protetor a quem pedir socorro; nada de salvador por quem esperar. Enfim, a ausência de um poder a lhes salvar do suplício. Sensação de injustiça!


    Avance para algumas décadas depois e transporte-se para um navio de tráfico negreiro em meio ao Atlântico, fazendo o percurso entre África e América, numa noite tenebrosa de tempestade. Corpos bronzeados e luzidios, da cor do ébano, nus como a liberdade da qual foram despidos, amarrados por grilhões nos pés e nas mãos, esfomeados e doentes, doloridos na carne e na alma. As mentes a martelar, como numa sessão de tortura, o instante em que foram capturados, arrancados e afastados de seus entes, pais, mães, mulheres, maridos, filhos em África, torpemente vendidos como escravos, objetos da nascente economia mercantilista-escravocrata de então. A quem poderiam gritar? Recorrer de que? Qual juiz lhes daria razão e restituir-lhes-ia o sentido de suas vidas de antes? Sensação de injustiça!


    Mais alguns séculos adiante, na fria Europa, trabalhadores e trabalhadoras nas fábricas da industriosa Inglaterra. Dezesseis horas diárias dentro dos galpões das tecelagens, inalando gases e a fuligem da lã, em atividades repetitivas à exaustão. Seres humanos plantados em ambientes lúgubres, úmidos, sombrios, de pouca ventilação, fechados à entrada da luz do sol. Desprovidos dos direitos mais básicos. Submetidos todos, a família inteira, da criança de dois anos, passando pelos adolescentes e jovens, às mães e aos pais, e os idosos, à triste e determinista rotina das inovadoras rotatórias movidas a vapor. Constituíam-se em vítimas do tão louvado progresso que se inaugurava. De quem esperar complacência? Qual patrão ou governo as lhes prover dignidade? Donde aguardar clemência? Quem seria por eles? Sensação de injustiça!


    Já no século 20, na década de 60, jovens estudantes, líderes comunitários, trabalhadores sindicalizados, no Brasil, todos esperando pelas reformas de base que poderiam antecipar em décadas o tão necessário e esperado desenvolvimento com equilíbrio social para o país. Na noite sombria de 31 de março para 1º de abril, tanques se levantam, botas militares marcham, a democracia é pisoteada, o governo constitucional eleito pelo povo é deposto. Os interesses econômicos dos poderosos mais uma vez tripudiam sobre os da maioria do povo pobre. Cassações, fechamento da ordem democrática, expurgos, prisões arbitrárias, censura e perseguição, tortura e desaparecimento. Amparados pelo imperialismo norte-americano, compungidos pela velha moléstia aristocrática da “casa grande”, classe média e elites se seduziram e se cegaram ante ao clamor por liberdade política e igualdade social. De novo, de quem suscitar socorro? De onde aguardar salvação? O que fazer? Sensação de injustiça!


    Nos dias de hoje, apesar da aparente normalidade democrática e da suposta liberdade de expressão, a disputa legítima pelo poder, por parte do povo e das pessoas que colocam os interesses coletivos acima dos seus próprios, se faz contra os interesses mais mesquinhos e inconfessáveis. A degradação e a fraude do sufrágio ocorrem com o suborno coletivo das mentes. A compra da consciência e do voto. O uso do recurso público – sagrado para a solução das necessidades de libertação dos mais necessitados – inútil e vilmente utilizado como patrimônio próprio. A coerção de pessoas e de comunidades inteiras. A compra desleal e vil. A utilização de todos os recursos, supostamente criados para a defesa social, hereticamente voltados para coibir e coagir. Tudo isso desmobiliza e desmotiva os imbuídos de real interesse público; sacrifica a boa intenção; e sabota a boa inteligência. Ressalta as oligarquias; premia o menor esforço e falta de competência; exalta o puxa-saquismo; e pisoteia as melhores ideias. A quem os bem intencionados podem recorrer, se até mesmo o poder de aplicar a justiça se cala, se omite e se acovarda? De onde ou do que solicitar equanimidade e garantia de respeito? Mais uma vez, sensação de injustiça!


    Para todas essas “sensações de injustiça”, iguais ou maiores, demorados ou imediatos, “sinais de esperança”! Para os nativos do Brasil, as esperanças imortais estão presentes nas lutas antigas ou atuais de Sepé Tiaraju, Juruna, Gaudino, Kaiowás-Guaranis, Casaldáliga e outros tantos! Dos negros, se levantaram imortais heróis como Zumbi, Chica, Patrocínio, Rebouças, Castro Alves, Mãe Menininha e muitos outros a espraiar esperanças cor-de-noite-brilhante! Para os trabalhadores de outrora e de hoje, comprimidos por máquinas desumanas ou por ditaduras sanguinárias, as esperanças são despertadas por tantos como os cartistas, os ludistas, os socialistas utópicos e científicos; as esperanças guerreiras de homens e mulheres como Olga e Prestes, Brizola, Lula e Dilma, Herzog e Tito de Alencar, Zuzu e Guevara. Para a democracia imperfeita e mutilada de nossos dias, de nossa cidade, a esperança no rosto do povo nas portas do Judiciário, em frente aos Fóruns e nas praças, carregando bandeiras cor-de-sangue e cor-de-céu de sonhos e de liberdade, a pé ou montados em bicicletas de sonhos, a manifestar que o interesse público é dom que não se compra nem se vende, que o direito de um precisa estar condicionado ao direito de todos! Espera… Esperança… Esperanças!


    E se todas essas esperanças falharem, ainda restará uma esperança maior. Esperança de um jovem galileu que por aqui esteve há dois mil anos apenas praticando o amor. “Estranhamente”, mesmo amando tanto, foi condenado à morte por quem detinha o poder político em sua época. Apesar de todo o “sentimento de injustiça” que permeou sua morte numa cruz, brindou a todos com a “esperança vibrante” de voltar a viver ressuscitando três dias depois de sua execução pelos romanos. Espera… Esperança… Esperanças… presentes no doce sabor da justiça; exaladas no suave perfume da paz!

  • Debatendo Taiobeiras: desconstruindo os mitos

    Eu escrevi este texto em 26 de julho de 2012, quando a campanha eleitoral para prefeito começava a esquentar aqui em Taiobeiras (MG). Tomei “muita pancada” por conta dele e também recebi outro tanto de concordâncias. Não o publiquei no Blog. Divulguei-o nas redes sociais, pois foi feito como peça de campanha da coligação Taiobeiras Merece Mais. Baixada a poeira entorpecente das vaidades, mesmo sendo um libelo eleitoral, acho que ele contém ainda algumas verdades que precisam ser melhor compreendidas e assimiladas, para o bem da tão acanhada reflexão política taiobeirense. Por isto, republico-o aqui para você. Para que, ao menos pelo meio escrito-virtual da exposição das ideias, haja o debate democrático tão tristemente impedido e amordaçado durante o período das eleições. Amordaçado e impedido justamente por quem, imaginava-se, constitui a elite econômica, cultural e política de Taiobeiras.

    O QUE ERA ANTES NÃO É MAIS AGORA. MAS O QUE IMPORTA É O FUTURO.
    OLHOS FIXOS NO FUTURO. É ELE QUE NOS ESPERA.

    Eu me lembro que em 2000, quando Denerval se candidatou a prefeito pela primeira vez e foi derrotado por Joel Cruz, que seu discurso era o de construir uma nova política, livre de boatos, livre de interesses particulares. Recordo-me que Denerval reclamava muito da onda de boatos. Diziam que ele, por nunca ter se candidatado ou exercido um cargo político antes, não era preparado o suficiente para ser prefeito. Outros investiam contra o fato de ser um empresário de sucesso. Afirmavam que ele era ruim com os empregados, etc… Felizmente, tudo isso caiu por terra. Prevaleceu a comparação de perfis.

    O fato é que, quatro anos depois, contra todo esse tipo de boataria, Denerval chegou ao poder e aí está há oito anos. Tenho sérias críticas políticas ao seu governo. E já as fiz, livremente, em meus artigos que estão disponíveis no Blog e na coluna que mantenho no Jornal Folha Regional. Nada contra sua pessoa e sua brilhante liderança. Ninguém nega que Denerval conseguiu impor o seu ritmo e a sua liderança a Taiobeiras. Isto é fato incontestável. E há méritos luminosos em seu trabalho que a história saberá guardar, contar e homenagear.

    Infelizmente, no entanto, a história tem o costume de se repetir, primeiro como tragédia, depois como comédia. O discurso de Denerval para chegar ao poder, o do empreendedor de sucesso, o do empresário capacitado, hoje é absolutamente negado por seus apoiadores mais próximos. Usam os mesmos recursos e artifícios que um dia estiveram contra Denerval para atingir Carlito. Olham para Carlito, e sabem que ele tem o perfil mais próximo daquilo que defenderam há oito anos. Mas insistentemente negam. Por qual motivo?

    É a lógica do poder pelo poder. Algo natural e comum em termos de Ciência Política. O projeto de transformação acabou. Agora há um projeto de manutenção. Negam-se a avançar ainda mais. Resta saber se é do interesse coletivo de Taiobeiras que isto ocorra.

    Buscam velhos mitos do passado, já derrubados por eles mesmos! Inventam perigos inexistentes. Chegam ao ridículo de afirmar que a cidade voltará a ser como antes de Denerval caso Carlito chegue ao poder. É menosprezar demais a inteligência do taiobeirense!

    Todos sabem que Carlito não teria chegado a construir o grupo empresarial que construiu se não tivesse capacidade de planejamento, condições de liderança e firmeza ética suficientes. O próprio Denerval é quem inventou “a verdade única” de que governar a prefeitura é como administrar uma empresa. Seguindo essa mesma ideia, qual dos dois candidatos em questão é, atualmente, o que se destacou na boa condução de uma empresa e, portanto, o mais apto a dirigir a prefeitura depois de Denerval?

    Merece destaque o fato de que Carlito, até o momento, tem se dedicado firmemente a apresentar propostas e ideias de como conduzir bem o nosso município pelos próximos quatro anos, sem lançar mão de baixarias ou revanchismos. É importante que persista, de cabeça erguida, neste caminho. Fez uma boa síntese do Plano de Governo e, democraticamente, tem se reunido com vários setores da sociedade para debater este mesmo plano e enriquecê-lo. Um bom começo. Um bom exemplo para todos os políticos. Uma inovação em nossa história.

  • Taiobeirense lança livro sobre Madonna em São Paulo

    No dia do aniversário de 59 anos da emancipação política e administrativa de Taiobeiras, o jovem escritor taiobeirense Alex Saraiva lançará livro na capital paulista.

    Título: MADONNA e a Construção da Imagem no Universo da Polêmica Midiática.
    Editora: Multifoco.
    Data: 12 de dezembro de 2012.
    Local: Espaço Parlapatões, Praça Franklin Roosevelt, 158, Centro, São Paulo.
    Horário: 18 horas.

    Para conhecer mais sobre Alex Saraiva ou Leco Saraiva, estudante de Comunicação da FAPCom (Faculdade Paulus de Comunicação), clique aqui e vá ao seu perfil no Facebook.

  • 20 de novembro: Dia da Consciência Negra 2012

    Para saber um pouco mais sobre o Dia da Consciência Negra no Brasil, clique neste link.

  • Leitura: A Arte da Guerra, de Sun Tzu

    A Arte da Guerra, do chinês Sun Tzu, escrito há 2.500 anos atrás. Estou começando a ler agora. Compartilhe comigo algumas das ideias do livro:
    “A arte da guerra é regida por cinco fatores constantes, que devem ser levados em conta ao se analisar uma situação e prever o resultado:
    1. Moral (…);
    2. Clima (…);
    3. Terreno (…);
    4. Líder (ou comandante) (…);
    5. Método e disciplina (…).”

  • Onde estão os intelectuais do PT?

    (*) Lula Miranda

    Temos visto, praticamente todos os dias, o Partido dos Trabalhadores sendo esculachado nos grandes jornais e nos telejornais em horário nobre. Poucas dessas críticas são construtivas. A maior parte delas é nitidamente enviesada, capciosa, eleitoreira (miravam 2012 e já miram 2014) e visa pouco a pouco desgastar a imagem do partido e corroer a sua credibilidade junto à sociedade. Algumas descambam para o mero “golpismo”, pois refletem a intenção de tomar o poder no grito – mesmo que para tanto seja necessário repetir uma mentira, em uníssono, reiteradas vezes, até que ela se transforme numa “verdade”. Nem que seja necessário processar, condenar e prender o Lula sem provas – para tanto recorreram ao ardiloso artifício do “domínio do fato”. Nem que seja necessário dar um “golpe paraguaio” na Dilma. Essa é a ordem dos tratores.

    Os principais críticos e detratores do partido são dois ou três professores universitários neoconservadores e uma dezena de jornalistas, já bastante conhecidos pela sua “imparcialidade” e “pluralismo de ideias”, mas que têm espaço de destaque e oportunidade assegurados nas tribunas e tribunais mais “nobres” da grande imprensa – espaço este que é, diga-se, seguidamente negado aos que tem uma visão de mundo que lhes é antagônica. Portanto, sem direito ao contraditório ou ao chamado “outro lado”. Assim funciona a democracia e o pluralismo de faz de conta que eles vendem para os incautos. Mas, a despeito disso, é nosso dever combater esse desequilíbrio. De que modo? Cobrando o espaço que nos é devido ou utilizando dos veículos da imprensa alternativa. Só não pode se deixar intimidar e calar.

    Alguns analistas políticos insistem em dizer, de modo equivocado e/ou “ufanista”, que o suposto “escândalo do mensalão” não causou prejuízos ao Partido dos Trabalhadores; que tanto é assim que o partido ganhou em São Paulo; que conquistou o maior número de eleitores e que os maiores orçamentos estarão sob sua gestão nas prefeituras; que elegeu muitos prefeitos etc. Ora, a forma como a grande imprensa explorou esse episódio causou, está causando e ainda poderá causar grande prejuízo ao PT, na medida que os formuladores e representantes desse partido na sociedade não reagem à altura – ou seja, com a competência necessária para rebater as acusações e os impropérios que lhe são impingidos. O partido necessita resgatar e comprovar sua inocência.

    Mais que isso, precisa mostrar e lembrar à sociedade sua história de lutas e conquistas – e ao mesmo tempo indicar, projetar, construir os caminhos rumo ao futuro. O partido deve mostrar, de modo pedagógico, para seus militantes, mas também, e principalmente, para todos os cidadãos brasileiros, quais as políticas públicas que implantou e as que serão daqui para a frente implementadas para o crescimento continuado e o desenvolvimento do país, para que tenhamos uma distribuição de renda mais equânime e justa. O PT precisa deixar claro para a sociedade qual a contribuição que o partido ainda pode oferecer para melhorar, ainda mais, as condições de vida do povo brasileiro. Deve, novamente, seduzir a sociedade como um todo. Deve, para tanto, repelir, peremptoriamente, a agenda negativa que lhe está sendo imposta – e ao país – e colocar na pauta uma agenda positiva. Mas onde estão seus formuladores e porta-vozes na sociedade para tanto?

    É forçoso reconhecer: o Partido dos Trabalhadores teve um papel fundamental na construção desse novo Brasil em que vivemos. Sim, pois só os demasiados “distraídos” ou os empedernidos partidários da oposição não concordam que hoje vivemos um novo e melhor momento, auspicioso. E que isso, certamente, não foi obra do acaso, mas de conquistas do povo brasileiro, juntamente com os partidos de esquerda e de centro-esquerda –e aí não só o PT, obviamente.

    É preciso fazer a louvação do que bem merece: reconhecer os méritos daqueles jovens de classe média que no passado, lá no começo da década de 1980, saindo de uma renhida e desgastante luta contra a ditadura, ajudaram a criar o PT. Jovens que se juntaram a uma classe operária emergente, construindo assim o embrião daquilo que viria a se consolidar como um novo sindicalismo [vale lembrar que preponderava até então o chamado “peleguismo”]. Colocando, muitas vezes, em segundo plano suas vidas pessoais e laços familiares – e em prejuízo de suas próprias carreiras profissionais. É preciso relembrar que a estes jovens e operários se associaram alguns intelectuais, religiosos e estudantes, que fundaram então o Partido dos Trabalhadores. E que esse partido ajudou a mudar a cara do país. Alguém precisa (re)contar e (re)lembrar ao país essa bela história.

    É essa história que agora pretendem corromper, negar, apagar. E junto com ela todas as suas conquistas. Não se pode permitir.

    Mas para isso, para contar e defender a sua história, um partido, qualquer que seja, precisa de bons quadros e de intelectuais à sua altura e/ou à altura de sua história.

    Por isso, insisto na pergunta: onde foram parar os intelectuais do PT? Pois, repito, vejo o partido e suas lideranças sendo cotidianamente linchados em praça pública, sua história sendo vilipendiada, achincalhada – e pasmo não vejo quase nenhuma reação! Será que todos esses pecados que lhes imputam são devidos?! E as suas virtudes, inexistem? O que pesa mais na balança de sua história: os erros ou os acertos; os pecados ou as virtudes?

    Repito a pergunta: onde foram parar os intelectuais do PT? Ou os seus simpatizantes na academia, na imprensa e na sociedade em geral? Pois é constrangedor e ensurdecedor o silêncio que se ouve aqui na blogosfera e na mídia em geral. Estarão acomodados e apaziguados em alguma sinecura, como dizem algumas línguas viperinas? Estarão intimidados, acovardados; seriam pusilânimes? Ou estariam esperando para só ir “na boa” e não entrar em bola dividida?

    Por onde andarão os intelectuais que ajudaram a construir essa história tão bonita e que agora se ausentam do debate, se omitem? 

    Avança mais aquele que luta mais, que caminha mais – e ainda há um longo percurso a percorrer. A bola, caprichosa e sedutora, está nos pés do PT. Ele precisará dos seus craques, dos seus melhores quadros. Pois a dívida social do país para com os seus filhos ainda é colossal. Cabe-nos lembrar. E precisará lutar – muito. Iluminar os caminhos. Formar. Informar. Criar fortes laços e raízes em todas as classes e estratos sociais. E caminhar. E assim transformar aos poucos a sociedade. Afinal, esse é o seu papel.

    (*)
    Lula Miranda é poeta e cronista. Foi um dos nomes da poesia marginal na Bahia na década de 1980. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa, Fazendo Média e blogs de esquerda. Artigo publicado originalmente no site Brasil 247.

  • Dilma premia aluno de Taiobeiras na OBMEP

    Estudante Gustavo Souza Amorim e a Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff

    Parabéns ao Gustavo Souza Amorim, aluno do 8º ano (antiga 7ª série) do Ensino Fundamental da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves – Taiobeiras/MG – , por ser um dos premiados na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) pela Presidenta Dilma Rousseff em cerimônia que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

    Gustavo é filho da professora Nídia Souza e do instrutor de capoeira Gilson Amorim.

  • Taiobeiras, o 15 de novembro, a República e Ruy Barbosa

    “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude. A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. Ruy Barbosa, há muito tempo atrás.
    Não é necessário que o escriba redija mais nada a respeito.
  • "Conduzindo Miss Daisy" na véspera da eleição americana

    Conduzindo Miss Daisy, uma bela comédia dramática que mostra o contato difícil, a princípio, entre uma rica senhora judia (Jessica Tandy) e seu motorista negro (Morgan Freeman) no sul dos EUA (Atlanta, Georgia) no final dos anos 1940, mas que se transforma numa bela e sólida amizade, acima dos preconceitos raciais, sociais e culturais.

    Na véspera da eleição que definirá o futuro da maior potência do planeta, que poderá afetar a vida de todos nós, vale a pena assistir a esta bela produção. Assisti ontem à noite (domingo, 4/11/2012).

    Ficha técnica:
    Conduzindo Miss Daisy, 1989, Estados Unidos, vencedor de três Oscars.

  • Lula e o exorcismo que vem aí

    Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

    Uma capa recente do Estadão resumiu de forma enxuta os caminhos pelos quais a oposição brasileira pode enveredar para tentar interromper aos 12 anos o domínio da coalizão encabeçada pelo PT no governo federal.

    De um lado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sugeria renovação do discurso do PSDB.

    De outro, um novo depoimento de Marcos Valério no qual ele teria citado o nome do ex-presidente Lula:

    Valério foi espontaneamente a Brasília em setembro acompanhado de seu advogado Marcelo Leonardo. No novo relato, citou os nomes de Lula e do ex-ministro Antonio Palocci, falou sobre movimentações de dinheiro no exterior e afirmou ter dados sobre o assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel.

    Curiosamente, no dia seguinte acompanhei de perto uma conversa entre quatro senhores de meia idade em São Paulo, a capital brasileira do antipetismo, na qual um deles argumentou que Fernando Haddad, do PT, foi eleito novo prefeito da cidade por causa do maior programa de compra de votos já havido na República, o Bolsa Família. Provavelmente leitor da Veja, ele também mencionou entrevista “espírita” dada por Marcos Valério à revista, na qual Lula teria sido apontado como chefe e mentor do mensalão.

    Isso me pôs a refletir sobre os caminhos expressos naquelas manchetes que dividiram a capa do Estadão.

    Sobre a renovação do discurso do PSDB sugerida pelo ex-presidente FHC, pode até acontecer, mas não terá efeito eleitoral. O PT encampou a social democracia tucana e, aliado ao PMDB, ocupou firmemente o centro que sempre conduziu o projeto de modernização conservadora do Brasil. Ao PSDB, como temos visto em eleições recentes, sobrou o eleitorado de direita, o eleitorado antipetista representado pelos quatro senhores de meia idade e classe média que testemunhei conversando no Pacaembu.

    Estimo que o eleitorado antipetista represente cerca de 30% dos votos em São Paulo, capital, talvez o mesmo em outras metrópoles. Ele alimenta e é alimentado pelos grandes grupos de mídia, acredita e reproduz tudo o que escrevem e dizem os colunistas políticos dos grandes jornais e emissoras de rádio e TV. Há, no interior deste grupo de 30% dos eleitores, um núcleo duro dos que militam no antipetismo, escrevendo cartas aos jornais, ‘trabalhando’ nas mídias sociais e participando daquelas manifestações geralmente fracassadas que recebem grande cobertura da mídia do Instituto Millenium.

    Este processo de retroalimentação entre a mídia e os militantes do antipetismo é importante, na medida em que permite sugerir a existência de uma opinião pública que reflete a opinião publicada. É por isso que os mascarados de Batman, imitadores de Joaquim Barbosa, aparecem com tanta frequência na capa de jornais; é por isso que os jornais escalam repórteres e fotógrafos para acompanhar os votos de José Dirceu e José Genoíno e geram um clima de linchamento público contra os condenados pelo STF; é por isso que os votos de Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski nas recentes eleições foram usados de forma teatral para refletir a reação da “opinião pública” (de dois ou três, diga-se) ao “mocinho” e ao “bandido” do julgamento do mensalão. Curiosamente, ninguém se interessou em acompanhar os votos de Luiz Fux e Rosa Weber.

    O antipetismo é alimentado pelo pensamento binário do nós contra eles, pelo salvacionismo militante segundo o qual do combate às saúvas lulopetistas dependem a Família, a Pátria e a Liberdade.

    Criar essa realidade paralela é importante. Em outras circunstâncias históricas, foi ela que permitiu vender a ideia de que um governo popular estava sitiado pela população. Sabe-se hoje, por exemplo, que João Goulart, apeado do poder pelo golpe cívico-militar de 1964 com suporte dos Estados Unidos, tinha apoio de grande parcela da população brasileira, conforme demonstram pesquisas feitas na época pelo Ibope mas nunca divulgadas (por motivos óbvios).

    [Ver aqui sobre o apoio a Jango]

    Hoje, o mais coerente partido de oposição do Brasil, a mídia controlada por meia dúzia de famílias, forma, dissemina e mede o impacto das opiniões da militância antipetista. O consórcio midiático, no dizer da Carta Maior, produz a norma, abençoa os que se adequam a ela (mais recentemente a ministra Gleisi Hoffmann, que colocou seus interesses particulares de candidata ao governo do Paraná adiante dos do partido ao qual é filiada) e pune com exílio os que julga “inadequados” (o ministro Lewandowski, por exemplo).

    Diante deste quadro, o Partido dos Trabalhadores, governando em coalizão, depende periodicamente de vitórias eleitorais como uma espécie de salvo conduto para enfrentar a barulhenta militância antipetista.

    Esta sonha com as imagens da prisão de José Dirceu, mas quer mais: o ex-presidente Lula é a verdadeira encarnação do Mal. É a fonte da contaminação do universo político — de onde brotam águas turvas, estelionatos como o Bolsa Família e postes eleitorais que só servem para disseminar o Mal.

    O antipetismo é profundamente antidemocrático, uma vez que julga corrompidos ou irracionais os eleitores do PT. Corrompidos pelo “estelionato eleitoral” do Bolsa Família ou incapazes de resistir à retórica demagoga e populista do ex-presidente Lula e seus apaniguados.

    A mitificação do poder de Lula, como se emanasse de alguém sobre-humano, é essencial ao antipetismo. Permite afastar o ex-presidente de suas raízes históricas, dos movimentos sociais aos quais diz servir, desconectar Lula de seu papel de agente de transformação social. O truque da desconexão tem serventia dupla: os antipetistas podem posar de defensores do Bem sem responder a perguntas inconvenientes. Quem são? A quem servem? A que classe social pertencem? Qual é seu projeto político? Quais são suas ideias?

    A crença de que vencer eleições, em si, será suficiente para diminuir o ímpeto antipetista poderá se revelar o mais profundo erro do próprio PT diante da conjuntura política. O antipetismo não depende de votos para existir ou se propagar. Estamos no campo do simbólico, do quase religioso.

    Os quatro senhores do Pacaembu, aos quais aludi acima, estavam tomados por uma indignação quase religiosa contra Lula e o PT. Pareciam fazer parte de uma seita capaz de mobilizar todas as forças, constitucionais ou não, para praticar o exorcismo que é seu objetivo final. Como aconteceu às vésperas do golpe cívico-militar de 64, o que são as leis diante do imperativo moral de livrar a sociedade do Mal?

  • Taiobeiras: celebrar a chuva no Santo Cruzeiro dos Martírios

    Conjunto histórico-cultural do Santo Cruzeiro dos Martírios
    (Taiobeiras/MG) e a chuva, em foto de
    02 de novembro de 2012.

    A chuva demorou. Mas chegou. Conforme a devoção. Embora a ciência meteorológica também a previsse. Mas valeu (e vale) a fé do povo. Deveria também valer o planejamento estratégico e a longo prazo por parte de quem tem poder.

    Assim sendo, vamos comemorá-la (a chuva). Nada melhor do que celebrar as benesses do céu neste lugar (da foto) onde há mais de 100 anos os sertanejos-geraizeiros, do mesmo sofrimento da seca cruel, mas de inquebrantável fé, faziam suas promessas e penitências, piamente esperando pela chuva. Chuva que molha a terra e a fecunda. Que produz os frutos. Que nos dá o pão. Que sacia nossa sede de justiça e enternece nossas ressequidas relações humanas.

    Celebremos a chuva, dom de Deus (necessidade do Ser Humano) no Santo Cruzeiro dos Martírios (Taiobeiras/MG), debaixo do velho Pequizeiro sesquicentenário, com a Capelinha de Todos os Santos por testemunha. Celebremos a vida que, a despeito da chuva ter vindo no dia de Finados, se renova, transborda e deseja, ardentemente, continuar vivendo.

    Para saber mais sobre o Santo Cruzeiro dos Martírios, clique nos seguintes links:
    1. Re-sacralizar nossa cultura;
    2. História de Taiobeiras: O Santo Cruzeiro dos Martírios;
    3. Taiobeiras: Santo Cruzeiro dos Martírios.

  • Taiobeiras: De novo, o boneco, e nada de pedido de desculpas…

    Atitude que representou a baixa politização em
    Taiobeiras. Imagem disponível no Facebook

    Com entrevista em rádio e tudo o mais, mesmo assim nada da grandeza moral de pedir desculpas por esse atraso ilustrado aí na foto (boneco). Fica a pergunta: cadê o exemplo de civilidade?

    Aproveito para reproduzir dois parágrafos de um manifesto de indignação que alguns eleitores de Taiobeiras publicaram na p. 9 da edição 206, ano IX,  mês de outubro de 2012, do Jornal Folha Regional (Taiobeiras/MG):

    “[…] 1. O estímulo de atitudes de Ódio contra pessoa de Carlito Arruda e aos seus principais formuladores de campanha, por parte de membros da campanha adversária, por meio das redes sociais ou de instrumentos de ‘zombaria’ e desqualificação moral, revelam o perigo social e ético ao qual Taiobeiras está exposto, comparável à Alemanha na época do movimento nazista. E a falta de manifestação das lideranças vencedoras em desaprovar tais atos só vem a comprovar e a agravar a situação de pobreza moral e cultural à qual nossa sociedade se rebaixou.

    2. A confecção, exposição e mutilação de um boneco que mimetiza a figura pública de Carlito Arruda choca a boa consciência e escandaliza o suposto avanço ético e cultural que tanto disseram que Taiobeiras havia alcançado. Não pode ser considerada avançada uma sociedade onde a suposta elite não se envergonha de tal atitude típica da barbárie. Na impossibilidade de matar o homem Carlito, mataram o boneco. Não perceberam que o significado de quem construiu o boneco e o malhou; de quem o postou nas redes sociais e de quem ‘curtiu’ é um só: ‘destruir fisicamente quem pensa diferente e quem ousa dizer o que pensa’. Ato gravíssimo de intolerância e de desrespeito às liberdades democráticas. Nenhuma vitória justifica incitamento aos comportamentos mais obscuros da alma humana.

    […]”

  • Taiobeiras: "Lata d’água na cabeça" e "Tomara que chova três dias sem parar"

    Em meio à crise da falta de água (junto com falta de planejamento a longo prazo), nunca é demais sanear a aridez cultural com um pouco das boas produções artísticas da genuína música brasileira.

    Lata d’água na cabeça (1952)



    Tomara que chova três dias sem parar (1950)

  • Vídeo: A previsível falta de água em Taiobeiras

    Não é nada satisfatória a constatação que é feita nesse video. Não agrada a ninguém a realidade vivida, das faltas de água e de planejamento. Mas é necessário que seja mostrado, a fim de que a sociedade tome consciência das responsabilidades de suas autoridades. Pela tomada de conhecimento se avança na capacidade da comunidade em ter condições de controlar as políticas públicas e os seus agentes (os políticos).

    É um trecho do discurso do então candidato a prefeito de Taiobeiras/MG, Carlito Arruda (PDT), num comício realizado na Avenida Caiçara, esquina com a Rua Diamantina, no dia 22 de setembro de 2012. Infelizmente, a previsão se fez realidade até mesmo antes do que muitos imaginavam.

    O problema é que, na ocasião, o então candidato foi duramente criticado por ter dito essas palavras. Vigorava, naquele momento, a ilusória ideia de que Taiobeiras era um verdadeiro paraíso em meio ao Vale do Rio Pardo, com ausência total de problemas de quaisquer ordem. Bastou apurar as urnas.

    Vamos ao vídeo.

  • Barragem de Berizal: em nota técnica do Ministério da Integração Nacional

    p. 1

    Durante a visita da Presidenta Dilma Rousseff em Rio Pardo de Minas, no ínicio do mês de agosto de 2012, a ACE (Associação Comercial e Empresarial de Taiobeiras, ex-ACIT), entregou um pedido de esclarecimentos e de soluções para a questão da Barragem de Berizal.

    Datado de 3 de outubro de 2012, chegou às mãos do presidente-interino da ACE de Taiobeiras, Ruy Rodrigues Pereira, um ofício, seguido de anexos, do Chefe de Gabinete do Ministro de Estado da Integração Nacional, Wagner Augusto de Godoy Maciel, esclarecendo o histórico, os objetivos, os valores atuais e as ações a serem desenvolvidas acerca da referida obra (Barragem de Berizal).

    Digitalizei as páginas do documento do Ministério da Integração Nacional, que seguem ilustrando essa postagem e, a seguir, transcrevo o conteúdo dos anexos, para tomada de conhecimento de toda a população.

    SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
    MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL

    DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS
    CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM DE BERIZAL

    p. 2

    NOTA TÉCNICA

    HISTÓRICO

    Os serviços de implantação da barragem de Berizal foram iniciados em 1998. Após várias interrupções devido a questões financeiras e ambientais, foram paralisadas em julho de 2002, por determinação do Ministério Público, em atendimento à solicitação de embargo por parte da FEAM (Fundação Estadual de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais), que considerou insuficiente os estudos ambientais elaborados pelo DNOCS. O empreendimento foi incluido no rol de obras irregulares do Tribunal de Contas da União e, por consequência, passou a fazer parte do quadro de bloqueio dos orçamentos anuais.
    Novos estudos foram realizados, o que permitiu a obtenção de Licença Prévia e de instalação do empreendimento.

    p.3

    A Outorga do Direito de Uso de Recursos Hídricos foi concedida pela Agência de Águas – ANA, no final de 2006.
    Em dezembro de 2009, após justificativas apresentadas pelo DNOCS à Comissão de Orçamento da Câmara Federal, o empreendimento foi excluído do quadro de bloqueio do Orçamento Geral da União.
    Foram executados aproximadamente 35% dos serviços, compreendendo a galeria da tomada d’água e escavação e concretagem parcial do vertedouro. O investimento realizado até agosto de 26,5 milhões.

    OBJETIVOS

    A barragem de Berizal está sendo construída no município de Berizal, em Minas Gerais, interceptando o rio Pardo. A obra destina-se principalmente ao abastecimento humano bem como pequenas irrigações para os municípios de Berizal, Rio Pardo de Minas, São João do Paraíso, Taiobeiras e Indaiabira, beneficiando uma população de aproximadamente 120.000 pessoas. Dentre as finalidades destacam-se além do abastecimento humano, a perenização do rio Pardo, possibilitando ampliar oportunidades de ocupação e renda e oferta de alimentos.
    Possui potencial para, com pequenos investimentos, ampliar os usos múltiplos das águas acumuladas em atividades econômicas de psicultura, irrigação (área estimada em torno de 10000 ha) e produção de energia elétrica a partir de uma PCH.

    p. 4

    A entrada em operação da barragem, deverá proporcionar uma melhor distribuição da água no trecho médio da bacia do rio Pardo em relação à situação atual, em que as disponibilidades hídricas do trecho estão concentradas em Machado Mineiro, que é uma barragem operada pela CEMIG, de múltiplos usos, com potência instalada de 1,72 MW.
    Em 2007 a obra foi incluída no PAC 1 e devido à demora dos estudos ambientais e por não termos obtido a Licença de instalação, a obra foi retirada das prioridades do PAC.

    VALORES ATUAIS

    A barragem de Berizal está orçada em R$ 128.846.557,19 de conformidade com a Viabilidade Financeira apresentada para obtenção da Licença de Instação.

    p. 5

    Ocorre que como não tínhamos ciência de todas as condicionantes que seriam solicitadas pela Superintendência de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais quando da liberação da Licença de Instalação com aquisições de terras para reservas Legais, compensações por dematamento em mata atlântica, cerrado, mata seca, e estudos da área a montante da barragem solicitados pelo Ministério Público, usamos os parâmetros de outras barragens em construção em Minas (como a barragem do Pião, cujo valor do reassentamento e das compensações ambientais dobraram), fatos estes que irão onerar o empreendimento.
    Assim, considerando tais fatos, para atribuir um valor mais realista do que inicialmente estabelecido, sugerimos que seja revisto para um patamar de cerca de R$ 178 milhões.
    a) Execução da Obra e supervisão = R$ 127.350.000,00
    b) Reassentamento, Desapropriação e Condicionantes Ambientais = R$ 51.452.000,00

    p. 6

    O Contrato original PGE-25/98, que está paralisado, possui um saldo contratual de cerca de 4 (quatro) milhões que cobre somente a conclusão do rápido do vertedouro e caixa de dissipação.
    Deverá ser feita nova licitação para a conclusão da barragem.
    Os serviços de reassentamento, que está no âmbito do Convênio PGE-109/04 com o Governo de Minas, com superveniência da Secretaria de Agricultura e sua coligada RURALMINAS, tem vencimento em 06/04/2012 e possui um saldo (do valor repassado R$ 1.500.000,00) e dois empenhos (2007NE000894 e 2007NE000893) bloqueados no valor de R$ 7.343.557,59.
    Pode-se efetuar um termo Aditivo ao convênio, utilizando o saldo do valor repassado, para revisão dos projetos que foram executados até 2005.

    AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS

    p. 7

    * Convênio com o Gov. Minas visando a desapropriação de terras, tendo como convenente o Instituto de Terras de Minas – ITER; pois um dos problemas da desapropriação é a titulação das terras que o instituto pode fazer;
    * Novo decreto de Desapropriação (venceu em 2011 e sem recursos para solicitar novo decreto);
    * Licitação da supervisão da obra e do acompanhamento das condicionantes ambientais e revisão do projeto hidomecânico;
    * Licitação do resto das obras, tendo em vista a revisão do projeto executivo;
    * Atualização dos projetos para o reassentamento utilizando-se o atual convênio com o Gov. do Estado, tendo a Ruralminas como convenente;
    * Aquisição da Reserva Legal, processo aprovado pela diretoria colegiada do DNOCS e sem recursos para ser efetivada;
    * Cumprimento das condicionantes da LI, quanto ao reassentamento e a desapropriação da reserva Legal, Planos de Controle Ambientais (PCA) e Plano de Ação Social (PAS).

    Segue, ainda, um cronograma par reinício das obras, que consta nas imagens que ilustram essa postagem.

  • Taiobeiras: o boneco, a manifestação, o cravo e a canela

    Fico encabulado com a HIPOCRISIA SOCIAL em dois atos:

    O boneco (Foto: disponível no Facebook)

    1º: Fazer boneco representando a pessoa de um candidato (inclusive com um arremedo de símbolo religioso atrelado ao pescoço da “obra de arte”), chutá-lo, rasgá-lo e queimá-lo em praça pública… PODE! E não se fala mais nisso. Acham bonito. Talvez, o ápice da demonstração de civilidade e de amor ao município!

    Manifestação popular em frente ao Fórum

    2º: Falar a verdade, fazer crítica política e demonstrar opiniões sociais… NÃO PODE! É feio, errado, bagunça e burrice, no dizer dos mesmos que bateram palmas para o “sarau do boneco”.

    Capa de Gabriela, Cravo e Canela

    Nos tempos vindouros, quando estudarem essa nossa época e essa nossa Taiobeiras, os futuros escritores precisarão recriar uma “nova Gabriela, Cravo e Canela” (que acabei de ler, maravilhosa obra!) para desmascarar este tempo, assim como fez Jorge Amado em relação à Bahia dos coronéis da República Velha.

    Em tempo: Acredito que ação perpetrada contra o boneco foi tão somente o deleite do fetiche, na impossibilidade de fazer o mesmo sobre a pessoa real e aos seus companheiros.