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  • Que a saúde se difunda sobre a Igreja

    Por José Lisboa Moreira de Oliveira, Filósofo. Doutor em teologia. Ex-assessor do Setor Vocações e Ministérios/CNBB. Ex-Presidente do Inst. de Past. Vocacional. É gestor e professor do Centro de Reflexão sobre Ética e Antropologia da Religião (CREAR) da Universidade Católica de Brasília. Em Adital.

    Como vai a saúde eclesial? A campanha da Fraternidade interpela a Igreja
    Há quase cinquenta anos realizamos a Campanha da Fraternidade. Não restam dúvidas de que tem sido um evento quaresmal significativo, deixando marcas positivas profundas na Igreja e na sociedade. Porém, caberia nos perguntarmos até que ponto as Campanhas da Fraternidade têm provocado a conversão interna da Igreja, particularmente dos seus dirigentes. Tenho a impressão de que, muitas vezes, as provocações são feitas “ad extra”, aos de fora, enquanto no interior da Igreja tudo permanece como antes. Considerando que, segundo o Texto-Base deste ano (n.º 3), a Campanha da Fraternidade, “celebrada na quaresma, intensifica o convite à conversão”, ouso agora levantar algumas questões, voltadas para a nossa conversão, tendo presente o tema específico da saúde na Igreja.

    Antes de tudo seria interessante nos perguntarmos como os hospitais ligados à Igreja Católica trabalham e trabalharão a dimensão pública da saúde. Sabemos que existe um bom número de hospitais dirigidos por grupos da Igreja Católica. A maioria deles pertence a congregações religiosas com carismas voltados para a área da saúde. Mas pelo que se percebe boa parte, senão a totalidade, desses hospitais destina-se à elite. O atendimento aos pobres é feito parcamente e como “caridade”, muitas vezes para manter a fachada da filantropia. Mas a “missão” é servir aos ricos. Conheço bem de perto o caso de um hospital chiquérrimo mantido por uma congregação feminina no sul do Brasil. O carisma da congregação não está relacionado com a saúde, mas a congregação afirma que a finalidade do hospital é sustentar as irmãs que trabalham com os pobres, atividade mais respondente ao carisma do instituto. Porém, as irmãs que estão inseridas me dizem que elas e os pobres nunca veem a cor do dinheiro lucrado com o hospital.

    Um segundo elemento a ser analisado seria a forma como as instituições de saúde dirigidas pela Igreja Católica tratam as pessoas, inclusive os seus funcionários. Seria oportuno verificar se a relação e o tratamento dados aos funcionários são pautados pelo mandamento do amor ou se seguem regras formais e frias, típicas de patrão e empregado, de prestadora de serviços e clientes. Há alguns meses, no estado de São Paulo, uma amiga minha, funcionária de um hospital dirigido por irmãs, quase morre dentro do próprio hospital. Estando na fase final de uma gravidez, minha amiga não foi bem atendida, teve uma grande hemorragia, perdeu o bebê e quase perdeu a vida. Revoltada deixou de trabalhar na instituição, foi vender cachorro-quente e está processando o hospital.

    Outra questão a ser analisada é a participação de representações da Igreja Católica em organismos, instituições e conselhos ligados à saúde pública. Seria muito interessante verificar como se dá essa representação e participação. Caberia aqui a pergunta acerca da dimensão profética desta presença. Não há conivência com a corrupção e a má administração em troca de benefícios para as dioceses, paróquias e outras instituições eclesiais? Lembro-me bem de um caso que acompanhei no interior da Bahia. Um bispo profético lutou para que ele (ou um seu representante) tivesse assento no Conselho de Administração da Santa Casa de Misericórdia da cidade sede da diocese. Depois de muita luta conseguiu inserir uma cláusula no Regimento da instituição e segundo a qual as contas da Santa Casa só seriam aprovadas com a assinatura do bispo. O objetivo era fazer com que a aprovação do bispo fosse garantia de transparência, honestidade e lisura. Acontece, porém, que o sucessor deste bispo não seguiu o princípio e aprovava as contas sem verificar as falcatruas. O resultado disso foi a descoberta de desvio de dinheiro para o bolso do provedor e outros administradores da Santa Casa. Aparelhos médicos caríssimos, comprados com o dinheiro da Santa Casa, foram encontrados em consultórios de uma médica, filha do provedor, a mais de mil quilômetros de distância do seu local de destino. A denúncia foi feita por um padre que trabalhava na diocese. O padre foi perseguido e ameaçado pelos dirigentes da Santa Casa, mas o bispo não lhe deu nenhum apoio. Pelo contrário, deixou transparecer a sua insatisfação com a atitude do padre.

    Caberia também uma pergunta sobre a Pastoral da Saúde e outras pastorais semelhantes. Que coisas fazem realmente? Como cultivam a dimensão profética da fé cristã? De acordo com o Texto-Base deste ano, sua missão é ser expressão da missão da Igreja e manifestar a ternura de Deus para com a humanidade que sofre (n.º 229). Mas na maioria dos lugares as atividades da Pastoral da Saúde se reduzem a visitas esporádicas a doentes e a realização de missas para os enfermos em ocasiões especiais. Falta-lhe o ardor missionário no mundo da saúde, capaz de “contribuir para a construção de uma sociedade justa e solidária, a serviço da vida” (n.º 230).

    As perguntas dirigidas à Igreja poderiam se multiplicar, mas encerro com a seguinte: Como anda a saúde “pública” da Igreja? Os acontecimentos recentes e as estatísticas revelam uma Igreja doente, especialmente em sua hierarquia. O conhecimento que tenho desta área me permite dizer que é assustador o número de padres e religiosos pedófilos, de viciados inclusive em drogas pesadas. Aumenta cada vez mais o número de lideranças narcisistas, obsessivas, psicóticas e neuróticas. Aumentam também os casos de padres, frades e freiras com distúrbios psicológicos sérios, condenados a usar remédios controlados pelo resto da vida. Lideranças, inclusive padres e bispos, que são forçadas a sair de cena por causa de seus desequilíbrios psíquicos e afetivos. Sem falar na quantidade de padres, frades e freiras que estão com depressão. Os recentes noticiários de brigas internas no Vaticano, emitido por meios de comunicação sérios, revelam um corpo cuja cabeça está seriamente doente.

    Caso a Igreja não considere estas e outras perguntas que a humanidade está fazendo, inclusive os próprios católicos, corre o risco de não ter mais autoridade e credibilidade. Seus discursos e suas propostas, embora muito bonitos e verdadeiros, não serão levados a sério porque desmentidos por uma prática, cuja teoria é outra e não aquela anunciada em seus documentos e textos.

    Que a saúde se difunda sobre a Igreja!

  • Dia da Mulher: 80 anos do voto feminino no Brasil

    Há 80 anos atrás a mulher conquistava o direito de votar no Brasil. Dois anos após, o direito de ser candidata. Hoje a mulher já conquistou até a Presidência da República. Mulheres alcançando a cidadania. Mas ainda falta muito. Feliz Dia Internacional da Mulher!

  • Propaganda europeia anti-Brasil

    Video de propaganda oficial da União Europeia (os pais do colonialismo que subjugou o mundo nos últimos 500 anos) prega união dos europeus contra “ameaça” chinesa, indiana e brasileira. No video, um chinês, um indiano e um brasileiro são destacados como ameças a uma mulher europeia que, apesar do medo, se multiplica em várias e domina os agressores. Clara propaganda xenófoba. A Europa mais uma vez… Sinal de que somos fortes.

    Veja o video.

  • Conto: A Estrada de Maria

    Nesse dia a mais que o ano bissexto nos proporciona viver em 2012, façamos uma reflexão sobre a terceira idade. Escrevi essa historinha para crianças. Acho, porém, que serve para todos. Veja aí a ESTRADA DE MARIA.

    Levon, 29/02/2012.


    Maria é uma senhora que vive numa casa de repouso para idosos. A casa é um lugar onde ficam os velhinhos que não são cuidados pelos seus próprios parentes. Maria nem sempre morou na casa de repouso. Quando era jovem ela se casou e teve dois filhos: Pedro e Ester.

    Um dia, seu marido se foi e ela criou Pedro e Ester sozinha. Todos os dias ela saía cedo para trabalhar e, desta forma, conseguia sustentar seus dois filhos.

    Quando eles cresceram, Pedro se casou e foi morar em outra casa. Ester foi-se em busca de trabalho na cidade grande. A mulher de Pedro não gostava muito de Maria e a tratava mal. Ester quase não mandava notícias para a mãe.

    Pedro teve filhos com sua esposa. Dois meninos e uma menina. Eles quase não visitavam a avó Maria. Ela sentia-se sozinha e triste.

    Um dia, Maria ficou sabendo que sua filha Ester, a que morava na cidade grande, havia sofrido um acidente e morrido. Ela ficou mal e adoeceu.

    Seu filho Pedro, a mulher dele e os netos, ao invés de cuidar de Maria, colocaram-na na casa de repouso. Diziam que trabalhavam muito e que não tinham tempo suficiente para ficar com ela. É verdade que todos tinham muitas ocupações, mas geralmente eles não a procuravam nem nos domingos ou feriados.

    Todo dia Maria esperava pela visita do filho Pedro ou de um dos netos. Eles nunca vinham. A pobre mulher foi ficando cada dia mais infeliz. Chegou a pensar que ninguém gostava dela.

    Um dia, porém, um menino negro de cabelos crespos foi visitá-la na casa de repouso. Conversou muito com Maria. Ouviu-a contar toda sua história de vida e, em seguida, foi-se embora. No dia seguinte ele tornou a voltar. Contou histórias. Maria ficou alegre.

    Outro dia e o menino novamente apareceu. A pobre idosa e aquela criança conversaram bastante. Maria não se sentia mais sozinha e abandonada. Todos os dias a cena se repetia. O menino vinha e lhe fazia muita companhia.

    Numa das visitas, Maria perguntou ao menino qual era o seu nome.

    – Eu sou Miguel – respondeu ele.
    – De onde você é Miguel? – falou a mulher.
    – Eu sou de um lugar onde sempre tem amor. Lá, ninguém se sente sozinho – Disse Miguel.

    Ao falar isto, o menino Miguel abriu um sorriso largo e pediu a Maria que olhasse para o alto. No mesmo instante, a idosa virou-se para o céu e enxergou uma luz muito forte vinda em sua direção. Apesar do inusitado, seu coração sentiu felicidade, carinho e esperança naquele momento.

    No meio da luz intensa se avistava uma pequena estrada ladrilhada com pedrinhas brancas brilhantes. Mesmo doente, a mulher se levantou e seguiu o caminho. Miguel segurou sua mão e foi com ela. Maria não mais olhou para trás nem ficou infeliz. Seguiram para a luz misteriosa e cheia de paz.

    Os funcionários da casa de repouso avisaram a Pedro e sua esposa que Maria não acordou naquela manhã. Também disseram que ela passara as últimas semanas muito satisfeita e contente, sem reclamar, mesmo não tendo recebido nenhuma visita naquele período.
  • Petistas de Taiobeiras se encontram com representante do Governo Dilma

    Logo após a cerimônia de inauguração da Escola Família Agrícola de Taiobeiras, obra do Governo da Presidenta Dilma (do PT), ocorrida em 27 de fevereiro de 2012, o delegado regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Minas Gerais, Alcides Guedes (Pida) encontrou-se com filiados e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT) de Taiobeiras na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais para dialogar sobre a tática eleitoral do partido em 2012 no município e na microrregião Alto Rio Pardo.

    Na oportunidade, o delegado do MDA colocou-se pessoalmente à disposição das lutas da militância petista de Taiobeiras.

  • Governo Dilma entrega Escola Família Agrícola de Taiobeiras

    O delegado do MDA em MG, Alcides Guedes, e a
    Presidente da EFA, Ivanete Rodrigues
    Fruto da luta dos movimentos sociais e dos sindicatos de trabalhadores rurais do Alto Rio Pardo, foi inaugurada nesta segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012, a Escola Família Agrícola Nova Esperança, situada no município de Taiobeiras/MG, contando com investimentos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) do Governo Federal e apoio das prefeituras da microrregião.

    A Escola Família Agrícola abrigará, a prinicípio, noventa jovens estudantes provenientes de famílias do campo residentes nos municípios do Alto Rio Pardo (norte de Minas Gerais). Lá será ofertado o Ensino Médio numa modalidade especial e inovadora na qual os alunos mesclarão atividades acadêmicas com inserções em campo (trabalho com agricultura).

  • Curiosidades: Imagens de satélite das maiores cidades do Alto Rio Pardo (MG)

    Veja imagens do Google Mapas daS quatro maiores cidades da microrregião Alto Rio Pardo, no extremo norte de Minas Gerais. A escala é de 1 km por 2 mil pés para todas as fotografias.

    Taiobeiras/MG

    Salinas/MG

    Rio Pardo de Minas/MG

    São João do Paraíso/MG
  • A defesa de Paulo Henrique Amorim no caso de "racismo" contra Heraldo Pereira

    PHA e Heraldo Pereira

    O jornalista Paulo Henrique Amorim envolveu-se em contenda com seu colega Heraldo Pereira sobre a expressão “negro de alma branca”, pela qual PHA foi condenado a pagar indenização de R$ 30 mil ao segundo. Achei o texto de sua defesa bastante interessante sobre as questões raciais no Brasil. Leia neste link.

  • Lugares: Paço Municipal de Condeúba

    Paço Municipal de Condeúba – Sudoeste da Bahia

    Na segunda-feira de Carnaval estive visitando minha avó na centenária cidade baiana de Condeúba, sudoeste do estado. Destaco o belo Paço Municipal, antiga sede da prefeitura, inspirada no Palácio do Catete (palácio da presidência da República na ex-capital do Brasil, o Rio de Janeiro). Hoje o Paço é um centro de cultura. Vale a pena preservar a memória histórica e o patrimônio de um povo!

  • Urariano Mota: O extermínio das falas regionais na Globo

     Boa ironia…
    Por Urariano Mota, em Direto da Redação


    Mais de uma vez eu já havia notado que os apresentadores de telejornalismo têm uma língua diferente da falada no Brasil. Mas a coisa se tornou mais séria quando percebi que, mesmo fora do trator absoluto do Jornal Nacional, os apresentadores locais, de cada região, também falavam uma outra língua. O que me despertou foi uma reportagem sobre o trânsito na Avenida Beberibe, no bairro de Água Fria, que tão bem conheço. E não sei se foi um despertar ou um escândalo. Olhem: http://globotv.globo.com/rede-globo/netv-1-edicao/v/falta-de-sinalizacao-em-avenida-movimentada-do-recife-traz-perigo-para-pedestres/1772082/


    Na ocasião, o repórter, o apresentador, as chamadas, somente chamavam Beberibe de Bê-Bê-ribe. O que era aquilo? É histórico, desde a mais tenra infância, que essa avenida sempre tenha sido chamada de Bibiribe, ainda que se escrevesse e se escreva Beberibe.


    Ligo para a redação da Globo Nordeste. Um jornalista me atende. Falo, na minha forma errada de falar, como aprenderia depois:


    – Amigo, por que vocês falam bê-bê-ribe, em vez de bibiribe?

    – Porque é o certo, senhor. Bé-Bé é Bebê.

    – Sério? Quem ensina isso é algum mestre da língua portuguesa?

    – Não, senhor. O certo quem nos ensina é uma fonoaudióloga.


    Ah, bom. Para o certo erram de mestre. Mas daí pude ver que a fonoaudióloga como autoridade da língua portuguesa é uma ignorância que vem da matriz, lá no Rio. Ou seja, assim me falou a pesquisa:


    “Em 1974, a Rede Globo iniciou um treinamento dos repórteres de vídeo… Nesse período a fonoaudióloga Glorinha Beuttenmüller começou a trabalhar na Globo. Como conta Alice-Maria, uma das idealizadoras do Jornal Nacional: “sentimos a necessidade de alguém que orientasse sua formação para que falassem com naturalidade”.


    Foi nesta época, que Beuttenmüller, começou a uniformizar a fala dos repórteres e locutores espalhados pelo país, amenizando os sotaques regionais. No seu trabalho de definição de um padrão nacional, a fonoaudióloga se pautou nas decisões de um congresso de filologia realizado em Salvador, em 1956, no qual ficou acertado que a pronúncia-padrão do português falado no Brasil seria do Rio de Janeiro”. (Destaque meu.)


    Mas isso é a morte da língua. É um extermínio das falas regionais, na voz dos repórteres e apresentadores. Os falares diversos, certos/errados aos quais Manuel Bandeira já se referia no verso “Vinha da boca do povo na língua errada do povo/ Língua certa do povo”,  ganha aqui um status de anulação da identidade, em que os apresentadores nativos se envergonham da própria fala. Assim, repórteres locais, “nativos”, se referem ao pequi do Ceará como “pê-qui”, enquanto os agricultores respondem com um piqui.


    De um modo geral, as vogais abertas, uma característica do Nordeste, passaram a se pronunciar fechadas: nosso é, de “E”, virou ê. E defunto (difunto, em nossa fala “errada”) se transformou em dê-funto. Coração não é mais córa-ção, é côra-ção. Olinda, que o prefeito da cidade e todo olindense chamam de Ó-linda, nos telejornais virou Ô-linda. Diabo, falar Ó-linda é histórico, desde Duarte Coelho. Coisa mais bela não há que a juventude gritando no carnaval “Ó-linda, quero cantar a ti esta canção”. Já Ô-linda é de uma língua artificial,  que nem é do sudeste nem, muito menos, do Nordeste. É uma outra coisa, um ridículo sem fim, tão risível quanto os nordestinos de telenovela, com os sotaques caricaturais em tipos de físicos europeus.


    Esse ar “civilizado”de apresentadores regionais mereceria um Molière. Enunciam, sempre sob orientação do fonoaudiólogo, “mê-ninô”, “bô-necÔ”, enquanto o povo, na história viva da língua, continua com miní-nu e buneco.  O que antes era uma transformação do sotaque, pois na telinha da sala os apresentadores falariam o português “correto”, atingiu algo mais grave: na sua imensa e inesgotável ignorância, eles passaram a mudar os nomes dos lugares naturais da região.


    O tão natural Pernambuco, que dizemos Pér-nambuco, se pronuncia agora como Pêr-nambuco.  E Petrolina, Pé-tró-lina, uma cidade de referência do desenvolvimento local, virou outra coisa: Pê-trô-lina. E mais este “Nóbel” da ortoépia televisiva: de tal maneira mudaram e mudam até os nomes das cidades nordestinas, que, acreditem, amigos, eu vi: sabedores que são da tendência regional de transformar o “o” em “u”, um repórter rebatizou a cidade de Juazeiro na Bahia. Virou JÔ-azeiro! O que tem lá a sua lógica: se o povo fala jUazeiro, só podia mesmo ser Jô-azeiro.
  • Em vídeo, Lula agradece homenagem da Gaviões


    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou ontem uma mensagem para a escola de samba Gaviões da Fiel, cujo enredo faz uma homenagem a Lula.

    Na mensagem, filmada no Hospital Sírio Libanês, Lula agradeceu a homenagem e o empenho de toda a escola, mas avisou que, por recomendações médicas, ele não poderá participar do desfile no Sambódromo do Anhembi.

  • Artigo do Levon: Carta de um extraterrestre sobre liberdade de expressão

    Carta que um cidadão do Planeta Z10 escreveu ao líder de sua província a respeito da liberdade de expressão naquele quadrante:

    Senhor, saudações,

    A liberdade de expressão é uma conquista de nosso povo. Conquista por fazer-se valer em muitas realidades e situações. Nas pequenas cidades deste planeta, por exemplo, ainda há muito o que fazer para que as pessoas não sejam sufocadas pelas “verdades únicas” das classes que dominam o poder político e econômico.

    No entanto, a liberdade de expressão só se justificará quando utilizada para a construção de conhecimentos e de ações para o bem comum. O contraditório sempre será a marca da liberdade de expressão. Porém só será liberdade de verdade quando o contraditório ocorrer num nível de civilidade em que se possa discordar dos outros sem desqualificá-los ou subverter suas palavras para fins antiéticos.

    A dignidade das pessoas deveria ser inatacável. Ela é condição básica da existência. Quando se discorda de alguém e se parte para a agressão ou violência (simbólica ou física) às suas ideias, é sinal de que a argumentação já se findou faz tempo. Logo, não há, nestes casos, justificativa baseada no direito à liberdade de expressão que se sustente. Nestes casos, em nome de uma causa nobre, o que existe mesmo é a sordidez da personalidade individualista ou grupal se manifestando disfarçada de “bom-mocismo”.

    Estão invocando a liberdade de expressão para ludibriar quem está desatento às verdadeiras intenções escondidas por detrás de suas belas palavras. Estão arregimentando as pessoas de nosso planeta, utilizando-se da boa fé delas, para continuarem a criar “fatos consumados”, “heróis ultrajados” e “honras atacadas”, quando na verdade o que está por detrás é agressividade, destrutividade e cinismo.

    Peço que o Senhor nos garanta a possibilidade de continuar livres, mas com responsabilidade.

    Saudações.
  • Salinas sediou encontro das CEBs

    Participantes do 1º encontro das CEBs do Setor Norte
    * Do site da Arquidiocese de Montes Claros

    Aconteceu no último final de semana (11 e 12/02), no Centro Comunitário Santo Antônio de Salinas, o 1º Encontro de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Setor Norte da Arquidiocese de Montes Claros, com a participação de missionários e missionárias das paróquias Santo Antônio e São Geraldo, em Salinas, São Sebastião de Taiobeiras, Quase-Paróquia Nossa Senhora da Paz de Padre Carvalho, Quase-Paróquia São José de Josenópolis, Paróquia Nosso Senhor Bom Jesus de Rubelita e Paróquia Bom Jesus de Santa Cruz de Salinas.

    Mais de 200 pessoas participaram deste 1º Encontrão de CEBs do Setor Norte, que congrega oito paróquias. É um dos mais vastos de todos os sete setores da Arquidiocese de Montes Claros.

    O Encontro teve o estudo de cinco eixos temáticos: Migração, Mineração, Campanha da Fraternidade de 2012, Eleições 2012 e Pastoral Carcerária. Os debates ocorreram durante todo o dia de sábado (11/02), Dia de Nossa Senhora de Lourdes, e no domingo (12/02) foram tirados indicativos de ação para cada tema abordado.
  • Levon e o Facebook: Entre o real e o virtual

    Pode parecer irrelevante. Talvez seja. Mas tomei hoje uma decisão: sai de todos os grupos (redes sociais) do Facebook! Grande coisa, heim?! Mas tenho motivos…

    1. Gosto de debater ideias, mas não de ser ofendido.
    2. Minha vida no mundo real é muito mais importante e interessante do que a do espaço virtual.
    3. Meus amigos verdadeiros são os que convivem comigo no cotidiano, na realidade de carne e osso.

    Logo, vou continuar minha vidinha, meu trabalho, meus artigos, meus textos. Aceito, aqui no blog, as contradições também, desde que com o mesmo respeito com que costumo tratar todas as demais pessoas.

    Um grande abraço.
  • Ivone Gebara: Gerar vida e gerar morte

    * Ivone Gebara no Vi o Mundo
    Espanta-me a facilidade com que alguns clérigos e bispos afirmam poder distinguir com clareza as forças que geram vida e as que geram morte. Discorrem como se estivessem num campo de certezas. Nem percebem que o próprio uso dessas duas palavras, principalmente nos seus discursos acalorados sobre a importância de escolhermos a vida, conduz quase necessariamente a defender armadilhas de morte e provocar formas sutis de violência. O que é vida? O que é morte? É possível que a morte se sustente fora da vida e a vida fora da morte? Não somos nós vida e morte ao mesmo tempo? Não somos sempre aprendizes, caminhando trôpegos, dando um passo depois do outro nas escolhas diárias que tentamos fazer?


    Faz algum tempo que a Igreja Católica no Brasil vem desenvolvendo uma linha equivoca de defesa da vida. Quando falam da defesa da vida reduzem o termo vida à vida do feto humano e, assegurados da vida do feto, esquecem-se de todos os outros aspectos e personagens reais da complexa teia da vida. Fico me perguntando de novo porque insistem nesse erro e nesse limite lógico, condenado também de muitas maneiras pelos muitos filósofos e teólogos da Tradição Cristã. Distanciam-se até das últimas reflexões de Bento XVI que, com justeza, discorre sobre a complexidade da vida no universo, incluindo-se a vida humana.


    Espanta-me constatar mais uma vez a pouca formação filosófica e teológica de parte do episcopado e de muitos clérigos que se arvoram a defender a vida, mas atiram pedras em pessoas que consideram “mal-amadas” só por defenderem um ideário diferente do seu. Por que “mal-amada” ou “mal-amado” seria uma forma de menosprezar ou diminuir as pessoas? O que de fato querem dizer com isso?


    Não somos todos nós necessitados de amor? Não é o amor a missão cristã? Não é para os desprezados, esquecidos e mal-amados que o Cristianismo diz manter sua missão a exemplo de Jesus? É desconcertante perceber que usam expressões desse tipo e instrumentalizam a mensagem cristã para afirmar desacordos de posições, como o fez D. Benedito Simão, bispo de Assis e Presidente da Comissão pela vida da Regional sul I da CNBB. Em entrevista ao Grupo Estado de S. Paulo, na semana passada, por ocasião da escolha da Professora e Doutora Eleonora Menicucci como ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, o referido bispo classificou a nova ministra de “mal-amada” e, com isso, desrespeitou-a e incitou ao desrespeito e à falta de diálogo em relação à responsabilidade pública de enfrentar os sérios problemas sociais.


    Seria o bispo então um privilegiado “bem-amado”? A partir de que critérios?


    O desrespeito às histórias e escolhas pessoais, às muitas dores e razões de muitas mulheres torna-se moeda corrente em muitas Igrejas cristãs que se armam para uma chamada “guerra santa”, sem a preocupação de aproximar-se das pessoas envolvidas em situações de desespero.  Usam sua autoridade junto ao povo para gritar palavras de ordem e, em nome de seu deus, confundir as mentes e os corações.


    Perdeu-se a civilidade. Perdeu-se o desejo de consagração à sabedoria e ao bom senso. Perdeu-se a escuta aos acontecimentos e à aproximação respeitosa das dores alheias. Apenas se responde a partir de PRINCÍPIOS e de pretensa autoridade. Mas o que são os princípios fora da vida cotidiana das pessoas de carne e osso? Qual é o teto dos princípios? Quem os estabelece? Onde vivem eles? Como se conjugam nas diferentes situações da vida? O convite ao pensamento se faz absolutamente necessário quando as trevas da ignorância obscurecem as mentes e os corações.


    Nesse momento crítico de descrença em relação a muitos valores humanos, as atitudes policialescas de um ou mais bispos, de clérigos e pastores assim como de alguns fiéis nos apavoram. A ignorância das próprias fontes do Evangelho e a instrumentalização da fé dos mais simples nos espantam. A democracia real está em risco. A liberdade está ameaçada pelo obscurantismo religioso.


    De nada servem palavras como diálogo, escuta, conversão, solidariedade, respeito à vida quando, na prática, é a violência e a defesa de idéias pré-concebidas que parecem nortear alguns comportamentos religiosos públicos. Seguem esquecendo que não se deve tomar Deus em vão. Não apenas seu nome, pois isso já o fazem. Tomar Deus em vão é tomar as criaturas em vão, selecionando-as, desrespeitando-as e julgando-as de antemão. Nós todas/os temos palhas e traves em nossos olhos e eu sou a primeira. Por isso, cada pessoa ou grupo apenas consegue ver algo da realidade, que é sempre maior do que nós. Entretanto, se quisermos enxergar um pouco mais, somos convidadas a nos aproximar de forma desarmada dos outros. Somos desafiadas a ouvir, olhar, sentir, acolher, perguntar, conversar como se o corpo do outro ou da outra pudesse ser meu próprio corpo, como se os olhos e ouvidos dos outros pudessem completar minha visão e audição. E mais, como se as dores alheias pudessem ser de fato minhas próprias dores e suas histórias de vida, minhas mestras. Só assim poderemos ter um pouco de autoridade com dignidade. Só assim nossa belas palavras não serão ocas. E, talvez, nessa abertura a cada dia renovada, poderemos acreditar na necessidade vital de carregar os fardos uns dos outros e esperar que a fraternidade e a sororidade sejam possíveis em nossas relações.

    * Ivone Gebara é doutora em Filosofia e em Ciências Religosas.

  • Obras de recuperação da BR-251 começam

    Deputado Paulo Guedes vistoriando obras
    de recuperação da BR-251
    Trinta dias depois de vistoriar o estado precário da BR-251 e de encaminhar solicitação ao Ministro dos Transportes para que viabilizasse a recuperação dessa importante rodovia que corta o Norde de Minas, o Deputado Estadual Paulo Guedes (PT – Minas Gerais) percorre novamente a estrada e constata que as obras de tapa-buracos já foram iniciadas. A população agrade o empenho do deputado mas deseja que mais reivindicações sobre este assunto sejam levadas ao Governo Federal, especialmente quanto à duplicação da BR-251.

    Obrigado, Deputado Paulo Guedes.

  • PT completa 32 anos

    O partido político mais vitorioso da história do Brasil e que está mudando este país para melhor completa em 11 de fevereiro 32 anos de fundação.
  • Logomarca oficial da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013

    Conceito


    Com base no trecho da Palavra do Evangelho de São Mateus, percebe-se a necessidade de expressar uma referência direta à imagem de Jesus e ao sentido do discípulo. Neste episódio, Jesus se encontrou com seus discípulos em uma montanha, após sua ressurreição. Como símbolo da cidade do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor também se encontra em uma montanha e é um monumento reconhecido no mundo inteiro. O tema é uma palavra de ordem proclamada pelo próprio Senhor Jesus, e assim a Sua imagem possui destaque no centro do símbolo.


    Os elementos do símbolo formam a imagem de um coração. Na fé dos povos o coração assumiu papel central, assim como o Brasil será o centro da juventude na Jornada Mundial. Também designa o homem interno por inteiro, se tornando nesta composição a referência aos discípulos que possuem Jesus em seus corações.


    Os braços do Cristo Redentor ultrapassam a figura do coração, como o abraço acolhedor de Deus aos povos e jovens que estarão no Brasil. Representa nossa acolhida, como povo de coração generoso e hospitaleiro.


    A parte superior (em verde) foi inspirada nos traços do Pão de Açúcar, símbolo universal da cidade do Rio de Janeiro, e a cruz contida nela reforça o sentido do território brasileiro conhecido por Terra de Santa Cruz.

    As formas que finalizam a imagem do coração possuem a cor azul, representando o litoral, somada ao verde e amarelo que transmitem a brasilidade das cores da bandeira nacional.

    A logomarca é de autoria do designer gráfico Gustavo Huguenin, 25 anos, fluminense de Cantagalo.

    Fonte: Rio 2013