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Datafolha: Aprovação de Dilma resiste à "crise"
* Da Folha Online.A crise que levou à demissão do ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e a alta da inflação não tiveram impacto negativo na aprovação do governo Dilma Rousseff.Pesquisa Datafolha realizada nos dias 9 e 10 de junho mostra que 49% dos entrevistados consideram Dilma como ótima ou boa. No último levantamento, de março, eram 47%.O levantamento revela também que a maioria dos brasileiros quer que o ex-presidente Lula opine nas decisões de Dilma.A margem de erro da pesquisa, que ouviu 2.188 pessoas em todo o país, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. -
Presidenta Dilma lança Programa Brasil sem Miséria
* Do site Dilma.com.brA presidenta Dilma Rousseff apresentou na quinta-feira, 02/06, o principal projeto de seu governo: o Brasil Sem Miséria. O plano tem o objetivo de tirar 16 milhões de brasileiros e brasileiras da situação de extrema pobreza. São pessoas que vivem hoje com renda abaixo de R$ 70 por mês e, nos próximos anos, vão usufruir dos ganhos econômicos e sociais obtidos pelo Brasil a partir de 2003.Uma das mudanças trazidas pelo Brasil sem Miséria é a ampliação de 1,3 milhão de crianças que serão beneficiadas pelo Bolsa Família. O governo mudou o critério de quantidade de filhos por família a ser atendida no programa que passou de três para cinco crianças (sendo R$ 32 mensais por filho).Segundo Dilma, o programa Brasil sem Miséria é a grande porta de entrada para o século 21. A presidenta informou que o plano muda a estratégia de cadastramento que passa a ser uma “busca ativa” das pessoas na pobreza extrema. “A busca ativa muda o compromisso que temos. Não vamos esperar que os pobres corram atrás. O Estado brasileiro deve correr atrás da miséria”, afirmou.“Dela [da miséria] não podemos nos esquecer um só minuto. Devemos fazer todo esforço para superá-la. A luta contra a miséria é antes de tudo dever do Estado, mas uma tarefa de todos os brasileiros e brasileiras deste país.”O Brasil sem Miséria plano será baseado em três eixos:
• Acesso a serviços de saúde, educação, assistência social, saneamento e energia
• Geração de oportunidades de emprego e qualificação profissional
• Transferência de renda, com o Bolsa FamíliaO grande desafio do Brasil sem Miséria será localizar, cadastrar e incluir nos programas sociais do governo federal as famílias nessa situação de pobreza. As equipes de profissionais vão identificar os serviços existentes e a necessidade de criar novas ações para que essa população possa ter os seus direitos. No Bolsa Família, a meta é encontrar 800 mil famílias que estão fora do programa.Uma das metas para a zona rural é o pagamento de R$ 2,4 mil, por família, ao longo de dois anos, para agricultores em situação de extrema pobreza atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A finalidade é apoiar a produção e a comercialização excedente de alimentos.O pagamento será efetuado por meio do cartão do Bolsa Família. O programa prevê aumentar de 66 mil para 255 mil, até 2014, o número de agricultores familiares em situação de extrema pobreza atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário.Para mais informações, acesse www.brasilsemmiseria.gov.br. -
Final de maio
Finalizando mais um mês de maio, é sempre bom relembrar dos meses de “maio” de nossa história. Nesta foto, a procissão em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, em fins dos anos 1960 ou início da década de 1970. Uma imagem ingênua e bela, daquela que viria a se tornar a maior festa religiosa (e também profana) de Taiobeiras.
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Dilma: "O desmatamento não pode ser anistiado"

Presidenta Dilma Rousseff (PT) A presidenta Dilma Rousseff concedeu nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, uma entrevista coletiva e tratou de temas que têm sido destaques no noticiário nos últimos dias.Dilma reiterou que o Brasil tem condições de combinar o fato de ser uma potência agrícola com o potencial ambiental que possui. A presidenta foi firme ao dizer que “o desmatamento não pode ser anistiado”.Sobre a polêmica acerca do material distribuído pelo Ministério da Educação que aborda o combate à homofobia, Dilma afirmou que “não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais” e disse que não se deve interferir na vida privada das pessoas. A presidenta destacou, no entanto, que o governo defende a luta contra práticas homofóbicas.Dilma lamentou a politização no uso de informações contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Sobre o caso, ela assegurou que o ministro dará todas as explicações necessárias, nos próximos dias, aos órgãos de controle. Veja a entrevista completa.Leia também:As informações contidas neste post são de responsabilidade da Assessoria de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), sem qualquer vínculo institucional com o Governo Federal. -
E se falarmos de "eticamente correto"?
Por Rodolfo Vianna, do Observatório do Direito à Comunicação
Rafinha Bastos, humorista e apresentador do programa CQC, fez uma piada em um dos seus shows que logo repercutiu por toda a internet: mulher feia que é estuprada não tem que reclamar, tem que agradecer. O relato está no perfil do comediante publicado na edição de maio da revista Rolling-Stone.Auto-denominado politicamente incorreto, Rafinha insiste na pertinência da sua piada e diz que a função do humor é provocar. Aliás, ouve-se de praticamente todas as bocas dos atuais comediantes brasileiros (e com ecos significativos no conjunto da sociedade) a necessidade de se combater o “politicamente correto” pelo humor. Mas, afinal, do que se trata esse combate?É constituinte do humor a transgressão. Ele se estabelece por uma ruptura, um estranhamento, num “esforço inaudito de desmascarar o real”, nas palavras do historiador Elias Thomé Saliba em seu livro Raízes do riso. E existe toda uma longa tradição humorística que relaciona o riso à liberdade, à infração das normas que sufocam os sujeitos em determinados contextos históricos, à revelação do inaceitável frente ao aceitável imposto, etc.Mas também existe a tradição que relaciona o humor ao preconceito, às generalizações e às ofensas. As piadas, por esta tradição, refletem, cristalizam, e alimentam um universo simbólico calcado na desigualdade, na relação hierárquica com o Outro pelo vetor da superioridade/inferioridade, no desprezo e na segregação.É certo, por sua vez, que o que se denominou de “politicamente correto” também carrega certos excessos que atuam como normas sufocantes aos sujeitos, mas não se pode ignorar que o seu núcleo sólido é resultado de tensões, conflitos e lutas históricas e sociais daqueles agentes que antes eram alvos da segregação e preconceito manifestado pelo riso de outros agentes hegemônicos. E há de se ter claro também que a linguagem é um palco privilegiado onde se manifestam esses conflitos.Sendo assim, o que se percebe atualmente no combate ao dito “politicamente correto” é uma confusão relacionada a qual caminho seguir pela transgressão: transgride rumo à tradição libertária do humor ou transgride rumo à tradição preconceituosa e segregante? Cruza-se a fronteira do “politicamente correto” rumo ao progresso ou rumo ao atraso?Nota-se ainda que muitos humoristas atualmente, sob a premissa de ser contra o “politicamente correto”, marcham para trás: acreditando estarem avançando em direção ao caráter libertário do humor, recuam e reforçam justamente o caráter conservador e perverso do riso. Sob a bandeira do combate à hipocrisia tornam-se hipócritas.Ironicamente, a batalha desses humoristas contra o “politicamente correto” só explicita a necessidade de sua existência. E se a expressão está desgastada e pode soar para alguns como normas impostas que os sufocam, normas estas externas e que minam sua liberdade, pensemos, então, em “eticamente correto” (que é redundante: ou algo é ético ou anti-ético). A ética, por sua vez, é constituída por valores que devem nortear a relação de um indivíduo com os outros, implica responsabilidade e tem seus princípios fundamentais – e deve permear todas as esferas da prática individual.O riso não pode servir de álibi para uma ação eticamente condenável. E como escreveu Wittgenstein em um dos seus Aforismos, “o humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo”, há de ser contra toda visão de mundo preconceituosa, que segrega e inferioriza. A história deve marchar para frente, avançar guiada pelo princípio ético da igualdade, e em hipótese alguma retroceder – nem se for de “brincadeira”.* Rodolfo Vianna é jornalista e membro do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. -
Final da 55ª Festa de N. Sra. de Fátima em Taiobeiras
Com encerramento marcado para este 13 de maio de 2011, a 55ª Festa de Nossa Senhora de Fátima, realizada pela Paróquia São Sebastião de Taiobeiras, reuniu multidões na Praça da Igrejinha, nos dez dias de sua realização.
A fé mariana e as tradições religiosas do povo taiobeirense, inspiradas pelo exemplo de Frei Jucundiano de Kok, OFM (1902-1974), 1º pároco, se revitalizaram e entusiasmaram gente de todas as idades, especialmente aos jovens e às crianças.Neste ano, a renda das festividades será revertida para a construção do Centro Catequético Paroquial de Taiobeiras.
Para conhecer mais sobre as “Tradições de Maio em Taiobeiras”, clique aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
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Entrevista com Carlito Arruda: "Não sou situação nem oposição, me considero uma opção"

Carlito Pereira Costa Há cerca de um mês e meio participei de uma longa conversa com o empresário Carlito Pereira Costa, ou melhor, Carlito Arruda, como se tornou conhecido o jovem militante da Renovação Carismática Católica, proprietário de uma das empresas taiobeirenses que mais cresceu e alcançou reconhecimento na última década: a indústria e o comércio de produtos alimentícios Arruda. O diálogo se transformou em entrevista, a qual publico aqui no blog.Conheço Carlito há bastante tempo. Para ser mais preciso, desde 1994, quando participamos de um retiro espiritual da Pastoral da Juventude (PJ) de Taiobeiras. Para quem conhece as questões internas da Igreja Católica no Brasil, sabe que as linhas pastorais ligadas às CEB’s, como é o caso da PJ e os movimentos de caráter mais voltado ao pentecostalismo, como a RCC, enfrentaram grandes questionamentos e crises, sobretudo no final dos anos 90. Conosco não poderia ter sido diferente. Mas, creio eu, sempre nos respeitamos em nossas identidades eclesiais específicas. Recentemente, atuamos juntos na comissão que preparou, organizou e dirigiu os trabalhos do 1º Concílio Paroquial de Taiobeiras, em 2007. Acredito que ali, num grande momento de definição dos rumos do catolicismo taiobeirense, contribuímos de maneira muito efetiva para a mesma causa.
Politicamente, estivemos juntos nas eleições municipais de 1996 e 2000. Em campos opostos em 2004 e 2008. No entanto, nunca deixamos de nos falar francamente sobre este tema, mesmo nos momentos em que não estivemos do mesmo lado.
A impressão pessoal que tenho é a de que Carlito é bastante pragmático em tudo que faz. Calcula, planeja e executa. Parece nunca descansar. Bastante rigoroso com quem comanda e consigo mesmo. No entanto, sua disciplina não é maquiavélica. Não faz tudo o que está ao alcance para conseguir o que deseja. Pelo contrário, sua obstinação se ampara na rigidez com que aderiu aos valores do cristianismo.
Muitos o criticam pelo excesso de religiosidade. Outros, admiram. Como já disse anteriormente, posso ter discordâncias de linha pastoral com ele, e até mesmo de algumas concepções sociais e políticas, no entanto, reconheço e ressalto que sua adesão a Jesus Cristo e ao Projeto do Evangelho constitui a essência de sua pessoa. E isto é um valor e, também, uma garantia. Guiado por sua palavra, e também pela prática, quero crer – e tenho alguns motivos para tal – que Carlito, em matéria política ou social, não abrirá mão de seus princípios éticos, justamente por conta da fé cristã que cultiva.
O fato é que Carlito, como militante católico ou empresário, já é bastante conhecido. A realidade nova que se apresenta é que ele agora está cada vez mais se colocando como ator no grande palco da realidade política municipal. Seu nome despontou entre aqueles a quem as pessoas indicam como pré-candidato a Prefeito de Taiobeiras. Creio que ele ainda precisa construir uma identidade política própria. Qual é o projeto político que defende? Mas, pela conversa, sinto que está obstinado no propósito desta construção.
Acredito que a democracia se faz com informação. Quanto mais se sabe, melhor se decide. As ideias têm de fluir livremente para o conhecimento, o debate, a reparação e o enriquecimento coletivos. Sempre repito no que falo ou no que escrevo que Taiobeiras necessita de espaços e de liberdade amplos para as ideias florescerem e se apresentarem ao público. Carlito, neste momento, é ator-personagem social-político que desponta neste alvorecer histórico de Taiobeiras. Sua palavra, assim como a dos demais pré-candidatos – e também de todos os cidadãos – merece ser ouvida, levada em consideração, debatida e acrescida de contribuições.
Evidentemente que Carlito não se apresenta como candidato. Estamos há mais de um ano de distância das eleições municipais. Nem nós como eleitores. Somos todos, neste instante, cidadãos dispostos ao diálogo. Então, caro leitor deste blog, fique com a entrevista com Carlito Arruda. Usufrua dela, pense, comente, reflita. Vale bastante conhecê-lo cada vez mais e melhor. Leia a entrevista no post aqui abaixo…
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Entrevista com Carlito Arruda

Carlito Arruda “Não sou situação nem oposição, me considero, juntamente com alguns amigos, uma opção”
LEVON: O senhor é egresso do grupo político que atualmente comanda a Prefeitura de Taiobeiras. Sua participação no processo eleitoral de 2010 pode ser lida como um rompimento com este grupo?CARLITO: Não digo que foi um rompimento definitivo com o “Grupo” como um todo, talvez com algumas lideranças. Muitas vezes os pensamentos que divergem dos da direção dada pela liderança, de qualquer seguimento, tanto político, como associativista, e até mesmo religioso, na maioria das vezes não são bem vindos e até mesmo mal interpretados. Muitos líderes negam o direito ao “contraditório” a seus liderados. No entanto, tenho muitos amigos dentro deste grupo a que você se refere, a final de contas foram quatro campanhas para prefeito e várias outras para deputado.LEVON: Há um projeto mais amplo por trás da sua presença nas eleições de 2010? Este projeto tem a ver co m as eleições de 2012?CARLITO: Todo movimento político eleitoral sempre tem algum tipo de envolvimento futuro, tendo em vista que, na política, na maioria das vezes, o presente sempre é retroalimentado pelo passado. Estaremos preparados para ser uma nova opção para o povo de nosso município.LEVON: Como o senhor descreve o quadro político taiobeirense (situação, oposição, outra opção política, sociedade civil) na atualidade?CARLITO: Vejo que a atual administração fez um bom trabalho, soube aproveitar o momento político do país e do estado, tendo em vista que o presidente Lula queria fazer sua sucessora, como de fato a fez; e o Aécio queria, além de viabilizar sua candidatura à presidência da República, também eleger seu sucessor, como também o fez. Com esta conjuntura houve muitas oportunidades para todas as prefeituras do estado de Minas Gerais. Quanto às questões políticas, vejo que tanto situação como oposição não se preocuparam muito em preparar seus quadros para a disputa de 2012. A situação acha que com os altos índices de aprovação elegerá o sucessor, porém encontra dificuldades em escolher um nome do “grupo” que seja consenso e tenha liderança suficiente para levantar uma campanha vitoriosa. Além disso, os números da eleição de deputado demonstraram que transformar aprovação em voto não é tão fácil. Particularmente, acho que o “grupo” tem bons nomes, mas que qualquer um que for indicado terá de ser arrastado pelo prefeito, assim como fizeram Lula e Aécio. No entanto, numa realidade municipal as chances de isso dar certo são menores, pois além da máquina municipal não ser tão poderosa como a federal e estadual, existem muitas particularidades, tais como: amizade; famílias; grupos da sociedade civil, dentre outras. Já a oposição ligada ao ex-prefeito Joel, depois de sete anos de poder da situação, além dos fatos ocorridos com suas grandes lideranças na última eleição para prefeito, ficou desarticulada. No entanto, ainda tem a opção de ter o próprio Joel como candidato. Já no meu caso não sou situação nem oposição, me considero, juntamente com alguns amigos, uma opção. Uma nova opção política para nossa cidade, com novos pensamentos progressistas e desenvolvimentistas, e tenho certeza que iremos dar uma grande contribuição para nosso município, principalmente em promover uma discussão ampla do melhor modelo de desenvolvimento sustentável, de modo a aliar crescimento econômico, social e meio ambiente.LEVON: Na sua opinião, há algum setor social que está fora ou sub-representado na política de Taiobeiras e que poderia ser integrado e ter melhor participação?CARLITO: Tenho a convicção de que quando um grupo político chega ao poder ele não pode esquecer-se de dois problemas básicos, que acho serem as duas maiores tentações políticas. O primeiro é o de achar que são “proprietários do poder e dos recursos”, esquecendo-se de que foi eleito para estar à frente e não para ser “dono”. Devido a este pensamento vemos muitas distorções, dentre elas, posso citar: projetos sendo implementados sem a devida discussão pública; o uso dos recursos públicos como se fossem particulares e muitas vezes com o mau uso dos mesmos, em algumas situações até de apropriações indébitas; e a pior de todas, penso eu, a imposição vertical de suas idéias. O segundo problema está intrinsecamente ligado ao primeiro. É o fato de alguns governantes esquecerem que foram eleitos para “governar para todos” e não apenas para um grupo de pessoas, dando ênfase aos seus eleitores. Nesta situação se aplica uma máxima política, onde para os amigos “os benefícios” e para os inimigos “o rigor da lei”; e assim se vê a oposição, em quase todo país, ser massacrada durante um governo, principalmente quando se trata de casos de reeleição. Desta forma, respondendo sua pergunta, vejo que todos os grupos e movimentos que não participaram ativamente do processo eleitoral e que não estão totalmente em acordo com as “regras” de quem esta no poder ficam à margem das grandes discussões pertinentes a assuntos relevantes do município.LEVON: Quais os principais problemas sociais de Taiobeiras que necessitam de políticas públicas mais efetivas?CARLITO: A criminalidade envolvendo crianças, adolescentes e jovens em situação de risco social. É público e notório a falta de políticas públicas eficientes que visem combater o uso de crianças e adolescentes como ferramenta de trabalho dos traficantes e marginais, e que amparadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente ficam sem a devida punição, aumentando assim a reincidência. Recentemente, alguns diretores da Associação Comercial e Industrial de Taiobeiras (ACIT), da qual sou presidente, reuniram-se com o promotor Bruno, no Ministério Público, onde conversaram sobre a viabilidade da construção de um centro de abrigamento do menor infrator, visando criar condições de tirar das ruas os menores infratores por até 45 dias, dando a eles condições para se livrarem do mundo da criminalidade, uma vez que os mesmos assim teriam acompanhamento de profissionais da psicologia, da pedagogia, da assistência social, dentre outras especialidades. Para a concretização deste projeto terá de haver um grande envolvimento de todos os seguimentos de nossa sociedade. Acredito, também, que devemos ter um trabalho voltado para a reestruturação familiar, combatendo o vício do álcool nas famílias.LEVON: Campanhas eleitorais taiobeirenses têm a fama de serem muito caras, dispendiosas e insanas; providas de muito marketing e de pouco espaço para o debate de ideias. Em sua opinião, como fazer para superar este modelo?CARLITO: Primeiramente, teremos que fazer valer a legislação eleitoral para combater este gasto excessivo, que, se caracterizado abuso de poder econômico, é crime eleitoral. Teremos de criar condições para mobilizar toda a população na discussão do modelo de desenvolvimento sustentável que queremos ter a partir de 2013. Temos aí muitas questões a serem trabalhadas, dentre elas: a mineração na região, um plano de desenvolvimento econômico sustentável, um plano de ampliação do comércio e da indústria de transformação em nosso município – uma vez que estamos nos consolidando como pólo regional –, um modelo de saúde pública para nossos munícipes, projetos para inclusão social dos jovens e um modelo de políticas públicas para o esporte, dentre outras.LEVON: Há ainda um contingente de taiobeirenses que não usufrui de todos os benefícios econômicos, sociais e políticos que o município tem alcançado nos últimos anos. Como incluir estas pessoas?CARLITO: Inclusão social e econômica se faz com educação. Neste sentido penso que temos que ampliar nossa capacidade de investimento nesta área. Gostaria de compartilhar uma experiência que tenho em minha empresa, onde temos implantado, e funcionando já por seis anos, um projeto social chamado “bolsa faculdade”, onde financiamos em até 50% da mensalidade da faculdade, além de flexibilizar o horário de trabalho, de modo que o colaborador possa conciliar trabalho e estudo. Este projeto já beneficiou mais de 20% dos funcionários de nosso grupo. Aumentando a riqueza intelectual de um povo, consequentemente aumentamos a riqueza econômica e, com esta, a inclusão social.LEVON: Com 57 anos de emancipação, qual a vocação de Taiobeiras para o futuro?CARLITO: O povo de Taiobeiras tem uma vocação nata, que é vocação empreendedora, desde décadas atrás, e hoje mais ainda, temos registros de muitos conterrâneos que se destacaram (e se destacam) em seus empreendimentos; e com isso somos vistos pelas cidades vizinhas como uma cidade onde o desenvolvimento acontece de forma rápida e organizada. Por isso, creio que continuaremos a crescer e a ocupar cada vez mais um lugar de destaque na liderança regional. Teremos cada vez mais um comércio forte, com nossas empresas exercendo influência em toda a região do Alto Rio Pardo, sendo fomentadoras de desenvolvimento e de progresso. No seguimento político, vejo um povo que atingiu um nível de amadurecimento bem acima do restante das cidades da nossa região, onde cada vez mais os administradores terão que atuar com competência e eficiência na gestão do nosso município. -
Fidel Castro: O assassinato de Osama Bin Laden

Fidel Castro * Artigo de FIDEL CASTRO, ex-Presidente da República de Cuba, em Adital.Os que se encarregam desses temas sabem que, em 11 de setembro de 2001, nosso povo ficou solidário com o dos Estados Unidos e ofereceu a modesta cooperação que no campo da saúde podíamos oferecer às vítimas do brutal atentado às Torres Gêmeas de Nova Iorque.Também oferecemos de imediato as pistas aéreas do nosso país para os aviões norte-americanos que não tivessem onde aterrar, por causa do caos reinante nas primeiras horas após aquele golpe.
Ataques de 11/09/2001 É conhecida a posição histórica da Revolução Cubana que sempre se opôs às ações que colocassem em perigo a vida de civis.Partidários decididos da luta armada contra a tirania de Batista; éramos, no entanto, opostos por princípios a todo ato terrorista que ocasionasse a morte de pessoas inocentes. Tal conduta, mantida ao longo de mais de meio século, outorga-nos o direito de expressar um ponto de vista sobre o delicado tema.Em um ato público maciço realizado na Cidade Esportiva expressei naquele dia a convicção de que o terrorismo internacional jamais seria resolvido mediante a violência e a guerra.
Osama Bin Laden Na verdade, ele foi durante anos amigo dos Estados Unidos que o treinou militarmente, e foi adversário da URSS e do socialismo, mas quaisquer que fossem os atos atribuídos a Bin Laden, o assassinato de um ser humano desarmado e rodeado de familiares constitui um fato aborrecível. Aparentemente foi isso o que fez o governo da nação mais poderosa que jamais existiu.O discurso elaborado com esmero por Obama para anunciar a morte de Bin Laden afirma: “… sabemos que as piores imagens são aquelas que foram invisíveis para o mundo. O assento vazio na mesa. As crianças que foram forçadas a crescerem sem sua mãe ou seu pai. Os pais que nunca voltarão a sentir o abraço de um filho. Cerca de 3 000 cidadãos marcharam longe de nós, deixando um enorme buraco em nossos corações”.
Barak Obama Esse parágrafo encerra uma dramática verdade, mas não pode impedir que as pessoas honestas se lembrem das guerras injustas desatadas pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, das centenas de milhares de crianças que foram obrigadas a crescerem sem sua mãe ou seu pai, e aos pais que nunca voltariam a sentir o abraço de um filho.Milhões de cidadãos marcharam longe de seus povos no Iraque, no Afeganistão, no Vietnã, Laos, no Camboja, Cuba e noutros muitos países do mundo.Da mente de centenas de milhões de pessoas também não se apagaram as horríveis imagens de seres humanos que em Guantánamo, território ocupado de Cuba, desfilam silenciosamente submetidos durante meses e inclusive anos a insofríveis e enlouquecedoras torturas; são pessoas seqüestradas e transportadas a cárceres secretos com a cumplicidade hipócrita de sociedades supostamente civilizadas.
Prisão norte-americana em Guantánamo,
território indevidamente ocupado em CubaObama não tem forma de ocultar que Osama foi executado na presença dos seus filhos e esposas, agora em poder das autoridades do Paquistão, um país muçulmano de quase 200 milhões de habitantes, cujas leis têm sido violadas, sua dignidade nacional ofendida, e suas tradições religiosas ultrajadas.
Como impedirá agora que as mulheres e os filhos da pessoa executada sem Lei nem julgamento expliquem o acontecido, e as imagens sejam transmitidas ao mundo?Em 28 de janeiro de 2002, o jornalista da CBS Dan Rather, difundiu por essa emissora de televisão que a 10 de setembro de 2001, um dia antes dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, Osama Bin Laden foi submetido a uma diálise do rim em um hospital militar do Paquistão. Não estava em condições de ocultar-se e proteger-se em profundas cavernas.Assassiná-lo e enviá-lo às profundezas do mar demonstra temor e insegurança, tornam-no em uma personagem muito mais perigosa.A própria opinião pública dos Estados Unidos, após a euforia inicial, terminará criticando os métodos que, em vez de proteger os cidadãos, terminam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles.4 de maio de 2011, 20h34. -
55ª Festa Religiosa de N. Sra. de Fátima em Taiobeiras
Igrejinha octogonal de N. Sra. de Fátima em Taiobeiras Entre 4 e 13 de maio de 2011 ocorre, na Praça da Igrejinha em Taiobeiras (MG), a 55ª Festa Religiosa de Nossa Senhora de Fátima, promovida pela Paróquia São Sebastião. A programação começa, todos os dias, a partir das 18 horas e segue até por volta das 22 horas.
Participe!
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A esperança no cristianismo

João Paulo II Na homilia da Celebração Eucarística em que foi declarado “Bem-aventurado” o servo de Deus, Papa João Paulo II (1978-2005), em 1º/05/2011, o Papa Bento XVI disse as seguintes palavras: “Aquela carga de esperança que de certo modo fora cedida ao marxismo e à ideologia do progresso, João Paulo II legitimamente reivindicou-a para o cristianismo, restituindo-lhe a fisionomia autêntica da esperança, que se deve viver na história com um espírito de ‘advento’, numa existência pessoal e comunitária orientada para Cristo, plenitude do homem e realização das suas expectativas de justiça e de paz”.O pontífice acerta, sobretudo se suas palavras forem analisadas no contexto em que o Papa Wojtyla viveu em sua Polônia natal durante quase toda a vida, até ser eleito sucessor de Pedro em 1978. Também fazem sentido as frases do Santo Padre, se observadas no contexto destrutivo da Guerra Fria, para os cristãos da Europa, em particular, e para toda a humanidade, no geral. No entanto, humildemente, creio eu, nós católicos precisamos rogar a Deus, e também trabalhar, para que surjam novos “gigantes da fé” a nos devolverem a “autêntica esperança” cristã frente ao avanço do “deus-mercado-capitalista”, que hoje devora corações e mentes em tudo o mundo, sobretudo em nossa América Latina, ameaçando a própria existência da vida na Terra. “A criação geme em dores de parto”. (Rm 8,22)Creio eu, também, que muitos destes “gigantes” já estiveram ou estão entre nós, cabendo-nos solicitar ao Espírito Santo o dom da sabedoria, para sabermos discernir seus gritos a nos alertarem.Sinto que alguns deles são os seguintes, em nosso contexto de Brasil: Helder Câmara, Aloísio Lorscheider, Evaristo Arns, Luciano Mendes de Almeida, Pedro Casaldáliga, Oscar Romero, Leonardo Boff, Dorothy Stang, dentre tantos outros…“Quem tem ouvidos, ouça!” (Mt 13,9) -
Pronunciamento da Presidenta Dilma Rousseff em 29/04/2011
Se não teve a oportunidade de ver e/ou ouvir o pronunciamento da Presidenta Dilma Rousseff (PT) na última sexta-feira, 29 de abril de 2011, em rede nacional de televisão e rádio, assista agora, por meio do canal de vídeos do Palácio do Planalto, no site You Tube. No discurso, a Presidenta do Brasil saúda os trabalhadores e trabalhadoras pela passagem do 1º de maio, Dia Internacional do Trabalho, e ainda aborda temas como o combate à inflação, a criação do Pronatec (Programa Nacional de Aprendizagem em Escolas Técnicas), os programas sociais de erradicação da miséria e os incentivos à chamada “nova classe média” brasileira.
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A consciência de Taiobeiras
* Levon do NascimentoTaiobeiras é uma cidade de pouca memória pública. Também, pudera! Um lugar onde pouco se lê, quase não se discute questões de interesse coletivo ou político democraticamente e a classe educadora sofre de baixa auto-estima generalizada, não poderia ser diferente.Pode, sim! Tem que ser diferente. A história é algo que se realiza mediante a tomada de consciência de seus sujeitos. Não há determinismo que impeça as pessoas de exercerem as transformações sonhadas, possíveis e desejadas. Não há cabresto econômico ou ideológico que segura as pessoas quando estas libertam suas mentes e corações para o “bom combate”. Tem boas lutas a ser travadas em Taiobeiras.Texto curto e de ideias incompletas, este, não? Claro que sim. Nossa memória é bastante curta, conforme já explicitado lá no primeiro parágrafo. Forcemos nossa consciência a respeito do que devemos valorizar em nosso passado. Apertemos um pouquinho o pensamento sobre os desafios a que todos temos que enfrentar. Sejamos criativos e apontemos soluções. Completemos este raciocínio… coletivamente. -
Homenagem a Donila Maria de Souza

Donila Maria de Souza (1907 – 2011) * Por Levon do NascimentoEla nasceu Donila Maria de Oliveira, em 15 de setembro de 1907, um domingo, dia do Senhor em quem ela tanto confiou nesta vida terrena. Filha de Antônio e Teodora, veio ao mundo como inúmeros brasileiros e brasileiras, nordestinos e sertanejos, na pobreza dura do sertão, na comunidade rural de Baraúnas, município de Jacaraci, no Estado da Bahia. Por força do casamento, passou a se chamar Donila Maria de Souza.Fez sua caminhada sobre este chão que “geme em dores de parto” por exatos 103 anos, 7 meses e 6 dias. Um tempo dela, mas, sobretudo, um tempo de Deus. Taiobeiras, em Minas Gerais, a acolheu há 32 anos.Este mesmo Deus e Senhor, “Nossinhô”, em seu linguajar carinhoso, a chamou de volta ao lar na última quinta-feira, 21 de abril de 2011, às 8 horas da manhã. Notem, não foi uma quinta-feira qualquer. Foi a quinta-feira que antecede o grande dia em que o Senhor Jesus se entregou, por nossas limitações, a toda sorte de suplícios, pelo nosso reencontro com o Pai. Foi na quinta-feira na qual a Igreja celebra o grande dom da partilha fraterna, da comunhão solidária e da Eucaristia – alimento eterno – que faz nosso corpo e nossa alma nunca desanimarem da caminhada rumo ao Reino Definitivo.O Senhor efetivamente escolheu o melhor dia. Um dia de festa. Sim, porque Eucaristia, comunhão e partilha são festas. Festa na Terra e festa no Céu. O povo que crê em Jesus, definitivamente, é um povo que crê na comum-união. É um povo que não se apega às coisas que possui. É um povo que doa bens e dons. E Donila era assim.
Sua mesa de pobre do sertão sempre foi rica no pouco que com Deus sempre se fez muito. Sim, “o pouco com Deus é muito”, repetia ela o provérbio sábio do povo brasileiro. Seu prazer era se colocar a serviço. Não estudou. O Brasil no qual ela nasceu não lhe ofereceu este benefício. Mas aprendeu. E aprendeu muito. E também ensinou.Aprendeu a servir sua família. Aprendeu a servir ao próximo. Parteira de comunidade rural aonde médico não ia, ajudou a trazer dezenas de filhos de Deus à luz divina irradiada sobre esta Terra de Santa Cruz, chamada Brasil. Não havia hora certa. Certa era a hora em que necessitavam dela e ouviam um sim corajoso.Casou-se com Leordino. Viveram juntos até que o Senhor o chamou em 1988. 12 filhos tiveram. Três o Senhor chamou ainda nos primeiros dias de vida. Outros três também fizeram a passagem, mas já com as famílias constituídas. O seis restantes louvam a Deus pela vida de Donila, vida de ensinamentos e de exemplos.Catequista por excelência, de sua boca nunca se ouviu um lamento contra a vontade do Pai. Uma crença muito forte em Jesus e na misericórdia intercessora de Nossa Senhora. Vida de oração, sem fanatismo ou pedantismo. Vida de oração. Vida de tolerância e de respeito, até mesmo quando alguns dos seus passaram a professar crenças diferentes da sua. Acreditou até no último instante. Levantou os ramos (mesmo diante da celebração televisionada) para o Senhor entrar mais uma vez em Jerusalém, a Jerusalém do seu coração, até no último domingo, o de Ramos, em que pôde estar presente nesta Terra.Hoje, nesta celebração, rogamos ao Deus da Vida, que ressuscitou Jesus dentre os mortos, que conforte os corações dos que lamentam a passagem de Donila.Porém, mais do que isto, aqui nos reunimos no entorno do altar da Eucaristia, do Pão Vivo descido do Céu, neste tempo Pascal em que o Senhor Ressuscitou, orando para que Jesus receba Donila junto de si, que ela compartilhe do banquete celestial, que ela tenha morada junto do Pai, que ela seja feliz eternamente…Bendito seja Jesus Cristo, pela salvação que nos ofereceu pelo mistério da Cruz. Bendito seja Jesus Cristo que, pela sua Ressurreição, ressuscita dentre os mortos, para a vida eterna, todos aqueles que crerem e praticarem o seu eterno amor.Amém!* Mensagem lida durante a Ação de Graças da Celebração Eucarística de 7º dia, em 28/04/2011, às 19h, na Igreja Matriz de São Sebastião de Taiobeiras (MG).
Texto publicado também no site da Arquidiocese de Montes Claros (MG). Clique aqui. -
Nota de falecimento
Faleceu hoje, nesta quinta-feira santa, 21 de abril de 2011, às 8 horas da manhã, a senhora Donila Maria de Souza, a quem considero como avó, aos 103 anos, 7 meses e 6 dias de vida. Que o Deus de Jesus Cristo, em quem ela sempre teve fé, a acolha junto de si em seu Reino que não terá fim. O sepultamento será na sexta-feira santa, 22 de abril de 2011, às 16 horas, no Cemitério do Santo Cruzeiro, em Taiobeiras (MG).Correção: O sepultamento ocorrerá, de fato, às 13 horas de 22/04/2011.Missa de 7º dia: Quinta-feira, 28 de abril de 2011, às 19 horas, na Igreja Matriz de São Sebastião de Taiobeiras (MG).Donila nasceu em 15 de setembro de 1907, na comunidade rural de Baraúnas, município de Jacaraci, estado da Bahia. Em 1945, já casada com Leordino Neres de Souza, mudou-se para a comunidade rural de Barra do Rio, próximo ao Distrito de Alegre, no município de Condeúba, também na Bahia. Em 1979, já idosos, o casal passou a viver na cidade de Taiobeiras, estado de Minas Gerais, para onde vários filhos já haviam se transferido. Em 1988 seu esposo faleceu. Ela ainda sobreviveria a ele 23 anos. -
STJ: proteção a professores agredidos
* Matéria extraída da versão on line do Correio do Brasil17/4/2011 7:35Na matéria especial desta semana, a Rádio do STJ aborda um dos temas mais debatidos dos últimos dias: violência nas escolas. O foco, desta vez, é a agressão contra professores por seus próprios alunos.A reportagem traz o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, com o ministro Castro Meira, em decisão que confirmou indenização de R$ 10 mil a uma professora agredida no Distrito Federal. Além de opiniões de profissionais da área de educação, representante do Sindicato dos Professores do DF e do legislativo local. E ainda, o resultado de uma pesquisa sobre o percentual dessa agressão no país.Dados da Unesco, revelaram que mais de 80% dos professores nas principais capitais brasileiras já conviveram com violência no trabalho. Já o ministro Castro Meira, ressaltou que é preciso melhorar o tratamento dado a professores no país. A deputada distrital Rejane Pitanga, também entrevistada, apresentou um projeto para criar uma cultura de paz nas escolas do DF.Então, vale a pena conferir! A reportagem está disponível na página da Rádio, neste domingo (17), a partir das 8h, além de integrar a programção da Rádio Justiça, FM 104.7.Siga @STJnoticias e fique por dentro do que acontece no Tribunal da Cidadania.Mais leituras de hoje:
Frei Betto: Tragédia carioca, sobre o assassinato de estudantes no Rio.
Ex-governador de MG e atual senador, Aécio Neves é pego em blitz, com habilitação vencida, na noite carioca. -
Atualizando o blog
Olá amigos (as) e seguidores (as) deste blog. Há mais de uma semana não posto por aqui. A temporada de aplicação de provas, correções e entregas de resultados do 1º bimentre têm me impedido de escrever ou publicar. Pretendo fazer isto na próxima semana. Tenho muito coisa para compartilhar. Eis alguns itens:
1. A paralisação dos professores da rede estadual de Minas Gerais e a manifestação em Ouro Preto na próxima terça, 19 de abril;
2. Mais um artigo meu, sobre a “Religião que agrada a Deus”; e
3. Uma entrevista, seguida de uma matéria, que fiz com/e/sobre o empresário e potencial pré-candidato a Prefeito de Taiobeiras, Carlito Arruda.
Permaneçam acessando o blog. Comentem. Enviem sugestões.
Um abraço a todos. Feliz semana! Que ela seja “santa” para todos (as)!
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A tragédia na escola do Rio de Janeiro
Sobre a tragédia do tiroteio perpetrado por um ex-aluno numa escola municipal da cidade do Rio de Janeiro, ocorrida hoje, 7 de abril de 2011, algumas palavras:
1. Não me atrevo a analisar as motivações do assassino (suicida?), com vem tentanto fazer todas as redes de televisão aberta em seu afã sensacionalista. Não me cabe esta análise. Creio que somente aos especialistas. E se a análise for feita corretamente, servirá a muitos: profissionais da educação e da segurança pública, políticos, famílias, religiosos… de modo a prevenir novas barbaridades como esta.
2. A morte que afligiu tantos alunos em ambiente escolar nos emudece.
3. Somente agora o país, diante do choque, toma conhecimento de uma realidade que, há muito, nós professores já chamávamos a atenção e não éramos ouvidos, nem pelos pais, nem pela sociedade, muito menos pelos políticos: a questão da segurança nas escolas. Além dos baixos salários pagos aos educadores, do sucateamento da educação pública, da progressão automática direta ou indireta (todo mundo passa, professor querendo ou não), o fato é que nossas escolas não têm qualquer sistema de segurança para quem nelas estuda ou trabalha. Enquanto bancos dispõem de guardas armados e de portarias eletrônicas, escolas são escancaradas, mal-projetadas e esquecidas, especialmente as que estão sob responsabilidade de estados e municípios. Sinal de que em nossa sociedade valem mais os templos do capital do que os santuários da cultura e da informação. Mais vale o dinheiro do que as pessoas.
Que, apesar da tristeza deste dia, fique a lição a quem de direito para que novas tragédias não se repitam.
Mais:
Após tragédia no Rio, professores organizam paralisação
Carta do suicida: terrorismo islâmico ou cristão?
A cobertura tendenciosa da Globo
O que fazer quando a religião cega o ser humano? -
Amor e Revolução
Surpreendi-me positivamente com duas coisas relacionadas à nova novela do SBT, Amor e Revolução, que não estou acompanhando, diga-se de passagem.
1ª. O grande número de alunos e até de colegas professores que vem se “supreendendo” com a crueldade da Ditadura Militar brasileira (1964 – 1985) apresentada na trama. Quer por vocação política, quer por força de ofício (sou professor de História), as informações e descrições do regime militar não me são novidades, embora sempre que os revisito em leituras e conversas me despertem continuada indignação.
2ª. O fato do SBT, emissora de pouquíssimo conteúdo relevante, ter a coragem de apresentar uma novela com temática tão importante para a memória histórica do Brasil, também me interessou, e espantou. Não é comum. Mas é bom. Nosso país, de memória curta, precisa conhecer sua história, criticar seu passado e exorcizar seus “demônios” por meio da informação e da verdade. A TV, meio de comunicação de maior audiência entre os brasileiros, deveria se prestar mais a cumprir este papel de educadora. Evidentemente que não faço aqui uma análise das qualidades técnicas e de teledramaturgia do folhetim em questão.
Que outras iniciativas do gênero prosperem!







